testeAmor, sublime amor: Livro de West Side Story chega ao Brasil em novembro

Alô, fãs de musicais! Temos novidades quentinhas para vocês! Em novembro, chega às livrarias Amor, sublime amor, um romance inesquecível que há mais de sessenta anos encanta o mundo nas telas, nos palcos e na literatura. 

Com toda a profundidade, o drama e a beleza de uma obra comovente e atemporal, a peça teatral romanceada por Irving Shulman ganhará uma adaptação musical estrelada por Rachel Zegler e Ansel Elgort (A Culpa é das Estrelas) e dirigida por ninguém menos que Steven Spielberg

A trama está prevista para chegar aos cinemas em dezembro de 2021. Confira o trailer:

Maria e Tony não conheciam o amor até a noite em que seus olhares se cruzaram no baile,  onde os dois jovens dançaram inebriados por aquele sentimento novo e inigualável. Logo eles descobrem, porém, que fazem parte de duas realidades distintas e inconciliáveis. Maria é irmã do líder dos Sharks, uma gangue de imigrantes porto-riquenhos, enquanto Tony é ex-integrante e o melhor amigo do líder dos Jets, a gangue rival, formada por brancos norte-americanos. 

Embora Tony tenha decidido começar uma nova vida, longe das rixas entre gangues e da criminalidade das ruas, seu vínculo com os Jets permanece mais forte do que ele imaginava e será decisivo para o curso de seu romance com Maria. Poderá esse amor se desviar da mira da violência das ruas de West Side? 

Sob as sombras dos arranha-céus  de  Nova York, Sharks e Jets se digladiam não só pelo domínio das ruas, mas por motivações que encontram raízes mais profundas na sociedade norte-americana, como a intolerância e o racismo — uma das razões pelas quais Amor, sublime amor continua uma obra atual e necessária. Ecoando a tradição literária de histórias de amor tragicamente belas, esta obra multipremiada revolucionou a Broadway e o cinema na época de seu lançamento e perdura até hoje como um dos maiores fenômenos a cruzar gerações.

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testeO risco do governo Bolsonaro à democracia

Em entrevista ao blog da Intrínseca, Míriam Leitão fala de seu novo livro, A democracia na armadilha

Foto por Rafaela Cassiano

Em 2016, quando o então deputado federal Jair Bolsonaro fez uma homenagem ao coronel Brilhante Ustra na Câmara dos Deputados, Míriam Leitão explicitou o ato como crime de apologia à tortura em sua coluna no jornal O Globo e, hoje, relembra o caso: “Na época, eu escrevi que ele teria que ser cassado e, agora, fica ainda mais claro que a democracia precisa se defender de quem a ameaça. O Congresso nada fez diante daquele discurso e ele acabou chegando à presidência.”

Em A democracia na armadilha, que chega às lojas em 15 de outubro, a premiada jornalista reúne uma seleção de suas colunas publicadas entre abril de 2016 e julho de 2021, textos que, além de alertarem sobre uma possível escalada autoritária, mostram a que ponto um país pode chegar quando um inimigo da democracia se instala no coração do poder.

Em entrevista ao blog da Intrínseca, Míriam Leitão falou sobre a primeira metade do governo Bolsonaro e a necessidade de nos atentarmos para as ameaças à democracia: “O fim que ele quer nós já sabemos. Por isso é importante esse alerta, para mudarmos o final dessa história.”

 

Logo na apresentação do livro, Míriam enfatiza a importância da coluna como registro histórico e cita o trabalho de Eugenio Xammar que foi correspondente de jornais da Catalunha na Alemanha durante o período da hiperinflação até a ascensão de Hitler como uma de suas maiores referências no gênero: “O que eu acho incrível é como o que ele escrevia revelava o que acontecia no dia a dia do país. Busco isso nos meus livros de colunas — em A verdade é teimosa, mostrei os erros econômicos do governo Dilma; nesse livro que lanço agora, dou grande foco à democracia porque ela está sob constante ameaça no governo Bolsonaro.”

