teste9 livros para ler antes da segunda temporada de Deuses americanos

Depois de 8 episódios, a primeira temporada da adaptação de Deuses americanos foi um sucesso de crítica e público. Misturando cenas e personagens saídos das páginas do livro com novos deuses e enredos criados com a ajuda de Neil Gaiman, a série encerrou seu primeiro ano com Shadow descobrindo a verdade sobre o misterioso sr. Wednesday.

Agora só nos resta esperar pela segunda temporada, que deve estrear em meados de 2018 e mostrará o começo da guerra entre os deuses antigos e os novos, pelo poder de não serem esquecidos.

Para aplacar um pouco a ansiedade, selecionamos alguns livros – que vão da ficção urbana ao terror e ao Sci-Fi – para vocês se deliciarem enquanto aguardam os novos episódios de American Gods na Amazon Prime Video:

Os filhos de Anansi e Alerta de risco, de Neil Gaiman

Que tal tirar férias de Neil Gaiman lendo mais Neil Gaiman? Se você já devorou Deuses americanos, dois livros podem dar um gostinho a mais do universo do autor.

Em Os filhos de Anansi, os leitores vão conhecer a prole do deus de todas as histórias, Charlie e Spider. Já na coletânea de contos Alerta de risco,  Gaiman mostra toda a sua versatilidade e criatividade em histórias sobre morte, terror, contos de fadas e fantasia. Os curiosos para saber o que acontece com Shadow depois do fim de Deuses americanos também vão adorar o livro. (Ou seja, se você ainda não terminou Deuses americanos, deixe esse conto para depois, porque tem spoiler!).

S., de J.J. Abrams e Doug Dorst

é uma verdadeira carta de amor a todos os fãs de mistério. Repleto de pistas, extras e códigos a serem desvendados, a obra é parte quebra-cabeça e parte romance, e os leitores não vão descansar enquanto não encontrarem a resposta para: Quem foi V.M. Straka?

Aniquilação, de Jeff VanderMeer

Na série Comando Sul, uma área do mundo entra em um silêncio misterioso após um incidente. Nada entra ou sai da Área X sem causar transtornos, e cabe a uma organização governamental enviar expedições para a região — mas a natureza começa a agir de formas estranhas. Mesclando ficção científica e terror, Aniquilação é o relato da décima primeira expedição, na qual nada sai como o esperado. A história chegará aos cinemas em 2018, com Natalie Portman no papel principal.

Welcome to Night Vale, de Joseph Fink e Jeffrey Cranor

Welcome to Night Vale é derivado do podcast de mesmo nome e conta as histórias da cidade de Night Vale, uma amistosa comunidade no meio do deserto onde todas as teorias da conspiração são reais. O livro narra o mistério da chegada de um homem de paletó bege à cidade, cujo nome e rosto ninguém consegue lembrar e que faz com que a vida de duas mulheres, cada uma com seu mistério, vire de cabeça para baixo.

Breve história de sete assassinatos, de Marlon James

Em dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes do show Smile Jamaica, que Bob Marley realizou para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. Uma obra arrebatadora, que explora um período de grande instabilidade na história da Jamaica de forma magistral, nos fazendo acreditar que a realidade é mais fantástica que a ficção.

Piano vermelho, de Josh Malerman

Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes recebem uma missão improvável: desvendar um mistério perdido no coração da África: um som que é capaz de inutilizar todo e qualquer armamento. Em Piano vermelho, Josh Malerman mantém a narrativa envolvente do best-seller Caixa de pássaros, desta vez explorando o som como peça central de uma grande conspiração.

Matéria escura, de Blake Crouch

Até onde você iria para recuperar sua vida? Depois de ser sequestrado, um professor de física acorda em um laboratório que desconhece, com um trabalho que lhe lembra o projeto que ele abandonou muitos anos atrás, após descobrir a gravidez da então namorada. Algo neste mundo faz Jason temer que sua vida nunca mais será a mesma.

História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang

Com histórias que vão da Torre de Babel à descoberta de vida extraterrestre, a coletânea de contos de ficção científica de Ted Chiang explora os diversos aspectos filosóficos e culturais do impacto da tecnologia na sociedade. A obra se tornou mundialmente conhecida devido à adaptação de um de seus contos no premiado filme A chegada, estrelado por Amy Adams.

testeLivros para uma Comic Con épica!

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Entre os dias 1 e 4 de dezembro a Intrínseca estará na CCXP – Comic Con Experience, o maior evento geek da América Latina! Além do Papo Nerd ao vivo no sábado, 03/12, nosso estande terá uma decoração especial (que vocês podem ver os bastidores em nosso Snapchat: ed.intrinseca) e livros que todo tipo de geek vai adorar. Confira a nossa seleção para o evento:

1. Deuses americanosde Neil Gaiman:Deuses americanos é, acima de tudo, um livro estranho. E foi essa estranheza que tornou o romance, publicado pela primeira vez em 2001, um clássico imediato. Nesta nova edição, preferida do autor, o leitor encontrará capítulos revistos e ampliados, artigos, uma entrevista com Gaiman e um inspirado texto de introdução. [Leia +]

