testeLivros para uma Comic Con épica!

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Entre os dias 1 e 4 de dezembro a Intrínseca estará na CCXP – Comic Con Experience, o maior evento geek da América Latina! Além do Papo Nerd ao vivo no sábado, 03/12, nosso estande terá uma decoração especial (que vocês podem ver os bastidores em nosso Snapchat: ed.intrinseca) e livros que todo tipo de geek vai adorar. Confira a nossa seleção para o evento:

1. Deuses americanosde Neil Gaiman:Deuses americanos é, acima de tudo, um livro estranho. E foi essa estranheza que tornou o romance, publicado pela primeira vez em 2001, um clássico imediato. Nesta nova edição, preferida do autor, o leitor encontrará capítulos revistos e ampliados, artigos, uma entrevista com Gaiman e um inspirado texto de introdução. [Leia +]

2. Alerta de risco, de Neil Gaiman: Um escritor sofisticado cujo gênio criativo não tem paralelos, Gaiman hipnotiza com sua alquimia literária e nos transporta para as profundezas de uma terra desconhecida em que o fantástico se torna real e o cotidiano resplandece. Composto de 25 contos repletos de estranheza e terror, surpresa e diversão, Alerta de risco é um tesouro que conquista a mente e agita o coração do leitor. [Leia +]

3. Lugar Nenhum, de Neil Gaiman: Publicado pela primeira vez em 1997, a partir do roteiro para uma série de TV, o sombrio e hipnótico Lugar Nenhum, primeiro romance de Neil Gaiman, anunciou a chegada de um grande nome da literatura contemporânea e se tornou um marco da fantasia urbana. Ao longo dos anos, diferentes versões foram publicadas nos Estados Unidos e na Inglaterra, e Neil Gaiman elaborou, a partir desse material, um texto que viesse a ser definitivo: esta Edição Preferida inclui um texto de introdução assinado por Gaiman, uma cena cortada e um conto exclusivo. [Leia +]

4. História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang: Ícone da ficção científica contemporânea é publicado pela primeira vez no Brasil em coletânea que inclui o conto que inspirou o filme A Chegada. Os oito textos reunidos em História da sua vida e outros contos ganharam no total nove importantes prêmios, dentre eles Nebula, Hugo, Locus, Sturgeon, Sidewise e Seiun. [Leia +]

5. Unidos somos um, de Pittacus Lore: O aguardado desfecho da série Os Legados de Lorien, repleto de surpresas e reviravoltas de tirar o fôlego. A guerra entre a Garde e os mogadorianos, que por tanto tempo ocorreu em segredo, tornou-se um conflito global. [Leia +]

6. Nimona, de Noelle Stevenson: Protagonizada pela anti-heroína mais surpreendente, Nimona é uma graphic novel fora dos padrões. Uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu. Mas Nimona não sabia que seu herói possuía escrúpulos. Menos ainda uma deliberada missão. [Leia +]

7. Legado,de Hugh Howey: No último volume da série Silo, as escolhas de Donald e Juliette podem mudar o mundo… ou extingui-lo de vez. Em Legado, Juliette se torna prefeita do Silo 18, que está se recuperando de uma rebelião. Seu governo encontra grande resistência por causa da controversa escavação para resgatar os supostos sobreviventes do Silo 17, uma empreitada vista com desconfiança que está espalhando o medo entre os moradores do Silo 18. Como se isso não fosse um desafio grande o bastante, Juliette também recebe transmissões de Donald, a voz que alega ser líder do Silo 1 e está disposta a ajudar — mas é capaz de fazer ameaças horríveis. [Leia +]

8. As Chamas do Paraíso, de Robert Jordan: Antigas instituições caem por terra e novas alianças se formam, pois o Dragão Renascido provoca mudanças por onde passa. Heróis lendários se juntam à história no novo volume de A Roda do Tempo, uma das mais extraordinárias séries já escritas. [Leia +]