Para a colunista, os inúmeros ataques do presidente à imprensa têm um motivo claro: “Ele não tem qualquer entendimento do que seja o papel da imprensa. Ele só aceita fazer declarações quando não há o contraditório, por isso fala naquele cercadinho, em suas lives ou para pessoas que não vão fazer qualquer pergunta que o incomode. Isso é resultado do seu modo autoritário de pensar, mas também da sua insegurança.”

“Os retrocessos são imensos. Após esse governo, haverá escombros em várias áreas e será preciso reconstruir.

Ao longo das mais de 150 crônicas que compõem A democracia na armadilha, a jornalista analisa as crises diplomáticas e as decisões desastrosas tomadas pelo chefe do executivo, além dos desmontes de programas sociais, ambientais e culturais, e o descaso e o negacionismo frente à pandemia de covid-19: “Ao preparar o livro e revisitar o dia a dia desse desgoverno, fui me convencendo ainda mais de que o maior risco que podemos correr é não ver o perigo que ameaça a democracia na presidência de Jair Bolsonaro”, afirma. “Os retrocessos são imensos. Após esse governo, haverá escombros em várias áreas e será preciso reconstruir. A área da cultura, por exemplo. Já no meio ambiente, o que estiver sendo destruído agora, os desmatamentos, será difícil refazer, mas a sociedade brasileira avançou o debate sobre as mudanças climáticas e a preservação. O governo é que está errado e com uma agenda velha.”

Para a autora, a pandemia só mostrou que o governo era ainda pior do que se sabia: “Aquela reunião ministerial é uma aberração. Houve lá vários absurdos e um deles foi o ‘passar a boiada’”, diz, em referência à reunião com os ministros ocorrida em maio de 2020, dois meses após a OMS declarar que enfrentávamos uma pandemia global. “A ideia embutida no ‘passar a boiada’ é especialmente cruel porque um ministro propunha aproveitar o momento de dor que paralisava o país para avançar com um projeto de destruição ambiental. Nunca se pode esquecer que o Brasil estava vivendo, enquanto isso, a maior crise sanitária da sua história e que deixou centenas de milhares de mortos”, afirma.

“É absolutamente inaceitável que o país esteja atravessando uma tragédia e o presidente da República demonstre tal desprezo pelo sofrimento. É um escárnio.”

Ao rever cronologicamente os atos do presidente durante a pandemia, Míriam ressalta os boicotes de Bolsonaro às recomendações de médicos e especialistas e seu descaso com a saúde pública: “O livro vai mostrando a pandemia piorando e o presidente sabotando diariamente as medidas de proteção. Contada aos poucos nas colunas, fica ainda mais estarrecedora a série de deboches do presidente com a dor dos brasileiros. O livro consegue trazer fotografias desses momentos estarrecedores.”

Colunista do jornal O Globo há trinta anos, Míriam Leitão já recebeu diversos prêmios como jornalista e escritora, incluindo o Jabuti de Livro do Ano de Não Ficção em 2012 por Saga brasileira. Pela Intrínseca, já publicou Tempos extremos — obra finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2015 —, História do futuro, A verdade é teimosa e a coletânea de crônicas Refúgio no sábado, finalista do Jabuti em 2019. “Eu sou de uma geração que chegou à juventude no pior momento da ditadura militar, nos chamados ‘anos de chumbo’”, relembra Míriam. “Isso me marcou de forma indelével. Ter visto a  longa e difícil caminhada para a reconquista da liberdade me deu a noção exata dos riscos que corremos diariamente no governo Bolsonaro.”

Por fim, perguntamos à autora se é possível sair dessa armadilha: “Sim, é possível, mas não sem antes reconhecermos os riscos que corremos e os maus propósitos institucionais do governo Bolsonaro. Se a gente achar que ele está blefando, que ‘ele é assim mesmo’, como dizem os seus ministros, o perigo aumenta.”

A democracia na armadilha chega às livrarias e lojas on-line em 15 de outubro e já está em pré-venda.

testeConheça o livro que inspirou o filme de Ridley Scott com Matt Damon e Jodie Comer

Na França medieval, acreditava-se que o resultado de um duelo refletia a verdade aos olhos de Deus. Utilizados como último recurso em casos de embates judiciais, os duelos eram uma forma de combate na qual tudo era permitido: ataques pelas costas, armas variadas e manobras traiçoeiras, sempre diante de um público atento que se fascinava vendo dois homens lutarem até a morte na arena.

