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Filmes LGBTQ+ para assistir sem sair de casa

30 / março / 2020

É difícil descrever a alegria de se ver representado em uma boa história, não é? Principalmente quando crescemos buscando em toda parte alguém que seja como nós, que entenda a nossa luta. Por isso os filmes com temática LGBTQ+ são tão importantes; eles nos ajudam a sentir mais confortáveis e aceitos no mundo.

É claro que ainda esbarramos com alguns estereótipos ofensivos por aí, mas, cada vez mais, surgem produções que tratam a comunidade sob óticas mais plurais, sem definir e limitar as pessoas baseando-se apenas na orientação sexual.

Para que você aproveite esse tempinho extra em casa, separamos alguns filmes LGBTQ+ disponíveis nas plataformas de streaming, para assistir sem sair do sofá.

Confira:

 

1. Moonlight: Sob a luz do luar (2017)

Vencedor do Oscar de melhor filme em 2017, Moonlight é o primeiro filme com temática LGBTQ+ a vencer nessa categoria. O longa acompanha os desafios de Chiron ao confrontar a própria identidade e sexualidade, passando por várias fases de sua vida.

Morador da periferia de Miami e filho de uma mãe viciada em crack, o personagem também encara a tentação do universo do crime e das drogas.

 

Para quem gosta de: jornadas de autoconhecimento e realidades difíceis

Onde assistir: Netflix

 

2. Hoje eu quero voltar sozinho (2014)

O delicado filme brasileiro conta a história de Leonardo, um adolescente cego que busca independência da superproteção dos pais. Sua rotina muda com a chegada de um novo aluno na escola, com quem rapidamente faz amizade. À medida que os dois se aproximam, essa relação dará a Leonardo a coragem para se libertar.

Além de lidar com as inseguranças e medos de todo adolescente, o protagonista também vai experimentar algo até então inédito: a paixão. 

 

Para quem gosta de: romances fofos e leves

Onde assistir: Netflix e Telecine Play

 

3. Me chame pelo seu nome (2018)

É claro que o vencedor do Oscar 2018 de Melhor Roteiro Adaptado não poderia faltar nessa lista.

Elio sempre passa o verão em sua casa de férias, dividindo o tempo entre leituras e música. Essa rotina está prestes a mudar com a chegada do novo convidado da família para a temporada. O jovem de 17 anos encontrará na figura do confiante escritor os primeiros sinais de desejo e de uma paixão avassaladora, algo que marcará os dois para o resto da vida.

Inspirado no romance de André Aciman, Me chame pelo seu nome é uma narrativa na qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude.

Quem já leu e se apaixonou, vai adorar saber que em Me encontre, novo romance do autor, reencontramos Elio, Oliver e Samuel, pai de Elio, anos após os acontecimentos desse verão marcante. Leia um trecho aqui.

Para quem gosta de: histórias sobre a intensidade da juventude

Onde assistir: Telecine Play

 

4. Carol (2015)

Em Nova York, nos anos 1950, a tímida jovem Therese (Rooney Mara) trabalha em uma loja de departamentos, onde a elegante dona de casa Carol (Cate Blanchet) vai para comprar um presente de Natal.

Atraídas instantaneamente, as duas desenvolvem uma forte amizade e logo se apaixonam. Porém, quando o marido de Carol começa a desconfiar da relação, sérias consequências começam a surgir.

Além da história de amor, o filme retrata as dificuldades de um relacionamento lésbico dentro de uma sociedade machista e conservadora.

 

Para quem gosta de: longas trocas de olhares entre mulheres bonitas

Onde assistir: Netflix

 

5. Meu nome é Ray

Ramona é uma jovem de 16 anos que não vê a hora de se libertar de seu corpo feminino. Quando está se preparando para iniciar a transição de gênero e realizar a cirurgia de ressignificação, precisa se encontrar com o pai para que ele assine os papéis autorizando o início do tratamento. Mas esse pai o abandonou no passado e agora vive com uma nova família.

 

Para quem gosta de: emocionantes dramas familiares

Onde assistir: Netflix

 

6. Boy Erased: Uma verdade anulada (2019)

Adaptação da biografia de Garrard Conley, Boy Erased acompanha a rotina de um jovem que é enviado a um programa de “conversão” sexual.

Acompanhamos os percalços dessa jornada, passando da saída forçada do armário até as torturas psicológicas empregadas no acampamento. O filme é um pedido por tolerância a todos que vivem em ambientes de severa repressão.

Leia um trecho do livro.

Para quem gosta de: dramas reais e relações familiares complexas

Onde assistir: Telecine Play

 

7. Collete (2018)

Colette (Keira Knightley) casa-se com o boêmio escritor Willy, um homem com dificuldades para criar sua próxima obra de sucesso. Para ajudá-lo, Collete escreve um romance que, quando publicado sob o nome do marido, torna-se um best-seller instantâneo.

À medida que ganham fama cada vez maior, a relação se deteriora e ambos começam a ter casos extraconjugais, inclusive com a mesma mulher. O relacionamento tempestuoso torna-se abusivo e Collete sabe que precisa descobrir um jeito de recuperar a própria voz.

A história é inspirada na jornada real da escritora francesa Collete, que concorreu ao Prêmio Nobel de Literatura em 1948.

 

Para quem gosta de: mulheres audaciosas encontrando seu lugar no mundo

Onde assistir: HBO GO

 

8. Com amor, Simon (2018)

Primeiro romance adolescente LGBTQ+ produzido por um grande estúdio, Com amor, Simon definitivamente quebrou barreiras.

