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Essa não é uma história de amor: Leia um trecho de Minha sombria Vanessa

30 / abril / 2020

Aos quinze anos, Vanessa estava certa de que vivia seu primeiro amor com Jacob Strane, e de que esse sentimento era correspondido. Ele era seu professor, quase trinta anos mais velho, e a fazia se sentir especial.

Mais de uma década depois, em meio aos depoimentos do #MeToo, uma ex-aluna acusa o mesmo Strane de abuso. Com a denúncia, Vanessa começa a questionar se o romance que viveu com o professor foi exatamente como se lembrava.

Minha sombria Vanessa não é uma história de amor. Escrita com intimidade e intensidade assustadoras, a trama traz reflexões importantes sobre liberdade, consentimento e abuso. 

Leia um trecho do livro:

Estou me arrumando para ir trabalhar e o post foi ao ar há oito horas. Fico atualizando a página enquanto faço babyliss no cabelo. Até agora, 224 compartilhamentos e 875 likes. Visto meu terninho de lã preto e atualizo de novo. Pego minhas sapatilhas pretas debaixo do sofá e atualizo. Prendo o crachá dourado com meu nome na lapela e atualizo. A cada vez, os números aumentam e os comentários se multiplicam.

Como você é forte.

Como você é corajosa.

Que espécie de monstro faria isso com uma criança?

Abro minha última mensagem de texto, enviada para Strane quatro horas atrás: E aí, você está bem…? Ele ainda não respondeu, nem sequer leu. Digito outra: Estou aqui se quiser conversar. Depois penso melhor e deleto, em vez disso mando uma sequência de pontos de interrogação sem nenhuma palavra. Aguardo alguns minutos, tento ligar para ele, mas, quando cai na caixa postal, enfio o celular no bolso e saio do apartamento fechando a porta com um tranco. Não preciso fazer esse esforço todo. Quem armou essa confusão foi ele. O problema é dele, não meu.

No trabalho, fico sentada diante do balcão de concierge no canto do lobby do hotel e dou recomendações aos hóspedes sobre para onde ir e o que comer. Estamos no fim da alta temporada, e os últimos turistas estão vindo ver as árvores antes que o Maine feche para o inverno. Com um sorriso firme, apesar de falso, reservo um jantar para um casal que está comemorando o primeiro aniversário de casamento e peço que deixem uma garrafa de champanhe no quarto deles quando chegarem, um gesto que dá o diferencial, o tipo de coisa que vai me render uma boa gorjeta. Marco uma limusine para levar uma família até o aeroporto de jatinhos. Um homem que se hospeda no hotel a trabalho segunda-feira sim, segunda-feira não me traz três camisas sujas e pergunta se tem como mandar lavá-las a seco para o dia seguinte.

— Pode deixar comigo.

O homem sorri e me dá uma piscadela.

— Vanessa, você é o máximo.

No meu intervalo, me sento em um cubículo vazio na sala dos fundos e fico encarando meu celular enquanto como um sanduíche que sobrou do evento da véspera. Checar o post no Facebook se tornou uma compulsão. Não consigo impedir meus dedos de se moverem nem meus olhos de percorrerem a tela, notando a quantidade crescente de likes e compartilhamentos, as dezenas de que coragem, continue dizendo a sua verdade, eu acredito em você. Enquanto leio, três pontinhos começam a piscar: alguém está escrevendo um comentário nesse exato segundo. Então, como num passe de mágica, um novo comentário surge, mais uma mensagem de força e apoio que me faz deslizar o aparelho para o outro lado da mesa e jogar o resto do sanduíche rançoso no lixo.

Estou prestes a voltar para o lobby quando meu celular começa a vibrar: jacob strane chamando. Dou risada ao atender, aliviada por ele estar vivo, por estar ligando.

— Tudo bem?