O livro O último duelo, de Eric Jager, narra a emblemática história do último julgamento por combate autorizado na França, em 1386. Protagonizada por Jacques Le Gris e Jean de Carrouges, a luta foi travada para defender o testemunho e a honra de Marguerite, esposa de Carrouges, que acusava o outro homem de estupro. Se o casal acusador vencesse, ficaria confirmada a veracidade do relato da mulher e a culpa de seu algoz. Se a vitória fosse de Le Gris, no entanto, não só Jean de Carrouges seria morto na arena, como Marguerite pagaria com a própria vida por seu falso depoimento. 

Reconstruindo historicamente a sociedade feudal do século XIV e as trajetórias desses dois homens, a obra de Eric Jager apresenta com riqueza de detalhes um dos fatos mais marcantes da Europa medieval, além de evidenciar os costumes  da época e as heranças sociais que nos acompanham até os dias de hoje. 

Os acontecimentos narrados em O último duelo deram origem ao filme homônimo de Ridley Scott estrelado por Matt Damon, Adam Driver, Jodie Comer e Ben Affleck, que estreará nos cinemas em 15 de outubro. Confira o trailer legendado:

O livro, com a história completa do grande duelo de Paris, chega às livrarias a partir de 11 de outubro.

testeAmanda Gorman convida as crianças a serem agentes da mudança

Em janeiro de 2021, Amanda Gorman tornou-se a mais jovem escritora a participar da  cerimônia de posse presidencial dos Estados Unidos ao recitar o poema “The Hill We Climb” diante de Joe Biden, Kamala Harris e milhões de espectadores. Desde então, a aclamada poetisa e ativista de 23 anos ganhou destaque na mídia internacional, o que ajudou a ampliar seu já reconhecido trabalho em prol de causas sociais. 

Defensora do meio ambiente, da equidade racial e da igualdade de gênero, seu objetivo é transformar esses temas em pautas do dia a dia, por isso se dedicou a encontrar uma forma de apresentá-los às crianças. Foi assim que surgiu Canção da mudança, um livro que convida os pequenos a serem agentes da mudança de que o mundo precisa.

A edição em capa dura, recheada de ilustrações coloridas e vibrantes, tem um ritmo apaixonante que vai encantar as crianças e é perfeito para a leitura compartilhada, trazendo uma inspiradora mensagem de esperança para as futuras gerações. A obra é recomendada para crianças a partir de 4 anos.  

Escrito por Amanda Gorman e ilustrado por Loren Long, Canção da mudança já está disponível nas livrarias.

testeConheça o relato da cientista brasileira que liderou os testes da vacina Oxford/AstraZeneca no país

Testagem foi crucial para o lançamento do imunizante que é um dos mais usados no mundo

Quando a Covid-19 se espalhou, a corrida por uma vacina também teve início. Era preciso desenvolver imunizantes contra o novo coronavírus, testá-los e produzi-los para todo o mundo em tempo recorde.

A Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, foi um dos primeiros centros de pesquisa a desenvolver uma fórmula de vacina e a iniciar as fases de testes, mas era necessário que o procedimento também fosse realizado fora da Inglaterra. O Brasil foi um dos países escolhidos, e a missão de liderar por aqui os estudos ficou a cargo da especialista em doenças infecciosas Sue Ann Costa Clemens, chefe do comitê científico da Fundação Bill e Melinda Gates e criadora do primeiro mestrado em vacinologia do mundo.

Sue Ann Clemens pela artista Dani Burity

A carioca que ganhou o Prêmio Faz Diferença, de O Globo, e foi condecorada com o título de comandante do império britânico pela Rainha Elizabeth II, levantou do zero — e em menos de um ano — o financiamento, as equipes técnicas e até mesmo algumas das instalações por onde passaram os mais de 10 mil voluntários em seis cidades brasileiras.

