testeOs rostos de um confronto

Pátria, de Fernando Aramburu, e o cotidiano durante o conflito basco

Por Elisa Menezes*

Minha primeira lembrança de San Sebastián não é o belo Paseo de la Concha, nem os saborosos pintxos de suas dezenas de bares. Quando desci do ônibus numa manhã de julho de 2005 na capital do País Basco, a primeira coisa que notei foi a enorme faixa com dizeres em euskara, uma língua misteriosa, cheia de consoantes – com destaque para a letra K – e que me era desconhecida. Apesar disso, entre palavras indecifráveis, pude distinguir três: ETA, polícia e assassina.

Eu tinha 23 anos e havia me mudado nove meses antes para Madri, graças a uma bolsa de jornalismo. Fazia um mestrado em Rádio e estava em Donostia (o nome em euskara da cidade) para passear e cobrir o Festival de Jazz de San Sebastián. O movimento separatista basco e os atentados do ETA estavam sempre nas manchetes dos jornais, e eu sabia que naquela semana um militante etarra havia sido morto pela polícia. Contudo, foi um choque comprovar que num dos principais destinos turísticos da Espanha, aquela cidadezinha charmosa e com uma cultura exuberante, parte da população defendia abertamente um grupo terrorista responsável pela morte de centenas de pessoas.

Catorze anos depois, um livro de ficção me faria compreender as ambiguidades e tragédias individuais que compõem o cotidiano de quem viveu o conflito basco de perto. Sentada em minha casa no Rio de Janeiro, devorei em poucos dias as mais de 500 páginas de Pátria, de Fernando Aramburu. Lançado em 2016 na Espanha, o livro recebeu diversos prêmios internacionais, vendeu mais de 1 milhão de exemplares apenas em espanhol e foi publicado em mais de 29 países. Os primeiros no Brasil a conhecerem essa obra tão “convincente e comovente” – como descreveu o escritor Mario Vargas Llosa – foram os assinantes do clube intrínsecos. Como editora do número 10 da revista do clube, tive a incumbência de mergulhar no universo de Pátria e de entrevistar seu autor.

Fernando Aramburu nasceu em San Sebastián, mas vive na Alemanha desde os 26 anos, onde leciona espanhol, faz traduções e escreve. Muito. Livros, crônicas, artigos, resenhas e aforismos. Antes de ser catapultado à fama mundial com Pátria, ele já havia publicado oito romances, quatro coletâneas de contos, um livro de ensaios, quatro de literatura infantil e cinco de poesia.

Em entrevista por e-mail, Aramburu contou que vinha se preparando havia muitos anos para escrever Pátria. Quando enfim decidiu abordar esse tema incontornável para um autor basco — o terrorismo do ETA e seus desdobramentos na sociedade espanhola — dedicou-se exaustivamente por três anos à história.

“Posso dizer que Pátria estava dentro de mim sem que eu soubesse, até que o ETA decidiu parar de matar e aí entendi que o objeto dessa história estava completo e podia ser narrado em forma de um romance longo e coral.”

Pátria chegou primeiro para os assinantes do clube intrínsecos em uma edição capa dura e acompanhado de uma revista com conteúdo extra, marcador, cartão-postal e um brinde.

Não à toa o ponto de partida do livro é o anúncio de cessar-fogo feito pelo ETA em 2011. Por causa dele, a viúva Bittori decide voltar à vila basca em que morou a maior parte da vida e onde seu marido foi assassinado por etarras. Ela não deseja vingança, quer apenas a possibilidade de perdoar, mas para isso é necessário que alguém a peça perdão, que o assassino assuma seu crime, que seus ex-amigos aceitem sua presença e seu luto. Que ela possa, enfim, ser tratada como vítima. Aos poucos vamos sendo apresentados aos nove personagens pertencentes a duas famílias, a princípio amigas, que serão separadas pelo terrorismo.

