testeNath Finanças é a nova autora da Intrínseca

Nathalia Rodrigues de Oliveira tem apenas 21 anos mas se tornou referência para muita gente ao falar sobre educação financeira para as pessoas que estão presas em dívidas com cartão de crédito e que gostariam de investir alguma parte de seu dinheiro, mesmo ganhando pouco.

Com orientações simples de entender e um estilo muito bem humorado, em pouco tempo Nath conquistou milhares de seguidores na internet. Conhecida por seu canal no YouTube, o Nath Finanças, o objetivo dela é falar de economia de um jeito fácil, que possibilite alguém que ganhe um salário mínimo fazer um planejamento de investimento, além de organizar suas finanças pessoais. Para isso é preciso também que as pessoas entendam o que é o PIB e por que a flutuação do dólar pode afetar a nossa vida financeira. Além, é claro, de anotar seus gastos e guardar até mesmo moedas.

Embora se descreva como “YouTuber de educação financeira para baixa renda”, Nath já extrapolou essa esfera, é na verdade uma colunista de finanças de sucesso, e seus mais de 300 mil seguidores do Twitter e 100 mil do YouTube e Instagram comprovam isso.

A novidade é que agora Nath vai ganhar mais um canal para falar com seus seguidores e com quem ainda não a conhece. Em breve sairá pela Intrínseca o livro que ensinará o passo a passo para qualquer um conseguir organizar sua vida financeira.

Ninguém mais vai falhar com a Nath.

testeMalorie, a sequência de Caixa de pássaros, chega às livrarias no segundo semestre

Você está pronto para descobrir quais são os horrores invisíveis que assombraram os personagens de Caixa de pássaros?

Em breve será publicada Malorie, a aguardada sequência do livro que inspirou Bird Box, filme da Netflix estrelado por Sandra Bullock. E agora revelaremos em primeira mão o que acontece nessa continuação emocionante.

Management Blind GIF - Management Blind BirdBox GIFs

Doze anos se passaram desde que Malorie e seus filhos atravessaram o rio em segurança, mas vendar os olhos ainda é a única regra que não podem deixar de seguir. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas que tomaram o mundo pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível.

Ainda não há explicação. Nenhuma solução.

Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver… e transmitir aos filhos sua determinação. Não sejam preguiçosos, diz a eles. Não tirem a venda. E NÃO OLHEM.

Quando eles tomam conhecimento de uma notícia que parecia impossível, Malorie se permite ter esperança pela primeira vez desde o início do surto. Alguém de quem ela gostava muito, alguém que ela acreditava estar morto, talvez esteja vivo.

Mas as criaturas não são a única coisa que Malorie teme: existem pessoas que afirmam terem capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias perigosas. E rumores apontam que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador.

Malorie precisar fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.

E, se você ainda não conhece essa história, temos uma grande notícia: o e-book de Caixa de pássaros está com desconto especial em todas as plataformas. Garanta o seu!

testeFilmes LGBTQ+ para assistir sem sair de casa

É difícil descrever a alegria de se ver representado em uma boa história, não é? Principalmente quando crescemos buscando em toda parte alguém que seja como nós, que entenda a nossa luta. Por isso os filmes com temática LGBTQ+ são tão importantes; eles nos ajudam a sentir mais confortáveis e aceitos no mundo.

É claro que ainda esbarramos com alguns estereótipos ofensivos por aí, mas, cada vez mais, surgem produções que tratam a comunidade sob óticas mais plurais, sem definir e limitar as pessoas baseando-se apenas na orientação sexual.

Para que você aproveite esse tempinho extra em casa, separamos alguns filmes LGBTQ+ disponíveis nas plataformas de streaming, para assistir sem sair do sofá.

Confira:

 

1. Moonlight: Sob a luz do luar (2017)

Vencedor do Oscar de melhor filme em 2017, Moonlight é o primeiro filme com temática LGBTQ+ a vencer nessa categoria. O longa acompanha os desafios de Chiron ao confrontar a própria identidade e sexualidade, passando por várias fases de sua vida.

Morador da periferia de Miami e filho de uma mãe viciada em crack, o personagem também encara a tentação do universo do crime e das drogas.

 

Para quem gosta de: jornadas de autoconhecimento e realidades difíceis

Onde assistir: Netflix

 

2. Hoje eu quero voltar sozinho (2014)

O delicado filme brasileiro conta a história de Leonardo, um adolescente cego que busca independência da superproteção dos pais. Sua rotina muda com a chegada de um novo aluno na escola, com quem rapidamente faz amizade. À medida que os dois se aproximam, essa relação dará a Leonardo a coragem para se libertar.

Além de lidar com as inseguranças e medos de todo adolescente, o protagonista também vai experimentar algo até então inédito: a paixão. 

 

Para quem gosta de: romances fofos e leves

Onde assistir: Netflix e Telecine Play

 

3. Me chame pelo seu nome (2018)

É claro que o vencedor do Oscar 2018 de Melhor Roteiro Adaptado não poderia faltar nessa lista.

Elio sempre passa o verão em sua casa de férias, dividindo o tempo entre leituras e música. Essa rotina está prestes a mudar com a chegada do novo convidado da família para a temporada. O jovem de 17 anos encontrará na figura do confiante escritor os primeiros sinais de desejo e de uma paixão avassaladora, algo que marcará os dois para o resto da vida.

