teste5 livros com personagens em isolamento

Ficar em isolamento social não é fácil. Entre a saudade de pessoas queridas, a ansiedade por não sair do lugar e o medo do que há lá fora, o distanciamento nos obriga a refletir sobre nós mesmos com mais atenção.  O que pode ser válido, pois sempre há espaço para crescimento pessoal, mas também significa reparar em características que não nos agradam, seja em você mesmo ou nas pessoas com as quais você está passando o período de quarentena.

Foi pensando nisso que separamos alguns livros cujos personagens enfrentam seu próprio tipo de isolamento social. Confira:

 

1. A última festa, de Lucy Foley

Nove velhos amigos da época de faculdade se reúnem para celebrar a virada do ano. Desta vez, a tradicional viagem será para um casarão nas Terras Altas escocesas.

Assim que chegam, uma nevasca fecha as poucas opções de entrada e saída da região, e os amigos ficam isolados na companhia de um estranho casal de islandeses e alguns poucos funcionários da propriedade.

Presumimos que entre velhos amigos não há segredos. Mas A última festa prova que estamos enganados. Em capítulos que alternam as perspectivas dos personagens, nos aprofundamos na mente de cada um deles e no que significa conviver com o grupo. Lentamente os atritos silenciosos e antigos ressentimentos ganham proporção, até que, no primeiro dia do ano, um corpo é encontrado. E o assassino só pode estar entre eles.

2. Black Hammer, de Jeff Lemire

Eles eram os super-heróis mais célebres de seu tempo, mas, durante um embate contra seu arqui-inimigo, foram transportados para uma cidade rural onde nada nunca muda. Quem cruza os limites desse incomum purgatório morre. O último que tentou foi Black Hammer, líder do grupo, dez anos atrás.

Desde então, Abraham Slam, Menina de Ouro, Coronel Weird, Madame Libélula e Barbalien são obrigados a esconder seus poderes dos habitantes locais e personificam uma típica família disfuncional.

Cada um lida com a situação de forma diferente. Enquanto Abraham parece ter se acostumado à tranquilidade de viver afastado de tudo que conheciam, a Menina de Ouro fica cada vez mais irritada com a vida monótona que levam.

Como você está lidando com a quarentena? Está mais para Abraham Slam ou Menina de Ouro?

 

3. Nove desconhecidos, de Liane Moriarty

Nove pessoas muito diferentes entre si fazem reserva para uma temporada em um spa deslumbrante, sem acesso a telefones ou internet, na esperança de mudarem de vida. Problemas de todos os tipos levaram os visitantes até ali: de crise no casamento a luto por um ente querido, passando por autoestima baixa. 

Os métodos nada tradicionais do lugar tomam rumos perigosos, e logo os desconhecidos percebem que estão confinados ali. Em seu tempo juntos, conhecemos os conflitos internos e as vulnerabilidades de cada um.

Não era como eles imaginavam, mas a vida de todos mudará depois desse spa.

 

4. Um cavalheiro em Moscou, de Amor Towles

Em Moscou de 1917, Aleksandr Ilitch Rostov, mais conhecido como “O Conde”, é condenado por um tribunal bolchevique à prisão domiciliar e deve viver no pequeno sótão do Hotel Metropol. Do tipo otimista, o Conde não muda de comportamento, mesmo com o revés. É um cavalheiro cortês que tenta sobreviver em uma sociedade pós-Revolução Russa, enquanto assiste de longe a todas as mudanças sociais e culturais do país.

Logo ele passa a conhecer os funcionários e visitantes do famoso hotel. A filha de um burocrata viúvo, um ex-general do exército vermelho e uma atriz famosa são apenas alguns dos personagens com os quais ele divide sua sabedoria e, em troca, aprende sobre o mundo do lado fora.

 

5. Inspeção, de Josh Malerman

Em uma torre isolada do mundo no meio de uma floresta, existe uma escola muito diferente daquelas que conhecemos. Moram lá vinte e seis meninos que estudam para um dia se tornarem grandes gênios das artes e das ciências.

É terminantemente proibido sair do prédio, e todos acreditam ser filhos do fundador da escola. Nenhum deles jamais teve contato com o mundo exterior.

Mas um desses garotos, J, não está satisfeito com as explicações que recebe. Na verdade, ele suspeita da existência de algo fora dali, para além da Torre, algo que não querem que ele veja.

Esse é só o começo da misteriosa história de Inspeção, do autor de Caixa de pássaros

 

E aí? Como você está enfrentando esse período de isolamento social?

testeComo ser menos ansioso em um mundo dominado pelas redes sociais?

