testeConheça o relato da cientista brasileira que liderou os testes da vacina Oxford/AstraZeneca no país

Testagem foi crucial para o lançamento do imunizante que é um dos mais usados no mundo

Quando a Covid-19 se espalhou, a corrida por uma vacina também teve início. Era preciso desenvolver imunizantes contra o novo coronavírus, testá-los e produzi-los para todo o mundo em tempo recorde.

A Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, foi um dos primeiros centros de pesquisa a desenvolver uma fórmula de vacina e a iniciar as fases de testes, mas era necessário que o procedimento também fosse realizado fora da Inglaterra. O Brasil foi um dos países escolhidos, e a missão de liderar por aqui os estudos ficou a cargo da especialista em doenças infecciosas Sue Ann Costa Clemens, chefe do comitê científico da Fundação Bill e Melinda Gates e criadora do primeiro mestrado em vacinologia do mundo.

Sue Ann Clemens pela artista Dani Burity

A carioca que ganhou o Prêmio Faz Diferença, de O Globo, e foi condecorada com o título de comandante do império britânico pela Rainha Elizabeth II, levantou do zero — e em menos de um ano — o financiamento, as equipes técnicas e até mesmo algumas das instalações por onde passaram os mais de 10 mil voluntários em seis cidades brasileiras.

Em História de uma vacina, a professora e pesquisadora conta a trajetória do estudo desde as conversas iniciais com a universidade britânica até a chegada dos primeiros lotes da vacina para aplicação no país. Além dos desafios científicos da pesquisa que estava sob os olhares atentos da mídia, Sue Ann também relata os bastidores de um cenário repleto de limitações devido ao isolamento social e a entraves burocráticos e políticos.

História de uma vacina é o mais novo título do selo História Real e chega às livrarias e lojas on-line em 08 de outubro. Garanta já o seu na pré-venda.

testeA vida dos estoicos: uma filosofia prática para tempos incertos

Por João Lourenço*

Livre-se dos excessos

O capitalismo moderno nos oferece um leque quase infinito de opções de consumo, da alimentação ao entretenimento. Sim, a sociedade ainda é marcada por grandes desigualdades econômicas, mas a verdade é que nunca antes tivemos tanto poder de compra e escolha. 

Somos bombardeados por um mundo de possibilidades e, nesse paradoxo das escolhas, não nos comprometemos com um único caminho. Tudo é instável e instantâneo. Assim, muitas vezes buscamos realizar várias atividades ao mesmo tempo e pouco avançamos. E a roda continua a girar. 

Essa pressão gerada pela lógica do capital ajuda a entender os altos índices de estresse, ansiedade, depressão e burnout. Estamos cansados de querer ser mais do que somos, ter mais do que precisamos ter. E o isolamento social provocado pela pandemia parece ter nos levado à reflexão. Observa-se um movimento de busca pela desaceleração, no qual somos convidados a repensar as engrenagens que movem o cotidiano. Quando tudo entra em colapso, passamos a contemplar o óbvio. 

Agora, muito se fala sobre valorizar pequenos momentos, aceitar o presente, abandonar o controle, voltar às origens. Essas são algumas das lições que a pandemia nos ensinou. Mas esses ensinamentos sempre estiveram disponíveis. Para ser mais exato, há 2.300 anos, o filósofo Zenão de Cítio já pregava lições desse tipo em praça pública. Por ser um ambiente informal, todos eram convidados a participar dos debates, que acabaram consolidando uma doutrina filosófica que ficou conhecida como estoicismo. O pensamento desenvolvido por Zenão tem como um dos principais objetivos não ser uma filosofia abstrata de poltrona. 

O estoicismo valoriza as ações acima das palavras. Em A vida dos estoicos: A arte de viver, de Zenão a Marco Aurélio, Ryan Holiday e Stephen Hanselman examinam os hábitos dos estoicos que forjaram e viveram sob essa filosofia. O livro é organizado em breves biografias que abordam desde os nomes mais conhecidos, como Marco Aurélio e Sêneca, até os menos populares, como Diótimo e Cornuto. Por meio de histórias sobre as ações e o estilo de vida dos estoicos, os autores apresentam indivíduos que seguiram os caminhos para uma vida plena, livre de excessos. Mas antes mesmo de saber que havia uma filosofia por trás dessas ideias, você provavelmente já se deparou com alguma delas.

 

As virtudes básicas 

Ao contrário de outras filosofias, o estoicismo procura ser prático e direcionado para a ação. A simplicidade dos princípios dessa doutrina é proposital, já que, quanto maior a complexidade do assunto, mais tempo perderemos para compreendê-lo — o que significa menos tempo para a prática. O estoicismo não se desdobra em conceitos complexos e abstratos. Afinal, a maioria dos ensinamentos estoicos foi passada no boca a boca entre as gerações. Os pequenos registros que temos hoje foram resgatados de trechos de diários dos filósofos e de anotações de seus alunos e pupilos. 

