Crepúsculo / Atrás do sol

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#176 08-06-2012 02:21:40

Dani P. Cullen
Ultrafã
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Re: Atrás do sol

legal ;D
kkkkkkk vou esperar bjus


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#177 11-06-2012 06:06:32

Mariana Martins
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Re: Atrás do sol

Capítulo 39

Jacob

Essa garota realmente tinha problemas...
-O que minhas coisas estão fazendo na sala Angelina?
Decidi rearrumar o quarto, e você não caia muito bem nele...veja pelo lado bom a sala é maior! E você disse que poderia ficar por aqui...
-Seria bom pedir na próxima... eu até ia fazer isso por mim mesmo, não te aguentava mais roncando a noite toda – não era bem verdade, mas surtiria efeito.
-O que?? Eu não ronco, quem ronca é você seu porco imundo – e uma panela vinha voando em minha direção.
Peguei-a com a mão ainda no ar, pousei-a no sofá e fui pra cima dela, prensando-a na parede.
- quem você acha que é, para jogar uma panela em mim? Poderia machucar sabia? – não a mim, mas vai que ela fizesse isso com mais alguém, continuei com a voz rude – na próxima eu chamo a polícia.
-Desculpe Jake... – percebia que ela estava arrepiada, e sua voz soou arrependida e sexy ao mesmo tempo. Seus olhos passavam pelo meu braço que me apoiava na parede onde ela estava quase presa. – nunca te vi malhar, onde você os arranjou?
-Em La Push... – lembrei de abrir caminho para ela sair... minha tentativa de amedronta-la já não surtia mais efeito mas ela apenas deslizou reencostada a parede até o chão. Sacodiu a cabeça, se levantou e foi até o quarto. Parou na porta percebi que ela me olhou de canto de olho enquanto eu botava a panela no fogão.
É estranho, mas pensei no Albert, talvez ele esteja certo... mulheres quando nos curtem fingem nos odiar e fazem de tudo para chamar nossa atenção. Angelina não fugia a regra.

Quando voltei da aula ela estava assistindo tv, ao passar por ela, ela apontou para a mesa
-Fiz bolo de chocolate.
-Deve ter veneno para você estar me oferecendo...não é possível.
-Laxante talvez... é brincadeira. – seus olhos me encaravam, dessa vez ela olhava para o meu abdômen.
Peguei um pedaço do tal do bolo, ela até que mandava bem na cozinha, mas faltava muito para cozinhar como Sue ou Emily. Olhei de relance para ela e ela estava com a cabeça enfiada nas mãos.
-Ta tudo bem?
-Só preciso tomar um ar... – ela ia em caminho para a porta, quando deu meia volta, abaixou-se apoiando as mãos na mesa onde eu estava sentado terminando o bolo. O decote era razoavelmente interessante, dando para ver parte dos seus seios num sutiã vermelho, corei e parei de olhar virando meu rosto para cima.
-Ta tudo bem mesmo? Quase tive medo dos seus olhos.
-Me beija Jake?!- me concentrei para pensar com a cabeça certa.
-Eu vou te levar ao médico – disse enquanto me levantava segurando em seus braços e os tirando da mesa e colocando ao lado do seu corpo.
-Não preciso de médico, preciso de você.
– faculdade, olha o que fazem com as pessoas...mal concluirá meu raciocínio e ela saiu correndo para o quarto.
Ela se trancou e ficou lá por algum tempo. Quando saiu, me tratou como em todos os outros dias exceto por este.
Mulheres, quando vou entender vocês?


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#178 11-06-2012 06:07:14

Mariana Martins
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Re: Atrás do sol

Para descontrair esse...


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#179 11-06-2012 20:12:24

Dani P. Cullen
Ultrafã
De: Fim do Mundo...
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Re: Atrás do sol

kkkkkkkkkkkkkkkk nossa


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#180 11-06-2012 20:14:14

Dani P. Cullen
Ultrafã
De: Fim do Mundo...
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Re: Atrás do sol

kkkkkkkkkkkkkkkk nossa


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#181 29-01-2013 22:27:30

Mariana Martins
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Re: Atrás do sol

Capítulo 40

Jacob

Essas idas e vindas para La Push estão ficando cansativas, já faz um mês que não volto mas está na hora de visitar o velho. Desta ultima vez que voltei San estava preocupado com Leah, ela não estava mais se juntando ao bando, provavelmente pela notícia da gravidez de Emilly. Ela ainda sentia alguma coisa pelo San, e já até havia conseguido gostar da Emilly, mas creio que agora ela deva ter inveja dela. Tento não pensar no que tive com Leah, mas depois disso sinto mais compaixão e gostaria que ela não estivesse sofrendo.

Quando cheguei havia a comissão de visitas formada por Billy, Sue, Charlie e Seth, mais tarde pareceram Sam e Emilly, a barriga já começava a aparecer. Conversávamos sobre como seria ter um bebê entre nós, praticamente decidimos tudo, os turnos de cada um com o bebê, os padrinhos que seriam eu e Leah, a pedido de Emilly, porque Sam não aprovou, e até mesmo os nomes, Marcos se fosse um garotão e Rebecca se fosse uma menininha.
No dia seguinte San veio pedir pra falar comigo, ele parecia assustado e indignado.
-Jake, você é meu amigo e eu preciso falar com alguém.
-Mas é claro que pode falar comigo, estou preocupado agora.
-Ficará ainda mais, mas tem que me prometer que não contará a ninguém até resolver o que faço da minha vida.
Ele parecia escolher as palavras, ou selecionar o que me diria.
-A Leah está grávida - neste momento meu queixo caiu e na minha mente a palavra "fudeu" soava em eco - e ela diz que o pai sou eu - agora eu estava confuso.
-Como assim? Você...traiu... Emilly?
-Eu não sei, eu não me lembro. Ela é louca e você sabe disso, há um tempo ela me embebedou e eu acordei na cama dela, mas eu não me lembro de nada e eu juro que jamais faria isso em sã consciência. Como contarei isso à Emilly?
-Não conte ainda. Me deixe falar com Leah antes.
-O que falará?
Mas não deu tempo de eu responder, já havia me transformado e estava indo atrás dela.

