testeElenco da série inspirada em A Roda do Tempo é revelado

Mais perto do que nunca de se tornar realidade, a série inspirada na grande obra de Robert Jordan acaba de ganhar mais cinco caras novas!

Além de Rosamund Pike, nossa eterna Amy de Garota exemplar, Madeleine MaddenMarcus Rutherford, Barney Harris, Zoë Robins e Josha Stradowski se unem ao elenco da adaptação. Eles interpretarão Egwene Al’Vere, Perrin Aybara, Mat Cauthon, Nynaeve e Rand Al’Thor, respectivamente.

O primeiro livro, O Olho do Mundo, acompanha três jovens camponeses, Rand, Mat e Perrin, que se veem em uma grande aventura após a chegada de uma mulher misteriosa em seu vilarejo. Atacados por Criaturas das Trevas, os três são obrigados a fugir de um perigo que ainda não compreendem. A partir daí, a história toma proporções inesperadas e, à medida que os personagens se multiplicam, intrigas se entrelaçam umas nas outras e os destinos desses três heróis involuntários tomam rumos inesperados.

A produção da série começará em setembro e ainda não há previsão de estreia.

Estão animados?

testeProdução de série inspirada em A Roda do Tempo começará em setembro

Inspirada na saga de fantasia épica de Robert Jordan, a adaptação de A Roda do Tempo está mais perto do que nunca de se tornar realidade! Desenvolvida pela Amazon Prime, a série ainda não tem previsão de lançamento, mas já estamos superansiosos!

Entre os produtores da adaptação estão Rick Selvage, Larry Mondragon, Ted Field (Jumanji), Mike Weber (Jumanji: Bem-vindo à Selva), Darren Lemke (Shrek para sempre) e Harriet McDougal, viúva de Jordan. Já Rafe Judkins (Agentes da SHIELD) aparece como produtor-executivo e showrunner. A produção está prevista para começar em setembro deste ano e será filmada em Praga, na República Tcheca.

O primeiro livro, O Olho do Mundo, acompanha três jovens camponeses, Rand, Mat e Perrin, que se veem em uma grande aventura após a chegada de uma mulher misteriosa em seu vilarejo. Atacados por Criaturas das Trevas, os três são obrigados a fugir de um perigo que ainda não compreendem. A partir daí, a história toma proporções inesperadas e, à medida que os personagens se multiplicam, intrigas se entrelaçam umas nas outras e os destinos desses três heróis involuntários tomam rumos inesperados.

Ao todo, a série de Jordan contém catorze livros, com seis publicados pela Intrínseca. Estão animados?

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testeO sexto livro de A Roda do Tempo chega às livrarias em abril

O senhor do caos, sexto livro da aclamada série de fantasia A Roda do Tempo, chega às livrarias a partir do dia 18 de abril. A saga apresenta um universo mágico detalhado e rico em personagens. A história se passa após uma guerra tão grandiosa que destruiu o mundo, transformando nossa existência em mera lenda. Há uma crença de que, quando o Tenebroso se reerguer, o poder para combatê-lo renascerá com o Dragão, que destruirá o mundo outra vez.

Em O senhor do caos, as tramas intrincadas continuam a se desenrolar. Egwene planeja prosseguir por conta própria em seus estudos sobre o Mundo dos Sonhos enquanto se recupera de seus ferimentos, mas o código de honra Aiel pode atrasar suas lições. Em Salidar, a lealdade de Elayne e Nynaeve às dissidentes da Torre Branca as coloca em uma posição difícil: elas devem tentar proteger as Aes Sedai de si mesmas.

Mat e Perrin, por sua vez, precisam arriscar a pró­pria vida para seguir Rand. Enquanto isso, o Dragão se divide entre governar Cairhien e Caemlyn. Além disso, precisa lutar contra a voz de Lews Therin, que ameaça enlouquecê-lo. No novo volume de A Roda do Tempo, a ordem e as antigas instituições desmoronam e abrem caminho para o senhor do caos.

testeLivros para uma Comic Con épica!