Entre os preceitos básicos do estoicismo, temos quatro virtudes cardiais: sabedoria, coragem, temperança e justiça. Em resumo, elas pregam agir de forma sábia e tomar decisões com base na razão. Para os estoicos, o homem precisa evitar excessos e buscar o autocontrole diante dos desejos. Aquele que segue este modelo de disciplina está sempre em movimento, e com apetite por mais movimento, preparado para enfrentar as incertezas com tranquilidade. Para os estoicos, a liberdade do homem encontra-se no abandono do controle sobre coisas e situações que estão além de seu alcance. 

Essa máxima do estoicismo, sobre não tentar controlar o incontrolável, foi traduzida e incorporada por diversas doutrinas, entre elas o cristianismo e o budismo, e influenciou até mesmo algumas técnicas de terapia comportamental. Os princípios do estoicismo são marcados por ideias práticas e relevantes e têm tudo a ver com o nosso tempo, afinal, quem não deseja esse autoaprimoramento e levar uma vida mais leve? 

 

Memento Mori 

Em A vida dos estoicos, o leitor não recebe um passo a passo ou fórmulas de autoajuda. Nas entrelinhas, percebe-se muita semelhança entre a vida contemporânea e o cotidiano daqueles pensadores. Eles eram mestres em administrar o tempo.  Memento Mori (“lembre-se de que vai morrer”, em latim) era o mantra diário dos estoicos, uma meditação sobre as coisas e situações supérfluas do mundo. A prática sugere um desprendimento em relação ao corpo, à carreira, à reputação e até mesmo à família. Para os estoicos, não devemos colocar o foco de nossa energia em tudo aquilo que pode desaparecer a qualquer momento. Isso não significa “chutar o balde” e não se preocupar com nada, mas sugere uma libertação da vaidade e da preocupação excessiva com eventos externos. 

Memento Mori é sobre valorizar o tempo, a nossa maior moeda de troca. Um exercício simples e prático é enumerar as grandes figuras do passado. Pensou em alguém? Então, ela provavelmente está morta e enterrada. Esse antídoto nos ajuda a colocar a prioridade do dia em ordem. Assim, os estoicos sugerem a busca por um equilíbrio. Vaidade excessiva sobre as realizações pode ser tão perigosa quanto a decepção pelos fracassos. Não devemos celebrar muito o sucesso, nem sofrer em demasia pelo fracasso, pois, no fim, estamos destinados ao pó. Ao apreciar cada momento de forma intensa, a ideia estoica transforma algo destrutivo, como a morte, em uma ferramenta de motivação para aproveitar melhor as oportunidades que recebemos da vida. 

 

A vida dos estoicos

Assim como fizeram os nomes mencionados no livro, o autor Ryan Holiday procura traduzir os ensinamentos do estoicismo em ações dentro do cotidiano. Holiday mantém o canal Daily Stoic no YouTube, em que oferece dicas práticas para utilizar o estoicismo diante dos mais variados obstáculos da vida contemporânea. Além de ensinar como combater a ansiedade e a diminuir o uso do celular, Holiday também entrevista pessoas que se dedicam a práticas de  bem-estar e autodisciplina. 

Em um de seus vídeos mais acessados, ele revela como conseguiu vencer a procrastinação. Basicamente, sugere seguir o conselho de Sêneca: estar ocupado não significa fazer algo útil. Holiday explica que precisamos estabelecer prioridades e eliminar tudo aquilo que não nos aproxima de nossos objetivos. Para os estoicos, a procrastinação é um sinal de que estamos ocupados com coisas que não são úteis. Ao empregar energia em eventos e situações desnecessários, não há energia de reserva para projetar naquilo que realmente importa. Parece simples, mas não se engane: essas pequenas lições precisam ser transformadas em rituais diários. 

O livro de Ryan Holiday e do filósofo Stephen Hanselman é um convite a observar e aceitar a vida em sua mais plena potência. O estoicismo ainda fascina por não dar espaço para muitos devaneios. Como disse Thoreau, famoso praticante dessa filosofia: “Ser filósofo não é apenas ter pensamentos sutis, nem mesmo fundar uma escola. Ser filósofo é resolver alguns dos problemas da vida não apenas teoricamente, mas na prática.”

*João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York escrevendo seu primeiro romance.

testeSorteio Instagram – Amor & Livros

Preparados para se apaixonarem ao redor do mundo? Vamos sortear dois (2) leitores que poderão ganhar um (1) kit da série Amor & Livros (Amor & gelato, Amor & sorte e Amor & azeitonas).

