testeLivros para divertir as crianças

 

Ser criança é poder criar, sonhar e acreditar que tudo é possível. E a literatura não é muito diferente: com ela podemos visitar universos mágicos, salvar o mundo de inimigos (quase) indestrutíveis, nos emocionar, nos apaixonar e aprender valiosas lições. Tudo isso sem sair de casa.

Livros também foram feitos para unir. Através das histórias, nos conectamos uns aos outros e criamos laços indestrutíveis. Por isso, fizemos uma lista de livros infantis perfeita para toda a família se divertir e embarcar no mundo da leitura!

 

Para os pequenininhos (1 a 6 anos)

 1. Baby Shark!

Baby shark! Doo doo doo doo

O tubarão mais amado do mundo ganhou um livro ilustrado, perfeito para ler e cantar juntos! <3

Inspirado no hit global que conquistou as crianças, Baby Shark! traz um passeio em família por um aquário, onde os pequenos podem conhecer os tubarões. O livro é escrito em português e inglês, com ilustrações superdivertidas e fofas e uma cartela de adesivos exclusiva.

 

2. Coleção Pipoquinha

Que tal ver e ler os clássicos da sua infância ao lado dos seus filhos?

Com as ilustrações encantadoras de Kim Smith, é impossível não relembrar a infância dos anos 1980 e 1990 e se apaixonar mais uma vez por De volta para o futuro, E.T. – O extraterrestre e Esqueceram de mim! <3

 

3. O touro Ferdinando

Outra história linda para ler, reler e assistir ao lado das crianças!

Ferdinando é um touro que sempre odiou brigas e violência. Ele gosta mesmo é de animais, árvores e flores. Mesmo que todos os seus amigos adorem participar de touradas, ele prefere fazer aquilo que o deixa feliz. O touro Ferdinando nos ensina que não precisamos ser o que esperam de nós. Uma história inspiradora que demonstra que não há nada de errado em ser diferente!

 

Para os mais grandinhos (6 a 10 anos)

 

  1. Coleção Jovens Pensadores

Quem disse que crianças não podem mudar o mundo? Na Coleção Jovens Pensadores, Ada, Paulo Roberto, Rita e Sofia mostram que ninguém é pequeno demais para pensar grande!

Ada Batista, cientista conta a história de Ada, uma garotinha tímida e curiosa que adora experimentar e descobrir coisas novas. E Paulo Roberto, protagonista de Paulo Roberto, arquiteto,  não é muito diferente: com muita inteligência e ousadia, ele consegue elaborar as construções mais inusitadas.

Outra menina que surpreende os adultos é Rita Bandeira, capaz de ver inspiração onde as pessoas veem lixo. Com suas invenções magníficas e ideias mirabolantes, ela tem tudo para ser uma grande engenheira. Já Sofia Pimenta é uma menina atenciosa e prestativa que não mede esforços para mudar sua vizinhança e fazer do mundo um lugar melhor.

A Coleção Jovens Pensadores conta com uma lista de atividades, disponíveis aqui, para toda a família soltar a imaginação, criar e explorar junto com Ada, Paulo Roberto, Rita e Sofia. 

 

2. João e Maria

Que tal encarar os perigos de uma floresta aterrorizante com João e Maria?

Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti se unem para recontar o clássico João e Maria. Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que, em tempos de crise e falta de esperança, são abandonados pelos próprios pais e precisam enfrentar os perigos de uma floresta sombria.

 

3. No tempo dos feiticeiros

Com muita magia e aventura, o novo livro da autora de Como treinar o seu dragão conta a  incrível história do feiticeiro Xar e da princesa guerreira Desejo, que precisam superar suas diferenças e lutar lado a lado contra um mal terrível.

Para completar a diversão, toda a família pode se reunir para brincar com o fantástico jogo da memória de No tempo dos feiticeiros, disponível no nosso site.

 

4. Extraordinário

Um livro que encanta crianças e adultos, Extraordinário nos ensina lições importantes sobre amizade, gentileza, empatia e amor.

Nele vamos conhecer Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome que o deixou com uma aparência incomum. Agora, aos 10 anos, ele deixará de estudar em casa com sua mãe e precisará lidar com os desafios de ir para uma escola pela primeira vez. Com muita coragem e carisma, August Pullman vai nos mostrar que a aparência não importa, pois somos todos extraordinários do nosso próprio jeito.

testeHistórias que todo mundo ama reler e rever

Descobrir novos livros, filmes e série é sempre uma aventura emocionante: você conhece personagens novos, se surpreende a cada página e termina com mais uma história para contar.

Só que também existe algo de muito mágico em reler aquele livro que você já decorou todinho, do começo ao fim. Ou em rever aquele filme que você conhece as falas, sabe quando vai ter uma música específica e até notou que existe um pôster do Harry Styles escondido na cena (olá, Para todos os garotos que já amei).

Pensando nas histórias que nos fazem sentir aquele quentinho no coração, conhecidas na internet como os comfort movies e os comfort books, decidimos fazer uma lista das tramas que amamos revisitar. Confira:

 

Como eu era antes de você

Seja por sua personalidade única ou seu jeito exótico de se vestir, Lou Clark é uma personagem com tantas camadas que é impossível não querer reencontrá-la de novo e de novo! Ao longo dos três livros – Como eu era antes de você, Depois de você e Ainda sou eu –, vemos Lou crescer e aprender muito sobre a vida, e quando chega no final fica bem difícil se despedir dessa menina. Por isso, reler esse clássico da Jojo Moyes é essencial, e rever o gato do Sam Claflin também 😉

 

Crepúsculo

Você pode não lembrar seu número de telefone nem o que comeu no almoço, mas temos certeza de que se lembra de um certo vampiro que brilha no sol e o romance proibido com uma jovem adolescente chamada Bella. Sim, estamos falando de Crepúsculo, a saga que marcou a juventude de muita gente e está gravada na memória de todo mundo. Só de falar nessa história já dá vontade de reencontrar os Cullen!

