Pedro Gabriel

[CONEXÕES REAIS]

8 / setembro / 2015

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Para quem está acostumado a interagir com seus leitores virtualmente, todo evento literário é fundamental para mostrar que de um lado da tela — do celular ou do computador — existe um autor real e que do outro existe uma pessoa real, que se emociona e encontra sentido nas suas palavras, nos seus desenhos. É uma relação muito bonita e cada vez mais comum nos tempos atuais.

Com a utilização inteligente das redes sociais e de blogs, o pintor tem a internet como uma espécie de galeria para expor sua arte; o poeta tem a oportunidade de abrir a gaveta virtual e apresentar seus poemas para o mundo inteiro com apenas um clique; o músico consegue invadir os ouvidos dos fãs no mundo inteiro sem sair do estúdio. Vejo como um processo natural do nosso tempo. A tecnologia é amiga e, como toda amizade, é preciso conhecê-la para admirá-la e saber o que de melhor ela pode nos ensinar. A modernidade não é um retrocesso das relações pessoais. Outras formas de conexões estão nos aproximando.

O artista tem que ir onde o povo está, já diz a canção “Bailes da Vida”, do grande Milton Nascimento. Hoje, o povo está também na internet, nas redes sociais. É natural que surjam cada vez mais escritores, poetas ou artistas por essa plataforma. É importante destacar que o fato de estar antenado e conectado não desmerece em momento algum a criação. A internet é só um atalho para chegar com menos obstáculos aos seus leitores, aos seus admiradores, aos seus fãs. Se não fosse a internet provavelmente eu não teria pulicado meu livro tão cedo. Por outro lado, se eu não tivesse feito tanta coisa fora da internet, eu não teria conteúdo para postar e ser visto. Meu processo criativo é analógico. Meus sentimentos são analógicos. Cada um dos dois mil guardanapos que desenhei foi feito à mão em um ambiente off-line. Na era digital, eu ainda valorizo a caligrafia. O importante sempre foi, sempre é e sempre será o conteúdo. Se ele for bom, será interessante em qualquer plataforma.

Desde o lançamento do meu primeiro livro, Eu me chamo Antônio (2013), tenho viajado bastante pelo Brasil e pude sentir ao vivo que meus leitores não são virtuais. Eles existem. Eles falam, pensam, gargalham, se emocionam e me dizem palavras bonitas. Eles simplesmente estão na internet e seguem o fluxo do nosso tempo. Esse não seria o papel da arte? Retratar o tempo, traduzir o mundo. Como querer traduzir a contemporaneidade usando apenas legendas de outro tempo? Como querer entender nosso momento negando a existência dos movimentos que estão surgindo em ambientes on-line?

Na última Bienal do Livro Rio, não participei diretamente porque ainda não tinha publicado nenhum livro. Esta será minha primeira Bienal na minha cidade. Cada evento desse porte é uma oportunidade de aprender e estar em contato direto com outros autores e, principalmente, com meus leitores. Para quem ficou conhecido pelas redes sociais, esse encontro ganha uma dimensão ainda mais importante. É aí que posso mostrar que existe uma relação real. Tudo isso é fundamental para a sobrevivência do livro, do leitor e da literatura. Espero vocês. Viva a conexão humana!

Confira a participação de Pedro Gabriel na Bienal do Livro Rio:

11/set, sexta-feira

16h – Autógrafos no Estande da Intrínseca | F08/G09 – Pavilhão azul
Confirme sua presença

Regras para sessão de autógrafos (Estande da Intrínseca):
– O autor atenderá os leitores pela ordem de formação da fila no estande da editora.

12/set, sexta-feira

Mesa O fã cara a cara – Eu me chamo Antônio
17h – Cubovoxes | N12/O11 – Pavilhão verde
18h30 às 22h – Autógrafos no Estande da Intrínseca | F08/G09 – Pavilhão azul
Confirme sua presença

Regras para mesa “O fã cara a cara” (Cubovoxes):
– Serão disponibilizadas 90 senhas para o evento.
– As senhas serão distribuídas às 16h na entrada do Cubovoxes.
– A senha para o bate-papo é pessoal e intransferível e só será permitida a retirada de uma senha por pessoa.
– As senhas são numeradas e garantem a entrada no Cubovoxes, mas o atendimento não será por ordem numérica.

 Regras para sessão de autógrafos (Estande da Intrínseca):
– O autor atenderá os leitores pela ordem de formação da fila no estande da editora.
– Não serão permitidos autógrafos fora do livro, em papéis, marcadores, cadernos ou quaisquer outros objetos.
– Não será permitida a entrada de câmera e/ou celular na sala de autógrafos. As fotos da sessão serão registradas individualmente por um fotógrafo profissional e disponibilizadas após 3 (três) dias úteis no site da editora.

13/set, domingo

16h – Bate-papo no Estande da Submarino.com |K18 – Pavilhão azul

Regras:
– Não haverá distribuição de senhas. A capacidade da arquibancada do estande da Submarino é de 30 pessoas. Os leitores serão acomodados por ordem de chegada 15 minutos antes do início da sessão.

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Comentários

2 Respostas para “[CONEXÕES REAIS]

  1. Desde que me apaixonei por sua arte leio sua coluna todas as terças , inclusive já li todos os seus textos por aqui. 🙂

  2. Toda terça-feira bato cartão aqui. Adoro os seus textos. Você realmente é uma espécie em extensão, está cada vez maior e melhor.

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