testeA vida não é filme

Por Elisa Menezes*


Devemos tomar o cuidado de não julgar nossos relacionamentos pelas expectativas que nos foram impostas por um veículo estético que costuma estar equivocado. A culpa é da arte, e não da vida.

Essa é uma das ideias centrais do novo livro do escritor e filósofo Alain de Botton. Em O curso do amor, ele é o primeiro a reconhecer que não se trata de tarefa fácil, dado o bombardeio romântico a que somos submetidos há gerações. Não são poucas as histórias que terminam com a celebração de um casamento, seja nos contos de fada — “e viveram felizes para sempre” —, seja nas novelas da TV. É como se a humanidade inteira fosse embalada por Fábio Jr., que dia após dia repete em nossos ouvidos: “Carne e unha, alma gêmea, bate coração. As metades da laranja, dois amantes, dois irmãos. Duas forças que se atraem, sonho lindo de viver.”

Para dar conta da complexidade do relacionamento amoroso, Botton faz uso da mesma arma com que Shakespeare disseminou o ideal do amor romântico: a ficção. Romeu e Julieta saem de cena e entram Rabih e Kirsten. A tragédia dos jovens amantes que pertencem a famílias inimigas dá lugar aos desafios da convivência cotidiana entre duas pessoas que decidiram viver juntas a grande, difícil, surpreendente, tediosa e por vezes insana experiência do casamento.

Um casamento não começa com o pedido, nem no primeiro encontro. Começa muito antes, com o nascimento da ideia de amor, e, sendo mais exato, com o sonho de uma alma gêmea.

É por isso que o autor inicia sua história com a primeira paixão de Rabih, aos 15 anos, aquela que moldará sua compreensão do amor por décadas. O sentimento não revelado (nem correspondido), alimentado por poucos elementos concretos e muita idealização, deixará uma marca permanente em Rabih, que “continuará acreditando na possibilidade de dois seres humanos se entenderem e sentirem empatia de forma rápida e incondicional, e na chance de um fim definitivo para a solidão”.

Como nem toda produção artística é romântica, vale lembrar que nos anos 1980 os Paralamas do Sucesso já alertavam, em vão: “A vida não é filme, você não entendeu, de todos os seus sonhos não sobrou nenhum. Ninguém foi ao seu quarto quando escureceu, e só você não viu, não era filme algum.”

É justamente aquilo que costuma ficar de fora dos filmes — e que constitui a essência do casamento — que Botton está interessado em mostrar. Trata-se da versão estendida da história de Rabih e Kirsten, na qual assistimos a expectativas e desentendimentos, fantasias e frustrações, solidão e companheirismo, infantilidade e amadurecimento.

São os episódios mais corriqueiros que geram identificação imediata, como o sentimento de injustiça diante da divisão de tarefas domésticas e a mágoa acumulada pelo cônjuge não ser capaz de ler todos os nossos sinais (para nós, evidentes; para eles, dúbios). Compartilhamos as angústias do casal fictício, pois são universais.

Ao esmiuçar o casamento de Rabih e Kirsten, Botton demonstra como as experiências pessoais, a infância e a relação com os pais estão na essência de muitas atitudes que tomamos em nossos relacionamentos amorosos. Transferimos aos parceiros as expectativas que tínhamos em relação aos nossos progenitores, aqueles seres que por anos se dedicaram a cuidar, limpar, alimentar, ensinar e (tentar) compreender cada desejo dos filhos. “Aceitar os riscos dessa transferência”, diz Botton, “significa dar prioridade à empatia e à compreensão em detrimento da irritação e do julgamento”. E completa: “Duas pessoas podem vir a entender que os súbitos acessos de ansiedade ou hostilidade podem nem sempre ter sido causados diretamente por elas — e, portanto, nem sempre deveriam suscitar fúria ou orgulho ferido.”

O autor entremeia a história do casal com comentários e reflexões — como os trechos em itálico deste texto e as aspas do parágrafo anterior — pautados na psicologia, na filosofia e na história, criando assim uma narrativa que mescla ensaio e ficção.

O nascimento dos filhos é terreno fértil para o surgimento de novos desafios, e é alvo também da franqueza certeira de Botton, que aponta os sentimentos ambíguos que podemos nutrir em relação àqueles que mais amamos. “Tudo é incrível — da primeira vez”, diz o autor, referindo-se ao deleite do casal diante da novidade de cada ínfima ação de seus filhos, como engolir um pedaço de banana ou segurar um copo. “Nem Kirsten nem Rabih jamais conheceram essa mistura de amor e tédio”, conclui.

A chegada das crianças não apenas modifica a dinâmica do casal como impõe a Kirsten e Rabih papéis até então desconhecidos: mãe e pai. Naturalmente, a intimidade entre os dois é afetada, o desejo muitas vezes fica soterrado pelas novas responsabilidades; a culpa passa a ser uma espécie de bumerangue que marido e mulher jogam um para o outro. Novamente, a crença no amor incondicional nos leva a ter os piores tipos de comportamento justamente com quem amamos.

O nível de exigência que infligimos ao parceiro e a busca fantasiosa por um casamento perfeito — em vez de satisfatório — são mais uma cortesia do ideal do amor romântico. E não adianta pensar que o problema está no outro: a perfeição simplesmente não existe, é difícil que uma paixão resista ao cotidiano de louça suja, estresse no trabalho ou aperto financeiro. Mesmo a pessoa mais interessante, autêntica, compreensiva e gentil é incapaz de passar no teste da vida a dois sem revelar manias irritantes, fetiches esquisitos ou falhas de caráter. Já dizia Caetano Veloso: “De perto, ninguém é normal.”

