testeVeja fotos de Objetos cortantes, série com Amy Adams inspirada em livro de Gillian Flynn

Foram divulgadas as primeiras imagens de Objetos Cortantes, série da HBO inspirada no primeiro thriller de Gillian Flynn que estreia em 2018.

Protagonizada por Amy Adams (A Chegada Animais Noturnos), a série será dirigida por Jean-Marc Vallée, responsável pelo filme indicado ao Oscar Clube de Compras Dallas e por Big Little Lies, série inspirada no romance de Liane Moriarty que levou oito prêmios Emmy, incluindo melhor série limitada, melhor diretor, melhor atriz para Nicole Kidman e melhores atriz e ator coadjuvantes para Laura Dern e Alexander Skarsgård.

Após o sucesso das adaptações para o cinema de Lugares escuros Garota exemplar, das quais Gillian Flynn participou como roteirista, a escritora também produzirá Objetos Cortantes, série que terá oito episódios no total. O primeiro será roteirizado por Marti Noxon, que escreveu episódios de Glee Mad Men. Além de ser responsável pela produção, Flynn também escreverá alguns dos episódios da série.

Com reviravoltas surpreendentes, Objetos cortantes narra o retorno da repórter Camille Preaker, recém-saída de um hospital psiquiátrico, à sua cidade natal para investigar o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã que praticamente não conhece. Hospedada na casa da família, a jornalista precisa lidar com as memórias difíceis de sua infância e adolescência. E à medida que as investigações para elaborar sua matéria avançam, Camille passa a desvendar segredos perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.

testeNovidades sobre as filmagens de Objetos Cortantes, série inspirada na obra de Gillian Flynn

As filmagens de Objetos Cortantes, série da HBO inspirada no primeiro thriller de Gillian Flynn, já têm data para começar: 6 de março!

Protagonizada por Amy Adams (A Chegada e Animais Noturnos), a série será dirigida por Jean-Marc Vallée, responsável pelo filme indicado ao Oscar Clube de Compras Dallas e por Big Little Lies, série inspirada no romance de Liane Moriarty que estreia também na HBO em 19 de fevereiro.

Após o sucesso das adaptações para o cinema de Lugares escuros Garota exemplar, das quais a escritora participou como roteirista, Gillian Flynn também produzirá Objetos Cortantes, série que terá oito episódios no total. O primeiro será roteirizado por Marti Noxon, que escreveu episódios de GleeMad Men. Além de ser responsável pela produção, Gillian Flynn também escreverá alguns dos episódios da série, que tem lançamento previsto para 2018.

O livro conta a história da repórter Camille Preaker, que, recém-saída de um hospital psiquiátrico, se vê de volta a sua cidade natal, Wind Gap, e a sua família instável, para cobrir o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. À medida que as investigações para elaborar a reportagem avançam, Camille começa a desvendar segredos perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.

testeTony & Susan: o clássico perdido

Por João Lourenço*

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Amy Adams em Animais Noturnos

No mundo da ficção, nada me dá mais prazer do que desvendar a obra de um autor desconhecido. O sentimento de descoberta é contagiante: atire a primeira pedra quem nunca se apaixonou por um autor de quem ninguém (ou quase ninguém) ouviu falar e, em seguida, saiu recomendando a obra para os amigos. 

Em um tempo em que todos parecem consumir as mesmas informações, nada supera a sensação de encontrar um clássico perdido — um livro para chamar de seu. E foi essa a experiência que tive com Austin Wright, autor de Tony & Susan.

Há alguns anos, uma amiga me deu de presente o livro. O título chamou atenção, mas foi o retrato do autor na orelha que me fisgou. Curioso em saber quem era aquele homem de aparência séria e olhar distante, fui atrás de mais informações antes de começar a leitura. Para minha decepção, não encontrei nada muito interessante ao digitar Austin Wright nos sites de pesquisa. Nenhuma aparição na TV ou perfil nas redes sociais —  nem entrevista em revistas literárias. Aceitei que a melhor forma de tentar desvendar o mistério em volta do autor seria por meio da leitura de Tony & Susan, e é desafiador explicar a trama de um livro cheio de reviravoltas sem estragar o elemento surpresa. Mas vamos lá. 

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Antes de mais nada, Tony & Susan é um livro dentro de outro livro. Após mais de 20 anos sem comunicação, Susan recebe um pacote misterioso do ex-marido. Trata-se de Animais noturnos, manuscrito do primeiro romance de Edward. Ele deseja a sincera opinião de Susan, que sempre fora a sua melhor crítica.