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Entre os dias 1 e 4 de dezembro a Intrínseca estará na CCXP – Comic Con Experience, o maior evento geek da América Latina! Além do Papo Nerd ao vivo no sábado, 03/12, nosso estande terá uma decoração especial (que vocês podem ver os bastidores em nosso Snapchat: ed.intrinseca) e livros que todo tipo de geek vai adorar. Confira a nossa seleção para o evento:

1. Deuses americanosde Neil Gaiman:Deuses americanos é, acima de tudo, um livro estranho. E foi essa estranheza que tornou o romance, publicado pela primeira vez em 2001, um clássico imediato. Nesta nova edição, preferida do autor, o leitor encontrará capítulos revistos e ampliados, artigos, uma entrevista com Gaiman e um inspirado texto de introdução. [Leia +]

2. Alerta de risco, de Neil Gaiman: Um escritor sofisticado cujo gênio criativo não tem paralelos, Gaiman hipnotiza com sua alquimia literária e nos transporta para as profundezas de uma terra desconhecida em que o fantástico se torna real e o cotidiano resplandece. Composto de 25 contos repletos de estranheza e terror, surpresa e diversão, Alerta de risco é um tesouro que conquista a mente e agita o coração do leitor. [Leia +]

3. Lugar Nenhum, de Neil Gaiman: Publicado pela primeira vez em 1997, a partir do roteiro para uma série de TV, o sombrio e hipnótico Lugar Nenhum, primeiro romance de Neil Gaiman, anunciou a chegada de um grande nome da literatura contemporânea e se tornou um marco da fantasia urbana. Ao longo dos anos, diferentes versões foram publicadas nos Estados Unidos e na Inglaterra, e Neil Gaiman elaborou, a partir desse material, um texto que viesse a ser definitivo: esta Edição Preferida inclui um texto de introdução assinado por Gaiman, uma cena cortada e um conto exclusivo. [Leia +]

4. História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang: Ícone da ficção científica contemporânea é publicado pela primeira vez no Brasil em coletânea que inclui o conto que inspirou o filme A Chegada. Os oito textos reunidos em História da sua vida e outros contos ganharam no total nove importantes prêmios, dentre eles Nebula, Hugo, Locus, Sturgeon, Sidewise e Seiun. [Leia +]

5. Unidos somos um, de Pittacus Lore: O aguardado desfecho da série Os Legados de Lorien, repleto de surpresas e reviravoltas de tirar o fôlego. A guerra entre a Garde e os mogadorianos, que por tanto tempo ocorreu em segredo, tornou-se um conflito global. [Leia +]

6. Nimona, de Noelle Stevenson: Protagonizada pela anti-heroína mais surpreendente, Nimona é uma graphic novel fora dos padrões. Uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu. Mas Nimona não sabia que seu herói possuía escrúpulos. Menos ainda uma deliberada missão. [Leia +]

7. Legado,de Hugh Howey: No último volume da série Silo, as escolhas de Donald e Juliette podem mudar o mundo… ou extingui-lo de vez. Em Legado, Juliette se torna prefeita do Silo 18, que está se recuperando de uma rebelião. Seu governo encontra grande resistência por causa da controversa escavação para resgatar os supostos sobreviventes do Silo 17, uma empreitada vista com desconfiança que está espalhando o medo entre os moradores do Silo 18. Como se isso não fosse um desafio grande o bastante, Juliette também recebe transmissões de Donald, a voz que alega ser líder do Silo 1 e está disposta a ajudar — mas é capaz de fazer ameaças horríveis. [Leia +]

8. As Chamas do Paraíso, de Robert Jordan: Antigas instituições caem por terra e novas alianças se formam, pois o Dragão Renascido provoca mudanças por onde passa. Heróis lendários se juntam à história no novo volume de A Roda do Tempo, uma das mais extraordinárias séries já escritas. [Leia +]