Mais do que somente narrar os altos e baixos de uma relação, O curso do amor oferece um olhar empático a cada um dos cônjuges. Ao investigar as motivações, anseios e inseguranças por trás de atitudes que soam incompreensíveis no dia a dia, o autor nos convida a refletir e a perdoar — a nós mesmos e ao outro. Apesar de todos os efeitos físicos e emocionais que provoca, o amor, afinal, não é mágica, e sim mais uma habilidade que podemos (e devemos) desenvolver. Ao final, Kirsten e Rabih aprendem a apreciar as pequenas doses de felicidade e sentem que juntos são muito mais fortes e capazes de enfrentar qualquer desafio.

 

Elisa Menezes é jornalista, editora e curadora do Garimpo Clube do Livro.

teste4 coisas que você vai aprender sobre o amor

Fonte Pascal Champion

Aparentamos saber muito sobre como começa o amor e quase nada acerca de como ele pode durar.

Em O curso do amor, encontramos um guia sobre os dilemas da vida moderna e as complexidades de um relacionamento amoroso duradouro. A narrativa segue a trajetória de um casal que passa pelas várias fases do amor, da paixão à crise no casamento. Em seu retorno à ficção, o escritor e filósofo Alain de Botton nos faz refletir sobre nossos ideais românticos e como eles se modificam no dia a dia. Nesse processo, aprendemos que amar é mais habilidade do que entusiasmo.

Separamos 4 lições que você vai aprender em O curso do amor!

 

1 – Você vai reavaliar todas as suas inseguranças

Quem nunca se apaixonou à primeira vista? Quem nunca teve medo de se abrir ou sentiu ciúme? Em O curso do amor, Rabih se encanta por Kirsten instantaneamente, mas precisa lidar com seus medos e inseguranças para que os dois possam ficar juntos. Ninguém é perfeito ou inocente, mas todos estão tentando o seu melhor.

 

2 – Você vai aprender a perdoar os outros – e a si mesmo

Depois do período inicial de paixão, vêm as brigas. Rabih e Kirsten precisarão aprender a lidar com suas diferenças se quiserem ser felizes. A cada desentendimento, o autor explora como trabalhar essas emoções e como contornar as desavenças. Aprendemos que os defeitos de quem amamos também podem ser qualidades e que nossas frustrações talvez não estejam relacionadas com quem amamos. Mas, acima de tudo, aprendemos a perdoar.

 

3 – Você vai perceber que não está sozinho

Estamos acostumados a ver histórias românticas com lutas heroicas e grandes declarações de amor. Essas histórias, apesar de comoventes, não tratam dos problemas que nós, reles mortais, vivenciamos. Por isso, acreditamos que nossas dificuldades são uma limitação nossa. Talvez se víssemos nossos problemas refletidos na arte, conseguiríamos lidar melhor com eles. Entenderíamos que todos nós passamos por momentos de tédio, raiva e decepção. Até com a pessoa que mais amamos.

 

4 – Você vai se entender

Em meio à narrativa do casal, há trechos em itálico que nos fazem refletir sobre a essência do amor, oferecendo observações e ensinamentos sobre nossa maneira de amar. Descobrimos que nossa noção de amor e fidelidade deriva de movimentos religiosos e filosóficos, e descobrimos que colocamos tantas expectativas em nossos parceiros por esperarmos um amor incondicional como o que recebemos de nossos pais. Depois de ler os trechos em itálico, você vai parar, olhar para o horizonte e repensar todas as suas atitudes.

 

Se você não conhece Alain de Botton, está na hora de conhecer. O autor usa literatura, filosofia e psicologia para responder a algumas das expectativas mais básicas do ser humano. De Botton também é autor de Religião para ateus, Como Proust pode mudar sua vida, A arte de viajar e Arte como terapia, títulos publicados em mais de 30 países.

O curso do amor já está disponível nas livrarias! Saiba mais

testeLançamentos de agosto

 

Confira as sinopses dos lançamentos do mês: 

Meu livro. Eu que escrevi, de Duny — Duny é uma celebridade de alcance mundial, rainha das grosserias e desbocada. Estrela da websérie Girls in the House, criada por Raony Phillips, Duny lança uma autobiografia recheada de ironia, lacres e histórias divertidas sobre a sua busca desesperada pela fama. [Leia +]

 

Os 27 crushes de Molly, de Becky AlbertalliDa mesma autora de Simon vs. a agenda Homo Sapiens, o livro conta a história de Molly, uma garota que já viveu muitas paixões, mas só dentro da própria cabeça. Aos 17 anos, ela acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que Molly precisa ser mais corajosa, a garota não consegue suportar a ideia de levar um fora. Então, age com muito cuidado. Para ela, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas. [Leia +]

 

Hoje vai ser diferente, de Maria Semple A vida de Eleanor está uma bagunça, e ela sabe que a culpa é toda dela. Só que hoje ela vai ser uma pessoa melhor e vai fazer diferente. Mas antes mesmo de começar, a vida já lhe dá uma rasteira, e a força a abandonar suas humildes ambições e acordar para um novo e inesperado futuro. Uma história hilária e otimista sobre uma mulher que acorda determinada a ser a melhor versão dela mesma. [Leia +]

O livro vai ser adaptado como minissérie para a HBO com Julia Roberts no papel principal.