2. Alerta de risco, de Neil Gaiman: Um escritor sofisticado cujo gênio criativo não tem paralelos, Gaiman hipnotiza com sua alquimia literária e nos transporta para as profundezas de uma terra desconhecida em que o fantástico se torna real e o cotidiano resplandece. Composto de 25 contos repletos de estranheza e terror, surpresa e diversão, Alerta de risco é um tesouro que conquista a mente e agita o coração do leitor. [Leia +]

3. Lugar Nenhum, de Neil Gaiman: Publicado pela primeira vez em 1997, a partir do roteiro para uma série de TV, o sombrio e hipnótico Lugar Nenhum, primeiro romance de Neil Gaiman, anunciou a chegada de um grande nome da literatura contemporânea e se tornou um marco da fantasia urbana. Ao longo dos anos, diferentes versões foram publicadas nos Estados Unidos e na Inglaterra, e Neil Gaiman elaborou, a partir desse material, um texto que viesse a ser definitivo: esta Edição Preferida inclui um texto de introdução assinado por Gaiman, uma cena cortada e um conto exclusivo. [Leia +]

4. História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang: Ícone da ficção científica contemporânea é publicado pela primeira vez no Brasil em coletânea que inclui o conto que inspirou o filme A Chegada. Os oito textos reunidos em História da sua vida e outros contos ganharam no total nove importantes prêmios, dentre eles Nebula, Hugo, Locus, Sturgeon, Sidewise e Seiun. [Leia +]

5. Unidos somos um, de Pittacus Lore: O aguardado desfecho da série Os Legados de Lorien, repleto de surpresas e reviravoltas de tirar o fôlego. A guerra entre a Garde e os mogadorianos, que por tanto tempo ocorreu em segredo, tornou-se um conflito global. [Leia +]

6. Nimona, de Noelle Stevenson: Protagonizada pela anti-heroína mais surpreendente, Nimona é uma graphic novel fora dos padrões. Uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu. Mas Nimona não sabia que seu herói possuía escrúpulos. Menos ainda uma deliberada missão. [Leia +]

7. Legado,de Hugh Howey: No último volume da série Silo, as escolhas de Donald e Juliette podem mudar o mundo… ou extingui-lo de vez. Em Legado, Juliette se torna prefeita do Silo 18, que está se recuperando de uma rebelião. Seu governo encontra grande resistência por causa da controversa escavação para resgatar os supostos sobreviventes do Silo 17, uma empreitada vista com desconfiança que está espalhando o medo entre os moradores do Silo 18. Como se isso não fosse um desafio grande o bastante, Juliette também recebe transmissões de Donald, a voz que alega ser líder do Silo 1 e está disposta a ajudar — mas é capaz de fazer ameaças horríveis. [Leia +]

8. As Chamas do Paraíso, de Robert Jordan: Antigas instituições caem por terra e novas alianças se formam, pois o Dragão Renascido provoca mudanças por onde passa. Heróis lendários se juntam à história no novo volume de A Roda do Tempo, uma das mais extraordinárias séries já escritas. [Leia +]

9. Faca de água, de Paolo Bacigalupi: Num futuro árido e tumultuado, acontece uma guerra entre governos, órgãos públicos e empresários, na qual vale tudo para conseguir água. Nesse cenário surge Angel, um mercenário com a missão de cortar e desviar o fornecimento de água a mando de quem paga mais. Lucy é uma jornalista premiada que decidiu revelar para o mundo a realidade da Grande Seca. Maria é uma jovem cuja vida foi destruída pelos efeitos das mudanças climáticas. Quando o direito de usar a água significa dinheiro para alguns e sobrevivência para outros, o que esses três personagens não sabem é que seu encontro é um marco que poderá mudar tudo. [Leia +]

10. Welcome to Night Vale, de Joseph Fink e Jeffrey Cranor: O podcast Welcome to Night Vale conta as histórias da cidade de Night Vale, uma amistosa comunidade no meio do deserto onde todas as teorias da conspiração são reais. No formato de um programa de rádio, Cecil Palmer, locutor da rádio comunitária, informa a todos as pequenas estranhezas da pacata cidadezinha — onde fantasmas, anjos, alienígenas e agências governamentais misteriosas e ameaçadoras fazem parte do cotidiano dos cidadãos. Desta vez, a chegada de um homem de paletó bege faz com que as vidas de duas mulheres, cada uma com seu mistério, vire de cabeça para baixo. [Leia +]

11. Aceitação, de Jeff Vandermeer:  É inverno na Área X, a misteriosa região selvagem que há trinta anos desafia explicações e repele pesquisadores de expedição após expedição, recusando-se a revelar seus segredos. Enquanto sua geografia impenetrável se expande, a agência responsável por investigar e supervisionar a área — o Comando Sul — entra em colapso. Uma última e desesperada equipe atravessa a fronteira, determinada a alcançar uma remota ilha que pode conter as respostas que eles tanto procuram. Último livro da trilogia de ficção científica Comando SulAceitação conecta os dois livros anteriores, Aniquilação e Autoridade, em capítulos breves e acelerados, narrados da perspectiva de personagens cruciais. Página após página, os mistérios são aos poucos solucionados, mas as consequências e as implicações dos acontecimentos passados jamais serão menos profundas ou aterrorizantes. [Leia +]