9. Faca de água, de Paolo Bacigalupi: Num futuro árido e tumultuado, acontece uma guerra entre governos, órgãos públicos e empresários, na qual vale tudo para conseguir água. Nesse cenário surge Angel, um mercenário com a missão de cortar e desviar o fornecimento de água a mando de quem paga mais. Lucy é uma jornalista premiada que decidiu revelar para o mundo a realidade da Grande Seca. Maria é uma jovem cuja vida foi destruída pelos efeitos das mudanças climáticas. Quando o direito de usar a água significa dinheiro para alguns e sobrevivência para outros, o que esses três personagens não sabem é que seu encontro é um marco que poderá mudar tudo. [Leia +]

10. Welcome to Night Vale, de Joseph Fink e Jeffrey Cranor: O podcast Welcome to Night Vale conta as histórias da cidade de Night Vale, uma amistosa comunidade no meio do deserto onde todas as teorias da conspiração são reais. No formato de um programa de rádio, Cecil Palmer, locutor da rádio comunitária, informa a todos as pequenas estranhezas da pacata cidadezinha — onde fantasmas, anjos, alienígenas e agências governamentais misteriosas e ameaçadoras fazem parte do cotidiano dos cidadãos. Desta vez, a chegada de um homem de paletó bege faz com que as vidas de duas mulheres, cada uma com seu mistério, vire de cabeça para baixo. [Leia +]

11. Aceitação, de Jeff Vandermeer:  É inverno na Área X, a misteriosa região selvagem que há trinta anos desafia explicações e repele pesquisadores de expedição após expedição, recusando-se a revelar seus segredos. Enquanto sua geografia impenetrável se expande, a agência responsável por investigar e supervisionar a área — o Comando Sul — entra em colapso. Uma última e desesperada equipe atravessa a fronteira, determinada a alcançar uma remota ilha que pode conter as respostas que eles tanto procuram. Último livro da trilogia de ficção científica Comando SulAceitação conecta os dois livros anteriores, Aniquilação e Autoridade, em capítulos breves e acelerados, narrados da perspectiva de personagens cruciais. Página após página, os mistérios são aos poucos solucionados, mas as consequências e as implicações dos acontecimentos passados jamais serão menos profundas ou aterrorizantes. [Leia +]

12. O universo numa casca de noz, de Stephen Hawking:Nesse que é um dos maiores clássicos do pensamento científico moderno, Stephen Hawking utiliza ilustrações, fotos e esquemas detalhados para mostrar grandes descobertas no campo da física teórica. Tudo isso, é claro, com sua reconhecida clareza, elucidando temas complexos por meio de conceitos e ideias do dia a dia, como inflação, cartas de baralho e linhas ferroviárias, e permeado com seu peculiar senso de humor. [Leia +]

testePor que é tão difícil editar séries de fantasia?

Por Flora Pinheiro*

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Traduzir séries de fantasia é um desafio. (Fonte)

Quando a Intrínseca resolveu apostar na série A Roda do Tempo, a felicidade foi grande. Não só da parte dos fãs que já conheciam a obra, mas também dentro da própria editora. Trabalhar com livros sempre foi o sonho de muitos de nós. Trabalhar com os livros que a gente sempre teve vontade de ler é melhor ainda.

Entretanto, não é simples editar uma série de 14 volumes. Não só pelo tamanho de cada livro, mas principalmente pela riqueza do universo. Como optar pela tradução específica de um termo fictício, que pode repercutir três ou cinco livros depois, quando ainda estamos nos familiarizando com esse novo mundo? Além disso, autores de fantasia amam profecias que aparecem no comecinho da história e só vão se concretizar lá nos últimos volumes. E elas não podem ser claras e compreensíveis, óbvio, ou seriam spoilers, não profecias. E aí, como se resolve isso?

rodadotempo5-copiaNossa saída foi a seguinte: além de escolher com todo o cuidado a equipe “tradicional” que trabalha no livro (tradutor, preparador de texto, revisores etc.), decidimos investir também em uma consultoria técnica para a série. Às vezes, nem as maravilhosas enciclopédias dão conta de todas as nossas dúvidas, então é importante ter o pitaco de alguém que ama e conhece profundamente a série. Isso já nos salvou muitas vezes!