Inspirado no romance de André Aciman, Me chame pelo seu nome é uma narrativa na qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude.

Quem já leu e se apaixonou, vai adorar saber que em Me encontre, novo romance do autor, reencontramos Elio, Oliver e Samuel, pai de Elio, anos após os acontecimentos desse verão marcante. Leia um trecho aqui.

Para quem gosta de: histórias sobre a intensidade da juventude

Onde assistir: Telecine Play

 

4. Carol (2015)

Em Nova York, nos anos 1950, a tímida jovem Therese (Rooney Mara) trabalha em uma loja de departamentos, onde a elegante dona de casa Carol (Cate Blanchet) vai para comprar um presente de Natal.

Atraídas instantaneamente, as duas desenvolvem uma forte amizade e logo se apaixonam. Porém, quando o marido de Carol começa a desconfiar da relação, sérias consequências começam a surgir.

Além da história de amor, o filme retrata as dificuldades de um relacionamento lésbico dentro de uma sociedade machista e conservadora.

 

Para quem gosta de: longas trocas de olhares entre mulheres bonitas

Onde assistir: Netflix

 

5. Meu nome é Ray

Ramona é uma jovem de 16 anos que não vê a hora de se libertar de seu corpo feminino. Quando está se preparando para iniciar a transição de gênero e realizar a cirurgia de ressignificação, precisa se encontrar com o pai para que ele assine os papéis autorizando o início do tratamento. Mas esse pai o abandonou no passado e agora vive com uma nova família.

 

Para quem gosta de: emocionantes dramas familiares

Onde assistir: Netflix

 

6. Boy Erased: Uma verdade anulada (2019)

Adaptação da biografia de Garrard Conley, Boy Erased acompanha a rotina de um jovem que é enviado a um programa de “conversão” sexual.

Acompanhamos os percalços dessa jornada, passando da saída forçada do armário até as torturas psicológicas empregadas no acampamento. O filme é um pedido por tolerância a todos que vivem em ambientes de severa repressão.

Leia um trecho do livro.

Para quem gosta de: dramas reais e relações familiares complexas

Onde assistir: Telecine Play

 

7. Collete (2018)

Colette (Keira Knightley) casa-se com o boêmio escritor Willy, um homem com dificuldades para criar sua próxima obra de sucesso. Para ajudá-lo, Collete escreve um romance que, quando publicado sob o nome do marido, torna-se um best-seller instantâneo.

À medida que ganham fama cada vez maior, a relação se deteriora e ambos começam a ter casos extraconjugais, inclusive com a mesma mulher. O relacionamento tempestuoso torna-se abusivo e Collete sabe que precisa descobrir um jeito de recuperar a própria voz.

A história é inspirada na jornada real da escritora francesa Collete, que concorreu ao Prêmio Nobel de Literatura em 1948.

 

Para quem gosta de: mulheres audaciosas encontrando seu lugar no mundo

Onde assistir: HBO GO

 

8. Com amor, Simon (2018)

Primeiro romance adolescente LGBTQ+ produzido por um grande estúdio, Com amor, Simon definitivamente quebrou barreiras.

Simon é gay, mas ainda não contou para os pais e amigos, acreditando ser um dos poucos de sua pequena cidade a se sentir assim. Quando começa a trocar mensagens anônimas com Blue, finalmente encontra alguém que compartilha seus medos e esperanças. Apesar desse contato, os dois não revelam o rosto ou o nome; tudo que sabem é que estudam na mesma escola.

Mas quando Martin descobre esses e-mails e começa a chantagear Simon, tudo se complica.

O filme é uma adaptação do livro homônimo de Becky Albertalli, que também escreveu Leah fora de sintonia, uma continuação da história na voz da melhor amiga de Simon.

Para quem gosta de: histórias que aquecem o coração

Onde assistir: Telecine Play

 

9. Azul é a cor mais quente (2013)

O filme retrata a primeira paixão da jovem Adèle pela estudante de artes Emma. Acompanhando a transição da adolescência ao dia a dia da vida adulta, Azul é a cor mais quente capta com honestidade as questões que envolvem uma primeira experiência amorosa e as dificuldades de crescer junto com o outro dentro de um relacionamento.  

 

Para quem gosta de: filmes sobre as incertezas da juventude

Onde assistir: Netflix e Telecine Play

 

10. Direito de Amar (2009)

Dirigido por Tom Ford, Direito de amar acompanha um dia na vida de um professor universitário abalado pela morte do companheiro, com quem viveu por 16 anos.

Colin Firth, Julianne Moore e Nicholas Hoult dão vida aos personagens em um enredo que discute temas como a aceitação dos relacionamentos homossexuais pelas famílias e pela sociedade americana na década de 1960.

As roupas, a iluminação e, principalmente, as cores, transmitem a inquietação, o desejo e por vezes a esperança que o personagem sente ao longo do dia.

 

Para quem gosta de: refletir sobre as armaduras que criamos para enfrentar o mundo

Onde assistir: Netflix

 

11. Rafiki (2018)

Os pais de Kena e Ziki são rivais políticos, mas isso não impede que as duas se tornem grandes amigas. A relação logo se transforma em um romance e a comunidade conservadora em que vivem se volta contra as duas.