Ela estava em sua casa e por sorte não havia mais ninguém lá.
-LEAH! LEAH! Abra a porta, imediatamente!
-O que foi, está maluco para vir gritando deste jeito? - Tentei me controlar melhor.
-Você realmente está grávida?
-E se estiver, qual é o problema?
-O problema? Qual a probabilidade desse filho ser meu?
-Nenhuma.
-Como tem tanta certeza?
-Por contas. Já sabia que estava antes de transarmos.
-Você é maluca? Fez algo contra a vontade de San, irá acabar com o casamento dele.
-Não fiz sozinha, Jacob.
-Isso está muito estranho, por que transou comigo então?
-Diversão. - como podia ser tão fria?
-Leah, não tenho certeza, é muito sua cara armar isto para acabar com o casamento dele. Pela última vez, tem certeza que este filho não é meu?
-Não tomei aquela bendita pílula porque já estava grávida, estava de cama aquele dia por enjoo.
-Sabe que isto não vai traze-lo de volta, né?
-Emilly não é a única que terá a atenção dele.
-Você é absurdamente egoísta.Você me dá nojo, Leah.
-Já terminou? Pois quero que saia agora!
-Faremos um exame de DNA.

Sai batendo a porta, estava incrédulo com ela, e com a situação também, eu poderia ser o pai dessa criança e isto deixava alguma parte em mim feliz. Eu deveria falar com Sam. Chameio até em casa e expliquei tudo
-Você é louco? Transar com Leah?Já pensou se for seu? O que vai fazer da sua vida? E Reneesme, o Edward jamais deixará você falar com ela novamente. Devemos fazer esse exame.
-Sam, veja, é um exame complicado e pode ser evasivo ao feto. Eu assumiria esse bebê sendo meu ou seu, só que Leah quer acabar com seu casamento e el vai dizer que é seu.
-Você pirou? Você está na faculdade, não pode ter esse filho agora, nem eu devo e nem Leah. O pior que ela está decidida a tê-lo.
-Agora sou eu quem pergunto, está louco? Propôs a ela um aborto?
-Jake, não é algo com o qual eu concorde mas...
-Pará, não quero perder meu respeito por você. Saia por favor, preciso pensar.

Agora minhas chances com Reneesme poderiam estar acabadas. Eu teria abrir uma mecânica por aqui e me virar para sustentá-los e pior, aturar Leah para o resto da minha vida.

Última alteração por Mariana Martins (04-05-2013 00:52:44)


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#182 04-05-2013 01:31:46

Mariana Martins
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Re: Atrás do sol

Capítulo 41

Eu tinha que falar com a Reneesme, mas como fazer com que o Ed não saiba disso? Se não nunca mias eu me aproximaria deles novamente.
-Ness, sou eu, o Jake!
-Jake! Está em La Push?
-Estou...
-To indo pra aí! - Nem deu para prepará-la um pouco que seja.

Ela chegou quase que dançando, como podia algo ser tão lindo e gracioso?
-Oh, Jake, eu estava com tantas saudades!
-Eu também, meu amor - fingi engasgar- Ness. Mas ela percebeu e sorria nesse momento.
-O que você tem?
-Preciso falar de algo muito sério com você, Ness.
-Diga!
-Me prometa que vai deixar eu terminar de falar, e tentará me entender.
-Claro, Jake, mas fala logo, estou sentindo algo ruim... - ruim é pouco...
-Homens são bichos ruins, com exceção do seu pai... - Seus olhos estavam aflitos - E tem hora que a gente não pensa com o coração, simplesmente age por impulso. E muitas vezes isso acaba sendo ruim.
-Você machucou alguém quando se transformou?
-Não, Ness... Eu esperaria por você, até o dia da minha morte, mas não era eu...
-Você não vai morrer, Jake!
-Presta atenção...  Eu tive um caso com a Leah. - seus olhos eram lagrimas na eminência de escorrerem, mas aí ela as engoliu tentando se conformar - Quer me bater por agora?
-Não, Jake.
-Sinto muito, nós tivemos relação - não era a melhor palavra, mas que outra menos brusca eu usaria... - sinto como se eu houvesse te traído... Não sabe como me arrependo!
-Não, Jake, não namoramos. - ela parecia furiosa - Talvez seja a deixa pra eu te dizer que...bom, eu tive um caso com o Nahuel, e que não sou mais virgem também.
Quantos anos ela tinha? É uma criança. Aquele cara, aquele cara vai morrer. Idiota, ridículo, idiota... minha garotinha, no corpo de mulher, mas uma garotinha...
-Por que está bravo? Não adianta sair esmurrando as árvores, Jake. Você também não fui a sua...
-Primeira? Não é por isso, você é uma criança! Posso não ser o cara pro resto da sua vida, mas eu seria feliz de ver você feliz, ó que agora? Seu pai está sabendo disso?
-Criança, to farta disso! E é por isso que ão foi com você, nunca vai me ver como mulher! Não, acho que ele não sabe! E nem é pra saber, Jake, ou eu te mato!
"Farta disso". Ela me fitava realmente chateada por acha-la uma criança. Mas parecia satisfeita por ter me atingido.
-Só espero que tenha sido como você esperava, bom e que ele não tenha te machucado. E espero que você o ame.
-Quem sabe... talvez eu deva dar realmente uma chance a ele. - e ela sabia que isso me afetaria, mas não ia participar do seu joguinho.
-Eu no mínimo espero que isso aconteça, porque assim não casará forçada, porque quando o Edward souber...
-O que falta para eu ser mulher pra você? Maltratar como a Leah? Porque homens gostam disso, não é?
-Na verdade eu não sou homem pra você, Ness.
-Por que acha isso?
-Por que a Leah está grávida. - talvez essa informação não devesse ter vindo a tona agora, já eram muitas emoções, e talvez nem fosse meu, mas ela tinha que ter alguém melhor que eu pra vida dela, alguém que durasse pra sempre, não alguém que morreria e deixaria lembranças fazendo-a querer se matar.
Ela estava em choque. Já se passaram 2 minutos e ela nem respirou.
-Você quer viver com ela e essa criança? - não gostei do "essa criança".
-Não sei, fiz a m****, tenho que arcar. - de repente me veio um frio - Você não...?
-NÃO! Pelo amor de Deus...
Silêncio. Acho que não tínhamos mais o que falar.
-Jake, eu vou embora.
-Ness, tente manter em segredo, só até as coisas se ajeitarem um pouco, eu falar com meu pai...
-Vou viajar, Jake, por uns meses. E não quero ter notícias suas até eu voltar.
-Como preferir, Ness.


