testeOs bastidores da vida e do processo criativo de Elena Ferrante

Com cartas, entrevistas e trechos inéditos, Frantumaglia oferece visão única de Elena Ferrante.

Com narrativas poderosas, a misteriosa escritora italiana Elena Ferrante é uma das principais vozes femininas da atualidade. Os volumes da Série Napolitana e as obras A filha perdida, Um amor incômodo Uma noite na praia conquistaram leitores em todo o mundo e já somam mais de 5 milhões de exemplares vendidos. Ao longo das últimas duas décadas, o “mistério Ferrante” habita a imprensa e a mente dos leitores, mas, afinal, quem é essa escritora?

Nas páginas de Frantumaglia, a própria Elena Ferrante explica sua escolha de permanecer afastada da mídia, permitindo que seus livros tenham vidas autônomas. Defende que é preciso se proteger não só da lógica do mercado, mas também da espetacularização do autor em prol da literatura, e assim partilha pensamentos e preocupações à medida que suas obras são adaptadas para o cinema e para a TV.  

Diante das alegrias e dificuldades da escrita, conta a origem e a importância — para seu processo criativo  — da frantumaglia, termo do dialeto napolitano que sempre ouvira da mãe e, dentre os muitos sentidos, seria uma instável paisagem mental, destroços infinitos que se revelam como a verdadeira e única interioridade do eu; partilha ainda a angústia de criar uma história e descobrir que não é boa o suficiente, e destaca a importância do universo pessoal para sua escrita. Nas trocas de correspondência, nos bilhetes e nas entrevistas, a autora contempla a relação com a psicanálise, as cidades onde morou, a maternidade, o feminismo e a infância, aspectos fundamentais à produção de suas obras.

Frantumaglia chega às livrarias a partir de 20 de setembro e é um autorretrato vibrante e íntimo de uma escritora que incorpora a paixão pela literatura. Em páginas reveladoras, traça, de maneira inédita, os vívidos caminhos percorridos por Elena Ferrante na construção de sua força narrativa.

teste11 livros para todo tipo de mãe

Seja empreendedora, romântica ou independente, sugerimos livros para um dia das mães especial! Confira nossa seleção de títulos para 2017!

Mães românticas: Livros de Jojo Moyes

Depois da visita da autora ao Brasil no começo de maio, é impossível não indicar para as mães de todos os tipos os livros de Jojo Moyes. Seja o sucesso Como eu era antes de você e sua sequência Depois de você, ou a coletânea de contos Paris para um, alguma das obras da britânica vai encantar sua mãe.

>> Saiba mais sobre os livros de Jojo Moyes!

 

 

Mães que gostam de listas: Uma pergunta por dia para mães

Toda mãe gosta de acompanhar as transformações pelas quais passa o filho ou a filha ao longo dos anos. Mas e quanto aos momentos simples, que passam despercebidos, sem espaço no álbum? Em Uma pergunta por dia para mães, as pequenas situações do cotidiano são registradas todos os dias ao longo de cinco anos, criando um livro de memórias único.

>> Conheça também Uma pergunta por dia

 

Mães que gostam de ciência: Livros de Stephen Hawking

Para as mães que não gostam de romance e drama, que tal ler sobre os mistérios do universo? O físico Stephen Hawking mostra o lado mais legal da ciência em O universo numa casca de noz, no recente Buracos negros ou no best-seller Uma breve história do tempo.

>> Leia um trecho de Buracos negros

 

Mães que curtem aventuras: série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares

Viagens no tempo, mulheres que se transformam em aves, crianças com dons inusitados e monstros à espreita. Bem-vindo ao lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, um fascinante mundo novo pronto para ser descoberto.

>> Saiba mais sobre a série!

 

Mães que… ( ͡° ͜ʖ ͡°): Grey

Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir.

>>Leia um trecho de Grey

 

Mães que gostam de segundas chances: Antes que eu vá

Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no colégio que frequenta. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, acaba sendo seu último dia de vida – mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. Ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha vai tentar desvendar o mistério que envolve a própria morte – e, finalmente, descobrir o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.

>> Conheça a edição especial de Antes que eu vá

 

Mães que gostam de história: O Papa e Mussolini

Desafiando a narrativa histórica convencional que retrata a Igreja Católica como forte opositora do regime fascista, o livro traz uma visão cruelmente verdadeira sobre um capítulo obscuro da história mundial, fartamente documentada, narrada com extrema perícia e reconhecida, em 2015, com o Prêmio Pulitzer de biografia.