 

 

Fantasma, de Jason ReynoldsFantasma é um garoto que sempre soube que correr era o seu forte, mas nunca levou a atividade muito a sério. Até que, certo dia, ele disputa uma corrida contra um dos melhores atletas de uma equipe que está treinando na pista de atletismo do parque. E vence. O treinador quer ele entre para a equipe de qualquer jeito. O problema é que Fantasma tem muita raiva dentro de si e também um passado que tenta desesperadamente deixar para trás.

Finalista do National Book Award de 2016, um dos prêmios literários de maior relevância no mercado, Fantasma aborda com leveza temas como bullying, representatividade, invisibilidade social e racismo. [Leia +]

 

O curso do amor, de Alain de BottonRabih e Kirsten se conhecem e logo se apaixonam. Eles se casam, têm filhos. A sociedade nos faz acreditar que esse é o fim da história, quando, na verdade, é apenas o começo. Em seu retorno à ficção, o filósofo Alain de Botton discute, através da história de Rabin e Kirsten, as complexidades de um relacionamento amoroso duradouro. Um livro extremamente provocativo e verdadeiro para todos que acreditam no amor.  [Leia +]

 

Por trás dos seus olhos, de Sarah PinboroughLouise é mãe solteira, trabalha como secretária e está presa à rotina. Em uma rara saída à noite, ela conhece um homem no bar e se deixa envolver. Embora ele se vá logo depois de um beijo, Louise fica muito animada por ter encontrado alguém.

Ela só não esperava que seu novo e casadíssimo chefe seria o homem do bar. Apesar de ele fazer questão de logo esclarecer que o beijo foi um equívoco, os dois passam a ter um caso. Em uma terrível sequência de erros, Louise acaba ficando amiga da esposa do amante. E, se você acha que sabe para onde esta história vai, pense de novo, porque Por trás de seus olhos não se parece com nenhum livro que já tenha passado por suas mãos. [Leia +]

 

A grande saída, de Angus Deaton Vencedor do Prêmio Nobel de Economia, o economista Angus Deaton, um dos maiores especialistas em estudos sobre pobreza, apresenta um estudo que analisa por que as desigualdades ainda são tão presentes no cenário global e examina os padrões históricos e atuais por trás das nações ricas e com boas condições de saúde. [Leia +]

testeComo sobreviver ao amor

 

Fonte Hajin Bae

Rabih e Kirsten se conhecem e logo se apaixonam. Eles se casam, têm filhos. A sociedade nos faz acreditar que esse é o fim da história, quando, na verdade, é apenas o começo. A maioria dos romances conta a trajetória do casal para ficar junto e termina com um lindo “e viveram felizes para sempre”. Raramente encontramos uma história de amor que retrate nossos relacionamentos como realmente são.

Em O curso do amor, o escritor e filósofo Alain de Botton lança mão da ficção para discutir, através da história de Rabih e Kirsten, as complexidades de um relacionamento amoroso duradouro. Ao acompanhar o percurso do casal, vivenciamos com eles o surgimento da paixão, os insights que nos chegam com a maturidade, e o que ocorre com nossos ideais românticos sob as pressões do dia a dia. Botton não se atém apenas ao despertar do amor, mas elabora como esse sentimento pode se manter vivo ao longo dos anos.

 

Os desafios da relação de Rabih e Kirsten são intercalados por comentários e anotações, o que resulta em uma narrativa ao mesmo tempo ficcional, filosófica e psicológica que nos ajuda a entender não só os personagens apresentados, mas também a nós mesmos. O resultado é uma experiência única, que faz com que o leitor se identifique com esses personagens e com suas histórias amorosas.

Espirituoso, perspicaz e profundamente comovente, O curso do amor é um guia e uma reflexão sobre os relacionamentos modernos. Um livro extremamente provocativo e verdadeiro para todos que acreditam no amor.

 

 

Leia um trecho do romance que chega às livrarias a partir de 10 de agosto:

O hotel fica num afloramento rochoso, meia hora a leste de Málaga. Foi projetado para receber famílias e inadvertidamente revela, sobretudo durante as refeições, os desafios de fazer parte de uma. Rabih Khan tem quinze anos e está de férias com o pai e a madrasta. O clima entre eles é pesado, e a conversa, hesitante. Já se passaram três anos desde a morte da mãe de Rabih. As refeições são servidas diariamente numa varanda com vista para a piscina. De vez em quando, a madrasta faz um comentário sobre a paella ou o vento que sopra forte do sul. Ela é de Gloucestershire e gosta de jardinagem.

 

Um casamento não começa com o pedido, nem no primeiro encontro. Começa muito antes, com o nascimento da ideia de amor, e, sendo mais exato, com o sonho de uma alma gêmea.

 

Rabih vê a garota pela primeira vez no tobogã da piscina. Ela é cerca de um ano mais nova que ele, com cabelos castanho-avermelhados bem curtos, como os de um garoto, pele morena e braços e pernas esbeltos. Usa blusa listrada, short azul e chinelos amarelo-limão. No punho direito, há uma fina pulseira de couro. Ela olha para Rabih, esboça um sorriso pouco entusiasmado e se ajeita na espreguiçadeira. Passa algumas horas observando o mar, pensativa, ouvindo seu walkman, e, de vez em quando, rói as unhas. Os pais estão próximos a ela, a mãe de um lado folheando um exemplar da revista Elle e o pai do outro, lendo um romance de Len Deighton em francês. Como Rabih vai descobrir depois no livro de registro de hóspedes, ela é de Clermont-Ferrand e se chama Alice Saure.