Com uma narrativa não linear, o autor apresenta gradualmente o passado e o presente de cada um dos protagonistas que se alternam como foco dos capítulos. Sem aviso prévio, os personagens tomam a voz do narrador onisciente e relatam sua história em primeira pessoa ­— às vezes trata-se de uma interjeição, um pequeno comentário ou mesmo um parágrafo inteiro. E assim conhecemos o que se passa na cabeça da vítima, o que pensa o assassino segundos antes de puxar o gatilho, as contradições que consomem a consciência dos que justificam mortes em nome de um ideal.

“A ideia é que os personagens são também narradores. Eu permiti que eles intervissem usando a primeira pessoa sempre que tivessem algo para contar, sem ao menos esperar que o narrador externo terminasse suas frases. Decidi também que cada personagem teria sua própria forma de se expressar, seu próprio tom e vocabulário. O resultado quebra as formas tradicionais do romance e permite que os leitores adotem a perspectiva de cada um dos nove protagonistas, e que também conheçam o que pensa e sente cada um deles ao longo do livro.”

 

Foto de: Korpa

Essa narração tão singular provavelmente é um dos motivos de Pátria ter se tornado um sucesso mundial, encantando leitores em países tão distintos quanto China e Itália. Mas talvez a razão principal desse fenômeno seja o fato de Aramburu ter construído uma história sobre pessoas, sobre as relações humanas e, portanto, universal.

Por intermédio da história de duas famílias, Aramburu repassa 30 anos de conflito basco e constrói um retrato detalhado do “país dos calados”, onde o silêncio conivente está mais próximo do medo do que de adesão à violência. Mais do que todas as notícias e livros que li a respeito do tema, mais do que a minha vivência com a cultura espanhola, Pátria me fez enxergar as pessoas comuns em vez de siglas, partidos e instituições. Estão lá as ideologias, o nacionalismo, o fanatismo, mas também as mães devotadas, as picuinhas familiares, os altos e baixos das amizades longevas, o ódio, o amor.

 

*Elisa Menezes é jornalista, editora e tradutora.

 

testeConto de fada da vida real: conheça os plebeus que entraram para a realeza

Palácios, vestidos exuberantes, tiaras e coroas… Pode parecer fantasia, mas algumas histórias de amor se assemelham a verdadeiros contos de fadas. Esse é o caso de Mister, o novo romance de E L James, autora do sucesso mundial Cinquenta tons de cinza.

No novo livro conhecemos Maxim Trevelyan, um inglês solteiro e muito cobiçado, que adora música, fotografia e curtir com seus amigos. Ele vive uma vida confortável em Londres, mas tudo muda quando seu irmão mais velho, Kit, morre em um terrível acidente.

Com a morte de Kit, o título de nobreza da família passa para Maxim, que, além de sofrer com a perda do irmão precisa lidar com as responsabilidades e deveres de ser o novo Conde de Trevethick.

É nesse momento que ele conhece uma pessoa capaz de abalar seu coração mulherengo: Alessia Demachi. Tímida, quieta e muito misteriosa, a jovem moça acaba de chegar à Inglaterra e consegue um emprego como diarista na casa de Maxim. Juntos, eles mergulham em um romance inesperado, e no meio desse turbilhão de sentimentos surge a pergunta: será que um conde e uma funcionária podem ficar juntos?

Inspirados nesse clima de A princesa e o plebeu, reunimos alguns casais que provam que o amor ultrapassa os títulos de nobreza:

 

Grace Kelly e Príncipe Rainier

Grace Kelly já fazia parte da realeza do cinema antes mesmo de se casar com um príncipe. Durante o Festival de Cannes em 1955, a estrela de filmes como Janela indiscreta e Amar é sofrer ­ – papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz – conheceu o Príncipe Rainier III. Depois de um ano de romance, eles se casaram em 1956 em uma das cerimônias mais glamorosas da história.

 

Kate Middleton e Príncipe William

Kate e William se conheceram na Universidade de St. Andrews, na Escócia, e dizem que os dois estavam tão nervosos com o encontro que o príncipe acabou derrubando sua bebida em si mesmo. O namoro teve algumas idas e vindas, mas em 2009 os dois se casaram em Londres com a benção da Rainha Elizabeth II. Atualmente, o casal real tem três filhos: George, Charlotte e Louis.

