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4 livros (de diferentes gêneros) para pensar a experiência de mulheres asiáticas

29 / abril / 2022

Nos últimos anos, com o fortalecimento do movimento feminista no mundo, a literatura e o mercado editorial têm proposto a valorização e a publicação de obras de autoras mulheres cada vez mais. Mas que mulheres são essas? Quem está no centro do debate? É importante notar que a diversidade de narrativas entre essas histórias é fundamental na formação de um catálogo  feminino e feminista.

Pensando nisso, selecionamos uma lista de livros que exploram a experiência de mulheres asiáticas, de diferentes países, gêneros literários e tempos históricos. Conheça: 

 

Kim Jiyoung, nascida em 1982, de Cho Nam-Joo

Sucesso editorial no mundo todo, o livro de Cho Nam-Joo já vendeu mais de 1 milhão de exemplares. A obra forteleceu o movimento feminista da Coreia do Sul e foi pauta de grandes questionamentos por sua abordagem direta de temas como a desigualdade de gênero e o assédio sexual. 

Na história, acompanhamos a trajetória de Kim Jiyoung, uma mulher sul-coreana comum que largou o emprego em uma agência de marketing para cuidar da filha recém-nascida. Desde sua infância até os dias atuais, o machismo se fez presente em sua rotina, afetando seus pensamentos e suas escolhas. 

Kim Jiyoung, nascida em 1982 é uma obra poderosa e contemporânea que não só atinge o âmago da individualidade feminina, como também questiona o papel da mulher em âmbito universal.

 

Pachinko, de Min Jin Lee

O emocionante livro de Min Jin Lee apresenta a saga de diferentes gerações de uma família coreana exilada no Japão. É uma história sobre as dificuldades enfrentadas por imigrantes e como precisam de resiliência e força em um ambiente extremamente hostil. 

A narrativa tem como foco central a matriarca Sunja, que, nas primeiras páginas, é uma adolescente ingênua. Nos anos 1900, frente a uma desonra inimaginável, a personagem toma uma decisão que muda completamente sua história e impacta a vida de todos os membros de sua família por mais de noventa anos. 

Sunja é uma mulher forte que enfrentou as dificuldades de ser coreana em um país colonizador, machista e excludente. 

 

Contra o feminismo branco, de Rafia Zakaria

No campo da não ficção, Contra o feminismo branco explora a persistência do movimento feminista em se basear na experiência de mulheres brancas de classe média e alta. O livro da pesquisadora paquistanesa Rafia Zakaria é um contramanifesto que coloca as mulheres não brancas no centro do debate. 

Em uma leitura direta e impactante, a autora questiona desde pensadoras como Simone de Beauvoir a produtos culturais como Sex and the City. O resultado é uma obra crítica à adesão do feminismo branco ao patriarcado, à lógica colonial e à supremacia branca. 

O livro estimula debates sobre a quarta onda do feminismo e contou com um bate-papo incrível de lançamento, com a autora, Rafia Zakaria, e a filósofa Djamila Ribeiro, que você pode conferir aqui na íntegra.

 

Shine: uma chance de brilhar, de Jessica Jung

Outra leitura que apresenta a perspectiva de uma mulher asiática é Shine, de Jessica Jung. Nessa história infantojuvenil, conhecemos Rachel Kim, que, na Coreia do Sul, sonha em ser cantora e se dedica há seis anos ao rigoroso programa de treinamento da DB Entertainment. 

No livro, conhecemos os rigorosos padrões de beleza da indústria do K-pop pelos olhos de uma autora que já passou por esse processo (Jung fez parte do grupo Girl’s Generation). 

E aí, curtiu as indicações? 

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Comentários

Uma resposta para “4 livros (de diferentes gêneros) para pensar a experiência de mulheres asiáticas

  1. Pachinko é incível! Eu sou apaixonada (foi o primeiro livro que eu chorei rs).

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