Ele nunca sentiu nada nem mesmo parecido. A sensação o domina completamente desde o início. Não tem nada a ver com palavras — que eles nunca vão trocar. É como se, de certa forma, sempre a tivesse conhecido, como se ela detivesse a resposta para sua existência e, principalmente, para uma zona de dor e confusão dentro dele. Nos dias seguintes, Rabih a observa pelo hotel a distância: no café da manhã, usando um vestido branco de bainha florida, pegando um iogurte e uma pera no bufê; na quadra de tênis, desculpando-se com o treinador por suas jogadas de fundo de quadra num inglês de sotaque bem marcado e com uma polidez comovente; e numa caminhada (aparentemente) solitária em volta do campo de golfe, fazendo uma pausa para contemplar cactos e hibiscos.

 

Pode surgir muito rapidamente essa certeza de que outro ser humano é sua alma gêmea. Nem é necessário falar com a pessoa; talvez nem sequer saibamos o nome dela. O raciocínio lógico não entra em jogo. O que importa, na verdade, é a intuição; uma sensação espontânea que parece mais precisa e digna de respeito por ignorar os processos normais do raciocínio.

 

A paixão se materializa em torno de uma série de elementos: um chinelo amarelo despreocupadamente pendendo do pé; uma edição de Sidarta, de Hermann Hesse, na toalha ao lado do protetor solar; sobrancelhas bem definidas; um jeito distraído de responder aos pais e uma maneira de pousar a bochecha na palma da mão enquanto leva à boca pequenas colheradas de musse de chocolate no jantar.

Instintivamente, Rabih deduz toda a sua personalidade a partir desses detalhes. Contemplando as pás de madeira do ventilador girando no teto do quarto, ele escreve na mente a história de sua vida ao lado dela. A garota será melancólica, mas do tipo que sabe se virar. Vai confiar nele e rir da hipocrisia das outras pessoas. Às vezes, poderá parecer ansiosa em relação a festas e à convivência com as demais meninas na escola, sintomas de uma personalidade sensível e profunda. Até esse momento, terá sido solitária e jamais terá confiado completamente em alguém. Os dois vão ficar sentados em sua cama, brincando de entrelaçar os dedos das mãos. Nem ela terá imaginado que seria possível uma ligação assim entre duas pessoas.

Então, certa manhã, sem aviso prévio, ela foi embora. Um casal holandês com dois meninos pequenos ocupa a mesa de Alice. A garota e os pais deixaram o hotel ao amanhecer para pegar o voo da Air France de volta para casa, explica o gerente.

O acontecimento é insignificante. Eles jamais voltarão a se ver. Rabih não conta a ninguém. Ela desconhece totalmente as intenções dele. Contudo, se a história tem início aqui — embora Rabih mude e amadureça muito ao longo dos anos — é porque sua compreensão de amor manterá por décadas a exata estrutura que assumiu pela primeira vez no hotel Casa Al Sur, no verão de seus quinze anos. Ele continuará acreditando na possibilidade de dois seres humanos se entenderem e sentirem empatia de forma rápida e incondicional, e na chance de um fim definitivo para a solidão.

Rabih vai vivenciar anseios tão bons quanto amargos por outras almas gêmeas perdidas, avistadas em ônibus, entre prateleiras de supermercados e nas salas de leitura de bibliotecas. Terá exatamente o mesmo sentimento aos vinte anos, durante um semestre de estudos em Manhattan, por uma mulher sentada à sua esquerda no metrô da linha C, em direção ao norte da ilha; aos vinte e cinco, no escritório de arquitetura em Berlim onde será estagiário; e aos vinte e nove, em um voo de Paris a Londres, depois de uma breve conversa sobre o canal da Mancha com uma mulher chamada Chloe: o sentimento de enfim ter deparado com uma parte de seu próprio ser perdida há muito tempo.

 

Para o romântico, há apenas um pequeno passo que separa ver um estranho de relance e formular uma conclusão majestosa e substancial: a de que a pessoa talvez possa representar uma resposta completa às questões implícitas à existência.
Essa intensidade pode parecer trivial, até cômica, mas tal respeito pelo instinto não é um planeta de menor importância na cosmologia dos relacionamentos. Ela é o sol, subjacente e central, em torno do qual orbitam os ideais contemporâneos de amor.
A fé romântica sempre deve ter existido, mas apenas nos últimos séculos vem sendo abordada para além de uma doença; só recentemente a busca por uma alma gêmea pôde alcançar o status de algo próximo ao objetivo de vida. Um idealismo que antes se voltava para deuses e espíritos foi redirecionado para figuras humanas — um gesto ostensivamente generoso, mas carregado de consequências hostis e instáveis, pois não é nada simples para qualquer ser humano honrar, pela vida inteira, perfeições que possa ter demonstrado para um observador de imaginação fértil, seja na rua, seja no trabalho, seja no assento ao seu lado no avião.

 

Rabih levará muitos anos e vai precisar de várias experiências amorosas para chegar a algumas conclusões diferentes, para reconhecer que exatamente aquilo que um dia ele considerou romântico — intuições silenciosas, anseios instantâneos, a crença em almas gêmeas — é o que o impede de aprender a fazer seus relacionamentos darem certo. Vai entender que o amor só dura quando não somos fiéis às suas sedutoras ambições iniciais e que, para ter um relacionamento duradouro, precisará abrir mão dos sentimentos que desde o início o levaram a amar. Precisará aprender que o amor é mais habilidade do que entusiasmo.

testePor uma vida menos ordinária

Por Bruno Capelas*

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“O Sol nas bancas de revista/ me enche de alegria e preguiça/ quem lê tanta notícia?”, já cantava Caetano Veloso em 1967. Se na época meia dúzia de jornais e algumas poucas dezenas de revistas já abarrotavam as bancas brasileiras, de lá para cá a quantidade de informação disponível aumentou drasticamente. Da hora em que acordamos até o último apagar das luzes (ou da tela sensível ao toque do celular), somos atordoados com notícias em diversos formatos. Seja pelo rádio, pela TV, pelos jornais ou pela internet, sempre há alguma coisa para se saber, e, por vezes, a sensação é de que estamos prestes a nos afogar em um mar inesgotável de novidades. Em Notícias: Manual do usuário, o filósofo anglo-suíço Alain de Botton faz uma pausa e atira um colete salva-vidas aos leitores. Mais do que um convite para repensar a nossa relação com o noticiário, Botton propõe um novo jornalismo.

