testeAs muitas formas da água

Quando um livro se torna mais uma superprodução do cinema, é comum que os fãs da obra original digam aos quatro cantos que “o livro é melhor que o filme”. No caso de A forma da água, entretanto, algo peculiar aconteceu: as duas obras foram produzidas simultaneamente.

Por isso, o livro que os leitores terão em mãos a partir de 27 de fevereiro e o filme que verão nos cinemas brasileiros a partir desta quinta-feira e que lidera as indicações do Oscar 2018 contam a mesma história, mas de formas bem diferentes.

A ideia para A forma da água surgiu quando o coautor de Caçadores de Trolls, Daniel Kraus, se reuniu com Guillermo del Toro. Enquanto conversavam sobre o universo do livro infantojuvenil, Kraus mencionou uma história que tinha na cabeça desde jovem, sobre uma criatura marinha trancafiada em um laboratório e uma zeladora que a ajudava a escapar. Del Toro se apaixonou pelo enredo e decidiu que o levaria aos cinemas o quanto antes.

Aos poucos os criadores foram seguindo cada um o seu caminho. Os acontecimentos principais seriam os mesmos, mas as abordagens feitas pelo livro e pelo filme, não.

Guillermo del Toro, Sally Hawkins e Doug Jones nos bastidores do filme de A Forma da Água (Fonte)

A melhor representação dessas diferenças é o personagem Richard Strickland, que, na produção cinematográfica, é o vilão da trama, enquanto no livro ele funciona mais como um terceiro personagem central, e não um antagonista. Por conta desse papel mais relevante, o primeiro acontecimento do livro é a chegada do personagem à Amazônia, para procurar e capturar a criatura que os locais chamam de deus Brânquia.

Além de dar mais voz a Strickland, o livro consegue explorar melhor os personagens secundários da trama, como Giles, Zelda e Lainie, esposa do antagonista do filme. Outro aspecto que é mais bem desenvolvido é o contexto histórico, com uma trama rica que toca em temas como disputas ideológicas em plena Guerra Fria, racismo e homofobia.

Durante a produção, Del Toro e Kraus continuaram compartilhando sugestões e referências – por exemplo, é fácil perceber como os dois autores são obcecados pelo filme de 1954 O Monstro da Lagoa Negra e quanto a criatura assustadora influenciou ambas as obras.

Seja nas páginas ou nas telas, A forma da água é um verdadeiro conto de fadas moderno sobre um homem e seus traumas, uma mulher e sua solidão, e o deus que muda para sempre essas vidas.

Saiba mais sobre o livro.

testeAssista agora Tom vs Time, série original do Facebook com Tom Brady!

“Do que você está disposto a abrir mão para ser o melhor que você pode ser?”

Aos quarenta anos, Tom Brady tem tudo: carreira de sucesso, uma bela família e mais títulos mundiais de futebol americano do que qualquer outro jogador em atividade na NFL. Com tanto sucesso, quais desafios Brady ainda pretende enfrentar?

Em uma série exclusiva do Facebook, Tom Vs Time explora a mente de um dos atletas mais importantes dos Estados Unidos, e um exemplo de dedicação e foco para pessoas do mundo inteiro. Nos três documentários, a série mostra a tentativa de Brady de se manter no auge da carreira, sem abrir mão de sua família e valores.

Dividida em três partes — Mental, Social e Físico —, a série mostra o jogador usando as técnicas que apresenta em seu livro O método TB12. Tom Vs Time já está disponível (em inglês). Assista ao primeiro episódio abaixo.

Saiba mais sobre O método TB12.

testeCinco livros que se passam na (apaixonante) Itália

 

Ah, a Itália… um dos melhores lugares no mundo para se apaixonar (e comer bem!). O oitavo país do mundo em qualidade de vida guarda, em cada cidade, uma charmosa peculiaridade. Roma, a capital, tem 2,9 milhões de habitantes, sendo uma das cidades mais populosas da União Europeia; Florença é o berço do Renascimento; Nápoles popularizou a pizza; Milão é uma das capitais mundiais da moda e Veneza é uma ilha, famosa por ter como principal transporte as gôndolas.

Transbordando arte e inspirando seus visitantes, a Itália é o país que mais tem obras de arte por quilômetro quadrado, além de reunir 50 Patrimônios Mundiais da UNESCO – o maior número entre todas as nações. Não à toa, alguns dos maiores gênios dos últimos séculos são italianos, como Leonardo da Vinci, Galileu, Pavarotti, Frederico Fellini e Michelangelo.

Por aliar tanta história, arte e gastronomia de qualidade, dá para entender porque este curioso país em formato de bota foi escolhido como cenário para grandes histórias. Listamos alguns livros que se passam nos mais diversos territórios italianos, cada um especial a sua maneira. Confira!