12. O universo numa casca de noz, de Stephen Hawking:Nesse que é um dos maiores clássicos do pensamento científico moderno, Stephen Hawking utiliza ilustrações, fotos e esquemas detalhados para mostrar grandes descobertas no campo da física teórica. Tudo isso, é claro, com sua reconhecida clareza, elucidando temas complexos por meio de conceitos e ideias do dia a dia, como inflação, cartas de baralho e linhas ferroviárias, e permeado com seu peculiar senso de humor. [Leia +]

testeConfira a capa do novo livro de Neil Gaiman

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As novidades para os leitores fãs de Neil Gaiman não param de chegar na Intrínseca! Depois do lançamento de Alerta de risco e do anúncio da publicação da Edição Preferida do Autor de Deuses Americanos, um de seus livros mais importantes, o autor divulgou na manhã de 14/09 a capa de seu novo livro, Norse Mithology.

O livro será uma releitura das principais lendas nórdicas no estilo já consagrado do autor, desde as origens até o Ragnarok e além, contando com personagens como Thor, gigantes, Loki e Frey. A proposta da obra é buscar uma aproximação com as histórias originais, que tanto influenciaram Gaiman em obras como Sandman e o já citado Deuses Americanos. Ainda sem data de lançamento no Brasil, o livro será lançado em fevereiro de 2017 no exterior.

testeObra-prima de Neil Gaiman, Deuses americanos será relançado em edição especial!

Então as luzes se apagaram, e Shadow viu os deuses.

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Em 1992, Neil Gaiman deixava a Inglaterra, sua terra natal, e se mudava para os Estados Unidos.

Tendo consumido ao longo da vida séries, livros e filmes que exaltavam a cultura americana, o autor acreditava que a adaptação ao novo lar seria tranquila. Mas, ao chegar, Gaiman finalmente pôde conhecer o país a fundo. Misturando suas experiências com diversas referências mitológicas, o autor captou a essência americana em um livro, lançado originalmente em 2001 e que se tornaria uma de suas obras mais importantes: Deuses americanos.

Em breve, a Intrínseca relançará o clássico, em uma nova Edição Preferida do Autor. Contando com capítulos expandidos, artigos, uma entrevista com Gaiman e um inspirado texto de introdução, o livro chega às livrarias a partir de 24 de outubro.

A história acompanha Shadow Moon, que passou quase três anos na cadeia ansiando retornar para a esposa. Dias antes do fim de sua pena, Shadow descobre que ela faleceu após um acidente, e fica sem rumo na vida.

Após o velório, ele conhece Wednesday, um homem com olhar enigmático e que está sempre com um sorriso insolente no rosto, e ele lhe oferece um emprego. É em sua nova função que Shadow começa a desvendar a real identidade de seu chefe e que, além de pessoas dos mais diversos cantos do mundo, os Estados Unidos também se tornaram a morada de deuses dos mais variados panteões.

Uma mistura de road trip, fantasia e mistério, uma história sobre perda e redenção, sobre o velho e o novo, sobre memória e fé, Deuses americanos é o exemplo máximo da versatilidade e da prosa lúdica e ao mesmo tempo cortante de Neil Gaiman.

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Shadow Moon (Ricky Whittle) e Wednesday (Ian McShane) – Fonte

Em 2017, a obra será adaptada para a TV, em uma série produzida por Bryan Fuller (das séries Hannibal, Pushing Daisies e dos novos filmes da franquia Star Trek) e pelo próprio Gaiman. Shadow Moon será interpretado pelo ator Ricky Whittle (da série The 100), enquanto Ian McShane (Piratas do Caribe e Game of Thrones) fará Wednesday. Completam o elenco Gillian Anderson (Arquivo X), Emily Browning (Desventuras em Série), Pablo Screiber (Orange Is the New Black) e Crispin Glover (De Volta Para o Futuro). O primeiro trailer foi divulgado recentemente, e pode ser visto logo abaixo:

testeLivros que você não pode deixar de conhecer na Bienal de São Paulo

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Esperamos todos vocês no nosso estande da Bienal Internacional de São Paulo (F30)! Além da chance de conhecer seus autores preferidos e de encontrar outros leitores, a Bienal é o lugar ideal para descobrir livros incríveis.

>> Veja a programação completa do nosso estande na Bienal

Confira nossa seleção de livros e autores:

 

– Jojo Moyes

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Se você gosta de romances e de personagens inesquecíveis, precisa conhecer as obras da britânica Jojo Moyes. Autora do sucesso Como eu era antes de você, que inspirou o filme protagonizado por Emilia Clarke e Sam Claflin, Jojo Moyes têm uma legião de fãs no mundo todo e outros seis romances já publicados pela Intrínseca.

 

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Coleção Como Lidar

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Sim, a vida adulta é muito difícil: repleta de contas para pagar, ansiedade com relação a aparência, relacionamentos… Mas não se preocupe, se você não sabe como lidar com os muitos problemas da vida adulta, ainda assim é possível rir um bocado deles.

A Coleção Como Lidar reúne guias simples e ultradidáticos sobre questões clássicas que atormentam uma parcela considerável dos que já atingiram a maioridade: como lidar com os encontros? Como sobreviver à ressaca? Como compreender o hipster? E como funcionam dois seres para lá de enigmáticos: o marido e a esposa?
 

