testeSharp Objects é uma das grandes indicadas ao Emmy 2019

É isso mesmo! Os indicados ao Emmy 2019 foram revelados, e Sharp Objects foi uma das grandes nomeadas do ano. Inspirada no livro de Gillian Flynn, a minissérie produzida pela HBO foi estrelada por ninguém menos que Amy Adams e Patricia Clarkson – que também foram indicadas à premiação!

A trama conta a história de Camille, uma jornalista que acabou de sair de um hospital psiquiátrico e precisa retomar sua vida. Contudo, os desafios que tem pela frente não são fáceis: Camille precisa retornar para sua antiga cidade e investigar o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra, além de lidar com os fantasmas do próprio passado e sua família disfuncional.

Confira as indicações da série:

Melhor minissérie          

Chernobyl (HBO)
Escape at Dannemora (Showtime)
Fosse/Verdon (FX)
Sharp Objects (HBO)
When They See Us (Netflix)

Melhor atriz em minissérie ou filme para TV

Amy Adams (Sharp Objects)
Patricia Arquette (Escape at Dannemora)
Aunjanue Ellis (When They See Us)
Joey King (The Act)
Niecy Nash (When They See Us)
Michelle Williams (Fosse/Verdon)

Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme para TV

Patricia Arquette (The Act)
Marsha Stephanie Blake (When They See Us)
Patricia Clarkson (Sharp Objects)
Vera Farmiga (When They See Us)
Margaret Qualley (Fosse/Verdon)
Emily Watson (Chernobyl)

testeToda luz que não podemos ver vai virar série da Netflix

A Netflix adquiriu os direitos para produzir uma minissérie baseada no livro Toda luz que não podemos ver, romance de Anthony Doerr, que recebeu o Pulitzer de Ficção em 2015. A produção está a cargo da 21 Laps, empresa responsável pelos sucessos Stranger Things e A chegada.

Na trama, Marie-Laure perde a visão aos seis anos de idade. Ela vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai trabalha. Durante a ocupação nazista na cidade, os dois fogem para Saint-Malo e levam consigo um dos mais valiosos tesouros do museu.

Enquanto isso, na Alemanha, o órfão Werner se encanta por um rádio que encontra no lixo certo dia. Com o tempo, ele acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe garante uma vaga na escola nazista e, logo depois, em uma missão especial. Cada vez mais consciente das terríveis consequências de seu trabalho, o rapaz é enviado para Saint-Malo. Lá, seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.

Com 150 mil exemplares vendidos no Brasil, Toda luz que não podemos ver é uma emocionante história sobre o que há além do mundo visível em meio aos horrores da guerra.

 

Outras histórias que deram origem a minisséries

Big Little Lies, adaptação de Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty, e vencedor do Emmy 2015 de melhor minissérie. A história alterna entre um misterioso incidente e as vidas aparentemente comuns de três mulheres. Elas se conhecem na escola onde filhos estudam e suas vidas se entrelaçam de maneira irreversível. Big Little Lies fez tanto sucesso que resolveram renová-la para a segunda temporada, que mostrará Meryl Streep como a mãe de Perry! A temporada está prevista para estrear em junho deste ano.

 

Sharp Objects, adaptação de Objetos cortantes, de Gillian Flynn. Amy Adams dá vida a Camille Preaker, uma jornalista perturbada que acaba de sair da reabilitação. Quando ela volta a sua cidade natal para investigar um assassinato, precisa enfrentar os traumas e demônios do passado. Há especulações sobre a renovação de Sharp Objects para a segunda temporada, mas nenhuma informação foi confirmada ainda.

A minissérie de Toda luz que não podemos ver ainda nem estreou, mas já queremos saber: há chances de ganhar mais temporadas?

testeBAFTA 2019: O Primeiro Homem e As Viúvas marcam presença na lista de indicados

A temporada de premiações começou e chegou a hora do BAFTA revelar os seus indicados. Um dos favoritos na disputa pelo “Oscar britânico”, o filme O Primeiro Homem aparece em sete categorias, sendo um dos mais indicados. Já As Viúvas conta com a presença da talentosa Viola Davis na disputa de Melhor Atriz.

