Crepúsculo / A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

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#1 20-07-2010 00:37:55

Dandy L.
Ultrafã
De: Rio de Janeiro
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A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

http://img842.imageshack.us/img842/5079/rosavermelha.jpg
Autoria: Dandy L.
Censura: 18 anos
Contêm Cenas: De violencia, abuso, mortes ...

Sinopse: Uma guerra estoura no mundo, vida estão sendo perdidas. Amigos viram Inimigos. Uma garota com apenas oito anos vê sua família ser assassinada na sua frente, com ódio sobre humano mata pela primeira vez. Sozinha no mundo encontra um rapaz e sua equipe de assassinos rebeldes lutam para sobreviver a perseguição de suas crenças. A chamada Sociedade da Rosa Vermelha, a acolhe e com eles aprende a sobreviver. Sete anos se passam e ela percebe que em seu coração cresce uma paixão pelo seu salvador. Mas nem tudo são flores, os soldados ‘libertadores’ encontram seu esconderijo e matam a todos, menos ela e seu salvador que foi capturado para investigações e ela promete salva-lo. Aos 17 anos encontra dois irmãos e os salva da morte certa e com eles vão ao encontro de uma sociedade rebelde. Transformada pela guerra ela não desiste de encontrar seu salvador e com sua melhor amiga e esse dois irmãos entrará na maior aventura de sua vida. E a duvida de um amor conhecido e o desejo insano de um homem.


Gente.. Estou voltando a postar esta fic... pq uma linda amiga minha pediu (quase me matou via msn) para voltar a postar e por livre espontanea (pressão ¬¬) estou postando novamente.... Aqueles que ja leram ... Por favor tenha paciência por causa dos Capitulos repetidos ^^
Aqueles que não leram.. Bem agora e a chance...

------------------------------------------------------------------------------------------------

Leitorinhas do meu core! *-*

Modifiquei a Censura para 18 anos por causa do novo capitulo (21º Capitulo)
Esse capitulo terá o tão esperado momento Duby e Malton. Mas saibam quem contem cenas de sexo bem quentes (very Hot).... Para quem e menor de idade (abafa tambem sou e fui eu que escrevi) por favor as cenas sao pesadas e se nao se sentirem a vontade não leiam... please! Mas se quiserem ler fiqueim a vontade.... Para as TEAM Malton (Vii lala) Malton e very Hot nessa cena ele manda na hora H! Ta chega de Spoiler... Bom dei o aviso! Enjoyed!

Última alteração por Dandy L. (25-08-2010 21:44:12)


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#2 20-07-2010 00:42:30

Dandy L.
Ultrafã
De: Rio de Janeiro
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

Prólogo - O Fim da vida tranquila...

          Duby estava terminando de arrumar o quarto para ir brincar com os amigos. Guardou o ultimo livro na prateleira, calçou sua sapatilhas e saiu correndo como  pétalas de rosa jogadas ao vento. Assim que a chamavam: Duby o botão de rosa.

- Eita Duby - exclama a mãe. Uma jovem de cabelos negros e olhos castanhos. Um sorriso juvenil e amável – Vai tirar alguém da forca filha?

- Claro que não mãe – diz Duby sorrindo – Irei brincar, volto antes do jantar!

    Duby pega sua bicicleta e vai em direção ao riacho onde seus amigos esperam. Quando chega larga a bicicleta de qualquer jeito e corre em direção aos amigos.

- Duby! – grita Lanny sua amiga dês que são bebes -  Demorou porque??

- Desculpe – diz Duby sem –graça – Estava terminando de arrumar meu quarto.

- Ah bem! – diz Seth – Pensei que não virias, ia ficar sem graça sem você aqui.

    Duby fica corada e nem sabe o motivo. Seth tem razão sem ela o time de Lanny venceria de lavada. Eles se separam em times e o jogo começa. Duby e a mais rápida da turma, ninguém consegue acompanhá-la. A brincadeira termina quando começa a escurecer. Duby se despede dos amigo. Pega sua bicicleta e caminha devagar em direção a sua casa, apreciando a bela paisagem de sua pequena vila. Do nada Duby escuta o barulho de passos andando atrás dela, ela se vira e se depara com dois homens. Algo neles a assusta, mas mesmo assim ela continua a encará-los. Um deles cutuca o outro e aponta para seu braço, sem pensar Duby tampa sua marca, eles sorriem e caminham em sua direção. Duby com medo larga a bicicleta e corre em direção a sua casa o mais rápido que pode. Percebe que os homens a seguem, ela acelera mais ate sentir o ar escapando de seu pulmões. Entra em casa em disparada, tranca a porta e encara os pais que a olham preocupados.

