testeVeja as fotos do bate-papo com Matheus Leitão, Míriam Leitão e Vladimir Netto em São Paulo

 

Confira as fotos do bate-papo e sessão de autógrafos com Mírian Leitão, autora de A verdade é teimosa e História do futuro, Matheus Leitão, autor de Em nome dos pais e Vladimir Netto, autor de “Lava Jato”. O evento aconteceu dia 22 de junho na Saraiva do Ibirapuera, em São Paulo. 

 

 

 

 

 

 

testeEntenda como a JBS recebeu quantias extravagantes de dinheiro público

Em julho de 2010, Míriam Leitão fez os primeiros alertas sobre os riscos dos “empréstimos” feitos pelo BNDES em sua coluna publicada no jornal O Globo. Um dos exemplos dados pela jornalista foi o caso da JBS, que, na época, recebeu mais de R$ 7,5 bilhões.

Na coluna, que faz parte de A verdade é teimosa: diários da crise que adiou o futuro, Míriam revela como o frigorífico foi um dos  principais beneficiários dessa forma de atuação do banco. 

 

RISCO BNDES

O BNDES hoje representa um orçamento paralelo. Ele financia empreendimentos que, na prática, são estatizados, escolhe que empresas devem crescer e as subsidia através do endividamento público. O que precisa ficar claro é que o banco sempre subsidiou empresários, mas a natureza do banco mudou. A escala é maior, a origem do seu dinheiro é outra e o destino é cada vez mais discutível.

Tudo se passa assim: o governo transfere dinheiro para o BNDES através de supostos “empréstimos”. Como teoricamente são empréstimos, não entram na dívida líquida. Isso passou a ser uma das principais fontes de financiamento do BNDES. Antes, o funding do banco eram principalmente recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do retorno dos empréstimos que haviam sido concedidos. Nos últimos anos, o Tesouro passou a encher os cofres do banco com uma capitalização travestida de empréstimo. Só que o Tesouro se endivida a juros crescentes e em dívida de curto prazo. E o banco empresta a juros baixos e prazos longos.

Alguns dos grandes beneficiários dos créditos são empreendimentos que o governo está apressando, na parte final do mandato, para que sirvam de vitrine eleitoral, como a hidrelétrica de Belo Monte. A maioria do empreendimento fica nas mãos do governo ou de fundos de pensão das estatais. É do governo o risco, portanto. As empresas privadas, sócias nesses projetos, terão a vantagem de estar em obras sem risco. E elas ainda conseguem empréstimos do BNDES para esses e outros negócios nos quais têm interesse. O BNDES, com capital que veio de endividamento público — só nos últimos dois anos foram R$ 180 bilhões —, empresta para o próprio setor público ou para seus sócios diletos.

Há outra forma de atuação do banco que levanta legítimas preocupações: a reinvenção da ideia de criar “campeões nacionais”. Dar empréstimos gigantes para empresas para que elas se tornem grandes no mundo em seus setores. Em entrevista a O Estado de S. Paulo no domingo [18 de julho], o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que tinha “até vergonha de o país não ter grandes empresas em setores em que é competitivo”.

Um desses setores a que ele se refere certamente é o de frigoríficos, para o qual o banco tem aprovado empréstimos extravagantes. O JBS Friboi recebeu empréstimos de R$ 7,5 bilhões. Só de uma vez, fez um lançamento de R$ 3,47 bilhões em ações e o BNDES subscreveu 99,9% das ações vendidas. A família dona da empresa subscreveu o restante 0,1%. E tanto dinheiro era para comprar a Pilgrim’s Pride Corporation, com a justificativa de ajudar o processo de “internacionalização da empresa”. Ou seja, financiar o frigorífico para que ele pudesse comprar uma empresa no exterior. Em vários desses casos, o banco entrou também como sócio, subscrevendo ações das empresas. Fez o mesmo com a Marfrig: comprou debêntures da empresa para que ela tivesse capital e comprasse ativos nos Estados Unidos e na Irlanda. No pior caso, no setor de carne, o BNDES comprou ações num total de R$ 250 milhões de um frigorífico que logo depois entrou com um processo de falência, o Independência.