Um desafio ainda maior neste caso são as padronizações. Temos muitas pessoas trabalhando juntas com o objetivo de levar o melhor livro possível para o leitor. Às vezes, algum termo ou nome de personagem está traduzido de um jeito e, depois de debatermos o assunto, a gente encontra uma solução mais adequada e muda de ideia. E lá vamos nós de novo, passar mais um pente-fino no texto para que não escape nenhuma ocorrência antiga. Depois do tradutor, pelo menos mais três pessoas leem o livro, prestando atenção nesse tipo de detalhe. Afinal, se no primeiro livro a Nynaeve pede para ser poupada desses homens que pensam com os cabelos do peito, a expressão não pode mudar no volume seguinte (se dependesse de mim, essa expressão dela apareceria até na capa dos livros, logo embaixo do título).

Sempre apareço creditada como editora nos livros de Roda do Tempo. Isso significa que, além de trabalhar no texto, também faço a ponte entre todas as outras pessoas envolvidas no projeto (tradutores, preparadores de texto, revisores, diagramadores, designer…), e costumo dialogar com os colaboradores as dificuldades que aparecem durante o trabalho. Depois da faculdade de produção editorial, minha especialização foi em tradução. E lá nas minhas aulas de tradução, havia um tema muito discutido: o intraduzível. Sotaques, muitas vezes, ficam pelo caminho. Afinal, não dá para botar uma pessoa da área rural dos Estados Unidos falando com o sotaque do interior do Brasil, por exemplo. E os teóricos da tradução diziam (de um modo bem mais acadêmico): aceita que dói menos. Algumas coisas sempre se perdem de uma língua para a outra. Vida (e livro) que segue.

Só que a nossa equipe é teimosa. E então pensamos: e se a gente tentar traduzir os sotaques? Não é sempre que as editoras fazem isso. Mas nosso raciocínio foi: uma das coisas mais legais nos livros do Jordan é o próprio universo construído pelo autor. Cada povo tem um sotaque, cada personagem tem seu jeitinho de se expressar. Alguns falam piratês (ao contrário dos países de língua inglesa, nós não temos piratês consolidado em português, infelizmente), outros vivem citando ditados populares envolvendo peixes (meu conhecimento sobre peixes, reais ou imaginários, aumentou muito desde que comecei a trabalhar na série) e certos povos adoram “falar bonito” e soam meio pedantes.

Isso faz com que a nossa equipe troque e-mails meio inusitados. “Que tal se o povo tal não começar as frases pelo sujeito? E se aquele povo que erra a negativa no original em inglês não usar a palavra ‘não’? Vocês acham que ficar repetindo “no caso” é um bom vício de linguagem? “O senhor, no caso, é um cabeça de lã!” E assim por diante.

Parece meio detalhista e esquisito, né? Bem-vindos ao mundo editorial! Já são três anos dedicados à série, imersa em todos esses detalhes. Fico muito feliz por poder me aprofundar no universo do Jordan a cada livro (e ouvir novos ditados da Nynaeve). Assim como os fãs, mal posso esperar pelo próximo.

 

*Flora Pinheiro é editora, revisora, tradutora e, ora ora, escritora.

testeComo convencer seus amigos a ler A Roda do Tempo

*Por Flora Pinheiro e Rayssa Galvão

Se você é fã de A Roda do Tempo que nem a gente, já deve ter passado por esta situação: um amigo vem perguntar sobre a série, mas não é o tipo de pessoa para quem basta dizer que ela é muito boa. A pessoa precisa de mais incentivos para se interessar pela história. Então, na tentativa de explicar, você se embanana um pouco, e o resultado sai confuso e desinteressante, e seu amigo se afasta bem devagarinho, se perguntando como é que você consegue amar uma série sobre…

Um menino que é o escolhido para lutar contra o mal e umas mulheres que fazem magia, mas aí o menino descobre que também faz magia, só que homem não pode fazer magia… a não ser no caso dele, que veio para salvar o mundo… isso se ele não acabar matando todo mundo primeiro…mas também tem um personagem que é muito engraçado, e eles descobrem que… opa, não posso falar que é spoiler. Mas é muito legal, você devia ler!