– Série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares

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Com fotografias sinistras e uma narrativa emocionante, o sombrio universo criado por Ransom Riggs estreará nos cinemas no final de setembro, com direção de Tim Burton!

Biblioteca de almas, terceiro e último volume da saga, já está nas livrarias. Nele, Jacob e seus companheiros continuam empenhados na batalha pela sobrevivência dos peculiares iniciada em Cidade dos etéreos.

E tem mais! Dia 3 de setembro, dia da Fenda Temporal da srta. Peregrine, a Intrínseca lançará na Bienal Contos peculiares, o livro dentro dos livros. A coletânea de contos, citada ao longo da série, reúne histórias que os jovens peculiares escutam sua protetora contar e recontar.

 

Obras de autores que estarão na Bienal:

 

Simon vs. a agenda Homo Sapiens, de Becky Albertalli

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Simon troca e-mails anônimos com Blue. Eles são dois garotos gays que só confiam um no outro para se abrir e discutir sobre suas identidades, desejos e medos mais íntimos. Durante a troca de mensagens os dois acabam se apaixonando. O livro discute também o que deve ser o padrão. Por que a heterossexualidade é o padrão?  Por que ser branco é o padrão? Simon analisa todos esses estereótipos de um jeito sensível e perpicaz.

Becky Albertalli participa do bate-papo “A diversidade na literatura para jovens adultos” na Arena Cultural, no sábado, 3/09, às 19h. A sessão de autógrafos será no dia seguinte, ao meio-dia, em nosso estande.

 

Os Dois Terríveis ainda piores, de Jory John e Mac Barnett, ilustrado por Kevin Cornell

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A dupla mais terrível de Vale do Bocejo está de volta, e agora os dois amigos precisarão ser mais inteligentes e desordeiros do que nunca se quiserem dar fim a um vilão alérgico a brincadeiras e felicidade.

Mac Barnett participa do bate-papo “A importância da ilustração na literatura infantil: a identificação das crianças com as imagens” na quinta-feira, 1/09, às 11h, na Arena Cultural. O encontro será seguido por sessão de autógrafos.

 

Pó de lua nas noites em claro, de Clarice Freire

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Em seu segundo livro, Clarice vira a madrugada ao avesso em palavras e imagens, dedicando uma hora a cada capítulo, da meia-noite ao amanhecer. O livro alterna passagens em prosa e poesia, acompanhando sua personagem durante um longo e mágico passeio pela cidade quase deserta.

Clarice participa de sessão de autógrafos no nosso estande no domingo, 28/08, às 15h.

 

Ilustre Poesia Eu me chamo Antônio, de Pedro Gabriel

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Desta vez, Antônio procura escapulir do confinamento nos quadradinhos de papel dos guardanapos e ganhar a liberdade. Ao mesmo tempo, explora galáxias, as profundezas do mar e os confins da terra em textos de prosa poética que podem ser lidos como uma espécie de correspondência com o personagem. O senso de humor, a irreverência e o gosto pelos trocadilhos são compartilhados por Antônio e seu poeta.

Pedro Gabriel participa de sessão de autógrafos no nosso estande no sábado, 27/08, às 15h.

 

Gentil como a gente, de Fernanda Gentil

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Com leveza e humor, Fernanda Gentil conta uma história de amores vivida por uma família singular e ao mesmo tempo igual à de todo mundo. Mocinha (ou Fernanda?) briga e, com a frequência de eclipses lunares, pede desculpas. Quando quer, sabe ser fofa. E mostra-se craque em entender as diferenças entre o feminino e o masculino, mata no peito, sai de impedimento, bota para escanteio e bate um bolão. Porque o que Fernanda mais quer é fazer e ser feliz. Sem firulas. Gentil. Como a gente.

Fernanda participa de sessão de autógrafos no nosso estande na quarta-feira, 31/08, às 18h.

 

Não se iluda, não, de Isabela Freitas

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Em seu segundo livro, Isabela Freitas dá sequência às histórias dos personagens de Não se apega, não. Dessa vez, com a cabeça nas nuvens e os pés firmemente no chão, a protagonista vai em busca daquilo que seu coração realmente deseja, mesmo quando o caminho é acidentado e cada curva parece esconder uma nova surpresa.

Isabela participa do bate-papo “A relação entre a realidade e a fantasia na autoficção” na Arena Cultural na terça-feira, 30/08, às 11h.

 

Tudo tem uma primeira vez, de Vitória Moraes (Viih Tube)

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Como foi o seu primeiro beijo? E a primeira vez que teve coragem de dizer “eu te amo” para alguém? Ou que vacilou feio com uma amiga? Em Tudo tem uma primeira vez, Vitória Moraes, a Viih Tube, fala abertamente e com muito bom humor sobre os grandes (e primeiros) momentos da adolescência.

Viih autografa seu livro no domingo, 28/08, às 14h no estande da Saraiva.

 

História do futuro, de Míriam Leitão

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Somente a jornalista mais premiada do país seria capaz de aceitar o desafio de olhar para além do imediatismo do presente e mapear o que está por vir. O resultado é História do futuro, que compila pesquisas, análises, entrevistas e depoimentos para apresentar, de forma acessível, tendências e perspectivas para os próximos anos.