A vergonha não é não ter um grande frigorífico nacional comprando empresas no exterior, mas sim o fato de que eles precisem de tanto anabolizante estatal para crescer. Pior: os frigoríficos brasileiros não conseguiram demonstrar que não compram carne de área desmatada. Ao final de seis meses do pacto feito com ONGs e empresas importadoras de produtos brasileiros, esses grandes frigoríficos pediram mais seis meses para comprovar que seus fornecedores não produzem em área desmatada. Isso, sim, é vergonhoso.

Essa forma de atuação do BNDES recria dois vícios do passado. O Estado decidindo que empresa deve ser grande e um banco público liderando um processo que, na prática, é expansionismo fiscal.

Isso acaba impactando também a política monetária porque entrará no cenário do Banco Central, em sua análise para decidir sobre a elevação da taxa básica de juros, e ele terá que enfrentar a dualidade da política econômica. Enquanto o BC tenta conter a demanda para evitar a alta da inflação, o governo continua aumentando gastos através da atuação do BNDES ou de truques para contornar limites ao endividamento público. Foi o que acabou de acontecer esta semana com a decisão de permitir que alguns municípios se endividem acima do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Nada disso, como dolorosamente aprendemos, é inofensivo. Tudo cobra a sua conta mais cedo ou mais tarde. Na obsessão de fazer o sucessor, o governo Lula está criando — ou recriando — monstrengos na área fiscal. A mais assustadora herança para o próximo governo será essa forma de atuação do BNDES, que traz de volta velhos vícios que nos causaram tantos problemas no passado.

testeLançamento de A verdade é teimosa no Rio de Janeiro

Fotos CRISTINA GRANATO

A jornalista Míriam Leitão lançou A verdade é teimosa: diários da crise que adiou o futuro na Livraria da Travessa Leblon, no Rio de Janeiro. A noite de autógrafos reuniu leitores, convidados e amigos da autora.

Em seu novo livro,  Míriam examina os antecedentes que levaram à recessão, à desordem fiscal e à inflação, bem como aos momentos mais agudos da crise econômica em si, em mais de cem colunas publicadas em O Globo entre 2010 e 2016.

Confira a galeria de imagens do evento. Fotos de Cristina Granato.

testeOs diários da crise anunciada

Em seu novo livro, Míriam Leitão analisa a situação econômica do país

Para Míriam Leitão, a crise poderia ter sido evitada. A jornalista, que faz análises econômicas diariamente sobre o país, vinha alertando sobre as decisões do governo em suas colunas publicadas em O Globo nos últimos seis anos. Em seus textos, Míriam anunciava os riscos que o país estava correndo.

Agora os leitores poderão conferir esse material em A verdade é teimosa: diários da crise que adiou o futuro, livro que chega às livrarias a partir de 10 de fevereiro. Com uma criteriosa seleção de mais de cem colunas, a obra aborda temas como descontrole fiscal, inflação, crise política, a concessão da licença da hidrelétrica de Belo Monte, entre outros fatos que explicam como o país chegou à situação atual.  

Em entrevista ao blog, Míriam Leitão conta por que resolveu reunir o material e como, apesar da crise econômica, ainda devemos ter confiança no futuro. Leia:

Intrínseca: Você analisa diariamente as notícias sobre a economia do país em diferentes mídias. Por que você decidiu reunir as colunas em A verdade é teimosa? Qual foi o critério de seleção desse material?

Míriam: Fazer coluna diária é um trabalho desafiador. Quem escreve tem que ir além do noticiário. É preciso analisar, antecipar as tendências, dar a dimensão dos eventos. Essa é a pior crise da história recente do Brasil e, na coluna, eu fiz muitos alertas sobre os riscos que o país estava correndo. A ideia do livro nasceu de uma conversa minha com Luciana Villas Boas sobre as lições que essa crise traz. Ela poderia ter sido evitada e podemos prevenir outros erros como os que foram cometidos. O critério para tirar 118 colunas das 1.800 analisadas foi exatamente traçar um diário da crise.

