Isabela Freitas

Diário de Isabela Freitas

11 / fevereiro / 2015

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Se tem um assunto que rende nas rodas de amigos é a tal da traição. Uns batem no peito e defendem que jamais aceitariam, outros se calam por já terem perdoado ou cometido tal ato. Mas e aí, existe uma verdade absoluta, uma regra a ser seguida?

Quando falamos de relacionamentos há que se saber e ter a plena certeza de que não há um manual a ser lido, e que por mais que você decore algumas dicas e táticas, isso não quer dizer que elas terão êxito. Quero dizer, se cada pessoa é singular, imagine então como funciona uma união entre duas pessoas singulares? Ninguém sabe o que se passa dentro de quatro paredes com aquelas duas pessoas; somente elas. Então sempre que me pedem opinião sobre esse assunto deixo claro que a minha não é uma verdade absoluta e é completamente suscetível a mudar daqui um tempo. Vai saber?

Mas eu sou meio radical quando se trata de relacionamentos, acho que isso está estampado na minha cara. Oito ou oito mil: aqui funciona desse jeito. E, ah, se não gostou pode ir embora. A porta está aberta e, faz favor, deixa a chave debaixo do tapete. Brincadeiras à parte, eu sou a favor do respeito. Não, nem vou falar de amor e de todas as coisas que ele nos proporciona. Pense no respeito como se fosse o chão do relacionamento, aquilo que te mantém em pé e é essencial para que o mundo exista e continue funcionando. Se você perde seu chão? Você cai. Você se perde. Não há relacionamento sem respeito, gosto de pensar assim. Se o cara te traiu, ora, por que continuar ao lado dele? Tudo bem, o amor não se vai de uma hora para a outra, mas e o seu amor-próprio? E aquela voz que diz no canto do ouvido que você não merecia isso?

Sempre disse a todos meus namorados: “Quer trair? Tá cansado, enjoado? Termina. Eu não vou chorar, fazer birra e muito menos ficar te ligando. Vou adorar a sua sinceridade e considerar isso um ato de respeito. Um golpe final – e fatal – do amor.” Então você quer trair? Por que não termina? Seja sincero, fale que não aguenta mais, que está cansado, que quer sentir novos gostos. Te garanto que se a garota for madura ela vai te entender e te valorizar por isso. Traição é um ato desrespeitoso, você machuca uma pessoa que não merece ser ferida de tal forma por puro prazer pessoal. No momento da traição você pode até se sentir bem, se sentir renovado, invencível. Mas depois? Você se sente tão culpado que qualquer “precisamos conversar” se transforma em noites sem dormir achando que o outro descobriu finalmente seu pequeno – grande – segredo. Trair é como matar alguém e esconder o corpo; você vive com aquela insegurança de que um dia irão descobrir e te condenar. Por que viver com essa angústia? Por que trair se você pode ser sincero e terminar um relacionamento que não te faz tão bem? Porque acreditem, se o relacionamento te faz bem e te faz sentir completo, traição está fora de cogitação.

E, ah, você deve estar pensando: mas as pessoas podem mudar. As pessoas não podem, elas devem mudar. O que não quer dizer que elas vão.

Já dizia a sábia Eleanor Roosevelt: se alguém trai você uma vez, a culpa é dele. Se trai duas vezes, a culpa é sua.

 

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