Míriam media o bate-papo “Lutas na ditadura e desafios na democracia” no Salão Ideias na sexta-feira (02/09), às 20h. A sessão de autógrafos acontece logo depois, às 21h, em nosso estande.

 

E tem mais lançamentos imperdíveis!

 

Alerta de risco, de Neil Gaiman

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Um escritor sofisticado cujo gênio criativo não tem paralelos, Gaiman hipnotiza com sua alquimia literária e nos transporta para as profundezas de uma terra desconhecida em que o fantástico se torna real e o cotidiano resplandece. Repleto de estranheza e terror, surpresa e diversão, Alerta de risco é uma coletânea de contos de terror e de fantasmas, ficção científica e conto de fadas. Um tesouro que conquista a mente e agita o coração do leitor.

 

PAX, de Sara Pennypacker

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Peter e sua raposa, Pax, são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde vai morar por um tempo, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas.

 

Loney, de Andrew Michael Hurley

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Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era jovem e visitou o lugar. Com personagens ricos e idiossincráticos, um cenário sombrio e a sensação de ameaça constante, Loney é uma leitura perturbadora e impossível de largar, que conquistou crítica e público. Uma história de suspense e horror gótico, ricamente inspirada na criação católica do autor, no folclore e na agressiva paisagem do noroeste inglês.

testePor que visitar Lugar Nenhum

Bem-vindo à Londres de Baixo!

Por Larissa Helena*

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Ilustração de Juliette Arda (Fonte)

Se você está morrendo de vontade de tirar férias e precisa de ideias para uma viagem fantástica, pode parar de procurar: seu próximo destino está aqui! Quer dizer, na livraria mais próxima.

O que dá para garantir: emoção, aventura e surpresas em todas as paradas.

O que não dá para garantir: sua segurança. Ou sua antiga vida de volta.

Acontece que Lugar Nenhum é uma daquelas jornadas sem retorno: depois de passar pelas portas secretas que levam à Londres de Baixo, de conhecer o Mercado Flutuante e descobrir o verdadeiro perigo que se esconde entre o trem e a plataforma do metrô, fica muito, muito difícil voltar à superfície como se nada tivesse acontecido. Mesmo que você se esforce bastante.

Veja o caso de Richard Mayhew. Ele tem um emprego. Um apartamento. Uma noiva. Talvez seja meio esquecido, mas sua vida parece perfeitamente nos eixos: ocasionais visitas indesejadas ao museu para acompanhar sua alma gêmea, cervejas para discutir assuntos burocráticos com os colegas de trabalho… Tudo bem, talvez ele também tenha um coração mole. Mole demais para morar numa capital em que há pedintes em cada esquina, e “se você dá atenção, eles se aproveitam”, como bem lhe lembra a noiva. Mas ele não consegue fazer como todo mundo e simplesmente fingir que não os vê.

Tudo isso é razoavelmente perdoável, até o dia em que uma menina ensanguentada brota de uma parede bem na frente dele, a minutos de um jantar crucial. O que Richard pode fazer senão ajudá-la, contra a vontade da noiva e o próprio bom senso? Para ele, é assim que tudo começa.

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Lugar Nenhum, aliás, também começou como uma espécie de rebeldia. Neil Gaiman era jornalista, já publicara algumas histórias em quadrinhos e começava a realizar seu sonho de escrever ficção para várias plataformas quando foi convidado pela BBC para desenvolver o roteiro para uma série para a TV. Só que muitas de suas ideias foram cortadas ou alteradas para caber no orçamento e no formato do programa e ele resolveu escrever este livro, “para manter a sanidade mental”.

O resultado foi uma espécie de “versão do diretor” (só que, no caso, do roteirista). Controle total: quando uma cena não entrava na série, ia parar no livro, e, ao longo de muitos anos, ele ainda pôde cortar e acrescentar informações, até culminar na edição definitiva, que chega pela primeira vez às prateleiras brasileiras — com direito a uma introdução do autor, um prólogo original e um conto inédito. Além disso, parte do motivo para Neil Gaiman gostar bem mais desta versão é que o texto funciona tanto para os que estão familiarizados com o mapa do metrô de Londres quanto para quem não sabe nada sobre a capital.

Eu era justamente do grupo dos novatos quando tudo começou para mim. Uma adolescente fascinada pela Inglaterra, e também obcecada por ordens cronológicas, por isso Lugar Nenhum foi o primeiro livro do Neil Gaiman que li. Eu esperava embarcar num livro, e acabei numa viagem a Londres. Mas não era bem a Londres que eu sonhava conhecer; aquela era excêntrica, sombria e convidativa, e ao mesmo tempo perigosa e fascinante como uma besta.

Tudo começa com portas.

Tudo começa com portas. (Fonte: BBC)

E ficou retida no meu imaginário de um jeito tão vívido que mais tarde, quando fui de fato a Londres (à de cima, afinal, vocês ainda conseguem ler o que eu escrevo… né?), encarava as estações me perguntando o que haveria ali embaixo, por trás e ao redor, invisível sob o nevoeiro da cidade.

