Clóvis Bulcão

As mulheres do meu livro I

11 / abril / 2016

Marilyn Monroe (fonte)

Marilyn Monroe (fonte)

Nunca pensei que um dia escreveria um livro em que tivesse como personagens atrizes de Hollywood. O cinema americano não está no foco do trabalho que faço, pois sou mais ligado a temas da história do Brasil. Mas em Os Guinle algumas estrelas cinematográficas de primeira grandeza são citadas com um objetivo muito claro: ajudar o leitor a entender um dos personagens do livro, o playboy Jorginho Guinle (1916-2004), filho de Carlos e Gilda Guinle.

Nesta crônica destaco Norma Jeane Mortenson, mais conhecida como Marilyn Monroe (1926-1962). Em toda a história do cinema, poucas mulheres deixaram uma marca tão forte na cultura de seu tempo. Marilyn foi um verdadeiro ícone do século XX e suas imagens seguem fazendo sucesso – com o vestido branco levantado no filme O pecado mora ao lado (The seven year itch, de 1955), cantando o inesquecível “Parabéns para você”, em 1962, no aniversário do presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, seu rosto na colorida serigrafia de Andy Warhol feita após a morte de Marylin são algumas dessas imagens.

Jorginho Guinle morou nos Estados Unidos entre 1939 e 1947. Em seu livro biográfico ele diz ter tido “alguns encontros” com Marilyn, a “idolatrada sex symbol”. Ele visitava constantemente uma certa casa, em Hollywood, que era de propriedade da atriz Mae West. O local era frequentado por gente como os futuros presidentes americanos Ronald Reagan e John Kennedy. O endereço era famoso por conta das beldades que recepcionavam tão ilustres visitantes.

Mae West garantia o sigilo do que acontecia entre os visitantes e as moças, suas amigas. Jorginho diz que ela era o “sex-relations” da turma. Uma delas, Marylin, linda e jovem, virava muitas cabeças. Aos vintes anos, era pobre. Mas, segundo Jorginho, era profissional. “Ela tinha total desinibição, qualidade fundamental para o sexo perfeito. Esse é o momento em que os sentidos e a cabeça funcionam como parceiros. Para se conseguir prazer prolongado, geral, o prazer total, é preciso falar durante o ato. Palavras e pensamentos devem estar presentes. Senão, vira uma coisa puramente animal, decepcionante.”

A julgar pelos depoimentos de Jorginho, o playboy milionário e Marylin Monroe se conheceram muito bem ao longo de algumas siestas na badalada casa de Mae West.

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