teste17 livros para um verão incrível

Confira nossa seleção de livros para um verão literário:

1. Aconteceu naquele verão,organizado por Stephanie Perkins — O livro reúne doze contos apaixonantes e surpreendentes de doze escritores amados pelos jovens, como Cassandra Clare e Veronica Roth. Com as mais diversas referências que agradam desde o leitor mais romântico aos fãs do seriado Black Mirror, o livro é ideal para quem adora histórias de amor de todos os tipos. [Leia+]

2. A química, de Stephenie Meyer — Uma ex-agente especial fugindo dos antigos empregadores precisa aceitar um novo trabalho para limpar seu nome e salvar a própria vida. A química, o primeiro lançamento inteiramente inédito de Stephenie Meyer em seis anos, é um thriller diferente de tudo o que ela já publicou. [Leia +][Leia um trecho]

3. Cinquenta tons mais escuros, de E L James — Com capa inspirada no filme, a edição especial do segundo livro da trilogia tem conteúdo extra: fotos e comentários da autora sobre os bastidores da aguardada sequência cinematográfica e ainda um trecho antecipado de Cinquenta tons mais escuros pelos olhos de Christian, próximo romance de E L James. [Leia +]

4. O martelo de Thorde Rick Riordan — No segundo livro da série Magnus Chase e os deuses de Asgard, o filho do deus Frey descobrirá que casamentos arranjados ainda não saíram de moda: para recuperar o martelo de Thor, que está nas mãos dos inimigos, Loki, o deus da trapaça, propõe uma aliança entre semideuses e gigantes. [Leia +] [Leia um trecho]

 5. Não se enrola, não, de Isabela Freitas — “Enrolar-se: pensar de um jeito e fazer exatamente o contrário.” Após Não se apega, não e a sequência, Não se iluda, não, Isabela Freitas mostra em seu terceiro livro os primeiros passos de seus personagens na vida adulta, com toda a independência e as responsabilidades que ela proporciona. [Leia +][Leia um trecho]

 6. O som do amor, de Jojo Moyes — um romance sobre obsessão, manipulação, segredos e paixões, O som do amor é um dos primeiros livros da autora do best-seller Como eu era antes de você. Por meio de personagens carismáticos e capazes de tudo para realizar seus objetivos, Moyes mantém seu estilo inconfundível em uma brilhante história sobre recomeços. [Leia +][Leia um trecho]

7. Gentil como a gente, de Fernanda Gentil — Com leveza e humor, Fernanda Gentil conta uma história de amores vivida por uma família singular e ao mesmo tempo igual à de todo mundo. Mocinha (ou Fernanda?) briga e, com a frequência de eclipses lunares, pede desculpas. Quando quer, sabe ser fofa. E mostra-se craque em entender as diferenças entre o feminino e o masculino, mata no peito, sai de impedimento, bota para escanteio e bate um bolão. Porque o que Fernanda mais quer é fazer e ser feliz. Sem firulas. Gentil. Como a gente. [Leia +]

8. Garoto21, de Matthew Quick  Finley utiliza o basquete para aliviar suas preocupações, enquanto Russ não quer mais se aproximar de uma bola. Depois de sofrer um grande trauma, ele fica em estado de negação e passa a se considerar um alienígena de passagem pela Terra. Com a missão de ajudar Russ a se recuperar, Finley tenta convencer o garoto a voltar a jogar, mesmo que isso signifique perder o próprio lugar na equipe. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick. [Leia +]

9. A filha perdida, de Elena Ferrante — Lançado originalmente em 2006 e ainda inédito no Brasil, o romance da autora que se consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de Leda, uma professora universitária de meia-idade que, aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, decide passar férias no litoral sul da Itália. [Leia +] [Leia um trecho]

10. Fãs do impossível, de Kate Scelsa — Mira, Sebby e Jeremy são três amigos em meio aos complexos conflitos da adolescência. Mesmo sentindo-se despedaçados, sem motivos para serem amados e tentando não sucumbir à solidão, eles lutam pela vida, cada um à sua maneira. Mira está começando em uma escola nova, depois de passar um tempo no hospital. Sebby é um garoto brincalhão que leva a vida com boas doses de mentira e bom humor, até que seu lado mais destrutivo vem à tona. Jeremy está retornando à antiga escola, depois de um tempo afastado por causa de um incidente traumático que arruinou seu ano letivo.