 

A culpa é das estrelas

John Green é mestre em escrever livros para sublinhar as páginas do começo ao fim –, e isso significa querer reler cada um to-di-nho. O difícil é não chorar! Parece que quanto mais você relê (ou revê) a história de amor de Hazel Grace e Augustus Waters, de A culpa é das estrelas, mais bonita ela fica.

 

Extraordinário

Se você procurar na internet a definição de “amorzinho”, vai logo encontrar Extraordinário, a emocionante e imperdível história de Auggie. Com uma importante mensagem sobre amizade, gentileza e amor, não existe hora errada ou tempo ruim para relembrar todos os ensinamentos e coisas boas que Extraordinário tem a nos oferecer.

 

Para todos os garotos que já amei

A Netflix deve estar cansada de ver a gente apertar o play na adaptação cinematográfica de Para todos os garotos que já amei! Com uma protagonista mais do que fofa, crushes lin-dos (Team Peter ou Team John?) e uma história para lá de divertida, a trilogia da Lara Jean é a pedida perfeita para quem não gosta de riscos e quer a garantia de que vai encontrar o romance perfeito sempre.

 

Cinquenta tons de cinza

Falando em romance, tem gente que já confessou que nunca vai superar um certo Sr. Grey… E você pode nos incluir nessa lista! Não importa quantas vezes ele chamar, a gente sempre vai reler e rever a trilogia que esquentou o clima e deixou a vida de todo mundo um pouco mais sexy. E para quem está com saudades do Grey, a pedida é fazer o combo Cinquenta tons de cinza seguido de Mister, um sedutor conde inglês que tem o mesmo sobrenome que Christian (vem saber mais)!

 

Um dia

Que atire a primeira pedra quem nunca xingou em voz alta o Dex, de Um dia! Com personagens bem construídos, um filme estrelado por Anne Hathaway e as palavras lindas de David Nicholls, fica difícil não querer reviver as emoções desse grande romance.

 

A menina que roubava livros

Para fechar essa lista de clássicos, nada como relembrar a história que fez todo mundo parar para ouvir uma narradora bem diferente, a Morte. Estamos falando de A menina que roubava livros, o grande e emocionante sucesso de Markus Zusak. É sempre especial reencontrar Liesel, uma menina apaixonada pela leitura, e relembrar o poder dos livros.

 

Que outras histórias você ama reler? Conta para gente nos comentários!

testeComo ter coragem em tempos incertos?

*por Naotto Rocha

Quando o novo coronavírus começou a se espalhar pelo mundo, ninguém imaginava que chegaríamos a essa situação em que nos encontramos hoje. Vivemos um tempo de incertezas, e as coisas que nos preocupavam semana passada talvez pareçam completamente irrelevantes agora.

Por todo o mundo, o assunto é discutido exaustivamente nos telejornais e na internet. Comentários transbordam por todas as redes sociais. Para aqueles que já estão em quarentena, a indefinição sobre quanto tempo devemos viver em um rigoroso distanciamento social pode ser enlouquecedora. Para alguns, não poder sair de casa significa não poder ver família e amigos, não poder abraçar seus pais ou filhos. A ansiedade e a insegurança dessa situação podem nos sufocar, mas é o medo que nos paralisa e nos impede de ver uma saída ou de manter a calma.

O mundo todo está tentando lidar com essa nova realidade, mas as informações e atualizações sobre a pandemia continuam sendo atualizadas a todo instante. O panorama geral é aterrorizante. Como enfrentar o medo e sobreviver a tudo isso?

Alguns meses atrás, enquanto lia Coragem, me deparei com uma série de questões esquecidas da minha infância. Me lembrei de todos os episódios difíceis e dolorosos por quais passei, redescobri as origens de traumas que ainda tenho. Crescer é, sem sombra de dúvidas, uma experiência assustadora.

Se hoje sofremos por não poder encontrar aqueles que amamos, na infância por muitas vezes eu sofria por ter que encontrar diariamente na escola pessoas que não me faziam bem. Em casa, com minha família, nem sempre havia espaço para falar sobre meus medos ou inseguranças. Havia, sim, abertura para isso, mas eu tinha medo. Eu tinha medo. Tudo o que acontecia comigo — minhas vontades, meus erros, meus sonhos – parecia grande, pequeno ou esquisito demais para compartilhar com meus pais, tão ocupados com seus problemas de adulto. O que eles iam achar se eu dissesse isso ou aquilo? Eles nunca me entenderiam. Fazer terapia não era uma opção comum na década de 1990 ou no começo dos anos 2000. Então com quem eu poderia conversar?

Por isso, foi impossível ler o quadrinho de Raina Telgemeier e não me ver ali. Foi impossível não pensar em como seria se eu tivesse falado sobre meus medos naquele período, em como eu seria uma pessoa completamente diferente hoje. Quando criança, eu não entendia que o primeiro passo para vencer meus medos era falar sobre eles. Ainda hoje, adulto, me esqueço disso às vezes.

Mas aprendi muitos anos atrás que me preocupar com o futuro não faz com que ele venha mais rápido, nem me garante o controle sobre ele. Entendi que muitas vezes tudo que podemos fazer é esperar, por mais angustiante que seja, e tentar mudar somente aquilo que está em nossas mãos. Que ter coragem é abdicar do controle absoluto que nunca tivemos e entender que não estamos sozinhos em nossos medos. Não é fácil, mas é possível.

E tudo isso nos traz de volta à COVID-19.

Se ficar nas redes sociais durante esse tempo te deixa ansioso, saia. Delete o Facebook por um tempo, desinstale o Instagram do celular e pare de olhar o Twitter a cada minuto. Reduza a quantidade de vezes por dia que acessa portais de notícias, mas se mantenha informado ocasionalmente. Reduza o stress e o peso sobre seus ombros. Não podemos impedir a imprensa de trabalhar nem as pessoas de falarem sobre aquilo que as preocupa, mas podemos gentilmente nos recolher dessa discussão pelo bem da nossa saúde mental.

