testeMande sua pergunta para Neil Gaiman [ENCERRADO]

 

Anote na sua agenda: Neil Gaiman terá um encontro exclusivo com os leitores brasileiros na quinta-feira, 26 de novembro, às 18h!

A FSB, com apoio da Editora Intrínseca, traz Neil Gaiman para um bate-papo exclusivo sobre storytelling em tempos de mudança. E nessa conversa, o autor de Deuses americanos, Mitologia nórdica e Coraline vai responder as perguntas de alguns dos nossos leitores!

Para participar, mande sua pergunta no formulário abaixo até quinta-feira, 19 de novembro.

testeCinco vezes que o papa foi pop

(AP/Alessandra Tarantino)

O Papa Francisco tem revolucionado de muitas formas o Vaticano e os rumos da Igreja Católica desde que foi eleito em 2013. Nascido Jorge Mario Bergoglio, o papa argentino frequentemente estampa manchetes dos jornais ao se posicionar contra a injustiça e o preconceito em suas missas e mensagens.

Fizemos então uma lista de cinco vezes em que o Papa foi muito pop e suas declarações ganharam o mundo:

 

Quando nomeou mulheres para cargos no Vaticano

O Papa Francisco surpreendeu o mundo quando, em agosto de 2020, nomeou seis mulheres para supervisionar as finanças do Vaticano. Até aquele momento, o Conselho Econômico era composto apenas por homens.

Além das representantes que passaram a ocupar os cargos de vice-ministra de Relações Internacionais, diretora dos Museus do Vaticano e vice-diretora de Imprensa, Francisco ainda indicou quatro mulheres como conselheiras do Sínodo dos Bispos, assembleia que prepara as reuniões mais importantes da Igreja Católica.

Essas nomeações representam o passo mais significativo do Papa para cumprir a promessa de colocar as mulheres em cargos de chefia no país.

 

Quando pediu a legalização da união civil entre pessoas do mesmo gênero

Em uma de suas declarações mais recentes, Papa Francisco defendeu a aprovação de leis para a união civil homoafetiva dizendo que “as pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família”.

“Elas são filhas de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deverá ser descartado ou ser infeliz por isso”, diz ele no documentário Francesco. “O que precisamos criar é uma lei de união civil. Dessa forma, elas são legalmente contempladas. Eu defendi isso.”

A fala é uma declaração histórica e uma clara mudança de perspectiva de seus antecessores e até mesmo de suas antigas declarações.

 

“Até que o divórcio os separe…”

Mas Francisco sabe que não é só o amor que sustenta um casamento. O pontífice já declarou que o divórcio pode ser “moralmente necessário” quando acontece para proteger o cônjuge ou crianças pequenas.

“Às vezes, a separação pode até ser moralmente necessária quando queremos proteger o cônjuge mais fraco ou os filhos mais novos das feridas causadas pela prepotência, pela violência, pela humilhação, pela estranheza e pela indiferença.”

Em sua declaração, o Papa afirmou ter consciência de que a situação contradiz o sacramento cristão, mas apelou para que os católicos divorciados também sejam acolhidos pela instituição: “A Igreja não tem as portas fechadas para ninguém.”

 

“Fofoca é uma peste pior que a COVID”

Grande entusiasta da internet, Francisco já se posicionou algumas vezes contra a fofoca e o ódio nas redes sociais. Em uma de suas mensagens em setembro deste ano, o Papa voltou a pedir aos fiéis que se esforcem para não fofocar e comparou o pecado à Covid-19.

“O diabo é a grande fofoca. Ele sempre está dizendo coisas ruins dos outros porque ele é o mentiroso que quer dividir a Igreja. (…) Se algo dá errado, ofereça seu silêncio e suas orações ao irmão ou à irmã que cometeu um erro”, disse o pontífice.

 

O papa é rock!

Em 2015, o Papa anunciou o lançamento do seu primeiro disco de rock: Wake Up!