 11. História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang — Ícone da ficção científica contemporânea é publicado pela primeira vez no Brasil em coletânea que inclui o conto que inspirou o filme A Chegada. Com apenas quinze trabalhos publicados, entre contos e novelas curtas, a pequena produção de Chiang contrasta com a expressiva quantidade de premiações: os oito textos reunidos em História da sua vida e outros contos ganharam no total nove importantes prêmios, dentre eles Nebula, Hugo, Locus, Sturgeon, Sidewise e Seiun. [Leia +][Leia um trecho]

12. Pax, de Sara Pennypacker — Peter e sua raposa, Pax, são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde vai morar por um tempo, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. [Leia +]

13. Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis, de Jenny Lawson  Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais. Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é. Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

14. A agenda antiplanos, de Keri Smith — Com espaços sem data e distribuídos aleatoriamente para você fazer um resumo do mês que desejar, o novo projeto da autora de Destrua este diário funciona como um diário criativo, que vai ajudar o leitor a estruturar os pensamentos de uma forma nada limitada nem previsível. [Leia +]

15. O livro dos Baltimore, de Joël Dicker — O novo romance do autor de A verdade sobre o caso Harry Quebert revisita seu personagem mais emblemático: Marcus Goldman. Marcus teve uma juventude inesquecível em Baltimore, cidade em que passou seus melhores momentos ao lado da família até que um acontecimento mudou a vida de todos. Oito anos depois desse fatídico dia, Marcus ainda tenta montar o quebra-cabeça e desvendar o passado. [Leia +]

16. Como combater a fúria de um dragão, de Cressida Cowell — O emocionante desfecho da série Como treinar o seu dragão coloca frente a frente humanos e dragões. Quem vai vencer a Batalha Final? Repleto de ilustrações, ação, humor e mensagens inspiradoras, o combate agora caminha para o seu fim. [Leia +]

17. Destinos e Fúrias, de Lauren Groff — Aos 22 anos, Lotto e Mathilde são jovens, perdidamente apaixonados e destinados ao sucesso. Eles se conhecem nos últimos meses da faculdade e antes da formatura já estão casados. Seguem-se anos difíceis, mas românticos. Uma década depois, o caminho tornou-se mais sólido. Ele é um dramaturgo famoso e ela se dedica integralmente ao sucesso do marido. A vida dos dois é invejada como a verdadeira definição de parceria bem-sucedida. Porém, nem tudo é o que parece, e em um casamento essa máxima se faz ainda mais verdadeira. Se em “Destinos” somos seduzidos pela imagem do casal perfeito, em “Fúrias” a tempestuosa raiva de Mathilde se revela fervendo sob a superfície. Em uma reviravolta complexa e emocional, o que começou como uma ode a uma união extraordinária se torna muito mais. [Leia +]

 

testeO que te faz #AlucinadamenteFeliz?

Alucinadamente feliz não é apenas o título do sensacional livro de Jenny Lawson, é também o nome de um movimento criado pela autora em seu blog pessoal. A ideia é que você busque maximizar os momentos de alegria, para que, quando os momentos ruins chegarem, tenha sempre a lembrança de que fez coisas incríveis.

No espírito do movimento, perguntamos aos nossos leitores no Twitter e Instagram o que os faziam Alucinadamente feliz(es). Confira algumas das respostas:

@wannamomsen – “Muitas coisas. Desde contemplar o nascer do sol, passando pelo cheirinho de livros novos e até mesmo um bom dia de descanso 💕”

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@ps_ticreu – “Saber q esse mês o quinto volume da Roda do Tempo vai chegar”

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@Crlhmanu – “Estar com quem me quer bem, me faz bem e me traz o bem 🍃💞”

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@isistomie – “Um abraço e muitas cócegas na minha filha 💖 me deixa #AlucinadamenteFeliz 😘”

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@sarahkaroline_ – “A simplicidade de cada momento, seja em casa, na rua, em uma roda de amigos 💛”

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@ccarvalhoss – “Coisas simples, como passar momentos em família, e claro passar o dia lendo.”

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@_bookhunter – “Você está na seção de casacos de uma loja e sempre quis saber se conseguiria vestir mais de cinco de uma vez? Vá em frente! (A menos que um funcionário furioso se aproxime, aí é melhor abortar a missão e bater em retirada.) Ser feliz é viver sem se preocupar com o que os outros vão pensar de você. É não ficar se policiando e reprimindo vontades apenas por não querer ‘pagar mico’ na frente de estranhos. Ser feliz é não ter medo de ser quem você é.”

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Foto por @_bookhunter

>> Leia um trecho de Alucinadamente feliz

 

testeSons Alucinadamente Felizes!

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Jenny Lawson vive com uma série de transtornos mentais. É uma condição de sua vida e algo que tem o poder de provocar um quadro de depressão grave, impedindo-a de fazer qualquer coisa.

Mas, em vez de ceder aos perigos da doença, a autora decide pelo exato oposto: viver todos os momentos de forma intensa, o que tem como resultado uma série de histórias estranhas e incríveis. Em Alucinadamente feliz, ela relata alguns dos casos mais absurdos e alterna histórias engraçadas com reflexões sobre sua vida.

Inspirados na vida de Jenny e em sua forma de superar os problemas, preparamos uma playlist especial para o livro. Com a ajuda de nossos leitores no Twitter listamos músicas alucinantes  – do rock ao pop – para superar os momentos complicados da vida.

testeA rainha da Teoria da Colher

Por Mariana Calil*

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Enrolei algumas semanas para entregar este texto.

Eu sei, é muito feio isso, afinal, é trabalho. Mas também era esse o problema: como eu ia falar de Alucinadamente feliz de forma profissional, sem cair no piegas de me expor no blog da empresa?