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testeSorteio Facebook – Amor & Livros

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testeSorteio Twitter – Amor & Livros

Preparados para se apaixonarem ao redor do mundo? Vamos sortear dois (2) leitores que poderão ganhar um (1) kit com os três livros da série Amor & Livros (Amor & gelato, Amor & sorte e Amor & azeitonas).

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testeUm thriller para os fãs dos clássicos de terror dos anos 1990

Se os jovens da sua cidade começassem a ser mortos por um assassino misterioso, você fugiria ou tentaria descobrir quem está por trás disso?

Tem alguém na sua casa, novo livro de Stephanie Perkins, se passa em uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos onde uma série de assassinatos está aterrorizando os moradores. Para não se tornar a próxima vítima, a jovem Makani Young decide embarcar em uma busca arriscada e alucinante pelo autor dos crimes, enquanto é forçada a encarar sentimentos inesperados e seus segredos mais sombrios.

A história, que faz referência ao clima tenso dos clássicos de terror dos anos 1990, como Pânico e Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, ganhou uma adaptação dos mesmos produtores de Stranger Things e A invocação do mal e que estreia na Netflix em 6 de outubro. Confira o trailer dublado:

O livro, com sobrecapa inspirada no pôster do filme, também chega às livrarias a partir de 6 de outubro. Tem alguém na sua casa é a primeira aventura de Stephanie Perkins pelo mundo dos thrillers. Especialista em escrever para todos aqueles que são jovens de coração, é autora do romance Isla e o final feliz e organizadora das coletâneas O presente do meu grande amor e Aconteceu naquele verão

testeFederer: Conheça os detalhes da vida do maior tenista do mundo

Um dos recordistas em número de títulos no tênis masculino, Roger Federer é um fenômeno dentro e fora das quadras. 

Vencedor de 20 torneios de Grand Slam, o tenista suíço fez história no esporte com sua indescritível habilidade técnica e sua capacidade de gerenciar emoções, sempre buscando dar o seu melhor enquanto atleta, amigo, marido e pai. 

Em Federer: O homem que mudou o esporte, Christopher Clarey, um dos nomes mais importantes do jornalismo esportivo mundial, analisa a carreira de Roger Federer desde o início, concentrando-se em pessoas, lugares e momentos cruciais na longa e impressionante trajetória de um tenista que redefiniu os padrões de excelência do esporte e se tornou um favorito entre torcedores do mundo inteiro.

O livro chega às livrarias no dia 17 de setembro. Garanta já o seu exemplar!

 

testeAdaptação de Os filhos de Anansi encontra seu protagonista

KOFI PAINTSIL/STUDIOPI FOR THE TIMES.

De acordo com a Variety, Malachi Kirby (Black Mirror) será o protagonista da adaptação de Os filhos de Anansi produzida pelo Amazon Prime Video. O ator fará tanto o papel de Charlie Nancy quanto de seu irmão, Spider. Kirby já ganhou um BAFTA de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel na série Small Axe, do cineasta Steve McQueen.

“Precisávamos de alguém que demonstrasse a humanidade de Charlie e o perigo divino de Spider, alguém que pudesse interpretar dois papéis muito diferentes e conseguisse conduzir a série. Achamos Malachi e estou emocionado com isso. Ele é incrível!”, afirma Neil Gaiman, autor da obra original.

Os filhos de Anansi conta a história de Charles Nancy, um homem que decide se reaproximar do pai após 20 anos sem se falarem. Ao mesmo tempo que Nancy toma essa decisão na Inglaterra, seu pai sofre um infarto fulminante nos Estados Unidos. A morte de Anansi é apenas o início de uma trama genial e inventiva, e a viagem de Charlie para o funeral acaba se tornando uma jornada repleta de mistérios e revelações surpreendentes: além de descobrir que o pai era uma divindade africana, ele precisará lidar com um irmão determinado a tornar sua vida mais interessante… e perigosa.

Com uma narrativa leve e um humor tipicamente britânico, o livro foi lançado pela Intrínseca em 2015 em Edição Preferida do Autor e, junto com Deuses americanos e Lugar Nenhum, integra o Box Neil Gaiman.