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#183 04-05-2013 03:10:20

Mariana Martins
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Re: Atrás do sol

Capítulo 42

Reneessme

Pasta de amendoim. Era assim que estava meu cérebro. Me sentia arrependida, agora acho que fiz pouco. Me arrependi por esse pensamento também, devo fazer por mim e não pra provocá-lo. Vou aceitar o curso de moda na Rússia que titia quer me dar de presente, terei bastante tempo pra pensar lá tão distante de tudo. E por sorte, começa semana que vem.

-Tia, Al! Quero o curso! Estava pensando em irmos amanhã para arrumarmos uma casa pra mim e decorarmos ela!
-Isso é ótimo, avisarei sua mãe! - Ah não, ela ia querer ir junto e ia descobrir, digo, me arrancar tudo...
-Amor, será ótimo, 3 meses só eu você e seu pai...
-Mãe, na verdade, queria que fosse uma experiência minha... vocês me chamam de criança e eu quero mostrar que não sou, que sei me virar sozinha.
-Filha, os Volturi... Eles podem nos arrancar qualquer coisa tendo você. - Sempre os Volturi...
-Não posso viver presa aqui! Eles são eternos também, sabia? Um dia vou ter minha família e não vou morar aqui, com todo mundo.
-Só pensamos no seu bem! - sempre a mesma desculpa.
-Desculpa, mamãe... mas a tia Alice pode ver qualquer coisa que vier da parte deles!
-Reneesme, você é o que eu mais tenho de importante, não vou arriscar perder você.
-Eu te amo, mãe, mas sua garotinha cresceu e quer andar pelas próprias pernas.
-Conversaremos depois. - tinha que enfrentar meus medos e ser persistente, até quando eles iam tomas as decisões por mim?
-Bella, estou avisando: eu vou e ponto. - falei confiantemente.
-Fala com o seu pai.
Se tem algo que eu odeio é esse ping-pong que fazem com a gente, mas não tinha escolha. Consigo entender o lado deles, mas viverei a eternidade assim? Somos tantos, por que não acabamos com eles?

Estranhamente meus pais me procuraram no final da noite, e surpreendentemente me deixaram ir. Provavelmente alguém estaria lá de tocaia, mas já era uma conquista. Quem sabe agora eu poderia organizar minha cabeça, e principalmente, meu coração.


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#184 04-05-2013 04:07:24

Mariana Martins
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Re: Atrás do sol

Capítulo 42

Jacob

Antes de voltar pra Berkeley tentei procurar Leah novamente, mas ela estava fugindo. San me disse que ela concordou em guardar segredo mais um tempo para que ele "conversasse" com Emilly, na verdade foi a unica saída pra Leah, ele só a pressionava para o exame de DNA. Essa dúvida de quem é é sufocante, não queria uma criança agora, mas no fundo fico feliz em saber que pode ser minha. Desde que San anunciou  que seria pai percebi que isso era muito importante pra mim. Mas e se a estória dela fosse verdade, e se fosse de San? Pobre Emilly, ficaria arrasada, mas é tão boa que seria capaz de aceitar tudo pelo bem das crianças.
Angelina conseguiu uma vaga com uma estudante feminina e se mudou, a solidão que eu tanto queri para estudar está sendo péssima agora, me permitindo vagar longe... Entre Ness, uma criança, trabalho. Ao menos eu terminaria o semestre.

Não aguentei três dias lá e peguei um voo de volta. Quando cheguei fui com mala e tudo pra casa da Sue. Seth foi quem abriu a porta, surpreso por me ver.
-Já voltou? Mas o que aconteceu, cara?
-Nada, saudades. - tentei descontrair e relaxar meus músculos.
-E a prova que você tinha?
-Seth, depois conversamos... a Leah está aí?
-Não. Tem algo errado e vocês não querem me falar, né? San está distante e nunca mais fez seus turnos, Leah anda mais estranha, calada e insuportável que nunca, fora essa virose dela que a faz vomitar o tempo todo. Aí você volta no meio da semana. O bando está com cara de que vai se desfazer...
-Relaxa, Seth! - tentei parecer normal.
-Vou deixar as malas em casa e depois volto para te contar as novidades sobre a Angelina.
-Tá, falou, Jake.

Estava indo pra casa quando ouvi um choro de cachorro, de lobo. Fui correndo em direção aos gritos, era como se o cachorro atropelado não morresse e fiasse agoniando, horrível. Uns arbustos quebrados e marcas de arraste no chão, logo a frente estava Leah se contorcendo no chão, já estava sob a forma humana. Me destransformei.
-Leah, o que houve?
Ela não conseguia falar, apenas apertava o ventre. Vi então sangue escorrido em suas pernas.
-Vamos pro hospital!
Peguei-a no colo e sai correndo para a casa do Max que era a mais próxima, emprestaria seu carro.
-Jake, não... vão descobrir... arrrrrrrrrrrrrrrrrrgh
Eu chorava junto com ela. Ela era tão forte, a dor devia ser terrível.
-O que aconteceu, meu amor?
-Jake, acho que vou perder nosso bebê.
Apertei-a mais forte contra mim, como se isso pudesse segurar o nosso bebê. Pera, ela disse nosso bebê. Não tive tempo pra pensar em que tipo de emoção senti. Já estávamos perto e eu gritei pro Max que quando me viu pela janela da casa saiu correndo pro carro e abrindo a porta.
-Leah, Jake? - ele estava muito nervoso.
-Só dirige, cara.
Leah foi gritando até lá. Carlisle estava no hospital para o bem dela e meu desespero. Uma hora se passou até que ele voltou com notícias.
-Ela quase perdeu o bebê, que eu gostaria de saber de onde veio. Tivemos de costurar a entrada do útero. Eles estão bem agora.
-posso falar com ela?
-Ela ainda está sedada, em uma meia hora deve acordar. Enquanto isso quer me falar algo, Jake?
-Ainda não, Dr.