Em tempos como esse, devemos lembrar quem — e o que — nos traz paz e alegria. Amor é movimento, é troca. Se você se sente sozinho, converse com alguém sobre isso. Encontre um motivo para sorrir, relembre tempos mais simples e memórias perdidas. Mande uma mensagem para aquele amigo com quem você não conversa há muito tempo. Se aplicativos de mensagens instantâneas te deixam nervoso por ter que esperar a resposta, ligue. Ou escreva um e-mail: um longo e detalhado e-mail, como as cartas que nossos avós escreviam. Faça uma chamada de vídeo com sua família, reúna o seu grupo de amigos em uma live ou uma videoconferência. Relembre histórias. Faça história.

E um dia, quando tudo isso passar, você vai se lembrar de quem esteve ao seu lado. Vai lembrar que foram tempos difíceis e incertos, mas que você teve coragem todas as vezes que sentiu medo porque lembrou que não estava sozinho.

Você nunca esteve sozinho.

 

*Naotto Rocha é assistente de marketing da Intrínseca e por muitos anos pensou que trabalhar com o que ama e ter amigos de verdade era um sonho grande demais para ser realizado. Não mais.

teste6 livros com grandes mistérios que você vai querer desvendar

Livros de mistério são instigantes e conseguem prender nossa atenção com uma maestria inexplicável. A tentativa de descobrir quem foi o assassino, qual é o segredo ou quem é o vilão nos faz embarcar na leitura, criar teorias e roer as unhas sem saber o que esperar. Sejam suecos, norte-americanos, ingleses ou brasileiros, bons thrillers facilmente entram nas nossas listas de favoritos. Então, se você é tão apaixonado por mistérios quanto a gente, confira nossas indicações de seis livros que vão te deixar colado nas páginas.

1. A última festa: quem é a vítima e quem é o assassino?

O primeiro mistério da nossa lista se passa em uma área isolada da Escócia, onde nove amigos alugam um casarão para celebrar o ano novo. Ao chegar, são recebidos por dois funcionários do local, uma governanta e um guarda-caças, e informados da presença de mais um casal de hóspedes, dois islandeses que reservaram um chalé próximo à casa principal. Após o desconforto inicial por perceberem que não estarão sozinhos, os jantares regados a comidas e bebidas caras ficam responsáveis por acalmar os ânimos. Mesmo quando uma forte nevasca atinge o terreno e, em pouco tempo, impossibilita a entrada ou saída de qualquer um, tudo ainda parece estar sob (algum) controle — até que uma das treze pessoas é encontrada morta depois da festa de réveillon. O grupo precisa, então, encarar uma realidade assustadora: se ninguém pode entrar ou sair da propriedade, o assassino com certeza está entre eles.

2. 1793: quem é o homem misterioso e por que o mataram?

Em 1793, três anos após a morte do rei Gustav III, a cidade de Estocolmo está enfrentando um dos períodos mais instáveis e violentos de sua história. A desordem política cria tensão entre grupos influentes e os moradores se sentem desprotegidos e sem esperança. Esse clima fica ainda pior quando um corpo completamente mutilado é encontrado em um lago fétido da cidade. O advogado Cecil Winge e o sentinela Mickel Cardell ficam responsáveis pela difícil tarefa de descobrir quem é aquele cadáver e quais foram as motivações para um crime tão hediondo. Eles só não imaginavam que seu caminho em busca de respostas passaria por um mundo brutal de ladrões, mercenários e aristocratas corruptos, revelando uma teia de segredos obscuros, perversão e crueldade.

3. Pequenos incêndios por toda parte: por que atearam fogo na mansão dos Richardson?

Um grande incêndio destrói a casa dos Richardson, uma influente família do imaculado bairro Shaker Heights, em Ohio. Os primeiros indícios mostram que o incêndio foi intencional e que teve diversos pontos de origem. Mas quem teria interesse em atear fogo na casa? Uma volta ao passado colocará muitos elementos nessa equação: uma nova inquilina misteriosa, um bebê sob disputa de tutela, filhos adolescentes rebeldes, uma mãe extremamente perfeccionista e muitos segredos enterrados há anos. Quantas faíscas são necessárias para abalar as estruturas do bairro perfeito? Essa resposta pode levar ao autor e à motivação para o crime.

4. Rede de sussurros: quem matou Ames Garret?

Quando o presidente de uma importante empresa de roupas esportivas morre, a nova pessoa cotada para assumir o cargo é um homem conhecido por protagonizar inúmeros casos de assédio com as funcionárias. As amigas Sloane, Ardie e Gracie já conhecem a fama de Ames Garret há muito tempo e não medirão esforços para impedir que ele se torne o novo CEO, especialmente quando uma nova funcionária, Katherine, começa a ser alvo de suas investidas. Para denunciar a conduta de Ames e tentar expor a situação, elas aproveitam uma lista colaborativa que está circulando pelos escritórios da cidade. Contudo, quando Garret morre após cair do último andar do prédio da companhia, elas se tornam as principais suspeitas.

5. Areia movediça: Maja Norberg é culpada ou inocente?

Quando a polícia chega ao colégio de ensino médio de Djursholm, o cenário é de terror. Em uma das salas de aula, pessoas estão jogadas ao chão, ensanguentadas, vítimas de um atentado. Em um dos cantos está Maja Norberg, ao lado de uma das armas e sem um arranhão sequer. Imediatamente, ela é detida pela polícia e levada para interrogatório como a principal suspeita. No tempo entre sua prisão e o julgamento, a mídia e a população sueca já tomaram sua decisão: ela é culpada e merece ser punida. A verdade, porém, não é necessariamente linear e clara, e será preciso voltar ao passado, conhecer cada uma das pessoas dentro daquela sala e as relações conflituosas entre amigos, amantes e familiares para entender, de fato, se Maja é a vítima ou a assassina.

