teste4 casos de desaparecimentos misteriosos

De acordo com o Anuário de Segurança Pública deste ano, quase 80 mil pessoas desapareceram no Brasil só em 2019. Mundialmente falando, as estatísticas são ainda mais assustadoras, aproximando-se da casa dos milhões. Apenas uma parcela de todos esses casos é solucionada quando as pessoas são, enfim, localizadas. A outra parte, contudo, permanece um mistério que pode durar muitos anos e, em alguns casos, para sempre.

Por serem tão intrigantes, alguns desaparecimentos ganham notoriedade e são fortemente divulgados pela mídia, como o caso da menina inglesa Madeline McCain. Mas existem outras histórias enigmáticas envolvendo pessoas que sumiram sem deixar vestígios, surpreendendo até o mais habilidoso dos detetives. Inspirados pelo livro As Outras Pessoas, de C. J. Tudor, fizemos uma lista com algumas delas. Confira:

1. Lars Mittank

O alemão Lars Mittank desapareceu em 2014, aos 28 anos, durante uma viagem na Bulgária. Ele havia passado alguns dias no país na companhia de amigos, mas foi impedido de retornar para casa com o grupo por conta de uma lesão no tímpano, que seria agravada pela viagem de avião. Durante o período em que permaneceu sozinho na Bulgária, ele apresentou um comportamento estranho, registrado por diversas câmeras de segurança, e chegou a enviar mensagens de texto para sua mãe dizendo estar se sentindo inseguro. O último registro que se tem de Lars são imagens das câmeras do aeroporto e dos arredores, nas quais ele aparece correndo em direção a uma área florestal. Desde então, ele nunca mais foi visto.

2. Ashley e Lauria

Ashley Freeman e Lauria Bible eram melhores amigas e desapareceram nos Estados Unidos na madrugada de 30 de dezembro de 1999, após um incêndio criminoso devastar a casa da família Freeman. Os corpos de duas das quatro pessoas que estavam na residência foram identificados nos escombros, porém Ashley e Lauria não foram localizadas. Apesar dos esforços, o caso permaneceu sem solução e Ashley foi considerada legalmente morta em 2010. Somente em 2018 houve uma reviravolta, quando novos investigadores assumiram o caso e identificaram três homens envolvidos no assassinato dos pais de Ashley e no desaparecimento das meninas. Dois deles já haviam morrido no momento da descoberta e o outro está preso aguardando julgamento. Mesmo que os corpos das vítimas nunca tenham sido encontrados e nunca tenha acontecido uma confissão, o caso é considerado encerrado.

3. Brianna Maitland

Brianna tinha 17 anos quando desapareceu ao sair do restaurante onde trabalhava, por volta das 23h. Na manhã seguinte, seu carro foi encontrado na beira de uma estrada com alguns itens pessoais, como carteira de motorista e lentes de contato, porém sem as chaves. As buscas e perícias só foram iniciadas 11 dias depois da notificação do desaparecimento e nenhuma pista foi localizada. Anos mais tarde, a polícia revelou ter encontrado DNA dentro do carro, que infelizmente não era compatível com os registrados nos bancos de dados e, por isso, não contribuiu para a identificação de um suspeito. Desde então, diversas teorias surgiram sobre o que pode ter acontecido com Brianna, como o envolvimento com traficantes de drogas ou uma fuga para recomeçar a vida. A verdade sobre o que aconteceu com ela, contudo, permanece um mistério.

4. Alessia e Livia Schepp

Alessia e Livia tinham 6 anos quando foram vistas pela última vez. Filhas de pais separados, elas estavam em uma viagem de fim de semana com o pai, Mathias Schepp, quando desapareceram. Registros de câmeras e relatos de testemunhas indicam que na segunda-feira, após realizar diversos saques em sua conta corrente e enviar um cartão-postal para a ex-mulher, Mathias e as filhas pegaram uma balsa na França em direção a uma ilha. Não se sabe o roteiro realizado pelos três no local de destino, porém a partir do dia seguinte todas as imagens mostravam Mathias sozinho. Ainda na terça-feira, ele viajou para a Itália, onde cometeu suicídio atirando-se na frente de um trem. Em uma das cartas enviadas à mãe das meninas durante a viagem, localizada depois de sua morte, Mathias dizia que havia matado as meninas e que tiraria a própria vida depois disso. Três anos após os desaparecimentos, uma pista não oficial compartilhada pela polícia levantou a possibilidade de Alessia e Livia estarem vivendo com documentos falsos no Canadá. Sem os corpos ou maiores informações, o caso continua sem solução.