Quando entrei no quarto ela estava com o rosto marcado por uma lágrima que acabara de escorrer.
-Tá tudo bem, com você e com ele.
-Jake, me perdoa - ela voltou a chorar.
-Não, fica quietinha, depois conversamos.
Ela tomou folego então disse: Eu usei você, queria que San voltasse pra mim, e ele tava tão a fim de ser pai que eu pensei que... Mas ele é um idiota, o filho podia ser dele e ele não me ajudou.
-Calma, do que está falando.
-Estávamos discutindo na floresta e eu fiquei nervosa e me transformei, não havia feito isso ainda porque não sabia o que poderia acontecer. Senti uma cólica gigantesca, como se estivesses puxando meu útero pra fora do meu corpo, e então ele viu que eu podia abortar e foi embora, me largou lá, poderíamos ter morrido.
-To aqui agora, Leah. Olha, ele foi, sei lá sem palavras para descrevê-lo, queria ir socar a cara dele agora, mas ele não queria se arruinar com Emilly.
Seus olhos eram de decepção, sentei ao seu lado e a abracei. Ela devolveu o abraço com carinho e agradecimento.
-Não quero estragar sua vida, Jake. Vou me virar pra cuidar dele.
-Não o fez sozinha.
-Mas não é justo com você...
-Temos outras coisas pra nos preocupar agora, tipo como dar essa notícia a todos.
-Minha mãe vai me odiar...
-No começo, mas você vai ver, eles vão adorar ser avós.
-Não estava pronta pra isso agora, me arrependo tanto.
-Shhhh, não o deixe achar que não é amado.
Max entrou e depois de se certificar que Leah estava bem queria explicações pois achou que o Carlisle estava louco quando mencionou um bebê.
-Max, faz um favor, convoque uma reunião urgente hoje a noite, inclua Carlisle.

Quando chegamos em casa estavam todos curiosos e desentendidos. Sue estava aflita.
-Temos algo a falar.
-Isso já esperamos, né? - disse meu pai.
-Fomos um tanto irresponsáveis e agora aguardamos a chegada de mais um lobinho.
Todos estavam pasmos, o bando estava se perguntando como eu e Leah teríamos tido um caso. Sue entrara em prantos se perguntando onde errara, e meu pai, bom, achei que ele estava morto de tão imóvel.
-Tem noção, do que é criar um filho? Vocês são uns moleques que mal saíram da fralda. Seu irresponsável - e ele começou a me bater, ajoelhei pra que ele pudesse acertar minha cara, mas ele não conseguiu. E se retirou. O bando achou melhor sair e deixar o problema em família. Carlisle ia saindo e me disse que deixaria que eu explicasse a Bella primeiro.
-Virose? Como pude ser tão burra? Tão cega?
As duas passaram a conversar, e ela contou toda a verdade a mãe, que no fim sentiu dó da filha. Seth estava contente, ele gostava de crianças.
-Então você será meu cunhado?
Pergunta cretina. Decidimos informar a família mas não decidimos entre nós como seriam as coisas.
-Não sei se nos casaremos, temos que ver o que acontece entre a gente ainda. Só sabemos que será nosso filho.


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#185 08-02-2014 23:37:06

Mariana Martins
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Re: Atrás do sol

Capítulo 43

Jacob

Meu pai ainda não conseguia digerir as coisas, tudo bem que ele soube da notícia ontem, mas me olhava hora com cara de bravo, hora com cara de decepcionado, hora com cara de quem se tivesse uma metralhadora descarregaria em mim. Mas no fundo ele estava mesmo é preocupado com o que seria da minha vida, da Leah e do bebê. Enquanto passava um café ele gritou meu nome da sala. Deixei o café coando e me dirigi a ele.
-Oi, pai.
-Acho que não adianta mais eu ficar bravo, o bebê está a caminho e tenho que pensar no que faremos ao invés de me martirizar por não ter tido a conversa com você.
-Pai, não precisa se culpar...
-Deixa eu terminar, Jake. - seus olhos já se enchiam de lágrimas - Eu achei que nunca fosse conhecer um neto, afinal você namorava uma fria.
-Teoricamente não namorávamos...
-Você entendeu, seu imprint. Mas vamos voltar ao bebê. A nossa casa é grande caso vocês se juntem, podem vir morar aqui, e eu ajudarei no que puder, a minha aposentadoria pode ajudar a pagar uma babá pra que vocês possam continuar os estudos...
-Pai, não vou depender de você, eu vou trabalhar!
-Jake, se você não terminar essa faculdade agora, nunca mais terminará! E nunca dará uma vida digna à sua família.
-Pai temos que conversar com a Leah, não sei se vamos nos casar - essa palavra ecoou na minha cabeça, não em imaginava casado, ainda mais com Leah - Mas muito obrigada pelo seu apoio, você é o melhor pai que eu poderia ter.
Ele estendeu os braços e eu o abracei. Choramos muito ali, um no colo do outro.
-Não é melhor tentar falar com a Leah, ver coo ela está, como a Sue encarou tudo isso?
-Sim, pai.  - Meu pai, mesmo na cadeira de rodas sempre fez o melhor que pôde por mim, e sempre esteve do meu lado, sempre me apoiou, me arrependo de não ter sido um filho melhor.

Minha barriga doia de ansiedade enquanto eu empurrava a cadeira do meu pai até a porta da Sue, Ela estava muito decepcionada e não sei se me perdoaria. Acho que nunca, nem mesmo em relação a Bella, meu futuro me pareceu tão incerto e distante daquilo que um dia eu pude imaginar. Bati na porta.
-Oi, ***! - Seth me puxou para um abraço.
-***?
-Cunhado, Jake, se liga! - Ele parecia tão feliz que talvez as coisas por aqui não estivessem tão ruins.
Sue cehgou a porta, me fitou por um minuto. Eu constrangido não sabia o que fazer. Ela então chegou bem próximo ao meu rosto, como eu era alto olhei pra baixo para que ela pudesse me olhar nos olhos.
-Filho! - Foi tudo que ela disse e me abraçou caindo em prantos. As lágrimas saíram dos meus olhos sem que eu pudesse as controlar.
-Gente, pára de chorar, ninguém morreu, pelo contrário, esperamos uma vida! - Disse nos chacoalhando e nos obrigando a deixar o abraço.
-Sue, pai... Acho melhor conversar com a Leah primeiro antes de discutirmos o que faremos.
-Ela está no quarto. - me indicou Sue enxugando o restante das lágrimas.