Protagonizado por Ryan Gosling, O Primeiro Homem foi inspirado no livro homônimo sobre a vida de Neil Armstrong. Escrita por James R. Hansen, a biografia revela bastidores da missão Apollo 11, além de relatar toda a magnífica e emocionante trajetória do primeiro astronauta a pisar na lua.

Com um elenco impecável, As Viúvas terá uma representante de peso na saga pelo tão almejado prêmio: Viola Davis. Com roteiro de Gillian Flynn, autora de Garota exemplar e Sharp objects: Objetos cortantes, e direção de Steve McQueen (12 Anos de Escravidão), a trama conta a história de três viúvas que perderam seus maridos em um grande assalto. Ao encontrarem os planos do crime, as mulheres decidem se unir para concluir o roubo que seus parceiros não foram capazes de finalizar.

Outros atores indicados ao prêmio e que moram nos nossos corações são Amy Adams e Timothée Chalamet. A protagonista da adaptação de Sharp Objects: Objetos cortantes aparece na disputa de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em Vice. Já o intérprete do nosso querido Elio de Me chame pelo seu nome concorre à Melhor Ator Coadjuvante pelo filme Querido Menino.

testeO Primeiro Homem, Sharp Objects e As Viúvas: Conheça os indicados ao Critics’ Choice Awards

A temporada de premiações está chegando! Foram divulgados os indicados ao Critics’ Choice Awards, que premia as melhores produções do ano. O filme A Favorita lidera as nomeações, com 14 ao todo. Pantera Negra e O Primeiro Homem aparecem logo em seguida, com 12 e 10 indicações, respectivamente. Adaptações como Sharp Objects, As Viúvas e Boy Erased também aparecem na lista.

Confira alguns indicados:

Melhor Filme

Pantera Negra
Infiltrado na Klan
A Favorita
O Primeiro Homem
Green Book – O Guia
Se a Rua Beale Falasse
O Retorno de Mary Poppins
Roma
Nasce uma Estrela
Vice

 

Melhor Ator

Christian Bale – Vice
Bradley Cooper – Nasce uma Estrela
Willem Dafoe – At Eternity’s Gate
Ryan Gosling – O Primeiro Homem
Ethan Hawke – First Reformed
Rami Malek – Bohemian Rhapsody
Viggo Mortensen – Green Book – O Guia

 

Melhor Atriz

Yalitza Aparicio – Roma
Emily Blunt – O Retorno de Mary Poppins
Glenn Close – A Esposa
Toni Collette – Hereditário
Olivia Colman – A Favorita
Lady Gaga – Nasce uma Estrela
Melissa McCarthy – Poderia Me Perdoar?

 

Melhor Ator Coadjuvante

Mahershala Ali – Green Book – Guia
Timothée Chalamet – Querido Menino
Adam Driver – Infiltrado Na Klan
Sam Elliott – Nasce uma Estrela
Richard E. Grant – Poderia Me Perdoar?
Michael B. Jordan – Pantera Negra

 

Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams – Vice
Claire Foy – O Primeiro Homem
Nicole Kidman – Boy Erased: Uma Verdade Anulada
Regina King – Se a Rua Beale Falasse
Emma Stone – A Favorita
Rachel Weisz – A Favorita

 

Melhor Ator/Atriz Jovem

Elsie Fisher – Oitava Série
Thomasin McKenzie – Leave No Trace
Ed Oxenbould – Vida Selvagem
Millicent Simmonds – Um Lugar Silencioso
Amandla Stenberg – O Ódio que Você Semeia
Sunny Suljic – Mid90s

 

Melhor Elenco

Pantera Negra
Podres de Ricos
A Favorita
Vice
As Viúvas

 

Melhor Diretor

Damien Chazelle – O Primeiro Homem
Bradley Cooper – Nasce uma Estrela
Alfonso Cuarón – Roma
Peter Farrelly – Green Book – O Guia
Yorgos Lanthimos – A Favorita
Spike Lee – Infiltrado na Klan
Adam McKay – Vice

 

Melhor Roteiro Adaptado

Ryan Coogler e Joe Robert Cole – Pantera Negra
Nicole Holofcener e Jeff Whitty – Poderia Me Perdoar?
Barry Jenkins – Se a Rua Beale Falasse
Eric Roth, Bradley Cooper e Will Fetters – Nasce uma Estrela
Josh Singer – O Primeiro Homem
Charlie Wachtel, David Rabinowitz, Kevin Willmott e Spike Lee – Infiltrado na Klan

