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Três casos de possessão que realmente aconteceram

30 / abril / 2021

Ao longo da história, algumas entidades assumiram o controle de corpos humanos e, durante esse período, praticaram crimes ou simplesmente acabaram com a paz de algumas famílias.

Em As sombras do mal, novo livro de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan, a agente do FBI Odessa Hardwicke se vê envolvida em uma assustadora teia de acontecimentos causada pelos incorpóreos —  espíritos malignos que se alimentam de emoções e podem se apoderar do corpo de suas vítimas, prontos para abraçar o êxtase da morte e do caos. No universo criado pelos autores sempre existiram quatro incorpóreos, e apenas um continua livre.

Inspirados nessa trama macabra, reunimos três casos reais de possessão demoníaca que marcaram o mundo. Confira abaixo:

 

Robbie Mannheim ou Roland Doe

Provavelmente o caso mais famoso de todos é o de Robbie Mannhein/Roland Doe — o nome verdadeiro do garoto nunca foi revelado —, que inspirou, entre outras produções, o filme O Exorcista.

Robbie era uma criança comum que morava em Maryland, nos Estados Unidos, no fim da década de 1940. Filho único, ele era muito próximo de sua tia Harriet, e, juntos, utilizavam frequentemente o tabuleiro Ouija, famoso item dos filmes de terror por ser capaz de realizar uma comunicação aberta com o mundo dos mortos.

Mas após a morte de Harriet, o menino ficou profundamente abalado e deprimido, e, dias depois, sua família começou a presenciar constantes episódios sobrenaturais em casa: barulhos inexplicáveis, objetos que flutuavam, móveis que mudavam de lugar… e tudo isso só acontecia na presença de Robert.

Até que em fevereiro de 1949, depois de várias consultas médicas, psicológicas e psiquiátricas, o padre E. Albert Hughes pediu permissão para realizar uma sessão de exorcismo no garoto. O primeiro ritual ficou incompleto, já que o menino se soltou de uma das amarras e acabou ferindo o clérigo durante o processo, mas outras 30 sessões aconteceriam nas semanas seguintes com diversos outros padres.

Dois meses depois, em abril, Robert acordou tranquilo e dócil e dizia não se lembrar de nada relacionado ao período conturbado que vivera. Segundo o padre Walter Halloran, o rapaz cresceu sem nenhum sinal de novas possessões e teve uma vida comum.

  

Arne Cheyenne Johnson

Um dos episódios mais famosos nos Estados Unidos também se tornou histórico por ser o primeiro caso jurídico em que possessão demoníaca foi utilizada pela defesa do réu, acusado de homicídio.

Tudo começou em 1981, quando Arne Cheyenne Johnson matou a facadas seu senhorio Alan Bono. Já no dia seguinte ao assassinato, os famosos demonologistas Ed e Lorraine Warren prontamente informaram à polícia da cidade que o homem estava possuído por uma entidade maligna durante o crime. Como eles sabiam? Eles já conheciam Johnson de outro caso.

Ao executar uma série de exorcismos em David Glatzel, o cunhado de Johnson de apenas onze anos, os Warren testemunharam quando Arne teria dito “me leve e deixe meu amigo em paz” para os espíritos. Pouco tempo depois, ele começou a agir de forma estranha.

O advogado de Arne seguiu com esse argumento para alegar a inocência de seu cliente, mas isso não convenceu o júri. Johnson foi considerado culpado e condenado a mais de vinte anos de prisão, dos quais só cumpriu cinco. A história serviu de inspiração para o filme Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio.

 

Clara Germana Cele

A jovem sul-africana Clara Germana Cele foi abandonada ainda bebê em um orfanato católico e passou a vida toda lá. Mas, em 1906, quando Clara completou 16 anos, tudo mudou.

Em um relato ao padre Hörner Erasmus, registrado por uma freira, Clara afirmava ser capaz de falar línguas que nunca havia estudado, como polonês, alemão, francês e norueguês, além de demonstrar algum nível de clarividência ao revelar segredos íntimos de pessoas com as quais não tinha contato. A freira relatou também que às vezes a menina gritava como um animal e tinha uma força extraordinária: “Nenhum animal jamais havia feito tais sons. Nem os leões da África Oriental nem os touros furiosos. Às vezes, parecia que uma verdadeira manada de feras orquestradas por Satanás havia formado um coro infernal.”

Durante seu exorcismo, Clara arrancou a Bíblia das mãos do padre e tentou estrangulá-lo com sua estola. Ela também levitou a um metro e meio do chão e só retornou após ser borrifada com água benta. O ritual de expulsão do espírito maligno durou dois dias, e ela nunca se recuperou da experiência.

Clara morreu seis anos depois, em 1912, por insuficiência cardíaca.

 

 

Assustador, não é mesmo?

Se na vida real temos os padres e demonologistas para nos ajudarem com exorcismos, no livro de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan, temos Hugo Blackwood, o detetive do sobrenatural. Ao longo dos últimos quatro séculos, ele tem dedicado sua vida à caça de seres malignos e à investigação de fenômenos paranormais. Para saber mais sobre suas aventuras, conheça As sombras do mal: As fitas de Blackwood.

Foto: Porão literário | @poraoliterario


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Comentários

5 Respostas para “Três casos de possessão que realmente aconteceram

  1. A foto que aparece como sendo o Arne é na verdade de outro cara, David Berkowitz, também conhecido como “filho de Sam”. A foto que vocês colocaram é de um serial killer

  2. A imagem do 2° caso não é o Arne e sim o David Berkowitz.

  3. Obrigado pelo aviso, Felipe! Já arrumamos 😉

  4. Obrigado pelo aviso, Michelle! Já atualizamos a imagem do post

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