>> Leia um trecho do livro

 

Mães que gostam de suspense: Pequenas grandes mentiras

Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Best-seller do The New York Times, o livro foi adaptado para a TV pela HBO.

>> Saiba mais sobre Big Little Lies!

 

Mães empreendedoras: Sprint

Como inovar? Por onde começar? Como montar uma boa equipe? Que forma terá uma ideia quando for colocada em prática? Sprint serve para equipes de todos os tamanhos, de pequenas startups até os maiores conglomerados, e pode ser aplicado por qualquer um que tenha uma grande oportunidade, problema ou ideia e precise começar a trabalhar já.

>> Leia um trecho

 

Mães que gostam de thrillers: Quem era ela

É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas, pouco depois de se mudar, descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que antes parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.

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Mães independentes: livros de Elena Ferrante

Com narrativas poderosas, a misteriosa escritora italiana Elena Ferrante é uma das principais vozes femininas da atualidade. Em seus livros A filha perdida e Um amor incômodo, a autora explora questões sobre o que é ser mulher na sociedade do mundo moderno.              
>> Conheça os livros da autora

teste17 livros para um verão incrível

Confira nossa seleção de livros para um verão literário:

1. Aconteceu naquele verão,organizado por Stephanie Perkins — O livro reúne doze contos apaixonantes e surpreendentes de doze escritores amados pelos jovens, como Cassandra Clare e Veronica Roth. Com as mais diversas referências que agradam desde o leitor mais romântico aos fãs do seriado Black Mirror, o livro é ideal para quem adora histórias de amor de todos os tipos. [Leia+]

2. A química, de Stephenie Meyer — Uma ex-agente especial fugindo dos antigos empregadores precisa aceitar um novo trabalho para limpar seu nome e salvar a própria vida. A química, o primeiro lançamento inteiramente inédito de Stephenie Meyer em seis anos, é um thriller diferente de tudo o que ela já publicou. [Leia +][Leia um trecho]

3. Cinquenta tons mais escuros, de E L James — Com capa inspirada no filme, a edição especial do segundo livro da trilogia tem conteúdo extra: fotos e comentários da autora sobre os bastidores da aguardada sequência cinematográfica e ainda um trecho antecipado de Cinquenta tons mais escuros pelos olhos de Christian, próximo romance de E L James. [Leia +]

4. O martelo de Thorde Rick Riordan — No segundo livro da série Magnus Chase e os deuses de Asgard, o filho do deus Frey descobrirá que casamentos arranjados ainda não saíram de moda: para recuperar o martelo de Thor, que está nas mãos dos inimigos, Loki, o deus da trapaça, propõe uma aliança entre semideuses e gigantes. [Leia +] [Leia um trecho]

 5. Não se enrola, não, de Isabela Freitas — “Enrolar-se: pensar de um jeito e fazer exatamente o contrário.” Após Não se apega, não e a sequência, Não se iluda, não, Isabela Freitas mostra em seu terceiro livro os primeiros passos de seus personagens na vida adulta, com toda a independência e as responsabilidades que ela proporciona. [Leia +][Leia um trecho]

 6. O som do amor, de Jojo Moyes — um romance sobre obsessão, manipulação, segredos e paixões, O som do amor é um dos primeiros livros da autora do best-seller Como eu era antes de você. Por meio de personagens carismáticos e capazes de tudo para realizar seus objetivos, Moyes mantém seu estilo inconfundível em uma brilhante história sobre recomeços. [Leia +][Leia um trecho]

7. Gentil como a gente, de Fernanda Gentil — Com leveza e humor, Fernanda Gentil conta uma história de amores vivida por uma família singular e ao mesmo tempo igual à de todo mundo. Mocinha (ou Fernanda?) briga e, com a frequência de eclipses lunares, pede desculpas. Quando quer, sabe ser fofa. E mostra-se craque em entender as diferenças entre o feminino e o masculino, mata no peito, sai de impedimento, bota para escanteio e bate um bolão. Porque o que Fernanda mais quer é fazer e ser feliz. Sem firulas. Gentil. Como a gente. [Leia +]