Elas então precisam escolher entre viver este amor intensamente, desafiando as leis do Quênia, ou se distanciar em busca de uma vida segura.

A produção foi a primeira do país a ser escolhida para o Festival de Cannes, mas foi proibida no Quênia, onde vigoram leis que criminalizam a homossexualidade.

 

Para quem gosta de: Romeu e Julieta com um toque moderno

Onde assistir: Telecine Play

 

12. O Mau Exemplo De Cameron Post (2018)

Vivendo em uma pequena cidade do interior, Cameron se apaixona pela melhor amiga. Mas, quando o relacionamento é descoberto, a adolescente é enviada a um programa de terapia de “conversão” sexual.  

Lá, Cameron encontra um grupo de pessoas tão marginalizadas quanto ela e a força dessas relações irá ajudá-la a enfrentar a opressão de não poder ser quem realmente é.

 

Para quem gosta de: jornadas de crescimento e amizades inesperadas

Onde assistir: Telecine Play

 

13. Paraísos artificiais (2012)

Érika (Nathalia Dill) é uma DJ de sucesso e amiga de Lara. Durante um festival onde Érika está se apresentando, elas conhecem Nando e, juntos, os três vivem um momento intenso.

No entanto, logo depois o trio se separara. Anos depois Érika e Nando se reencontram em Amsterdã, onde se apaixonam. Mas apenas Érika se lembra do verdadeiro motivo pelo qual se afastou dele logo depois daquele evento anos antes.


Para quem gosta de:
histórias ousadas e sensoriais

Onde assistir: Globoplay

 

14. Elisa e Marcela (2019)

O filme espanhol narra a história real de Elisa e Marcela que, em 1901, passando-se por homem e mulher, casaram-se na igreja, marcando o primeiro matrimônio homossexual da história do país.

As duas se conheceram quando ainda eram estudantes e passaram a morar juntas depois de adultas. Para despistar os rumores sobre a relação, Elisa vestia-se de homem, tendo assumido a identidade de seu falecido primo.

 

Para quem gosta de: dramas históricos

Onde assistir: Netflix

 

15. Alex Strangelove (2019)

Antes de se formar, Alex quer alcançar o último marco da adolescência: perder a virgindade com a namorada de longa data.

Tudo se complica quando ele conhece Elliot, um charmoso menino gay que sem querer o coloca em uma jornada de autodescoberta.

 

Para quem gosta de: comédias irreverentes

Onde assistir: Netflix

 

16. Amor por Direito (2016)

A policial Laurel Hester (Julianne Moore) e a mecânica Stacie Andree (Ellen Page) estão em um relacionamento sério e tudo que mais querem é envelhecer juntas.

No entanto, o mundo delas desmorona quando Laurel é diagnosticada com uma doença terminal. As duas precisarão lutar para que a pensão seja estendida para Stacie após a morte da companheira, já que as autoridades se recusam a reconhecer a relação homoafetiva.

 

Para quem gosta de: lutas por justiça

Onde assistir: Amazon Prime Video

 

 

testeUma Espanha confinada que não pode enterrar seus mortos

Por Karina Sainz Borgo*

Faz quase quinze dias que o governo espanhol decretou estado de emergência em virtude da expansão do coronavirus, uma declaração que veio a reboque de uma crise que já existia muito antes. No dia 15 de março, eram sete mil infectados. Hoje o número já ultrapassa os 40 mil e esta semana os mortos estão beirando os 4 mil, o que fez a Espanha superar o número da China. Por causa da falta de material hospitalar, os médicos representam uma parcela significativa.

A anestesia de silêncio do governo desapareceu com a dica deixada pelo decreto do estado de emergência. A primavera — um tempo de bares, festas regionais e dias relaxados — foi sepultada pelo escarro da realidade. As verdadeiras igrejas dos espanhóis, os bares, estão fechados. E com eles o comércio, as escolas, as estradas, os parques, as bibliotecas, os museus… Tarde e mal, assim chegou a realidade. Uma tão grave que confina seus mortos em uma pista de gelo. Não há capacidade sequer para enterrá-los.

Como Cassandra, a Itália foi um espelho trágico com o qual aprender, mas não escutamos. A morte percorreu as ruas vazias, bateu na porta de uma sociedade que parecia tê-la esquecido. O país da guerra do milhão de mortos agora não sabe o que fazer com os seus. Na Espanha antes da pandemia, as varandas eram lugares a partir dos quais se apresentar ao espetáculo do mundo, a estufa em que os espectadores regavam samambaias e tédio. Em Sevilha um lugar para ver as procissões, em Pamplona os festejos de são Firmino.  

Desde que a quarentena foi decretada, para os espanhóis a varanda se converteu em um oratório de catarses, uma prótese da festa com a qual se aplaca a angústia. Um habitáculo para se encontrar com o mundo e burlar o ferrolho que impede de ir para a rua. Todas as noites, as pessoas vão para as varandas a fim de aplaudir os médicos, cantam e contam coisas umas para as outras como os napolitanos fizeram há apenas duas semanas.

Nem todo mundo tem varanda. Quem tem descreve a sua como se fosse uma casa à beira-mar. Nessa parte onde antes se juntavam vasos de plantas, esfregões e roupa estendida, agora ocorre o momento fugaz das tréguas: tomar o café e se deixar tocar pelo sol, escutar o barulho da rua e pensar no que fazer quando tudo isso terminar.