Amor e gelato

Um dos livros mais fofos (❤️) que lançamos este ano, Amor e gelato acompanha as aventuras de uma norte-americana na Itália. A jovem Lina fica com uma missão após a morte da mãe: descobrir a verdade sobre seu pai. E é lá na região da Toscana que ela poderá conhecer a origem do seu passado – repleto de mistérios e histórias cruzadas. Em meio a muitos sorvetes (ou, para os italianos, gelatos), ela encontra muito mais do que imaginava. No meio desse turbilhão de emoções, Lina ainda conhece Ren e Thomas, dois meninos lindos que vão mexer ainda mais com seu coração. O livro de estreia de Jenna Evans Welch é uma adorável viagem a um dos destinos mais românticos do mundo!

 

Me chame pelo seu nome

Já falamos um milhão de vezes desse livro, apenas porque ele conta uma das histórias de romance mais emocionantes dos últimos tempos! Ambientado na costa italiana durante o verão, Me chame pelo seu nome narra a primeira paixão do jovem Elio. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, em todas as férias, hospedar na casa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Quando chega Oliver, o novo hóspede, acontece uma revolução na vida de Elio. Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera ode às emoções fortes da juventude e explora a paixão com delicadeza inigualável, em uma narrativa magnética, inquieta e sensual. O livro inspirou o premiadíssimo filme homônimo, dirigido por Luca Guadagnino, um dos favoritos ao Oscar 2018.

 

Um amor incômodo + A filha perdida

Elena Ferrante é um dos maiores nomes da literatura italiana contemporânea. A autora, cuja identidade permanece um mistério para seus fãs, sempre destaca em suas histórias as gritantes diferenças entre o povo do Sul e do Norte da Itália. Em Um amor incômodo, ela narra a conturbada relação entre mãe e filha. Delia retorna à Nápoles para enterrar a mãe, Amalia, encontrada morta numa praia em circunstâncias suspeitas. Neste processo, revelações perturbadoras a respeito dos últimos dias de Amalia impelem Delia a descobrir a verdade por trás do trágico acontecimento. Avançando pelas ruas caóticas e sufocantes de sua infância, a filha vai confrontar os três homens que habitaram de forma relevante o passado de sua mãe. Uma verdadeira mistura desorientadora de fantasia e realidade suscitada pelas emoções que vêm à tona a partir dessa investigação.

Já em A filha perdida encontramos a professora universitária Leda em férias no litoral sul da Itália. Logo nos primeiros dias na praia, ela repara em uma ruidosa família de napolitanos, em especial Nina, a jovem mãe de uma menininha chamada Elena. Cercada pelos parentes autoritários e imersa nos cuidados com a filha, Nina parece perfeitamente à vontade no papel de mãe. Isso desencadeia em Leda uma enxurrada de lembranças da própria vida, incluindo segredos que ela nunca conseguiu revelar. No estilo inconfundível que a tornou conhecida no mundo todo, Ferrante parte de elementos simples para construir uma narrativa poderosa sobre a maternidade e as consequências que a família pode refletir na vida de diferentes gerações de mulheres.

 

As oito montanhas

Nosso lançamento de Fevereiro (dia 19, tá?) venceu o Prêmio Strega, o mais prestigiado da Itália. Em As oito montanhas, o autor estreante Paolo Cognetti narra a história de Pietro, um garoto da cidade, solitário e pouco sociável que vê sua vida transformada quando sua família descobre o vilarejo de Grana, aos pés do Monte Rosa. Lá, Pietro se encanta pela natureza do lugar e conhece outro garoto da sua idade, Bruno, com quem dá início a temporadas de explorações e aventuras em meio a trilhas íngremes, o moinho e casas abandonadas. Esse aprendizado é o maior legado de seu pai, que, muitos anos depois, deixa uma herança que reaproximará os dois meninos. Este é um livro memorável, que explora relações complexas e fortes, atravessando três décadas de uma amizade inigualável. De modo tocante, o autor aborda a tentativa de aprender e de buscar nosso lugar no mundo com uma narrativa literária, intensa e lírica.

 

Quatro estações em Roma

Por volta de 2007, Anthony Doerr recebeu um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, o Rome Prize, que incluía ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. Quatro estações em Roma é o resultado das memórias do ano em que ele passou na cidade com a esposa e os filhos gêmeos recém-nascidos. Vindo do interior dos Estados Unidos, Doerr acha Roma um mistério: um outdoor de uma marca de roupas tremulando na fachada de uma igreja de quatrocentos anos, uma construção comum ao lado de uma obra-prima da arquitetura. Em meio a tudo isso, ele cuida dos filhos, lida com uma insônia que parece não ceder e tenta, sem muito sucesso, escrever um novo romance – que se transformaria em Toda luz que não podemos ver, lançado sete anos mais tarde e que lhe rendeu o Pulitzer de ficção.

teste5 estágios emocionais do leitor de Jojo Moyes

Vida de leitor nem sempre é fácil! A gente se apega aos personagens, sofre com o fim do livro e espera pela continuação das histórias. Para os fãs de Jojo Moyes, as emoções ainda são maiores!