Conduzidos por Susan, somos convidados a ler o manuscrito. Já nas primeiras páginas, ela é atraída pela vida de Tony Hastings, professor de matemática que atravessa o país de carro com a mulher e a filha. Seguindo para a casa de verão, Tony cai em uma armadilha e é obrigado a parar o carro em uma estrada escura e deserta. Ao acompanhar o terror vivido por Tony e sua família, Susan (e nós, leitores) mergulha em uma história de violência, vingança e redenção.

A leitura de Animais noturnos obriga Susan a encarar o passado obscuro que deixou para trás. Tony & Susan é um constante lembrete de que a vida que conhecemos pode desaparecer em um piscar de olhos. 

Estruturado com maestria, a obra intercala os capítulos entre a vida pacata e suburbana de Susan e a sombria trajetória de Tony. Além de nos fazer percorrer as dúvidas e arrependimentos do seu passado, Susan também é uma “guia de leitura”. É por meio da visão dela que o leitor embarca na narrativa de Animais noturnos, mas o mais legal é que as observações de Susan não influenciam a nossa própria leitura. Ao contrário: apenas nos deixam mais atentos e curiosos. Em Tony & Susan, até os personagens secundários possuem ricos detalhes, e cada um deles poderia render outro livro. É uma obra que mistura gêneros e emoções distintas. 

Tony & Susan se destaca por apresentar pessoas, medos e situações próximos da realidade — o que torna tudo ainda mais assustador.

imagem-cena-copiaCena de Animais Noturnos

Ao terminar a leitura, fiquei ainda mais curioso sobre a vida do autor. Elena Ferrante que me perdoe, mas preciso de certa proximidade com os autores que admiro. Mas, novamente, não obtive muito sucesso. Tudo que há sobre Austin Wright são suposições e pequenos dados biográficos.

Wright nasceu em 1922 e se dedicou à carreira acadêmica. Por mais de 20 anos, foi professor de literatura americana na Universidade de Cincinnatti — sua especialidade era William Faulkner. Tony & Susan é o quarto livro de Austin. Ele escreveu sete romances, além de diversos artigos de crítica literária. Foi reverenciado por pessoas como George Plimpton (fundador e editor da revista Paris Review), e, devido aos quebra-cabeças da narrativa e invenções linguísticas do autor, alguns críticos americanos o comparavam à James Joyce. 

Na época do lançamento de Tony & Susan, em 1993, o escritor Saul Bellow disse: “Brilhantemente escrito. A última coisa que você espera em uma história de sangue e vingança.” Embora sejam admirados por crítica e público, os livros de Austin Wright ficaram perdidos no tempo. Ele recebeu propostas de grandes editoras, mas optou em publicar por editoras pequenas.

Até recentemente era raro encontrar um exemplar de Tony & Susan. O título ganhou reedição americana e inglesa em 2010, vendeu bem e atraiu novos leitores, como o estilista e diretor Tom Ford. Os direitos para a adaptação cinematográfica de Tony & Susan foram adquiridos em um leilão por 20 milhões de dólares. O longa, intitulado Animais Noturnos, tem estreia no Brasil em 29 de dezembro. No elenco, os atores Jake Gyllenhaal e Amy Adams interpretam Tony e Susan. O filme já está fazendo sucesso: levou o prêmio da crítica em Veneza e foi comparado aos thrillers de Alfred Hitchcock.  

Às vésperas da estreia do filme, Tony & Susan está sendo reeditado ao redor do mundo — e, em alguns lugares, lançado pela primeira vez. Mas Austin Wright não vai ter a chance de presenciar o seu sucesso. O autor morreu em 2003 de causa desconhecida. 

Austin Wright sempre foi obcecado pela conexão entre o real e o fictício, e nada melhor do que Tony & Susan para nos ensinar que nós somos coautores dos livros que lemos.

  

João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York tentando escrever seu primeiro romance.

testeAnimais noturnos e A chegada foram indicados ao Globo de Ouro 2017!

Cena de Animais noturnos

Cena de Animais noturnos (Fonte)

A edição de 2017 do Globo de Ouro já tem torcida da Intrínseca: as adaptações cinematográficas de Tony & Susan e História da sua vida e outros contos receberam 5 indicações ao prêmio.