-  Duby? O que houve? – pergunta a mãe

    Duby continua a olhar para a mãe de olhos arregalados de medo e der repente começa a chorar. O pai se aproxima dela e a abraça.

- Duby, filha diga o que houve. – diz o pai preocupado

    Antes que Duby pudesse responder, uma pancada forte na porta a assusta.

- Abram a porta! Somos os soldados libertadores! – exclama a voz. O pai de Duby olha para sua mulher e assenti apenas uma vez. A mãe puxa Duby e a coloca num pequeno armário.

- Querida fique aqui e não saia por nada – diz a mãe com lagrimas nos olhos. Duby não entendia o que ela queria dizer? A mãe lhe da um beijo na testa – Que o Pai de todos os homens e seus filhos lhe proteja minha filha, nos te amamos.
   
Na hora exata que a mãe de Duby fecha a porta do armário. A porta sede
a força pela força bruta dos soldados. Eles estavam armados.

- Digam onde esta a garota! – exclama um dos soldados

- Nunca – diz o pai puxando uma besta de trás da calça e tenta disparar. Mas os soldados são rápidos. Esquivaram-se das flechas e atiraram na cabeça do pai de Duby. Ele cai pesadamente no chão. A mulher fica horrorizada, mas o odio cresce em seu âmago e sem pensar tenta cortar o pescoço do soldado, mas este da dois disparos um na perna e outro no braço. A mãe de Duby cambaleia e cai de encontro com a parede. Um dos soldados se aproxima e agarra os cabelos da mãe de Duby, esta fingido estar desmaiada e corta o pescoço do soldado, ele cai no chão morto. O outro surpreso solta uma pequena risada e pisa na mão da mãe que grita de dor. Duby tampa os ouvido tentando abafar o som.

- Diga onde esta a garota! Sua Maldita Vagabunda! –exclama o soldado apontando a arma para o peito da mãe de Duby.

-Imbecil! Traidor das crenças, você acha que eu entregaria a minha filha a um porco imundo como você! – diz a mãe – Estas muito enganado. – ela cospe na cara do soldado.

    Ele fica com raiva e da seis disparos na mulher. Eles se afasta do corpo e vai em direção as escadas. Duby vê horrorizada os olhos da mãe. Aqueles olhos castanhos que a tranqüilizava quando sentia medo estavam sem vida. Desobedecendo a mãe, Duby sai do armário e vai de encontro a mãe e limpa a ultima lagrima que ela foi capaz de derramar de seu rosto, pegou a pulseira da mãe. Depois vai ate o corpo do pai, aquele sorriso gentil. Tudo sumiu. Duby se abaixa e pega a besta que estava ainda em sua mão. As ultimas lembranças dos pais que ela teria. Chorando Duby não percebe os passos que descem os degraus da escada de madeira.

- Ora, Ora resolveste aparecer – diz os soldado. Duby se vira e encara dois olhos verdes musgo cheio de odio e maldade. Ela se levanta e começa a correr em direção a porta. Mas o soldado joga uma adaga que corta seu ombro. Ela cai e começa a se arrastar pelo chão tentando fugir, ainda segurando a besta de seu pai.

- Pode deixar serei rápido – diz o soldado se aproximando – Assim como foi com a vagabunda da sua mãe.

    A menção a mãe faz o sangue de Duby ferver de odio. Em sua mente vê o sorriso de sua mãe, o abraço de seu pai. Sem saber ao certo manda uma prece ao pai dos homens e a seu filho Apolo, deus do sol e do arco, seu padrinho de nascimento pedindo que sua mira seja perfeita. Duby puxa três vezes o gatilho da besta. Escuta o soldado cair no chão morto. Quando percebe o que fez, ela fica horrorizada consigo mesma. Levanta pega a aljava de seu pai e a adaga de sua mãe e corre para a floresta. Ao longe vê sua pequena vila queimar ate virar cinzas. Depois volta a caminhar, percebendo que agora esta só nesse mundo que a quer morta. Anda mais rapidamente com lagrimas nos olhos sem saber o que será dela agora.


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#3 20-07-2010 00:53:22

Vii Neas
Masterfã
De: Goiânia-GO
Cadastrado: 09-05-2009
Posts: 3389

Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah posta tudo de uma vez! to láa na frente! @.@


"O ser humano é contraditório. Um punhado de bem, um punhado de mal...
É só misturar com água."


         Vιι Bєllαяy

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#4 20-07-2010 10:34:29

Mylle '
De: São Paulo - SP
Cadastrado: 23-09-2009
Posts: 214

Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

Eu não li dandy, mais agora vou acompanhar.

muuuito mara ! Amei  *-*

Estou ansiando ansiosa pelo proximo capitulo !

bjinhos.