Foi quando entendi a dimensão do que o Gaiman tinha feito. Andando por Londres, é difícil não misturar ficção e realidade, caminhar sem evocar fantasmas de Sherlock Holmes, da Alice ou do Doctor Who pairando sobre a paisagem. Em seu primeiro romance, ele chegou já com o pé na porta, inscrevendo seu nome no rol dos notáveis que adicionaram mais uma camada de significado inteirinha, original e fresca (modo de falar, porque a Londres de Baixo é bolorenta e tem cheiro de esgoto) a uma cidade que já parecia saturada de referências. Gaiman provou que sempre há espaço para mais.

Além de tudo isso, Lugar Nenhum é uma épica fantasia urbana com pitadas de contos de fadas, surpreendentemente adulta e ao mesmo tempo capaz de evocar o sentimento de fascinação infantil de quando fomos apresentados pela primeira vez a histórias fantásticas. Guiados pela história de Richard, conseguimos vislumbres pontuais de um universo de infinitas possibilidades, que se expande para muito além dos limites do livro, na tradição dos clássicos como os de Lewis Carroll ou C. S. Lewis.

No que diz respeito à obra de Gaiman, Lugar Nenhum serve ao mesmo tempo como introdução e relicário. Para quem não conhece outros livros dele, é a oportunidade para desvendar a especialidade do autor: construir um mundo extraordinário curiosamente coerente e sinistramente próximo do nosso, reconhecível através de indícios e que deixa uma impressão clara e duradoura na mente do leitor. Para os que já são fãs do autor, a experiência é gratificante por outros motivos: vasculhando bem, dá para encontrar referências claras a Will Eisner, um humor com gostinho de Douglas Adams e uma infinidade de temas que voltam a aparecer nas histórias de Shadow ou dos Perpétuos, para citar alguns exemplos.

Para mim, quando a Londres de Baixo entrou em cena de novo, muitos anos depois que tudo começou, fiquei tão fascinada quanto da primeira vez. E novamente, na vida real como na história de Richard, foi a cidade de cima que ficou invisível para mim: enquanto eu lia, percorrendo nas páginas os caminhos subterrâneos de Londres, passei reto várias vezes da estação de metrô em que precisava saltar.

>> Leia um trecho de Lugar Nenhum

 

*Larissa Helena teve certeza de que queria trabalhar com literatura há dez anos, quando começou sua pesquisa acadêmica sobre Neil Gaiman. Hoje ela é editora, e já teve o prazer de negociar e editar livros do autor. Também é tradutora e pesquisadora especializada em literatura fantástica ou voltada para o público jovem adulto.

testeLançamentos de agosto

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Confira sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

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Coleção Como Lidar, de J. A. Hazeley e J. P. Morris – Explicando desde questões clássicas da vida adulta (Os encontros, A ressaca) até as mais incompreendidas tendências (O hipster), incluindo volumes especialmente didáticos chamados “Manual do usuário” (Manual do usuário – O marido, Manual do usuário – A esposa), a Coleção Como Lidar ironiza os percalços da maturidade, seus estereótipos e absurdos, com muito sarcasmo e sem pena. Imagens e textos não poderiam ser mais apropriados para colocar – ou tirar de vez – você do eixo. Porque, convenhamos: a vida adulta não precisa ser tão adulta assim.

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Baseado em fatos reais, de Delphine de Vigan – Em uma obra em que o leitor é levado constantemente a questionar o que lhe é apresentado, Delphine de Vigan constrói um clima confessional, sombrio e opressivo para expor a obsessão do mercado editorial e do cinema pelas narrativas baseadas em fatos reais. A linha tênue entre verdade e mentira oscila para enriquecer uma poderosa reflexão sobre o fazer literário e questionar as fronteiras entre aparentes dicotomias, como real e ficção, razão e loucura, público e privado. Um livro brilhante, que joga com os códigos da autoficção e do thriller psicológico. [Leia +]

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Alerta vermelho, de Bill Browder – Ao mesmo tempo uma aventura no mundo financeiro, um thriller criminal e uma cruzada com casos de polícia, Alerta vermelho é a história de um homem que foi contra todas as probabilidades em busca de mudar o mundo. E foi a partir daí que encontrou, mesmo sem esperar, um sentido para a sua vida. [Leia +]

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As mil noites, de E. K. Johnston – É impossível que alguém nunca tenha ouvido falar sobre Ali Babá e seus quarenta ladrões, ou sobre Aladim e o gênio da lâmpada. Ou sobre Sherazade, a mulher sagaz e inteligente que se casou com um homem cruel, e, por mil e uma noites, driblou a morte narrando contos de amor e ódio, medo e paixão, capazes de dobrar até mesmo um rei. Em As mil noites, a história se repete, mas com algumas diferenças… [Leia +]

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Os Dois Terríveis ainda piores, de Jory John e Mac Barnett, ilustrado por Kevin Cornell – A dupla mais terrível de Vale do Bocejo está de volta, e agora os dois amigos precisarão ser mais inteligentes e desordeiros do que nunca se quiserem dar fim a um vilão alérgico a brincadeiras e felicidade. [Leia +]

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As Chamas do Paraíso, de Robert Jordan – Antigas instituições caem por terra e novas alianças se formam, pois o Dragão Renascido provoca mudanças por onde passa. Heróis lendários se juntam à história no novo volume de A Roda do Tempo, uma das mais extraordinárias séries já escritas. [Leia +]