6. Você nasceu para isso: quais os segredos da família perfeita?

Merry e Sam são o casal perfeito. Eles acabaram de se mudar dos Estados Unidos para a Suécia e estão vivendo bons momentos ao lado do filho recém-nascido em uma linda casa na beira da floresta. Merry tem um verdadeiro dom para ser mãe e dona de casa, assim como Sam é o típico provedor, que não mede esforços para proporcionar uma boa vida à sua família. Nada parece estranho, até que uma velha amiga, Frankie, decide passar algum tempo na nova casa deles. A chegada dela trará muitas questões à tona: por que eles se mudaram para a Suécia? Merry é realmente tão “mãezona” quando parece? Sam está sendo honesto com sua esposa? Quanto mais o passado dos protagonistas é remexido, mais surpresas e mistérios surgem, deixando claro que de perfeita aquela família não tem nada.

teste11 espiãs reais que marcaram a história

Qual é a primeira coisa que passa pela nossa cabeça quando pensamos em espiões? James Bond? Homens de terno com câmeras escondidas, carros luxuosos e uma taça de martíni na mão?

O papel das mulheres em missões secretas frequentemente é esquecido ou diminuído pela história, mesmo que tenham lutado ao lado dos homens nas guerras, contrabandeando informações e se arriscando para defender seus ideais.

Fazendo jus a isso criamos uma lista para celebrá-las!

Os segredos que guardamos, de Lara Prescott, acompanha uma missão real da CIA que usou agentes mulheres para enfraquecer a então URSS. Inspirados no livro, selecionamos algumas espiãs que deixaram sua marca na história. Confira:

 

Nancy Wake, a Rata Branca (1912 – 2011)

Nancy nasceu na Nova Zelândia e fugiu de casa aos 16 anos para Nova York e, mais tarde, Londres e Paris, trabalhando como jornalista correspondente de guerra.

Em 1940, após o exército alemão tomar parte da França, juntou-se à Resistência Francesa. Muito hábil em iludir seus captores, tanto que ganhou o apelido “Rata Branca”, se tornou a pessoa mais procurada pela Gestapo, a polícia secreta nazista, em 1943, que oferecia uma recompensa de 5 milhões de francos por sua cabeça.

Ela era inabalável. Quando descobriu que seus soldados estavam protegendo uma espiã alemã e não tinham coragem de neutralizá-la, ela mesma a matou.

Nancy foi a agente feminina mais condecorada no fim da guerra e, em entrevista à BBC, disse: “A liberdade é a única coisa pela qual vale a pena viver.”

Sua vida inspirou o livro Charlotte Gray, uma paixão sem fronteiras, posteriormente adaptado para um filme com Cate Blanchet.

 

Noor Inayat Khan, a Princesa Espiã (1914 – 1944)

Nascida em Moscou e descendente da realeza indiana por parte de pai, Noor e sua família se mudaram para a Inglaterra e ela se juntou à Força Aérea britânica, treinando para ser operadora de telégrafo sem fio. Seu trabalho preciso e seu francês excelente a qualificaram para ser a primeira mulher a ser enviada a uma missão.

Poucos dias após sua chegada em Paris, muitos agentes foram capturados e ela precisou realizar o trabalho de seis pessoas. Seus esforços foram cruciais para os Aliados, permitindo que pilotos britânicos escapassem da França ocupada e que novas entregas chegassem ao país.

Prestes a retornar para a Inglaterra, Noor foi traída. Em 1943 foi presa e interrogada pela Gestapo, mas se recusou a dar informações. Porém, seu caderno com informações confidenciais foi encontrado e usado para enviar mensagens falsas e capturar agentes Aliados.

Após tentar escapar duas vezes, ela e mais três agentes foram enviadas ao Campo de Concentração de Dachau, na Alemanha, onde foram executadas a tiros em 1944.

Mesmo após sua morte, foi condecorada com a medalha George Cross, a mais alta condecoração civil do Reino Unido e se tornou a primeira heroína de guerra muçulmana do país.

Uma estátua em sua homenagem foi erguida em Londres. Nela está gravada sua última palavra antes de ser executada em Dachau: “Liberté”.

 

Elizabeth Van Lew (1818-1900) e Mary Bowser

Uma das espiãs mais famosas da Guerra Civil americana, Van Lew nasceu em uma família abastada da Virgínia e lutava pela abolição da escravidão, apesar de fingir o contrário.

Por seu status social, tinha direitos concedidos apenas à elite. Podia, por exemplo, entrar na prisão de Libby, que abrigava capturados da União. Assim, levava suprimentos e, também, informações aos presos, ajudando-os a tramar fugas.

Após a morte de seu pai, herdou e libertou todos os escravos que ele possuía, entre eles, a jovem Mary. Próxima da família, a menina foi educada formalmente e enviada para ações missionárias. Quando a Guerra Civil foi declarada, Beth a recrutou para fazer parte de sua rede de espiões.

Mary Bowser se tornou sua mais importante agente e passou a trabalhar como funcionária doméstica na Casa Branca, onde o presidente dos Estados Confederados residia e reuniões sigilosas eram realizadas. Fingindo ser analfabeta e valendo-se de uma boa memória fotográfica, Mary olhava papéis importantes que eram deixados à vista e transmitia as informações para Van Lew, que as repassava para os aliados do Sul.

 

Mata Hari (1876-1917)

A mais célebre das agentes duplas da história, Mata Hari era antes de tudo dançarina. Fez sua fama nos salões de Paris, no início da Primeira Guerra, usando seus conhecimentos sobre a cultura oriental para entreter o público. À medida que envelhecia e sua carreira como dançarina exótica declinava, tornou-se cortesã de luxo para homens ricos e influentes.

Por ser holandesa, país que assumiu uma posição neutra durante a Primeira Guerra, Mata Hari cruzava com facilidade fronteiras na Europa. Nos primeiros anos da guerra, foi contratada pelos franceses para extrair informações de seus amantes alemães. No entanto, também teria feito o trabalho oposto, repassando informações da resistência francesa para os inimigos.

Em 1917 uma comunicação dos alemães descrevendo as atividades de uma agente atuando a seu favor foi interceptada pelos franceses. A descrição da espiã era tão semelhante a de Mata Hari que não houve dúvidas. A dançarina foi julgava e condenada à morte. De acordo com testemunhas oculares, recusou-se a vendar os olhos e assoprou um beijo sedutor para os atiradores antes de ser fuzilada.

