testeAs mulheres do meu livro IV

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A atriz e inventora Hedy Lamarr (fonte)

A austríaca Hedy Lamarr foi um ícone do cinema internacional. Ao aparecer nua, simulando um orgasmo, no filme tcheco Êxtase, de 1933, embalou o sonho de milhões de homens em todo o planeta. Em 1949, ela apimentaria o épico Sansão e Dalila com cenas bastante sensuais para a época, especialmente por se tratar de obra com temática bíblica. Mas Hedy também ficou conhecida por sua capacidade intelectual. Em 1940, em plena Segunda Guerra, ela patenteou um aparelho que despistava as transmissões de rádio — engenhoca tida como mãe da telefonia celular.

Hedy Lamarr, personagem do meu livro Os Guinle, foi uma das muitas namoradas de Jorginho Guinle. Um caso bem diferente dos outros namoros do playbloy com estrelas de Hollywood. Afinal, o affaire com Marilyn Monroe aconteceu quando ela era uma garota de programa desconhecida. Com Rita Hayworth, o romance se deu na fase decadente da atriz. Já com Hedy, a aproximação ocorreu em 1958, com ela no auge.

Jorginho revelou em sua autobiografia detalhes sexuais de algumas ex-namoradas, mas o seu relato sobre Hedy é diferente dos demais, já que ele a considerava muito inteligente. Sem contar que ela entendia profundamente de arte moderna, o que o impressionava. Segundo ele, foi graças ao namoro com Hedy que conheceu o pintor francês Pierre Soulages, os americanos Jackson Pollock e Franz Kline, o alemão Hans Hartung, entre outros artistas.

Jorginho conta ainda que Hedy pensava em casamento. Como se sabe, isso não aconteceu. Aliás, o namoro acabou de forma abrupta. Ela lhe pediu de presente uma obra de arte bem cara do suíço Alberto Giacometti e Jorginho não pôde regalar a amada por causa de uma viagem urgente ao Rio de Janeiro. Quem quiser saber mais detalhes sobre a versão de Hedy sobre o episódio é só ler Os Guinle.

testeAs mulheres do meu livro I

Marilyn Monroe (fonte)

Marilyn Monroe (fonte)

Nunca pensei que um dia escreveria um livro em que tivesse como personagens atrizes de Hollywood. O cinema americano não está no foco do trabalho que faço, pois sou mais ligado a temas da história do Brasil. Mas em Os Guinle algumas estrelas cinematográficas de primeira grandeza são citadas com um objetivo muito claro: ajudar o leitor a entender um dos personagens do livro, o playboy Jorginho Guinle (1916-2004), filho de Carlos e Gilda Guinle.

Nesta crônica destaco Norma Jeane Mortenson, mais conhecida como Marilyn Monroe (1926-1962). Em toda a história do cinema, poucas mulheres deixaram uma marca tão forte na cultura de seu tempo. Marilyn foi um verdadeiro ícone do século XX e suas imagens seguem fazendo sucesso – com o vestido branco levantado no filme O pecado mora ao lado (The seven year itch, de 1955), cantando o inesquecível “Parabéns para você”, em 1962, no aniversário do presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, seu rosto na colorida serigrafia de Andy Warhol feita após a morte de Marylin são algumas dessas imagens.

Jorginho Guinle morou nos Estados Unidos entre 1939 e 1947. Em seu livro biográfico ele diz ter tido “alguns encontros” com Marilyn, a “idolatrada sex symbol”. Ele visitava constantemente uma certa casa, em Hollywood, que era de propriedade da atriz Mae West. O local era frequentado por gente como os futuros presidentes americanos Ronald Reagan e John Kennedy. O endereço era famoso por conta das beldades que recepcionavam tão ilustres visitantes.

Mae West garantia o sigilo do que acontecia entre os visitantes e as moças, suas amigas. Jorginho diz que ela era o “sex-relations” da turma. Uma delas, Marylin, linda e jovem, virava muitas cabeças. Aos vintes anos, era pobre. Mas, segundo Jorginho, era profissional. “Ela tinha total desinibição, qualidade fundamental para o sexo perfeito. Esse é o momento em que os sentidos e a cabeça funcionam como parceiros. Para se conseguir prazer prolongado, geral, o prazer total, é preciso falar durante o ato. Palavras e pensamentos devem estar presentes. Senão, vira uma coisa puramente animal, decepcionante.”

A julgar pelos depoimentos de Jorginho, o playboy milionário e Marylin Monroe se conheceram muito bem ao longo de algumas siestas na badalada casa de Mae West.