Quem pode desfrutar de um terraço ou de uma varanda imensa não apenas descreve a sensação, mas também se emociona! A varanda ainda é o lugar dos medos e desejos, mas o tamanho deles mudou. Onde antes brotava o hematoma do dinheiro ou o medo do desamor, agora se emulsificam imagens mais simples, gente que aplaude ou chora aqueles a quem não podem dar uma sepultura.

O estado de emergência se estende, como uma sombra em nossas vidas, não há saída. Quando telefonamos para aqueles com quem ainda podemos falar sobre o assunto, sentimos, como Matteo Scuro do filme de Tornatore, que o mundo para ao nosso redor. E mesmo assim, ante a pergunta sobre como todos estão, damos a mesma resposta: estamos todos bem, ainda que não seja certo. Estarmos vivos já vale.

 

*Karina Sainz Borgo é escritora, jornalista e autora de Noite em Caracas.

testeNovo livro do autor de Um dia chega às livrarias em abril

Quanto tempo dura um amor de verão? Aos 17 anos, Charlie tinha acabado de terminar o ensino médio, enfrentava uma crise familiar e havia se afastado dos melhores amigos. Tudo indicava que aquele seria um longo verão solitário, até que um encontro casual com um grupo de teatro amador muda o rumo da história. Uma das integrantes do grupo é Fran, uma menina bonita e carismática que convida Charlie para participar da próxima peça da companhia: Romeu e Julieta. E assim, saindo totalmente de sua zona de conforto, ele embarca numa aventura que mudaria sua vida para sempre.

Em Uma dor tão doce, essa história é contada por Charlie já adulto e às vésperas de seu casamento. Com uma mistura sutil de humor e melancolia, ele convida o leitor a um passeio por aquelas semanas do passado, com as lembranças, os amores e as relações familiares que ajudaram a moldar o homem que se tornou.

Uma dor tão doce, de David Nicholls, autor do aclamado romance Um dia, foi enviado na caixa de fevereiro do clube intrínsecos e chega às livrarias a partir de 23 de abril. Conheça também os outros livros do autor, todos disponíveis em e-book.

testeNovo conto gratuito de Felipe Castilho: Diga AXIOMA e sorria

Ray Bradbury, autor do clássico Fahrenheit 451, afirmava que toda a história da humanidade não era nada além de ficção científica. Se tudo o que sonhamos é ficção e tudo o que fazemos é ciência, não há como contestar a afirmação do escritor. Pensando nisso, se olharmos para o futuro, a ficção científica nos mostra dois caminhos distintos: a utopia e a distopia.

Na primeira, alcançamos a total harmonia entre tecnologia, sustentabilidade e sociedade — todos os problemas sociais se extinguem e o mundo vive sua fase áurea. Mas, na segunda, vivemos constantemente sob forte opressão, desespero e/ou dominação, seja do governo ou de grandes corporações.

O futuro apresentado em Recursão pode ser entendido como o começo de uma possível distopia: quando uma doença misteriosa se espalha por Nova York, pessoas começam a ter lembranças de coisas que nunca aconteceram. Realidade, ficção e imaginação se misturam silenciosamente pela cidade, e uma grande corporação pode estar por trás de tudo isso.

Inspirado no livro de Blake Crouch, Felipe Castilho, autor de A Ordem Vermelha e Serpentário, nos presenteia com um conto inédito, em que a quantidade exorbitante — e atordoante — de informações cria uma sinfonia caótica na mente dos moradores de uma São Paulo distópica.

Leia abaixo o conto completo:

 

Diga AXIOMA e sorria

Por Felipe Castilho

A multidão estava inquieta, ainda que quieta. Mesmo com todas as bocas fechadas, era possível ouvir seus urros, gritos de guerra e palavras de ordem. Lágrimas doloridas faziam os cantos dos olhos de Milton arderem ainda mais. Ombro a ombro com outros manifestantes, ajeitou o lenço umedecido de vinagre que cobria o rosto, enquanto uma garrafa voava por cima de sua cabeça. Com um ruído extremamente satisfatório, o vidro espatifou-se em um carro abandonado diante da parede de escudos da Polícia Corporativa, e uma flor de fogo o engolfou com pétalas de lótus cintilante. Mesmo diante das labaredas, os fardados permaneceram inertes, aguardando o próximo movimento da turba que protestava.

A avenida havia se tornado um campo de batalha. Na verdade, nos últimos meses, aquele era um campo de batalha que de vez em quando se tornava uma avenida. Em dias de tumulto ou de relativa paz, os carros sempre estavam por lá — mas nem sempre em chamas.

“Quem diria que o combustível fóssil ainda teria uma utilidade para os carros elétricos”, pensou Milton, e ouviu risos à sua volta.

Fazer piadas com o aplicativo de compartilhamento neural era sempre arriscado e, na maioria das vezes, involuntário, pois em geral não havia tempo de formulá-las. Quando se fazia parte de um grupo de MindShare, o normal era ser bombardeado por exclamações desconexas, um fluxo sem fim de opiniões não solicitadas e pensamentos de cunho sexual em momentos inoportunos: as ideias dos outros, despejadas diretamente dentro de seu cérebro.