Tentei lembrar de coisas que tivessem acontecido durante a preparação do livro, fora os eventuais chafarizes nasais de café com uma piada inesperada. Foram necessárias algumas pesquisas acerca de uma ou outra questão de cultura americana e também sobre alguns distúrbios e manias. Por exemplo, ficamos na dúvida entre usar “dermatotilexomania” ou “dermatilomania” (a quem possa interessar: obsessão por puxar ou arrancar a própria pele). Optamos por usar o segunda, por ter a grafia mais simples e um número de resultados satisfatório entre publicações acadêmicas e leigas, mas os dois estão certos. Mas nada disso seria capaz de explicar POR QUE o livro me empolgou tanto.

Então vamos à própria Jenny Lawson e a incrível Teoria da Colher. Funciona assim: todo dia, você acorda e ganha UM MONTE DE COLHERES. Parece um número infinito. Aí você levanta, e lá se foi uma colher. Toma banho, e foi outra. Escova os dentes, e mais outra. É como se o dia fosse um freezer de sorveteria abarrotado e você pudesse aproveitar tudo que está nele — só que toda vez que experimentasse um sabor com uma colher, ela teria que ser descartada. A melhor parte é que não é necessário economizar muito; um novo carregamento de colheres chega a cada manhã.

Capa_AlucinadamenteFeliz_GOu não. Porque é essa a grande questão: quando ficam doentes ou sofrem, as pessoas não recebem o mesmo número de colheres que receberiam num dia em que estivessem saudáveis. Quem tem doenças crônicas recebe menos colheres que quem não tem. E se você sofrer de um transtorno emocional… Talvez possa acordar e descobrir que só tem as colheres que sobraram do dia anterior, mesmo.

A teoria é de uma amiga dela, Christine Miserandino, mas é claro que Jenny precisava explicar o conceito no livro. Porque se essa teoria fosse entrar numa enciclopédia, a ilustração poderia ser: Jenny vestida de canguru junto com uma horda deles na Austrália; Jenny fazendo rodeios com um guaxinim empalhado na cozinha; as listas de suprimentos que ela fez para o caso de um apocalipse zumbi. Veja bem, não basta ter depressão, transtorno de ansiedade grave, distúrbio de automutilação e mais uma série de problemas, Jenny também tem artrite reumatoide e doenças autoimunes. Ou seja, tem dias que ela acorda e percebe que não tem mais que meia dúzia de colheres.

E, para mim, é isso que faz dela a rainha soberana da Teoria da Colher. Porque provavelmente nós recebemos algumas dezenas de colheres todas as manhãs, fora as que sobraram do dia anterior, e nos damos por satisfeitos com colheradinhas de baunilha, limão e de vez em quando chocolate. É clássico e repetitivo, mas esses sabores não vão decepcionar. Já Jenny, mesmo com suas poucas colherinhas, vai em busca das misturas mais alucinadas e memoráveis. Sorvete de biscoito para cachorro. Sorvete de cabeça de urso empalhada. Sorvete de pé humano com queijo.

(Juro que você vai entender as referências se ler o livro.)

Foi aí que a leitura me deu uma colher extra. Não uma colher comum, que pode ser usada em qualquer dia, mas uma colher ornamentada e vitalícia que eu posso pendurar na minha parede e dizer para mim mesma: não importa quão mal eu me sinta, ou quantas colheres tenha. O importante são os sabores que vão enchê-las. E sabores não faltam nesse livro. Seja no Japão, com ninjas atrapalhados tentando invadir o quarto, ou em casa, em meio a uma maratona de Doctor Who, Jenny Lawson sabe degustar o que há de melhor quando tudo parece um caos sem fim.

E nossa, como precisamos aprender isso com ela.

>> Leia um trecho de Alucinadamente feliz

Mariana Calil é assistente editorial na Intrínseca. Tem um gosto muito louco para leitura, que vai de livros infantis a memórias de guerra, passando por literatura policial e ficção especulativa.

testeClube de leitura: Alucinadamente feliz, de Jenny Lawson

Por Bruno Leite*

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A regra da boa redação diz que nesse primeiro parágrafo eu deveria apresentar o livro –  a saber, Alucinadamente feliz –, dizer como ele é incrível por libertar o leitor das amarras mais imprecisas, além de impulsioná-lo a fazer algumas coisas no limite do socialmente aceitável. Eu queria ter maneiras de agradecer a Jenny por despertar tantos sentimentos positivos e as mais escandalosas gargalhadas. Para quem ainda não sabe, Jenny é portadora de alguns distúrbios que minam a energia vital dela e a fazem ficar deitada na cama por dias se perguntando a razão de existir. Mas ela é gata, poderosa, lacradora, babadeira, senhora dos HTML. Num dia que indicava ser um dos mais baixos entre seus baixos, ela decidiu que iria perseguir A-L-U-C-I-N-A-D-A-M-E-N-T-E a felicidade, ainda que fosse necessário fazer esquisitices e atropelar – só de leve – o considerado normal. Depois de nos pôr a par do turbilhão que é sua mente, entramos num mundo caótico, frenético, elétrico, engraçado e maravilhoso. Tudo tem uma vibração incrível. Mas esse não é um livro de coisas ~~para se fazer sentido~~. É um livro pra soltar a franga!