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Bem, seus problemas acabaram! Nós já publicamos uma matéria com 14 curiosidades bem bacanas sobre os livros, mas agora vamos explicar por que todo mundo deveria ler essa série.

Senta que lá vem textão!

 

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É uma série inovadora de fantasia

As pessoas se embananam para explicar do que se trata a série porque A Roda do Tempo é uma história bem original, que vai além da boa e velha jornada do herói — sabe, aquela história que todo mundo já conhece (mas que continua sendo recontada de jeitos maravilhosos) sobre uma pessoa comum que recebe um chamado e, mesmo sem querer, acaba se tornando o salvador do mundo.

A Roda do Tempo representa um ciclo temporal de diversas Eras (a nossa inclusive), e a série conta justamente a história de uma delas. Há uma guerra do bem contra o mal, claro, mas é muito mais que isso. Na série, o girar da Roda do Tempo (e, portanto, o passar das Eras) é impelido pela magia da Fonte Verdadeira, que é composta de duas metades opostas que se complementam: a feminina (Saidar) e a masculina (Saidin).

Mas qual é a história, afinal?

Tudo começou quando um cara chamado Lews Therin (conhecido como o Dragão) liderou seus homens numa guerra contra as Forças das Sombras, encabeçadas pelos 13 seguidores mais fortes de uma entidade maligna conhecida como Tenebroso. Esse ser havia sido confinado em sua prisão pelo Criador no momento da criação, mas uma abertura na prisão estava permitindo que ele estendesse sua influência pelo mundo.

Lews conseguiu selar a prisão do Tenebroso, confinando os 13 seguidores junto de seu mestre. No entanto, o contra-ataque das forças das Trevas criou uma mácula na metade masculina (Saidin) da Fonte Verdadeira, que era o poder que os homens precisavam acessar para fazer magia. Isso levou todos os homens que acessavam Saidin à loucura, e eles destruíram cidades e mataram muita gente… O resultado do ataque de sujeitos tão poderosos acabou reformulando o mundo, criando montanhas onde existiam planícies e abrindo mares onde só havia deserto. Essa mácula ainda existe, e é por isso que os homens não podem fazer magia.

Milhares de anos depois, o selo da prisão começa a enfraquecer, e aqueles 13 seguidores que estavam presos com o Tenebroso escapam e começam maquinações para libertar seu mestre. Só que isso já estava profetizado (as Eras são cíclicas, elas volta e meia se repetem), e um dos grandes indícios dessa tragédia seria o renascimento de Lews Therin. A Roda faz o herói das forças do bem ressurgir, trazendo o Dragão Renascido (porque Lews Therin era o Dragão, sacou?) para salvar o mundo (e, infelizmente, destruir esse mundo enquanto tenta salvá-lo).

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Pronto, essa é a premissa. É bem fundamentada nos elementos que todo fã de fantasia adora: a ideia do bem contra o mal, de um vilão dado como derrotado renascer das cinzas para atazanar a vida alheia, de um escolhido… Isso é tudo parte da jornada do herói. Só que ao mesmo tempo em que conta a jornada do herói, a série narra muitas tramas paralelas e suas ramificações, criando uma teia de destinos e decisões que deixa todo mundo desesperado pra saber o que vai acontecer.

