teste9 dicas de livros para o Dia das Crianças!

 

Confira a nossa lista com 9 leituras imperdíveis para crianças:

 

João & Maria, de Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti — O prestigiado escritor Neil Gaiman e o brilhante ilustrador Lorenzo Mattotti recontam o clássico João e Maria. Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que, em tempos de crise e falta de esperança, são abandonados pelos próprios pais e precisam enfrentar os perigos de uma floresta sombria.

Obra vencedora da categoria de melhor tradução e adaptação de reconto do Prêmio FNLIJ 2016 e também contemplada com o selo Altamente Recomendável.

Indicado para leitores a partir de 6 anos.

 

Série Como treinar o seu dragão, de Cressida Cowell — Os vikings são uma parte importante da história mundial. E nada melhor que acompanhar as aventuras do adorável Soluço Spantosicus Estrondus III,  herdeiro da tribo dos Hooligans Cabeludos, e de seu dragão Banguela. A série que inspirou a animação da DreamWorks é composta por 12 volumes — o último será publicado em janeiro de 2017.

Série indicada para leitores entre 6 e 10 anos.

 

Os piores pirralhos do mundo, de David Walliams — Nestas dez histórias tão divertidas quanto horripilantes, tão criativas quanto nojentas, David Walliams faz os pequenos leitores morrerem de rir com os pirralhos mais malcriados, mais bagunceiros e mais adoráveis do mundo. [Leia +]

Indicado para leitores entre 8 e 10 anos.

 

Robô selvagem, de Peter Brown — Roz é uma robô que, ao abrir os olhos pela primeira vez, se vê sozinha em uma ilha. Ela não tem a menor ideia de como foi parar ali, mas está programada para sobreviver. Tudo parece melhorar quando Roz consegue, aos poucos, se aproximar dos bichos e criar um elo com um filhote de ganso abandonado. Mas sua natureza é diferente, e o misterioso passado da robô, que a levou até ali, está prestes a retornar para assombrá-la. [Saiba mais]

Peter Brown é autor também de Minha professora é um monstro (Não sou, não) Sr. Tigre solto na selva.

Indicado para leitores entre 8 e 10 anos.

 

Somos todos extraordinários, de R. J. Palacio — Resgatando elementos do romance Extraordinário e inserindo os personagens em um mundo ilustrado que representa a imaginação do protagonista, Auggie, Somos todos extraordinários vai deliciar os leitores que já se emocionaram e os que ainda vão se emocionar com essa incrível história de superação, amizade e, acima de tudo, amor.Destrua este diário em cores

Indicado para leitores até 10 anos.

 

Extraordinário, de R.J. Palacio — conta a história de Auggie Pullman, um garoto que tem uma deformidade facial e enfrenta o grande desafio de frequentar a escola pela primeira vez. Com momentos comoventes e outros descontraídos, o livro consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos a seu redor: família, amigos e comunidade.

Indicado para leitores a partir de 12 anos.

 
Fantasma, de Jason Reynolds — Fantasma é um garoto que sempre soube que correr era o seu forte, mas nunca levou a atividade muito a sério. Até que, certo dia, ele disputa uma corrida contra um dos melhores atletas de uma equipe que está treinando na pista de atletismo do parque. E vence. O treinador quer ele entre para a equipe de qualquer jeito. O problema é que Fantasma tem muita raiva dentro de si e também um passado que tenta desesperadamente deixar para trás.

Finalista do National Book Award de 2016, um dos prêmios literários de maior relevância no mercado, Fantasma aborda com leveza temas como bullying, representatividade, invisibilidade social e racismo. [Leia +]

Indicado para leitores a partir de 14 anos

 

Geekerela, de Ashley Poston — Quando Elle, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar uma refilmagem hollywoodiana, ela fica dividida. Antes de morrer, o pai lhe transmitiu a paixão por aquele verdadeiro clássico da ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca ouviram falar da série. O divertido romance traz a clássica história de Cinderela para os dias de hoje e aborda temas como internet, independência da mulher, indústria do cinema e cultura nerd. [Saiba mais]

Indicado para leitores a partir de 14 anos

Para todos os garotos que já amei, de Jenny Han — Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. São confissões sinceras, sem joguinhos ou fingimentos. Até que, um dia, elas são misteriosamente enviadas aos destinatários e, de repente, a vida amorosa de Lara Jean se transforma. [Leia +]

Indicado para leitores a partir de 14 anos

 

testeEntre galáxias distantes, Hogwarts e Geekerela

Por Talitha Perissé*

 

Eu nunca tive muitos amigos, mas no início da minha vida algo ficou penosamente claro: eu não gostava dos mesmos assuntos que o pessoal da minha turma. Não que eu fosse excluída no colégio, mas também não tinha muito interesse nas conversas. As pessoas eram legais, só não eram… minhas pessoas.

Aos nove anos, um coleguinha de turma chegou com um livro novo e me contou a história. Na capa, um menino de óculos montava em uma vassoura. Assim que cheguei em casa pedi para o meu pai comprar o livro para mim.

No dia das crianças minha avó me deu Harry Potter e a Pedra Filosofal. Foi amor à primeira página. Nunca vou esquecer de “O Sr. e a Sra. Dursley, da rua dos Alfeneiros, nº 4, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado. Eram as últimas pessoas no mundo que se esperaria que se metessem em alguma coisa estranha ou misteriosa, porque simplesmente não compactuavam com esse tipo de bobagem.”

Foi com Harry Potter que tudo mudou para mim: onde quer que eu abrisse o livro para ler um pouco, conhecia alguém que gostava. Quando entrei na internet, um novo mundo se descortinou: as pessoas gostavam das mesmas coisas que eu!