Um dos mais interessantes pensadores contemporâneos, Alain de Botton é o que se pode chamar de filósofo pop. O escritor já versou sobre religião (Religião para ateus), relacionamentos (Ensaios de amor), arte (Arte como terapia), arquitetura (A arquitetura da felicidade), turismo (A arte de viajar), literatura (Como Proust pode mudar sua vida) e até mesmo sobre sexo (Como pensar mais sobre sexo). Seus textos dialogam com conceitos de outros filósofos usando uma linguagem cotidiana e acessível, distante das cátedras acadêmicas, temperada com muito bom humor e pitadas de otimismo. Em Notícias, ele parte de exemplos de inúmeros jornais, canais de TV e revistas ao redor do mundo para conduzir o leitor em uma viagem pelo jornalismo: das seções de política às manchetes garrafais dos escândalos de celebridades, passando pelos índices indecifráveis dos cadernos de economia e pela cobertura internacional pautada pela neutralidade e pela aparente imparcialidade jornalística.

capa_AB_Noticias_150707.inddO que o filósofo quer, desde as primeiras páginas, é ajudar o leitor a extrair do noticiário os melhores exemplos e referências para uma vida mais feliz, tranquila, bondosa e plena. Na contemporaneidade, segundo De Botton, o jornalismo ocupa o lugar de duas instituições importantíssimas no mundo ocidental: a escola e a religião.

É por meio de reportagens e entrevistas que a maioria dos indivíduos faz novas descobertas sobre o mundo após deixar as carteiras e os cadernos de lado. Além disso, até algumas décadas atrás, parte significativa da população frequentava uma igreja ou templo; era assim que, seguindo o sermão de um padre ou de um pastor, as pessoas obtinham as informações necessárias para guiar seus próximos dias. Agora a tarefa de educar e fornecer dados para uma vida mais tranquila cabe aos jornalistas.

No entanto, as informações veiculadas pelo noticiário nem sempre são suficientes para suprir as necessidades da maioria dos leitores. Valores jornalísticos como “isenção” e “neutralidade” e a tentativa de direcionamento do conteúdo a públicos específicos acabam tornando-o, muitas vezes, quase incompreensível. É fácil notar isso quando percorremos as páginas de um caderno de economia — normalmente voltado a investidores ou a empresários de alto calibre. Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu perdido na sopa de letrinhas desse tipo de manchete, recheado de siglas como PIB, INSS, IPI, IGP-M, Caged ou Bacen. Para De Botton, o noticiário econômico deveria destrinchar como cada uma dessas siglas interfere na vida do cidadão, bem como mostrar, por exemplo, que por trás dos preços muito baratos dos produtos chineses que compramos todos os dias há uma realidade humana perigosa, que envolve condições de trabalho e qualidade de vida degradantes. “No fim das contas, os negócios são interessantes e significativos demais para serem descritos apenas para quem quer investir”, conclui o autor.

Ao mesmo tempo, às vezes parece difícil que o leitor se sensibilize com manchetes do noticiário internacional a respeito de conflitos armados, atentados ou crises políticas de regiões do planeta que mal conhecemos — como Uganda, Macedônia ou Iêmen. Em nome da neutralidade geopolítica (e para se afastar dos tempos exagerados da literatura de viagens tão popular no século XIX), o jornalismo global costuma nos oferecer apenas reportagens duras, secas e pouco ligadas ao cotidiano de um país específico. Para o filósofo, seria muito mais fácil nos solidarizarmos ou entendermos a crise político-econômica de um país como o Zimbábue, afundado em corrupção e inflação, se soubéssemos como é a vida de um adolescente ou jovem adulto por lá, como são os casamentos na nação africana ou o que seus habitantes gostam de fazer aos domingos — especialmente com a ajuda de boas fotografias.

O mesmo vale para o noticiário político. De Botton acredita que uma cobertura que explique, por exemplo, as raízes da corrupção no Brasil seria mais edificante e educativa para os leitores do que simplesmente acompanhar, como uma novela, os escândalos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

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O filósofo de Alain de Botton

O jornalismo de celebridades também está na mira do livro. Em vez de dar destaque a figuras sedentas pela fama, sempre com perguntas óbvias sobre “dieta e novos projetos”, a cobertura da vida das celebridades deveria se pautar em acompanhar figuras notáveis capazes de transmitir bons exemplos de bondade, paciência e atenção. “Os famosos nos fariam sentir uma inveja produtiva e equilibrada, e, dando exemplos de ousadia e perseverança, nos ajudariam a perceber nossos talentos genuínos, ainda que tímidos.”

Nos dois últimos capítulos de Notícias, o autor investiga nossa relação com pautas de acidentes — encaradas por ele como uma forma recorrente de nos lembrar como a humanidade é pequena diante do acaso e da natureza — e do consumo. Nesse último caso, De Botton faz uma incursão em editorias como gastronomia, moda, cultura e viagem, acreditando que por trás de uma matéria sobre um prato ou um destino turístico poderia haver uma discussão sobre quais valores ou adjetivos queremos ter ao consumir o objeto da reportagem.