8. Garoto21, de Matthew Quick  Finley utiliza o basquete para aliviar suas preocupações, enquanto Russ não quer mais se aproximar de uma bola. Depois de sofrer um grande trauma, ele fica em estado de negação e passa a se considerar um alienígena de passagem pela Terra. Com a missão de ajudar Russ a se recuperar, Finley tenta convencer o garoto a voltar a jogar, mesmo que isso signifique perder o próprio lugar na equipe. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick. [Leia +]

9. A filha perdida, de Elena Ferrante — Lançado originalmente em 2006 e ainda inédito no Brasil, o romance da autora que se consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de Leda, uma professora universitária de meia-idade que, aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, decide passar férias no litoral sul da Itália. [Leia +] [Leia um trecho]

10. Fãs do impossível, de Kate Scelsa — Mira, Sebby e Jeremy são três amigos em meio aos complexos conflitos da adolescência. Mesmo sentindo-se despedaçados, sem motivos para serem amados e tentando não sucumbir à solidão, eles lutam pela vida, cada um à sua maneira. Mira está começando em uma escola nova, depois de passar um tempo no hospital. Sebby é um garoto brincalhão que leva a vida com boas doses de mentira e bom humor, até que seu lado mais destrutivo vem à tona. Jeremy está retornando à antiga escola, depois de um tempo afastado por causa de um incidente traumático que arruinou seu ano letivo.

 11. História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang — Ícone da ficção científica contemporânea é publicado pela primeira vez no Brasil em coletânea que inclui o conto que inspirou o filme A Chegada. Com apenas quinze trabalhos publicados, entre contos e novelas curtas, a pequena produção de Chiang contrasta com a expressiva quantidade de premiações: os oito textos reunidos em História da sua vida e outros contos ganharam no total nove importantes prêmios, dentre eles Nebula, Hugo, Locus, Sturgeon, Sidewise e Seiun. [Leia +][Leia um trecho]

12. Pax, de Sara Pennypacker — Peter e sua raposa, Pax, são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde vai morar por um tempo, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. [Leia +]

13. Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis, de Jenny Lawson  Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais. Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é. Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

14. A agenda antiplanos, de Keri Smith — Com espaços sem data e distribuídos aleatoriamente para você fazer um resumo do mês que desejar, o novo projeto da autora de Destrua este diário funciona como um diário criativo, que vai ajudar o leitor a estruturar os pensamentos de uma forma nada limitada nem previsível. [Leia +]

15. O livro dos Baltimore, de Joël Dicker — O novo romance do autor de A verdade sobre o caso Harry Quebert revisita seu personagem mais emblemático: Marcus Goldman. Marcus teve uma juventude inesquecível em Baltimore, cidade em que passou seus melhores momentos ao lado da família até que um acontecimento mudou a vida de todos. Oito anos depois desse fatídico dia, Marcus ainda tenta montar o quebra-cabeça e desvendar o passado. [Leia +]

16. Como combater a fúria de um dragão, de Cressida Cowell — O emocionante desfecho da série Como treinar o seu dragão coloca frente a frente humanos e dragões. Quem vai vencer a Batalha Final? Repleto de ilustrações, ação, humor e mensagens inspiradoras, o combate agora caminha para o seu fim. [Leia +]

17. Destinos e Fúrias, de Lauren Groff — Aos 22 anos, Lotto e Mathilde são jovens, perdidamente apaixonados e destinados ao sucesso. Eles se conhecem nos últimos meses da faculdade e antes da formatura já estão casados. Seguem-se anos difíceis, mas românticos. Uma década depois, o caminho tornou-se mais sólido. Ele é um dramaturgo famoso e ela se dedica integralmente ao sucesso do marido. A vida dos dois é invejada como a verdadeira definição de parceria bem-sucedida. Porém, nem tudo é o que parece, e em um casamento essa máxima se faz ainda mais verdadeira. Se em “Destinos” somos seduzidos pela imagem do casal perfeito, em “Fúrias” a tempestuosa raiva de Mathilde se revela fervendo sob a superfície. Em uma reviravolta complexa e emocional, o que começou como uma ode a uma união extraordinária se torna muito mais. [Leia +]

 

testeDez livros que Rory, de Gilmore Girls, leria

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Nove anos depois do último episódio, a série Gilmore Girls estará de volta neste mês na Netflix. O anúncio gerou uma grande comoção dos fãs, que já estão contando os dias para matar as saudades de Lorelai e Rory.  A atração narra a vida de mãe e filha que moram em uma pequena cidade americana e vivem conflitos existenciais, sociais e amorosos.