Em História de uma vacina, a professora e pesquisadora conta a trajetória do estudo desde as conversas iniciais com a universidade britânica até a chegada dos primeiros lotes da vacina para aplicação no país. Além dos desafios científicos da pesquisa que estava sob os olhares atentos da mídia, Sue Ann também relata os bastidores de um cenário repleto de limitações devido ao isolamento social e a entraves burocráticos e políticos.

História de uma vacina é o mais novo título do selo História Real e chega às livrarias e lojas on-line em 08 de outubro. Garanta já o seu na pré-venda.

testeA vida dos estoicos: uma filosofia prática para tempos incertos

Por João Lourenço*

Livre-se dos excessos

O capitalismo moderno nos oferece um leque quase infinito de opções de consumo, da alimentação ao entretenimento. Sim, a sociedade ainda é marcada por grandes desigualdades econômicas, mas a verdade é que nunca antes tivemos tanto poder de compra e escolha. 

Somos bombardeados por um mundo de possibilidades e, nesse paradoxo das escolhas, não nos comprometemos com um único caminho. Tudo é instável e instantâneo. Assim, muitas vezes buscamos realizar várias atividades ao mesmo tempo e pouco avançamos. E a roda continua a girar. 

Essa pressão gerada pela lógica do capital ajuda a entender os altos índices de estresse, ansiedade, depressão e burnout. Estamos cansados de querer ser mais do que somos, ter mais do que precisamos ter. E o isolamento social provocado pela pandemia parece ter nos levado à reflexão. Observa-se um movimento de busca pela desaceleração, no qual somos convidados a repensar as engrenagens que movem o cotidiano. Quando tudo entra em colapso, passamos a contemplar o óbvio. 

Agora, muito se fala sobre valorizar pequenos momentos, aceitar o presente, abandonar o controle, voltar às origens. Essas são algumas das lições que a pandemia nos ensinou. Mas esses ensinamentos sempre estiveram disponíveis. Para ser mais exato, há 2.300 anos, o filósofo Zenão de Cítio já pregava lições desse tipo em praça pública. Por ser um ambiente informal, todos eram convidados a participar dos debates, que acabaram consolidando uma doutrina filosófica que ficou conhecida como estoicismo. O pensamento desenvolvido por Zenão tem como um dos principais objetivos não ser uma filosofia abstrata de poltrona. 

O estoicismo valoriza as ações acima das palavras. Em A vida dos estoicos: A arte de viver, de Zenão a Marco Aurélio, Ryan Holiday e Stephen Hanselman examinam os hábitos dos estoicos que forjaram e viveram sob essa filosofia. O livro é organizado em breves biografias que abordam desde os nomes mais conhecidos, como Marco Aurélio e Sêneca, até os menos populares, como Diótimo e Cornuto. Por meio de histórias sobre as ações e o estilo de vida dos estoicos, os autores apresentam indivíduos que seguiram os caminhos para uma vida plena, livre de excessos. Mas antes mesmo de saber que havia uma filosofia por trás dessas ideias, você provavelmente já se deparou com alguma delas.

 

As virtudes básicas 

Ao contrário de outras filosofias, o estoicismo procura ser prático e direcionado para a ação. A simplicidade dos princípios dessa doutrina é proposital, já que, quanto maior a complexidade do assunto, mais tempo perderemos para compreendê-lo — o que significa menos tempo para a prática. O estoicismo não se desdobra em conceitos complexos e abstratos. Afinal, a maioria dos ensinamentos estoicos foi passada no boca a boca entre as gerações. Os pequenos registros que temos hoje foram resgatados de trechos de diários dos filósofos e de anotações de seus alunos e pupilos. 

Entre os preceitos básicos do estoicismo, temos quatro virtudes cardiais: sabedoria, coragem, temperança e justiça. Em resumo, elas pregam agir de forma sábia e tomar decisões com base na razão. Para os estoicos, o homem precisa evitar excessos e buscar o autocontrole diante dos desejos. Aquele que segue este modelo de disciplina está sempre em movimento, e com apetite por mais movimento, preparado para enfrentar as incertezas com tranquilidade. Para os estoicos, a liberdade do homem encontra-se no abandono do controle sobre coisas e situações que estão além de seu alcance. 