Em As Outras Pessoas, o mundo de Gabe desaba quando ele vê sua filha de cinco anos no banco de trás de um carro desconhecido em um engarrafamento. Recusando-se a acreditar que ela está morta e movido pelo desejo de reencontrá-la, ele passa seus dias percorrendo a mesma estrada em busca de pistas que levem a seu paradeiro.

Essa lista foi inspirada em um caso da ficção, mas você pode auxiliar em situações reais de identificação de pessoas desaparecidas. Conheça o Cadastro Nacional Desaparecidos do Brasil.

testeQuarenta e quatro em quarentena reúne grandes nomes do país em debates sobre a atualidade

Livro do arquiteto e urbanista Miguel Pinto Guimarães chega às livrarias em 15 de dezembro

Durante o período de isolamento social, uma explosão de transmissões ao vivo pela internet tomou conta de feeds no Brasil e no mundo. Seja no Instagram, YouTube ou Facebook, o que começou como pequenas reuniões públicas para matar a saudade dos amigos logo se tornou um importante espaço para debates sobre o cenário nacional e internacional em meio à pandemia.

Conhecido por reunir personalidades dos mais diversos meios em sua casa, o arquiteto e urbanista Miguel Pinto Guimarães começou a realizar uma série de lives abertas ao público nas quais debatia com amigos e celebridades questões que iam desde arquitetura e urbanismo até política, economia e cultura. Autor de diversas crônicas e artigos publicados no jornal O Globo e nas revistas Casa Vogue e Bamboo, Miguel decidiu registrar todas essas conversas em livro e criar um mosaico dos principais temas discutidos na atualidade. São entrevistas descontraídas e com momentos de humor, mas também com ponderações mais analíticas.

Gilberto Gil, além de ser um dos convidados, assina o prefácio. Nomes como Drauzio Varella, Vik Muniz, Armínio Fraga, Marcelo Adnet, Marina Silva e Pedro Bial também figuram em Quarenta e quatro em quarentena, e esses registros, além de criarem uma linha do tempo da pandemia do novo coronavírus, geram uma reflexão sobre o que nos trouxe até aqui e para onde gostaríamos de ir.

Com ilustrações exclusivas do artista plástico Gabriel Giucci, Quarenta e quatro em quarentena chega às livrarias em 15 de dezembro e já está em pré-venda.

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testeReceba conteúdos exclusivos do livro Mataram Marielle

No dia 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram vítimas de uma emboscada no bairro Estácio, no Rio de Janeiro. Quem seriam os responsáveis pelos disparos fatais e, principalmente, quem foram os mandantes?

A cada nova descoberta, as investigações, que ainda estão em andamento, revelaram uma complexa rede de crime organizado que há décadas controla territórios no Rio de Janeiro, composta por traficantes, milicianos, assassinos de aluguel, bicheiros e torturadores egressos dos porões da ditadura. A noite do duplo homicídio de Marielle e Anderson pode ser a ponta de um iceberg de dimensões ainda não calculadas.

Em “Mataram Marielle”, os premiados jornalistas Chico Otavio e Vera Araújo mergulham nas investigações do caso, conectando os acontecimentos e compartilhando suas experiências na cobertura do assassinato, oferecendo uma versão inédita dos bastidores das apurações. O livro chega às livrarias em 17 de novembro e já está em pré-venda.

Inscreva-se para receber os próximos conteúdos especiais de Mataram Marielle por e-mail.

 

testeComo nasce a linguagem do movimento conservador?

Como nasce a linguagem do movimento conservador? No início, uma onda começa a varrer qualquer força política que soe vagamente progressista. A estratégia é acusar qualquer oposição, seja ela de esquerda ou não, de ser comunista. É desse modo que programas sociais do governo passam a ser chamados de auxílios indevidos a “vagabundos”, “bolsas esmola” ou indícios da chegada de uma “tirania comunista”.