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Como Jenny traz a cada momento assuntos desconexos, porém, interessantíssimos, separei uma lista mental do que gostaria de falar livremente e é assim que pretendo que as discussões em torno do livro sigam. Como sempre fui mais despudorado, vou expor algumas peculiaridades da minha persona BEM PERTURBADA com a única finalidade de incentivar vocês a… seguirem seus sonhos. Lembrando que as únicas pessoas que podem me julgar são: Deus & Susana Vieira.

 

Culinária

Uma das coisas que mais me intrigam no mundo culinário é a Селёдка под шубой, uma iguaria russa – pasmem – que à primeira vista parece um bonito bolo preguiçosamente confeitado com glacê púrpuro, mas que na verdade é uma GRANDE SALADA DE ARENQUE COM BETERRABA, BANG! Não é maravilhosa a possibilidade de contorcer as expectativas gastronômicas dos convidados mais desavisados?

 

Música

Eurovision é um campeonato de música entre países europeus e talvez seja essa a maneira mais simples de explicar algo que nem nós, os fãs desse espetáculo de breguice inerente, conseguimos exprimir. Vocês devem se perguntar: “Mas, Bruno, como eles podem julgar uma música com tantas línguas diferentes?” Aí eu te respondo: essa é a graça desse evento! É tudo uma grande questão de feeling onde… Esqueçam tudo isso:  o povo sobe lá e canta tudo em inglês mesmo, exceto os franceses e de vez em quando alguns corajosos que resolvem despejar toda potência linguística exótica que trazem consigo, como essa galerinha da Macedônia que não consegue sustentar UMA ÚNICA NOTA.

 

Cinema

Quando severamente pressionado, meu cérebro simplesmente trava e eu começo a fazer EXATAMENTE ESSES MOVIMENTOS INCORPORANDO LA HEPBURN REALNESS.

 

Televisão

Eu era um entusiasta. Não sei por que acabou.

 

Se você também tem excentricidades para compartilhar, ou sofre de transtornos  e quer ganhar um abraço bem apertado por este que vos escreve, mande um e-mail para o renato.costa@livrariacultura.com.br dizendo “gato, tô a fim de participar” juntamente com o seu telefone porque o amanhã nunca se sabe, lembrando que o encontro ficou marcado para  9 de junho, no mesmo lugar de sempre: auditório da livraria Cultura do Shopping Bourbon.

*Bruno Leite é estudante de Letras, trabalha há oito anos no mercado editorial e é colaborador no blog O Espanador.

testeMeu telefone é mais feliz

Lawson.Jenny.FH jacket photo.Credit Maile Wilson

Jenny Lawson (Foto por Maile Wilson)

Todas as manhãs, Jenny Lawson, autora de Alucinadamente feliz, encontra diversas mensagens de áudio deixadas no celular dela e tem certeza de que está sendo perseguida. As mensagens vêm de dentro da casa, e a louca é ela.

Parte resultado de medicamentos para dormir começando a fazer efeito e parte fruto de ficar acordada depois até duas da manhã após tomar remédios, as mensagens são ideias desconexas e esquisitas, mas que fazem Jenny falar todos os dias: “Finalmente alguém que me entende.”

Confira algumas das mensagens:

 

“‘Não vou dizer que avisei’ é a mesma coisa que falar ‘Eu avisei’, só que pior, já que você está dizendo “Eu avisei” e se parabenizando por ser capaz de conter a vontade de dizer o que acabou de dizer.”

1

 

“Comer um pêssego é como comer a cabeça de um recém-nascido. É tão macio e mole. Não que pêssegos tenham gosto de bebês. Eu não como bebês. Aliás, nem pêssegos. Porque lembram comer bebês. Na verdade, é um círculo vicioso.”

2

 

“A expressão ‘Descanse em paz’ soa muito egoísta. Ela basicamente quer dizer: ‘Fique no túmulo. Não venha me assombrar.’ O oposto seria ‘Revire-se como quiser’ ou ‘Vá dar uma corrida’.”

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“Por que ‘sufixo’ e não ‘posfixo’? O contrário de ‘prefixo’ deveria ser ‘posfixo’. Não entendo como essas decisões são tomadas.”

4

 

“Sempre que eu e Victor brigamos, gosto de pegar meu celular e tirar uma selfie de nós dois, porque quando ele me diz para me acalmar posso provar que estou menos zangada do que ele, argumentando: ‘Como você pode pensar que perdi a calma? Dê uma olhada nessa foto. Estou adorável. É você quem está parecendo ter perdido a calma.’ Outra coisa boa é que quando estou tirando a foto ele tem duas opções: sorrir ou parecer com raiva. De um jeito ou de outro, eu saio ganhando. Além disso, fico com uma foto horrível dele que posso ameaçar tuitar se ele não concordar que estou certa em tudo.”