Intrínseca: Qual foi o momento que você percebeu a dimensão da crise econômica do país? E por que você acredita que é importante voltar ao passado nesse livro?

Míriam: Em vários momentos. Em 2010 eu escrevi que o governo estava começando a fazer truques contábeis. Ao longo dos anos seguintes mostrei os riscos de alta da inflação, crise de energia, e descontrole fiscal. No começo de 2015, eu escrevi: “Vai ser longo o inverno”, falando da recessão. Estava começando. E ela já foi, até agora, um dos mais longos períodos recessivos da história econômica.

Intrínseca: Como a leitura de A verdade é teimosa  pode compreender melhor a realidade do país?

Míriam: O importante de um livro é ser relevante para o leitor. Por isso minha preocupação é que quem leia tenha uma visão mais ampla da sucessão recente dos eventos. O Brasil tem uma história muito intensa, e por isso é preciso às vezes parar e refletir um pouco. Meu sonho é que o livro seja esse momento de parar e entender como foi que entramos nesse momento tão difícil.

Intrínseca:  Na obra, você diz que “o pior da crise é adiar o futuro”. Você acredita que ainda é possível ter esperança nas análises apresentadas em História do futuro?

Míriam: Claro que sim. Por mais duro que seja este momento, o futuro não foi revogado. Foi adiado apenas. Podemos influenciar nele, podemos explorar melhor todas as nossas chances, podemos evitar novos atrasos. Minha obsessão nos últimos anos tem sido pensar o futuro, o mapa do caminho para realizar nosso projeto do país. Foi isso que fiz em História do futuro, e foi o que de novo fiz em A verdade é teimosa.

 

Eventos de lançamentos de A verdade é teimosa

Rio de Janeiro

Data: 15/02/2017 (quarta-feira)
Horário: 20h
Local: Livraria da Travessa Leblon
Míriam Leitão participa de um bate-papo com a jornalista Carolina Morand, editora assistente de país de O Globo, antes da sessão de autógrafos, às 19h. 
Confirme sua presença

São Paulo

Data: 22/02/2017
Horário: 19h
Local: Livraria Saraiva Higienópolis
Confirme sua presença

Curitiba
Data: 10/03/2017
Horário: 19h30
Local: Livrarias Curitiba ParkShopping Barigui 
Confirme sua presença

testeLançamentos de fevereiro

Confira as sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

Paris para um e outros contos, de Jojo MoyesCom mais de 20 milhões de livros vendidos em todo o mundo, Jojo Moyes se consagrou autora de grandes romances. Paris para um e outros contos apresenta um novo lado da criadora de Como eu era antes de você com dez histórias divertidas e apaixonantes.

No conto que dá título ao livro, a jovem Nell planeja um final de semana romântico em Paris com o namorado e fica sabendo, já na estação, que ele desistiu de acompanhá-la. Sozinha em um país estrangeiro, Nell descobre uma nova versão de si mesma, independente e corajosa. Já em “Lua de mel em Paris”, que fecha a coletânea, Jojo Moyes brinda os leitores com um reencontro com as personagens do best-seller A garota que você deixou para trás, Liv e Sophie, que, separadas por algumas décadas, acreditam que o casamento é apenas o início de suas histórias de amor. [Leia +] [Leia um trecho]

A viúva, de Fiona BartonUm marido amoroso ou um assassino cruel? Em seu celebrado romance de estreia, a jornalista Fiona Barton reconstrói um crime imperdoável por meio de três perspectivas diferentes (a viúva do suspeito, o detetive que lidera a investigação e a jornalista que cobre o caso) ao mesmo tempo em que faz uma análise impiedosa de um relacionamento complexo.

Na trama, Jean Taylor deixou de contar, ao longo dos anos, muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar o papel de esposa perfeita.

Leitura indicada para quem gosta de thrillers como Garota exemplar, de Gillian Flynn. [Leia +] [Leia um trecho]

Pequenas grandes mentiras — edição especial com capa inspirada na série, de Liane MoriartyA história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular, chegará às livrarias em uma edição especial com capa inspirada no cartaz da nova série da HBO: Big Little Lies.