Listamos cinco estágios emocionais que todo leitor da rainha já viveu.

1- Anúncio do novo livro

Oi? Como assim? Vai publicar mais um livro? Ainda não consegui superar o anterior!

 

 

2- Ah, não acredito! Já quero! Vou comprar

 

 

Muitos #JojoLovers prometem não comprar mais livros, mas não resistem ao anúncio de um lançamento. Como não incluir Ainda sou eu, o desfecho da história da Lou Clark,  na lista de leitura do ano?

 

 

3- Reclamar e depois ficar de olho nas promoções

Não tenho dinheiro! Vou olhar todos os sites e visitar todas as livrarias atrás de promoções!

 

4- COMPRAR e não parar de cheirar o livro. Não vou largar esse bebê até terminar

Será que devo comprar uma caixa de lencinhos? Será que dessa vez vou sobreviver? Não posso parar de ler até saber o que vai acontecer!

 

5- Jojo é RAINHA! Esse é o melhor livro!

Jojo Moyes se supera a cada história. Quando próxima será lançada?

 

 

=>Leia um trecho de Ainda sou eu, desfecho da sequência Como eu era antes de você e Depois de você

teste7 filmes LGBTQ+ que você precisa assistir

Sabemos como é difícil encontrar bons romances LGBT por aí, principalmente sem os ofensivos estereótipos tão comuns em Hollywood. Então resolvemos facilitar a sua vida e separamos os filmes que você precisa ver nesse fim de semana. Confira:

Moonlight: Sob a luz do luar

 

Vencedor do Oscar de melhor filme em 2017, Moonlight é o primeiro da temática LGBT a ganhar nessa categoria. O longa acompanha os desafios de Chiron ao confrontar sua própria identidade e sexualidade, passando por várias fases de sua vida. Morador da periferia de Miami e filho de uma mãe viciada em crack, o personagem também encara a tentação do universo do crime e das drogas.

Azul é a cor mais quente

  

O filme retrata a primeira paixão da jovem Adèle pela estudante de artes Emma. Acompanhando a passagem da adolescência para o dia a dia adulto, Azul é a cor mais quente capta com honestidade a primeira experiência amorosa e as dificuldades encontradas quando duas pessoas crescem juntas em um relacionamento.  

Me chame pelo seu nome

 

O indicado ao Oscar de melhor filme esse ano não poderia faltar nessa lista. Elio sempre passa seus verões em sua casa de campo paradisíaca, enquanto divide seu tempo entre leituras e música. Mas quando o novo convidado da família chega para passar uma temporada na casa, tudo muda. Elio encontra no confiante escritor os primeiros sinais de desejo e de uma paixão avassaladora, que os marcará para o resto da vida. Inspirado no romance de André Aciman, Me chame pelo seu nome é uma narrativa na qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude.

Leia um trecho do livro

Carol

  

Em Nova York nos anos 1950, a vendedora Therese troca olhares com a rica dona de casa Carol, interpretada por Cate Blanchett. Atraídas quase instantaneamente, as duas desenvolvem uma forte amizade que poderá ter sérias consequências quando o marido de Carol desconfia dos verdadeiros sentimentos da relação. Além da história de amor, o filme retrata as dificuldades de um relacionamento lésbico dentro de uma sociedade machista e conservadora.

Hoje eu quero voltar sozinho

 

O delicado filme brasileiro conta a história de Leonardo, um adolescente cego em busca de independência diante da superproteção dos pais. Sua rotina muda com a chegada do novo aluno na escola, com quem rapidamente faz amizade. A medida em que os dois se aproximam, Leonardo encontra nessa amizade a coragem para se libertar. Além de lidar com as inseguranças e medos de qualquer adolescente, Leonardo vai experimentar algo até então inédito para o menino: se apaixonar por alguém. 

Direito de amar

  

Dirigido por Tom Ford, Direito de amar percorre um dia na vida de um professor universitário homossexual abalado pela morte do companheiro, com quem viveu por 16 anos. Grandes nomes como Colin Firth, Julianne Moore e Nicholas Hoult dão vida ao enredo que discute temas difíceis, como a aceitação dos relacionamentos homossexuais pelas famílias e pela sociedade americana dos anos 1960. As roupas, a iluminação e principalmente as cores transmitem a inquietação, o desejo e por vezes a esperança que o personagem sente ao longo do dia.