             Mylle
 
   Não chores mais o erro cometido;Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho;
  O sol no eclipse é sol obscurecido;Na flor também o inseto faz seu ninho...

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#5 20-07-2010 19:02:46

..Gi Peraro..
Banido
De: Quem sabe?
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Posts: 3488
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

Dandy, eu tinha lido 2 caps qnd vc postava antes, mas depois me perdi e não li mais..
Ta mara..
Continua..

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#6 20-07-2010 21:08:19

Dandy L.
Ultrafã
De: Rio de Janeiro
Cadastrado: 26-02-2009
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

Vii Neas escreveu:

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah posta tudo de uma vez! to láa na frente! @.@

Calma Vii *-*

Tenha um pouquinho de paciencia estou dando a chance para quem não leu
ou se perdeu de ler ^^

Mas pode deixar... que vou ser rapida ^^


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#7 20-07-2010 21:09:18

Dandy L.
Ultrafã
De: Rio de Janeiro
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

Mylle Saullen escreveu:

Eu não li dandy, mais agora vou acompanhar.

muuuito mara ! Amei  *-*

Estou ansiando ansiosa pelo proximo capitulo !

bjinhos.

Own *-*

Obrigada Mylle
Espero que goste mesmo ^^

bjinhos


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#8 20-07-2010 21:11:13

Dandy L.
Ultrafã
De: Rio de Janeiro
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

..Gi Peraro.. escreveu:

Dandy, eu tinha lido 2 caps qnd vc postava antes, mas depois me perdi e não li mais..
Ta mara..
Continua..

Agora Gii vc terá a chance de ler.. ^^

Espero que goste ^^ Bjinhos


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#9 20-07-2010 21:33:51

Dandy L.
Ultrafã
De: Rio de Janeiro
Cadastrado: 26-02-2009
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

1º Capitulo – Confie em Mim!

    Duby acorda sobressaltada. Sempre que cai na inconsciência o passado volta a assombrá-la. Sem pensar toca na marca que foi infligida quando ainda era apenas recém-nascida. Uma pequena ave presa por ervas daninha. Só porque a maioria das pessoas, seus iguais, para não perderem a sanidade no meio de tanta guerra e odio voltaram a cultuar vários deuses, sendo O Deus pai de todos os outros. Mas os ‘soldados libertadores’ não queriam um Deus, queriam um homem tomado pelo odio, como eles mesmos dizem filho de um anjo caído e uma mera mortal. Desde então começamos a sermos marcados com esse símbolo para eles nos controlarem, mas com o passar dos anos crescemos demais, então começaram a nos caçar e se resistíssemos éramos mortos sem piedade. Foi o que fizeram a meus pais e a muitos outros que resistiram os que conseguiram fugir se escondem, chamados de rebeldes. Antes havia duas classificações de rebeldes, aqueles que se escondiam e só saiam para buscar alimentos e aqueles que atacavam os soldados, estes eram chamados de Assassinos. O nome desse grupo de assassinos era chamada A Sociedade da Rosa Vermelha. Era este grupo que mantinha a luz da esperança acesa entre esses rebeldes. A minha nova família. Os que me salvaram da morte. De onde veio o meu salvador.

“Alaster...” – penso tristemente. Uma pequena lagrima escorre pelo meu rosto.

    Olho pela pequena fresta no telhado da casa abandonada, já esta anoitecendo. Duby suspira e se levanta da cama. Lava-se e se arrumar para sair. Pega sua adaga e prende em sua cintura do outro lado coloca o cinto da bereta calibre 9  e sua besta que carrega dês da morte do pai. No alforje coloca os cartuchos, algumas flechas e uma pequena rosa vermelha embrulhada cuidadosamente. Veste a capa e sai em direção ao celeiro anexo a casa onde guarda sua moto kawasaki CX300, roubada de um soldado, e sai de seu pequeno refugio. O vento frio bate no rosto de Duby por sob o capuz de sua capa, mas já esta acostumada com esse frio. Toda noite, Duby sai para destruir bases dos soldados e às vezes informações sobre a base central onde Malton prendeu Alaster. Era raro encontrar algum rebelde, mas quando encontrava dava sua total atenção a eles. Às vezes ficava irritada consigo mesma por perder tempo ajudando em vez de procurar por Alaster.

“Sempre temos que ajudar aqueles que precisam de nos, às vezes ate esquecendo-se de nos mesmos. E a responsabilidade da Sociedade Rosa Vermelha”  - disse Alaster quando Duby disse que ficaria  com a Sociedade.