Até hoje não se sabe se a transmissão alemã interceptada foi um mero azar ou enviada propositalmente para que Mata Hari fosse descoberta.

 

Melita Norwood (1912 – 2005)

Espiã mais importante da história da KGB, Melita começou sua carreira na década de 1930, quando passou a trabalhar como secretária para a Associação Britânica de Metais Não Ferrosos. A empresa parecia inofensiva à primeira vista, mas, na verdade, era parte de um projeto ultrassecreto de armas nucleares.

Quando os chefes saíam, Melita abria o cofre com documentos confidenciais, tirava fotos e as enviava para seu contato na KGB, que a conhecia pelo codinome de “Hola”.

Passando despercebida por anos, Melita enviou documentos secretos até 1972, quando se aposentou. Em 1979, viajou até Moscou para receber a Ordem do Estandarte Vermelho, uma condecoração de alto prestígio da União Soviética.

Em meados da década de 1960, agentes ingleses desconfiaram dela, mas não podiam acusá-la sem revelar seus métodos. Por isso, a espiã só foi exposta em 1992, após o fim da Guerra Fria, quando um ex-agente da KGB entregou documentos oficiais para a inteligência britânica, que os repassou a um professor de Cambrigde para que escrevesse um livro.

Sua vida inspirou o filme A Espiã Vermelha, estrelado por Judy Dench.

 

Virginia Hall, a dama que manca (1906 – 1982)

Conhecida como “a dama que manca” por conta de um acidente que sofreu aos 27 anos, a norte-americana Virginia já havia trabalhado em várias embaixadas europeias quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu e em 1940 foi recrutada para a SOE, organização de espionagem da inteligência britânica.

Na época, enviar mulheres para território inimigo era proibido, mas a organização tinha dificuldade de recrutar agentes para missões em que as chances de sobrevivência eram de 50%. Então, em 1941, ela foi enviada à França, onde se passou por repórter enquanto comandava unidades de resistência contra a ocupação nazista e ajudava a libertar prisioneiros.

Sua fama se espalhou a ponto de a Gestapo considerá-la “a mais perigosa entre os espiões dos Aliados”.

 

  

Mathilde Carré, a Gata (1908-2007)

Antes de se tornar espiã, Carré foi professora em Sorbonne e, logo no início da Segunda Guerra, tornou-se enfermeira até chegar, por fim, à rede de espionagem dos Aliados intitulada de Interallié, a maior da França. Vivendo sob o pseudônimo “Victoire”, ela ficaria mais conhecida pela alcunha “Gata”, por conta de seu estilo sorrateiro.

Capturada pelos alemães no fim de 1941, Carré foi interrogada, ameaçada de morte e recebeu a proposta de uma recompensa em dinheiro caso mudasse de lado. Ela virou  agente dupla e revelou mais de 100 membros da rede.

Quando Pierre de Vomécourt, um dos poucos membros restantes da Interallié, desconfiou de sua lealdade e a acusou de trabalhar para os nazistas, Carré confessou e implorou por misericórdia. Ele a convenceu de trabalhar para os Aliados novamente, fazendo dela uma agente tripla.

Em 1942, os dois fugiram para a Inglaterra, onde Carré foi interrogada e presa. Ao fim da guerra voltou à França e, em 1949, foi condenada à morte por traição, sentença que conseguiu reverter após apelar à Corte. A “Gata” terminou a vida reclusa, sob identidade desconhecida, e morreu em 2007.

 

Josephine Baker, a Vênus Negra (1906 – 1975)

Atriz, dançarina, cantora, ativista dos direitos civis e espiã da Resistência Francesa, a vida de Josephine não foi simples. A norte-americana naturalizada francesa tornou-se uma sensação em apresentações sensuais de dança nos bares de Paris e, quando a guerra eclodiu, decidiu defender o país que tanto amava.

Por conta de sua fama, Baker viajava pela Europa com frequência e era convidada para festas nas embaixadas ao lado de oficiais de alto escalão. Flertando e escutando conversas alheias, ela reunia informações e as transmitia aos Aliados. O agente secreto Jacques Abtey fingia ser seu assistente e anotava tudo com tinta invisível em suas partituras enquanto Josephine escondia fotos importantes em suas roupas íntimas.

Durante a guerra, ela podia frequentar livremente todos os bares e hotéis europeus que desejava, mas, em seu país de origem, por causa da segregação racial institucionalizada, ficava restrita a certos locais e exposta a violências diárias.

Após a vitória dos Aliados, Josephine tornou-se uma importante figura para o Movimento dos Direitos Civis, recusando-se a fazer shows em locais segregados e sendo a única mulher a discursar ao lado de Martin Luther King na Marcha de Washington. 

 

Sally e Irina, de Os segredos que guardamos

Em 1956, Irina é contratada como datilógrafa da CIA, embora sequer imaginasse que passaria na entrevista. Os agentes, no entanto, veem na tímida jovem o potencial para realizar feitos bem maiores: Irina atuará como secretária de dia e espiã à noite.

Sally, a glamorosa veterana que não vê a hora de voltar às missões, é a agente convocada para treiná-la. Em campo, Sally havia sido essencial durante a Segunda Guerra Mundial, mas, quando a Guerra Fria se instalou, foi relegada ao trabalho burocrático, dando suporte a homens com quem havia lutado lado a lado.

A primeira missão de Irina não é das mais simples: contrabandear um livro proibido na URSS de volta para o país. Todos na União Soviética sabiam que Boris Pasternak havia finalizado seu novo romance, Doutor Jivago, uma história de amor com a Revolução Russa como pano de fundo — na verdade uma crítica velada ao Estado. O livro foi descoberto por um editor italiano e impresso na Itália, e fez um estrondoso sucesso.

Sally e Irina precisam fazer com que cópias em russo cheguem ao território soviético, já que a ideia da CIA é usar o romance como uma poderosa arma ideológica contra o inimigo.