Esse tipo de discurso conservador não surge do nada: está sempre fundamentado em bases intelectuais e filosóficas. Em The Managerial Revolution, o economista norte-americano James Burnham argumenta que “as nações que sucumbiram completamente ao totalitarismo eram aquelas nas quais o maior poder gerencial estava concentrado nas mãos do estado”. Anos depois, na década de 1940, Friedrich Hayek, um importante economista austríaco que logo se tornaria um dos intelectuais de maior destaque do movimento, defendeu em sua obra mais popular, O caminho da servidão, que a democracia só é possível no capitalismo. Além disso, Hayek declarou que qualquer coletivismo necessariamente levará ao fascismo. Temos assim o nascimento do movimento conservador nos Estados Unidos.

Em Estas verdades, a historiadora norte-americana Jill Lepore, professora de história norte-americana em Harvard e redatora da revista New Yorker, faz um estudo monumental dos Estados Unidos, basicamente desde sua fundação até os dias atuais.

A autora resiste à tentação do dualismo celebratório/condenatório do experimento republicano norte-americano e demonstra grande sensibilidade para pontuar paradoxos, nuances e tudo aquilo que qualifica os Estados Unidos como um país bastante singular. Em Estas verdades, Lepore nos mostra como a influência da história e como os anos de governo Trump devem ser interpretados como muito mais do que uma anomalia democrática ou um mero ponto fora da curva. Para ela, a eleição de Donald Trump é consequência de décadas da ação contínua de um estilo de política e de um movimento intelectual conservador contramajoritário e crítico às instituições democráticas.     

teste“O Homem de Giz” vai virar série na BBC

Nossos pedidos finalmente foram atendidos! O Homem de Giz, primeiro livro de C. J. Tudor, vai virar uma série de seis episódios pela BBC, em parceria com os estúdios americanos Nice Media e Windowseat, e com roteiro de Mick Ford (The Boy With The Top Knot e Single Father).

O thriller, que está há dois anos na lista de mais vendidos do Brasil, acompanha, em 1986, um grupo de crianças que passa a se comunicar por símbolos desenhados no chão. Até que um dia pequenos homens de giz os levam para o meio de uma floresta, onde encontram um corpo desmembrado.

Todos tentaram superar os traumas do terrível acontecimento, mas, trinta anos mais tarde, os amigos recebem um envelope com um pedaço de giz e uma forca desenhada. Eles estão em perigo novamente. Perfeito para fãs de Stranger Things e Stephen King, O Homem de Giz traz o melhor do suspense: personagens maravilhosamente construídos, mistérios de prender o fôlego e reviravoltas que vão impressionar até os leitores mais escaldados.

“Sabíamos que a história assustadora de C. J. Tudor sobre adultos assombrados pelo passado deixaria os telespectadores fascinados”, disse Tom Sherry, chefe do departamento de drama dos estúdios BBC.

 

Autora também de O que aconteceu com Annie e As Outras Pessoas, C. J. Tudor acumula mais de 280 mil exemplares vendidos no Brasil, e conquistou os fãs quando veio ao país para a Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2019.

 

A série ainda não tem previsão de estreia, mas estamos animados! Já podemos começar a pensar em quais atores seriam perfeitos para o elenco. Sugestões?

testeHistórias para curtir no Halloween

O Halloween é perfeito para os fãs de suspense e de terror. Chegou a hora de tirar do armário aquela fantasia trevosa, maratonar filmes sombrios e, é claro, ler livros assustadores.

Se você está acostumado com acontecimentos estranhos e demonstrações do sobrenatural, não resista à escuridão e confira nossa seleção de histórias que prometem fazer o seu Dia das Bruxas especialmente sangrento.

 

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1. Coraline, de Neil Gaiman

Movida a curiosidade, Coraline Jones é uma menina que acabou de se mudar para um apartamento em um casarão antigo. Em um dia chuvoso e enevoado, ela descobre um portal mágico que leva a um lugar macabro e fascinante, e sua vida vira de cabeça para baixo.