Parei em frente  porta antes de bater. Me perguntei o que eu esperava de tudo isso. Casamento? Eu a amava? Nem eu sabia o que queria, como podia chegar ali e querer conversar? Resolver nosso futuro?
-Entra logo, Jake, posso te sentir do lado de fora da porta.
Empurrei a porta. Ela estava sentada na cama, numa blusa de manga comprida azul clara com o lençol acima da barriga.
-Como você está? - Nem sabia por onde começar...
-Acho que bem, temos que ficar aqui quietinhos, devo me lentar o mínimo possível, mesmo pra fazer xixi, me deixam passando sede por isso!
-Me desculpe por qualquer coisa...
-Jake, pára! Quem te deve desculpas sou eu! Eu jamais deveria ter usado você como fiz e... - a cortei, não era hora de descutir isso.
-Olha, isso já foi. Temos que olhar pro futuro agora, temos um bebê aí - senti que estava sorrindo, e acho que isso a fez sorrir de volta. Indiquei um lugar na beira da cama - Posso? - Ela fez que sim com a cabela e eu me sentei. - Ele já mexe?
-Não, Jake - ela riu - ele não tem nem dois meses! Você não faz ideia de nada sobre gestação e bebês, né?
-Sou homem, e novo nessa coisa de ser pai. - Ela riu. Seu sorriso era bonito, não me lembrava dele porque era muito raro ele aflorar no seu rosto.
-Bem a pergunta que nos aflige é, o que faremos, certo?
-Certo. Sua mãe te disse algo?
-Contei exatamente a verdade, ela está mais decepcionada comigo, pelo modo como agi do que pelo bebê. A boa notícia é que não me expulsará de casa eque ela disse me ajudar com a criança, porém que era bom eu arranjar um trabalho já que a pensão que ela ainda recebe do meu pai não dará pras fraldas, pois criar um lobo com a fome do Seth é complicado.
-Acho que o bebê precisa da mãe perto, eu vou trabalhar e sustentar vocês.
-Jake, você está na faculdade, termine-a pois quando ele crescer mais um pouco os gastos aumentarão e você precisará de um emprego melhor.
-Eu entendo isso, mas...
-Olha. trabalhando meio período eu dou conta de tudo!
-Mas eu terei que ficar longe de vocês, eu quero acompanhar tudo, a primeira palavra, o primeiro passo... Aliás, moraremos juntos?
-Eu decido isso? - ela se espantou, afinal não era algo fácil de se decidir.
-Eu sei que bebês choram a noite, que as vezes você precisará de um tempo pra você, ou ajuda com o banho e a fralda, gostaria de estar do seu lado pra te ajudar, mas não sei se casar é a coisa certa a se fazer...
-Jake o que sente por mim? - Sua pupila dilatou e me fitou constrangedoramente.
-Não sei sobre isso... você sabe, a impressão... Mas ela não impede de amar outra pessoa... eu amo você mas não sei se como esposa ou...
-Jake, não quero ouvir que me ama se você não me ama. Você sabe da impressão pleo Sam, mas depois de ontem na floresta eu o odeio... E as coisas tão meio confusas mas eu amo você, não é uma paixão, é amor, carinho, gratidão eterna. Não precisamos casar pra criar nosso filho, mas ficarei feliz se quiser morar aqui por um tempo.
-Meu velho disse que se quisesse se mudar pra lá... - Não podia deixá-lo sozinho, pra muita coisa ele ainda dependia de mim...
-Aqui minha mãe me ajudará...
-Bem e se a gente deixar o andar da carruagem nos dizer o que fazer?
-Por mim tudo bem. - Ela sorriu.
-Devia sorrir mais vezes, você fica bonita. - Sua bochechas coraram e ela abaixou a cabeça. - Ele ainda não chuta, né?
- hahaha não, Jake. Mas pode colocar a mão na minha barriga se quiser.
Estranho, mas acho que era isso mesmo que eu queria. Cheguei mais perto e ela abaixou o lençol. Eu queria ver um barrigão, mas ela continuava magra com sua barriga definida. Estendi minha mão mas ainda fiquei sem coragem de tocá-la. Ela graciosamente puxou minha mão até sua barriga.
-Acredita nisso? As vezes não cai a ficha que aí tem um bebezinho meu.
-Meu e seu.
-É... Jake, fico feliz por ele ser seu também. Sabe, você tem jeito com criança e me trata muito bem. - Não conhecia esse lado gentil dela, mas me deixava feliz saber disso.
Nos abraçamos e ficamos lá sentados na cama com a cabeça dela repousando sobre meu peito e sua mão sobre seu ventre. Um bebezinho meu...

Sue e Billy bateram na porta. Contamos aos nossos pais o que conseguimos resolver até então. Eu terminaria o semestre e então voltaríamos a pensar.

Nessa noite eu sonhei que segurava um menininho no meu colo, seu pezinho não era um dedo da minha mão. Acho que eu estava mais que feliz com a ideia de ter um filho.


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#186 13-02-2014 20:58:55

Mariana Martins
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Re: Atrás do sol