 

Meghan Markle e Princípe Harry

Assim como Grace Kelly, Meghan Markle era atriz de Hollywood antes de entrar para a realeza. Feminista, divorciada, ativista social, filha de mãe negra e embaixadora da ONU em defesa da igualdade de gênero, Meghan conheceu Harry através de um encontro às cegas combinado por uma amiga em comum. O resultado? Os dois se casaram no castelo de Windsor em 2018.

 

Jamie Lee Curtis e Lorde Christopher Haden-Guest

Você sabia que Jamie Lee Curtis, a famosa atriz dos anos 1980, faz parte da nobreza? A protagonista de filmes como Halloween e Sexta-feira muito louca é casada desde 1984 com Christopher Guest. Assim como em Mister, o pai de Christopher faleceu, deixando o título de Barão Haden-Guest para o filho e transformando Jamie em baronesa. Chique, né?

testeSorteio intrínsecos Facebook – Bienal do Rio [Encerrado]

A Bienal do Rio está chegando e nós temos um sorteio exclusivo para os assinantes do intrínsecos!

Vamos sortear 3 kits contendo: 1 par de ingressos para a Bienal + um livro. Os ganhadores poderão escolher entre quatro opções: “F*deu geral”, “A sutil arte de ligar o f*da-se”, “O que aconteceu com Annie” e “O homem de giz”.

Para participar, você precisa ser assinante ativo do nosso clube do livro, o intrínsecos, e preencher o formulário abaixo!

Atenção:

– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada. Atenção: ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “agradecemos a inscrição”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição

– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias, você não poderá participar deste sorteio.

– Esse sorteio é exclusivo para assinantes do clube. Ainda não faz parte do intrínsecos? Conheça agora!

– O resultado será anunciado no dia 19 de agosto, segunda-feira, no grupo do Facebook exclusivo para membros. Boa sorte!

testeA última carta de amor, de Jojo Moyes, vai virar filme

A autora Jojo Moyes anunciou em suas redes sociais que um dos seus livros mais queridos e o primeiro publicado pela Intrínseca, A última carta de amor, vai virar filme!

Não foram divulgadas muitas informações, mas já sabemos que Augustine Frizzell, responsável pela direção do episódio piloto da série Euphoria, será a diretora do filme, e Nick Payne cuidará do roteiro. A produção ainda está em busca de suas protagonistas.

O livro acompanha duas linhas do tempo: uma em 1960 e outra em 2003. A primeira conta a história de Jennifer Stirling, uma mulher que acorda sem memória em um hospital após um acidente de carro. Ao voltar para casa com o marido, ela acaba descobrindo uma série de cartas de amor secretas endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”. Será que ela estava vivendo um romance fora do casamento?

Quatro décadas depois, conhecemos a jornalista Ellie Haworth, que encontra as cartas secretas trocadas entre Jennifer e “B” nos arquivos do trabalho. Ela fica fascinada por essa história de amor proibido e começa a procurar por “B” na vida real, sem desconfiar que unir esses dois apaixonados talvez seja o caminho para encontrar uma solução para seu relacionamento turbulento com um homem casado.

Se você é um Jojo Lover, também vai adorar saber que o mais novo livro da autora, Um caminho para a liberdade, vai chegar primeiro – antes mesmo do lançamento mundial – para os assinantes do intrínsecos, o clube do livro da Intrínseca.

Quem assinar até o dia 1º de setembro vai receber esse livro inédito e em edição colecionável, um livro-presente extra em formato diferente, uma revista recheada de conteúdos extras, marcador e brinde. Garanta o seu no site.

testeSorteio Twitter – Em breve nas telinhas [Encerrado]

Alguns dos nossos livros favoritos vão ganhar adaptações para as telinhas e telonas! Para celebrar, vamos sortear 3 exemplares dessa lista.

Para participar você precisa seguir o nosso perfil (@intrinseca), compartilhar essa imagem no FEED do seu Twitter PUBLICAMENTE e preencher o formulário abaixo!

Atenção:
– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada. Atenção: ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “agradecemos a inscrição”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição
– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias no Twitter ,você não poderá participar deste sorteio.
– O resultado será anunciado no dia 19 de agosto, segunda-feira, em nosso perfil no Twitter. Boa sorte!

testeSorteio Instagram – Em breve nas telinhas [Encerrado]

Alguns dos nossos livros favoritos vão ganhar adaptações para as telinhas e telonas! Para celebrar, vamos sortear 3 exemplares dessa lista.