9. Faca de água, de Paolo Bacigalupi: Num futuro árido e tumultuado, acontece uma guerra entre governos, órgãos públicos e empresários, na qual vale tudo para conseguir água. Nesse cenário surge Angel, um mercenário com a missão de cortar e desviar o fornecimento de água a mando de quem paga mais. Lucy é uma jornalista premiada que decidiu revelar para o mundo a realidade da Grande Seca. Maria é uma jovem cuja vida foi destruída pelos efeitos das mudanças climáticas. Quando o direito de usar a água significa dinheiro para alguns e sobrevivência para outros, o que esses três personagens não sabem é que seu encontro é um marco que poderá mudar tudo. [Leia +]

10. Welcome to Night Vale, de Joseph Fink e Jeffrey Cranor: O podcast Welcome to Night Vale conta as histórias da cidade de Night Vale, uma amistosa comunidade no meio do deserto onde todas as teorias da conspiração são reais. No formato de um programa de rádio, Cecil Palmer, locutor da rádio comunitária, informa a todos as pequenas estranhezas da pacata cidadezinha — onde fantasmas, anjos, alienígenas e agências governamentais misteriosas e ameaçadoras fazem parte do cotidiano dos cidadãos. Desta vez, a chegada de um homem de paletó bege faz com que as vidas de duas mulheres, cada uma com seu mistério, vire de cabeça para baixo. [Leia +]

11. Aceitação, de Jeff Vandermeer:  É inverno na Área X, a misteriosa região selvagem que há trinta anos desafia explicações e repele pesquisadores de expedição após expedição, recusando-se a revelar seus segredos. Enquanto sua geografia impenetrável se expande, a agência responsável por investigar e supervisionar a área — o Comando Sul — entra em colapso. Uma última e desesperada equipe atravessa a fronteira, determinada a alcançar uma remota ilha que pode conter as respostas que eles tanto procuram. Último livro da trilogia de ficção científica Comando SulAceitação conecta os dois livros anteriores, Aniquilação e Autoridade, em capítulos breves e acelerados, narrados da perspectiva de personagens cruciais. Página após página, os mistérios são aos poucos solucionados, mas as consequências e as implicações dos acontecimentos passados jamais serão menos profundas ou aterrorizantes. [Leia +]

12. O universo numa casca de noz, de Stephen Hawking:Nesse que é um dos maiores clássicos do pensamento científico moderno, Stephen Hawking utiliza ilustrações, fotos e esquemas detalhados para mostrar grandes descobertas no campo da física teórica. Tudo isso, é claro, com sua reconhecida clareza, elucidando temas complexos por meio de conceitos e ideias do dia a dia, como inflação, cartas de baralho e linhas ferroviárias, e permeado com seu peculiar senso de humor. [Leia +]

testeMergulhe na estranheza com Jeff VanderMeer

Jeff VanderMeer (Fonte)

Alternando pontos de vista, locais e épocas distintas, a série Comando Sul é uma das mais inovadoras obras de ficção científica dos últimos anos. Envolve o leitor em um mundo onde criaturas estranhas e fenômenos incomuns são norma, e cabe ao governo local buscar algum sentido nos acontecimentos em torno da região isolada do resto do mundo conhecida apenas como Área X.

Editor e autor premiado, Jeff VanderMeer já teve seus livros traduzidos para vinte idiomas e garantiram ao escritor três World Fantasy Awards, além de indicações para os prêmios Hugo e Bram Stoker. Ele cresceu nas Ilhas Fiji e hoje mora em Tallahassee, na Flórida, com a esposa. Publicou também pela Intrínseca a trilogia Comando Sul, cujo primeiro volume, Aniquilação, foi vencedor do Nebula de melhor romance em 2014.

Para apresentar a série, que chegará aos cinemas em 2017, fizemos uma entrevista exclusiva com o autor. Confira:

Que autores e obras literárias serviram como fonte de inspiração para a trilogia Comando Sul?