Quando percebeu que acessar constantemente as redes sociais servia como gatilho para suas crises de ansiedade e depressão, Matt Haig decidiu analisar a relação entre a quantidade de conteúdo ao qual era exposto diariamente e sua qualidade de vida.

Essas reflexões deram origem a Observações sobre um planeta nervoso, um diálogo entre Haig e o leitor sobre os rumos da sociedade atual. No livro, o autor oferece propostas para impedir a sensação frequente de cansaço, solidão e tristeza causada por essa avalanche de informações sem filtro. Com muitas dicas e exemplos, Haig faz um passeio pela própria realidade, expõe seu lado vulnerável e convida o leitor para uma busca conjunta pelo equilíbrio mental no caótico século XXI.

Observações sobre um planeta nervoso, novo livro do autor de Razões para continuar vivo, chega às lojas a partir de 9 de junho.

testeDelivery Leitura: compre seu livro preferido por telefone e sem sair de casa

A rede de Livrarias Leitura abriu um serviço de atendimento por telefone para pedidos e entregas de livros. Algumas lojas também estão disponibilizando atendimento via Whatsapp. Assim, além da compra, você ainda pode tirar dúvidas sobre títulos específicos, fazer consultas e receber dicas de leitura, entre outras coisas. Confira:

 

BELO HORIZONTE

Av. Paraná
(31) 98799-0440

Shopping Cidade
(31) 98422-8685

Shopping Del Rey
(31) 99153-0318

Shopping Pátio Savassi
(31) 98427-6775

Shopping Paragem
(31) 99503-9760

 

BRASÍLIA

Conjunto Nacional
(61) 99173-4356

Taguatinga Shopping
(61) 3223-7384

 

CAMPINA GRANDE

(83) 98141 8657

 

CAMPINAS

Campinas Shopping
(19) 99227-9843

Galleria Shopping
(19) 99229-1361

Parque Dom Pedro
(19) 99229-4098

 

CAMPO GRANDE

(67) 99216-5177

 

CAMPOS DOS GOYTACAZES

(22) 99213-9612

 

FORTALEZA

Shopping Del Paseo
(85) 98151-4305

Riomar Shopping
(85) 98173-9796

 

GOIÂNIA

(62) 98133-5705

 

IPATINGA

(31) 3824-9688

 

JOÃO PESSOA

(83) 98795-6561

 

JUIZ DE FORA

(32) 99982-2280

 

MACEIÓ

(82) 99841-0028

 

MANAUS

(92) 98430-9659

 

MOGI DAS CRUZES

(11) 99831-0676

 

NATAL

(84) 3025-7902

 

PALMAS

(63) 99231-0147

 

RECIFE

(81) 99337-8207

 

RIO DE JANEIRO

Américas Shopping
(21) 98337-8855

Bangu Shopping
(21) 97931-7131

Shopping Boulevard
(21) 98035-9099

Shopping Nova América
(21) 98783-6974

Parkshopping Campo Grande
(21) 97931-0032

Via Parque Shooping
(21) 98171-3006

 

PORTO VELHO

(69) 99297-2295

 

SALVADOR

(71) 99337-2999

 

SÃO PAULO

(11) 99244-0248

 

SETE LAGOAS

(31) 98953-9563

 

VILA VELHA

(27) 99203-9688

testeA gente não pode desistir

Por Pedro Gabriel*

A vida veloz precisou desacelerar. De alguma forma, estamos tentando encontrar meios de reduzir o nosso próprio velocímetro para evitar um impacto ainda maior no guard rail do futuro. O cenário extremo do mundo externo – medo? incerteza? angústia? – nos obrigou a procurar aquele olhar interno e terno, até então esquecido nesse território de lembrança que somos nós.

Sei que há os que permanecem insensíveis aos acontecimentos mundanos. Mas, a respeito desses, me recuso a tecer qualquer nota de repúdio ou gesto de ternura. Nas páginas da História e da consciência, cada um saberá o que fez ou deixou de fazer. Você sabe?

Prefiro residir nos olhos resistentes dos resilientes. Esses olhares que, mesmo nas tragédias mais incompreensíveis, mesmo submetidos a mudanças radicais, mesmo em face ao menor encanto, ainda enxergam alguma possibilidade de nitidez no fim desse obscuro túnel. São neles que agora me fixo para escrever.

