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Trecho de O navio das noivas

30 / junho / 2016

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Jojo Moyes é mestre em criar personagens femininas fortes, cativantes e apaixonadas.  Em O navio das noivas não é diferente! A obra, inspirada na história real vivida pela avó da autora, conta a trajetória de quatro mulheres que saem da Austrália depois da Segunda Guerra Mundial em um porta-aviões que as levará até a Inglaterra para encontrar os soldados com quem se casaram durante o conflito.

A travessia é feita ao lado de outras noivas, armas, aeronaves e oficiais da Marinha. Com um espírito de aventura, a viagem mudará para sempre a vida dessas mulheres que ficaram distantes dos seus amores no período da guerra.

Segundo Jojo Moyes, a obra exigiu uma grande pesquisa. A autora leu os diários de bordo dos viajantes e estudou materiais da época para deixar a história mais verossímil. Os diários serviram como base para as citações não ficcionais das esposas e dos oficiais que estão no livro.

O navio das noivas, publicado originalmente em 2005, chega às livrarias brasileiras nas próximas semanas. Leia um trecho exclusivo:

“A primeira vez que o reencontrei, senti como se eu tivesse levado um soco. Eu já havia escutado essa expressão milhares de vezes, mas até então nunca entendera seu verdadeiro significado: demorou um pouco até minha memória estabelecer um vínculo com o que meus olhos estavam vendo, depois um choque percorreu meu corpo, como se eu tivesse acabado de levar um forte golpe. Não sou uma pessoa fantasiosa. Não embelezo minhas palavras. Mas, com toda a sinceridade, posso dizer que cheguei a ficar sem fôlego. Nunca imaginei que fosse revê-lo. Não em um lugar como aquele. Há muito tempo eu o enterrara bem no fundo da minha memória. Não apenas fisicamente, mas tudo o que ele significara para mim. Tudo pelo que ele me fizera passar. Porque só depois de muito tempo — uma eternidade — entendi o que ele tinha feito. De inúmeras maneiras, era ao mesmo tempo a melhor e a pior coisa que já acontecera comigo. Não foi, no entanto, apenas o choque da sua presença física. Havia tristeza também. Acho que na minha memória ele continuava igual ao que era naquela época, tantos anos atrás. Ao vê-lo agora, rodeado por todas aquelas pessoas, de algum modo parecendo tão envelhecido, tão diminuído… A única coisa em que consegui pensar foi que aquele era o lugar errado para ele. Eu sofria ao ver o que havia sido tão bonito, deslumbrante até, reduzido a… Não sei. Talvez não seja muito justo pensar assim. Nenhum de nós dura para sempre, não é mesmo? Para ser sincera, vê-lo naquele estado era um lembrete desagradável da minha própria mortalidade. Do que eu havia sido. Do que todos nós temos que nos tornar. Independentemente do que fosse, ali, onde eu nunca estivera, onde não havia motivo para estar, eu o reencontrara. Ou talvez ele tenha me encontrado. Acho que até aquele momento eu não acreditava em destino. Mas é difícil não acreditar, quando paramos para pensar em como nós dois tínhamos chegado longe. Difícil não acreditar quando se pensa que não havia como, depois de separados por milhares de quilômetros, continentes e vastos oceanos, estarmos destinados a nos encontrar de novo.”

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