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Biblioteca de Almas, de Ransom Riggs – último volume da celebrada trilogia iniciada com O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares. Neste terceiro livro, depois de sofrer com a morte do avô, conhecer crianças com habilidades peculiares em uma fenda temporal e partir pelo mar em uma busca desesperada para curar a srta. Peregrine, Jacob vai finalmente enfrentar a inevitável conclusão dessa turbulenta jornada. [Leia +]EstanteIntrinseca_Agosto16_BLOG_Pa¦üginasInternas2

Alerta de risco, de Neil Gaiman – Um escritor sofisticado cujo gênio criativo não tem paralelos, Gaiman hipnotiza com sua alquimia literária e nos transporta para as profundezas de uma terra desconhecida em que o fantástico se torna real e o cotidiano resplandece. Repleto de estranheza e terror, surpresa e diversão, Alerta de risco é um tesouro que conquista a mente e agita o coração do leitor.EstanteIntrinseca_Agosto16_BLOG_Pa¦üginasInternas3

Ilustre Poesia, de Pedro Gabriel – Desta vez, Antônio procura escapulir do confinamento nos quadradinhos de papel dos guardanapos e ganhar a liberdade. Ao mesmo tempo, Pedro Gabriel explora galáxias, as profundezas do mar e os confins da terra em textos de prosa poética que podem ser lidos como uma espécie de correspondência com o personagem. O senso de humor, a irreverência e o gosto pelos trocadilhos são compartilhados pelo personagem e seu poeta. [Leia +]

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Garra: O poder da paixão e da perseverança, de Angela Duckworth – Em um livro obrigatório para todos que desejam alcançar o sucesso, a psicóloga Angela Duckworth mostra para pais, estudantes, educadores, atletas e empreendedores que o segredo para realizações incríveis não é o talento, mas uma mistura de paixão e perseverança que ela chama de “garra” – a capacidade de não desistir e produzir resultados além do puro talento, da sorte ou das eventuais derrotas.

testeAs perturbações de Neil Gaiman compiladas em Alerta de Risco

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Neil Gaiman já explorou lendas africanas, contos de fadas, memórias de infância e até mesmo os subterrâneos secretos da Inglaterra. Mas é nos contos que o autor esmiúça sua faceta mais perturbadora.

Em Alerta de risco, nova coletânea de contos do autor, o leitor vai mergulhar em histórias hipnotizantes, capazes de despertar surpresa e assombro, como o conto “Cão negro”, que revisita o mundo de Deuses americanos ao narrar um episódio que envolve Shadow Moon em um bar durante seu retorno aos Estados Unidos.

Alerta de risco chega às livrarias a partir de 22 de agosto. Leia um trecho abaixo, ou clicando no link.

“Introdução

1. Pequenos gatilhos

Certas coisas nos incomodam. Mas não é bem a essas que vou me referir aqui. Na verdade, tenho em mente aquelas imagens, palavras ou ideias que se abrem como alçapões sob nossos pés, nos arrancando do nosso mundo calmo e confortável para nos lançar em um mundo sombrio e nada acolhedor. O coração dá um salto vertiginoso no peito, a respiração fica difícil. O sangue foge do rosto e das mãos, nos deixando pálidos e ofegantes, em choque.

E o que aprendemos sobre nós mesmos nesses momentos em que o gatilho é apertado é que o passado não morre. Certas coisas ficam à espreita, esperando pacientemente por nós, em passagens sombrias da nossa vida. Acreditamos que ficaram para trás, que as ultrapassamos, que lá vão ressecar e encolher e serão levadas pelo vento — mas estamos enganados. Elas permaneceram lá na escuridão, à espera, se exercitando, praticando seus golpes mais potentes, o soco impetuoso, duro e insensível no estômago, só aguardando o momento em que voltaríamos por aquele caminho.

Os monstros que habitam nossos armários e nossa cabeça jamais deixam a escuridão, como o mofo que cresce sob a tábua corrida e atrás do papel de parede. E há tanta escuridão… remessas incessantes de escuridão. O universo e seu vasto estoque de sombras.

Do que precisamos ser alertados? Todos temos nossos pequenos gatilhos. A primeira vez que vi a expressão “alerta de risco” foi na internet [derivada do inglês trigger warning], onde é usada geralmente quando há links para imagens ou ideias que podem ser perturbadoras e desencadear lembranças traumáticas, ansiedade ou pânico. A intenção é que as pessoas identifiquem essas imagens e ideias em meio a outros conteúdos e possam evitá-las ou se preparar mentalmente para se deparar com tais gatilhos.

Fiquei fascinado quando soube que os alertas de risco tinham cruzado a fronteira que separa a internet do mundo tangível. Muitas universidades estavam considerando incluir alertas de risco em livros, obras de arte e filmes, para precaver os estudantes contra o que os esperava. A ideia me pareceu ao mesmo tempo atraente (é claro que desejamos informar pessoas suscetíveis de que algo pode vir a perturbá-las) e preocupante: Sandman foi publicado originalmente como um quadrinho mensal, que sempre trazia um aviso ao mundo dizendo que era conteúdo adulto, e isso me parecia adequado. Era um recado para os leitores em potencial, informando que aquilo não se tratava de um quadrinho infantil e que continha imagens ou ideias possivelmente perturbadoras e sugerindo que o leitor adulto (seja lá quem se encaixe nessa categoria) lidaria sozinho com as consequências. Quanto ao que haveria ali de perturbador, chocante ou capaz de suscitar pensamentos incomuns, eu achava que avaliar isso era responsabilidade do leitor. Se somos adultos, cabe a nós decidir o que queremos ler ou não.