    Já se passou dois anos dês que Malton havia nos achado. Todos, pelo menos e o que eu acho, morreram para salva-la, ate mesmo Samire que era mais um ano mais nova que ela e Alaster capturado pelo próprio irmão. Sem ele minha vida perdeu o sentido que eu havia ganhado quando o encontrei. A única coisa que me faz continuar e a minha vingança contra os soldados e principalmente Malton e também tentar encontrar Alaster.

    Duby vira num grande beco onde sempre esconde sua moto e se prepara para atacar os soldados da patrulha noturna. Olha ao redor para ver se ninguém a seguiu e se depara com uma camionete, estava arranhada e suja, mas fora isso em bom estado. Estava repleta de comida e remédios em sua caçamba. Procura a placa e para sua surpresa vê que no lugar dos números e letras, duas rosas pichadas, no meio estavam uma pequena ave. Sorri o símbolo rebelde.

“Rebeldes! Onde devem estar?” – pensa Duby

    Antes que pudesse fazer qualquer coisa, escuta passos perto do beco. Dois cautelosos como se tentassem não se percebidos e cinco ou seis apressados.

- Parados Rebeldes! – exclama uma voz rouca – Abaixem as armas! Eu disse abaixem as armas será melhor para vocês não resistirem.

- Melhor! – disse uma voz masculina friamente calculada, mas Duby percebeu raiva e medo ao mesmo tempo naquelas poucas palavras. Duby pega a arma e se aproxima de vagar da entrada do beco – Prefiro morrer a me entregar a vocês.

- Se e assim atenderemos ao seu pedido – diz a primeira voz.

Duby para depois do disparo. Aproxima-se devagar e vê seis soldados em frente de dois rapazes, um deles segurava o ombro e sangue escorria por sua mão. Observa a estrada e vê o carro dos soldados parados um pouco afastado e vê que há mais dois ou três dentro do carro. Duby analisa as suas possibilidades de ataque. Percebe que são boas as suas chances de sair ilesa, sem mais nenhum disparo, já que os soldados apenas estavam com armas de fogo. Se atirasse em três deles e acertasse os outros rapidamente teria tempo para dizer aos rapazes para voltar para a camionete e jogar um explosivo no carro dos soldados e seguiria os rebeldes em sua moto, isso seria ate possível se não tivesse nenhum ferido. Podia ate tentar sair dali e deixar esses rebeldes se virarem e ir direto para a base sem problemas. Mas as palavras de Alaster resoavão em sua mente.

“- Duby vá! – ele disse – Eu cuidarei deles...

- Não vou deixar você aqui – digo infantilmente

- Duby – ele disse – Eu lhe imploro vá, se eu não posso me salvar eu quero que você se salve! – ele da um único disparo no solado e me segura pelos ombros lagrimas caem de meus olhos – Não chore meu amor, nos veremos novamente, eu não vou morrer. Mesmo preso, estarei junto de ti. Deixe a chama da esperança brilhar ainda nesse mundo, você e a única que pode. – ele enxuga minha lagrimas e me beije levemente nos lábios e se vira para continuar a lutar – Vá! Lute por aqueles que precisam e nunca deixe ser levada por Malton e só o que lhe peço, agora Vá.”

    Lutar por aqueles que precisam, foi o pedido dele quando se deixou levar pelos soldados. Duby levanta e se prepara para atirar. Três disparos e tudo o que eu preciso apenas isso. Ela dispara e três corpos caem no chão. Duby pega a adaga e corre numa velocidade que ninguém a veria, ou quase.

- Quem esta ai? Pergunta um soldado. Duby se aproxima por trás dele devagar e sussurra em seu ouvido.
- Seu pior pesadelo!

    Duby ataca e faz tudo conforme planejado, mas ela não contava que um dos soldados que ela atirou ainda estivesse vivo. Este da um corte profundo em sua perna. Duby grita de dor virasse e corta a garganta dos soldados, depois joga o explosivo perto do carro que explode. Aproveitando vai em direção aos rapazes.

- Vamos logo, temos que sair daqui – diz Duby puxando o ferido

- Como podemos confiar em você? – pergunta o outro

- Apenas confie em mim – diz ela e corre para o beco com o rapaz ferido. Chegando à camionete coloca-o no banco do carona. Antes que pudesse fazer algo o outro a pega por trás e a pressiona contra a parede do beco.

- Me diga quem e você? – diz ele – Antes que eu a mate.

    Duby suspira e o analisa friamente. Alto, forte e confiante, mas sua guarda e aberta demais para uma adaga será fácil desarmá-lo e isso Duby faz e agora ele que esta pressionado na parede e Duby com a adaga.

- Não vou matá-lo porque es um rebelde – ela diz – Mas pense bem antes de me atacar. Agora suba naquela camionete e me siga. Ou quer morre aqui?