Foi preciso perder a oportunidade de estar perto de quem amamos para despertar, em nós, o quanto o contato físico é, de fato, o que há de mais precioso nas relações humanas. As notícias que correm no feed não alimentam muito nossas esperanças. Nada parece mais agradar aos olhos ou ao coração.

Talvez esses tempos turvos não sejam curtos. Tudo está aí para desencorajar a nossa insistência em crer em dias melhores. Tudo. Mas, lembram do olhar resistente dos resilientes? É com ele que devemos contemplar a palavra Coragem. A gente não pode desistir. Você ouviu bem? A gente não pode desistir!

testeO árabe do futuro 4 chega ao Brasil em julho

Quarto volume da série dá continuidade às lembranças de Riad Sattouf sobre sua juventude no Oriente Médio

Comparada a Maus e Persépolis, O árabe do futuro é uma das graphic novels mais importantes da atualidade. Com traço único e uma narrativa repleta de humor e ternura, o quadrinho narra as lembranças agridoces da juventude de Riad Sattouf.

Filho de mãe francesa e pai sírio, ainda bem pequeno Riad sai de seu país natal para morar na Líbia e, posteriormente, na Síria. Sob seu olhar infantil, o autor transforma temas complexos — como o embate entre o Ocidente e o mundo árabe e as consequências da política e da globalização — em momentos cômicos e irônicos.

No novo volume da série, o menino, que já está com 10 anos, começa a compreender melhor a dinâmica complicada e explosiva de suas famílias, o comportamento cada vez mais radical e insensato do pai, os conflitos no Oriente Médio nos anos 1990, as rivalidades no colégio e, é claro, o amor.  

A série já vendeu mais de 2 milhões de exemplares pelo mundo e é sucesso de crítica e de público. O primeiro volume, publicado no Brasil em 2015, recebeu o Fauve d’Or, o mais prestigioso prêmio do festival francês de Angoulême.

O árabe do futuro 4: Uma juventude no Oriente Médio (1987-1992) chega às livrarias em julho.

testeBlack Hammer: um ensaio sobre a vida e a morte dos super-heróis

*por Naotto Rocha

ATENÇÃO!
[ Este artigo contém spoilers do final de
Black Hammer: Era da destruição – Parte II ]

 

 

Desde Origens secretas, o primeiro arco de Black Hammer, Jeff Lemire deixou claro que aquela era uma homenagem a tudo o que ele mais gosta, tanto na Marvel como na DC. O mundinho que ele criou naquela fazenda é a sua versão de uma caixa de brinquedos, onde crianças criam suas aventuras mesclando personagens já existentes e histórias já contadas em algo único e, ao mesmo tempo, absolutamente comum. Porque é assim que a indústria das HQs de super-heróis se comporta: reciclando, recriando e reinterpretando ideias, conceitos e personagens, mostrando a visão de determinado autor ou artista para essa ou aquela história.

Mas, para entender melhor o final da saga dos ex-heróis de Spiral City, é preciso voltar um pouco no tempo, mais especificamente para o final da década de 1980, quando a primeira parte de O Evangelho do Coiote foi lançada nos Estados Unidos.

Se você não conhece a história, uma rápida contextualização: O Evangelho do Coiote foi o segundo arco de Grant Morrison a frente de Homem-Animal, série solo desse herói da DC Comics que foi criado em 1965 e nunca teve a mesma fama ou sucesso de seus companheiros de editora, Batman e Superman. Seu poder é reproduzir as habilidades de animais próximos, como a força proporcional de uma formiga ou a supervelocidade de um guepardo. Ao longo dos anos, o personagem foi ganhando novas características, como ser um grande ativista dos diretos dos animais, e tudo isso começou com a chegada de Morrison ao título.

Apesar de ser o personagem principal da revista, o Homem-Animal não é o foco de O Evangelho do Coiote. O papel é dado a Astuto, um coiote que se parece muito com aquele personagem dos desenhos da Looney Tunes que está sempre correndo atrás do Papa-Léguas e vive em um ciclo eterno de sofrimento, dor, morte e ressurreição. Por algum motivo misterioso, Astuto é transferido para o mundo dos super-heróis da DC e, ao encontrar o Homem-Animal, dá para ele uma carta e morre em seguida. Mas o que acontece ao redor dessa cena é ainda mais impactante que sua morte: “deus”, manchando a estrada com sangue em um pincel, se revela pela primeira vez como alguém de fora do universo ficcional. A série, sob o comando de Morrison, cresceria ainda mais em poder metalinguístico ao culminar no herói conhecendo seu criador, o próprio autor daquela história, pessoalmente.