Não é porque tem um dragão que você vai ver lagartões gigantes cuspindo fogo

Estamos bem acostumados com a mitologia europeia, cheia de elfos e anões, mas nesse ponto Jordan inovou bastante. A magia é um dos pilares da trama, e até tem monstros que lembram os trolls e nazgûl de O Senhor dos Anéis, mas os dramas e os personagens são majoritariamente humanos. Há muitos povos diferentes, cada um querendo derrotar as forças das trevas do próprio jeito, e seres humanos com boas intenções podem se revelar tanto heróis quanto vilões.

A construção dos povos é muito variada, o que deixa a história multifacetada

Grande parte do livro sofre influências mitológicas de culturas e religiões com as quais não estamos muito acostumados. Dois dos exemplos mais bacanas — e mais diametralmente opostos — são os Aiel e os Thuata’an.

Segundo o autor, os Aiel foram inspirados em uma mistura das culturas zulu, apache, beduína e japonesa, e Jordan inclusive declarou que a ideia original era fazer um povo com uma mistura de cultura árabe, mas de descendência irlandesa. Os Aiel são divididos primeiro em núcleos familiares, depois em clãs, num paralelo à cultura irlandesa, mas a dinâmica social foi muito baseada nos beduínos. E embora os Aiel usem lanças em vez de espadas, consideram a luta (que chamam de “dança das lanças”) algo sagrado, regido por um complexo código de ética, o que remete à cultura samurai.

Ao contrário dos Aiel, que são um povo guerreiro, os Thuata’an (também chamados de Latoeiros) seguem o “Caminho da Folha”, que tem suas raízes no jainismo (uma antiga religião indiana). Eles se recusam a praticar qualquer ato de violência, não importa a situação (mesmo que seja para salvar a própria vida), e até tocar em armas é considerado tabu. Os Thuata’an viajam pelo mundo em trajes e carroções que lembram muito os ciganos, inclusive por sofrerem preconceito e terem a má fama de serem ladrões.

A mistura de culturas e religiões vai além dos povos

Apesar de à primeira vista a história apresentar o clássico dualismo cristão, com a ideia de um criador benevolente que tenta afastar o mal e da chegada de um fim apocalíptico, não é necessário se aprofundar nas culturas dos povos para encontrar mais e mais referências. Basta um olhar mais atento para reparar na mescla de religiões e filosofias orientais.

Quer um exemplo? Todos os livros começam com um parágrafo muito parecido, que sempre termina assim: “O vento não era o início. O girar da Roda do Tempo não tem inícios nem fins. Mas era um início.”

Soa até meio absurdo para a gente, porque no Ocidente estamos acostumados com a progressão linear do tempo, com eventos que se encaixam em passado, presente e futuro. Mas Jordan se inspirou no conceito de tempo cíclico dos hindus. Como é uma noção de um tempo que se desloca em círculos, infinitamente, o presente, assim como o futuro, já aconteceu em algum momento do passado. A serpente que morde a própria cauda, a principal imagem da série, é símbolo da eternidade.

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Como o tempo da série funciona diferente, não dá para a gente dizer que é uma fantasia medieval. Primeiro porque, apesar de ter reis, rainhas e castelos, logo percebemos que o clima é um pouco diferente (e o próprio Jordan já falou que desejava criar um mundo similar ao nosso, mas em que a pólvora nunca tivesse sido inventada), inclusive com menções ao “antigo costume de lutas com espadas”, que dão a entender que o tempo dos grandes cavaleiros já passou. Ao longo dos livros dá para notar uma série de referências, como o esqueleto ancestral de um animal mitológico de pescoço longo (uma girafa) e até as ruínas de um silo com um símbolo muito similar ao que usamos para indicar radiação (ou seria uma usina?). A ideia é que a nossa era já passou, mas que, um dia, ela vai voltar.

Se pararmos para pensar, essa noção de tempo cíclico é um pouco contrária à finitude de um evento apocalíptico, como nas histórias que já conhecemos. Será que é uma dica de que a luta do bem contra o mal nunca vai acabar? (A gente também não sabe, viu? Também estamos lendo a série!)

