testeQuem aí é apaixonado pelo intrínsecos?

Mais do que publicar livros, gostamos de fazer parte da história dos nossos leitores, assim como vocês fazem parte da nossa. O intrínsecos, nosso clube do livro, é mais uma forma de estarmos juntos.

Em um ano e meio, já temos intrínsecos em todos os estados do Brasil! Para ficarmos ainda mais próximos, decidimos lançar o Embaixadores intrínsecos, um grupo de produtores de conteúdo que vai atuar como uma ponte entre a editora e os assinantes do clube em cada região do país. Os embaixadores serão responsáveis por propor encontros presenciais, organizar e mediar eventos, bate-papos, leituras coletivas, entre outras atividades.

Conhece algum intrínseco que seja um excelente agitador de encontros na sua cidade e que seria um embaixador perfeito? Indique essa pessoa aqui!

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testeA estratégia fascista: a violência como caminho para o progresso

Por Vanessa Corrêa*

Leia a primeira parte desse texto, revelando as origens do fascismo.

Os acontecimentos que levaram ao golpe de Estado fascista na Itália ganham ritmo de thriller nas mãos de Antonio Scurati no livro M, o filho do século. Primeiro volume de uma trilogia, o romance mostra a ascensão do fascismo no país europeu contada sob a perspectiva de Benito Mussolini e outros personagens da política italiana do início dos anos 1920.

Aproveitando-se do descontentamento dos veteranos da Primeira Guerra Mundial e do temor de uma revolução socialista, o fascismo abriu caminho até o governo apoiado em uma série de ações violentas e um discurso focado no repúdio ao Parlamento italiano e à política em geral. Com essa estratégia, Mussolini foi um dos deputados mais votados nas eleições de maio de 1921 e iniciou seu mandato com um discurso no qual afirmava que defenderia teses reacionárias, antidemocráticas e antissocialistas.

A narrativa do livro torna-se ainda mais vertiginosa ao abordar os quatro dias que antecederam a tomada do poder pelo Partido Nacional Fascista, fazendo de Mussolini o político mais jovem a assumir o posto de primeiro-ministro na história do país até aquele momento. 

 

Suscitar a desordem em nome da ordem

O golpe de Estado fascista começou a tomar corpo em 24 de outubro de 1922, com a visita de Mussolini a Nápoles, onde discursou para as principais autoridades da região, com demonstrações de apoio de milhares de camisas negras (como ficaram conhecidos os adeptos do fascismo).

“Não menos do que 20 mil fascistas — alguns chegam a estimar 40 mil — foram a Nápoles, sem oposição, provenientes de toda a Itália, viajando em trens especiais colocados à disposição pelas ferrovias daquele Estado que eles querem dominar”, descreve Scurati.

Ao discurso em Nápoles seguem-se negociações de Mussolini com as principais figuras da política italiana, dentro e fora do governo, com o objetivo de levar a crise política a um ponto irreversível, em que não reste solução alternativa a não ser um governo fascista. Como explica Scurati, desde a criação do movimento, a tática de Mussolini é suscitar a desordem para mostrar que só ele pode restabelecer a ordem.

 

A Marcha sobre Roma

Ao mesmo tempo em que negociava com políticos e grandes empresários, Mussolini recebia notícias sobre a movimentação das esquadras fascistas pelo país. Em diversas províncias, as sedes dos governos eram ocupadas, agências telegráficas eram invadidas, quartéis eram dominados pelos camisas negras. Liderados pelos principais expoentes do movimento, milhares de apoiadores do fascismo se dirigiram para a capital italiana, para exigir a entrega do governo ao Partido Nacional Fascista.

A manifestação armada organizada pelo partido ficou conhecida como a Marcha sobre Roma e marcou o início da era fascista e da derrocada da democracia parlamentar italiana.

Entre os diversos documentos e relatos sobre a Marcha sobre Roma reunidos em M, o filho do século, o autor destaca as palavras de Luigi Albertini, então editor do jornal Corriere della Sera:

Há quatro anos, os italianos se habituaram a ver na violência o caminho para o progresso ou o encontro de soluções, e a considerar um partido tão mais forte quanto mais ameaçador fosse […] é o que demonstra a indiferença com que o grande público assistiu à insurreição fascista, à queda sem dignidade das autoridades do Estado e à humilhação de todos os poderes do Estado, sem exceções.

 

Morte à oposição

A violência a que se refere Albertini era denunciada de forma mais veemente pelo deputado Giacomo Matteotti. No papel de antagonista de Mussolini, Matteotti se torna um dos principais personagens do livro. Filho de um grande proprietário de terras, mas que abraçou desde a juventude a causa dos camponeses, Matteotti foi um dos expoentes do socialismo na Itália e um dos maiores opositores do fascismo.

Giacomo Matteotti, opositor socialista de Mussolini, foi assassinado pelos fascistas em 1924.

Ao longo do primeiro ano de governo de Mussolini, o deputado socialista se empenhou em denunciar continuamente as violências fascistas, seja em discursos no Parlamento, seja em um livro no qual documentou todos os assassinatos, espancamentos, agressões, destruições e incêndios cometidos pelas esquadras de camisas negras nas províncias italianas naquele período.  

Representando um incômodo cada vez maior para o regime, Matteotti vê-se isolado e perseguido e acaba sendo sequestrado e morto em 10 de junho de 1924.

Se antes de subir ao poder o fascismo usava a violência de forma despreocupada, depois de ascender ao governo o partido aprendeu que não poderia manter os antigos métodos impunemente. O assassinato de Matteotti desencadeou uma onda de revolta na população e na oposição, levando à queda de importantes colaboradores de Mussolini e lançando o governo fascista em sua maior crise até então. 