Quase 80% da trilogia reflete e é inspirada em minhas experiências do mundo real. O primeiro livro inteiro, por exemplo, tem como cenário uma trilha de 22 km do St. Marks Wildlife Refuge, aqui na Flórida. Várias experiências estranhas de trabalho influenciaram o segundo livro, Autoridade, e o terceiro volume reflete meu amor por diversos sítios naturais dos Estados Unidos. É difícil pensar em influências literárias, porque é muito provável que sejam todas inconscientes, já que passei anos estudando todo tipo de estrutura de narrativa. Virou tudo adubo para a parte mais profunda do meu cérebro, várias camadas de material sedimentar alimentando minha forma de fazer ficção de um modo que muitas vezes é invisível para mim. Então até posso dizer que amo A montanha morta da vida, de Bernanos; Os salgueiros, de Blackwood; ou qualquer livro de Angela Carter e Nabokov, mas não sei se faria muita diferença. Além disso, a trilogia contém tantos traços de thriller, de ficção científica e de weird fiction que cada leitor vê referências diferentes.

Qual é a sua relação com a produção do filme de Aniquilação? Você recentemente anunciou que Oscar Isaac fará parte do elenco… Tem mais alguma coisa que você possa compartilhar com os leitores brasileiros?

Bem, a expedição do filme de Garland conta com cinco membros, então ainda falta anunciar um ator. Além disso, a versão dele começa na agência Comando Sul, portanto tem mais três ou quatro membros da agência no elenco, e os atores em breve serão anunciados. Vi algumas fotos do set e gravações de testes ainda da pré-produção e acho que pode se tornar um dos filmes com cenários mais estonteantes que já vi. O tom geral e as paisagens serão bem parecidos com os do livro, mesmo que os eventos do roteiro sejam um pouco diferentes.

>> Leia também: filme de Aniquilação chega aos cinemas em 2018!

A série apresenta conceitos e temas que podem parecer muito complexos para quem nunca teve contato com o “New Weird”. Como apresentar a trilogia para novos leitores?

O que é “New Weird”? Nome de um perfume? Uma marca de produtos de supermercado? Bem, independentemente do que isso seja, posso afirmar que meus livros são sobre pessoas honestas tentando compreender o que não conhecem em meio a situações desesperadoras. Os livros tratam de expedições fascinantes em meio à natureza estranhamente “imaculada”, de burocracias ineficazes do governo e dos vários modos que tentamos — e não conseguimos — nos relacionar na era moderna. Além de tratar de como o insólito — o weird — está em todos os aspectos da vida cotidiana, a trilogia Comando Sul é — espero — uma história de aventura e mistério, um suspense que vai se construindo aos poucos.

Outro aspecto importante é a diversidade de personagens, uma vez que a maioria dos livros de ficção cai no clichê do homem branco hétero. O que o levou a quebrar esse padrão?

Nunca aderi ao padrão do personagem homem branco hétero, nem mesmo nos primórdios da minha ficção, durante a adolescência, porque um futuro só com gente branca parece bem bizarro e bastante improvável. No caso de Comando Sul, inclusive na agência secreta, os personagens refletem a diversidade do mundo como eu o vejo — e como o vi durante todos os anos de trabalho formal antes de ser um escritor em tempo integral. É mais uma reflexão do que uma tentativa de afirmação. Não fazer isso seria deixar de lado a diversidade e criar um falso retrato do mundo real. Dito isso, quando no primeiro livro eu ainda tinha quatro personagens sem nome, perguntei a mim mesmo se seriam homens ou mulheres. E achei que seria muito mais interessante se todas fossem mulheres, porque o mais comum é serem vários homens e uma mulher, ou algo do tipo. Então disse a mim mesmo: “Vão ser todas mulheres por enquanto, mas vou reconsiderar isso se as personagens não estiverem completamente formadas em uma semana.” Na manhã seguinte, porém, eu já sabia quem todas elas eram, suas vidas passadas e tudo o mais, então soube que tinha acertado.

 

Em Aniquilação, a bióloga usa seus sentidos para analisar a Área X, o que faz uma grande diferença. As descrições com frequência incluem sinestesia. Isso também é uma coisa que você experimenta, ou foi apenas um recurso para aumentar a sensação de estranhamento?