Durante alguns segundos o ar fica suspenso e eu permaneço paralisada, com o olhar fixo na janela que dá para a Monument Square, para a feirinha de outono dos produtores locais e os food trucks. É início de outubro, o auge do outono, época em que tudo em Portland parece diretamente saído de um catálogo da L.L.Bean: abóboras e morangas, jarras de sidra de maçã. Uma mulher com camisa de flanela xadrez e botas com ponta de borracha atravessa a praça sorrindo para o bebê preso ao seu peito.

— Strane?

Ele suspira.

— Imagino que você já tenha visto.

— É — respondo. — Vi.

Não faço perguntas, mas mesmo assim ele começa a dar uma explicação. Diz que a escola está abrindo uma investigação e que ele está se preparando para o pior. Imagina que vão forçá-lo a pedir demissão. Duvida que vá chegar ao final do ano letivo, talvez nem mesmo às férias de Natal. Ouvir a voz dele é um choque tão grande que tenho dificuldade para acompanhar o que está dizendo. Faz meses desde a última vez que nos falamos, quando fui tomada pelo pânico depois que meu pai morreu de enfarte e falei para Strane que não podia mais continuar com aquilo; o mesmo acesso súbito de moral que tive ao longo de anos de cagadas — empregos perdidos, términos de namoro e colapsos nervosos —, como se me comportar bem consertasse retroativamente todas as coisas que eu estraguei.

— Mas eles já investigaram na época em que ela era sua aluna — comento.

— Estão investigando de novo. Todo mundo está sendo interrogado outra vez.

— Se na época eles concluíram que você não fez nada de errado, por que mudariam de ideia agora?

— Você andou prestando atenção nas notícias ultimamente? — pergunta ele. — Os tempos são outros.

Quero lhe dizer que ele está exagerando, que tudo vai ficar bem contanto que ele seja inocente, mas sei que tem razão. No último mês algo vem crescendo, uma onda de mulheres denunciando homens em casos de assédio, agressão. Os alvos em sua maioria foram celebridades — músicos, políticos, astros do cinema —, mas homens menos famosos também foram citados. Seja quem for, os acusados percorrem os mesmos passos. Primeiro negam tudo. Depois, quando fica claro que o clamor das acusações não vai desaparecer, eles se demitem em desgraça e fazem um pronunciamento pedindo desculpas vagas, sem admitir nenhum delito. Então vem o último passo: eles se calam e somem. Tem sido surreal observar isso dia após dia, esses homens caindo com tanta facilidade.

— Vai ficar tudo bem — digo. — Tudo que ela escreveu é mentira. Ao telefone, Strane inspira fundo, fazendo o ar assobiar entre os dentes.

— Não sei se ela está mentindo, pelo menos não tecnicamente.

— Mas você mal tocou nela. No post ela diz que foi agredida.

— Agressão — desdenha ele. — Agressão pode ser qualquer coisa, assim como lesão corporal pode significar que você segurou alguém pelo pulso ou lhe deu um empurrão no ombro. É um termo jurídico sem significado específico.

Olho pela janela para a feirinha de produtos locais: a multidão, o bando de gaivotas. Uma mulher que está vendendo comida abre um panelão de metal, liberando uma nuvem de vapor ao retirar dois tamales.

— Ela me mandou uma mensagem na semana passada, sabia?

Um instante de silêncio.

— Ah, é?

— Queria saber se eu também ia denunciar. Provavelmente imaginou que seria mais crível se me fizesse entrar na jogada. Strane não diz nada.

— Eu não respondi. Claro.

— Certo — diz ele. — Claro.

— Achei que ela estivesse blefando. Achei que não fosse ter coragem. — Eu me inclino para a frente e encosto a testa na janela. — Vai ficar tudo bem. Você sabe qual é minha posição.

E, com isso, ele solta o ar. Imagino o sorriso de alívio em seu rosto, os vincos nos cantos dos olhos.

— É só isso que eu preciso escutar — diz ele.

De volta ao balcão, abro o Facebook, pesquiso por “Taylor Birch” e o perfil dela surge na tela. Dou uma olhada no pouco conteúdo público que venho examinando há anos, as fotos e atualizações de vida, e agora, no alto, o post sobre Strane. Os números continuam subindo: 438 compartilhamentos, 1.800 likes, além de novos comentários, mais do mesmo.