Inspirado em uma história real mas utilizando personagens fictícios, esse é o cenário de Os segredos que guardamos, em que Lara Precott apresenta uma história de espionagem contra a censura, seja ela imposta pelo Estado ou por qualquer ideologia patriarcal e preconceituosa. Conheça aqui.

O livro chegou ao intrínsecos, clube de assinatura da Intrínseca, em novembro de 2019 e os leitores amaram! Conheça o clube.

testeComunicado sobre os eventos de lançamento de Não se humilha, não

Seguindo as recomendações do Ministério da Saúde de evitar viagens e aglomerações, as sessões de autógrafos com Isabela Freitas nas cidades de Porto Alegre, Aracaju e Campo Grande foram canceladas.

Estamos acompanhando os desdobramentos da incidência do coronavírus no país. Nós, da equipe Intrínseca, e a autora queremos muito encontrar todos vocês. Assim que for possível, publicaremos novas informações. 

testeConheça os embaixadores intrínsecos

 

Já temos intrínsecos em todos os estados do Brasil e, para ficarmos ainda mais próximos de todos, lançamos o projeto Embaixadores intrínsecos, um grupo de criadores de conteúdo que vai atuar como uma ponte entre a editora e os assinantes do clube em cada região do país. Os embaixadores são responsáveis por propor encontros presenciais, organizar e mediar eventos, bate-papos, leituras coletivas, entre outras atividades. Conheça os embaixadores de cada estado e encontre os que estão mais perto de você:

Guido (@lendocomotempo) – Maceió/AL

Monique (@viagensliterarias_) – Manaus/AM

Rômulo (@umromulo) – Manaus/AM

Andresa (@umdiamelivro) – Macapá/AP

Minho (@shootinggbooks) – Salvador/BA

Ana Carolina (@universodeumaleitoraa) – Salvador/BA

Ellem (@colecionandoprimaveras) – Juazeiro/BA

Fla (@resenhasdaflablog) – Juazeiro do Norte/CE

Jordana (@blogfeedyourhead) – Fortaleza/CE

Simone (@fernanda_avellar_eventos) – Brasília/DF

Brenda (@pequenaliteraria) – Guarapari/ES

Ezequiel (@ezequielsouzza1) – Serra/ES

Fernanda (@embarqueliterario) – Itapuranga/GO

Marcela (@mahreads) – Goiânia/GO

Pedro (@caisdaleitura) – São Luís/MA

Amanda (@amandazevedo.s) – Diamantina/MG

Kennya (@garimpandosebos) – Belo Horizonte/MG

Phil (@numa_fria) – Sete Lagoas /MG

Rhayssa (@minhaestantecolorida) – Soledade de Minas /MG

Samara (@samara_pimenta) – Juiz de Fora/MG

Jocasta (@curtaleitura) – Campo Grande/MS

Jhen (@dra.book) – Três Lagoas/MS

Agda (@alento.leitura) – Primavera do Leste/MT

Carol (@bibliotecadacarol) – Itaituba/PA

Amanda (@facesemlivros) – Campina Grande/PB

Maria Clara e Nathalia (@pixelbooks) – Campina Grande/PB

Bia (@meus2literario) – João Pessoa/PB

Lu (@pausaparalivros) – Recife/PE

Pri (@semprelendobypri) – Jaboatão dos Guararapes/PE

João Vitor (@victorcrisss) – Piripiri/PI

Anna (@pausaparaumcafé) – Curitiba/PR

Priscila e Pâmela (@estantedasabelhas) – Curitiba/PR

Gabi (@gabstaranto) – Campo Grande/RJ

Ray (@delivroemlivrocanal) – Niterói/RJ

Tatiana (@leitoraviciada) – Cabo Frio/RJ

Andreza e Andrielly (@sistersbooksdaily) – Natal/RN

Fábbio (@omeninoquele) – Porto Velho/RO

Edgar (@sagamaniacos) – Boa Vista/RR

Dafne (@culturapapo) – Porto Alegre/RS

Marcelli (@entrelinhaslivros) – Erechim/RS

Cris (@ficavaiterleitura) – Joinville/SC

Kabook (@kabooktv) – Balneário Camburiú/SC

Nick (@nickmafra) – Florianópolis/SC

Tamires (@volteidalivraria) – Palhoça/SC

Grazi (@grazicomenta) – Aracaju/SE

Camila (@camila_leitoracompulsiva) – São Paulo/SP

Cássia (@meucantinho_literario) – São Paulo/SP

Marina (@resenhandopormarina) – São Paulo/SP

Fabiana (@psamoleitura) – Guarulhos/SP

Lucy (@livrosdalucy_) – Guarulhos/SP

Carol (@carolesmonteiro) – Sorocaba/SP

Thaís (@uma_dica_de_leitora) – Porto Nacional/TO

Ei, acrianos! Não esquecemos de vocês, só não tivemos indicações. Conhece algum criador de conteúdo bacana no Acre? Fala com a gente!

testeTerritório Lovecraft e os fantasmas do racismo

Considerado o mestre do horror, H. P. Lovecraft ficou conhecido por algumas de suas características literárias: os seres viscosos e tentaculares, o apreço por palavras rebuscadas e o racismo. O preconceito invadia suas histórias, explicitamente ou nas entrelinhas.

Livremente inspirado nas obras do autor, Território Lovecraft, de Matt Ruff, nos apresenta um horror cósmico com protagonistas historicamente excluídos desse gênero literário. Atticus e sua família precisarão driblar não só criaturas sobrenaturais, como também os terrores da época da segregação americana.

Na década de 1950, Atticus é um rapaz negro, veterano da Guerra da Coreia, fã de H. P. Lovecraft e outros escritores de pulp fiction. Ao descobrir que o pai é prisioneiro de uma sociedade secreta milenar, ele parte com o tio e a amiga em uma missão de resgate.

Para libertá-lo, o jovem precisará participar de um perigoso ritual, e a única esperança de salvação pode ser a semente de sua destruição — e de toda a sua família.