Ao entrar em contato com a natureza, eu já tive essa sensação de total epifania e felicidade que a bióloga vivencia em alguns momentos de Aniquilação. Lugares como esses me proporcionam uma fonte de conforto e a sensação de que tudo está correto. Isso acontece sobretudo em paisagens costeiras, porque fui criado em Fiji. Acho relevante dizer que algumas das características e experiências consideradas estranhas em relação à bióloga são coisas que todos nós experimentamos em diversos momentos da vida. Às vezes acho que isso acontece quando entendemos como as coisas deveriam ser e as relacionamos com como elas são, e às vezes acho que é porque, de certa forma, nossos cérebros sabem do que precisamos — temos sentidos tão limitados, e de vez em quando algumas coisas pairam no limiar do alcance desses sentidos nos impelindo a ver o mundo de uma forma mais ampla. Nesses momentos, quando percebemos isso, tudo parece mais brilhante.

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Uma das características mais impressionantes da série é a forma como o ponto de vista muda ao longo dos livros — indo da primeira pessoa em Aniquilação para a terceira em Autoridade, e incluindo muitos pontos de vista diferentes em Aceitação, inclusive a segunda pessoa. Isso foi planejado desde o princípio, ou algo criado no processo? Quão desafiador foi escrever a mesma história de tantas perspectivas?

Em certa medida, eu não tinha como *não* mudar de ponto de vista. Nunca escrevi o mesmo livro duas vezes, e seria chato escrever Aniquilação três vezes, por assim dizer. Além disso, ao criar uma série de livros sobre algo além da capacidade de compreensão humana, queria os personagens mais intrinsecamente falhos — ainda que intensamente humanos — que eu pudesse criar para contrabalancear o desconhecido. E eu queria que o conhecimento do leitor acerca do mistério central fosse se desenvolvendo através das diversas experiências dos personagens. Odeio livros em que tudo acaba muito bem explicado, como uma apresentação. E odeio livros em que um personagem tem uma epifania pouco realista e resolve o mistério do nada. Por isso os diversos pontos de vista ajudaram. A segunda pessoa funcionou bem para narrar um personagem que é basicamente um fantasma, mas, além disso, a composição foi muito importante para o terceiro livro. Não é só um recurso inteligente. De muitas maneiras, é o mais próximo que podemos chegar da Área X.

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Tudo tem uma primeira vez, de Vitória Moraes (Viih Tube) — Como foi o seu primeiro beijo? E a primeira vez que teve coragem de dizer “eu te amo” para alguém? Ou que vacilou feio com uma amiga? Em Tudo tem uma primeira vez, Vitória Moraes, a Viih Tube, fala abertamente e com muito bom humor sobre os grandes (e primeiros) momentos da adolescência.

Viih tem posições firmes e um jeito só seu de contar histórias de meninos e meninas que estão conectados à internet 24 horas por dia e usam as redes sociais para tudo. Com suas palavras, faz um retrato divertido de quem é o adolescente da atualidade. [Leia +]

Todos envolvidos, de Ryan Gattis Na tarde de 29 de abril de 1992, um júri absolveu três policiais brancos do Departamento de Polícia de Los Angeles acusados de usarem força excessiva para controlar um civil negro chamado Rodney King. Menos de duas horas depois, a cidade explodiu em violência. Em seis dias, sessenta pessoas morreram. Mas muitas mortes não foram contabilizadas: fora da zona principal de protestos, algumas gangues se aproveitaram dos tumultos para acertar as próprias contas.

Inspirado nesse momento e narrado do ponto de vista de dezessete personagens, o romance de Ryan Gattis apaga as fronteiras entre vítimas e criminosos e transforma a história dos protestos em uma vívida e eletrizante obra de ficção. Uma narrativa ambiciosa e arrebatadora, um épico sobre crime e oportunismo, vingança e lealdade. [Leia +]

Temporada de acidentes, de Moïra Fowley-Doyle — Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões — em outras, acontecem coisas horríveis.  A temporada de acidentes faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores.