Isso é muito inspirador.

Sua força me impressiona.

Continue contando a sua verdade, Taylor.

Quando Strane e eu nos conhecemos, eu tinha quinze anos e ele, quarenta e dois, quase trinta anos perfeitos entre nós dois. Era assim que eu descrevia a diferença na época: perfeita. Adorava a matemática daquilo, o triplo da minha idade, como era fácil imaginar três de mim cabendo dentro dele: uma enroscada no seu cérebro, outra no seu coração e a terceira transformada em líquido e correndo por suas veias.

Segundo ele, de tempos em tempos ocorriam romances entre professores e alunos em Browick, mas ele nunca tivera um porque não sentira esse desejo. Eu era a primeira aluna que tinha colocado essa ideia na sua cabeça. Havia algo em mim que fazia o risco valer a pena. Eu tinha um poder de atração que era como um ímã.

A questão não era eu ser tão jovem, não para ele. Acima de tudo, ele amava minha mente. Dizia que eu tinha a inteligência emocional digna de um gênio e escrevia como um prodígio, que ele podia conversar comigo, confiar em mim. Ele dizia que escondido bem fundo dentro de mim havia um romantismo sombrio, do mesmo tipo que ele via dentro de si. Ninguém nunca tinha entendido esse lado sombrio dele até eu aparecer.

 — Que sorte a minha — disse ele. — Quando eu finalmente encontro minha cara-metade, ela tem quinze anos.

— Se quiser falar sobre sorte — retruquei —, tente ter quinze anos e sua cara-metade ser um velho.

Ele olhou para o meu rosto depois que eu disse isso para ter certeza de que eu estava brincando… E é claro que estava. Eu não queria nada com os meninos da minha idade, com caspa e acne, com a crueldade, picotando as meninas em pedaços isolados e dando notas de um a dez para as partes do nosso corpo. Eu não combinava com eles. Adorava a cautela de meia-idade de Strane, seu cortejo lento. Ele comparava meu cabelo com a cor das flores de bordo, me dava poemas: Emily, Edna, Sylvia. Fazia eu me enxergar como ele me via: uma menina com o poder de levá-lo à loucura com seu cabelo ruivo e de comê-lo como se ele fosse feito de ar. Ele me amava tanto que às vezes, depois que eu saía da sua sala, sentava-se na minha cadeira e encostava a cabeça na mesa para tentar respirar o que restava de mim. Tudo isso aconteceu antes até de nos beijarmos. Ele foi cuidadoso comigo. Esforçou-se para se comportar bem.

É fácil identificar quando tudo começou, o instante em que entrei na sua sala de aula muito iluminada e senti seus olhos me sorverem pela primeira vez, porém é mais difícil saber quando terminou, se é que algum dia chegou a terminar. Acho que parou quando eu tinha vinte e dois anos, quando ele disse que precisava tomar jeito e não podia levar uma vida decente enquanto eu estivesse ao alcance, mas ao longo da última década houve telefonemas tarde da noite nos quais ele e eu revivemos o passado, cutucando a ferida que ambos nos recusávamos a deixar sarar.

Imagino que eu vou ser a pessoa a quem ele vai recorrer daqui a dez ou quinze anos, na hora em que seu corpo começar a falhar. Este parece o fim provável dessa história de amor: eu largando tudo e fazendo qualquer coisa, tão dedicada quanto um cão, enquanto ele recebe, recebe, recebe.

Saio do trabalho às onze e sigo pelas ruas vazias do centro, considerando uma vitória pessoal cada quarteirão que percorro sem checar o post de Taylor. No meu apartamento, continuo sem olhar para o telefone. Penduro a roupa de trabalho, tiro a maquiagem, fumo maconha com o bong na cama e apago a luz. Autocontrole.