Com aval do Vaticano, o álbum conta com arranjos dos músicos Don Giulio Neroni, sacerdote que já fez produções musicais com os papas Bento XVI e João Paulo II, e Tony Pagliuca, ex-integrante da banda de rock progressivo Le Orme.

Wake Up! tem 11 faixas que falam de temas como paz, dignidade e ajuda aos mais necessitados, incluindo trechos de discursos do Papa em inglês, português, italiano e espanhol. Se você ficou curioso, pode conferir o álbum completo na Apple Music, iTunes, Spotify e Deezer.

Em Vamos sonhar juntos, Francisco compartilha suas reflexões sobre a pandemia e nos apresenta um projeto inspirador para construirmos um mundo melhor para toda a humanidade, colocando os pobres, as comunidades marginalizadas e o planeta em primeiro lugar.

testeOprah Winfrey e Brad Pitt vão produzir filme de “A dança da água”

Em parceria com os estúdios MGM, Oprah Winfrey e Brad Pitt produzirão juntos a adaptação cinematográfica de A dança da água, romance de estreia do premiado jornalista norte-americano Ta-Nehisi Coates.

A ficção histórica com toques e fantasia acompanha a jornada do jovem Hiram, um escravizado dotado de memória fotográfica que vive em uma das várias fazendas de tabaco da Virgínia do século XIX. Hiram se lembra de tudo que já lhe aconteceu e de todos que conheceu, exceto da mãe, que foi vendida para longe quando ele ainda era criança.

Após um terrível acidente ao qual ele misteriosamente sobrevive, Hiram sente que precisa escapar com urgência do lugar que foi seu lar e prisão desde o dia em que nasceu — e também vê brotar um poder misterioso até então oculto dentro de si, um capaz de libertar seu povo. Fruto de dez anos de pesquisa, A dança da água é um olhar sobre o período da escravidão nas Américas que explora ancestralidade, memória e o desmembramento de famílias.

“O romance de estreia de Ta-Nehisi tem em seu cerne um belo personagem, Hiram Walker, cuja odisseia pessoal tece o sobrenatural e o espiritual com a terrível realidade das separações forçadas sofridas pelos escravizados e suas famílias durante séculos.” — Michael de Luca, presidente do grupo MGM Estúdios.

A produtora Plan B, de Brad Pitt, esteve envolvida em filmes vencedores do Oscar, como 12 Anos de Escravidão (2014) e Moonlight (2017), além de ter colaborado com a Harpo Films, de Oprah Winfrey, no longa Selma (2015).

Enviado em primeira mão no intrínsecos, A dança da água se junta ao hall de livros do clube de assinatura da Intrínseca que ganharam ou ganharão grandes adaptações, como Território Lovecraft, Pátria e Um lugar bem longe daqui.

Kit intrínsecos enviado em julho de 2020

Se você está lendo ou quer entrar no clima da obra, confira a playlist inspirada no livro comentada por Gabriel Trigueiro

E quem já leu e se encantou pela história pode conferir o episódio #5 do podcast Sem Shrink, que mergulha nos temas de A dança da água com o convidado Tiago Rogero, apresentador de Vidas negras.   

testeLivro de Nath Finanças, “Orçamento sem falhas”, chega às lojas em janeiro

Quer começar 2021 sendo o orgulho da Nath Finanças?

Por muito tempo, falar de dinheiro era quase um tabu, principalmente para pessoas de baixa renda. Não fomos ensinados a lidar com ele e escutamos desde crianças os adultos falando sobre problemas para pagar as contas do mês, boletos e dívidas. Mas as coisas não precisam ser assim.

Partindo desse princípio, Nathália Rodrigues começou o seu canal no YouTube com conteúdos claros e acessíveis, que buscam ajudar as pessoas a se organizarem financeiramente, pagarem suas dívidas, aprenderem a economizar, investir e terem uma relação mais saudável com o dinheiro.