Capítulo 44

Reneesme

Já faz cerca de um mês desde aquela notícia que me estraçalhou por dentro. O Jake ia ter um filho e não seria meu. Quantas vezes não me imaginei casada com ele, grávida de um filho nosso. Quando minha mãe me liga ela evita falar dele, eu percebo, mas não adianta eu penso nele todo dia, ela falando nele ou não.
Paris é linda, ainda mais quando se mora nela, poder visitar um pouco da história é encantador. O curso até que me surpreendeu, achei que seria mais chato pela minha falta de gosto na coisa. Não ue eu goste muito d prática de corte e custura, mas gosto de desenhar modelos. Tia Alice me deu uma força na  primeira semana com a casa, a mobília, o francês, que na minha opinião foi muito fácil de aprender. Nahuel é um fofo, sempre recebo cartas inesperadas, ele perdeu o gosto por telefonar pois sempre há um silêncio mortal. As cartas não trazem sua suave voz mas trazem seu cheiro, me fazendo lembrar aquela noite em meio as pétalas de rosa estranhamente sexo me fazia falta. Estávamos num tipo de namoro, mesmo sem eu ter aceitado qualquer tipo de pedido E algumas vezes quando ele me ligava e terminava a ligação com um te amo, eu dizia o mesmo sem pensar, nunca tendo certeza do porque dizia. Com certeza eu não esqueci o Jake e talvez nunca o esqueça, mas a diferença é que hoje desejo isso, desejo retribuir o amor de Nahuel, mas o sentimento por Jake me impede de tê-lo deixado vir me visitar até hoje. Entretanto não consegui dizer não ao seu ultimo pedido e em alguns dias ele deve estar aqui comigo. Claro que meu pai surtaria com eu e ele a sós aqui, então vó Esme vem me fazer companhia nesses dias.
Saio bastante com as meninas do curso, para compras, comer ou passear e como não saia muito em Forks não tinha noção do quanto atraio olhares, fiquei bem feliz para ser sincera, faz bem ao meu ego, mesmo que Jake não tenha me escolhido para ser mãe dos seus filhos, se é que um dia poderei ser mãe, ao menos outros  homens disputam pela minha atenção.

-Vó Esme! Quanta saudade! - Disse enquanto abria a porta.
-Olá, querida! Também estava morrendo de saudade. Veja lhe trouxe uns cookies, seus preferidos! - ela não tinha cara de vó, mas a alma.
-Obrigada, vó! E como estão os Cullens? - Por mais que fosse escolha minha distância, eu estava acostumada a eles, e sentia saudade de casa.
-Todos bem! Depois de te deixar aqui Alice e Jasper foram visitar uns amigos de Jaz, Rose e Emm estão na sei lá qual lua de mel deles em algum lugar na Alemanha, e seu pai e sua mãe estão entretidos na construção de um hospital para crianças especiais em Seatle. Seu pai acha que lendo suas mentes talvez fosse mais fácil de ajudar pesquisas nessa área.
-Só posso me orgulhar do papai. Está sendo fácil pra eles me terem longe?
-Com certeza não, Ness! Seu pai liga sempre pra sua tia atrás de alguma visão preocupante. Sua mãe consegue entender bastante você, ams ainda sim sente medo de algo te acontecer.
-Hum... - Minha mãe e eu até que éramos bem parecidas...
-Mas e o Nahuel, quando chega?
-Amanhã pela manhã!
-Ótimo teremos tempo de dar uma ajeitada no ap!
-Qual é o problema com ele vó? - estava tudo na minha perfeita ordem.
-Sério que você não enxerga essa bagunça?
-Pode ter certeza que está organizado, sei onde tudo está por aqui!
Não teve conversa, ela me fez arrumar do jeito que ela julgava organizado. Mas até que foi divertido. A noite saímos para dar uma volta, percebi que havia sentido muita falta do carinho e mimo de vó. Pena que não podia ter essa relação com Renee, ainda tinha que esperar alguns anos.

No dia seguinte fomos buscar Nahuel no aeroporto. Quando ele veio ao nosso encontro deixou a mala cair de suas mãos deixando-as livre para me abraçar apertadamente. O abraço pareceu durar pousos segundos, mas acho que ficamos pelo menos 5 minutos assim.
-Que saudade, minha pequena! - ele enfim disse com seus olhos fixos em mim me avaliando de cima a baixo, como se já não lembrasse direito de como eu era.
-Acho que cresci mais um pouco - brinquei - também senti sua falta.
-Dona Esme, é um prazer revê-la!
-O prazer é meu! Vamos para casa? Estou preparando algo gostoso para vocês.
Esme foi dirigindo nos deixando no banco de trás. Ele havia cortado o cabelo, parecendo menos indígena do que era, sua pele mais escura contrastava na minha ao termos os braços entrelaçados. O contorno de quadrado de sua mandíbula era perfeito. Seus olhos em tom de mel compenetrantes. De repente percebi que ria e estava realmente feliz por ele ter vindo, sentia borboletas no estômago.
-Quase esqueci que você era realmente tão linda. Achava que era minha mente, mas é verdade. - acho que minha bochecha corou porque ele estendeu sua mão até ela me acariciando com a ponta dos dedos.
Não conseguindo dizer nada me fundei no seu peito, dando um beijo em seu pescoço. Ele passou os braços por cima do meu ombro e sussurrou na minha orelha um "eu te amo".Dessa vez eu tive vontade de falar e respondi.
-Eu também.
Ele pegou o celular e digitou uma mensagem "posso te beijar? Não quis falar alto pra sua avó não ouvir". Peguei o celular da mão dele e respondi "agora não, tenho vergonha". Ele riu e guardou o celular.

Em casa vovó foi pra cozinha e nós ficamos na sala, colocamos as novidades em dia enquanto ele segurava minha mão e fazia círculos com o dedo na palma dela. Depois do almoço vó esme nos deixou dar um passeio a sós.  Fomos dar uma volta na Torre Eiffel, o passeio romântico que todo casal faz, mas que eu particularmente não achava nada romântico.
-E agora posso beijar você?
Não respondi, me inclinei e o beijei. Sua boca continuava doce, mas de um jeito quente agora. Podia ouvir seu coração batendo tão rápido que parecia que ia decolar.
-É que você não sabe o quento esperei por esse momento.
Voltei a beijá-lo. Eu estava começando a ficar excitada e achei melhor parar.
-Vamos, a Esme vai ficar preocupada...
-Tudo bem.