No escuro, porém, algo muda dentro de mim quando sinto o lençol deslizar sobre as pernas. De repente, fico muito carente, querendo ser tranquilizada, ouvi-lo dizer com todas as letras que é claro que ele não fez o que aquela menina está dizendo. Preciso que ele repita que ela está mentindo, que ela era uma mentirosa dez anos atrás e continua sendo, agora seduzida pelo canto da sereia do vitimismo.

Ele atende no meio do segundo toque, como se estivesse esperando minha ligação.

— Vanessa.

— Foi mal. Eu sei que está tarde. — Então hesito, sem saber como pedir o que estou querendo. Há muito tempo não fazemos isso. Meus olhos percorrem o quarto escuro e observam o contorno da porta aberta do armário, a luz do poste refletindo no teto. Na cozinha, a geladeira murmura e a torneira pinga. Ele me deve isso, pelo meu silêncio, pela minha lealdade. — Vou ser rápida. Só alguns minutos.

Cobertas farfalham quando ele se senta na cama e passa o telefone de uma orelha para a outra, e por um instante acho que ele está prestes a dizer não. Mas então, no meio sussurro que transforma meus ossos em leite, ele começa a me dizer como eu era: Vanessa, você era jovem e transbordava beleza. Era adolescente, erótica e tão cheia de vida que eu fiquei apavorado.

Viro-me de bruços e enfio um travesseiro entre as pernas. Digo a ele para me dar uma lembrança, algo em que eu possa entrar. Ele fica calado enquanto repassa as cenas.

— No escritório atrás da sala de aula — diz. — Era pleno inverno. Você, deitada no sofá, toda arrepiada.

Fecho os olhos e estou no escritório: paredes brancas e piso de tábuas reluzentes, uma pilha de provas para corrigir em cima da mesa, um sofá áspero, um radiador barulhento e uma única janela octogonal, com vidro do mar. Eu fixava o olhar nela enquanto ele me acariciava, sentindo-me submersa, com o corpo sem peso algum se balançando, sem ligar para onde era em cima e onde era embaixo.

— Eu estava te beijando, te chupando. Fazendo você ferver. — Ele ri baixinho. — Era assim que você falava: “Me faça ferver.” Aquelas expressões engraçadas que você vivia inventando. Você era muito tímida, detestava falar sobre aquilo, só queria que eu acabasse logo. Lembra?

Eu não lembro, não exatamente. Muitas das minhas lembranças daquela época são difusas, incompletas. Preciso que ele preencha as lacunas, embora às vezes a menina que ele descreve pareça uma desconhecida.

— Era difícil para você não fazer barulho — diz ele. — Você costumava morder o lábio para ficar de boca fechada. Lembro que uma vez mordeu com tanta força que sangrou, mas não me deixou parar.

Afundo o rosto no colchão e me esfrego no travesseiro enquanto as palavras dele inundam meu cérebro e me transportam para fora da minha cama, para o passado, quando tenho quinze anos e estou nua da cintura para baixo, esparramada no sofá do escritório dele, tremendo, em brasa, enquanto ele está ajoelhado entre as minhas pernas com os olhos fixos no meu rosto.

Vanessa, meu Deus, seu lábio, disse ele. Você está sangrando.

Eu balanço a cabeça e cravo os dedos nas almofadas. Tudo bem, continue. Termine logo com isso.

— Você era tão insaciável… — diz Strane. — Aquele corpinho firme.

Respiro pelo nariz ao gozar, enquanto ele me pergunta se eu me lembro da sensação. Sim, sim, sim. Eu lembro. As sensações são a única coisa a que consegui me agarrar, o que ele fazia comigo, como sempre fazia meu corpo se contorcer e implorar por mais.

Faz oito meses que estou com Ruby, desde que meu pai morreu. No início era uma terapia de luto, mas agora sou só eu falando sobre minha mãe, meu ex-namorado, quanto me sinto sem perspectiva no trabalho, sem perspectiva em relação a tudo. É um luxo, mesmo com a tarifa regressiva de Ruby: cinquenta pratas por semana só para ter alguém que me escute.