Como um espelho de sua vida, esse outro mundo é uma versão bizarra de seu próprio apartamento, habitado por versões malignas e assustadoras de seus pais de verdade, com uma pele muito branca e botões negros no lugar dos olhos. Coraline logo se dá conta de que o lugar guarda muitos perigos e que seus outros pais querem que ela fique ali. Para sempre. [Leia um trecho]

 

2. Território Lovecraft, de Matt Ruff

Na década de 1950, Atticus é um rapaz negro, veterano da Guerra da Coreia, fã de H.P. Lovecraft e de outros escritores de pulp fiction. Quando seu pai desaparece, ele parte com seu tio George e sua amiga Letitia em uma missão de resgate. Mas, para libertar o pai de uma sociedade secreta, o jovem precisará participar de um perigoso ritual, que pode ser a semente de sua destruição.

Através de oito capítulos interligados, os personagens enfrentam perigos sobrenaturais e os efeitos do racismo, o fantasma que até hoje assombra o mundo.

O livro de horror cósmico com personagens historicamente excluídos do gênero inspirou a série da HBO Lovecraft Country, produzida por Jordan Peele. 

 

3. O Homem de Giz, de C. J. Tudor

Nos anos 1980, Eddie e seus amigos se comunicam por códigos escritos com giz no chão. Certo dia, ao seguirem os desenhos por uma trilha, se deparam com um corpo desmembrado na floresta e tudo muda.

Em 2016, os amigos tentam seguir com a vida e esquecer o passado. Quando os desenhos voltam misteriosamente a aparecer, porém, todos passam a correr perigo. [Leia um trecho]

 

4. O que aconteceu com Annie 

A irmã de Joe Thorne desaparece misteriosamente quando ele é um adolescente. Vinte e cinco anos depois, um e-mail anônimo assustador o leva mais uma vez ao passado: “Eu sei o que aconteceu com a sua irmã. Está acontecendo de novo.”

Um suspense com ares sobrenaturais, O que aconteceu com Annie explora os lugares mais escuros de um passado que precisa ser esquecido. Você tem coragem de procurar saber? [Leia um trecho]

 

5. As Outras Pessoas, de C. J. Tudor

No livro mais recente de C. J. Tudor, Gabe está dirigindo de volta para casa quando vê no carro à frente uma menininha murmurar a palavra “papai”. É Izzy, sua filha de cinco anos. No entanto, o carro logo segue adiante e ele a perde de vista.

Três anos depois, ainda em busca de respostas, Gabe continua dirigindo pela estrada em que viu a menina pela última vez. Até que um dia surge uma pista. Porém, quanto mais perto ele chega da verdade, mais perigo corre. [Leia um trecho]

 

6. Serpentário, de Felipe Castilho

Com traços de H. P. Lovecraft, o livro finalista ao prêmio Jabuti 2020 mescla referências do folclore e de mitologias a elementos da cultura pop, da ficção científica e do horror.

Na trama, Caroline, Mariana e Hélio costumavam deixar a capital paulista todos os anos para encontrar Paulo, um jovem habituado à vida caiçara. Mas a amizade do grupo sofreu um abalo sísmico no Réveillon de 1999, quando algo tão inquietante quanto o bug do milênio abriu caminho para uma ilha — e explorá-la talvez não tenha sido a melhor decisão.

Entre memórias e fatos fragmentados, o que aconteceu naquela noite se tornou um mistério. Mas de algumas coisas eles se lembram: uma serpente ameaçadora, além de uma pessoa sendo entregue ao ninho da víbora — um sacrifício sem chance de recusa.

Sobreviver à Ilha das Cobras tem um preço. E os amigos vão descobrir isso do pior modo.

[Leia um trecho]

 

7. Caixa de pássaros e Malorie, de Josh Malerman

Há algo lá fora… Algo aterrorizante e que não deve ser visto. Basta uma olhadela e a pessoa é levada a cometer atos de violência mortal.

Quatro anos depois de as mortes terem começado, Malorie e seus dois filhos pequenos vivem em uma casa abandonada tentando sobreviver nesse mundo no qual abrir os olhos pode ser fatal. Quando uma neblina atinge a região, ela decide fugir em um barco a remo na esperança de encontrar um lugar longe do surto que matou todos em sua cidade. De olhos vendados, os três encaram uma viagem assustadora rumo ao desconhecido.