No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por quê, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que eles não conseguem se livrar desse mal? [Leia +]

 

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Uma chance de lutar, de Elizabeth Warren — Um dos nomes mais relevantes na corrida presidencial dos Estados Unidos em 2016, a senadora Elizabeth Warren é um retrato perfeito da realização do sonho americano: filha de um zelador e uma telefonista, venceu as dificuldades da família e o lugar-comum da época de que o principal objetivo de toda mulher era conseguir um bom casamento. Ela tornou-se professora em Harvard, atuou como consultora do Congresso americano e assistente do presidente Barack Obama.

Neste relato, Elizabeth deixa transparecer a fibra que a fez chegar aonde está e expõe a abrangência de seus conceitos sobre o endividamento e o sistema financeiro, que extrapolam o cenário norte-americano. [Leia +]

Os irmãos Tapper declaram guerra (um contra o outro), de Geoff RodkeyOs gêmeos Claudia e Reese, de 12 anos, não poderiam ser mais diferentes, mas em uma coisa eles são realmente idênticos: a determinação em sair ganhando na terrível guerra travada entre os dois! No primeiro volume da série, tudo começa com uma polêmica no refeitório da escola, quando Claudia sofreu um ataque cruel e covarde do próprio irmão. Aos poucos, a guerra se acirra e, das ruas de Nova York, passa para o universo ficcional de um jogo on-line.

Com uma narrativa totalmente original, incluindo fotos, capturas de tela dos jogos, registros de chats e muitas mensagens trocadas pelo celular entre os pobres pais dos beligerantes, Os irmãos Tapper declaram guerra (um contra o outro) mostra, de forma autêntica e hilária, os conflitos entre dois irmãos adolescentes numa era saturada de recursos visuais e digitais. [Leia +]

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O árabe do futuro 2: Uma juventude no Oriente médio (1984-1985), de Riad Sattouf — Segundo volume da trilogia que narra o choque cultural vivido por uma criança nascida na França que passou os primeiros anos de vida dividida entre a Líbia, a Bretanha e a Síria. Nessa sequência, o premiado quadrinista Riad Sattouf, ex-colaborador do jornal Charlie Hebdo e que participou da última edição da Flip, relata seu primeiro ano como aluno de uma escola síria, onde enfim aprendeu a ler e escrever em árabe enquanto enfrentava um ambiente rígido e violento.

Comparado aos aclamados Maus e PersépolisO árabe do futuro exibe uma visão reveladora sobre o conflito entre culturas que está definindo o século XXI. Com traço simples e narrativa fluida e divertida, Riad fornece ao mesmo tempo uma análise do embate entre o Ocidente e o mundo árabe e um autorretrato de uma infância tão plural e de cores tão fortes. [Leia +]

Aceitação, de Jeff VanderMeer —  É inverno na Área X, a misteriosa região selvagem que há trinta anos desafia explicações e repele pesquisadores de expedição após expedição, recusando-se a revelar seus segredos. Enquanto sua geografia impenetrável se expande, a agência responsável por investigar e supervisionar a área — o Comando Sul — entra em colapso. Uma última e desesperada equipe atravessa a fronteira, determinada a alcançar uma remota ilha que pode conter as respostas que eles tanto procuram.

Último livro da trilogia de ficção científica Comando Sul, Aceitação conecta os dois livros anteriores, Aniquilação e Autoridade, em capítulos breves e acelerados, narrados da perspectiva de personagens cruciais. Página após página, os mistérios são aos poucos solucionados, mas as consequências e as implicações dos acontecimentos passados jamais serão menos profundas ou aterrorizantes. [Leia +]

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testeDe volta à Área X, pela última vez

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O Comando Sul entrou em colapso. As fronteiras da Área X estão avançando.

Por décadas, a Área X foi um completo mistério. Após apagar os últimos resquícios da presença humana e criar uma barreira invisível que a separa do resto do mundo, a região foi visitada por diversas expedições de uma organização criada pelo governo para controlá-la: o Comando Sul.