    Ele não pensou muito e assentiu devagar. Duby suspirou aliviada e entregou a adaga para ele e olhou para a entrada do beco estavam ficando sem tempo.

- Vocês saiam primeiro e sigam direto pela estrada alcanço vocês – diz ela. Ela se aproxima da camionete  - Hei presta atenção, pressione bem seu ombro cuidarei dele logo, agüente firme.

    Duby esperou eles saírem com a camionete e subiu em sua moto pego o ultimo explosivo que tinha e a rosa em seu alforje. E saiu jogou a bomba e viu o carro explodir e pegar fogo. Antes de sair joga a Rosa em cima dos cadáveres dos soldados. Acelera. Sua perna esta dolorida e sua vista começa a embaçar, mas Duby sabe que pode agüentar. O vento frio a desperta e sorri.

“Sua vez chegara Malton – pensa Duby – E logo, e eu serei aquela que o matará.”


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#10 20-07-2010 21:38:36

Dandy L.
Ultrafã
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

2º Capitulo – Duby, a Rosa Vermelha Assassina

    Duby os alcança antes de chegarem ao final da estrada. Ela os ultrapassa e para com a moto virada de onde eles estao vindo. Vê a camionete se aproximar e parar. O rapaz saiu da camionete e se aproximou dela.

- Obrigada – ele disse – Por nos ajudar, mas temos que continuar a viajem para meu irmão se curado antes que o ferimento infeccione.

- E apenas meu dever ajudar – diz Duby – Quanto ao ferimento, meu dever ainda não acabou vou levá-los a um lugar seguro onde cuidarei do ferimento dele.

    Ele se cala e olha para a camionete. Duby entende aquele olhar. Ele tem pessoas contando com ele, não quer ser atrasar, mas também quer que o irmão sobreviva. E um dilema que Duby entende e bem.

- Cuidarei do ferimento dele – ela disse – Se depois quiserem ir embora podem ir, mas eu aconselharia a vocês ficarem, ate ele se recuperar, sei que esta dividido, mas com ele nesse estado vocês não irão muito longe.

    Ele assentiu apenas uma vez, Duby se sente relaxar, começa ir em direção a moto, quando uma tontura bate sobre ela. Se não fosse pelo rapaz ela já estaria no chão. Percebe que o ferimento e mais grave que ela pensa, mas também percebe que não e só o ferimento que esta causando isso.

“ Droga a lamina da adaga estava com veneno – pensa Duby”

- Você esta ferida – diz o rapaz

- Não e nada – diz Duby se soltando dos braços dele, aquela segurança que sentiu por um momento e errada. – Vamos!

- Vai na camionete conosco – diz o rapaz. Duby pensa por um instante, e uma boa idéia, mas a idéia de se separar de sua moto doe um pouco. Ele parece perceber isso. E olha em direção a moto e um assobio sai de seus lábios. – Podemos colocá-la na caçamba?

    Duby pensa por um instante e depois assenti. Ajuda o rapaz a colocar sua moto na caçamba e sobe para o motorista. Quando o rapaz sobe no carona ela acelera.

- Como ele esta? – pergunta

- Já esteve pior – ele diz olhando para o irmão um sorriso sarcástico brota em seus lábios – Ele e um idiota tentando me proteger.

- Eu ouvi isso, Marck – diz o outro – Obrigado por nos ajudar.

- E... Meu de... Ver – digo arfando. O veneno esta muito rápido. Eu preciso de uma distração. Ou melhor...

    Duby para o carro e sai e procura no seu alforje sutura e algumas outras coisas ela precisa tirar logo aquela bala do braço dele. Ela não vai agüentar ate chegar em casa.

- Segure-o – ela diz para Marck – Vou tirar logo essa bala.

    Duby tenta se rápida, mas e um processo difícil, mas ela consegue tirar a bala e suturar o braço dele. Depois de tudo terminado vira-se para Marck.

-Dirija – ela disse – Lhe indicarei o caminho.

- Você ta bem? – pergunta o outro

- Eu vou agüentar – diz Duby para si mesma – Eu tenho que agüentar.

    Marck começa a dirigir seguindo as instruções de Duby. Duby começa a perceber que não vai conseguir. Acabou! Vê sua casa ao longe.

- Hei garota, qual e o seu nome? – pergunta Marck tentando distraí-la. Duby sorri seu nome. Seu nome foi esquecido em seu passado, só o apelido que sobrou de seu passado.

- Duby – ela diz – Conhecida como a Rosa Vermelha Assassina, o terror dos soldados, a única sobrevivente da Sociedade Rosa Vermelha.