Black Hammer sempre foi repleto de referências veladas, mas na primeira parte de Era da destruição, Jeff Lemire inicia uma pequena saga de homenagens e autorreferências explícitas, como a aparição do Hellboy na Antessala e a breve visão de Gus, de Sweet Tooth: Depois do apocalipse, em seu universo. O autor também firma o conceito do multiverso de histórias com a apresentação de Storyland, o nexo de todas as narrativas em quadrinhos. Mas é quando a Black Hammer encontra os Perpétuos, criados por Neil Gaiman em Sandman, que o autor canadense começa a dialogar diretamente com a metalinguística que Morrison criou décadas atrás. E é somente na segunda parte de Era da destruição que isso fica mais claro.

Depois de adentrar abruptamente a Parazona, o Coronel Weird se vê preso em uma releitura criativa do mundo das ideias de Platão, enquanto o restante do grupo leva vidas comuns e monótonas em um universo reinicializado. Weird descobre que o local onde está é habitado por personagens que não vingaram, de histórias incompletas ou nunca publicadas, em universos igualmente fadados ao esquecimento.

Sua maior surpresa vem quando, ao encontrar a saída, ele descobre que há um panteão dos criadores de super-heróis, composto por todos os roteiristas e ilustradores que neles trabalharam. Com isso, Lemire ressalta o papel divino das mentes criativas e reafirma a responsabilidade — e, ao mesmo tempo, a crueldade — de decidir os rumos de um personagem ficcional, interferindo assim na vida e morte de todos os super-heróis.

O próprio universo reinicializado onde os outros personagens estão também parece ser uma crítica de Lemire à indústria, mas que ele não aprofunda. Os constantes reboots e retcons são algumas das provas de que a forma de contar histórias dessa mídia deve evoluir e sair de um eterno looping narrativo, repleto de recomeços e sem nenhum fim, desgastando os personagens que ali habitam, assim como aconteceu com o Astuto de Homem-Animal.

Existe ainda um paralelo interessante entre as amarras criativas da indústria e a vida da Menina de Ouro, que nunca pôde crescer ou seguir seu curso natural de amadurecimento. Grandes personagens como o Homem-Aranha se veem presos a um status quo onde qualquer crescimento é proibido ou temporário e, mesmo cinquenta anos após sua criação, Peter Parker ainda tem que ser o jovem adulto pobre, sem esposa e em busca de dinheiro para pagar suas contas. Eis então a solução de Lemire: o legado e a confiança na nova geração. Se Lucy Weber ostentou com honra o manto de seu pai, Miles Morales também pode honrar o codinome de seu mentor. Falo um pouco dessa relação entre manto e identidade secreta em um texto de 2016, que está no meu blog pessoal.

Ao final do último volume de Black Hammer, Jeff Lemire dá o merecido descanso aos ex-heróis de Spiral City enquanto assume a posição de um dos roteiristas mais competentes e autocríticos da indústria de super-heróis. O universo criado por ele continua se expandindo e, em breve, invadirá outras mídias com um filme e uma série baseados no quadrinho, em um momento decisivo para o gênero nos cinemas.

O que podemos esperar dessa nova fase? Para mim, é bem simples:

Black Hammer está morto. Vida longa à nova Black Hammer!

 

 

*Naotto Rocha gosta tanto de quadrinhos que poderia passar uma tarde inteira falando sobre o assunto e te convencer que, ao mesmo tempo que todas as histórias já foram contadas, ainda há muito a se explorar sem parecer repetitivo.

testeO que esperar da série de Pequenos incêndios por toda parte

Protagonizado por Reese Witherspoon (Legalmente Loira) e Kerry Washington (Scandal), Little Fires Everywhere chegou ao Amazon Prime Video esta semana. A adaptação de Pequenos incêndios por toda parte, de Celeste Ng, foi produzida pela Hello Sunshine, responsável por Big Little Lies.

Ambientada em Shaker Heights, um bairro meticulosamente planejado onde tudo beira a perfeição, a história abre com um incêndio que tomou conta da casa dos Richardson. A partir daí voltamos ao passado para entender como surgiram as primeiras faíscas que desestabilizaram a região.

Como leitores fanáticos que somos, estávamos muito ansiosos com a estreia da minissérie e assistimos a tudo para contar o que vocês podem esperar de Little Fires Everywhere. Separamos alguns pontos altos e momentos que se assemelham e outros que divergem de Pequenos incêndios por toda parte. Mas não se preocupe! Essa lista é livre de spoiler, tanto do livro quanto da série.

