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Tânia Caldas (Fonte)

Alguns leitores reclamaram da ausência de Tânia Caldas no meu livro Os Guinle. No fim da década de 1960 e início dos anos 70, ela foi uma das modelos mais badaladas do Brasil. Seu sucesso foi tanto que em dezembro de 1977 ela foi capa da Interview, revista americana criada pelo gênio do pop art Andy Warhol. Segundo uma única fonte, a enciclopédia eletrônica Wikipédia, Tânia foi casada com Jorginho Guinle, fato que não cito em meu trabalho.

O próprio Jorginho, em sua biografia, não fala nada sobre ela. Logo, quem está com a verdade? Ora, como diria o cronista Antônio Maria, “os romances de Jorginho começavam e acabavam em notícia”. Sendo assim, fica fácil encontrar o porquê da ausência de Tânia em diversos livros sobre a família Guinle.

O romance começou em agosto de 1975. A primeira aparição pública do casal foi na antiga casa de espetáculos carioca Canecão, em Botafogo. Eles foram com amigos ver o show de Chico Buarque e Maria Bethânia. Dias depois, ela, jovem e bela, fez o namorado acompanhá-la até o recém-inaugurado restaurante Natural, em Ipanema, reduto de jovens surfistas e cocotas. Um ambiente inabitual para um playboy do calibre de Jorginho.

Ele estava tão apaixonado que na fase inicial do namoro deu uma Brasília branca para a namorada. Rodavam pelo circuito Rio, Teresópolis, Nova York e Paris. Não demorou muito e Tânia foi morar no apartamento dele, na praia do Flamengo. Para os padrões de hoje, a união seria considerada um casamento, mesmo não havendo um laço oficial nem filhos.

Então, qual o motivo para Jorginho omitir o nome de Tânia em sua biografia? Um inesperado encontro ocorrido em dezembro de 1978, na boate Hippopotamus, em Ipanema, pode ser uma boa pista. Segundo o colunista social Zózimo Barrozo do Amaral, Jorginho, ao chegar à Hippo, teve o desprazer de encontrar Tânia com o ator Raul Cortez.

A manchete da capa da Interview estampada por Tânia trazia uma frase que resume bem esse romance:  “Eu nunca fui uma cortesã de Jorge Guinle nem de ninguém. Serei Tânia Caldas forever!”

testeO preço da street art, por Banksy

Thierry Guetta, um excêntrico videomaker francês, decide abandonar seu rentável brechó em Los Angeles para fazer um documentário sobre street art — e ele quer retratar Banksy. Mas o polêmico grafiteiro, cuja identidade permanece desconhecida, inverte os papéis e se torna o diretor de um surpreendente filme sobre o próprio Guetta. Indicado ao Oscar de melhor documentário em 2010, Exit Through the Gift Shop (Saída pela loja de presentes) reúne depoimentos de expoentes da street art, como Shepard Fairey — que mais tarde ficaria famoso pelo cartaz “Hope” de Obama —, e propõe uma ácida reflexão sobre arte contemporânea, fama e a mercantilização do grafite. Disponível no Youtube, a produção está atualmente em cartaz no canal a cabo HBO Max.

Após acompanhar diversos grafiteiros em ação, Thierry Guetta se transforma em Mr. Brainwash, um “artista” sem pudores de se apropriar de suas referências. Michael Jackson ganha um retrato à la Marilyn Monroe de Andy Warhol, e seus trabalhos, produzidos por uma equipe de profissionais, viram febre. No entanto, além do humor mordaz, o filme carrega outra marca constante de seu criador: a ambiguidade. Afinal, trata-se de uma história real ou de mais uma elaborada obra de arte de Banksy?

Assista ao filme completo (com legendas em espanhol):

Leia um trecho de Guerra e spray, livro que reúne as obras e reflexões de Banksy:

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