E esta é apenas a primeira parada de uma jornada impressionante divida em oito contos interligados, como um seriado de televisão. E por falar nisso, Território Lovecraft vai virar série da HBO com produção executiva de ninguém menos que Jordan Peele, diretor de Corra!, e J. J. Abrams. Lovecraft Country ainda não tem data de estreia, mas definitivamente já está na nossa lista de séries mais aguardadas de 2020!

Um retrato caleidoscópico do racismo — o fantasma que até hoje assombra o mundo —, a obra de Matt Ruff une ficção histórica e pulp noir ao horror e à fantasia de Lovecraft para explorar os terrores da época de segregação racial nos Estados Unidos.

Território Lovecraft chega às livrarias a partir do dia 26/03. Leia um trecho aqui.

O livro foi enviado em janeiro para os assinantes do intrínsecos, clube do livro da Intrínseca, com brindes e materiais que expandem a experiência. Saiba mais sobre o clube aqui.

testeConfira os detetives mais queridos da ficção

Se existisse um concurso para eleger a carreira mais popular da ficção, certamente a ganhadora seria a de detetive. Seja trabalhando na polícia ou por conta própria, a vida desses personagens é sempre cercada de muito mistério e perigo, o que nos proporciona histórias para lá de viciantes.

Inspirados por Cidade nas trevas, livro que revela uma investigação inédita de Jim Hopper, o chefe de polícia de Stranger Things, decidimos fazer uma lista com alguns dos detetives que estão na mente e no coração de muita gente. Confira!

 

Hercule Poirot

A escritora Agatha Christie foi responsável por alguns dos romances policiais mais fascinantes da literatura e também pela criação de um dos grandes detetives da ficção, o belga e bigodudo Hercule Poirot. Protagonizando mais de 40 histórias da autora, Poirot é uma figura excêntrica, dramática e brilhante que conquistou milhares de fãs de diversas idades.

 

Jake Peralta

O detetive Jake Peralta faz parte da 99ª Delegacia de Polícia do Brooklyn, carinhosamente conhecida como Brooklyn 99. Engraçado, brincalhão, um pouquinho imaturo e apaixonado por Duro de matar, Jake é um policial muito competente, mas que acaba perdendo o foco durante algumas investigações. Mas quem acompanha a série sabe que esse pequeno detalhe não o impede de ser um ótimo detetive!

 

Clarice Starling

Quem gosta de histórias de serial killers com certeza já ouviu falar em Clarice Starling. Ela é uma jovem agente do FBI que precisa entrevistar ninguém menos do que Hannibal Lecter, em Silêncio dos Inocentes. Clarice fascina não só o sinistro canibal, mas também os expectadores, que acompanham junto com a detetive a complexa investigação para capturar um assassino em série conhecido como Buffalo Bill.

 

Jim Hopper

Ele é rabugento, fuma que nem uma chaminé e diz que “manhãs são para café e contemplação”. Estamos falando do chefe de polícia de Hawkins, Jim Hopper, que desde bem antes da primeira temporada de Stranger Things já precisava desvendar mistérios para lá de estranhos. Se você quer conhecer uma aventura inédita do personagem, recomendamos Cidade nas trevas, livro que narra o período em que ele trabalhou como detetive da divisão de homicídios da Polícia de Nova York.

 

Dana Scully e Fox Mulder

Um bom detetive precisa estar pronto para participar de qualquer tipo de investigação, e isso inclui casos sobrenaturais, afinal, “a verdade está lá fora”. E não tem dupla melhor para isso do que Dana Scully e Fox Mulder, os protagonistas de Arquivo X, uma das séries mais idolatradas da cultura pop. Ao longo de 11 temporadas, os dois agentes especiais do FBI deparam-se com alienígenas, demônios e seres para lá de esquisitos.

 

Veronica Mars

Detetives também podem ser cheios de segredos, e esse é o caso de Veronica Mars, protagonista da série que leva o seu nome. A jovem investigadora tem uma vida dupla: de dia é uma adolescente normal que precisa ir à escola, mas quando as aulas acabam é hora de ajudar seu pai, um detetive particular, a descobrir alguns dos maiores segredos da cidade onde moram.

 

Sherlock Holmes

Essa lista não estaria completa sem o detetive mais famoso do universo, né? Criado em 1887 pelo escritor escocês sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes ajudou a criar o imaginário do que é ser um detetive. Junto de seu fiel amigo John Watson, o personagem viveu as mais variadas aventuras, que podem ser encontradas em inúmeros formatos: livros, peças de teatro, filmes, séries… A presença de Holmes na vida dos fãs sempre foi tão grande que, por certo tempo, muitas pessoas chegaram a acreditar que ele realmente existiu.

 

São tantos detetives incríveis que não conseguimos listar todos. Tem algum favorito que ficou de fora? Conta para a gente nos comentários!

testeMulheres que inspiram

*Maria Carmelita Dias

Engraçado. Parece que as mulheres andam me perseguindo ultimamente. Mulheres fortes, fracas, jovens, idosas, tímidas, extrovertidas; mas, sobretudo, mulheres corajosas, transgressoras e empreendedoras.

Deixem-me esclarecer: as mulheres a que me refiro são personagens de livros que traduzi nos últimos anos. É evidente que os homens também tiveram seu espaço e protagonismo em minhas traduções, como em O Regresso, de Michael Penke, ou em Como Steve Jobs se tornou Steve Jobs, de B. Schlender e R. Tetzeli. Entretanto, todos os últimos livros que traduzi tiveram protagonistas femininas: mulheres que inspiram, que cativam, que fazem rir e chorar, que ensinam e fazem pensar. Já comentei em outro texto que, enquanto o leitor se transporta para dentro do universo do livro, o tradutor atravessa esse universo e se coloca do outro lado, participando quase ativamente da trama, avaliando ações e situações que muitas vezes estão apenas implícitas e levando em conta todos os detalhes do original, mesmo que nem sempre se mostrem em meio físico. Daí a maneira como cada protagonista acaba se tornando parte de mim mesma, ao traduzir suas vidas e seus pensamentos.