“É como beber a água oferecida por alguém, mas com esse alguém já despejando-a dentro da sua bexiga.”

Mais risos. Mais granadas de gás lacrimogêneo.

Treinar o cérebro para não formular pensamentos o tempo todo era algo difícil, mas Milton estava melhorando — afinal, a necessidade de fragmentação mental era uma habilidade que o mercado de trabalho exigia (“Você consegue cuidar de quantas tarefas ao mesmo tempo?”), e assim nascia a obrigação de sentir o maior número possível de emoções simultâneas. O tempo todo. O entretenimento era um aquecimento para a única coisa que um humano poderia fazer de bom: produzir. Se algumas pessoas conseguem pensar em três ou quatro coisas ao mesmo tempo, então por que um empregador iria querer alguém que só consegue fazer um mísero trabalho por vez?

Milton costumava fazer traduções técnicas para manuais de acroescavadeiras enquanto lecionava no ensino fundamental. Ocasionalmente, fazia tudo isso editando episódios de mindcast como freelancer. Milton chorava com frequência, independentemente de estar ou não em protestos com gás lacrimogêneo.

Era necessário adaptar-se, uma vez que, com o declínio do petróleo, do lítio, do cobre e do tântalo na Terra, os celulares haviam passado a custar o preço de um jetpack esportivo. E se não havia matéria-prima suficiente nem para a produção massiva de smartphones, androides estavam fora de questão.

“Sem podermos fabricar robôs, nós nos transformamos neles”, pensou alguém no meio da multidão, respondendo ao devaneio de Milton. Sendo ele  professor de História, entre muitas outras profissões, aquilo não era novidade alguma. Mas a nuvem de MindShare se encarregou de expô-lo ao chavão, pois era assim que funcionava o pensamento coletivo involuntário. O que você já sabia e o que você não sabia eram inevitavelmente jogados diante de alguém: você mesmo.

Se era incômodo ter o spam ininterrupto dos pensamentos de tanta gente dentro de seu cérebro, pelo menos um grupo de MindShare ajudava bastante a organizar mobilizações: não só esportes coletivos, orgias (o que deu origem ao app MindFuck) e apresentações de dança com coreografias, como também uma manifestação em prol da saúde mental de professores que enfrentam uma tropa de choque armada com bastões elétricos, granadas de efeito moral e escudos de superfície incandescente.

O problema era que o outro lado, munido de bastões elétricos, granadas de efeito moral e escudos de superfície incandescente, também estava conectado em um grupo de MindShare.

Após alguns instantes de mais gritos e ataques ineficazes, a Polícia Corporativa da Capital enviou uma mensagem ao grupo de MindShare diante de seus escudos. A solicitação ecoou no cérebro dos manifestantes:

 

[PCC – Pelotão 71] está pedindo autorização para conectar-se ao grupo [#MarchaDia30]

Diga LONTRA para aceitar a conexão
Diga ALMOFADA para rejeitar a conexão

 

“E aí?”, pensou Milton, e recebeu uma avalanche de negativas em resposta. Mais da metade do grupo precisaria dizer em voz alta a senha gerada aleatoriamente para que a conexão fosse feita; mas os professores não recuariam agora. Era necessário lutar por condições dignas de trabalho e por leis que não permitissem que a classe trabalhadora docente realizasse tantas atividades ao mesmo tempo. Cuidar de um grupo de MindShare cheio de adolescentes com todos os tipos de pensamentos fervilhantes era algo que, por si só, podia causar um aneurisma.

Centenas de vozes gritaram ALMOFADA em uníssono, e a conexão com a Polícia Corporativa foi recusada. A palavra, soando pela avenida sem contexto algum, causou mais risos, inclusive entre as fileiras de policiais, desconcentradas por um instante.

Mas então retomaram a atenção com mais granadas de gás.

Milton chutou uma das latas de volta, sentindo a ardência retesando os músculos de seu rosto novamente. Ouviu os gritos dos colegas de profissão e passou seu lenço umedecido para os amigos que reclamavam pelo MindShare, ainda de olho na movimentação da Polícia, que avançava com passadas sincronizadas.

Nesse momento, outra solicitação apareceu nos pensamentos de Milton:

 

[Ana T.] está pedindo autorização para conectar-se a [VOCÊ]

Diga AXIOMA para aceitar a conexão
Diga BOLO para rejeitar a conexão

 

— AXIOMA — disse Milton, sem pensar.

E, no mesmo instante, o pensamento de sua esposa espremeu-se entre o seu instinto de sobrevivência e os protestos dos outros professores.

“Adivinha?”, falou ela, tentando fazer suspense, mas a emoção transbordava em sua mente.

Guardar segredos era difícil quando se compartilhava pensamentos. Na situação mais bipolar possível, Milton abriu um sorriso enquanto a Polícia resolvia avançar para rechaçar os manifestantes de vez. Pela atitude, parecia que a PCC estava em um link neural com o Governador-Gestor, acostumado a ações de repressão violentas.

“Ela falou algo?”, enviou ele, enquanto a superfície de um escudo queimava as palmas de suas mãos mesmo através das grossas luvas de couro.

Milton aparou um golpe de bastão elétrico e chutou as juntas do policial. Aquilo sempre funcionava, mesmo em pessoas de armadura.