Na minha opinião, o que escolhemos ler quando adultos deveria vir sem nenhum alerta, ou, no máximo, um “prossiga por sua própria conta e risco”. Precisamos descobrir o que é a ficção, encontrar o significado de uma experiência que será diferente da experiência de qualquer outra pessoa.

Construímos as histórias na nossa mente. Pegamos palavras e lhes conferimos poder, e nos colocamos atrás de outros olhos, enxergando e vivenciando o que os outros veem. Eu me pergunto: A ficção é um lugar seguro? E, em seguida: Deveria ser? Quando criança, li algumas histórias que, depois de terminar, lamentei tê-las encontrado, pois não estava pronto e elas me deixaram transtornado: histórias que continham desamparo extremo, ou que mostravam pessoas sendo constrangidas ou mutiladas, em que adultos eram retratados como vulneráveis e os pais em nada podiam ajudar. Essas histórias me perturbaram e assombraram meus sonhos — os noturnos e os diurnos —, provocando em mim preocupação e incômodo em níveis profundos, mas também me ensinaram que, ao ler ficção, eu só descobriria os limites da minha zona de conforto se saísse dela. Hoje, já adulto, eu não optaria por não as ter lido, nem se pudesse.

Ainda há coisas que me perturbam profundamente quando encontro essas histórias, seja na internet, no texto ou no mundo. Nunca se tornam mais fáceis, nunca deixam de fazer meu coração bater mais forte, nunca me permitem escapar ileso. No entanto, elas me ensinam, abrem meus olhos e, se me machucam, o fazem de maneira que me leva a pensar, crescer e mudar.

Ao ler a respeito daqueles debates universitários, me perguntei se um dia minhas obras de ficção viriam acompanhadas de um alerta de risco. Será que haveria justificativa para tanto? Então, decidi colocá-lo antes que alguém o fizesse.

Este livro, assim como a vida, contém elementos capazes de perturbá-lo. Aqui você vai encontrar morte e dor, lágrimas e desconforto, violência de todos os tipos, crueldade e até abuso. Há também gentileza de vez em quando, espero. Até um punhado de finais felizes. (Afinal, poucas histórias terminam mal para todos os participantes.) E mais: conheço uma mulher chamada Rocky que tem forte sensibilidade a tentáculos e realmente precisa de alertas para coisas que contenham tentáculos, especialmente tentáculos com ventosas, e que, se encontrar um pedaço inesperado de lula ou polvo, vai se esconder atrás do sofá mais próximo, tremendo. Há um tentáculo imenso em algum lugar nestas páginas.

Muitas das histórias terminam mal para pelo menos um dos envolvidos. Considere-se alertado.

 

2. Procedimentos de segurança para o voo

Às vezes, imensas verdades são proferidas em contextos inusitados. Eu viajo demais de avião — uma ideia e uma frase que eu seria incapaz de compreender na juventude, quando cada voo era um evento empolgante e milagroso, quando eu olhava pela janela e imaginava que as nuvens eram uma cidade ou um mundo, algum lugar onde eu pudesse caminhar tranquilamente. Mas mesmo hoje, no início de cada voo, me vejo meditando e ponderando sobre os conselhos oferecidos pela tripulação como se fossem um koan, uma pequena parábola ou o ápice de toda a sabedoria humana.

Os comissários de bordo dizem:

Coloque sua máscara antes de ajudar os outros.

E penso em nós, todo mundo, e nas máscaras que usamos, as máscaras atrás das quais nos escondemos e aquelas que revelamos. Imagino as pessoas fingindo ser o que não são e descobrindo que os outros são muito mais e muito menos do que o papel que representam e do que a imaginação permite conceber. Então penso na necessidade de ajudar os outros, em como nos mascaramos para fazer isso e em como nos tornamos vulneráveis se tirarmos a máscara…

Estamos todos usando máscaras. É isso que nos torna interessantes.

Estas histórias tratam dessas máscaras e dos indivíduos que vivem sob elas.

Nós, escritores, que vivemos da ficção, somos um continuum daquilo que vimos e ouvimos e, ainda mais importante, de tudo o que lemos.

Tenho amigos que esbravejam, rosnam e explodem de frustração porque as pessoas não conhecem as referências, não sabem o que está sendo indicado, esqueceram autores, histórias e mundos. Tendo a observar isso de uma perspectiva diferente: também já fui uma folha em branco, esperando pela escrita. Foram as histórias que me ensinaram sobre as coisas e pessoas, e foram as histórias que me apresentaram outros autores.

Muitos dos contos deste livro — talvez a maioria — fazem parte desse mesmo continuum. Existem porque outros autores, outras vozes, outras mentes existiram. Espero que você não se importe se, nesta introdução, eu aproveitar a oportunidade para indicar alguns dos autores e lugares sem os quais estas histórias talvez jamais vissem a luz do dia.