 

1.É muito fiel ao livro

Antes de tudo, é preciso dizer que a série é uma adaptação muito fiel ao livro, e é raro encontrar uma produção tão boa e tão comprometida com o texto original. Fica claro que a equipe responsável também é fã da história e dos personagens de Celeste Ng.

Os atores, os cenários e o roteiro conseguem revelar a essência de Pequenos incêndios por toda parte ao mesmo tempo em que expandem a narrativa de suas 416 páginas. Com destaque para Reese Witherspoon, que captura com excelência o carinho e a obsessão de Elena Richardson, e Kerry Washington, que, com apenas um olhar, consegue expressar a dor e o conflito interno de Mia Warren.

Claro, é impossível adaptar tudo que está no livro, e algumas cenas precisaram ser modificadas para se adequarem à tela, mas todos os trejeitos, características e discussões do livro estão presentes nos oito episódios da minissérie. Nas poucas vezes em que os dois materiais divergem, é uma feliz surpresa. A ansiedade de saber que outros obstáculos estarão à espreita faz o leitor se envolver ainda mais com a história.

Pequenos incêndios por toda parte é instigante como os melhores thrillers de assassinato, mas são as tensões reais do cotidiano e as nuances dos personagens que nos fazem virar a noite. A série não deixou a desejar nesse quesito.

 

2. Mia Warren é uma mulher negra

A ilusão de perfeição começa a rachar com a chegada de Mia Warren à cidade. Artista e mãe solteira, ela está acostumada a se mudar constantemente com a filha adolescente, Pearl, mas decide se estabelecer em Shaker Heights pelo bem da menina. Para isso, aluga uma casa, que pertence aos Richardson.

Logo no primeiro encontro das matriarcas é possível antever as discussões sobre classe, privilégio e maternidade que permeiam a obra, mas foi com a escolha do elenco que a série adicionou mais uma camada à história. Kerry Washington assumiu o papel de Mia Warren e abriu novos caminhos, colocando o racismo no centro da conversa.

Mia carrega um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar a comunidade. Se no livro isso se dá principalmente por conta de seu segredo e sua personalidade desafiadora, na série vemos que o status quo na verdade é prejudicial a ela.

Apesar de Shaker Heights se orgulhar de ser uma das primeiras comunidades integradas racialmente, microagressões direcionadas aos personagens negros ocorrem em todos os episódios, e Mia sabe que não é completamente bem-vinda no bairro de predominância branca.

 

3. Conhecemos mais sobre Elena Richardson

Um dos episódios mais interessantes é focado no passado das personagens principais. Na obra de Celeste Ng, acompanhamos de perto a juventude de Mia, mas a de Elena tem menos destaque. Em Little Fires Everywhere, a trajetória que antecede à maternidade das duas é explorada igualmente, e conseguimos compreender melhor os conflitos de cada uma.

Um dos (vários) pontos altos dessa história é a capacidade de fazer com que o espectador tenha empatia por todos os personagens, sem definir nenhum deles como completamente bom ou mau. Elena e Mia são pessoas complexas, com questões que, apesar de peculiares à situação, refletem a luta de milhões de mulheres ao redor do mundo. 

No sexto capítulo, um flashback leva o espectador ao momento em que Elena descobre estar grávida de Izzy, sua filha mais nova. Enquanto o marido fica em júbilo com a perspectiva de mais uma criança na casa, ela percebe com pesar que precisará sacrificar a carreira como jornalista para criar os quatro filhos e se ressente com a menina ainda nem nascida. Apesar de no livro Izzy ser uma criança planejada cujo nascimento prematuro resultou na superproteção da mãe, a mudança no roteiro traz à tona as funções de cada membro de uma família dita tradicional. 

Em nenhum momento o marido se propõe a assumir um papel mais ativo na estrutura familiar. Ele é o provedor, quem trabalha o dia inteiro fora de casa, e Elena é sempre a mãe e esposa ideal, pronta para atender a todas as necessidades. Apesar de ser a vida que ela planejou, está longe de ser perfeita.

 

4. Aprofunda a personalidade de Izzy

Os quatro filhos da família Richardson têm personalidades muito distintas: Lexie é organizada e inteligente, Trip é o bonitão e popular da escola, Moody é tímido e desajeitado, e Izzy é a rebelde. Apesar de parecerem características estereotipadas de início, pouco a pouco descobrimos que não podemos confiar nas primeiras impressões.

