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O ano Gaspari

18 / fevereiro / 2014

O ano Gaspari

O que vem por aí? O que me espera nos próximos meses? O começo do ano costuma ser marcado por perguntas como estas.  Essas indagações, no entanto, passaram longe da Intrínseca nos primeiros dias de 2013. Já sabíamos que os doze meses seguintes seriam de muito trabalho e estávamos eufóricos com isso. A razão da alegria veio à público no dia 9 de janeiro, quando uma nota publicada no jornal O Globo anunciava que publicaríamos uma edição revista e ampliada da série de Elio Gaspari sobre a ditadura militar brasileira.

Feito o anúncio, era hora de se preparar para o desafio. Ou melhor, os desafios:  relançar A ditadura envergonhada, A ditadura escancarada, A ditadura derrotada e a A ditadura encurralada até abril de 2014, quando o golpe militar de 1964 completará 50 anos, e colocar no mercado simultaneamente os primeiros e-books dos quatro volumes. Os livros e suas versões eletrônicas ainda viriam acompanhados de um site onde, aos poucos, seriam disponibilizados os documentos e áudios sobre o regime militar recolhidos por Elio ao longo de 30 anos.

Para dar conta da tarefa, foi montada uma equipe que combinou “intrínsecos” com profissionais convidados especialmente para atuar na produção. Coordenei o projeto com a também jornalista Livia de Almeida, nossa editora de livros nacionais, que cuidou da edição dos textos propriamente ditos.  Para supervisionar a parte digital, estabelecendo que documentos, áudios e vídeos deveriam incrementar os ebooks e o site, foi chamada outra jornalista, Adriana Barsotti. Ela reúne duas qualidades difíceis de encontrar numa mesma profissional e que caíam como uma luva no projeto: é uma repórter de política premiada e uma estudiosa dos novos meios digitais, tendo concebido o vespertino digital do jornal O Globo, O Globo a Mais.

O projeto gráfico ficou aos cuidados do experiente designer gráfico Victor Burton. A pesquisa de imagens mais uma vez foi tocada por Vladimir Sacchetta, que exerceu a mesma função na primeira edição da coleção.  Gerente de e-books da Intrínseca, Cindy Leopoldo ficou encarregada de uma das tarefas mais desafiadoras: colocar todas as possibilidades oferecidas pela tecnologia dos e-books, muitas das quais pouco ou nada exploradas por estas bandas e mesmo fora delas, em prol de uma obra riquíssima em documentos, imagens e notas de rodapé.

Solange Rodrigues, assistente do Elio, encarou uma tarefa espinhosa: escanear cerca de 2.500 documentos, que seriam esmiuçados então por Adriana. Cerca de 200 deles foram parar nos e-books. Foi um pouco mais de um ano de trabalho, com viagens quase que semanais para São Paulo, onde fica o escritório de Elio (a Intrínseca está na Gávea, no Rio). Do outro lado da ponte-aérea, encontrei não só o Elio das colunas dos jornais e dos livros como também um entusiasta, como poucos conheci, das possibilidades das novas tecnologias. Entre cafés e histórias saborosas sobre quase tudo, os e-books e o site, logo batizado de www.arquivosdaditadura.com.br, foram ganhando forma. É com a mesma alegria do dia da nota do Globo que eu vejo agora os livros chegando nas livrarias, os e-books nas lojas on-line e o site virando notícia.

*Bruno Porto é editor de aquisições da Intrínseca.

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