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Quatro casos reais que inspiraram Stranger Things

27 / setembro / 2019

Para quem gosta de referências, Stranger Things é um prato cheio: a série da Netflix é famosa por homenagear e se inspirar em diversos elementos da cultura pop da década de 1980. Algumas dessas referências vêm do cinema, como E.T. e De volta para o futuro, outras da TV, como a série Magnum, e também existem aquelas tiradas dos livros, como It: A coisa, de Stephen King. Só que os irmãos Duffer, os criadores dessa história incrível, também se inspiraram em coisas bizarras que *supostamente* aconteceram na vida real. Ficou curioso? Confira alguns desses casos:

 

Projeto Montauk

Antes de se chamar Stranger Things, a série tinha o nome de Montauk, uma cidade norte-americana bem pequena e que é palco de uma história pra lá de estranha: o Projeto Montauk.

É tudo teoria, mas dizem que por volta da década de 1980 o governo norte-americano realizou experimentos para a criação de “armas psicológicas” em um lugar chamado Camp Hero, localizado nessa cidade.

Um suposto participante desse projeto, depois de ter saído do programa e recuperado suas memórias – que haviam sido apagadas –, revelou lembrar-se de testes que envolviam uma criança médium, capaz de ver através dos olhos de outras pessoas. Ele também contou que essa criança libertou no mundo real um monstro que morava em sua cabeça (olá, Demogorgon!).

No fim, depois de teoricamente terem mexido com viagens no tempo, outras dimensões e monstros não-tão-imaginários assim, além de se envolverem com outro programa secreto chamado Experimento Filadélfia (responsável pelo teletransporte de um navio de guerra na década de 1940), eles decidiram dar fim aos experimentos para garantir a segurança de todos.

 

O laboratório

Na série, a instituição responsável por boa parte das coisas estranhas que acontecem é o Laboratório Nacional de Hawkins. Embora ele nunca tenha existido, há atualmente um programa financiado também pelo Departamento de Energia norte-americano que controla diversos laboratórios pelo país. Os laboratórios em si não são bizarros, mas a quantidade de pesquisas e a importância delas são assustadoras: os temas variam de física nuclear e segurança nacional até biociência. Não é difícil imaginar um laboratório como o controlado pelo dr. Brenner escondido nesse cenário, né?

 

Ninel Kulagina, a Eleven da vida real

Durante a Guerra Fria, tanto a Rússia quanto os Estados Unidos investiram em estudos sobre a paranormalidade. É nesse contexto que surge a história de Ninel Kulagina, uma menina que alegava mover objetos com a mente.  

Ninel era russa e, após revelar seus supostos poderes, passou a ser estudada por pesquisadores soviéticos. Ela contava que desde pequena, quando ficava brava, os objetos ao seu redor se moviam e que, assim como o nariz sangrando da Eleven, ficava com dores na coluna quando utilizava seus poderes.

(Fonte: Superinteressante)

Apesar de muitos acreditarem na veracidade de suas habilidades, a maioria das pessoas nunca aceitou Ninel, dizendo que ela era só uma farsa para assustar os norte-americanos.

 

MKULTRA

No universo de Stranger Things, Terry Ives, a mãe da Eleven, aceita participar como cobaia de um experimento secreto do governo, acreditando que assim está ajudando o futuro do seu país. O problema é que, como descobrimos no livro Raízes do mal, esse experimento é muito pior do que ela jamais poderia imaginar.

Ele se chama MKULTRA e infelizmente aconteceu na vida real. Conhecido como o “programa para controlar mentes”, ele era responsabilidade da CIA e ficou ativo entre os anos de 1953 e 1973.

A ideia era testar drogas psicotrópicas ­– como o LSD – na busca por substâncias que aumentassem a percepção e a consciência humanas, fizessem as pessoas envelhecerem ou rejuvenescerem mais rápido, fossem capazes de apagar a memória, deixassem os soldados mais resistentes à tortura e outras coisas horríveis. Inclusive, dizem que existia um experimento que mexia com transplantes cerebrais em cachorros para que eles pudessem ser controlados remotamente.

Só que esses experimentos conseguem ter um lado mais sombrio ainda: muitos dos participantes não eram voluntários, mas, na verdade, vítimas que foram forçadas a participar. Com a descoberta dessa grande violação aos direitos humanos, o programa foi encerrado em 1973, e a maior parte das evidências de que ele existiu foram destruídas.

Se você quer conhecer mais a fundo o projeto MKULTRA e entender como ele se conecta com Stranger Things, não pode perder Raízes do mal, o primeiro livro expandido do universo da série. Além de acompanhar o surgimento dos poderes da Eleven através da história da sua mãe, o livro também revela novas informações sobre o terrível dr. Brenner e os mistérios que envolvem outras crianças poderosas, como Kali.

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