Orçamento sem falhas chega com dicas valiosas sobre as principais questões financeiras e para que nossos sonhos — sejam eles a casa própria, o carro, o intercâmbio, ou mesmo quitar uma dívida — estejam a um passo de se tornarem realidade. Além disso, o livro também conta com ilustrações de Ric Sales, que complementam a leitura de maneira divertida através de charges que mostram nossa relação com o dinheiro no dia a dia. Livro ideal para quem não quer mais falhar com a Nath Finanças! <3

Aproveite a pré-venda e garanta o seu exemplar com um planner financeiro e cartela de adesivos exclusiva!

testeSorteio Twitter – Coração quentinho [ENCERRADO]

Tem horas que o que a gente mais precisa são de histórias leves e adoráveis, daquelas que deixam o coração quentinho, né? Por isso, vamos sortear 3 vencedores que poderão escolher um (1) livro para se apaixonar perdidamente! 

Para participar do sorteio, você precisa seguir o nosso perfil (@intrinseca), compartilhar essa imagem no FEED do seu Twitter PUBLICAMENTE e preencher o formulário abaixo!

 

ATENÇÃO:

– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada.

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– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias no Twitter, você não poderá participar deste sorteio.

– O resultado será anunciado no dia 16 de novembro, segunda-feira, em nosso perfil no Twitter. Boa sorte!

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testeComo o racismo é historicamente mobilizado no discurso político norte-americano?

Durante a campanha presidencial de 2016, Donald Trump chamou os mexicanos de “traficantes e estupradores”. Naquele momento, o candidato republicano e atual presidente acenava para a ala racista do eleitorado, valendo-se de estereótipos presentes sobretudo entre o proletariado branco com grau de educação formal mais baixo, de setores profissionais mais precarizados e impactados pela escalada da globalização e pelo processo de desindustrialização da economia ocorrido a partir da década de 1990.

O discurso racial de Trump tinha antecedentes históricos, no entanto. Jill Lepore recorda que Barry Goldwater, um republicano conservador de extrema direita do Arizona, votou contra a Lei dos Direitos Civis na década de 1960. Na época, seu argumento era estritamente constitucionalista, mas as implicações raciais de seu gesto eram bem evidentes.

Barry Goldwater advogava, por exemplo, em prol da retirada dos EUA da ONU, da abolição do imposto de renda progressivo e recomendava que o governo federal abandonasse a maioria de suas funções, fechando departamentos e diminuindo equipes a uma taxa de 10% ao ano.

Corta para 2016. As ideias que durante a década de 1960 soavam loucas e fora de lugar naquele momento mostravam-se completamente adaptadas ao cenário político e ao discurso norte-americano. Mesmo na campanha presidencial de 2020, disputada entre Joe Biden e Donald Trump, é possível discernir um recorte racial na discussão de muitos tópicos acerca das políticas públicas. As questões raciais têm atualmente uma relevância ainda maior do que tiveram em um período histórico igualmente polarizado, como a década de 1960. Na verdade, nada indica que essa situação de tensão racial venha a mudar a curto ou a médio prazo na política norte-americana.

Ler Estas verdades nos ajuda a compreender a profundidade dessas causas primárias e a partir disso, talvez, a pensar em estratégias discursivas e políticas alternativas mais igualitárias, do ponto de vista racial e até mesmo democrático.

testeA importância de um líder: como Churchill uniu seu país durante a Segunda Guerra Mundial

O esplêndido e o vil, novo livro de Erik Larson que retrata a saga de Churchill e sua família durante o período mais sombrio da guerra, chega em dezembro ao Brasil

Retrato por: Yousuf Karsh / Library and Archives Canadá

Assim que Winston Churchill assumiu como primeiro-ministro do Reino Unido, Hitler invadiu a Holanda e a Bélgica. A evacuação de Dunquerque ocorreria duas semanas depois, e pelos doze meses seguintes, Hitler travaria uma incessante campanha de bombardeios, matando 45 mil britânicos. Coube a Churchill manter o reino unido e convencer o presidente americano Franklin Roosevelt de que era um aliado valioso e que lutaria até o fim.