 

Melhor Filme de Ação

Vingadores: Guerra Infinita
Pantera Negra
Deadpool 2
Missão Impossível – Efeito Fallout
Jogador Nº 1
As Viúvas

 

Melhor Série Limitada

A Very English Scandal (Amazon)
American Vandal (Netflix)
The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (FX)
Escape at Dannemora (Showtime)
Genius: Picasso (National Geographic)
Sharp Objects (HBO)

 

Melhor Atriz em um Filme Feito Para a TV ou Série Limitada 

Amy Adams – Sharp Objects (HBO)
Patricia Arquette – Escape at Dannemora (Showtime)
Connie Britton – Dirty John (Bravo)
Carrie Coon – The Sinner (USA Network)
Laura Dern – The Tale (HBO)
Anna Deavere Smith – Notes From the Field (HBO)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em um Filme Feito Para a TV ou Série Limitada 

Ellen Burstyn – The Tale (HBO)
Patricia Clarkson – Sharp Objects (HBO)
Penelope Cruz – The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (FX)
Julia Garner – Dirty John (Bravo)
Judith Light – The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (FX)
Elizabeth Perkins – Sharp Objects (HBO)

Confira a lista completa aqui.

testeSharp Objects e Boy Erased indicados ao Globo De Ouro

 

O Globo de Ouro, um dos maiores prêmios da televisão e do cinema americanos, divulgou os indicados de 2019. Boy Erased e Sharp Objects, respectivamente filme e série inspirados em livros da Intrínseca, foram indicados.

 

A série Sharp Objects, inspirada em Objetos cortantes, de Gillian Flynn, foi indicada na categoria Melhor Minissérie. Amy Adams, que interpreta a problemática Camille, foi indicada a Melhor Atriz em Minissérie e Patricia Clarkson, que interpreta sua mãe, foi indicada a Melhor Atriz Coadjuvante. A série acompanha o retorno de Camille Preaker à sua cidade natal para escrever sobre um brutal assassinato. A investigação traz à tona as dolorosas lembranças da juventude e a relação com sua família disfuncional.

Lucas Hedges concorre ao prêmio de Melhor Ator pelo filme Boy Erased: Uma verdade anulada. A música Revelation, de Troye Sivan e Jósi, foi indicada a Melhor Música Original.

Inspirado no livro de mesmo nome, Boy Erased: Uma verdade anulada acompanha a emocionante trajetória real de Garrard Conley ao tomar uma decisão dolorosa: entrar para um programa de reorientação sexual ou ser renegado pela família. Durante essa jornada, ele reflete sobre família, identidade e encontra forças para aceitar a si mesmo. Além de Lucas Hedges, Boy Erased conta com Nicole Kidman e Russell Crowe no elenco. O livro que inspirou a história chega às livrarias a partir de 4 de janeiro e o filme estreia no dia 31 do mesmo mês.

Claire Foy foi indicada a Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em O primeiro homem, filme inspirado na biografia de Neil Armstrong, escrita por James R. Hansen e publicada pela Intrínseca em setembro. A trilha original do filme também foi indicada.

Timotheé Chalamet, nosso eterno Elio de Me chame pelo seu nome, foi indicado a Melhor Ator Coadjuvante por seu papel no filme Beautiful Boy.

Os vencedores do prêmio serão anunciados durante o evento no dia 6 de janeiro. Façam suas apostas!

teste3 motivos para assistir a Sharp Objects

Sharp Objects já está no ar, mas talvez você ainda esteja na dúvida se deve assistir à nova produção da HBO. Pode ser que você já tenha lido o livro que deu origem à série, saiba da história por alto ou quem sabe já tenha até mesmo recebido a indicação de algum amigo para assistir e, mesmo assim, não se convenceu de que valia a pena. Para fazer você mudar de ideia, criamos uma lista com curiosidades do elenco e da equipe para provar que a minissérie é imperdível.