Para participar, compartilhe essa imagem em seu Instagram PUBLICAMENTE e preencha o formulário abaixo!

Atenção:
– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada. Atenção: ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “agradecemos a inscrição”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição

– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias no Instagram, você não poderá participar deste sorteio.

– O resultado será anunciado no dia 19 de agosto, segunda-feira, em nosso perfil no Instagram. Boa sorte!

teste12 playlists para 12 livros do intrínsecos

Uma playlist serve para muitas coisas: alegrar dias tristes, nos distrair em longas viagens, animar todo mundo antes de uma festa ou nos fazer cantar a plenos pulmões com os amigos. Existem mil e uma formas de criar a playlist perfeita para cada situação.

Para os livros não é diferente, cada um pede um estilo único, e as músicas ajudam a dar o tom da história e a entrar no clima. Por isso, criamos uma playlist para cada livro já enviado no intrínsecos, o clube do livro da Intrínseca. Temáticas e às vezes colaborativas, elas são ótimas para escutar antes, durante ou depois de cada leitura.

Se você ainda não faz parte do clube, corra! A caixa de setembro terá o novo livro de Jojo Moyes antes do lançamento mundial. Sim, os intrínsecos serão os primeiros leitores do mundo inteiro a receber Um caminho para a liberdade, uma história emocionante sobre cinco mulheres lutando contra o preconceito de sua pequena cidade para defender os livros que amam. Além do novo romance da autora de Como eu era antes de você, a caixa terá também um livro-presente extra surpresa em formato diferente.

 

1. O desaparecimento de Stephanie Mailer, de Joël Dicker

Na grande estreia do nosso clube, os leitores receberam uma história cheia de segredos, intrigas e personagens duvidosos: O desaparecimento de Stephanie Mailer! Um romance policial incrível, que mistura passado e presente, explorando uma investigação que precisa ser reaberta depois de vinte anos. Por isso, pegue carona na viatura dos policiais Jesse Rosenberg e Derek Scott, e curta o som dos anos 1990.

 

 

2. Os prós e os contras de nunca esquecer, de Val Emmich

A história enviada em novembro de 2018 acompanha Joan Lennon, uma menina com uma síndrome rara. Todas as pequenas coisas que acontecem e vamos aos poucos esquecendo são, para ela, lembranças eternas e detalhadas. Seu nome não é pura coincidência, sua paixão por Beatles é herdada do pai, um músico que nunca chegou a fazer sucesso. Impulsionada pelo desejo de nunca ser esquecida, Joan decide participar de um concurso cultural “O Próximo Grande Compositor” e, com a ajuda de Gavin, um amigo dos pais que acaba de perder o marido e deseja esquecer todos os momentos que passou com ele, Joan tentará criar a próxima grande música da história.

Por sua história e mensagem, esse é o livro perfeito para se criar uma playlist inspirada!

 

 

3. O construtor de pontes, de Markus Zusak

Desde A menina que roubava livros, os fãs de Markus Zusak aguardavam ansiosos a nova obra do autor. E nada melhor do que levar até vocês essa obra tão esperada no mês em que comemoramos o aniversário de 15 anos da Intrínseca.

Na história, os cinco irmãos Dunbar vivem sozinhos após a morte da mãe, Penny, e o abandono do pai, Michael. Até que o patriarca volta com um pedido inusitado. Ele quer ajuda para construir uma ponte, e apenas Clay, o quarto dos meninos, aceita ajudá-lo. Com uma linguagem poética e imersiva, conhecemos todos os percalços da família, os momentos que os uniram e que os separaram. Em homenagem a essa trama arrebatadora, selecionamos algumas músicas que farão você se sentir na casa dos Dunbar, com direito a melodias românticas que combinam com o casal Michael e Penny em seus primeiros anos de casados. 