Os bastidores desses momentos históricos estão no novo livro de Erik Larson, autor e jornalista responsável por grandes sucessos como O demônio na Cidade Branca e No jardim das feras. Nessa nova obra, o escritor baseia-se em documentos originais de arquivos e relatórios de espionagem secretos ― alguns deles abertos apenas recentemente —, além de diários para oferecer uma nova perspectiva sobre o ano mais sombrio da capital inglesa através da experiência cotidiana de Churchill e daqueles próximos a ele.

Narrado em ritmo de ficção, O esplêndido e o vil relembra os leitores da importância e da necessidade da verdadeira liderança, aquela que com eloquência, coragem e perseverança é capaz de encarar os horrores impiedosos e unir uma nação.

A obra chega às livrarias no dia 11 de dezembro. Confira um trecho.

testeAs faces do conflito: conheça os personagens de Pátria – Parte 1

Por Elisa Menezes

Uma das razões do sucesso de Pátria — e isso vale para o livro e para a série — está no fato de que a obra retrata o impacto e as consequências do conflito basco e da atuação do ETA no dia a dia de pessoas comuns. É através dos olhos de donas de casa, comerciantes, estudantes e operários que enxergamos essa mancha impregnando todas as relações. Nada mais justo então do que dedicarmos um olhar atento a esses personagens e aos atores que lhes dão vida. Confira a primeira parte dessa radiografia:

 

1) Embora descreva pouquíssimas características físicas dos personagens, Fernando Aramburu dá aos leitores muitas pistas de seu temperamento — através de ações, falas e pensamentos — que ajudam a construir um rico perfil psicológico dos protagonistas. Sabemos, por exemplo, que a viúva Bittori tem, em 2011, entre 65 e 70 anos, é uma senhora magra e “não envelheceu bem”. Suas atitudes nos dizem, no entanto, que ela é determinada, muito digna, orgulhosa, dominadora e irônica. Sua ex-amiga Miren, por sua vez, está “bem conservada”, tem “sobrancelhas zangadas”, é controladora, pão-dura, teimosa, fria e impaciente. Para não manchar sua reputação de durona, esconde-se no banheiro quando quer chorar. Coloca os filhos acima de tudo.

2) Com essas informações, o artista plástico Renato Moriconi criou dois retratos em guache sobre papel para a edição de julho de 2019 da revista do clube do livro da editora Intrínseca, o intrínsecos, que na ocasião enviou o livro Pátria a seus assinantes, em primeira mão. O curioso é que a Bittori de Moriconi assemelha-se bastante à caracterização da atriz Elena Irureta, que interpreta a personagem na série de TV, como é possível ver na imagem a seguir.

 

3) Elena Irureta e Ane Gabarain, que encarna Miren, são, sem dúvida, as grandes estrelas da série. Elena, de 65 anos, tem uma longa carreira na televisão e no cinema. Sua atuação abarca todas as nuances da personagem: a maneira determinada de caminhar, a postura digna, o olhar decidido, a ironia e o sarcasmo, está tudo lá. Embora personifique com muita autenticidade a aspereza e a amargura de Miren, Ane Gabarain é conhecida, sobretudo, por sua faceta cômica em seriados de TV, peças e filmes. Na vida real, as atrizes são amigas e se conhecem há mais de 30 anos.

 

4) Um dos grandes acertos da série foi escalar um elenco majoritariamente basco, que vivenciou em alguma medida a realidade do conflito. “O diretor não precisava nos explicar o contexto. Eu tenho 70 anos e vivi isso, então minha preparação foi fazer o que eu já sabia fazer. Nós vivemos sabendo quando podíamos ou não dizer algo”, afirma José Ramón Soroiz, intérprete de Txato, o empresário, marido de Bittori, que é assassinado pelo ETA por não conseguir pagar o “imposto revolucionário”. Ane Gabarain endossa seu colega de elenco: “Todos nós conhecemos alguém que sofreu a violência do ETA, e em San Sebastián, onde moro, também tenho conhecidos a favor dos Entendemos perfeitamente a dor dessas duas mulheres.”