Izzy é uma jovem superprotegida e incompreendida, que luta pelo que acredita e tenta subverter os padrões que são esperados dela, mas nem sempre da maneira mais adequada, de acordo com a mãe.

Apesar de não ser um assunto mencionado no livro, Little Fires Everywhere foca na sexualidade da menina, um dos pontos que a faz se destacar negativamente na cidade conservadora e que a torna alvo de bullying e preconceito por parte dos colegas e da família. Com mais tempo dedicado a Izzy, e uma breve volta ao passado para explorar as relações dela, entendemos com mais profundidade de onde surgem suas motivações e sua inquietude com a hipocrisia de Shaker Heights.

 

5. O julgamento

Acima de tudo, essa é uma história sobre maternidade (Quem está sentindo falta de Amor de mãe, essa é pra você!). Mães de diferentes etnias, nacionalidades, condições econômicas e sociais às vezes se apoiam, e outras vezes se voltam umas contra as outras. Mas o amor por seus filhos, e o que elas estão dispostas a sacrificar por isso, sempre fala mais alto.

Em certo momento, a disputa pela guarda de uma criança divide as opiniões da comunidade e somos levados a nos questionar: o que significa ser mãe? Como é possível dizer que uma será melhor do que a outra para a criança?

São perguntas difíceis, mas Pequenos incêndios por toda parte consegue mostrar todos os lados, nos fazendo sentir o desespero e o carinho de cada uma. Na série é da mesma forma. Simpatizamos com as duas mulheres e, independentemente de para qual estamos torcendo, sabemos que ambas sentirão uma dor infinita caso percam.

No fim, não existe uma resposta 100% correta, e tanto a minissérie quanto o livro mostram isso. 

A série já está disponível no Prime Video, plataforma de streaming da Amazon.

Leia um trecho de Pequenos incêndios por toda parte, de Celeste Ng.

testeAs melhores reações ao anúncio de Sol da meia-noite, novo livro da saga Crepúsculo

Falta um pouco mais de dois meses para o lançamento mundial de Sol da meia-noite, mas o livro já está causando muita comoção nas redes sociais! Em quase 800 páginas, vamos finalmente conhecer o ponto de vista e explorar a misteriosa mente de Edward Cullen.

Confira as melhores reações da nação crepusculete ao anúncio do tão aguardado livro de Stephenie Meyer:

 

  1. DÁ UM NEGÓCIO ASSIM, FICO MEIO CAMBALEADA (Nosso anúncio narrado pela crepusculete Thaysa)

 

2. Ele conta a história dele

  1. Dias de glória

  1. O teaser também garantiu novos memes para as crepusculetes

  1. EDWARD, É VOCÊ?

  1. Já penduraram os pôsteres no quarto, crepusculetes?

  1. Is it because i’m crepusculete????

  1. Amém 🙏

  1. NÃO MORRE, NÃO! Ligando para o Carlisle AGORA

  1. Agora só me chamem de Aclamação Mundial, por favor

  1. Essa notícia balança demais o coração

  1. Pode entrar, Edward Cullen

  1. Eu nasci para isso

  1. Que momento!

  1. Por fim, a reação da crepusculete da Intrínseca

 

O novo livro da saga Crepúsculo já está em pré-venda! Você pode garantir o seu aqui. <3 

testeContinuação de “Caixa de pássaros” chega ao Brasil em lançamento simultâneo

Estão preparados para mais um grande lançamento? Malorie, a sequência do thriller que inspirou o filme Bird Box, chega ao Brasil no dia 21 de julho, em lançamento mundial.

Caixa de pássaros narra a história de um universo pós-apocalíptico, onde só há uma regra para sobreviver: não abrir os olhos. No segundo livro, vamos revisitar Malorie e seus filhos doze anos mais tarde, quando uma faísca de esperança surge dentro daquele mundo assustador.

Confira a sinopse e a capa do livro:

Doze anos se passaram desde que Malorie e os filhos atravessaram o rio em segurança, mas vendar os olhos ainda é uma regra que não podem deixar de seguir. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível.

Ainda não há explicação. Nenhuma solução.

Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver… e transmitir aos filhos sua determinação. Não se descuidem, diz a eles. Fiquem vendados. E NÃO ABRAM OS OLHOS.

Quando eles tomam conhecimento de uma notícia que parecia impossível, Malorie se permite ter esperança pela primeira vez desde o início do surto. Há sobreviventes. Pessoas que ela considerava mortas, mas que talvez estejam vivas.

Malorie, porém, acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador.

Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.