Caixa de pássaros, romance de estreia de Josh Malerman, virou filme pela Netflix estrelado por Sandra Bullock (Oito Mulheres e Um Segredo) e Sarah Paulson (American Horror Story). [Leia um trecho]

Em Malorie, sequência do livro, revisitamos os personagens doze anos após a perigosa viagem de barco no rio. O universo permanece dominado pelo caos e Malorie ainda se lembra com clareza da violência indescritível que presenciou.

Quando uma notícia que parecia impossível chega trazendo esperanças à família, ela precisa fazer uma escolha difícil: viver de acordo com as regras de sobrevivência que a salvaram até então, ou se aventurar na escuridão mais uma vez? [Leia um trecho]

 

8. Inspeção, de Josh Malerman 

Escondida no meio de uma floresta existe uma torre que abriga uma escola só para meninos. Lá, eles vivem isolados do resto do mundo e são treinados para se tornarem grandes gênios das artes e ciências. Além disso, todo dia eles passam pelas chamadas Inspeções, procedimentos misteriosos, desconfortáveis e obrigatórios. Ninguém questiona nada, até que um dos garotos, J, vê algo muito estranho pela janela. O que será que está realmente acontecendo ali? Quais segredos o diretor da escola esconde? E que coisa assustadora está trancada atrás da porta proibida no porão? [Leia um trecho]

 

9. Trilogia Five Nights at Freddy’s

Inspirado em um assassinato ocorrido em uma pizzaria em 1993, a história mexe com um grande medo infantil: bonecos de pelúcia gigantes e macabros.

O primeiro livro da trilogia baseada no famoso videogame criado por Scott Cawthon explora o terror da Pizzaria Freddy Fazbear’s. Charlie é uma adolescente que volta para sua cidade natal ao ser convidada a participar de uma homenagem a um amigo de infância, morto dez anos antes em circunstâncias misteriosas. Agora abandonado, o restaurante se torna o local de investigação de Charlie e seus amigos — e os bonecos animatrônicos responsáveis pela animação do local no passado não ficam nada felizes com isso. [Leia um trecho]

O box com a trilogia, composta por Olhos prateados, Os distorcidos e A última porta, já está disponível.

 

 10. A última festa, de Lucy Foley

Nove velhos amigos da época de faculdade se reúnem para celebrar a virada do ano. Assim que chegam em um casarão nas Terras Altas escocesas, uma nevasca fecha as poucas opções de entrada e saída da região, e os amigos ficam isolados na propriedade.

Em capítulos que alternam as perspectivas dos personagens, investigamos os atritos silenciosos e antigos ressentimentos que ganham proporção à medida que o ano-novo se aproxima, até que, no dia 1º de janeiro, um corpo é encontrado. E o assassino só pode estar entre eles. [Leia um trecho]

 

11. Por trás de seus olhos, de Sarah Pinborough

A história acompanha Louise, uma mãe solo presa à rotina da vida cotidiana. Em uma rara saída à noite, ela conhece um homem no bar e se deixa envolver. Quando descobre que seu novo – e casado – chefe é esse homem em questão, os dois passam a ter um caso. Depois de uma série de encontros infelizes, porém, Louise acidentalmente se torna amiga da esposa do chefe. À medida que passa a conhecer mais o casal, ela percebe que algo naquele casamento está muito errado e começa a duvidar de que a relação se dê somente entre os três.

Se você acha que sabe para onde esta história vai, pense de novo, porque Por trás de seus olhos não se parece com nenhum livro que já tenha passado por suas mãos. [Leia um trecho]

 

12. Série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares

A história começa com Jacob Portman, um adolescente de 16 anos, disposto a investigar a verdade sobre a morte do avô. Para isso, ele segue pistas que o levam a um orfanato abandonado em uma remota ilha galesa e descobre que o local abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine.

Após os três livros iniciais, O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, Cidade dos etéreos e Biblioteca de Almas, e o livro complementar Contos peculiares, Ransom Riggs trouxe novas aventuras dos personagens em Mapa dos dias e A convenção das aves.

O último livro da série chega nos Estados Unidos em 2021. Aproveite o Halloween para ficar em dia com os peculiares e se preparar para a conclusão dessa saga.

 

13. A essência do mal, de Luca D’Andrea

Nas montanhas há uma força impossível de entender. Ele a chama de A Besta.