Tem tanto detalhe bacana que não caberia num texto só

Não é por acaso que a série faz tanto sucesso e é considerada um marco da fantasia. Lembra o conceito de opostos se complementando, que mencionamos lá atrás? Aquela história de que a força que move a Roda do Tempo vem da Fonte Verdadeira, que tem duas metades? Então, Saidin e Saidar formam o Poder Único, duas forças opostas que se complementam para formar uma única força que move o mundo. Dá uma olhada no símbolo. Lembra alguma coisa?

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Se você gosta de caçar referências, essa série é para você. E se não gosta, também é. Nós duas adoramos tentar descobrir de onde cada autor tira suas ideias e sempre passamos muito tempo teorizando sobre as histórias, mas nada disso é tão bom quanto enfiar a cara no livro e mergulhar na leitura. Já temos 5 volumes publicados em português, venha se juntar à gente nesse universo!

 

*Flora Pinheiro e Rayssa Galvão

Flora e Rayssa são melhores amigas desde o terceiro volume de Harry Potter. Elas se conheceram trocando teorias, e até hoje se divertem conversando e teorizando sobre suas séries favoritas. Elas nunca deixaram de amar os livros de fantasia.

teste14 coisas que você precisa saber antes de começar a ler A Roda do Tempo

Por Flora Pinheiro e Rayssa Galvão*

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Os livros de Robert Jordan compõem uma das maiores séries de fantasia de todos os tempos, literalmente: são 14 volumes que narram uma jornada cheia de reviravoltas, em que heróis e anti-heróis enfrentam um grande desafio — parar de brigar entre si e se unir para salvar o mundo. Aqui estão 14 coisas que você precisa saber antes de começar a leitura:

 

1) George Martin é fã

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Martin fez várias homenagens a Jordan em seus livros. A mais conhecida é a Casa Jordayne, cujo brasão é uma pena de escrever em um fundo verde. O nome de seu lorde é Trebor, ou seja, “Robert” ao contrário.

 

2) Está entre as dez séries de fantasia mais populares de todos os tempos

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A Roda do Tempo vendeu mais de 80 milhões de exemplares ao redor do mundo. Apesar de ser considerado “o Tolkien americano”, Jordan criou seu próprio universo, sem reaproveitar elfos, anões e dragões, além de não se limitar a influências da mitologia europeia. Se tiver receio de encarar uma série tão longa, lembre-se: não é à toa que Jordan é referência em literatura fantástica.

 

3) Foge do eurocentrismo

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É verdade que a série tem muitos elementos que lembram a Idade Média europeia, inclusive cavaleiros, inquisição religiosa e outras analogias, mas dá para notar a influência de muitas outras culturas e religiões. Diversas palavras e nomes foram tirados da cultura árabe e da religião hebraica — como um dos nomes do vilão principal, Shai’tan —, e o próprio conceito de tempo cíclico, a tal roda do tempo, vem do hinduísmo.

4) Não é só descrição de paisagem

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Nós amamos fantasia, mas quem nunca suspirou de exaustão diante de um longo parágrafo descrevendo toda a flora de um continente imaginário que atire a primeira pedra. Para nossa sorte, Jordan traz personagens interessantes que quebram a monotonia das descrições. Um queridinho dos fãs é Mat, que prefere se manter longe dos conflitos. Durante um discurso dramático, com um de seus amigos tentando mergulhar de cabeça em uma situação perigosa, Mat aparece ao fundo com dois cavalos, gesticulando, desesperado, para que o amigo monte no animal e fuja com ele.

 

5) Lugar de mulher é… no livro de fantasia

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Jordan não limita as personagens femininas a papéis secundários e donzelas indefesas. Apesar de o primeiro livro ter sido lançado há 26 anos, não faltam mulheres fortes. Um dos reinos, por exemplo, é governado exclusivamente por rainhas, e há também uma sociedade de mulheres guerreiras.