    Sua mente esta caindo no escuro, mas não podia se deixar cair, tem que chegar pelo menos ao seu refugio. Pelo menos la pode tentar se salvar. Entao Duby se lembra do seu alforje em sua cintura e o pequeno frasco. Aquilo a ajudara.

- Hei... Ta vendo esse alforje aqui – diz Duby apontando para sua cintura – tem um pequeno frasco vermelho, pegue e me dá!

    O rapaz assustado pega o alforje e pega o frasco... Duby tenta destampá-lo, mas percebe que esta fraca demais... Enfim consegue aplica um pouco na perna e bebe o resto. E meio improvável que isso de jeito, mas não custa tentar. Alguns minutos depois sua mente já clareia... Mas o veneno não foi vencido, e o ferimento esta a ponto de infeccionar. Finalmente Duby chega ao seu refugio, pede para Marck estacionar no celeiro. Marck sai do carro e tira o irmão, este se apóia na parede, Marck se vira para Duby que ignora sua ajuda. Cambaleando entra em casa. Sente que eles a seguem, antes de se cuidar entrega uma blusa limpa ao irmão de Marck e entrega a ele. Procura o remédio e mais sutura. Quando esta suturando sua perna Duby solta um pequeno gemido de dor. Mas enfim esta em casa.

- A comida esta naqueles armários – diz Duby aos rapazes. –Podem comer.

    Duby cai na cama cansada. Percebe que esta com febre, mas não liga. Apenas tira sua capa e enrola em volta do corpo.

“Eles que se virem para dormir em algum canto. Não tenho mais força. - pensa Duby”

    Aos poucos sua mente escurece e o sono vem e como na primeira vez que teve um sonho tranqüilo depois da morte de seus pais, o que ela viu em sua mente foi os olhos e o sorriso de Alaster.

“Eu nunca te abandonarei – diz ele em sua mente – Entao agüente firme!”

    Duby sorri em seu sonho, pela primeira vez calma e feliz, desde desses dois anos.

“Passou perto – pensa Duby – Muito perto.”

3º Eu não posso Morrer! (Passado)

    Há três semanas eu não como. Cada vilarejo que entro não há mais nada. As florestas estão devastadas. Estou cansada. O sono não vem com facilidade  e quando vem as lembranças me vem a mente. Principalmente os olhos sem vida de minha mãe e meu pai e em cada lugar que vou vejo os mesmos olhos. Os olhos da morte. Às vezes acho melhor deixá-la me levar, assim simplesmente. Mas não posso, não antes de vingar meus pais e meu vilarejo. As forças me faltam para continuar. Nem sei onde estou, mas pelo menos ninguém me achou. Minhas pernas tremem cansadas, querendo me derrubar. Mas tenho que agüentar, escuto o barulho do riacho, com certeza não deve estar mais tão longe. Quando chego ao riacho arrasto-me  para a beira e percebo alegremente faminta que a há grandes salmões . Acendo o fogo com alguns galhos. Pego a aljava e a besta do meu pai e me preparo para atirar. Minha mira e praticamente perfeita. Pego o peixe e começo a limpa-lo, no processo acabo cortando minha mão, mas nem ligo a fome e bem maior que a dor do corte. Volto ao riacho, lavo minhas mãos e minha boca e sorvo avidamente um pouco de água. Nem escuto os passos atrás de mim, antes que me agarrassem pelos cabelos.

- Olha só o que encontramos por aqui – disse a voz do homem que me segurava – Uma pirralha maldita. John ajude os outros enquanto nos divertimos com essa daqui.

    Começo a me debate, a chutar, em momento de desespero puxo a adaga e arranho o olho do soldado. Ele me solta urrando de dor. Tento correr, mas sou golpeada bem no rosto e cai ajoelhada, tento levantar-me, mas o soldado me golpeia  com uma espada, o corte vai da minha cintura ate o joelho da perna direita. Cai o de bruços no chão.

- Maldita! – grita o soldado chutando minha barriga diversas vezes, eu tentava me proteger, mas era inútil. – Vou te mostrar como se deve respeitar  os soldados libertadores.

    Ele pegou minha adaga e começou a golpear – me. A cada corte e gritava sonoramente, tentava empurrá-lo para fugir, mas nada surtia efeito. Já estava perdendo a consciência quando ouvi o dispara e senti o soldado cair em cima de mim morto. Estava ficando sufocada com o peso do soldado. Então sumiu, ágüem tocava em levemente em meus ferimentos. Quando colocou a mão em minha cintura um grito escapou de meus lábios. A dor ali e no ombro eram maiores.

- Judith! – grita uma voz de garoto cheia de preocupação – Preciso de tua ajuda.

