Clarice Freire

Não acredito em impossíveis. Mas na poesia, sim.

27 / setembro / 2016

Confira a visita de Clarice Freire ao Colégio Salesiano, no Rio de Janeiro.

A professora viu um livro “interessante” em cima da mesa de Jade, sua aluna. Jade emprestou o livro para a professora antes mesmo de ler. A professora gostou e resolveu adotá-lo como estudo para suas turmas, mas achava impossível uma turma inteira gostar de trabalhar poesia. Como não foi impossível e aconteceu uma — boa — surpresa, ela procurou saber quem o havia escrito. Eis que chegou um e-mail dessa professora, chamada Sandra, que me pareceu alguém que não acreditasse em impossíveis. O e-mail queria saber se eu poderia visitar a escola. Pensei “talvez seja impossível”, porque moro no Recife. O tempo passou e tive um evento marcado no Rio.

Oportunidade! Resolvi com a Intrínseca de ir um dia antes, tudo certo. Disse que sim para a professora e ela me confessou: “Mas eu achava que seria impossível!”

Cada dia acho mais que impossíveis não existem. 

Foi uma manhã inteira de autógrafos e bate-papo com os alunos mais conhecedores da minha obra em todo o Universo. Talvez me conheçam mais do que eu mesma, pensei. 

Nunca fiz uma prova sobre mim. Eles, sim. 

Em uma manhã me fizeram pensar, me emocionar, rir; me deram presentes físicos e outros que o tempo não corrói, a vida não destrói e nada pode levar. 

Queridos alunos e professores do Salesiano Rocha Miranda: muito obrigada por me mostrarem e provarem cientificamente que impossível é uma palavra pequena demais para os valentes de coração, os guardiões da arte de acreditar e, acima de tudo, para os que não têm medo de aprender.

Como disse na escola, acredito no poder revolucionário da educação, da arte, da literatura. Tudo isso salva. Que privilégio poder, de alguma forma, com o meu trabalho, participar dessa missão com vocês! Que a poesia sempre nos aqueça o coração para que ele nunca se endureça com o mundo! Obrigada mais uma vez e uma vez mais: aprendi muito com vocês.

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