 

5) De fato, alguns atores vivenciaram muito de perto essa violência. José Ramón Soroiz revelou que se inspirou no cunhado, ex-governador da província de Guipúscoa, assassinado com dois tiros na nuca pelo ETA em 2000. “Juan Mari Jáuregui era meu cunhado e amigo. Uma das razões para eu aceitar o papel na série foi ele. Quando pensava em Txato, Juan Mari me vinha à cabeça”, contou o ator em entrevista ao jornal El Correo.

 

6) Além de estarem familiarizados com os dramas de seus personagens, vários atores da série já se conheciam e haviam trabalhados juntos. Elena, Ane e José Ramón atuaram em uma série de TV. Mikel Laskurain (que faz o papel de Joxian) e Ane já interpretaram marido e mulher em uma peça de teatro.

 

7) Arantxa, um dos personagens mais carismáticos de Pátria — por sinal, o preferido de Fernando Aramburu —, representou grandes desafios para sua intérprete, Loreto Mauleón, que teve de encarná-la em três momentos distintos: jovem, no início da trama; casada, alguns anos depois; e depois de sofrer um AVC que a deixou com graves sequelas — incapacidade de fala, paralisia facial, perda de movimento dos membros inferiores e necessidade de usar uma cadeira de rodas. “Foi mais fácil estar consciente de que não podia mexer o rosto por causa da prótese facial. Com o corpo era mais difícil”, lembra Loreto. Mesmo sem poder falar, é Arantxa quem promove o diálogo, a única pessoa que dá as boas-vindas a Bittori quando esta decide retornar ao povoado. Embora não possa se mover, a filha mais velha de Miren é quem mais movimenta a trama, buscando a reconciliação entre as duas famílias. “Tinha lido o livro um ano antes de me chamarem para os testes e me apaixonei por Arantxa, foi amor à primeira vista”, conta a atriz.

 

8) De certa forma, quase todos os personagens de Pátria passam a viver em algum tipo de prisão após a morte de Txato. Joxe Mari (interpretado por Jon Olivares) é preso pelos crimes que cometeu em nome do ETA. Arantxa, após o AVC, fica presa em seu corpo quase totalmente imóvel. Xabier, o filho mais velho de Bittori e Txato, interpretado por Iñigo Aranbarri, torna-se prisioneiro da própria tristeza.

9) Se Loreto precisou conter os movimentos, Iñigo teve de conter as emoções para dar vida a um personagem que nunca sorri. O ator disse que durante sua preparação baixou uma playlist intitulada “Depressive” para entrar no clima de Xabier. “Quando penso nas filmagens me lembro muito da dor. Sinto muita compaixão por Xabier, que não se permite ser feliz depois da morte do pai”, disse Iñigo.

 

10) Encontrar o ator ideal para o papel de Joxe Mari, o filho etarra de Miren, foi um desafio. “Precisávamos de alguém com um físico contundente e, ainda por cima, já tínhamos escalado Eneko (Sagardoy), que é um jovem alto, para viver o irmão mais novo, Gorka. Então tínhamos de encontrar um garoto mais alto e mais forte e que ainda tivesse esse nariz que Eneko tem, tão peculiar”, revela o criador e roteirista da série, Aitor Gabilondo. Depois de muitos castings infrutíferos no País Basco, Mikel Laskurain, que interpreta Joxian, sugeriu que os diretores falassem com um jovem ator de teatro que havia trabalhado com ele. “Ficamos atônitos com Jon Olivares porque vimos aquela corpulência. Eu disse que ele teria que malhar, porque precisava estar sarado, musculoso, para as cenas de tortura em que apareceria sem roupa. Era muito importante que o ator fosse atraente e um pouco ameaçador. Precisávamos de um físico poderoso. Jon é um garoto encantador, doce, nada agressivo”, afirma Gabilondo.

Confira o com os personagens

 

Não perca a segunda parte deste artigo especial com mais curiosidades de bastidores e histórias sobre personagens e atores de Pátria.