Mas os preceitos propostos por Alain de Botton não o levam a considerar o jornalismo algo que deve ser usado pelos leitores a todo e qualquer momento. Verdadeiro discípulo do filósofo romano Sêneca (que certa vez disse: “Devemos misturar e alternar a solidão e a comunicação”), o autor prega que, às vezes, não há nada melhor que desligar o celular, a TV e jogar o jornal para o lado e prestar atenção em nossas próprias vidas de forma introspectiva. Para encerrar este texto com outra música, talvez a principal lição de Notícias seja a que o cantor Walter Franco já entoava nos anos 1970: “Tudo é uma questão de manter/ a mente quieta/ a espinha ereta/ e o coração tranquilo.”

Leia um trecho de Notícias: Manual do Usuário
Leia também: Com quanto suor e lágrimas se faz uma criação de Steve Jobs

Bruno Capelas é repórter do IGN Brasil, a versão brasileira do maior site de games do mundo. Formado em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), já foi repórter do portal IG e do Link, a editoria de tecnologia do jornal O Estado de S. Paulo. Além disso, edita o blog Pergunte ao Pop e colabora desde 2010 com o Scream & Yell, um dos principais veículos independentes de cultura pop do país.

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Não se iluda, não, de Isabela Freitas — Em seu segundo livro, Isabela Freitas dá sequência às histórias dos personagens de Não se apega, não. Dessa vez, com a cabeça nas nuvens e os pés firmemente no chão, a personagem Isabela vai em busca daquilo que seu coração realmente deseja, mesmo quando o caminho é acidentado e cada curva parece esconder uma nova surpresa. [Leia mais]

Como a música ficou grátis, de Stephen Witt — Seguindo a tradição de escritores como Michael Lewis, autor de Moneyball, Witt investiga a fundo a história secreta da pirataria de músicas na internet, partindo dos engenheiros alemães criadores do mp3 e apresentando figuras incríveis — inventores, executivos da indústria fonográfica, operários e ladrões — que revolucionaram a indústria fonográfica e o universo digital. [Leia mais]

A mulher perfeita é uma vaca: Guia de sobrevivência para mulheres normais, de Anne-Sophie Girard e Marie-Aldine Girard Sabe aquela mulher que tem tudo, pode tudo e conhece tudo, que é multitarefa, plena e feliz, que não fracassa nunca, sabe se comportar bem em qualquer situação e cabe em qualquer roupa? Pois é, ela não existe. É só uma vaca, esnobe e petulante, que vive na sua cabeça exclusivamente para sabotar você. Aprenda a tirá-la de lá e prepare-se para ser feliz! [Leia mais]

Mosquitolândia, de David Arnold — Após o inesperado divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada de sua casa em Ohio para morar com o pai e a madrasta no árido Mississippi. Para fugir dessa nova vida e buscar seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, ela embarca em um ônibus e encontra companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho, numa odisseia contemporânea tão hilária quanto emocionante. [Leia mais]

Notícias: Manual do usuário, de Alain de Botton — O aclamado escritor e filósofo do cotidiano se vale de histórias típicas da tevê e dos jornais para refletir sobre o impacto dos noticiários em nossa vida. Um manual definitivo da nossa era viciada em informação, que trará entendimento e um parâmetro de sanidade para as nossas interações diárias (e às vezes feitas a toda hora) com a máquina de notícias. [Leia mais]

Linda, como no caso do assassinato de Linda, de Leif G. W. PerssonEm um verão especialmente quente na Suécia, Linda, aluna da Academia de Polícia de Växjö, é brutalmente estuprada e assassinada. Evert Bäckström, um policial machista e autocentrado de Estocolmo, recebe a missão de comandar a investigação do crime e desloca sua equipe para a bucólica cidade. Para resolver o caso, a resignada equipe de policiais precisará correr contra o tempo e seguir as escassas pistas que a intransigência de Bäckström não deixou escapar. [Leia mais]

Half Wild, de Sally Green — Na sequência de Half Bad, após descobrir seu dom mágico, Nathan se une aos rebeldes da Luz e das Sombras de toda a Europa para derrubar Soul, líder tirânico do Conselho, e os caçadores, cujo domínio se espalhou para além da Inglaterra. Agora ele vai precisar encontrar um modo de conviver com seu lado selvagem, descobrir quem são seus verdadeiros aliados e, principalmente, quem é seu verdadeiro amor. [Leia mais]

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A coroa de Ptolomeu, de Rick Riordan — Depois do encontro de Percy e Carter, em O filho de Sobek, e de Annabeth e Sadie, em O cajado de Serápis, enfim chegou a hora de os quatro se unirem em uma divertida aventura mágica em um novo conto que une as séries de mitologia greco-romana e egípcia de Rick Riordan. O lançamento inclui o primeiro capítulo de A espada do verão, livro que dá início à nova série de Rick Riordan: Magnus Chase e os deuses de Asgard. [Leia mais]

Plutão, de R. J. Palacio — Em uma linda história sobre o valor da amizade na vida das crianças, R. J. Palacio apresenta Christopher, o melhor amigo de infância de August Pullman, o garoto de feições incomuns que encantou leitores do mundo inteiro no romance Extraordinário. O livro, que acompanha Chris ao longo de um dia especialmente complicado, alterna entre o presente e flashbacks de quando os dois meninos eram vizinhos, mostrando quanto esse armário marcou a vida de cada um. [Leia mais]

testeA ARTEAJUDA

 

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“Para salvar um relacionamento longo da acomodação, podíamos aprender a operar no companheiro a mesma transformação imaginativa que Manet realizou nos aspargos. Deveríamos tentar localizar o bom e o bonito sob as camadas do hábito e da rotina”, explica o filósofo do cotidiano Alain de Botton sobre a pintura Maço de aspargos, deÉdouard Manet, no capítulo “Como fazer o amor durar” de seu novo livro, Arte como terapia.