A adaptação do romance de Liane Moriarty tem estreia na TV marcada para 19 de fevereiro e conta com a produção de Reese Witherspoon e Nicole Kidman que, com Shailene Woodley, também interpretam as protagonistas. A direção é de Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas e Livre). [Leia +] 

A verdade é teimosa: diários da crise que adiou o futuro, de Míriam Leitão Com 25 anos de colunismo diário em O GloboMíriam Leitão está acostumada a ver além dos acontecimentos. Para a jornalista, a crise pela qual o Brasil passa hoje já estava anunciada havia muito tempo, pois o governo fechou os ouvidos a todos os alertas e a todas as críticas, enquanto fazia escolhas desastrosas.

Em seu novo livro, A verdade é teimosa, Míriam apresenta 118 textos produzidos desde 2010, quando falar em crise econômica parecia um verdadeiro atrevimento, até novembro de 2016, quando o governo Temer atravessava momentos de grande instabilidade política. Com uma linguagem clara, a obra examina os antecedentes que levaram à recessão, à desordem fiscal e à inflação, bem como aos momentos mais agudos da crise em si. [Leia +] 

Matéria escura, de Blake Crouch Você é feliz com a vida que tem? Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. Neste novo mundo, ele leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que este é mesmo seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura é uma criação de Blake Crouch, também autor da trilogia Wayward Pines, que deu origem à série de TV exibida pela FOX.  [Leia +] [Leia um trecho]

Às urnas, cidadãos!, de Thomas PikettyAutor do impactante O capital no século XXI, Piketty revolucionou para sempre o pensamento econômico contemporâneo. Nas mais de cinquenta crônicas que compõem Às urnas, cidadãos!, ele analisa de modo incisivo assuntos de extrema relevância para a economia mundial, como as dívidas nacionais, a redistribuição de recursos e a fragmentação do bloco europeu.

Diante de países que pouco se importam com seus vizinhos, qual seria a solução? Para responder a essa e a outras perguntas, Piketty critica os egoísmos nacionais, lança um amplo olhar sobre a economia global e acompanha a escalada da desigualdade além da Europa, ao discutir a situação de Estados Unidos, África do Sul, Brasil, Índia, Oriente Médio e China. [Leia +] 

Eu e você no fim do mundo, de Siobhan VivianEnquanto alguns se preocupam com o presente, fazem planos para o futuro e passam os dias empacotando suas coisas para mudar de cidade, Keeley e seus colegas do ensino médio decidem aproveitar ao máximo o tempo que ainda têm juntos em Aberdeen. Para ela, é o momento perfeito para tomar coragem e se declarar para o garoto que sempre amou, Jesse Ford.

A vida de Keeley está prestes a virar de cabeça para baixo, e a sensação de que não há nada a perder é perfeita para dar a ela a coragem de fazer o que normalmente não faria. Ou falar o que não falaria. E o risco quase sempre vale a recompensa. Quase sempre. [Leia +] [Leia um trecho]

testeNovo livro de Míriam Leitão reúne crônicas sobre a situação econômica e política atual

Com 25 anos de colunismo diário em O Globo, Míriam Leitão está acostumada a ver além dos acontecimentos. Para a jornalista, a crise pela qual o Brasil passa hoje já estava anunciada havia muito tempo, pois o governo fechou os ouvidos a todos os alertas e a todas as críticas, enquanto fazia escolhas desastrosas.

Em seu novo livro, A verdade é teimosa, Míriam apresenta 118 textos produzidos desde 2010, quando falar em crise econômica parecia um verdadeiro atrevimento, até novembro de 2016, quando o governo Temer atravessava momentos de grande instabilidade política. Com uma linguagem clara, a obra examina os antecedentes que levaram à recessão, à desordem fiscal e à inflação, bem como aos momentos mais agudos da crise em si.

A verdade é teimosa: diários da crise que adiou o futuro será lançado em 10 de fevereiro e já está em pré-venda.

Em 2015, Míriam publicou História do futuro, livro que compila pesquisas, análises, entrevistas e depoimentos para apresentar, de forma acessível, tendências e perspectivas para os próximos anos.