 

 

4. O caso da Mansão Deboën, de Edgar Cantero

Quatro amigos detetives, uma mansão assombrada e um mistério que os persegue ainda adultos. Anos após o Clube dos Detetives de Blyton resolverem seu último caso, o grupo se vê preso em um caos insuportável e decide voltar para onde tudo começou a dar errado. Para embalar esse horror cômico, perguntamos aos leitores qual música eles escolheriam para uma roadtrip com destino a uma ilha amaldiçoada. As respostas foram incríveis e deram origem a playlist 004:

 

 

5. Nove desconhecidos, de Liane Moriarty

Nove pessoas se hospedam em um spa isolado, sem acesso à internet ou telefone. Com questões familiares, desilusões amorosas, problemas profissionais e crises de autoimagem, todos precisam mudar de vida. Mas a diretora do lugar, uma mulher misteriosa que parece saber mais sobre os hóspedes do que seria normal, tem planos nada convencionais para fazer isso acontecer.

Pedimos aos leitores sugestões de músicas para ouvir quando queremos um novo começo e criamos uma playlist inspiradora para entrar no clima do livro intrínsecos de fevereiro.

 

 

6. O que aconteceu com Annie, de C. J. Tudor

Em 1992, uma criança some sem deixar vestígios e retorna dois dias depois, mas ela não se parece em nada com a doce irmã mais nova que Joe conhecia. Aparentemente, algo sobrenatural tomou conta de seu corpo. Vinte e cinco anos depois, parece que está acontecendo de novo, e Joe retorna à sua cidade natal para desenterrar um passado que preferia esquecer. Pensando nisso, montamos uma playlist para acompanhar nosso protagonista nessa assustadora jornada de volta para os anos 1990.

 

 

7. Ponti, de Sharlene Teo

Em abril, o livro do intrínsecos levou os leitores para Cingapura, uma região caracterizada por paisagens exóticas e contrastes culturais, e os apresentou a três décadas da relação conturbada de Szu, Amisa e Circe. Pedimos indicações de músicas de países da Ásia e criamos uma playlist incrível:

 

 

8. Um lugar bem longe daqui, de Delia Owens

Kya Clark é uma jovem que cresce praticamente sozinha nas áreas alagadiças de uma pequena cidade costeira durante os anos 1950. Abandonada pela mãe, e depois pelos irmãos, Kya cresce na companhia negligente e por vezes selvagem do pai, que também acaba indo embora. Forçada a cuidar de si mesma, sem frequentar a escola e sofrendo preconceito da cidade por ser “selvagem”, ela encontra na natureza sua única companhia. Quando nos sentimos abandonados, o melhor que podemos fazer é colocar o som o mais alto possível enquanto nos recuperamos. Pensando nisso, os leitores nos deram indicações de músicas para quando estamos nos sentindo sozinhos! 

 

 

9. Daqui pra baixo, de Jason Reynolds

Aos 15 anos, Will precisa decidir se vai vingar a morte do irmão e seguir as regras de sua comunidade ou se vai tentar quebrar o ciclo de violência que cerca seu cotidiano. Em 67 segundos, o tempo em que o elevador demora para chegar ao térreo, ele precisará decidir que caminho seguir. A black music é uma grande inspiração tanto para os personagens quanto para as rimas dessa prosa em versos. O autor, inclusive, admira artistas como Queen Latifah, Biggie e Tupac. Pedimos ajuda aos leitores e criamos uma playlist só com artistas negros.

 

 

10. Pátria, Fernando Aramburu

No norte da Espanha, na região basca, duas famílias são colocadas uma contra a outra por causa da violência do grupo terrorista ETA. Enquanto o marido de Bittori é marcado para morrer, Miren se radicaliza ao ver um de seus filhos entrando para o grupo separatista. Anos depois, com o fim da luta armada, as mulheres precisam fazer um acerto de contas com o passado. Essa saga familiar com personagens complexos e uma trama turbulenta merecia uma playlist com um toque de drama. Aproveite:

 

 

11. Intrínsecos 011

 Quatro mulheres descobrem que seu chefe pode ser o próximo CEO da empresa em que trabalham. Existem rumores sobre comportamento inadequado dele com outras funcionárias – e elas sabem que não são apenas fofocas –, mas os homens parecem não dar atenção. Quando uma misteriosa morte assola os corredores da empresa, tudo muda. Pensando nos mistérios dessa trama, criamos uma playlist com músicas que escondem segredos em suas letras. Não deixe nenhum detalhe escapar:

 

 

12. Um caminho para a liberdade, de Jojo Moyes

 Comemorando o primeiro aniversário do clube intrínsecos, a caixa de setembro trará o novo livro de Jojo Moyes, autora de Como eu era antes de você, antes mesmo do lançamento mundial!