Botton, em parceria com o historiador da arte John Armstrong, defende que a arte tem uso prático e que uma de suas finalidades é ser um instrumento para ajudar, guiar, incentivar ou consolar o espectador.

Assim, a esperança pode ter a aparência do quadro Dança (II), de Henri Matisse; a dor e a tristeza encontram um lar na peça Fernando Pessoa, de Richard Serra, a sublimação permite que o sofrimento se transforme em beleza, como observa Botton sobre a obra Sioban no meu espelho, de Nan Goldin, que ilustra a homossexualidade feminina, tema incluído no campo da arte apenas recentemente.

 Em uma edição ricamente ilustrada, Arte como terapia discute maneiras de interpretar as produções artísticas. A partir da nova abordagem, não são necessárias muitas informações para entender o sentido de uma obra. A ideia é que a arte ajude a compreender melhor as questões que afligem o dia a dia, quer seja na vida amorosa, na percepção da natureza ou na relação com dinheiro e política. O livro estará nas lojas brasileiras em 1º de novembro de 2014.

testeLivros da Intrínseca já estão à venda na Amazon e no Google Play

Nesta madrugada, a Amazon e o Google Play iniciaram a comercialização de livros eletrônicos no Brasil, e os 105 e-books da Intrínseca já estão à venda. Com o lançamento simultâneo das versões impressa e digital, a editora possuí 50% de seu catálogo convertido, também disponível na iBookstore e em outras 27 lojas nacionais.

Às vésperas de completar um ano da comercialização de e-books, iniciada em 15 de dezembro de 2011, a Intrínseca alcança a marca de 75 mil títulos baixados, impulsionada pelo sucesso da trilogia Cinquenta tons de cinza — que já figura entre os mais vendidos da Amazon e do Google Play.

Para garantir a qualidade, todo o processo de produção dos livros digitais foi internalizado. Depois de convertidos, os títulos recebem da equipe editorial o mesmo tratamento destinado a um novo livro: passam por mais uma revisão e pela aprovação do editor responsável pelo título. Além de assegurar a fidelidade do conteúdo, a qualificação da equipe permite a publicação de e-books sofisticados como Guerra e Spray, de Banksy, e Paris versus New York, de Vahram Muratyan, duas obras de arte cujas versões digitais serão lançadas pela primeira vez no mundo pela Intrínseca.

Preços promocionais

Durante este mês, as versões digitais de sete títulos da editora estarão com preços promocionais em todas as lojas. São eles: Argo, de Antonio Mendez e Matt Baglio, livro que inspirou o filme homônimo dirigido por Ben Affleck; A culpa é das estrelas, romance de John Green que acaba de ser eleito o melhor do ano pela revista Time; Inferno, obra monumental do premiado historiador Max Hastings sobre a Segunda Guerra Mundial; os novos clássicos A menina que roubava livros, de Markus Zusak, e Um dia, de David Nicholls; O segundo suspiro, de Phellipe Pozo di Borgo, que inspirou o sucesso de bilheteria francês Intocáveis; e o romance A última carta de amor, de Jojo Moyes.

Ranking dos 15 e-books mais vendidos da Intrínseca:

1 – Cinquenta tons de cinza, de E L James
2 – Cinquenta tons mais escuros, de E L James
3 – Cinquenta tons de liberdade, de E L James
4 – Um dia, de David Nicholls
5 – Os arquivos perdidos: os Legados da Número Seis, de Pittacus Lore
6 – A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan
7 – A arte de viajar, de Alain de Botton
8 – Amanhecer, de Stephenie Meyer
9 – Os arquivos perdidos: os Legados do Número Nove, de Pittacus Lore
10 – A menina que roubava livros, de Markus Zusak
11 – Fuga do campo 14, de Blaine Harden
12 – A última carta de amor, de Jojo Moyes
13 – Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver
14 – Crepúsculo, de Stephenie Meyer
15 – A culpa é das estrelas, de John Green

testeIntrínseca digital

O início da operação brasileira da Apple para venda de e-books conta com a presença expressiva da Intrínseca, que disponibiliza 80% de seu catálogo com preços até 10 dólares. Entre os “Mais vendidos abaixo de US$ 10”, o ranking da editora ficou assim: A arte de viajar, de Alain de Botton (U$ 4,99); Crepúsculo, de Stephenie Meyer (U$ 9,99); Abraham Lincoln: caçador de vampiros, de Seth Grahame-Smith (U$ 9,99); A culpa é das estrelas, de John Green (U$ 9,99); Crescendo, de Becca Fitzpatrick (U$ 9,99); Religião para ateus, de Alain de Botton (U$ 4,99); Lua nova, de Stephenie Meyer (U$ 9,99); Eu sou o número quatro, de Pittacus Lore (U$ 9,99); A última carta de amor, de Jojo Moyes (U$ 9,99) e O segundo suspiro, de Philippe Pozzo di Borgo (U$ 7,99).