Eu passei a andar pelos corredores de Hogwarts não mais sozinha! Eles estavam repletos de pessoas interessantes. Conheci gente do Brasil inteiro, discutimos um monte de teorias e escrevíamos fanfics juntos.

Assim como morei em Hogwarts, passei um tempo em uma galáxia muito muito distante e viajei pelo tempo e espaço com um alienígena em uma cabine policial azul que é maior por dentro do que por fora (ele mudava de rosto e de personalidade, o que era esquisito, mas aprendi a gostar de todas elas); e no mundo real conheci uma banda britânica que falava sobre uma menina com cinco cores no cabelo (nunca fui muito fã de normalidade).

Identifiquei essa mesma paixão em Elle, protagonista de Geekerela, de Ashley Poston. Para mim, assim como para Elle, as melhores amizades foram forjadas por esses interesses em comum, pela intensidade da nossa paixão por algo intangível. Caminhamos para Hogsmeade juntos, testemunhamos a Batalha de Hogwarts, choramos por aqueles que perdemos, também escrevemos histórias com os membros das bandas com quem queríamos casar e aguardamos nas filas com cartazes enormes para shows que esperamos anos para acontecer.  

Ler Geekerela foi como fazer uma amiga nova. Elle, apaixonada por Starfield, uma série clássica pouco conhecida, tem medo de que um remake hollywoodiano estrague tudo. Quem de nós nunca sentiu isso? (Estou de olho em você e em seus reboots, Hollywood).

Starfield não é o centro da vida de Elle. Ela trabalha no Abóbora Mágica, o incrível food truck de comida vegana, estuda e faz planos para o futuro: sonha em ser roteirista. Mas a série importa. Porque nesse mundão de sete bilhões de pessoas, naquele microcosmos, Danielle Wittimer se sente parte de algo maior que ela.

Órfã de pai e mãe, Starfield está presente nas memórias mais preciosas que guarda deles. Mesmo sabendo que aqueles que se vão nunca nos abandonam de verdade, é fácil entender por que a série importa tanto para ela. É com Starfield e seus fãs que Elle encontra o conforto que não pode mais encontrar nos pais. E quantos de nós já não se sentiram assim?

Darien Freeman, o galã escalado para estrelar o remake, também conta sua história no livro. Ele é um aficionado pela série que, por não parecer o típico fã, é considerado uma farsa. Sua equipe também acha que é ruim para a imagem de galã demonstrar que gosta tanto de uma série de ficção científica. Ah, se eles soubessem como é bom…

Darien e Elle se conhecem da melhor/pior maneira possível: o ator quer fugir dos compromissos na ExcelsiCon, a convenção para fãs de Starfield criada pelo falecido pai de Elle. Para isso, liga para o número da organização do evento disponível no site (qual é a dificuldade de manter as informações atualizadas em um site?), mal sabendo que é um telefone antigo, que foi herdado pela nossa protagonista. Eles então começam a trocar mensagens. Ele nem desconfia de que a pessoa com quem está trocando mensagens é a maior crítica do filme, e ela nunca ia imaginar que ele representa seus maiores receios em relação ao remake. Mas às vezes é mais fácil expressar o que a gente está sentindo quando as pessoas não têm chance de nos julgar pela aparência. Elle e Darrien descobrem isso do jeito mais adorável, hilário e encantador.

Geekerela é uma grande ode à cultura pop, e também uma homenagem a todos os fandoms que abraçaram seus membros sem julgamentos, a todos nós que encontramos nossas famílias nos lugares mais inusitados.

Depois de ler Geekerela desejei muito que Starfield existisse de verdade. Parece uma série incrível. Mas, enquanto esse sonho não se realiza, aceito fazer amizades verdadeiras com quem mais se encantar com a história da Elle e que esteja disposto a fazer cosplay de tripulação da Prospero.

 

*Talitha Perissé é editora assistente de aquisição infantojuvenil e entusiasta de muitas coisas. Entre novelas, séries de televisão, filmes, bandas britânicas que já deveriam ter lançado seu sexto álbum, livros e HQs, ela gostaria muito de ter o vira-tempo da Hermione. 

testeEra uma vez uma fã, um astro pop e um clássico sci-fi…

“Apontar para as estrelas. Mirar. Disparar”

 

A série de ficção científica Starfield nunca foi tão popular quanto os outros sucessos do gênero, mas tinha um grupo de fãs leal. Juntos, os pistoleiros estelares aguardavam ansiosamente que o remake da série fosse anunciado, e entre eles estava Elle Wittimer, que queria que o protagonista do filme fosse qualquer ator, menos Darrien Freeman.

Darrien por sua vez queria o papel, mas não todo o glamour de astro pop que veio de brinde. Visto como só mais um rostinho bonito, ele próprio está começando a achar que se tornou uma farsa, mesmo que saiba de cor todas as falas, cenas e personagens de Starfield, que sempre foi seu seriado favorito.

Quando a produção do filme anuncia um concurso de cosplay que terá como prêmio um convite para um baile com o ator principal, Elle não consegue resistir. Na Abóbora Mágica, o food truck vegano onde trabalha, ela encontra ajuda de uma amiga meio maluca e muito talentosa para descolar o traje e a carruagem perfeitas para o baile.

Afinal, o concurso é a chance de Elle se livrar das tarefas domésticas impostas pela terrível madrasta, das malvadas irmãs postiças e de finalmente falar para aquele galãzinho de quinta categoria que é preciso muito mais do que um abdome sarado para interpretar o capitão da espaçonave Prospero.

Parte releitura da clássica história de Cinderela, parte homenagem à cultura nerd, Geekerela é um conto de fadas para todos aqueles que sabem o que é ser fã e se dedicar de coração àquilo que amam.

Geekerela chega às livrarias brasileiras em 30 de junho. Leia um trecho.