Em Um caminho para a liberdade, cinco mulheres vão enfrentar uma cidade inteira por amor aos livros. Na década de 1930, elas lideram uma biblioteca itinerante e desafiam o status quo da época, administrando o projeto e levando conhecimento para a população. Nessa jornada, as mulheres conhecem o poder da amizade e experimentam a liberdade que lhes é negada nessa sociedade patriarcal. Fizemos uma playlist pensando na força e na resiliência dessas mulheres:

 

Para receber essa história na sua casa antes do mundo inteiro, assine o clube intrínsecos até 1o de setembro e ganhe também um livro-presente extra surpresa! Você vai receber histórias incríveis todo mês, ter acesso a eventos exclusivos e saber das novidades da Intrínseca em primeira mão. <3

testeO Labirinto do Fauno reforça o poder da imaginação em tempos sombrios

por André de Leones*

Longe de funcionar como uma fuga efetiva ou um refúgio acolhedor, os contos de fadas são, dentre várias outras coisas, um reflexo do nosso mundo e de todas as suas monstruosidades e atrocidades. Sim, eles muitas vezes são elusivos, mesmo tortuosos, mas a forma como recriam aquela turbulência essencial, intrínseca à existência humana, é o que os torna reveladores e verdadeiros, e é a razão pela qual, independentemente da idade, qualquer pessoa com um pouco de imaginação se sente tão inspirada por eles. No fim das contas, todo e qualquer universo fantástico que se preze aponta direta e perturbadoramente para o nosso universo ordinário, mas o faz de forma instigante, desenrolando um diálogo que é sempre iluminador e libertador.

Tendo isso em mente, a viagem que empreendemos em O Labirinto do Fauno adquire um teor ainda mais desnorteante, pois a mecânica daquele reflexo está, desde o princípio, exposta, visível. Mais do que uma mera “novelização” do grande filme de Guillermo del Toro lançado em 2006, o livro da renomada Cornelia Funke propõe uma verdadeira abertura para o mundo imaginado pelo cineasta. É como se a autora tivesse em seu poder um pedaço de giz como aquele usado pela protagonista da história, a menina Ofélia, para entrar e sair do universo mágico povoado por faunos, fadas e monstros. Assim, pelo cuidado com que são preparadas e executadas, as passagens do mundo real para o fantástico servem para expor aquela mecânica de que falei no começo deste parágrafo e adensar ainda mais a dramaticidade – ou tragicidade – do enredo. Como é dito a certa altura, os contos de fadas “dão uma forma adequada ao mal”, e o mal real, humano, está sempre ao alcance dos olhos e das mãos.

Órfã de pai, ameaçada pelo padrasto grotesco e correndo o risco de também perder a mãe, Ofélia não tem “apenas” o mundo dos livros e da imaginação – sua amizade com Mercedes, por exemplo, empregada do padrasto, é extremamente importante. No entanto, é na narrativa fantástica que se desvela diante de seus olhos que talvez, paradoxalmente, esteja a sua maior fonte de força. É difícil imaginar que, dadas as circunstâncias brutalíssimas do mundo real, Ofélia mantivesse a sanidade sem a ajuda desse outro mundo, cujos horrores não são menores, mas cujo desenrolar nos parece mais lógico – executadas as tarefas que lhe são passadas pelo Fauno, a recompensa estará ao seu alcance, e ela, então, terá se salvado.