A adaptação de Os filhos de Anansi terá 6 episódios e ainda não tem previsão de estreia no serviço de streaming.

testeMeritocracia e desigualdade

*Por Gabriel Trigueiro

  1. A cilada da meritocracia e a soma de dois problemas

No livro A cilada da meritocracia, Daniel Markovits argumenta que o sistema meritocrático é um mecanismo composto por pelo menos dois problemas distintos. O primeiro é o tratamento da educação como mero passaporte de ascensão social para o ingresso na elite. A qualificação se concentra em uma casta supereducada e diminuta, que vence com ampla margem de vantagem a competição pelas vagas das melhores escolas e universidades dos Estados Unidos — o que lhes garante, logo, os melhores diplomas. O segundo é a transformação do mercado de trabalho, que passa a gerar empregos de superqualificação e lucrativos, responsáveis pela sustentação dessa alta casta meritocrática. Ambos os problemas se retroalimentam, portanto.                                                                      

Até a década de 1950, a maior parte das empresas norte-americanas era liderada por “ricos preguiçosos”, tal qual os descritos em A teoria da classe do lazer, de Thorstein Veblen, em 1899. Esses homens iam trabalhar usando roupas mais adequadas para uma reunião no country club do que para o ambiente frio e impessoal a que fomos nos acostumando ao longo das décadas. Passavam a tarde bebendo martínis e trataram com esgar de desprezo, e como filisteus e “rufiões grosseiros”, a nova classe de capitalistas que começou a emergir a partir da década de 1960. A série Mad Men (2007-2015) demonstra à perfeição, entre muitas outras coisas, esse antagonismo entre a elite quatrocentona de dândis decadentes (Bert Cooper e até Roger Sterling) e a nova geração de capitalistas que, basicamente, tinha vindo do nada (Don Draper e Pete Campbell).                                       

  1. A desigualdade norte-americana ontem e hoje

É impossível discutir a desigualdade nos Estados Unidos e não discutir o modelo meritocrático que a tem acelerado nas últimas décadas. Em meados dos anos 1960, um CEO de uma grande empresa ganhava vinte vezes o valor de um trabalhador médio da produção. Hoje, essa diferença chega a trezentas vezes. O lucro de um sócio de um escritório de advocacia de elite na década de 1960 regulava cinco vezes o valor do salário de sua secretária. Hoje, é em média quarenta vezes maior. O caso do setor financeiro é ainda mais agressivo: David Rockefeller, quando se tornou o presidente do Chase Manhattan Bank, em 1969, ganhava cerca de cinquenta vezes o salário de um bancário. Já Jamie Dimon, que comanda o JP Morgan Chase, recebeu, em 2017, mais de mil vezes o salário de um bancário comum.

  1. O erro da crítica progressista

Muitas vezes, a crítica dos progressistas à meritocracia é bem-intencionada, mas equivocada, pois é moralista e desatenta a questões estruturais complexas e cheias de nuances. A desigualdade norte-americana não é causada por vilões ou por perversões (nepotismo e corrupção, por exemplo) de um sistema que seria originalmente virtuoso. Particularizar um problema estrutural é sempre um tiro no pé. A desigualdade social nos Estados Unidos é um desdobramento gerado pelo funcionamento à perfeição do sistema meritocrático. A lógica interna da meritocracia é antidemocrática por sua própria natureza: promove a sucessão dinástica do status e da riqueza de geração a geração.

*Gabriel Trigueiro é doutor em História Comparada pela UFRJ

testeO exorcismo da minha melhor amiga chega ao Brasil em outubro

Para a alegria e o arrepio dos fãs, um dos escritores de terror mais celebrados da atualidade, Grady Hendrix, terá pela primeira vez uma de suas obras publicadas no Brasil! No mês das bruxas, chega às livrarias uma história nostálgica, emocionante e perturbadora sobre o poder da amizade. Conheça mais sobre a trama:

Outono de 1988. As melhores amigas Abby e Gretchen cursam o ensino médio em uma prestigiosa escola católica, mas são meninas populares que idolatram Madonna e odeiam os pais. Quando as duas experimentam alucinógenos, Gretchen decide nadar nua no riacho, mas acaba desaparecendo a noite inteira e volta… estranha. Está carrancuda, irritadiça, cheia de espinhas e cicatrizes e usa sempre as mesmas roupas largas e feias. Não demora muito para eventos bizarros e sangrentos começarem a acontecer por onde ela passa.

Preocupada com a amiga, Abby decide investigar o que aconteceu naquela noite. Suas descobertas são aterrorizantes, e tudo indica que Abby não vai escapar ilesa se não se afastar de Gretchen. Agora, o destino das duas depende de uma única pergunta: a amizade delas é forte o bastante para derrotar o diabo?

Em uma trama eletrizante, sensível, demoníaca e com uma trilha sonora memorável, Grady Hendrix explora as dinâmicas sociais de Charleston nos anos 1980 – tão assustadoras quanto o próprio diabo – e constrói um testemunho emocionante sobre o poder da amizade. Um filme inspirado na obra está em produção, dirigido por Damon Thomas (Killing Eve e Penny Dreadful) e distribuído pela Amazon Studios.

O exorcismo da minha melhor amiga chega às livrarias no dia 18 de outubro, e você já pode adquirir o seu exemplar na pré-venda!