Brokeback Mountain

  

O clássico romance retrata o relacionamento de dois caubóis do interior dos Estados Unidos ao longo de 18 anos. Enquanto trabalham juntos na isolada montanha de Brokeback, no Wyoming, os dois iniciam uma relação secreta que trará dificuldades, alegrias e tragédias e que os acompanhará pelo resto de suas vidas.

Boys

 

Sierger é um adolescente competidor de atletismo treinando para o campeonato. A rotina é alterada pela chegada de um novo membro da equipe, Marc. Ele e Marc se tornam amigos próximos, até perceberem que possuem sentimentos um pelo outro. Tentando reprimir sua atração por Marc, Sieger começa a se envolver com uma menina.

 

testeLeia um trecho de Ainda sou eu, novo livro de Jojo Moyes

Lou Clark está longe de casa agora. Sem medo de recomeçar a vida em um novo país, ela embarcou para Nova York para trabalhar como assistente pessoal da esposa de um homem muito rico.

Em Ainda sou eu, continuação de Como eu era antes de você e Depois de você, nossa querida personagem está disposta a viver corajosamente, como Will aconselhou, e se envolve em situações muito divertidas, algumas até vergonhosas, sem deixar de viver momentos emocionantes e encantar a todos nós mais uma vez.

Leia um trecho do livro. 

Foi o bigode que me lembrou de que eu não estava mais na Inglaterra: uma centopeia sólida e cinzenta escondendo bem o lábio superior do homem; um bigode à la Village People, de caubói, uma miniatura de vassoura que passava muita seriedade.

Na Inglaterra não se vê esse tipo de bigode. Eu simplesmente não conseguia tirar os olhos dele.

— Senhora?

A única pessoa que eu já tinha visto com um bigode daqueles na Inglaterra foi o Sr. Naylor, nosso professor de matemática, que colecionava migalhas de biscoito nele — a gente costumava contá-las durante a aula de álgebra.

— Senhora?

— Ah. Desculpe.

O homem de uniforme fez um gesto com o dedo atarracado para que eu me aproximasse. Não tirou os olhos da tela. Aguardei no guichê, o suor da espera secando lentamente no meu vestido. Ele estendeu a mão, flexionando quatro dedos gordos. Depois de vários segundos, percebi que estava pedindo meu passaporte.

— Nome.

— Está aí — retruquei.

— Seu nome, senhora.

— Louisa Elizabeth Clark.

Espiei por cima do balcão.

— Mas eu nunca uso o Elizabeth. Porque minha mãe percebeu depois de me registrarem que meu apelido ficaria Lou Lizzy. E, se você disser isso rápido, soa como tolice. Embora meu pai diga que é meio apropriado. Não que eu seja tola. Quer dizer, você não iria querer pessoas tolas no seu país. Ha!

Minha voz reverberou nervosamente no painel de acrílico. O homem olhou para mim pela primeira vez. Tinha ombros firmes e um olhar capaz de imobilizar você feito uma arma de eletrochoque. Não sorriu. Ele esperou até que o meu sorriso se esvaísse.

— Desculpe — falei. — Pessoas de uniforme me deixam nervosa.

Olhei para o saguão da imigração, atrás de mim, para a fila que serpenteava com tantas voltas que se tornara um mar agitado e impenetrável de pessoas.

— Acho que estou me sentindo meio estranha por ter passado tanto tempo na fila. Sinceramente, foi a fila mais demorada que já encarei. Já estava me perguntando se deveria começar a fazer minha lista de compras de Natal.

— Coloque a mão no escâner.

— É sempre desse tamanho?

— O escâner?

Ele franziu o cenho.

— A fila.

Mas, ele não estava mais prestando atenção. Observava algo na tela. Coloquei os dedos no aparelho e então meu celular apitou.

Mãe: Já pousou?

Comecei a digitar uma resposta com a mão livre, mas ele se virou abruptamente para mim.

— Senhora, o uso de aparelhos celulares não é permitido nesta área.

— É só a minha mãe. Ela quer saber se cheguei.

Discretamente mandei o emoji do polegar erguido enquanto escondia o telefone dele.

— Motivo da viagem?

O que é isso? A resposta de minha mãe chegou na mesma hora. Ela tinha se adaptado incrivelmente bem ao universo das mensagens de texto e agora digitava mais depressa do que falava — ou seja, fazia isso na velocidade da luz. Você sabe que meu celular não mostra as imagenzinhas. É um SOS? Louisa, me diga que você está bem.

— Motivo da viagem, senhora? — O bigode se remexeu com irritação e ele acrescentou lentamente: — O que você veio fazer nos Estados Unidos?