5

Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais: depressão altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.

Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para se levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

teste10 livros para o Dia das Mães

Confira nossas sugestões de presentes:

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Como eu era antes de você, de Jojo Moyes Lou Clark, uma jovem cheia de vida e espontaneidade, perde o emprego e é obrigada a repensar toda sua vida. Will Traynor sabe que o acidente com a motocicleta tirou dele a vontade de viver. O que Will não sabe é que a chegada de Lou vai trazer de volta a cor à sua vida. E nenhum deles desconfia de que esse encontro irá mudar para sempre a história dos dois.

Depois de emocionar milhares de leitores no mundo todo, o irresistível romance de Jojo Moyes chega aos cinemas em 16 de junho com roteiro adaptado pela própria autora e estrelado por Emilia Clarke (Game of Thrones) e Sam Claflin (Jogos Vorazes). [Leia +] 

Leia também:  Assista ao trailer e confira a trilha sonora do filme
Conheça a nova capa do livro inspirada no cartaz do filme

Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis, de Jenny Lawson  Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais: depressão altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.

Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para se levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr —  Marie-Laure, cega aos seis anos, vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural. Na Alemanha, o curioso órfão Werner se encanta pelo rádio.

Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível. [Leia +]

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Eu sou o Peregrino, de Terry Hayes  Uma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam.

Romance de estreia do renomado roteirista britânico Terry Hayes (Mad Max 2 e Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão), Eu sou o Peregrino é uma narrativa ágil, com ritmo alucinante, cujos personagens são construídos de forma primorosa em toda a sua complexidade psicológica. Uma jornada épica e imprevisível contra um inimigo implacável. [Leia +]

É isso que eu faço: Uma vida de amor e guerra, de Lynsey Addario — Após os atentados de 11 de Setembro, a fotojornalista Lynsey Addario foi chamada para cobrir a invasão americana ao Afeganistão. Nesse momento, ela fez uma escolha que se repetiria muitas vezes depois: abrir mão do conforto e da previsibilidade a fim de correr o mundo confrontando com sua câmera as mais duras verdades.

As imagens captadas pelas lentes de Lynsey parecem buscar sempre um propósito maior. No livro, ela retrata os afegãos antes e depois do regime talibã, os cidadãos vitimados pela guerra e os insurgentes no Iraque, expõe a cultura de violência contra a mulher no Congo e narra a ocasião do próprio sequestro, orquestrado pelas forças pró-Kadafi durante a guerra civil na Líbia. [Leia +]

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O amor segundo Buenos Aires, de Fernando Scheller Com largas avenidas, cafés em estilo europeu e bairros charmosamente decadentes, Buenos Aires é o lugar perfeito para histórias de amor inesquecíveis. A capital argentina é cenário e, ao mesmo tempo, personagem do primeiro romance de Fernando Scheller, repórter do jornal O Estado de S. Paulo.

É por amor que Hugo deixa o Brasil rumo à capital argentina. Embora o relacionamento com Leonor não sobreviva, seu fascínio pela cidade resiste à dor da separação e à descoberta de que sofre de uma grave doença. Hugo cria laços com o arquiteto Eduardo e com a comissária de bordo Carolina, que evidenciam o poder regenerador das amizades verdadeiras. Ele se reaproxima de seu pai, Pedro, que troca a rotina de um casamento desgastado por uma vida em que é possível encontrar profundos afetos. [Leia +] Leia também: Colunas de Fernando Scheller publicadas no blog

Uma pergunta por diaTodos os dias criamos uma imensa quantidade de registros em celulares, redes sociais e aplicativos. No entanto, quase nunca temos o hábito de retornar a eles. Às vezes podem parecer só besteiras, mas quantos desses relatos não mostrariam nosso crescimento e nossas mudanças em todos esses anos?

Uma pergunta por dia convida a registrar suas respostas a uma variedade de questões, das mais simples às mais complicadas, como “Para onde você quer fazer sua próxima viagem?” ou “Escreva a primeira linha da sua autobiografia”. Em cada página há espaço para cinco respostas, uma por ano, ao longo de cinco anos. Com o passar do tempo, quando voltar a um dia já anotado, o dono do diário encontrará seus pensamentos anteriores, num exercício divertido e construtivo de recordar e refletir. [Leia +]

Operação Impensável, de Vanessa Barbara — Neste romance, vencedor do Prêmio Paraná de Literatura em 2014, Vanessa Barbara acompanha os cinco anos de relacionamento entre Lia e o programador Tito, um amor pontuado por e-mails espirituosos, vocabulário próprio, muitas sessões de cinema e longas e disputadas partidas de jogos de tabuleiro. Com toques de humor ácido, ela desvenda a lenta desintegração de um casamento. O afeto e a cumplicidade dão lugar à desconfiança, a um clima de tensão e de ameaças implícitas. Como na Guerra Fria, objeto de pesquisa da dissertação de mestrado de Lia, não há um confronto bélico declarado, embora algo sempre pareça prestes a explodir. [Leia +] Leia também: Colunas de Vanessa Barbara publicadas no blog