Na história, a personagem Rory é uma leitora voraz e sonha em ser jornalista. Ao longo das temporadas, ela leu mais de 300 obras! Por isso criamos uma lista — com títulos publicados nos últimos anos — que ela poderia gostar de ter na estante:

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A filha perdidaNão temos dúvida de que Rory faria parte do grupo de leitores que se emocionam com as histórias de Elena Ferrante.

Em A filha perdida, livro inédito no Brasil, Leda é uma professora universitária de quarenta e poucos anos que decide tirar férias no sul da Itália após as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai. Com elementos simples e uma trama bem construída, a obra acompanha os sentimentos conflitantes dessa personagem que reflete a maternidade, os desejos e as vontades das mulheres.

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A garota com tribal nas costasQuem conhece bem a Rory sabe que ela com certeza seria fã de Amy Schumer. As duas têm um humor ácido e dão voz às questões universais da vida das mulheres.  Nesse livro, a atriz, comediante e roteirista expõe suas histórias sobre adolescência, família, sexo e relacionamentos de uma forma corajosa e divertida.

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Uma chance de lutarRory sempre sonhou em ser jornalista e teve a chance de cobrir a corrida presidencial americana de 2008. Esse livro seria importante para ajudar a conhecer mais Elizabeth Warren, um dos nomes mais relevantes da política dos Estados Unidos.

Warren é filha de um zelador e uma telefonista, venceu as dificuldades da família e o lugar-comum da época de que o principal objetivo de toda mulher era conseguir um bom casamento. Ela tornou-se professora em Harvard, atuou como consultora do Congresso americano e assistente do presidente Barack Obama.

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Destinos e fúriasNa série, Rory teve a oportunidade de trabalhar com a equipe de Barack Obama. Com certeza, essa experiência aguçaria a curiosidade dela sobre o que está na lista de leitura do presidente americano. Além disso, a obra de Lauren Groff foi eleita a melhor de 2015 por Obama. Tem alguma chance de esse livro passar despercebido pela jovem?

Destinos e fúrias mostra os dois lados de um casamento. O livro é dividido em duas partes: em Destinos, temos a visão da história sob ótica de Lotto e em Fúrias, o olhar de Mathilde.

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Nimona — Esse livro tem muitas razões para conquistar Rory: a personagem principal é feminista, a autora já ganhou indicações e prêmios dentro e fora do mundo dos quadrinhos. Nimona é  uma graphic novel sobre uma jovem anti-heroína que tem o poder de mudar de forma quando quer.

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Garota exemplarComo leitora voraz, seria impossível ignorar a narrativa viciante de Gillian Flynn. Garota exemplar é o tipo de livro que poderia ser devorado em poucos dias por Rory, já que é um thriller perturbador sobre um casamento em crise.

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Simon vs. a agenda Homo SapiensO romance de Becky Albertalli faria Rory suspirar e recordar dos primeiros amores! O livro conta a história de Simon, um adolescente de dezesseis anos que é gay, mas ninguém sabe. Ele só não contava que Martin, o bobão da escola, iria chantageá-lo ao descobrir sua troca de e-mails com Blue, pseudônimo de um garoto misterioso que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.

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Vale-tudo da notícia: O escândalo de grampos, suborno e tráfico de influência que abalou um dos maiores conglomerados de mídia do mundo — Como estudar jornalismo sempre foi um grande sonho, Rory deveria incluir a obra em sua lista de leitura! No livro, o repórter Nick Davies investiga o escândalo e revela os bastidores do tabloide britânico News of the World.

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Max Perkins, um editor de gêniosO livro sobre Max Perkins estaria na estante de Rory por contar a história de um dos nomes que revolucionou a literatura norte-americana e que apostou em talentos como F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e Thomas Wolfe, ídolos literários da jovem.