— Tenho um emprego novo.

— Que é…?

— Vou trabalhar para uma família em Nova York. No Central Park.

As sobrancelhas do homem talvez tenham brevemente se erguido um milímetro.

Ele olhou o endereço no meu formulário, confirmando a informação.

— Que tipo de emprego?

— É um pouco complicado. Eu sou uma espécie de acompanhante remunerada.

— Uma acompanhante remunerada.

— É assim: eu costumava trabalhar para um homem. Era a acompanhante dele, mas também dava remédios e comida para ele, além de levá-lo para passear. Aliás, não é tão estranho quanto parece: ele não mexia as mãos. Não era algo pervertido. Na verdade, acabou virando mais do que isso, porque é difícil não se aproximar das pessoas de quem você cuida, e o Will, o homem, era maravilhoso e a gente… Bem, a gente se apaixonou.

Tarde demais, tive a sensação familiar dos olhos se enchendo de lágrimas.

Limpei-os rapidamente.

— Então acho que vai ser mais ou menos igual. Menos a parte de se apaixonar. E de dar comida.

O funcionário da imigração estava me encarando. Tentei sorrir.

— Na verdade, eu não costumo chorar quando falo de trabalho. Não sou uma tola de verdade, apesar do meu nome. Ha! Mas eu o amava. E ele me amava. Aí ele… Bem, ele escolheu dar fim à própria vida. Então isto é meio que minha tentativa de recomeço.

As lágrimas agora escorriam implacável e vergonhosamente dos cantos dos meus olhos. Não conseguia contê-las. Não conseguia conter nada.

— Desculpe. Deve ser o jet lag. São tipo duas da manhã no horário normal, certo? Além disso, eu não falo mais sobre ele. Quer dizer, estou namorando. E meu namorado é ótimo! É paramédico! E um gato! É como ganhar na loteria dos namorados, não é? Um paramédico gato!

Vasculhei minha bolsa em busca de um lenço. Quando levantei a cabeça, o homem estava estendendo uma caixa para mim.

— Obrigada. Enfim, de qualquer forma, meu amigo Nathan, que é da Nova Zelândia, trabalha aqui e me ajudou a arranjar esse emprego, e não sei bem do que se trata ainda, além de cuidar da esposa de um homem rico que fica deprimida. Mas decidi que desta vez vou fazer o que Will queria que eu fizesse, porque antes eu não fiz direito. Acabei indo trabalhar em um aeroporto.

Congelei na hora.

— Não… hum… que haja algo de errado em trabalhar em um aeroporto! Com certeza atuar na imigração é um trabalho muito importante. Muito importante.

Mas eu tenho um plano: vou fazer algo novo a cada semana que passar aqui e vou dizer sim.

— Dizer sim?

— Para coisas novas. Will sempre dizia que eu me fecho para novas experiências. Então esse é meu plano.

O funcionário examinou a minha papelada.

— A senhora não preencheu direito a parte do endereço. Preciso do código postal.

Ele empurrou o formulário na minha direção. Olhei o número no papel que havia imprimido e o escrevi com dedos trêmulos. Olhei para minha esquerda, onde as pessoas da fila para o meu guichê estavam ficando impacientes. À frente da fila ao lado, uma família chinesa era questionada por dois funcionários. Quando a mulher protestou, foram todos levados para uma sala. De repente, eu me senti muito sozinha.

O funcionário da imigração deu uma olhada nas pessoas que aguardavam na fila. Então do nada carimbou meu passaporte.

— Boa sorte, Louisa Clark — disse.

Eu o encarei.

— É só isso?

— É só isso.

Sorri.

— Ah, obrigada! É muita gentileza sua. Quer dizer, é bem estranho estar do outro lado do mundo sozinha pela primeira vez, e agora sinto que conheci a primeira pessoa legal e…

— A senhora precisa prosseguir.

— Ah, sim. Desculpe.

 

Reuni meus pertences e afastei do rosto uma mecha suada de cabelo.

— E, senhora…

— Sim?

Fiquei me perguntando o que havia feito de errado desta vez. Ele não tirou os olhos da tela.

— Tenha cuidado para o que diz sim.

Nathan estava esperando no setor de desembarque do aeroporto, como havia prometido. Varri a multidão com os olhos, me sentindo estranhamente constrangida, certa de que ninguém viria, mas lá estava ele, com a mão imensa acenando acima dos corpos que se moviam ao seu redor. Ele ergueu o outro braço, com um sorriso largo no rosto, e abriu caminho até mim, me levantando do chão com um abraço apertadíssimo.

— Lou!

Ao vê-lo, algo dentro de mim se contraiu de forma inesperada — algo ligado a Will, à perda e à emoção crua que vêm de ficar sentada em um voo um pouco turbulento demais por sete horas — e fiquei feliz por ele estar me abraçando com força, dando-me um instante para me recompor.

