Bastidores

J.J. Abrams, mas pode chamar de Sr. Mistério

17 / junho / 2011

 

 

Por Bruno Porto*

O novo Spielberg. O responsável pelo renascimento da TV. Gênio multimídia. Os textos publicados na imprensa sobre o americano J.J. Abrams costumam trazer esses e muitos outros elogios. Não é de se estranhar. Nascido Jeffrey Jacob Abrams, o roteirista, diretor e produtor traz no seu currículo séries como Alias e Fringe, que viraram objeto de culto. Sem falar num certo seriado sobre uma ilha misteriosa. Sim, sim, ele é um dos criadores de Lost, que, dá para dizer sem medo de exagerar, promoveu uma revolução na televisão.

Os fãs andam exultantes, pois seu novo longa-metragem, Super 8, acabou de estrear nos Estados Unidos (aqui ele chega em 12 de agosto) e trata dos eventos — misteriosos, claro — desencadeados por um acidente de trem. Não é seu primeiro blockbuster: J.J. também dirigiu Missão Impossível 3 e o último Jornada nas estrelas. Como Super 8, duas séries novas assinadas por ele, Alcatraz e Person of Interest, vêm gerando enorme expectativa no mundo pop.

Aqui na Intrínseca também temos andado eufóricos por causa dele. É que nós vamos publicar, no ano que vem, o seu primeiro livro. Eu fiquei especialmente feliz, pois acompanho a carreira de J.J. desde que fui fisgado por Alias (2001), que lançou a carreira de Jennifer Garner, hoje galã Bradley Cooper e que fez muita gente começar a prestar atenção naquele nova-iorquino declaradamente nerd. O que me impressionou na época foi a sua capacidade de combinar tramas com uma reviravolta a cada dez minutos, personagens que fisgam você (sejam heróis ou vilões) e uma sensação de aventura pré-cinismo, o que sempre rendeu a seu criador as comparações com Spielberg.

Alguns anos depois, quando trabalhava como repórter em um jornal, tive a chance de entrevistar J.J. em Los Angeles, por conta do lançamento de Missão Impossível 3. Destoando do aparato de Hollywood, onde até os contra-regras dos filmes têm assessores, me deparei com um cara tranquilo, sem nenhuma afetação, disposto a falar (por alto) dos seus muitos projetos e até sobre Lost, que vivia o seu auge. Conclusão: saí da entrevista mais fã do que antes. De lá pra cá, J.J. Abrams criou outra série viciante, Fringe, na qual reina absoluto um dos personagens mais carismáticos da TV atual, o Dr. Walter Bishop (John Noble).

Voltando ao livro, ele foi escrito em parceria com Doug Dorst e se chamará… Hmmm, não podemos dizer. Ainda. Assim como suas obras para o cinema e a TV, a estreia no mundo das letras está cercada de sigilo. Mas podemos adiantar que o livro, como Lost, usa e abusa de mistérios e não se parece com nada que você tenha lido nos últimos anos. Ou seja, mais uma história com a marca registrada de J.J. Abrams.

*Bruno Porto é editor de aquisições da Intrínseca.

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Comentários

4 Respostas para “J.J. Abrams, mas pode chamar de Sr. Mistério

  1. Sou mega fã dos trabalhos do J.J. Abrams, e mal posso esperar pra ter esse livro em minhas mãos. 😉

    Vale falar também que Abrams foi responsável por CLOVERFIELD, um filme que, assim como seus outros projetos, é carregado de mistérios.

  2. Nossa surpreso com essa novidade, infelizmente contando os dias até a chegada de agosto, quando finalmente estreará em terras brazucas o misterioso Super 8. Então que venha mais um formato luxuoso (por se tratar da Intrinseca claro!) de novos mistérios que com certeza marcará uma nova fase de JJ!

  3. Onde está a opção “curtir” nesta matéria? O texto está muito legal Bruno, e eu amo os trabalhos de misterioso Abrams, desde a famigerada LOST até a atual e devastadora FRINGE, e os filmes também são sem comentários. CLOVERFIELD foi um épico do cinema, o primeiro filme a ser gravado com uma câmera normal, que abriu rumos para vários outros que não conseguiram nem chegara aos pés (ex: atividade paranormal). Não vejo a hora de ler este livro, pois toda vida quando assisto algo dele, fico imaginando com seria ler isso? Intrínseca de parabéns, e para se tornar a melhor editora do planeta só falta lançar livros em hardcover.

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