Levando-se em conta que a história se passa na Espanha de meados da década de 1940, quando o país era corroído por uma ditadura fascista violentíssima, e isso após anos de Guerra Civil, a salvação para qualquer pessoa com um mínimo de dignidade e consciência era algo talvez inalcançável. Além disso, o padrasto de Ofélia é um capitão do exército fascista, responsável por caçar e abater os poucos rebeldes remanescentes, “trabalho” no qual ele e seus comandados se esmeram com uma crueldade chocante; são “lobos que comem homens”.

Como dar conta de uma realidade tão devastadora? Como suportá-la? Como não se perder nas sombras que nos acossam? Como não se desesperar, como não se entregar? Ora, se o mal está sempre à espreita, devemos seguir o exemplo de Ofélia e dar uma forma adequada a ele. Não se trata de buscar refúgio em alguma outra realidade, mas, sim, de usar aquilo que a imaginação nos dá, esses mundos outros que, no entanto, não são tão “outros”, para lançar alguma luz sobre a desolação presente, circundante. Nesse sentido, as “tarefas” de Ofélia são as formas que ela encontra para se equilibrar aqui e alhures, para, até onde for possível, sobreviver às agruras daqui e de lá, para não se perder de si e dos outros enquanto enfrenta esse enorme labirinto que é a própria vida.

Em tempos sombrios, os contos de fadas ensejam um diálogo não só com o mundo, mas também com a nossa própria alma, com os olhos que, lançando-se ao redor, ainda são capazes de enxergar beleza e mistério em quase tudo. Longe de denegar a realidade, os contos tratam de realçá-la com uma luz toda própria, abraçando-a ao mesmo tempo que a transcendem. E é por transcendê-la, por vê-la de outras formas e por perceber em si a força para mudar interna e externamente o que há, que a imaginação carrega em si a desobediência essencial que tanto ameaça quaisquer formas de repressão, quaisquer fascismos.

Ao investir em sua imaginação, Ofélia investe na liberdade e se lança no mundo, desbravando-o ao mesmo tempo que o recria. Por mais difíceis que as coisas sejam ou se tornem, pessoas como ela jamais estão sozinhas, pois a magia do mundo está nessa força imaginativa, nessa eterna abertura para o que há ao redor, nessa disposição para o diálogo, nessa aceitação da vida e, por fim, nessa adequação do bem. O Labirinto do Fauno é, portanto, similar ao Livro das encruzilhadas que Ofélia recebe do Fauno no começo de sua jornada: entre o esquecimento e a luz, entre a opressão e a liberdade, entre a morte e a vida, é muito fácil perceber para qual dessas vias aponta a imaginação.

*André de Leones é autor dos romances Eufrates e Abaixo do paraíso, entre outros. Visite seu site: andredeleones.com.br

testeSorteio Facebook – Em breve nas telinhas [Encerrado]

Alguns dos nossos livros favoritos vão ganhar adaptações para as telinhas e telonas! Para celebrar, vamos sortear 3 exemplares dessa lista.

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testeA tumba do tirano, novo livro de As provações de Apolo, chega em outubro!

Atenção, leitores: o aguardado A tumba do tirano, novo livro da série As provações de Apolo, de Rick Riordan, chega às livrarias no dia 12 de outubro.

A série se passa no mesmo universo da saga Percy Jackson e acompanha o deus do Sol, que foi transformado em um adolescente desajeitado e cheio de espinhas chamado Lester Papadopoulos após irritar o todo-poderoso Zeus.

Em A tumba do tirano, penúltimo volume da história, Apolo continua sua missão de resgatar os cinco oráculos, impedir os planos do Triunvirato de imperadores romanos maléficos e, claro, restaurar seus poderes.

Agora, sua jornada o leva para o Acampamento Júpiter, onde os semideuses romanos estão se preparando para um embate épico que pode mudar o destino de todos para sempre. Para que seu plano dê certo, Apolo precisará da ajuda de muitos amigos, incluindo Hazel, Reyna, Frank, Tyson e Ella. Mas a salvação pode estar em uma tumba esquecida de um sanguinário tirano… alguém muito pior do que todos os vilões que Apolo já enfrentou.

Prato cheio para todos os fãs do universo mitológico de Percy Jackson e dos semideuses, As provações de Apolo se aproxima de seu clímax em mais um livro incrível do meu, do seu, do nosso tio Rick.

Animados?