— Bem-vinda a Nova York, baixinha! Pelo visto você não perdeu sua noção de estilo.

Nathan me afastou de si, sorrindo. Ajeitei o vestido dos anos setenta com estampa de tigre. Achei que ele me deixaria parecida com Jackie Kennedy, nos Anos Onassis. Isto é, se Jackie Kennedy tivesse derramado no colo metade do café servido no avião.

— É tão bom ver você.

Ele pegou as minhas malas de chumbo como se estivessem repletas de plumas.

— Vamos embora. Vamos para a casa. O Prius está no conserto, então o Sr. G me emprestou o carro dele. O trânsito está horrível, mas você vai chegar lá com classe.

O carro do Sr. Gopnik era preto e lustroso, do tamanho de um ônibus, e as portas se fecharam com aquele tum enfático e discreto que indicava um preço de seis dígitos. Nathan colocou a bagagem no porta-malas e eu me instalei no banco do passageiro com um suspiro. Olhei o celular, respondi as quatorze mensagens da minha mãe com uma, dizendo simplesmente que estava no carro e ligaria para ela no dia seguinte, depois respondi à de Sam, na qual ele dizia que estava com saudades, com Pousei. Bjs.

— Como vai o cara? — perguntou Nathan, olhando para mim.

— Ele está bem, obrigada.

Acrescentei mais alguns bjs, só para garantir.

— Ele não ficou muito chateado por você ter vindo para cá?

Dei de ombros.

— Ele achou que eu precisava vir.

— Todos nós achamos. Você só demorou um pouco para encontrar seu caminho, só isso.

Guardei o celular, recostei-me no assento e olhei os nomes desconhecidos que surgiam ao longo da estrada: Loja de Pneus Milo, Academia Richie, as ambulâncias e os caminhões de mudança, as casas maltratadas com a tinta descascando e os degraus instáveis, as quadras de basquete, os motoristas com copos de plástico gigantescos. Nathan ligou o rádio e ouvi alguém chamado Lorenzo falar sobre um jogo de beisebol, então tive a breve impressão de estar em uma espécie de realidade suspensa.

— Então, você tem o dia de amanhã para se organizar. Quer fazer alguma coisa? Acho que seria bom deixar você dormir, depois arrastá-la para um brunch. Você tem que ter a experiência completa de uma lanchonete em Nova York no primeiro fim de semana aqui.

— Acho ótimo.

— Eles só vão voltar do clube amanhã à noite. Houve um pouco de conflito esta semana. Contarei os detalhes depois que você tiver dormido.

Eu o encarei.

— Sem segredos, ok? Isso não vai ser…

— Eles não são como os Traynor. São só uma família multimilionária e disfuncional

comum.

— Ela é legal?

— É ótima. Ela… dá trabalho. Mas é ótima. Ele também.

Era o máximo de informação sobre o caráter de alguém que eu poderia arrancar de Nathan. Ele ficou em silêncio — não era muito de fofoca — e eu fiquei sentada no ar condicionado do Mercedes GLS macio, lutando contra as ondas de sono que ameaçavam tomar conta de mim. Pensei em Sam, que àquela altura devia estar no décimo sono, a vários quilômetros, no vagão de trem. Pensei em Treena e Thom, acomodados no meu pequeno apartamento de Londres. Então a voz de Nathan interrompeu meus devaneios:

— Aí está.

Ergui os olhos com determinação e lá estava, do outro lado da Brooklyn Bridge: Manhattan, brilhando feito um milhão de cacos de luz, estonteante, atraente, impossivelmente compacta e linda, uma visão tão familiar por causa da televisão e dos filmes que meio que não consegui assimilar que via a versão real.

Eu me endireitei no assento, abismada, enquanto nos aproximávamos dela, a metrópole mais famosa do planeta.

— Essa vista nunca cansa, não é? É um pouco mais grandiosa do que Stortfold.

Acho que eu não tinha me dado conta de fato até aquele instante. Meu novo lar.

— Oi, Ashok. Como vai?

Nathan arrastou minhas malas pelo saguão de mármore enquanto eu analisava os azulejos pretos e brancos, os corrimões de bronze, tentando não tropeçar, com os passos ecoando no espaço cavernoso. Parecia a entrada de um grandioso hotel um tantinho antiquado: o elevador de cobre envelhecido, o chão coberto de carpete estampado nos tons vermelho e dourado, a recepção um pouco mais escura do que seria confortável. Tinha cheiro de cera de abelha, de sapatos engraxados e de dinheiro.

— Eu estou bem, cara. Quem é essa?