    Senti outro par de mãos me tocarem mais levemente, mesmo assim a dor era demasiada, gritei novamente. Meu corpo doía, não conseguia respirar normalmente.

- Esta com duas costelas quebradas – disse uma voz de mulher com um leve sotaque – Dois cortes profundos, um que vai da cintura ao joelho direito, o outro no ombro este e mais antigo daria mais ou menos duas ou três semanas e esta infeccionado. E alguns cortes menos profundos nos braços e na mão, mas esta perdendo muito sangue.

- O que eu posso fazer? – pergunta o garoto

- Converse com ela – disse a mulher – A mantenha acordada. Enquanto estanco os sangramentos e imobilizo as costelas.

- Hei, menina – diz o garoto para mim – Fale alguma coisa. Agüenta firme.

    A mulher estava colocando algo na minha perna, tentei gritar, mas som nenhum saiu da minha boca. Algo impedia o som de sair, o ar não entrava, não conseguia respirar.

- Ela não esta respirando Judith – grita o garoto desesperado

    Eu ia morrer, não adiantava os esforços dos meus pais para me salvarem. Não, não eu tenho que viver para vingá-los. Senti alguém jogando ar para meus pulmões, voltei a respirar com dificuldade. Ouvi um suspiro de alivio do meu lado. As dores diminuíram, parecia que eu estava flutuando. Meus olhos queriam se fechar, mas eu tinha que ver quem estava tentando me salvar. Abri os olhos e encarei dois olhos azuis meias noite.

- Você esta me ouvindo menina? – perguntou o garoto. Eu assenti Pelo menos eu acho. Um gemido escapou dos meus lábios pelo movimento-Calma você ficara bem. Meu nome e Alaster qual e o seu? – ele sorriu. Tentei sorrir de volta mais não consegui, tinha que falar para ele.

- N.. Não. Deixe-me... Mor..rer – eu disse – Eu.. Não. P. osso – eu disse arfando

- Pode deixar – ele disse – Qual o seu nome?

-D... Duby – eu disse – Prom.. eta-me que... N..não vai...

-É claro Duby – ele disse – Prometo protegê-la e não deixarei você morrer.

    Olhei para os olhos deles e me senti segura. Meus olhos começaram a embaçar.

- O.obrigada- eu disse. Fechei os olhos cansada. Senti alguém me levantar com o maior cuidado. Eu estava flutuando, nos meus sonhos via meus pais alegres por eu ter conseguido sobreviver. Vi-me numa floresta, meus pais estavam La e também Alaster. Todos me esperando. Sorri em meu sonho acreditando na  promessa de Alaster.

4º A rosa Ferida...

    Duby acorda com um grito do lado de fora de sua casa. Tenta se levantar, mas alguém a impede. Olha para o lado e vê Steve segurando seu ombro. Ele coloca um dedo nos lábios pedindo a Duby para ficar em silencio.

- Quem e você e o que quer? – pergunta Marck
- Sai da minha frente seu parlema metido a besta – diz a voz Laila totalmente cheia de raiva. Duby se levanta ignorando Steve – Preciso ver Duby e você não vai me impedir. – Duby escuta o barulho do encaixe da besta de Laila. Sai porta fora mancando um pouco.

- Laila calma espere – grita Duby. Ela passa por Marck que tenta impedi-la. – Ele e amigo. – Laila se vira apontando a besta para ela, mas Duby apenas suspira.

- Qual é a frase que Judith fala para todos os novos membros da Sociedade?  - pergunta

- “Liberté de la Vie! E tudo que resta para nos, nos somos a luz num mundo que não há pessoas boas nem más, apenas  pessoas que querem sobreviver ao domínio”. – diz Duby calmamente. Laila abaixa à besta e sorri.

- Você esta viva! – diz ela com a voz rouca, prendendo o choro – Todos esses meses. Disseram-me que você foi capturada ontem à noite.

- Quase Laila foi por muito pouco – diz Duby – Salvei duas pessoas, mas quase fui visitar nossos ancestrais.

- O que houve afinal? – pergunta Laila

- Vamos entrar não e seguro ficar aqui fora durante o dia – diz Duby voltando em direção a casa acompanhada de Laila e Marck.

    Duby prepara o algo para comerem enquanto Laila contava os últimos acontecimentos. Duby estremece um pouco com o que ela houve, mas sua maior surpresa foi quando Laila sorriu.

- Samire e Will estao vivos – ela disse – Conseguiram escapar.

- Não acredito – diz Duby sorrindo um pouco – Como eles estao?

- Preocupados – diz Laila – Estava com eles quando recebemos a noticia de Scott que você havia sido capturada.

- Desculpe se eu a preocupei Laila – diz Duby – Mais alguém conseguiu escapar?