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A sexta extinção, de Elizabeth Kolbert — Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco extinções em massa. Hoje, a sexta extinção vem sendo monitorada, e a causa não é um asteroide ou algo similar, e sim a própria raça humana. Vencedor do Prêmio Pulitzer de Não Ficção de 2015, A sexta extinção explica de que maneira o ser humano tem alterado a vida no planeta como absolutamente nenhuma espécie fez até hoje. Para isso, Kolbert apresenta trabalhos de dezenas de cientistas em diversas áreas e viaja aos lugares mais remotos em busca de respostas. [Leia +]

Miniaturista, de Jessie Burton — Após um casamento arranjado com um ilustre comerciante de Amsterdã, Nella Oortman recebe um extraordinário presente: uma réplica de sua nova casa em miniatura, capaz de ajudá-la a desvendar os segredos — e perigos — da família. Eleito o melhor livro de 2014 pelo Observer e traduzido para 32 idiomas, Miniaturista é uma magnífica história de amor e obsessão, traição e vingança, aparência e verdade. [Leia +]

testeLeia um trecho de “Alucinadamente feliz”

Imagem Alucinadamente Feliz 1

Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais e já foi diagnosticada com diversos tipos de doenças, de depressão e ansiedade a tricotilomania — mania de arrancar tufos de cabelo. Com a notícia da morte prematura de um amigo próximo, Jenny decide que é hora de parar de vez de se sentir triste e autodestrutiva e passa a buscar o exato oposto: se tornar Alucinadamente feliz.

Equilibrando momentos de bom-humor e seriedade, a autora mostra como seus problemas criaram uma perspectiva completamente nova da vida, com histórias absurdas e tocantes. Um livro sério sobre coisas horríveis, Alucinadamente feliz mostra que todos nós temos dificuldades, e que não existe problema em nos aceitar por nossas falhas.

Leia um trecho abaixo:

 

“Uma série de avisos desagradáveis

Não, não. Eu insisto que você pare agora mesmo.

Ainda está aqui? Excelente. Agora não vai poder me culpar por nada que encontrar neste livro, porque eu avisei que deveria parar e você continuou mesmo assim. Você é como a mulher do Barba Azul quando encontrou todas aquelas cabeças no armário. (Alerta de spoiler.) Mas, particularmente, acho que isso é bom. Ignorar as cabeças humanas decepadas no armário não contribui para um relacionamento, só gera um armário com sérios problemas de higiene e possivelmente uma acusação de cúmplice. Você precisa enfrentar essas cabeças decapitadas, pois não pode crescer sem reconhecer que todos somos feitos da esquisitice que tentamos esconder do resto do mundo. Todo mundo tem cabeças humanas no closet. Às vezes as cabeças são segredos ou confissões não ditas, ou ainda medos silenciosos. Este livro é uma dessas cabeças decepadas. O que você tem nas mãos é a minha cabeça decepada. A analogia é ruim, mas, em minha defesa, eu disse que era melhor parar. Não quero culpar a vítima, mas agora estamos juntos nessa.

Tudo neste livro é em grande parte verdade, mas alguns detalhes foram alterados para proteger os culpados. Sei que o costume é “proteger os inocentes”, mas por que eles precisariam de proteção? Eles são inocentes. Além disso, escrever sobre eles não chega nem perto da diversão que é escrever sobre os culpados, que sempre têm histórias mais fascinantes e que fazem a gente se sentir melhor por comparação.

Este é um livro engraçado sobre viver com um transtorno mental. Parece uma combinação terrível, mas, falo por mim, tenho transtorno mental e algumas das pessoas mais hilárias que conheço também têm. Então, se você não gostar do livro, talvez só não seja louco o bastante para isso. No fim das contas, você sai ganhando de um jeito ou de outro.

 

Nota da autora

Querido leitor,

Neste momento, você está segurando o livro e se perguntando se vale a pena lê-lo. Provavelmente não vale, mas tem uma nota de 25 dólares escondida na encadernação, então é melhor comprar rápido antes que o vendedor perceba.1

De nada.

Alucinadamente feliz é o título do livro, contudo também é algo que salvou a minha vida.

Minha avó dizia que “chove um pouquinho na vida de todo mundo — chovem chuva, babacas e todo tipo de merda”. Estou parafraseando. Mas ela estava certa. Todos nós temos a nossa cota de tragédia, insanidade ou drama, o que faz toda a diferença é o que fazemos com esse horror.