— Esta é Louisa. Ela vai trabalhar para a Sra. G.

O porteiro uniformizado saiu de trás da mesa e estendeu a mão para que eu a apertasse. Tinha um sorriso amplo e olhos que pareciam já ter visto de tudo.

— É um prazer, Ashok.

— Uma inglesa! Um primo meu está em Londres. Em Croydon. Você conhece Croydon? Mora perto de lá? Ele é um sujeito grande, se é que me entende.

— Não conheço Croydon muito bem — respondi.

Quando a expressão dele murchou, acrescentei:

— Mas vou ficar de olho na próxima vez que estiver lá.

— Bem-vinda ao Lavery, Louisa. Se precisar de algo, ou quiser saber alguma coisa, é só me falar. Estou aqui vinte e quatro horas por dia, todos os dias.

— Ele não está brincando — observou Nathan. — Às vezes acho que ele dorme embaixo dessa mesa.

Ashok indicou o elevador de serviço, as portas de um cinza fosco, localizado perto dos fundos do saguão.

— Três filhos com menos de cinco anos, cara — disse ele. — Acredite em mim, ficar aqui é o que me mantém são. Já não posso dizer o mesmo sobre a minha mulher.

Ele sorriu.

— Sério, Srta. Louisa. Qualquer coisa de que precisar, estou ao seu dispor.

— Ele está falando de drogas, prostitutas, bordéis? — sussurrei para Nathan quando as portas do elevador de serviço se fecharam à nossa frente.

— Não. Está falando de ingressos para o teatro, mesas em restaurantes, os melhores lugares para mandar lavar suas roupas a seco. Estamos na Quinta Avenida. Meu Deus. O que você andou fazendo em Londres?

testeSorteio Instagram – Lançamentos de Janeiro [Encerrado]

Vamos sortear 3 exemplares dos nossos lançamentos de janeiro, entre eles: Me chame pelo seu nome, A grande jogada, O método TB12, Cinquenta tons de liberdade – Edição especial, Mais escuro e Todo dia mesma noite

Para participar, compartilhe essa imagem em seu Instagram PUBLICAMENTE e preencha o formulário abaixo!

Atenção:
– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada. Atenção: ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “agradecemos a inscrição”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição
– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias no Instagram, você não poderá participar deste sorteio.
– O resultado será anunciado no dia 29 de janeiro, segunda-feira, em nosso perfil no Instagram. Boa sorte! 

 

testeSorteio Facebook – Lançamentos de Janeiro [Encerrado]

Vamos sortear 3 exemplares dos nossos lançamentos de janeiro, entre eles: Me chame pelo seu nome, A grande jogada, O método TB12, Cinquenta tons de liberdade – Edição especial, Mais escuro e Todo dia mesma noite

Para participar, compartilhe essa imagem em seu Facebook PUBLICAMENTE e preencha o formulário abaixo!

Atenção:
– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada. Atenção: ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “agradecemos a inscrição”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição
– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias no Facebook, você não poderá participar deste sorteio.
– O resultado será anunciado no dia 29 de janeiro, segunda-feira, em nosso perfil no Facebook. Boa sorte! 

testeSeis livros para quem curte romances históricos

A humanidade já passou por duas guerras devastadoras, diversas revoluções, conflitos locais e uma disputa entre dois blocos socioeconômicos. Todos esses acontecimentos em escala global são passados de geração em geração e relatados em incontáveis livros, filmes e séries. Mas, tão impactantes quanto estas histórias, são as narrativas das pessoas comuns que as viveram.

Pensem no Titanic. Um dos maiores navios já construídos naufraga e resulta na morte de milhares de inocentes. Mas foi o romance fictício entre Jack e Rose que chamou atenção para esse terrível incidente e emocionou milhões de corações. O mesmo pode ser dito dos clássicos A lista de Schindler e O resgate do soldado Ryan. Tais experiências podem até ser menos conhecidas, mas são igualmente grandiosas em seus detalhes e nuances, justamente por transportar o leitor para determinada época e local.

Listamos alguns livros que têm como cenário esses períodos históricos para criar tramas inesquecíveis. Confira!

Mulheres sem nome

Cenário: Segunda Guerra Mundial
Local: Alemanha, Estados Unidos e Polônia

Recém-lançado, o romance de estreia de Martha Hall Kelly dá voz a três protagonistas femininas em diferentes lugares do mundo enquanto eclodia a Segunda Guerra. A socialite Caroline Ferraday está em Nova York quando Hitler invade a Polônia, em 1939, enquanto a jovem Kasia Kuzmerick se envolve cada vez mais com o movimento de resistência polonês. Levada ao campo de concentração feminino de Ravensbrück, Kasia conhece a médica alemã Herta Oberheuser, responsável por exercer uma medicina terrivelmente controversa nas prisioneiras.