Simon é gay, mas ainda não contou para os pais e amigos, acreditando ser um dos poucos de sua pequena cidade a se sentir assim. Quando começa a trocar mensagens anônimas com Blue, finalmente encontra alguém que compartilha seus medos e esperanças. Apesar desse contato, os dois não revelam o rosto ou o nome; tudo que sabem é que estudam na mesma escola.

Mas quando Martin descobre esses e-mails e começa a chantagear Simon, tudo se complica.

O filme é uma adaptação do livro homônimo de Becky Albertalli, que também escreveu Leah fora de sintonia, uma continuação da história na voz da melhor amiga de Simon.

Para quem gosta de: histórias que aquecem o coração

Onde assistir: Telecine Play

 

9. Azul é a cor mais quente (2013)

O filme retrata a primeira paixão da jovem Adèle pela estudante de artes Emma. Acompanhando a transição da adolescência ao dia a dia da vida adulta, Azul é a cor mais quente capta com honestidade as questões que envolvem uma primeira experiência amorosa e as dificuldades de crescer junto com o outro dentro de um relacionamento.  

 

Para quem gosta de: filmes sobre as incertezas da juventude

Onde assistir: Netflix e Telecine Play

 

10. Direito de Amar (2009)

Dirigido por Tom Ford, Direito de amar acompanha um dia na vida de um professor universitário abalado pela morte do companheiro, com quem viveu por 16 anos.

Colin Firth, Julianne Moore e Nicholas Hoult dão vida aos personagens em um enredo que discute temas como a aceitação dos relacionamentos homossexuais pelas famílias e pela sociedade americana na década de 1960.

As roupas, a iluminação e, principalmente, as cores, transmitem a inquietação, o desejo e por vezes a esperança que o personagem sente ao longo do dia.

 

Para quem gosta de: refletir sobre as armaduras que criamos para enfrentar o mundo

Onde assistir: Netflix

 

11. Rafiki (2018)

Os pais de Kena e Ziki são rivais políticos, mas isso não impede que as duas se tornem grandes amigas. A relação logo se transforma em um romance e a comunidade conservadora em que vivem se volta contra as duas.

Elas então precisam escolher entre viver este amor intensamente, desafiando as leis do Quênia, ou se distanciar em busca de uma vida segura.

A produção foi a primeira do país a ser escolhida para o Festival de Cannes, mas foi proibida no Quênia, onde vigoram leis que criminalizam a homossexualidade.

 

Para quem gosta de: Romeu e Julieta com um toque moderno

Onde assistir: Telecine Play

 

12. O Mau Exemplo De Cameron Post (2018)

Vivendo em uma pequena cidade do interior, Cameron se apaixona pela melhor amiga. Mas, quando o relacionamento é descoberto, a adolescente é enviada a um programa de terapia de “conversão” sexual.  

Lá, Cameron encontra um grupo de pessoas tão marginalizadas quanto ela e a força dessas relações irá ajudá-la a enfrentar a opressão de não poder ser quem realmente é.

 

Para quem gosta de: jornadas de crescimento e amizades inesperadas

Onde assistir: Telecine Play

 

13. Paraísos artificiais (2012)

Érika (Nathalia Dill) é uma DJ de sucesso e amiga de Lara. Durante um festival onde Érika está se apresentando, elas conhecem Nando e, juntos, os três vivem um momento intenso.

No entanto, logo depois o trio se separara. Anos depois Érika e Nando se reencontram em Amsterdã, onde se apaixonam. Mas apenas Érika se lembra do verdadeiro motivo pelo qual se afastou dele logo depois daquele evento anos antes.


Para quem gosta de:
histórias ousadas e sensoriais

Onde assistir: Globoplay

 

14. Elisa e Marcela (2019)

O filme espanhol narra a história real de Elisa e Marcela que, em 1901, passando-se por homem e mulher, casaram-se na igreja, marcando o primeiro matrimônio homossexual da história do país.

As duas se conheceram quando ainda eram estudantes e passaram a morar juntas depois de adultas. Para despistar os rumores sobre a relação, Elisa vestia-se de homem, tendo assumido a identidade de seu falecido primo.

 

Para quem gosta de: dramas históricos

Onde assistir: Netflix

 

15. Alex Strangelove (2019)

Antes de se formar, Alex quer alcançar o último marco da adolescência: perder a virgindade com a namorada de longa data.

Tudo se complica quando ele conhece Elliot, um charmoso menino gay que sem querer o coloca em uma jornada de autodescoberta.

 

Para quem gosta de: comédias irreverentes

Onde assistir: Netflix

 

16. Amor por Direito (2016)

A policial Laurel Hester (Julianne Moore) e a mecânica Stacie Andree (Ellen Page) estão em um relacionamento sério e tudo que mais querem é envelhecer juntas.

No entanto, o mundo delas desmorona quando Laurel é diagnosticada com uma doença terminal. As duas precisarão lutar para que a pensão seja estendida para Stacie após a morte da companheira, já que as autoridades se recusam a reconhecer a relação homoafetiva.

 

Para quem gosta de: lutas por justiça

Onde assistir: Amazon Prime Video

 

 

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Comentários

Uma resposta para “Filmes LGBTQ+ para assistir sem sair de casa

  1. Eu já procurei Azul É A Cor Mais Quente na Netflix, mas não tem. 🙁

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