Nesse resto de domingo assistimos um filme em casa. No dia seguinte fui ao curso pela manhã e passamos a tarde juntos passeando, como a vó já conhecia Paris de longa data nos deu privacidade. Andávamos como namorados, de mãos dadas, as vezes nos beijando. Começava a sentir novamente que gostava dele, mas me perguntava se quando ele fosse embora e não tivesse distração se pensaria de novo no Jake. Rezava pra que não. Enquanto visitávamos o jardim botânico ele estava meio inquieto e eu resolvi perguntar o que ele tinha.
-O que foi, Nahuel?
-Nada...
-Certeza?
-É que eu estava pensando sobre a gente e não sei o que a gente é... não sei se você sai com outros garotos, não sei se você já esqueceu o Jacob...
-Também já me perguntei o que somos, não sai desde aquele dia com outros garotos - isto lhe causou um sorriso - e não havia me lembrado dele nesse tempo com você, posso dizer que o estou esquecendo. - e ele então abriu um baita de um sorriso.
-Já considerou aquele meu pedido alguma vez? Você disse que era por causa dos seus pais, mas eu sabia que você estava incerta sobre seu sentimento por mim. Mas ele continua valendo, viu! - e me deu uma piscadelinha.
-Ok, senhor meu namorado, quer visitar mais algum lugar hoje? Pelo visto plantas não te atraem...
-Aqui é muito bonito mas... - só então ele se ligou na palavra que eu usei - considero isso um sim?
-A não ser que tenha se arrependido de ter feito o pedi... Não terminei a frase, ele já me tinha em seus braços num beijo delicioso.
Ficamos por lá e conversamos sobre nós, sobre como faríamos com a distância. Ele insistia que não podia deixar Andrea nas mãos de Sheilla e se mudar pra cá. Se bem que seria crueldade com ele, ele é de lá com os costumes de lá, eu podia perceber que ele não ficava a vontade aqui na cidade grande.

O resto da semana passamos como um casal apaixonado, mas com minha avó em casa não podíamos fazer muita coisa, digo, tínhamos que manter classe nos beijos. Mas quando saíamos pra um lugar mais isolado, os beijos se tornavam quentes, bem quentes, pediam carícias, mas não tínhamos um lugar para isso. Ele interrompeu o beijo, querendo dizer algo, mas estava sem ar.
-Você está pensando no que estou pensando?
-Não sou meu pai pra saber no que você está pensando.
-Já considerou ir num motel? - Engraçado, sempre tive curiosidades desde que ouvi falar disso.
-E por quê não?
Eu já quase me esquecera como era bom. Dessa vez sem a dor foi ainda melhor. Ele era tão carinhoso, atencioso e gentil, além de muito romântico. Ao final eu estava deitada sobre seu peito, nos olhávamos no espelho do teto.
Ele me dizia algumas palavras de amor mas eu reparava na nossa cor, como ficávamos bonitos juntos.

O fim da semana chegou e ele iria voltar pro Chile. Pela uma segunda vez senti a dor da despedida. Vê-lo caminhar em direção ao avião sempre olhando pra trás, com lágrimas nos olhos me fez cair em prantos. Vovó me acolheu e me acariciou o cabelo, mas não sanava a dor de vê-lo partir.
-Eu te amo! - gritei antes dele passar pela porta de embarque. Ele sorriu e apertou a camiseta no lugar do coração. Desta vez as palavras tinham muita verdade.


Para sempre meu Jake!! s2

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#187 14-02-2014 02:18:16

Mariana Martins
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Re: Atrás do sol

Capítulo 45

Jacob

Era ainda mais difícil agora ficar longe de casa, mas com as provas eu era obrigado a não voltar e visitar meu pai, Leah e meu filho. Toda noite ligava pra eles, com meu pai a conversa não demorava muito, ele não tinha muita paciência para o telefone. Mas as com Leah, chegávamos a falar por horas. Aquela criaturinha em seu ventre nos dava o que falar. Contei sobre o sonhos sempre com um mulequinho e ela também pressentia isso, me dizia que não teria saco pra arrumar cabelo de menina e pensar em combinar a roupa que clocasse nela. Eu não tinha preferência, mas meus sonhos tinham. Nunca deixei de pensar em Ness e sempre ligava pra Bella pra saber dela, mas já não a via como antes, como alguém pra compartilhar minha vida. Quase todas as provas foram um sucesso, exceto calculo 3 que me fez ficar mais duas semanas estudando para a recuperação.
Quando voltei pra La Push Leah já começava a aparentar uma barriguinha, ela ainda tinha que ficar na cama então não podíamos nem sair pra dar uma volta, até que eu tive a ideia de pedir a cadeira do meu pai emprestada.
-Obrigada, Jake! Já não aguentava mais o meu quarto, quelas mesmas paredes há 2 meses enche o saco.
-Sem problemas, eu imaginei. Tem visto o bando?
-Max vem me visitar sempre, o resto de vez em quando, exceto Sam, até Emily já veio. A barriga dela está enorme já!
-Preciso ir vê-la, né...
-Seria bom, ela pergunta sempre de você!