 

 1. A atuação de Amy Adams


Se Camille Preaker, a personagem principal, é uma jornalista tentando manter seu emprego em um mercado selvagem, Amy Adams já está com sua carreira mais do que garantida. Apesar de Sharp Objects ser sua primeira série de TV como protagonista, a atriz já foi indicada a 5 Oscar e 7 Globo de Ouro. Além disso, ela esteve em 4 produções indicadas ao Oscar de Melhor Filme e atuou ao lado de 14 indicados ao prêmio de Melhor Ator.

Quando perguntada sobre o motivo que a levou a interpretar Camille, personagem completamente diferente de seus papéis anteriores, a atriz respondeu que estava ávida por um novo desafio.

Além disso, ela ainda é aprendiz de tricô de Meryl Streep.

 

 2. A direção de Jean-Marc Vallée


O diretor canadense ficou conhecido em Hollywood por ser o responsável por grandes atuações nos filmes que dirigiu. A primeira vez que chamou a atenção dos críticos foi com a atuação de Emily Blunt em A Jovem Rainha Vitória. Ele consolidou sua fama alguns anos depois, ao dirigir Clube de Compras Dallas, quando Matthew McConaughey e Jared Leto ganharam o Oscar por suas atuações. No ano seguinte, trabalhou em Livre com Reese Witherspoon e Laura Dern e, mais uma vez, a dupla de protagonistas foi indicada a Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante.

Também foi o responsável por Big Little Lies, série da HBO inspirada no livro de Liane Moriarty que conquistou 4 Globo de Ouro e lhe rendeu um Emmy de Melhor Diretor.

Em 2014, Jean-Marc havia sido escolhido para dirigir o filme da biografia de Janis Joplin e que teve a própria Amy Adams cogitada como protagonista. No entanto, a produção acabou sendo cancelada por problemas jurídicos.

 

3. A chance de conhecer o primeiro romance de Gillian Flynn


A autora de Objetos cortantes, livro que inspirou a série, foi crítica da revista Entertainment Weekly e perdeu o emprego durante a recessão do mercado americano em 2009. Logo depois, escreveu Garota exemplar, que ganhou uma adaptação cinematográfica estrelada por Ben Affleck e Rosamund Pike, indicado a Melhor Roteiro no Globo de Ouro. Garota exemplar, inclusive, foi o primeiro livro a tirar Cinquenta tons de cinza da lista de mais vendidos do The New York Times em 2012.

A autora afirma que já se cansou de personagens femininas heroicas e determinadas e que sente falta de boas e potentes vilãs: “Lados obscuros são importantes. Eles devem ser cultivados como repugnantes orquídeas negras.”

O filme favorito de Gillian Flynn aos 7 anos era Psicose, de Alfred Hitchcock, e ela jura que consegue imitar o sorriso de Norman Bates até hoje.

testeDivulgada estreia de Objetos cortantes, série da HBO inspirada na obra de Gillian Flynn

Objetos Cortantes, nova minissérie da HBO estreia em 8 de julho. Protagonizada por Amy Adams (A Chegada Animais Noturnos), a série será dirigida por Jean-Marc Vallée, responsável pelo filme indicado ao Oscar Clube de Compras Dallas e por Big Little Lies, série inspirada no romance de Liane Moriarty que levou oito prêmios Emmy.

Após o sucesso das adaptações para o cinema de Lugares escuros Garota exemplar, das quais Gillian Flynn participou como roteirista, a escritora também atua como produtora de Objetos Cortantes, série que terá oito episódios no total. O primeiro será roteirizado por Marti Noxon, que escreveu episódios de Glee Mad Men. Além de ser responsável pela produção, Flynn também escreverá alguns dos episódios da série.

Com reviravoltas surpreendentes, Objetos cortantes narra o retorno da repórter Camille Preaker, recém-saída de um hospital psiquiátrico, à sua cidade natal para investigar o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã que praticamente não conhece. Hospedada na casa da família, a jornalista precisa lidar com as memórias difíceis de sua infância e adolescência. E à medida que as investigações para elaborar sua matéria avançam, Camille passa a desvendar segredos perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.

testeOs 10 melhores filmes do século XXI

Confira as listas dos cineastas Denis Villeneuve e Sofia Coppola

Quais são os melhores filmes lançados neste século? A pergunta foi feita a vários cineastas pelo jornal The New York Times, entre eles o canadense Denis Villeneuve, indicado ao Oscar de melhor diretor por A Chegada — ficção científica protagonizada por Amy Adams e inspirada no conto do livro História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang —, e Sofia Coppola, vencedora do Oscar e premiada como melhor diretora no Festival de Cannes de 2017, que assina a direção de Bling Ring: A Gangue De Nova York, inspirado no livro homônimo de Nancy Jo Sales.