“Sim! Ela disse au au! Milton, sua filha apontou para a Belinha e disse au au!”

Ele continuou sorrindo em meio ao caos. Estava fazendo duas coisas completamente opostas: protestava e celebrava a vida de uma criança que merecia um mundo melhor que aquele. A sua volta, estampidos, gritos de dor e o som inconfundível e secular de pessoas que exigiam direitos tendo os ossos quebrados. Seus lábios tremeram de alegria e de nervoso enquanto seus links neurais despejavam em sua mente palavras de ordem e as primeiras palavras de uma bebê.

Mais granadas de gás. Mais lágrimas escorreram pelo rosto de Milton. Ele não sabia distinguir quais eram as que ardiam e quais eram as que lhe davam esperança de lutar.

testeOuça a nossa playlist de músicas para ler

Quando precisamos de concentração, como na hora de ler um livro, por exemplo, não existe nada como o silêncio. Mas, algumas vezes, ter uma musiquinha ao fundo pode combinar com o clima da história e aliviar um pouco a tensão. Pensando nos momentos em que queremos ter uma trilha sonora gostosa para acompanhar a leitura, pedimos ajuda aos leitores e criamos uma playlist.

O resultado você confere aqui embaixo. É só apertar o play, abrir as páginas de um livro e relaxar:

 

testeSó um verdadeiro fã do mundo peculiar vai acertar mais de 6 respostas neste teste

 

A série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares conquistou milhares de leitores no Brasil, e o quinto livro, A Convenção das Aves, chega às livrarias esse mês. Mas a pergunta que não quer calar é seguinte: você consegue acertar mais de seis respostas nesse quiz feito especialmente para os fãs da série? Descubra!

testeMelhores adaptações de livros para a TV e o cinema

Compartilhar boas histórias é o que mais amamos fazer. E ver nossas histórias e personagens favoritos saírem do papel e ganharem vida nas telas é um sentimento inexplicável.

 A partir de boas adaptações, podemos conhecer novas leituras e explorar cada detalhe daquele universo. Por isso, separamos uma lista com os melhores filmes e séries inspirados nos nossos livros! Pegue a pipoca, prepare a sessão de cinema em casa, chame a família toda e assista às histórias que conquistaram um lugar especial nos nossos corações e estantes:

 

1. Quem é você, Alasca?

 Em 2019, o primeiro livro escrito pelo nosso querido John Green ganhou uma série imperdível na plataforma de streaming Hulu.

 Quem é você, Alasca? conta a trajetória de Miles, um garoto tímido e cansado de sua vida monótona, que decide sair de casa e procurar por um “Grande Talvez”. Nesta busca, ele vai parar no internato Culver Creek, onde encontra o maior enigma de sua vida: Alasca Young.

 

2. Objetos cortantes

Quem acompanha a Intrínseca sabe o quanto somos apaixonados pela Amy Adams! Estrela de A Chegada e Animais Noturnos, adaptações dos nossos livros História da sua vida e outros contos e Tony & Susan, seu mais recente trabalho na televisão foi Sharp Objects: Objetos cortantes, inspirado no thriller psicológico de Gillian Flynn.

 Na trama, acompanhamos a história de Camille Preaker, uma jornalista recém-saída de um hospital psiquiátrico que precisa encarar as feridas do passado e retornar à cidade natal para investigar o assassinato e o desaparecimento de duas meninas. Agora, além de se ver obrigada a lidar com sua família disfuncional e seus demônios internos, Camille vai descobrir segredos perturbadores capazes de deixar qualquer um sem fôlego.

 

3. Pequenos incêndios por toda parte

Aquela série que mal chegou e nós já consideramos pacas: Pequenos incêndios por toda parte!

Estrelada e produzida por ninguém menos que Reese Witherspoon e Kerry Washington, a trama começa com um misterioso incêndio na casa dos Richardson, uma das famílias mais importantes de Shaker Heights. No bairro que beira a perfeição, onde tudo é cuidadosamente planejado, a chegada de uma nova moradora fez com que segredos profundos sejam revelados, abalando as estruturas do local e mostrando que as primeiras faíscas desse episódio surgiram há mais tempo do que se poderia imaginar.

 

4. Pequenas grandes mentiras

Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Shailene Woodley, Laura Dern e Zoe Kravitz dão um show de atuação e empoderamento feminino em Big Little Lies.

 Inspirada na trama de Liane Moriarty, a premiada história narra os acontecimentos que deram origem à catastrófica festa oferecida aos pais dos alunos do jardim de infância da escola de Pirriwee. Todos sabem que alguém morreu naquela noite. Mas como isso aconteceu? E quem é o culpado?

 Em torno do mistério, acompanhamos também a indescritível força da união entre mulheres e o perigo das meias verdades que contamos o tempo inteiro.

 

5. Com amor, Simon

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Becky Albertalli é minha pastora e grandes histórias de amor não faltarão nesta listinha! <3

 Aos 16 anos, Simon vive um dilema: ele é gay, mas não sabe como falar sobre o assunto com a família e os amigos. Ele entende que não há nada de errado nisso, mas tem medo de que as coisas fiquem diferentes com as pessoas que ama.

 Quando começa a trocar mensagens com o misterioso Blue, um menino do colégio que enfrenta o mesmo dilema, acompanhamos o desenvolvimento de uma grande história de amor, coragem e aceitação.