Jeremiah Salinger ganha a vida fazendo documentários, até que se muda com a família para uma região remota da Itália. Lá, ele ouve falar sobre um crime ocorrido em 1985, no qual três jovens foram mortos, e seus corpos, desmembrados por um assassino que nunca foi descoberto. Jeremiah então mergulha em um quebra-cabeça macabro e fascinante para tentar solucionar esse mistério. [Leia um trecho]

 

14. As coisas que perdemos no fogo, de Mariana Enriquez

Histórias curtas, sombrias e perturbadoras: assim são os doze contos de As coisas que perdemos no fogo, da aclamada escritora argentina Mariana Enriquez. Na coletânea, o leitor encontra histórias sobre um menino assassino, uma garota que arranca as unhas e os cílios na sala de aula, amigos que parecem destinados à morte, mulheres violentadas que ateiam fogo em si mesmas, casas abandonadas, magia negra e sumiços inexplicáveis. Os personagens e os lugares enganam o leitor o tempo todo ao se mostrarem comuns, mas revelam o horror do cotidiano. [Leia um trecho]

 

15. Sol da meia-noite, de Stephenie Meyer

Não seria Halloween sem histórias de vampiros. Por isso, que tal homenagear um dos vampiros mais amados da literatura? Em Sol da meia-noite, acompanhamos a inesquecível história de amor de Crepúsculo pelos olhos de Edward Cullen.  

À medida que conhecemos detalhes de seu passado e a complexidade de seus pensamentos, conseguimos entender por que Bella se tornou o eixo central de uma batalha decisiva em sua vida. Como Edward poderia seguir seu coração se isso significava colocar a amada em perigo? Do que ele seria capaz de abrir mão? [Leia um trecho]

 

testeAinda não é um desespero

Inspirado pela manhã de sol aqui de São Paulo, a obra de hoje se chama Morning Sun e foi criada pelo artista norte-americano Edward Hopper em 1952. Nela, vemos mais o que não vemos do que aquilo que realmente se instala em nosso olhar. É impressionante a capacidade que Hopper tem de nos dizer tanto com tão poucos elementos figurativos.

A decoração é inexistente. O quarto aparenta vazio, sem quadros. Apenas uma luz se faz presente para desejar bom-dia, talvez. Há uma figura pensativa, central, é evidente. Trata-se de uma mulher solitária acompanhada unicamente de suas tantas reflexões. Ela parece se aquecer com o breve sol matinal para, quem sabe, esquecer-se também um tiquinho nesse caos que nos cerceia diariamente. Os raios tecem uma espécie de casaco invisível, natural. Só os pensamentos parecem movê-la o que se passa na sua mente? Será que desdobra suas ideias sobre as mazelas da modernidade? Mas ela ainda sonha, será? Ela está imóvel. (Aliás, é uma característica marcante das pinturas de Hopper: o ser se torna um móvel imóvel). Ela ignora, inclusive, o observador: eu, você, o restante da humanidade.

Tudo é tão aqui dentro: a pintura de um sentimento. No casulo do seu apartamento, o aperto (angústia?) aperta menos. Ela se sente protegida, apesar de tudo se apresentar turvo. Ela está encolhida, acolhida por sua própria força: amor-próprio? A janela aberta ganha a dimensão de um pulmão, de um órgão vital. Um respiro necessário nesse sufoco ordinário. Como se a cidade grande fosse um espelho para a sua pequena solidão. E vice-versa. Ela também não seria uma espécie de reflexo dessa metrópole? Afinal, quem ela está encarando? A ventana? A própria alma? Nunca saberemos. A fenestra surge como se fosse o segundo personagem desta tela. Incita um diálogo. Um silencioso diálogo…

Lá fora, o cotidiano segue sua rotina infalível de estragar o mundo. A cidade industrial continua. As usinas não param. A fumaça é nosso novo oxigênio. Triste cenário. Mas, por mais inquieta e melancólica, a arte de Hopper não invade o desespero. Há uma calma escondida. E é nela que devemos nos apegar para não apagar o que temos de mais potente: a capacidade de recomeçar. Mesmo quando não o vemos, o sol nasce para todos, todos os dias.