Fenômeno digital: a edição da Intrínseca da trilogia Cinquenta tons de cinza ocupa as duas primeiras posições da lista da iBookstore no Brasil e em Portugal. No cômputo geral, Cinquenta tons de cinza e Cinquenta tons mais escuros venderam 10.000 cópias somente no mês de setembro. Em outubro, a média é de 300 e-books de E L James por dia.

Desde dezembro de 2011, quando começou a vender livros digitais, a Intrínseca já contabiliza cerca de 30.000 e-books baixados.

testeESTANTE INTRÍNSECA – LANÇAMENTOS DE AGOSTO

1/8 – Cinquenta tons de cinza de, E L James — Com mais de 20 milhões de exemplares vendidos desde março somente nos Estados Unidos, a trilogia erótica Cinquenta tons de cinza se transformou no maior fenômeno editorial de todos os tempos ao atingir o recorde de 100 mil livros comercializados em apenas uma semana. A estreia literária da inglesa E L James conta 31 milhões de exemplares vendidos apenas em língua inglesa e teve os direitos de publicação negociados para 41 países. Os livros Cinquenta tons de cinza, Cinquenta tons mais escuros e Cinquenta tons de liberdade serão adaptados para o cinema pela Focus Features, da Universal Pictures — os direitos foram adquiridos pelo valor recorde de US$5 milhões. A produção ficará a cargo da dupla Michael De Luca e Dana Brunetti, a mesma do premiado A Rede Social.

Em Cinquenta tons de cinza, quando a inocente Anastasia Steele conhece o jovem empresário Christian Grey, descobre um homem atraente e dominador que também a deseja desesperadamente — mas em seus próprios termos. Por trás da fachada de sucesso, Christian é atormentado pelo passado e obcecado por controle. Quando embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre os próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros de Grey.
Leia o 1° capítulo.
Acesse o hot site.

6/8 – A arte de viajar, de Alain de Botton  — Observador crítico do cotidiano, o filósofo Alain de Botton faz uso da literatura para responder a algumas das expectativas mais básicas da humanidade. Em a Arte de viajar, o autor percorre Barbados, Amsterdã, Madri e o deserto do Sinai na companhia de nomes como Flaubert, Edward Hopper e Van Gogh. Ao examinar o sublime e o comezinho, descobrindo o lado exótico dos aeroportos estrangeiros e o discreto charme dos postos de gasolina de beira de estrada, Alain de Botton fornece uma bagagem imprescindível para o pensamento e contribui para que nossas jornadas sejam, acima de tudo, mais felizes.
Leia o 1° capítulo.
Conheça Alain de Botton, também autor de Religião para ateus.

11/8 — 4 horas para o corpo, de Timothy Ferriss — Considerado “uma das pessoas mais inovadoras do mundo dos negócios em 2007” pela revista Fast Company e chamado de “super-homem do Vale do Silício” pela Wired, Timothy Ferriss tem um talento único para explorar as capacidades do corpo humano. 4 horas para o corpo, seu guia com soluções fáceis e eficientes para questões que afetam a maioria das pessoas — como o desejo de emagrecer, tornar o corpo mais musculoso, dormir melhor e ter uma ótima vida sexual —, é um sucesso absoluto nos Estados Unidos, com mais de 500 mil exemplares vendidos em versão impressa e 200 mil em e-book.
Leia o 1° capítulo.

Ficção para jovens

06/08 – Puros, de Julianna Baggott —  O primeiro livro dessa série distópica se passa em mundo destruído por explosões que não só devastaram a paisagem, mas mudaram para sempre a vida dos sobreviventes: grande parte dos seres humanos sofreu algum tipo de deformação e teve seu corpo fundido com animais, objetos ou com a própria terra. Houve, porém, quem escapasse ileso do apocalipse. Esses são os Puros, mantidos a salvo pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores.
Leia o 1° capítulo.

08/08 – Murmúrio, de Alyson Noël — No quarto volume da Série Riley Bloom, a protagonista precisa tirar de circulação o fantasma de um gladiador romano, conhecido como “Pilar da Destruição”. Apesar do medo, ela mergulha naquele universo feroz e passa por uma enorme transformação — mais alta, mais velha, mais bonita, ela se torna a jovem que sempre quis ser e, enfim, envolve-se em uma grande história de amor. Com tantos sonhos realizados, será que Riley vai mesmo levar a cabo sua missão e deixar para trás o mundo novo e perfeito do qual passou a fazer parte?
Leia o 1° capítulo.

08/08 – Os arquivos perdidos: Os Legados do Número Nove, de Pittacus LorePrequel da série Os Legados de Lorien, esse aguardado lançamento da série Os arquivos perdidos, disponível somente em e-book, narra a história por trás do Número Nove. Antes de encontrar John Smith, também conhecido como Número Quatro, e antes de ser preso, Nove vivia em Chicago com seu Cêpan, Sandor. Entediado pela infinita rotina de treinamentos e nenhuma ação, ele decide capturar e abater um mogadoriano. O que aconteceu depois disso muda Nove para sempre…

10/08 – Como partir o coração de um dragão, de Cressida Cowell — Nessa nova aventura da série Como treinar o seu dragão, Soluço Spantosicus Strondus III, o mais grandioso herói já visto em todo o território viking, está bastante ocupado: tem que conseguir completar a Tarefa Impossível, derrotar os Berserks, salvar Perna-de-peixe de virar comida de monstro e, ainda por cima, descobrir o secretíssimo segredo do Trono Perdido. Parece muita coisa? Não para Soluço; afinal, é para isso que servem os heróis, não é?
Leia o 1° capítulo.