 

6. Um dia

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Preparem os lencinhos! Chegou a hora de se emocionar com o inesquecível romance de David Nicholls.

 Em Um dia, testemunhamos os encontros e desencontros de Emma e Dexter ao longo de vinte anos. Quando o dia 15 de julho de 1988 nasce, os dois seguem caminhos diferentes, mas já está feito: por mais que briguem, escolham estilos de vida diferentes ou lutem por ideais opostos, os destinos de Dex e Em estão irremediavelmente ligados.

 

7. A culpa é das estrelas

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Outro romance perfeito para deixar a gente chorando horrores debaixo das cobertas com uma panela de brigadeiro no colo é A culpa é das estrelas, de John Green.

 O filme conta a história de dois adolescentes que se conhecem em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer. Em meio às fatalidades de suas vidas, Hazel e Gus descobrem juntos um mundo apaixonante e extraordinário.

 

8. Me chame pelo seu nome

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Você se lembra da sua primeira paixão?

 É verão na Riviera Italiana. Entre discussões sobre arte e literatura e passeios de bicicleta, Elio e Oliver tentarão desvendar exatamente o que sentem um pelo outro. Intenso e delicado, Me chame pelo seu nome explora a beleza da primeira paixão narrada com as brutais emoções da juventude.

 

9. Como eu era antes de você

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Nesta história que encantou milhares de pessoas ao redor do mundo, conhecemos a atenciosa e desastrada Louisa Clark, que acabou de perder o emprego no café em que trabalhava. Precisando do dinheiro para ajudar sua família, ela aceita trabalhar como cuidadora de um tetraplégico na casa da família Traynor. Lá, ela deve ajudar o mal-humorado Will, que desconta em todos à sua volta o ressentimento por estar preso em uma cadeira de rodas. Contudo, embora não desconfiem, eles vão marcar para sempre a vida um do outro.

O filme é inspirado no primeiro livro da trilogia Como eu era antes de você, da Jojo Moyes. Seria o nosso sonho um filme dos outros dois livros?

 

10. Garota exemplar

Tanto no livro quanto no filme, uma história que nos deixa fissurados do início ao fim, sem saber em qual personagem confiar, é Garota exemplar.

Na manhã do quinto aniversário de casamento, Amy desaparece da nova casa, às margens do rio Mississippi. Tudo indica se tratar de um sequestro, e Nick imediatamente chama a polícia, mas logo as suspeitas recaem sobre ele. Exibindo uma estranha calma e contando uma história bem diferente da relatada por Amy em seu diário, ele parece cada dia mais culpado, embora continue a alegar inocência. À medida que as revelações sobre o caso se desenrolam, porém, fica claro que a verdade não é o forte do casal.

 

11. Crepúsculo

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Que tal fazer aquela sessão nostalgia em casa e maratonar a saga completa de Crepúsculo?

Recém-chegada em Forks, Bella tenta se adaptar à nova vida ao lado do pai, com quem nunca conviveu. Contudo, ela não esperava que a repentina mudança para a chuvosa cidade lhe trouxesse uma paixão incontrolável pelo misterioso Edward Cullen, um vampiro capaz de ler pensamentos – menos os dela.

 

12. A princesa prometida

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Um clássico inesquecível da Sessão da Tarde: A princesa prometida!

Inspirando o filme dos anos 1980, a obra de William Goldman marcou gerações e se tornou referência dentro da cultura pop para vários filmes e séries, como Game of Thrones e How I Met Your Mother.

Em uma paródia aos contos de fada, A princesa prometida conta a história de Buttercup, uma camponesa que se apaixona perdidamente pelo jovem humilde que trabalha na fazenda de seu pai. Depois da suposta morte do amado, porém, ela concorda em se casar com um príncipe de outro reino. Pouco tempo antes de seu casamento, a princesa é capturada por um trio nada assustador e, a partir daí, as coisas mais inconcebíveis começam a acontecer com o grupo.

 

13. Para todos os garotos que já amei

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Romances fofos, leves e divertidos para aquecer o coração? Temos!

Lara Jean teve cinco crushes na vida, e escreveu uma cartinha para cada um deles contando tudo o que sentia. O problema é que, apesar de secretas, alguém as enviou acidentalmente. Agora, a vida amorosa da menina – que era inexistente – virou de pernas para o ar, e ela vai precisar ter muito jogo de cintura para sair dessa confusão!

E olha que notícia maravilhosa: as adaptações dos dois primeiros livros da trilogia, Para todos os garotos que já amei e P.S.: Ainda amo você, já estão disponíveis e mal podemos esperar pelo último filme, Agora e para sempre, Lara Jean. Libera logo pra gente, Netflix! <3

 

14. Extraordinário

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Chegou a hora de falar de um dos nossos bebezinhos, que encantou milhares de crianças e adultos com sua história emocionante.

Aos 10 anos, Auggie está pronto para frequentar a escola pela primeira vez. Com uma severa deformidade facial, o garoto tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

testeLivros para desacelerar, buscar o bem-estar e rever hábitos

Para muitos, estar em casa não significa necessariamente se desligar ou descansar. A rotina acelerada e o mundo hiperconectado em que vivemos dizem ao nosso cérebro que ele deve aproveitar cada segundo possível, seja planejando, criando ou atualizando a rede social.