Em Aniquilação, primeiro volume da série de Jeff VanderMeer, acompanhamos a 12ª expedição. Ao longo do livro, os fenômenos incomuns vão transformando a missão em um desastre, e apenas a bióloga consegue se manter fiel ao objetivo de investigar a região. A sequência, Autoridade, é focada no Comando Sul, órgão responsável por tentar compreender a Área X e que lentamente se torna tão estranho e bizarro quanto seu objeto de estudo.

Aceitação, último livro da trilogia que chega às livrarias em 24 de março, conecta os dois livros anteriores em capítulos breves e acelerados, narrados da perspectiva de personagens cruciais. Página após página, os mistérios são aos poucos solucionados, mas as consequências dos acontecimentos passados jamais serão menos profundas ou aterrorizantes.

Com elementos remanescentes do horror cósmico de H.P. Lovecraft, a série de ficção científica de Jeff VanderMeer foi indicada aos maiores prêmios de literatura do gênero, como o Hugo, o Philip K. Dick. Além disso, Aniquilação ganhou o prêmio Nebula, e será adaptado para os cinemas estrelado por Natalie Portman.

Confira abaixo um trecho de Aceitação:

aceitação“Bem ali, fora do alcance, quase perto de você: o avanço e a espuma da arrebentação, o cheiro penetrante do mar, as silhuetas das gaivotas se entrecruzando nos ares, seus gritos bruscos, incômodos. Um dia normal na Área X, um dia extraordinário — o dia da sua morte —, e ali está você, encostada a um banco de areia, meio protegida por um muro em ruínas. O sol quente contra o seu rosto, e acima a visão vertiginosa da torre do farol, iminente em sua própria sombra. O céu tem uma intensidade de cor que não admite nada além da sua prisão azul. Há areia pegajosa reluzindo no corte profundo que atravessa sua testa; há algo picante em sua boca, escorrendo.

Você se sente entorpecida e quebrada, mas há um alívio estranho misturado ao arrependimento: ter percorrido um caminho tão longo, ter parado ali, sem saber o que iria acontecer, e ainda assim… descansar. Vir para descansar. Finalmente. Todos os planos que você concebeu lá no Comando Sul, o medo angustiante e permanente de cometer um erro ou coisa pior, o preço daquilo…

Tudo agora está escorrendo na areia ao seu lado, em pérolas rubras.

A paisagem avulta à sua frente, curvando-se às suas costas para vê-la melhor. Em alguns trechos ela explode em clarões, ou gira em torvelinho, ou se reduz a um ponto luminoso, antes de voltar a entrar em foco. Sua audição também não é mais o que era; enfraqueceu, juntamente com o seu equilíbrio. E então vem essa coisa impossível: uma voz que brota da paisagem e a impressão de que há olhos sobre você, como um truque de mágica. O sussurro é familiar: Sua casa está em ordem? Mas você pensa, seja lá quem está perguntando deve ser um estranho, e você o ignora, não gosta de pensar em quem pode estar batendo à porta.

O latejar no seu ombro, depois daquele encontro na torre, está muito pior. A ferida traiu você, a fez saltar para aquela ardente imensidão azul mesmo contra a sua vontade. Alguma comunicação, algum gatilho embutido entre a ferida e aquela chama que se aproximou dançando por entre os juncos, traiu a sua soberania. Sua casa raras vezes esteve tão desarrumada e, no entanto, você sabe que independentemente do que deixará daí a uns minutos, outra coisa há de ficar. Desaparecer no céu, na terra, na água não é garantia de morte aqui.

Uma sombra une-se à sombra do farol.

Em seguida, chega o rangido de botas e, desorientada, você grita “Aniquilação! Aniquilação!” e se debate até perceber que a aparição ajoelhada à sua frente é a única pessoa insensível a essa senha.

— Sou só eu, a bióloga.

Só você. Apenas a bióloga. Apenas sua arma desafiadora, arremessada contra as paredes da Área X.”

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