Essa máxima do estoicismo, sobre não tentar controlar o incontrolável, foi traduzida e incorporada por diversas doutrinas, entre elas o cristianismo e o budismo, e influenciou até mesmo algumas técnicas de terapia comportamental. Os princípios do estoicismo são marcados por ideias práticas e relevantes e têm tudo a ver com o nosso tempo, afinal, quem não deseja esse autoaprimoramento e levar uma vida mais leve? 

 

Memento Mori 

Em A vida dos estoicos, o leitor não recebe um passo a passo ou fórmulas de autoajuda. Nas entrelinhas, percebe-se muita semelhança entre a vida contemporânea e o cotidiano daqueles pensadores. Eles eram mestres em administrar o tempo.  Memento Mori (“lembre-se de que vai morrer”, em latim) era o mantra diário dos estoicos, uma meditação sobre as coisas e situações supérfluas do mundo. A prática sugere um desprendimento em relação ao corpo, à carreira, à reputação e até mesmo à família. Para os estoicos, não devemos colocar o foco de nossa energia em tudo aquilo que pode desaparecer a qualquer momento. Isso não significa “chutar o balde” e não se preocupar com nada, mas sugere uma libertação da vaidade e da preocupação excessiva com eventos externos. 

Memento Mori é sobre valorizar o tempo, a nossa maior moeda de troca. Um exercício simples e prático é enumerar as grandes figuras do passado. Pensou em alguém? Então, ela provavelmente está morta e enterrada. Esse antídoto nos ajuda a colocar a prioridade do dia em ordem. Assim, os estoicos sugerem a busca por um equilíbrio. Vaidade excessiva sobre as realizações pode ser tão perigosa quanto a decepção pelos fracassos. Não devemos celebrar muito o sucesso, nem sofrer em demasia pelo fracasso, pois, no fim, estamos destinados ao pó. Ao apreciar cada momento de forma intensa, a ideia estoica transforma algo destrutivo, como a morte, em uma ferramenta de motivação para aproveitar melhor as oportunidades que recebemos da vida. 

 

A vida dos estoicos

Assim como fizeram os nomes mencionados no livro, o autor Ryan Holiday procura traduzir os ensinamentos do estoicismo em ações dentro do cotidiano. Holiday mantém o canal Daily Stoic no YouTube, em que oferece dicas práticas para utilizar o estoicismo diante dos mais variados obstáculos da vida contemporânea. Além de ensinar como combater a ansiedade e a diminuir o uso do celular, Holiday também entrevista pessoas que se dedicam a práticas de  bem-estar e autodisciplina. 

Em um de seus vídeos mais acessados, ele revela como conseguiu vencer a procrastinação. Basicamente, sugere seguir o conselho de Sêneca: estar ocupado não significa fazer algo útil. Holiday explica que precisamos estabelecer prioridades e eliminar tudo aquilo que não nos aproxima de nossos objetivos. Para os estoicos, a procrastinação é um sinal de que estamos ocupados com coisas que não são úteis. Ao empregar energia em eventos e situações desnecessários, não há energia de reserva para projetar naquilo que realmente importa. Parece simples, mas não se engane: essas pequenas lições precisam ser transformadas em rituais diários. 

O livro de Ryan Holiday e do filósofo Stephen Hanselman é um convite a observar e aceitar a vida em sua mais plena potência. O estoicismo ainda fascina por não dar espaço para muitos devaneios. Como disse Thoreau, famoso praticante dessa filosofia: “Ser filósofo não é apenas ter pensamentos sutis, nem mesmo fundar uma escola. Ser filósofo é resolver alguns dos problemas da vida não apenas teoricamente, mas na prática.”

*João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York escrevendo seu primeiro romance.

testeSorteio Instagram – Amor & Livros [Encerrado]

Preparados para se apaixonarem ao redor do mundo? Vamos sortear dois (2) leitores que poderão ganhar um (1) kit da série Amor & Livros (Amor & gelato, Amor & sorte e Amor & azeitonas).

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