Em tempos de isolamento social, é comum que fiquemos ansiosos ou tenhamos a necessidade de mostrar algum tipo de produtividade, trabalhando de home office ou esperando que tudo isso passe.

Pensando nisso, fizemos uma lista com livros que podem te ajudar a pisar no freio e fazer com que, de algum modo, você enfrente melhor esse período. 

 

A quietude é a chave

Se durante o dia você não consegue pensar com clareza e, à noite, tem crises de medo e ansiedade, talvez tudo que você precise é alcançar a quietude.

Em A quietude é a chave, Ryan Holiday nos mostra como podemos manter nossa mente limpa e livre de preocupações desnecessárias usando como exemplo histórias de vida de grandes líderes, pensadores e artistas.

De uma maneira simples e informal, o autor ensina como manter uma rotina diária, ter um hobby e cultivar o silêncio, e explica que adotar essas práticas pode ser o caminho que tanto buscamos para encontrar a valiosa paz interior.

 

Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais

Você já sentiu que se não estiver por dentro de todos os assuntos que são Trending Topics no Twitter ou não acompanhar os stories daquele famoso estará perdendo tudo de bom que tem na internet? Alguma vez você ficou sem conexão por mais de 24 horas e achou que fosse morrer? Ou, pior ainda, ficou na internet por um longo período e achou que fosse desmaiar com tanta informação?

Jaron Lanier tem uma linha de pensamento muito simples: “Evito as redes sociais pela mesma razão que evito as drogas.” Em Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais, o filósofo digital explica por que as mídias sociais se tornaram um parasita que tomou conta de seu hospedeiro e como seria se você deletasse seus perfis e levasse uma vida diferente.

>> Leia uma entrevista com o autor.

 

Cozinhar

Com tantas informações e regras nutricionais, por vezes nos esquecemos da alegria de comer ou da felicidade em compartilhar uma refeição com quem amamos.

A transformação pela comida vem sendo cada vez mais discutida nos dias de hoje, e Michael Pollan, autor, jornalista, ativista e professor, é uma das referências na área. Pollan é defensor da criação de uma consciência por trás dos pratos e autor de Cozinhar: Uma história natural da transformação, obra que inspirou a série Cooked, da Netflix.

Após 15 anos investigando os hábitos alimentares modernos, o autor mostra como as indústrias criam modelos alimentares baseados na uniformidade e no melhor custo e acabam sobrecarregando os alimentos de aditivos químicos e conservantes. Pollan defende o consumo de comida produzida por seres humanos em vez de grandes corporações e afirma: não existe segredo para se manter uma dieta saudável. “É simples: coma comida, não muito, e principalmente de origem vegetal. Não chega a ser física quântica, não é mesmo?”

Pollan também tem outros livros pela Intrínseca: O dilema do onívoro, Regras da comida, Em defesa da comida e Como mudar sua mente.

>> Leia uma entrevista com o autor.

 

Comer para não morrer

Em Comer para não morrer, descobrimos como alimentos comuns podem contribuir drasticamente para a nossa saúde. No livro, o dr. Michael Greger compartilha informações sobre a indústria alimentícia, dicas do que colocar no prato e até algumas receitas!

Com uma linguagem clara e ferramentas práticas que nos indicam o que, quando e em que quantidade comer, o livro desmistifica a ciência por trás da revolucionária dieta plant-based e mostra que adotá-la está longe de ser um bicho de sete cabeças.

 

A sutil arte de ligar o f*da-se e F*deu geral

Você vai fracassar. Isso é uma verdade e também parte da jornada. Em A sutil arte de ligar o f*da-se, Mark Manson nos mostra que, para focar nos problemas importantes da vida, temos que ligar o f*da-se para o resto. Não adianta se preocupar com aquele prazo irreal que você não vai conseguir cumprir ou com questões e situações que não podem ser resolvidas. O melhor a fazer é erguer a cabeça e seguir em frente.

Mas o que fazer quando o mundo todo está um caos? Bom, então talvez seja a hora de dizer que F*deu geral.

Sobreviver com a saúde mental intacta aos dias atuais parece difícil, já que somos bombardeados com péssimas notícias toda vez que abrimos o jornal, desbloqueamos o celular ou simplesmente andamos na rua. Mas é possível.

Neste livro, Mark Manson apresenta uma nova e desconfortável ideia: o mundo está uma bagunça completa, e precisamos encontrar uma maneira de lidar com isso, criando estratégias de esperança que podem nos ajudar a sobreviver nesse mundo complexo.

 

Ikigai

Tem dias em que é difícil levantar da cama com alegria e disposição. Sem sabermos qual o nosso verdadeiro propósito na vida, acordar cedo nos fins de semana ou até mesmo trabalhar podem parecer atividades sem sentido.

Segundo os japoneses, o segredo para tornar essa caminhada mais fácil é encontrar seu ikigai, conceito que pode ser definido como razão de viver. Para eles, é preciso saber o que você ama e o que você faz muito bem, entender o que o mundo precisa e o que você pode ser pago para fazer.

Ikigai é um guia com informações claras e sucintas, que traz listas, explicações, tabelas, ilustrações e exercícios que colocam em suas mãos as ferramentas certas para entender e encontrar seu propósito.