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Toda luz que não podemos verO livro de Anthony Doerr foi vencedor do prêmio Pulitzer de ficção de 2015. Só esse título já seria suficiente para conquistar a personagem de Gilmore Girls. O elogiado romance histórico é ambientado na Alemanha e na França antes e durante a Segunda Guerra Mundial. A obra entrelaça as histórias de uma garota cega francesa, um garoto órfão alemão e um oficial nazista em busca de uma joia extremamente valiosa.

testeCinco livros sobre maternidade

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Uma das características mais importantes da literatura é ampliar as perspectivas e desconstruir alguns mitos. A maternidade, por exemplo, é um assunto que gera bastante discussão. Os rituais maternos, o estereótipo da mãe ideal, o comportamento que a mulher deve ter, o que se deve fazer com os filhos, como lidar com os seus desejos e a culpa são algumas questões da vida real que também são abordadas em obras de ficção.

Confira a lista com cinco livros que apresentam diferentes aspectos da maternidade:

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A filha perdida, de Elena Ferrante — Leda é uma professora universitária de 40 e poucos anos que decide tirar férias no sul da Itália após as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai. Com elementos simples e uma trama bem construída, a obra acompanha os sentimentos conflitantes dessa personagem que reflete sobre o papel de ser mãe, os desejos e as vontades das mulheres.

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Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver — De forma perturbadora, a autora levanta a polêmica sobre a maternidade romantizada e constrói uma personagem muito forte e humana. Na obra, uma mãe escreve cartas ao pai do seu filho Kevin, na tentativa de compreender o motivo do assassinato em massa cometido pelo adolescente na escola. Ela rememora cada minúcia da vida conjugal e faz um antielogio à maternidade ao explicitar os instintos sombrios, diariamente menosprezados, por trás dos sagrados laços de família.

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Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty — A obra conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida perfeita em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional, Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma mãe solteira recém-chegada na cidade. Os filhos das três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia que as envolve. Violência doméstica, estupro, bullying e a pressão que as mães sofrem são alguns dos temas abordados na história.

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Primatas da Park Avenue, de Wednesday Martin — O livro causou uma grande polêmica quando foi publicado nos Estados Unidos.  Wednesday analisa a região do Upper East Side, área mais rica de Nova York, e aponta o comportamento das moradoras que sofrem com depressão, vícios e ansiedade por serem as principais responsáveis pela criação dos filhos e terem que se adequar aos padrões rígidos de beleza e status social. Com um relato forte e repleto de curiosidades, a autora traz à tona questões que assolam o universo feminino, como a insegurança e o medo de não ser uma boa mãe.

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Um mais um, de Jojo Moyes — Nessa obra publicada em 2015, a autora de Como eu era antes de você traz uma personagem que representa as mães solteiras, que cuidam dos filhos sozinhas e fazem qualquer coisa para ajudá-los.

Jess se casou muito nova depois de engravidar.  Quando o marido sai de casa para tratar a depressão na casa da mãe, ela precisa acumular dois trabalhos para sustentar a família composta por Tanzie, a filha que é um prodígio da matemática, Nicky, o enteado emo, e um gigantesco cachorro babão. Para garantir a educação e o futuro de Tanzie, Jess vai ter de recorrer a um geek milionário e fazer uma road trip cheia de surpresas.

testeO mistério sobre a identidade de Elena Ferrante

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As obras devem falar por si só ou precisamos conhecer os autores para gostar de um título? Com um mistério em torno de sua verdadeira identidade, a escritora italiana (ou escritor, ou escritores) que utiliza o pseudônimo de Elena Ferrante se tornou um dos maiores fenômenos literários do momento.  Desde o início da carreira, nos anos 1990, já são mais de um milhão de exemplares vendidos no mundo todo e livros traduzidos em cerca de 30 países.

Para preservar seu anonimato, Elena Ferrante concedeu poucas entrevistas ao longo dos anos, sempre por e-mail, e nunca posou para fotos. Quando lançou seu primeiro livro, afirmou: “Já fiz o suficiente por essa história, eu a escrevi.” Desde então, as dúvidas sobre sua identidade já deram margem a vários questionamentos: Será que é um homem? Será que as histórias são autobiográficas? Com tanta especulação, o enigma sobre Ferrante levou o jornalista Claudio Gatti a investigar e publicar, no The New York Review of Books, um polêmico artigo em que afirma ter descoberto a verdadeira identidade de Ferrante.

