Clube de Leitura

Clube de leitura: Alucinadamente feliz, de Jenny Lawson

2 / junho / 2016

Por Bruno Leite*

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A regra da boa redação diz que nesse primeiro parágrafo eu deveria apresentar o livro –  a saber, Alucinadamente feliz –, dizer como ele é incrível por libertar o leitor das amarras mais imprecisas, além de impulsioná-lo a fazer algumas coisas no limite do socialmente aceitável. Eu queria ter maneiras de agradecer a Jenny por despertar tantos sentimentos positivos e as mais escandalosas gargalhadas. Para quem ainda não sabe, Jenny é portadora de alguns distúrbios que minam a energia vital dela e a fazem ficar deitada na cama por dias se perguntando a razão de existir. Mas ela é gata, poderosa, lacradora, babadeira, senhora dos HTML. Num dia que indicava ser um dos mais baixos entre seus baixos, ela decidiu que iria perseguir A-L-U-C-I-N-A-D-A-M-E-N-T-E a felicidade, ainda que fosse necessário fazer esquisitices e atropelar – só de leve – o considerado normal. Depois de nos pôr a par do turbilhão que é sua mente, entramos num mundo caótico, frenético, elétrico, engraçado e maravilhoso. Tudo tem uma vibração incrível. Mas esse não é um livro de coisas ~~para se fazer sentido~~. É um livro pra soltar a franga!

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Como Jenny traz a cada momento assuntos desconexos, porém, interessantíssimos, separei uma lista mental do que gostaria de falar livremente e é assim que pretendo que as discussões em torno do livro sigam. Como sempre fui mais despudorado, vou expor algumas peculiaridades da minha persona BEM PERTURBADA com a única finalidade de incentivar vocês a… seguirem seus sonhos. Lembrando que as únicas pessoas que podem me julgar são: Deus & Susana Vieira.

 

Culinária

Uma das coisas que mais me intrigam no mundo culinário é a Селёдка под шубой, uma iguaria russa – pasmem – que à primeira vista parece um bonito bolo preguiçosamente confeitado com glacê púrpuro, mas que na verdade é uma GRANDE SALADA DE ARENQUE COM BETERRABA, BANG! Não é maravilhosa a possibilidade de contorcer as expectativas gastronômicas dos convidados mais desavisados?

 

Música

Eurovision é um campeonato de música entre países europeus e talvez seja essa a maneira mais simples de explicar algo que nem nós, os fãs desse espetáculo de breguice inerente, conseguimos exprimir. Vocês devem se perguntar: “Mas, Bruno, como eles podem julgar uma música com tantas línguas diferentes?” Aí eu te respondo: essa é a graça desse evento! É tudo uma grande questão de feeling onde… Esqueçam tudo isso:  o povo sobe lá e canta tudo em inglês mesmo, exceto os franceses e de vez em quando alguns corajosos que resolvem despejar toda potência linguística exótica que trazem consigo, como essa galerinha da Macedônia que não consegue sustentar UMA ÚNICA NOTA.

 

Cinema

Quando severamente pressionado, meu cérebro simplesmente trava e eu começo a fazer EXATAMENTE ESSES MOVIMENTOS INCORPORANDO LA HEPBURN REALNESS.

 

Televisão

Eu era um entusiasta. Não sei por que acabou.

 

Se você também tem excentricidades para compartilhar, ou sofre de transtornos  e quer ganhar um abraço bem apertado por este que vos escreve, mande um e-mail para o renato.costa@livrariacultura.com.br dizendo “gato, tô a fim de participar” juntamente com o seu telefone porque o amanhã nunca se sabe, lembrando que o encontro ficou marcado para  9 de junho, no mesmo lugar de sempre: auditório da livraria Cultura do Shopping Bourbon.

*Bruno Leite é estudante de Letras, trabalha há oito anos no mercado editorial e é colaborador no blog O Espanador.

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