 

Os melhores filmes por Denis Villeneuve

Onde os Fracos Não Têm Vez (Ethan e Joel Coen – 2007)
Sangue Negro (Paul Thomas Anderson – 2007)
Filhos da Esperança (Alfonso Cuarón – 2006)
A Origem (Christopher Nolan – 2010)
Amores Brutos (Alejandro González Iñárritu – 2001)
Dogville (Lars von Trier – 2003)
Sob a Pele (Jonathan Glazer – 2013)
O Profeta (Jacques Audiard – 2009)
Dente Canino (Yorgos Lanthimos – 2009)

 

Os melhores filmes por Sofia Coppola

Força Maior (Ruben Östlund – 2014)
A Fita Branca (Michael Haneke – 2009)
A Família Savage (Tamara Jenkins – 2007)
Contra a Parede (Fatih Akin – 2004)
Pai em Dose Dupla (Sean Anders – 2015)
Sob a Pele (Jonathan Glazer – 2013)
Os Incríveis (Brad Bird – 2004)
Bem-Vindos (Lukas Moodysson – 2000)
O Homem Urso (Werner Herzog – 2005)
Ida (Paweł Pawlikowski – 2013)
Aquário (Andrea Arnold – 2009)
Ex_Machina (Alex Garland – 2014)

 

testeNovidades sobre as filmagens de Objetos Cortantes, série inspirada na obra de Gillian Flynn

As filmagens de Objetos Cortantes, série da HBO inspirada no primeiro thriller de Gillian Flynn, já têm data para começar: 6 de março!

Protagonizada por Amy Adams (A Chegada e Animais Noturnos), a série será dirigida por Jean-Marc Vallée, responsável pelo filme indicado ao Oscar Clube de Compras Dallas e por Big Little Lies, série inspirada no romance de Liane Moriarty que estreia também na HBO em 19 de fevereiro.

Após o sucesso das adaptações para o cinema de Lugares escuros Garota exemplar, das quais a escritora participou como roteirista, Gillian Flynn também produzirá Objetos Cortantes, série que terá oito episódios no total. O primeiro será roteirizado por Marti Noxon, que escreveu episódios de GleeMad Men. Além de ser responsável pela produção, Gillian Flynn também escreverá alguns dos episódios da série, que tem lançamento previsto para 2018.

O livro conta a história da repórter Camille Preaker, que, recém-saída de um hospital psiquiátrico, se vê de volta a sua cidade natal, Wind Gap, e a sua família instável, para cobrir o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. À medida que as investigações para elaborar a reportagem avançam, Camille começa a desvendar segredos perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.

testeTony & Susan: o clássico perdido

Por João Lourenço*

nocturnal-animals-2016_2

Amy Adams em Animais Noturnos

No mundo da ficção, nada me dá mais prazer do que desvendar a obra de um autor desconhecido. O sentimento de descoberta é contagiante: atire a primeira pedra quem nunca se apaixonou por um autor de quem ninguém (ou quase ninguém) ouviu falar e, em seguida, saiu recomendando a obra para os amigos. 

Em um tempo em que todos parecem consumir as mesmas informações, nada supera a sensação de encontrar um clássico perdido — um livro para chamar de seu. E foi essa a experiência que tive com Austin Wright, autor de Tony & Susan.

Há alguns anos, uma amiga me deu de presente o livro. O título chamou atenção, mas foi o retrato do autor na orelha que me fisgou. Curioso em saber quem era aquele homem de aparência séria e olhar distante, fui atrás de mais informações antes de começar a leitura. Para minha decepção, não encontrei nada muito interessante ao digitar Austin Wright nos sites de pesquisa. Nenhuma aparição na TV ou perfil nas redes sociais —  nem entrevista em revistas literárias. Aceitei que a melhor forma de tentar desvendar o mistério em volta do autor seria por meio da leitura de Tony & Susan, e é desafiador explicar a trama de um livro cheio de reviravoltas sem estragar o elemento surpresa. Mas vamos lá. 

foto_tony_susan_grande

Antes de mais nada, Tony & Susan é um livro dentro de outro livro. Após mais de 20 anos sem comunicação, Susan recebe um pacote misterioso do ex-marido. Trata-se de Animais noturnos, manuscrito do primeiro romance de Edward. Ele deseja a sincera opinião de Susan, que sempre fora a sua melhor crítica.