Mulheres que inspiram. Pensei nas transgressoras e empreendedoras ao cotraduzir o último romance de Jojo Moyes, Um caminho para a liberdade. Apesar de se tratar de ficção, a trama se baseia em uma situação real, que poucas pessoas conhecem. O livro se passa na década de 1930, logo após a Grande Depressão, uma crise socioeconômica sem precedentes na história dos Estados Unidos. A primeira-dama americana, Eleanor Roosevelt, idealizou um projeto de levar livros para as populações do interior do país. Como os homens estavam muito ocupados tentando ganhar a vida naqueles tempos difíceis, a tarefa foi conduzida por mulheres. E como as regiões eram inóspitas, montanhosas e de difícil acesso, o transporte dos livros foi feito no lombo de cavalos e burros. Assim surgiu a Biblioteca a Cavalo. A história real é fascinante, assim como aquelas das personagens criadas por Moyes. São cinco mulheres, com origens, motivações e circunstâncias diferentes, que se unem para montar a biblioteca e transportar a leitura até os habitantes do interior do Kentucky. A sociedade retratada é bastante conservadora, machista e tradicionalista, o que torna essas cinco mulheres, em maior ou menor grau, às vezes transgressoras, como Margery, quase sempre empreendedoras, como Alice, e sempre inspiradoras. Um caminho para a liberdade é o tipo de livro que se lê de um só fôlego, de tão cativante e bem-arquitetado.

Mulheres que fazem rir e sorrir. Jojo Moyes, aliás, é uma mestra em criar personagens femininas marcantes. Muitos leitores conhecem a irreverência da Lou Clark, de Como eu era antes de você. Contudo, eu me apaixonei de verdade pela  personagem ao cotraduzir Ainda sou eu, a continuação de Como eu era antes de você e Depois de você. A irreverência, a leveza e — novamente — o caráter empreendedor de Lou no terceiro volume são contagiantes.

Mulheres que ensinam que a vida é uma só. A leveza de Lou contrasta com outra personagem notável de Moyes: Lottie, de A Casa das Marés. Lottie foi engolida pela sociedade conservadora de sua juventude e alimentou uma amargura que mostra que as ações de nossa vida sempre trazem consequências, para o bem ou para o mal. Essa lição aparentemente foi captada pelas outras personagens femininas da história, que também ousam transgredir ou subverter o comportamento que se espera delas.

Mulheres que fazem sofrer e chorar. No ano em que se comemoram os 75 anos do final da Segunda Guerra Mundial, a mídia tem mencionado a libertação de Auschwitz, mas o campo de concentração que sempre me vem à mente quando leio sobre o assunto é Ravensbruck, situado na Alemanha e projetado para receber apenas… mulheres. Único campo de concentração exclusivamente feminino da Alemanha Nazista, Ravensbruck recebeu não apenas judias, mas todas as mulheres consideradas inúteis ou indignas pelo governo, como ciganas, prostitutas, doentes mentais e prisioneiras políticas. É nesse campo que se passa a maior parte da trama de Mulheres sem nome, de Martha Hall Kelly. A ação é centrada em três personagens femininas. A primeira, Caroline, de fato existiu. Uma americana que trabalha como voluntária no Consulado da França, Caroline muito faz para salvar e resgatar crianças órfãs de guerra, principalmente francesas, e, depois da guerra, as polonesas que estiveram em Ravensbruck. A segunda personagem, também real, é uma médica alemã, Herta, que viu no campo uma oportunidade (macabra) de pôr em prática suas habilidades de cirurgiã, em uma Alemanha que também discriminava as mulheres, mesmo as adeptas do regime. No entanto, é a terceira personagem que me faz sofrer e chorar, que me comove. Trata-se de Kasia, personagem fictícia que engloba e simboliza as mulheres polonesas que foram enviadas para aquele campo de concentração e passaram por experiências cruéis que as deixavam aleijadas, quando não as matavam. O grupo se tornou conhecido após a guerra como “as coelhas”, por causa de seu modo de andar saltitante. Ao mesmo tempo em que Kasia e suas companheiras nos emocionam tanto, também nos inspiram por sua resiliência, sua força, e sua inteligência e perspicácia para conseguir a libertação e poder contar ao mundo o que se passou naquele inferno em terra.

Mulheres que fazem pensar. As personagens femininas de Mister, de E L James, e Terra americana, de Jeanine Cummins, representam o mundo atual, em que milhares de pessoas são obrigadas a deixar seus lares, suas famílias e seus países, por causa de divergências políticas, perseguições, preconceito e violência. A tragédia dos refugiados repercute nesses dois livros, mostrando como as  mulheres acabam sendo as mais prejudicadas e sujeitas a violências físicas e sexuais quando não têm outra escolha senão encarar a vida longe de sua terra natal. Por outro lado, a albanesa Alessia, de Mister, a mexicana Lydia e as hondurenhas Rebeca e Soledad, de Terra Americana, também representam a coragem das mulheres, que desafiam tradições medievais, cartéis sanguinários, aproveitadores de diversos tipos e instituições insensíveis para defenderem a si mesmas e a seus entes queridos, buscando segurança em outros países.

Lydia, a protagonista de Terra americana, sintetiza todas as mulheres que me perseguem. Lydia me faz sorrir, quando fala de seus livros e de sua livraria, me faz chorar, quando pranteia seus mortos, e me inspira, quando assume um  comportamento transgressor para defender o filho a qualquer custo, munida apenas de sua coragem e de seu senso de oportunidade para seguir adiante, apesar de tudo.

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, essas mulheres me fazem pensar: em que mundo estamos vivendo e o que podemos fazer para melhorar a situação de todos e todas? De minha parte, acho que posso contribuir traduzindo suas histórias para que mais pessoas reflitam, aprendam, compreendam e se sintam motivadas e inspiradas.

 

*Maria Carmelita Dias decidiu ser tradutora na adolescência porque queria muito entender as letras dos Beatles. Formou-se em Tradução e Interpretação na PUC-Rio, onde lecionou e atuou como pesquisadora. Atualmente se dedica exclusivamente à tradução e se orgulha de ter trazido ao mundo duas mulheres fantásticas.