Cobrindo os anos que vão de 1919 a 1925, o livro traça o panorama político da Itália e da Europa no período e mostra como Mussolini deixou suas origens humildes para subir à mais alta esfera do país – e como descobriu que manter-se nesse posto não seria uma tarefa fácil.

 

* Vanessa Corrêa é jornalista.

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testeAs origens do fascismo: violência, descontentamento e medo

Por Vanessa Corrêa*

 

Não mais do que cem homens participaram da reunião que criou, em 23 de março de 1919, em Milão, os Fasci di Combattimento. Semente do Partido Nacional Fascista, o grupo obteve na ocasião quase o mesmo espaço reservado à notícia de um roubo de sabão no principal jornal da cidade.

Assim como o Corriere della Sera, toda a Itália ainda demoraria a compreender que aquelas dezenas de homens liderados por Benito Mussolini dariam origem ao primeiro governo totalitário da Europa Ocidental. 

A sua transformação de um movimento marginal em um regime opressor é mostrada em detalhes em M, o filho do século, de Antonio Scurati, escritor e professor de Literatura Contemporânea na Universidade de Comunicação e Línguas de Milão.

Focado no período que vai de março de 1919 aos primeiros dias de 1925, o livro se baseia em centenas de documentos oficiais, discursos, cartas e artigos jornalísticos para contar a história da criação e ascensão do fascismo sob a perspectiva de Mussolini, de sua amante, Margherita Sarfatti, e de seus principais aliados e inimigos. 

“Cada acontecimento, personagem, diálogo ou discurso narrado é historicamente documentado e/ou testemunhado por mais de uma fonte”, avisa Scurati no início da obra, que é definida pelo próprio autor como um romance documental. Dessa minuciosa pesquisa surge um retrato do fascismo e a biografia de seu idealizador. 

 

O rancor dos ex-combatentes

Benito Mussolini era um dos mais ativos e respeitados militantes do Partido Socialista italiano, mas foi expulso em 1914 após defender a entrada da Itália na Primeira Guerra Mundial. O país foi um dos vencedores, mas seus soldados não imaginavam que após o fim do conflito armado, em 1918, voltariam para uma Itália empobrecida e preterida nos acordos de paz do pós-guerra. 

O conflito deixou na Itália um rastro de ex-combatentes frustrados: homens de todas as classes sociais que acreditavam ser heróis de guerra e, no entanto, se viram sem rumo após o retorno ao país. No livro, Scurati faz uma vívida descrição dessa massa de descontentes, composta, em sua maior parte, pelos Arditi, integrantes das tropas de assalto do Exército incumbidas de romper as defesas inimigas e permitir o avanço da infantaria. Ousados, corajosos e inventivos são alguns dos significados atribuídos à palavra “arditi” em italiano — que também pode significar insolentes e impertinentes.

Após ser considerado um traidor pelos socialistas, Mussolini não hesitou em aliar-se a esses homens — grupo de onde vieram os principais participantes da fundação dos Fasci di Combattimento. Como relata Scurati, Mussolini sabia que o rancor dos Arditi se acumulava e que eles logo buscariam formas de extravasar tamanho descontentamento.

 

A violenta repressão ao socialismo

Apesar de ter um programa inicial com reivindicações parecidas às dos socialistas revolucionários, concebido por dissidentes do partido para atrair ex-companheiros, o movimento fascista logo aprenderia a usar o medo da ameaça socialista para justificar suas ações rumo ao poder. 

Animados pela Revolução Russa, os socialistas italianos viveram os últimos anos da década de 1910 fortalecidos pela ampla vitória nas eleições de outubro de 1919 e por uma série de greves gerais, em constante conflito com as forças policiais e a elite agrária e industrial.

Se o socialismo foi eleito o maior inimigo do fascismo em seus primeiros anos, o modo escolhido para combatê-lo foi a violência. Não a violência verbal, tão em voga em governos hoje associados às ideias propagadas por Mussolini um século atrás, mas a violência física, manifestada nas frequentes incursões de grupos fascistas em vilarejos italianos.

Marcados por espancamentos, incêndios e execuções, esses ataques intimidavam as ligas camponesas e organizações proletárias ligadas aos socialistas. Também despertavam o temor no governo e na burguesia, que, ainda assim, seguiram subestimando o alcance do fascismo em seus anos iniciais. 

 

A estratégia antipolítica

M, o filho do século retrata também como o movimento fascista não foi criado para ser uma mera oposição ao socialismo. Para Mussolini, o fascismo é algo inédito: um antipartido. E, como tal, queria atingir seus objetivos sem preocupar-se em definir para si uma identidade, percorrendo caminhos diferentes daqueles dos partidos italianos, fazendo o que chamava de antipolítica. Nas palavras de Scurati, “no fim das contas, eles são os Fasci di Combattimento, e seu verdadeiro programa está inteiramente contido na palavra ‘combate’. Por isso, eles podem, e devem, se dar ao luxo de ser reacionários e revolucionários de acordo com as circunstâncias”. 

A estratégia de criar um antipartido e defender a antipolítica deu certo: Mussolini demoraria apenas três anos para levar o fascismo ao poder na Itália, onde permaneceria pelas duas décadas seguintes.

 

No próximo texto, como o fascismo tomou o poder em uma noite, alçando um jovem Mussolini sem qualquer experiência de governo ao posto de primeiro-ministro. Leia a segunda parte.

 

* Vanessa Corrêa é jornalista.