Depois de voltar do passeio com Leah fui em direção a casa de Emily, o problema é que aquela era a casa de Sam também, e eu ainda estava bravo por ele ter abandonado a Leah naquele dia, ela quase perdeu o meu filho.
-Jake! Quanto tempo, entre por favor - ela era só felicidade por me ver - tem uma fornada de pão de queijo saindo, chegou na hora certa, logo mais os meninos estão aqui!
-Que bom, faz tempo que não vejo o bando reunido! Nossa que barrigão, Emily!
-É, não é? 6 meses já, né... tinha que aparecer!
-Tem quantos aí? 2?
-Ai, Jake, nem brinca! Um já dará trabalho suficiente. E você como está? E o seu bebê? Seu rapazinho danado.
-Poxa o tempo passa rápido! Estou bem... e o bebê também. Quem diria teremos filhos quase juntos. Estou muito feliz com a ideia de ser pai.
-notei que era uma vontade sua no dia em que anunciamos a chegada do nosso, seus olhos brilhavam. Mas deviam ter esperado mais um pouco, nem sabia que você e a Leah estavam juntos!
-Hum, vamos dizer que nem eu sabia... - será que ela disse que estávamos namorando? -E o Sam?
-Deve estar chegando, ele está trabalhando bastante agora pra termos uma renda a mais quando chegar o bebê.
-Já sabe se é menino ou menina?
-Eu sei, mas o Sam não quer saber. - ela pareceu triste.
- O que foi?
-É uma menina, Jake, e ele espera muito um menino, na verdade ele tem certeza que é.
-Ah, Emily, ele vai amar do mesmo modo!
-Eu sei que sim, só queria que ele não ficasse decepcionado.
-Jake? O que está fazendo aqui? - nem havia notado a porta se abrir atrás de mim.
-Vim visitar. - ele parecia constrangido, certamente não contará à Emily porque a gravidez que gerava o meu filho era de risco agora.
-Podemos bater um papao de lobo pra lobo lá fora?
-Claro... - ele deu um beijo na Emily um na barriga dela e saiu pela porta que acabara de entrar.
-Ela podia ter morrido, Sam, meu filho podia ter morrido.
-Jake, ela estava tentando acabar com a minha vida, estava tão bravo que achei que fosse encenação pra me deixar com dó, eu nunca a deixaria lá, você me conhece!
-Não tenho certeza se te conheço mais, Sam.
-Me desculpa!
-Deve mais desculpas a ela do que mim, ela estará presa naquele quarto por 8 meses.
-Não tive coragem de ir falar com ela inda, me sinto tão envergonhado.
-Só prometa que vai.
-Eu vou, Jake.
Nessa hora um bando de lobos acaba de chegar uivando por me ver. Depois de muitos abraços e atualizações entramos para os pães-de-queijo.
-Pessoal! - Era Ethan, eu não havia dado falta dele.
Teve aquela muvuca de "oi", "e aí, cara" ...
-Sério, deixa eu falar! - ele gritou.
-o que foi?
-Senti um cheiro vampiro, um cheiro que eu não me lembro.
Todos largaram o pão-de-queijo e ficaram atentos.
-Onde? Já falou com os Cullen? Não é alguma visita?
-Ainda não perguntei, mas conhecemos suas visitas, treinamos juntos!
-Vou ligar pra Bella! - Peguei meu celular e liguei, fazia um bom tempo que não nos falávamos. - Bella?
                 -Oi, Jake, finalmente me ligou, acho que vc tem novidades pra me contar...
                 -Antes disso, você está recebendo alguma visita esses dias?
                 -Não, por que?
                 -Tem vampiro na área, pede pro Ed verificar ou a Alice...
                 -Vou falar com eles, já te ligo!
-Não é visita deles, pessoal, vamos rastrear!
-Jake, espera o retorno da Bella, a gente vai indo.
-Seth, vá ficar com Leah, não conte nada a ela, mas lá fede a lobo vai que o frio quer brincar e...
-To indo, Jake. - ele era bom garoto.
Estava preocupado demais, se são do Volturi teremos problemas. Ness... e se estivessem em Paris atrás dela também? Tava demorando demais pra Bella mandar notícias... o celular enfim tocou depois do que pareceu uma eternidade.
-Jake?
-Fala, Bella!
-O cheiro não é de ninguém que conhecemos. Ed não rastreou nenhuma mente e Alice não viu nada disso, ela não tava concentrada aqui, só em Paris.
-Nenhuma novidade em Paris então?
-Não, mas vou mandar Reneesme voltar hoje mesmo.
-Tá bom, vou andar por aí ver se acho rastros da coisa.

Me transformei e sai correndo floresta a dentro tentando descobrir de onde veio e pra onde foi a coisa. "Jake, estamos perto do rio, tem cheiro daquilo por aqui" pensou Embry. Fui pra lá, o bando estava entorno do rio separados nas duas margens. "pessoal, veio do norte" gritou Max. "Não acho a saída da água", "talvez esteja mais pra frente, ele deve ter andando por baixo". Então essa coisa tinha um plano, não quis deixar rastro, devia saber de nós. "jake, essa é uma boa hipótese!" disse Sam. "vamos continuar pela margem toda então" Albert parecia empolgado, sua mente vagava em há quanto tempo não tínhamos diversão.

Gastamos a tarde inteira procurando e nada. Só pode ter vindo do mar. Com o fracasso em achá-lo Bella convocou uma reunião na mansão.
-Temos que ficar atentos na TV, nos jornais, ver se alguém morreu de bobeira ou sumiu. Falou Emmet.
-Redobraremos as varreduras.
-Já pedi pra Alice voltar, ela trará a Ness. - informou Edward com uma voz de quem estava com a cabeça muito longe.
-Acha que estão atrás de Ness?
-Não sei, as vezes algum vampiro só estava passando e viu que essa cidade já tem vampiros demais e foi embora. - Carlisle tentava manter a tranquilidade.
-Poderia ser, mas ele se preocupou com os rastros, entrou no rio e desapareceu.
Todos debatíamos hipóteses e o que fazer quando Bella me chamou de canto pra conversar.
-Jake, eu to tão preocupada com a Ness, não devia ter deixado ela sozinha lá.
-Ela já vai voltar, calma.
-E você, como pode fazer um filho na Leah e nem ao menos me contar?
-Desculpa, Bella, Ness descobriu, tivemos que nos acertar em o que faríamos, teve as provas e eu não tive tempo. Mas eu queria que tivesse sabido por mim.
-Como podê? Tem noção do quanto isso machucou minha Ness?
-Eu sei, mas agora ela enxergará que nunca serei o melhor pra ela. Sou mortal, isso já é motivo suficiente, com um filho então... - de repente me bateu uma saudade imensa e meu coração se apertou ainda mais por ela poder estar correndo perigo.
-Quanto a mortalidade podíamos ter dado um jeito... - odeio entrar nessa discussão de novo.
-Quando ela chega?
-Amanhã na hora do almoço.
-Ela concordou em vir?
-É claro que não, Jake, você a conhece... está numa fase de que acha que sabe se cuidar sozinha.
Ela estendeu os braços querendo um abraço, parecia a velha Bella com o rosto de criança inocente, mas quando nos abraçamos ela era tão fria e dura que eu parecia abraçar um cadáver.
-Quase me esqueci de como você era quente. - havia um sorriso torto nos seus lábios.
-E eu de como você se tornou fria. - disse rindo.
-É bom voltarmos e vermos a quantas anda nosso cronograma.
Todos estariam de guarda revezadamente em vários pontos da cidade e da reserva, exceto Carlisle por causa do hospital. Me ofereci pra ir com Bella buscar Ness e os outros no aeroporto mas Edward sugeriu que eu não causasse mais emoções na Reneesme. Estava muito ansioso para revê-la.


Para sempre meu Jake!! s2

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#188 22-09-2014 15:38:05

Gi
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Re: Atrás do sol

ola eu entrei  hoje dia (22/09/2014) sou  nova sou a fã da bella e do  edward.............. smile

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