Aprendi isso em primeira mão há alguns anos, quando caí numa crise de depressão profunda, tão terrível que eu não via como escapar. A depressão não era novidade. Luto contra várias formas de transtornos mentais desde a infância, mas a depressão clínica é uma visitante ocasional, enquanto o transtorno de ansiedade é o meu relacionamento abusivo de longa data. Às vezes, a depressão é leve o suficiente para que eu a confunda com gripe ou inflamação de garganta. Porém esse caso foi extremo. Eu não queria necessariamente acabar com a minha vida, mas só que ela parasse de ser tão filha da puta. Lembrei a mim mesma que a depressão mente, porque é verdade, e disse que as coisas iriam melhorar. Fiz tudo que costuma ajudar, mas continuava me sentindo sem esperança e, de repente, percebi que estava com muita raiva. Com raiva de a vida jogar tantas bolas de efeito na nossa direção. Com raiva da aparente injustiça na forma como a tragédia é distribuída. Com raiva porque não tinha mais nenhuma emoção para oferecer.

Então acessei o meu blog e escrevi uma postagem que mudaria minha perspectiva sobre a vida dali em diante:

‘Outubro de 2010:

De modo geral, os últimos seis meses têm sido uma tragédia vitoriana. Hoje meu marido, Victor, me entregou uma carta informando a morte inesperada de mais um amigo. Talvez você imagine que isso vai me lançar numa espiral de ansiolíticos e músicas da Regina Spektor, mas não. Não vai. Estou de saco cheio da tristeza e não sei qual é o problema do universo, mas pra mim JÁ CHEGA. VOU SER ALUCINADAMENTE FELIZ, SÓ DE RAIVA.

Deu para ouvir? Isso sou eu sorrindo, minha gente. Estou sorrindo tanto que dá para ouvir daí. Vou destruir o maldito universo com a minha alegria irracional e vou vomitar fotos de gatinhos desastrados e cachorrinhos adotados por guaxinins e LHAMAS RECÉM-NASCIDAS FODÁSTICAS COBERTAS DE GLITTER E DE SANGUE DE VAMPIROS SENSUAIS E VAI SER INCRÍVEL. Aliás, estou iniciando um movimento agora mesmo. O movimento ALUCINADAMENTE FELIZ. E vai ser incrível. Em primeiro lugar, porque vamos ser VEEMENTEMENTE felizes e, em segundo, porque isso vai fazer todo mundo que nos odeia se cagar de medo, pois esses babacas não querem nos ver nem um tanto entretidos, que dirá alucinadamente felizes — o que vai nos deixar ainda mais felizes. Legitimamente. Então o mundo vai pender para o nosso lado. Nós: 1. Babacas: 8.000.000. Esse placar não parece muito satisfatório, afinal eles saíram na frente. Só que sabe de uma coisa? Foda-se. Vamos começar do zero.

Nós: 1. Babacas: 0.’

 

1 Meu editor insistiu para que eu deixasse claro que não tem uma nota de 25 dólares escondida no livro, e é meio ridículo ter que explicar, porque não existem notas de 25 dólares. Se você comprou o livro achando que encontraria uma nota de 25 dólares dentro dele, na verdade só pagou por uma lição bastante válida, que é: não troque a sua vaca por feijões mágicos. Outro livro explicou o mesmo conceito muitos anos atrás, mas acho que meu exemplo plagiado é bem mais divertido. É como a versão Cinquenta tons de cinza de “João e o pé de feijão”. Só que com menos esferas anais e menos mudas de feijão.

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Eu sou o Peregrino, de Terry HayesUma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam.

Romance de estreia do renomado roteirista britânico Terry Hayes (Mad Max 2 e Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão), Eu sou o Peregrino é uma narrativa ágil, com ritmo alucinante, cujos personagens são construídos de forma primorosa em toda a sua complexidade psicológica. Uma jornada épica e imprevisível contra um inimigo implacável. [Leia +]

 

O amor segundo Buenos Aires, de Fernando Scheller — Com largas avenidas, cafés em estilo europeu e bairros charmosamente decadentes, Buenos Aires é o lugar perfeito para histórias de amor inesquecíveis. A capital argentina é cenário e, ao mesmo tempo, personagem do primeiro romance de Fernando Scheller, repórter do jornal O Estado de S. Paulo que já passou pelas redações de Gazeta do Povo, TV Globo e Deutsche Welle, na Alemanha.

É por amor que Hugo deixa o Brasil rumo à capital argentina. Embora o relacionamento com Leonor não sobreviva, seu fascínio pela cidade resiste à dor da separação e à descoberta de que sofre de uma grave doença. Hugo cria laços com o arquiteto Eduardo e com a comissária de bordo Carolina, que evidenciam o poder regenerador das amizades verdadeiras. Ele se reaproxima de seu pai, Pedro, que troca a rotina de um casamento desgastado por uma vida em que é possível encontrar profundos afetos. [Leia +]

Em O amor segundo Buenos Aires, Scheller oferece a cada personagem a chance de narrar suas escolhas e percepções sobre diferentes formas de amor, como entre pai e filho, um homem e uma mulher, dois homens e também entre amigos.

Leia as colunas de Fernando Scheller no blog

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Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis, de Jenny Lawson Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais: depressão altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.

Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para se levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

 

É isso que eu faço: Uma vida de amor e guerra, de Lynsey Addario — Após os atentados de 11 de Setembro, a fotojornalista Lynsey Addario foi chamada para cobrir a invasão americana ao Afeganistão. Nesse momento, ela fez uma escolha que se repetiria muitas vezes depois: abrir mão do conforto e da previsibilidade a fim de correr o mundo confrontando com sua câmera as mais duras verdades.

As imagens captadas pelas lentes de Lynsey parecem buscar sempre um propósito maior. No livro, ela retrata os afegãos antes e depois do regime talibã, os cidadãos vitimados pela guerra e os insurgentes no Iraque, expõe a cultura de violência contra a mulher no Congo e narra a ocasião do próprio sequestro, orquestrado pelas forças pró-Kadafi durante a guerra civil na Líbia.

Apesar da presumível bravura, Lynsey não é de todo destemida. Do medo, ela tira o olhar de empatia essencial à profissão. Quando entrevista vítimas de estupro, fotografa um soldado alvejado em combate ou documenta a trágica vida das crianças famintas na Somália, é essa empatia que nos transporta para os lugares onde ela esteve, e então começamos a entender como o ímpeto de retratar a verdade triunfa sobre o terror. [Leia +]

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A agenda antiplanos, de Keri Smith — Com espaços sem data e distribuídos aleatoriamente para você fazer um resumo do mês que desejar, o novo projeto da autora de Destrua este diário funciona como um diário criativo, que vai ajudar o leitor a estruturar os pensamentos de uma forma nada limitada nem previsível.

A agenda antiplanos parte do princípio de que a busca pela organização e pelo perfeccionismo, tão exaltada na cultura moderna, é na verdade um grande empecilho ao processo criativo. O estilo, a forma e a proposta pouco convencional do livro entretêm e levam à reflexão. Capturando momentos e estados de espírito, ele convida o leitor a controlar menos e experimentar mais, a deixar de levar tudo tão a sério e, simplesmente, viver. E o principal: a se divertir! [Leia +]

 

Baía da Esperança, de Jojo Moyes No quinto romance da autora de Como eu era antes de você, a melancólica e reservada Liza McCullen é a responsável por um barco de observação de baleias e golfinhos em Silver Bay, na Austrália, onde também administra com a tia o Hotel Baía da Esperança, que já viu dias melhores.

Hospedado no hotel de Liza, Mike Dormer está lá a negócios: depende dele o pontapé inicial do projeto de um resort de luxo. Enquanto sua noiva, em Londres, finaliza os planos do casamento, Mike tem de conseguir a licença para a construção do empreendimento, algo que terá profundo impacto na fauna de Silver Bay e consequências drásticas para a vida dos moradores.

Quando o mundo de Mike e Liza colidem de forma irremediável, eles precisam encarar os próprios medos para salvar o que amam. Com personagens cativantes em um cenário encantador, Baía da Esperança é um romance comovente e irresistível, repleto do humor e da generosidade que marcam as obras de Jojo Moyes.

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O mistério do mapa (volume 1 da série Poptropica), de Kory Merritt e Jack Chabert — Quando decidiram embarcar em um passeio de balão, Oliver, Mya e Jorge nunca poderiam imaginar que acabariam caindo em uma ilha desconhecida habitada por animais exóticos e uma horda de vikings raivosos. Bem-vindo a Poptropica: um arquipélago completamente fora dos mapas, cuja existência é mantida em segredo do restante do mundo.

Neste primeiro volume da história, inspirada no jogo infantil educativo on-line, os três amigos encontram um mapa mágico e se aventuram em uma perigosa jornada para tentar encontrar o caminho de volta para casa. Porém, os habitantes da ilha — incluindo o assustador líder dos vikings, Erik, o Vermelho — estão nos calcanhares deles, e Octavian, o capitão do balão, responsável por estarem presos naquela ilha, quer seu mapa de volta. Será que Oliver, Mya e Jorge vão conseguir fugir das garras dos sanguinários vikings e encontrar um jeito de escapar da ilha e de Octavian? [Leia +]

 

Solteirona: O direito de escolher a própria vida, de Kate Bolick — “Com quem se casar e quando: essas duas questões definem a existência de toda mulher”, provoca a autora logo no início de Solteirona. Em uma análise inteligente e bem-vinda dos prazeres e possibilidades de ficar solteira, a jornalista e crítica cultural Kate Bolick parte da própria experiência para ponderar o porquê de mais de cem milhões de americanas hoje preferirem ficar solteiras.

No livro, Bolick também apresenta um elenco de personalidades femininas do último século que, pela genialidade e determinação, são inspirações para sua escolha: a colunista Neith Boyce, a ensaísta Maeve Brennan, a visionária social Charlotte Perkins Gilman, a poeta Edna St. Vincent Millay e a escritora Edith Wharton. Ao destacar a trajetória nada convencional dessas mulheres, Bolick faz lembrar quão atemporal é o dilema a respeito de se casar e ter filhos e levanta uma pauta ainda mais crucial nessa discussão: o direito da mulher de escolher a própria vida. [Leia +]

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