Conduzidos por Susan, somos convidados a ler o manuscrito. Já nas primeiras páginas, ela é atraída pela vida de Tony Hastings, professor de matemática que atravessa o país de carro com a mulher e a filha. Seguindo para a casa de verão, Tony cai em uma armadilha e é obrigado a parar o carro em uma estrada escura e deserta. Ao acompanhar o terror vivido por Tony e sua família, Susan (e nós, leitores) mergulha em uma história de violência, vingança e redenção.

A leitura de Animais noturnos obriga Susan a encarar o passado obscuro que deixou para trás. Tony & Susan é um constante lembrete de que a vida que conhecemos pode desaparecer em um piscar de olhos. 

Estruturado com maestria, a obra intercala os capítulos entre a vida pacata e suburbana de Susan e a sombria trajetória de Tony. Além de nos fazer percorrer as dúvidas e arrependimentos do seu passado, Susan também é uma “guia de leitura”. É por meio da visão dela que o leitor embarca na narrativa de Animais noturnos, mas o mais legal é que as observações de Susan não influenciam a nossa própria leitura. Ao contrário: apenas nos deixam mais atentos e curiosos. Em Tony & Susan, até os personagens secundários possuem ricos detalhes, e cada um deles poderia render outro livro. É uma obra que mistura gêneros e emoções distintas. 

Tony & Susan se destaca por apresentar pessoas, medos e situações próximos da realidade — o que torna tudo ainda mais assustador.

imagem-cena-copiaCena de Animais Noturnos

Ao terminar a leitura, fiquei ainda mais curioso sobre a vida do autor. Elena Ferrante que me perdoe, mas preciso de certa proximidade com os autores que admiro. Mas, novamente, não obtive muito sucesso. Tudo que há sobre Austin Wright são suposições e pequenos dados biográficos.

Wright nasceu em 1922 e se dedicou à carreira acadêmica. Por mais de 20 anos, foi professor de literatura americana na Universidade de Cincinnatti — sua especialidade era William Faulkner. Tony & Susan é o quarto livro de Austin. Ele escreveu sete romances, além de diversos artigos de crítica literária. Foi reverenciado por pessoas como George Plimpton (fundador e editor da revista Paris Review), e, devido aos quebra-cabeças da narrativa e invenções linguísticas do autor, alguns críticos americanos o comparavam à James Joyce. 

Na época do lançamento de Tony & Susan, em 1993, o escritor Saul Bellow disse: “Brilhantemente escrito. A última coisa que você espera em uma história de sangue e vingança.” Embora sejam admirados por crítica e público, os livros de Austin Wright ficaram perdidos no tempo. Ele recebeu propostas de grandes editoras, mas optou em publicar por editoras pequenas.

Até recentemente era raro encontrar um exemplar de Tony & Susan. O título ganhou reedição americana e inglesa em 2010, vendeu bem e atraiu novos leitores, como o estilista e diretor Tom Ford. Os direitos para a adaptação cinematográfica de Tony & Susan foram adquiridos em um leilão por 20 milhões de dólares. O longa, intitulado Animais Noturnos, tem estreia no Brasil em 29 de dezembro. No elenco, os atores Jake Gyllenhaal e Amy Adams interpretam Tony e Susan. O filme já está fazendo sucesso: levou o prêmio da crítica em Veneza e foi comparado aos thrillers de Alfred Hitchcock.  

Às vésperas da estreia do filme, Tony & Susan está sendo reeditado ao redor do mundo — e, em alguns lugares, lançado pela primeira vez. Mas Austin Wright não vai ter a chance de presenciar o seu sucesso. O autor morreu em 2003 de causa desconhecida. 

Austin Wright sempre foi obcecado pela conexão entre o real e o fictício, e nada melhor do que Tony & Susan para nos ensinar que nós somos coautores dos livros que lemos.

  

João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York tentando escrever seu primeiro romance.