Uma história que atravessa continentes enquanto Caroline e Kasia persistem no sonho de tornar o mundo um lugar melhor, Mulheres sem nome é um livro que aborda a visão das mulheres de uma guerra cujo protagonismo historicamente é masculino. Conheça mais!

 

Um cavalheiro em Moscou

Cenário: Pós-Revolução Russa
Local: Moscou/União Soviética

O autor Amor Towles se inspirou na Rússia dos anos 1920 (na época, União Soviética) para criar a história de Aleksandr Ilitch Rostov, nobre acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa. Conhecido como “O Conde”, ele é condenado à prisão domiciliar no sótão do hotel Metropol, lugar de luxo e sofisticação frequentado por artistas, bons-vivants e pela antiga aristocracia de Moscou.

Com sua perspectiva única de prisioneiro de duas realidades distintas, o Conde apresenta ao leitor sua sabedoria e sensibilidade ao abandonar certos hábitos e se abrir para as incertezas de novos tempos que, mesmo com a capacidade de transformar a vida como era conhecida, nunca conseguirão acabar com a nobreza de um verdadeiro cavalheiro.

 

A garota que você deixou para trás

Cenário: Primeira Guerra Mundial
Local: França e Inglaterra

Duas mulheres separadas por um século e unidas pela arte. Na França, durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por ele. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo, inclusive sua vida, na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.

Na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa, onde destaca-se um retrato de uma bela jovem – presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Misturando ficção com realidade, romances de diferentes épocas e a busca por finais felizes, A garota que você deixou para trás é um dos primeiros sucessos de Jojo Moyes. Conheça mais!

 

Toda luz que não podemos ver

Cenário: Segunda Guerra Mundial
Local: França e Alemanha

Vencedor do Pulitzer, o autor Anthony Doerr constrói em Toda luz que não podemos ver um tocante romance sobre o que há além do mundo visível em meio aos horrores da guerra.

Aos seis anos de idade, a jovem Marie-Laure fica cega. Ela vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável. Para ajudá-la, ele constrói uma maquete em miniatura do bairro para que Marie seja capaz de memorizar os caminhos. Quando os nazistas ocupam Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo um dos mais valiosos tesouros do museu.

Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram no lixo. Com a prática, ele acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, em uma missão especial. Cada vez mais consciente das terríveis consequências de seu trabalho, o rapaz é enviado para Saint-Malo. Lá, seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Conheça aqui!

 

A menina que roubava livros

Cenário: O nazismo na Segunda Guerra
Local: Alemanha

Esse livro que dispensa apresentações conta a história da pequena Liesel em meio a uma Alemanha assolada pelo nazismo durante a Segunda Guerra. A jovem é adotada por um casal que vive em um bairro alemão pobre: a mãe, dona de casa e o pai, um pintor de paredes bonachão. Para contornar o medo e a solidão, ela aprender a ler e escrever com o pai e canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

Enquanto eles tentam sobreviver a um cenário nacional conturbado, Liesel assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança, faz amizade com um menino obrigado a integrar a Juventude Hitlerista e ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar o seu lado da História. Conheça aqui!

 

Breve história de sete assassinatos

Cenário: A Jamaica de 1970 a 1990
Local: Jamaica

Em 3 de dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes de Bob Marley realizar o show Smile Jamaica para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. O ataque feriu Marley, a esposa e o empresário, entre várias outras pessoas. Poucas informações oficiais foram divulgadas sobre os atiradores. No entanto, muitos boatos circularam a respeito do destino deles.

Breve história de sete assassinatos é uma obra de ficção que explora esse período instável na história da Jamaica e vai muito além. Marlon James cria com magistralidade personagens que andaram pelas ruas de Kingston nos anos 1970, dominaram o submundo das drogas de Nova York na década de 1980 e ressurgiram em uma Jamaica radicalmente transformada nos anos 1990. Um romance épico, brilhante e arrebatador, vencedor do Man Booker Prize de 2015. Conheça aqui!

testeMeryl Streep é confirmada em Big Little Lies

Meryl Streep foi confirmada na segunda temporada de Big Little Lies! A atriz vai interpretar  Mary Louise Wright, mãe de Perry (Alexander Skarsgård), marido de Celeste (Nicole Kidman).

Essa é uma rara participação de Meryl na televisão. A última vez que ela interpretou um papel na TV foi na minissérie Angels in America, em 2003. A HBO confirmou também que a segunda temporada terá sete episódios com roteiro de David E. Kelley e direção e produção executiva de Jean-Marc Vallée. 

Big Little Lies foi inspirada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, que conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos das três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

A segunda temporada tem previsão de estreia para 2019.