Animais noturnos é baseado em Tony & Susan e estreia em 29 de dezembro de 2016 no Brasil. A narrativa acompanha a história de Susan (Amy Adams), proprietária de uma bem-sucedida galeria de arte em Los Angeles que recebe, inesperadamente, o manuscrito do primeiro romance de autoria de seu ex-marido, Edward (Jake Gyllenhaal). O filme foi indicado nas categorias melhor diretor e melhor roteiro para Tom Ford, além de melhor ator coadjuvante para Aaron Taylor-Johnson, que interpreta Ray Marcus.

A chegada, adaptação do conto “História da sua vida” da coletânea de Ted Chiang, traz novamente Amy Adams, dessa vez como a linguista Louise Banks, que é levada pelo governo americano para tentar compreender a linguagem de uma civilização alienígena que repentinamente aparece em 12 locais diferentes do planeta. O filme foi indicado nas categorias melhor trilha sonora e melhor atriz. O filme já está em cartaz no circuito nacional.

testeQuando um livro nos atropela…

…É a melhor coisa que pode nos acontecer. Fazemos tudo o mais rapidamente possível e ficamos só aguardando o momento de o trabalho acabar e de terminar de preparar o jantar para poder voltar àqueles minutos preciosos do dia em que não há vozes nem imagens, só letras e imaginação.

Isso está acontecendo comigo enquanto escrevo esta coluna. É que estou quase no fim, bem no finzinho mesmo, da leitura de Tony & Susan, de Austin Wright, lançado há alguns anos pela Intrínseca no Brasil. O livro foi publicado originalmente em inglês em 1993, e eu comprei a versão para o Kindle.

Confesso que não tinha ouvido falar do livro. O que me levou a procurá-lo foi o filme Animais noturnos, baseado em Tony & Susan, que deve chegar às telas no fim do ano, com Amy Adams e Jake Gyllenhaal. A direção é de Tom Ford (sim, o estilista), que já fez bonito no passado com A single man (no Brasil, a produção recebeu um título horrível: Direito de amar).

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Cena de Animais Noturnos (fonte)

O que mais me chamou a atenção em Tony & Susan foi a sua intertextualidade, que nada mais é do que uma palavra bonita para designar o que Susan, a personagem principal, passa boa parte da trama fazendo e o que o leitor também faz. É isso mesmo: ler.

Tony, na realidade, é o personagem central da obra enviada a Susan por Edward, seu ex-marido. O título do livro: Animais noturnos (que, na minha opinião, deveria estar estampado na capa, pois é bem mais forte do que Tony & Susan). A partir daí, descortina-se um clima de suspense impactante. A conexão do leitor com Susan é direta, pois ela também tenta se livrar do dia a dia para voltar à leitura.

Wright tem uma prosa fluida, mas evita clichês, em especial na descrição das relações entre os personagens, que são elucidadas a partir de informações liberadas aos poucos, como num quebra-cabeça. O próprio “livro dentro do livro” subverte expectativas, pois foge do estilo “desejo de vingança”, que parece ser norma em histórias de suspense.

Animais noturnos, o filme, ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Veneza deste ano e muitos estão apostando em Amy Adams como indicada ao Oscar 2017 na categoria Melhor Atriz. Tudo o que posso desejar é que o filme faça mesmo jus à sua fonte.

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testeAssista ao trailer de Animais Noturnos, novo filme de Tom Ford

Aclamado no Festival de Veneza, filme inspirado no romance Tony & Susan, de Austin Wright, estreia em 29 de dezembro

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Após uma das mais celebradas estreias nos cinemas dos últimos tempos, o estilista Tom Ford, responsável pela revitalização da marca Gucci, lança seu já aclamado segundo filme, Animais Noturnos. Vencedora do Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza, a produção tem no elenco Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Aaron Taylor-Johnson e Michael Shannon.

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Animais Noturnos é baseado em Tony & Susan, romance de Austin Wright lançado pela Intrínseca em 2011. No filme, Amy Adams interpreta Susan, a proprietária de uma bem-sucedida galeria de arte em Los Angeles que recebe, inesperadamente, o manuscrito do primeiro romance escrito por seu ex-marido, Edward (Jake Gyllenhaal). Susan não mantinha contato com Edward havia mais de 20 anos e o romance é um violento thriller claramente inspirado na relação dos dois.

Para comemorar o lançamento, uma nova edição de Tony & Susan chega às livrarias a partir de 21 de outubro.
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>> Leia um trecho de Tony & Susan

 

Direito de amar (2009), a elogiada estreia de Tom Ford no cinema, estrelada por Colin Firth e Julianne Moore, recebeu indicações ao Oscar e a três Globos de Ouro e ainda arrecadou U$ 10 milhões nas bilheterias norte-americanas.

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