A matéria, publicada há poucos dias, teve grande alcance e gerou controvérsia. O jornalista teria o direito de revelar a identidade de Ferrante? Veículos como The Guardian, The New York Times, Folha de S.Paulo e O Globo repercutiram a notícia que virou um dos assuntos mais comentados da semana. Autores como Jojo Moyes declararam que a atitude de Gatti foi invasiva.

Surprised at how angry I feel about @NYBooks‘ unmasking of Elena Ferrante. Esp its ‘justification’ that her success made it ‘inevitable’.
— Jojo Moyes (@jojomoyes) 2 de outubro de 2016

 

Em 2014, Elena Ferrante explicou por que escolheu o anonimato em entrevista ao The New York Times. “O que conta para mim é o direito de preservar o espaço criativo.” Em outra rara conversa, dessa vez com o jornal O Globo, ela afirmou que prefere se expressar apenas com a escrita, mantendo-se distante da mídia e dos holofotes criados em torno da figura do autor.

untitledEm suas obras, Ferrante explora dramas familiares e aborda temas como maternidade e casamento de uma forma sincera e sensível. Suas personagens italianas conquistaram anônimos e famosos do mundo todo, que vão de Hillary Clinton, candidata à presidência dos Estados Unidos, à atriz Gwyneth Paltrow e à escritora vencedora do Prêmio Nobel Alice Munro. A escolha de Ferrante reacendeu o debate sobre a necessidade de os leitores saberem quem são os autores para gostarem das obras — justamente num tempo em que artistas em geral se mostram e interagem cada vez mais com seu público a fim de expor suas obras, Ferrante conseguiu, apesar da sua invisibilidade (ou com a ajuda dela), levar sua arte tão longe a ponto de sua identidade real se tornar alvo de investigação e repercussão mundial.

Em outubro, a Intrínseca publica A filha perdida, romance inédito no Brasil, cuja personagem principal, Leda, é uma professora universitária de 40 e poucos anos que decide tirar férias no sul da Itália após as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai. A obra acompanha os sentimentos conflitantes dessa personagem que reflete sobre o papel de ser mãe, os desejos e as vontades das mulheres. Nesse mesmo mês, Uma noite na praia, livro de estreia de Ferrante na literatura infantil, também chega às livrarias brasileiras.

>>Leia um trecho de A filha perdida 
>> Leia também a sinopse de  Uma noite na praia

testeLiteratura sem vaidade

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(Fonte: Slate.com)

Nesta semana, a notícia que mais repercutiu no meio cultural foi a revelação do rosto por trás da escritora italiana Elena Ferrante, um dos mais famosos pseudônimos da literatura atual. Ao que tudo indica, Elena Ferrante seria, na verdade, Anita Raja, 63 anos, tradutora responsável pela publicação, entre outros, de autores como Franz Kafka em italiano.

O jornalista italiano Claudio Gatti foi fundo para tentar revelar quem é Elena Ferrante. Ele cruzou os dados de vendas dos livros da autora com o aumento nos repasses feitos pela editora a Anita. Descobriu que, dado o sucesso global de todos os livros de Elena, os depósitos bancários cresciam na mesma proporção dos ganhos da editora.

Seja ou não Anita a verdadeira Elena, tudo o que tenho a dizer é: não importa. O que me é claro é que a pessoa por trás desses livros optou por um caminho raro no mundo das artes, onde todo mundo parece estar em busca de reconhecimento. Elena Ferrante, com todo o sucesso que atingiu, abriu mão da fogueira das vaidades.

Ao concentrar-se na mais importante fase da literatura — a criação em si —, deixando a promoção e o lançamento por conta de seus editores, Elena conseguiu formar uma legião de fãs e também conceber suas histórias em uma velocidade muito maior. Ampliou sua base de leitores da melhor forma possível: encantando-os.

Neste momento, dois livros de Elena Ferrante fazem parte da minha lista de leituras: A amiga genial, primeiro capítulo de uma tetralogia, e Dias de abandono. Em ambos, encontrei personagens femininas fortes, uma prosa direta e um estilo discreto que, sem firulas, joga o leitor em histórias absorventes e bem observadas.

A Intrínseca está publicando um título novo de Elena — A filha perdida — que, certamente, entrará na minha lista de futuras leituras. A fluidez da narrativa de Elena certamente deverá ser, a partir de agora, uma fonte de inspiração para meus próximos livros.