O consultório dela fica a uns dois quarteirões do hotel, uma sala com iluminação baixa, duas poltronas, um sofá e mesas de canto com caixas de lenços de papel. As janelas dão para Casco Bay: gaivotas sobrevoando os cais dos pescadores, navios-tanque vagarosos e passeios turísticos em ônibus anfíbios que grasnam quando entram na água e deixam de ser ônibus para virarem barcos. Ruby é mais velha do que eu, mais como uma irmã mais velha do que como mãe, tem um cabelo louro desbotado e usa roupas de hippie. Adoro os tamancos de salto de madeira que ela usa, o clac-clac-clac que fazem quando ela cruza a sala.

— Vanessa!

Adoro também o jeito como ela diz meu nome quando abre a porta, como se estivesse aliviada por me ver ali em pé e não outra pessoa.

Nessa semana falamos sobre a possibilidade de eu passar o próximo feriado em casa, o primeiro sem papai. Estou preocupada que minha mãe esteja deprimida e não sei como abordar o assunto. Juntas, Ruby e eu bolamos um plano. Percorremos vários cenários, as possíveis reações da minha mãe se eu sugerir que talvez ela precise de ajuda.

— Contanto que aborde a questão com empatia — diz Ruby —, acho que vai ficar tudo bem. Vocês são próximas. Podem falar sobre coisas difíceis.

Próximas? Não discuto, mas não concordo. Às vezes fico impressionada com a facilidade com a qual engano as pessoas, como faço isso sem nem sequer tentar.

Consigo me segurar para não checar o post do Facebook até o fim da sessão, quando Ruby pega o telefone para anotar nosso próximo encontro na agenda. Ao erguer os olhos, ela me vê mexendo no celular feito uma doida e pergunta se tenho alguma novidade.

— Me deixe adivinhar — diz ela. — Mais um abusador denunciado.

Ergo os olhos do telefone com as pernas e os braços gelados.

— É interminável, não é? — Ela dá um sorriso triste. — Não tem escapatória.

Ela começa a falar sobre a última denúncia de um famoso, um diretor que pautou a carreira em filmes sobre mulheres brutalizadas. Nos bastidores dessas produções, ele, pelo visto, gostava de se expor para jovens atrizes e convencê-las a chupar seu pau.

— Quem poderia imaginar que esse cara era um abusador? — pergunta Ruby com sarcasmo. — Não precisamos de outras provas além dos filmes dele. Esses caras se escondem muito mal.

— Só porque a gente deixa — digo. — A gente finge não ver.

Ela assente.

— Você tem toda a razão.

É emocionante falar assim, chegar tão perto da beira.

— Não sei o que pensar de todas as mulheres que trabalharam várias vezes com ele — digo. — Elas não tinham respeito por si mesmas?

— Bom, não dá para culpar as mulheres — diz Ruby.

Não discuto e apenas entrego o cheque.

Em casa, fumo maconha e durmo no sofá com todas as luzes acesas. Às sete da manhã, uma mensagem faz meu telefone vibrar no piso de madeira e cambaleio pela sala para pegá-lo. Mamãe. Oi, querida. Estava aqui pensando em você.

Encarando a tela, tento avaliar o que ela sabe. Já faz três dias que o post de Taylor está no Facebook, e, embora mamãe não tenha contato com ninguém de Browick, o post foi muito compartilhado. Além do mais, ultimamente ela vive na internet, dando likes, compartilhando coisas e brigando com trolls reacionários. Ela pode muito bem ter visto.

Minimizo a mensagem e abro o Facebook: 2.300 compartilhamentos, 7.900 likes. Ontem à noite, Taylor postou uma atualização de status pública:

ACREDITEM NAS MULHERES.

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Comentários

Uma resposta para “Essa não é uma história de amor: Leia um trecho de Minha sombria Vanessa

  1. Parece ser bem interessante está estória,gostei muito e se eu tivesse com condições eu já iria comprar o livro também.

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