 

6) Não é só mais uma fantasia medieval

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Sim, A Roda do Tempo tem aspectos parecidos com a série de TV Game of Thrones e a trilogia O Senhor dos Anéis. Mas também possui inúmeras diferenças marcantes. Uma delas é que o universo não corresponde à Idade Média. Segundo Jordan, é como se a história se passasse no fim do século XVII, mas a pólvora jamais tivesse sido inventada.

 

7) É uma distopia

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Como a história se passa num mundo aparentemente medieval, é fácil pensar que se refere ao passado, mas os acontecimentos de A Roda do Tempo na verdade se passam no futuro! O tempo da roda se divide em 7 Eras, que passam em ciclos. Nossa Era já passou, e tudo o que resta dela são resquícios e ruínas. Ao longo dos livros, é possível encontrar várias dicas de “objetos mitológicos”, de lâmpadas a usinas nucleares. Dá até para brincar de caçar referências!

 

8) É muito mais que uma história

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Como todo bom gênio da fantasia, Jordan criou mais do que uma história: ele construiu um mundo. As complexidades são tantas e seu universo é tão bem-feito que existe até um sistema de RPG baseado na série. Os povos são muito diversos, e você vai se divertir aprendendo as particularidades de cada um ao longo dos livros.

 

9) Apesar da fantasia, nem tudo tem solução mágica

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Jordan não quis criar saídas fáceis, e representou muito bem temas realistas e polêmicos, como a loucura, a escravidão e o preconceito. A falta de comunicação e a demora em enviar mensagens nesse mundo praticamente medieval afetam a política, as guerras e o humor das pessoas ao redor.

 

10) A magia não funciona da forma que estamos acostumados

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Uma das coisas mais legais da série é o uso do Poder Único: a força que alimenta a magia nos livros. Existem diferenças no uso para homens e mulheres (e o uso por homens é considerado tabu). Além disso, o mecanismo é mais complexo que simplesmente decorar feitiços: as Aes Sedai aprendem a “tecer” fios de elementos do Poder Único de forma a criar uma trama que traga os resultados desejados.

 

11) As intrigas políticas vão ganhando destaque

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Com o passar dos livros, o universo da obra se amplia e as maquinações aumentam. O Jogo das Casas, porém, nem sempre tem um final sangrento. Enquanto a política do mundo real nos faz chorar, a do universo de Jordan muitas vezes é motivo de riso, com críticas veladas muito bem-humoradas.

 

12) Você vai passar a entender um monte de referências espalhadas por aí

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A série é tão querida pelos amantes de fantasia que George Martin não é o único a incluir referências em sua obra. Isso acontece em vários jogos, como o primeiro da série Dragon Ages, e a Blizzard já incluiu referências em World of Warcraft e Diablo. Além disso, algumas bandas já fizeram músicas em homenagem à série. A mais famosa é do Blind Guardian:

13) Nem todos os livros foram escritos por Robert Jordan

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Após a morte de Jordan, Brandon Sanderson assumiu a série. Com a ajuda da viúva de Jordan, Harriet Ridgney, que trabalhava como editora do marido, Sanderson escreveu três livros a partir das anotações do autor. Sanderson já era fã convicto da série e afirma que cresceu lendo e relendo os livros lançados até então. Ele é mais conhecido pela série Mistborn, mas não decepcionou os fãs de A Roda do Tempo.

 

14) Vai ter série!

Harriet Ridgney, viúva de Jordan, anunciou este ano que os direitos de adaptação de A Roda do Tempo foram vendidos e a obra será transformada em uma série de TV. Para quem acha que “o livro é melhor porque tem mais detalhes”, a hora de começar a ler é agora. Afinal, A Roda do Tempo gira, e as Eras vêm e vão, mas a internet continua cheia de spoilers.

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Flora e Rayssa se conheceram através do amor mútuo por livros de fantasia. Para editar a série A Roda do Tempo, as duas abriram mão do contato com amigos e família. Elas trocam GIFs quando sentem falta de conviver em sociedade.