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O efeito Facebook

20 / junho / 2013

“O que está acontecendo no Brasil parece ser algo realmente importante. Não deve ser mera coincidência o fato de o número de usuários brasileiros ter ultrapassado a marca de 60 milhões nos últimos três anos, a partir de quase nada”, postou David Kirkpatrick em seu perfil no Facebook. Kirkpatrick é ex-editor sênior da área de internet e tecnologia da revista Fortune e autor de O efeito Facebook.

O Brasil é o segundo país com o maior número de usuários da rede social que é acessada por uma em cada sete pessoas no planeta. E é por esse meio que as manifestações que têm tomado as ruas são organizadas e divulgadas. Foi assim que compartilhamentos de vídeos, fotos e experiências fizeram a população tomar conhecimento, em primeira mão, das insatisfações latentes que impulsionaram o movimento e do que de fato ocorria nas ruas. Munidos de celulares, os manifestantes contradisseram a imprensa tradicional e influenciaram, de maneira drástica, a opinião pública, decisões governamentais e as manchetes dos jornais de todo o mundo.

“Embora o Facebook não tenha sido concebido como um instrumento político, logo no início seus criadores perceberam que havia ali um potencial peculiar”, ressalta David Kirkpatrick em O efeito Facebook. Durante as primeiras semanas após sua criação, em 2004, os estudantes de Harvard começaram a divulgar suas opiniões políticas ao substituírem suas fotos de perfil por um bloco de texto com uma declaração política. “Desde o início as pessoas perceberam intuitivamente que, se aquilo pretendia expressar on-line sua verdadeira identidade, então suas opiniões e paixões sobre as questões do momento eram um elemento dessa identidade”, explica o autor.

Mas o que é o efeito Facebook? De acordo com Kirkpatrick, é capacidade do software empregado pela rede em viralizar a informação, colocando pessoas, às vezes de forma inesperada, em torno de algum interesse em comum: uma experiência, um interesse ou uma causa. Isso pode acontecer em uma escala pequena ou grande — desde um grupo de amigos a uma nação. E ao tornar mais fácil a organização das pessoas e prover uma comunicação descentralizada, o Facebook pode oferecer “a indivíduos em sociedades de todo o mundo mais poder em relação às instituições sociais”.

Leia um trecho de O efeito Facebook.

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