- Não sei, mas Samire esta seguindo um rastro que parece ser de Karl e de Judith – diz Laila. Ela se vira e encara Duby nos olhos – Alguma noticia de...

-Não – diz Duby se entristecendo - Por enquanto nada.

- Ele ainda esta vivo Duby – diz Laila consolando Duby ou pelo menos tentando – Malton, não o mataria ate descobrir mais sobre você...

- Malton? – diz Marck interrompendo Laila que o fuzila com os olhos – Ele não é o general dos soldados libertadores.

- Sim – diz Duby – E irmão de Alaster.

- Eu pensava que você estava brincando quando disse que fazia parte da sociedade Rosa vermelha – diz Marck

    Duby sente lagrimas em seus olhos e desvia o olhar de Marck, Laila percebe sua dor. E se levanta apontando a adaga para Marck. Que recua.

- seu idiota! Como alguém poderia brincar com uma coisa dessas? – diz Laila cheia de odio, Duby tenta falar, mas Laila continua – Duby e um membro da sociedade - ela se afasta pegando a foto da sociedade – Esta vendo isso aqui. Esta e a sociedade, e este e Alaster e essa aqui e Duby. Ela tinha oito anos quando entrou....

- Laila... – diz Duby, mas Laila a ignora

- Ela viveu com eles oito anos ate que descobriram onde era a base! – diz Laila, Duby se lembra daquele dia, lagrimas começam a escorre de seus olhos – A maioria morreu, menos Duby, Samire, Will e Alaster foi capturado...

- Se ele foi capturado há dois anos ele já deve estar morto – diz Marck friamente. Ele recua novamente ao ver os olhos de Duby.

- Ele Não Esta MORTO! – grita Duby chorosa. Laila tenta se aproximar de Duby, mas esta recusa qualquer ajuda. – Vou Sair...

- Duby espe...
    Mas Duby interrompe porta a fora sem prestar
atenção em ninguém.  Lagrimas caiam de seus olhos. Uma dor enorme passava em seu coração. Dentro da casa Laila se sente mal pela amiga, e também culpada por tocar no assunto perto desses rebeldes. Olha para o rapaz chamado Marck, ele esta totalmente assustado, mas o outro nem tanto.

- O que foi isso? – perguntou ele

- Dor por perder aquele que ama – diz Laila

- Mas todos nos perdemos alguém – diz Marck – Ela tem que aceitar que ele esta morto...

- Mas ele não esta! – grita Laila – E por isso ele esta vivo, sofrendo sendo torturado pelo próprio irmão por causa de Duby.

- Eu não entendo vocês – diz Marck indo em direção a porta.

    Laila olha para Steve que esta receoso. O silencio fica por alguns minutos. Steve que quebra o doloroso silencio.

- Espero que Duby esteja bem – diz ele

- Ela precisa de alguém para ajudá-la a sair disso – diz Laila – Mas ela não deixa ninguém chegar perto dela, ela parece ter um muro em volta dela. – ela suspira – Tenho que voltar avisar aos outro que elas esta bem. De algumas horas a ela.

    Laila sai pela porta dos fundos sem fazer o menor ruído. Enquanto isso Marck corria para o riacho para ofegante perto de uma arvore tentando controlar sua respiração. Ele vira para beber um pouco de água no riacho quando se depara com Duby sentada numa pedra no meio do riacho, caia uma pequena cascata ali. A luz do entardecer banhava as curvas do corpo de Duby, Marck fica impressionado com tamanha beleza e graciosidade. Duby retira o corpete, a calça e as bota ela fica nua, Marck tenta desvia os olhos, mas não consegue. Ela prende os cabelos num pequeno coque, em suas costas ate a cintura, Marck vê tatuado um dragão em preto e vermelho e enfiado em uma de suas garras uma rosa vermelha soltando algumas pétalas que pareciam de longe lagrimas de sangue. Ela submerge por alguns minutos depois dá graciosas braçadas ate o outro lado. Marck se ajoelha nervoso.

“Pelos deuses! Se ela me encontra aqui ela me mata. – pensa Marck – mas o que será que significa aquela tatuagem?”

    Marck escuta barulho de água caindo, olha e vê que Duby esta se vestindo. Ela pegou a adaga e começou a treinar. Dava mortais, simulava ataques. Quase não dava para ver seus movimentos. Fui me mexer para voltar para a cabana, mas acabei pisando num galho. Vi Duby se virar em direção ao som, me escondi atrás da arvore esperando para ver o que acontecia. Esperei por alguns minutos, mas nada aconteceu. Virei-me e não há vi em lugar algum, fui ate onde ela estava nada.

“Deve ter voltado para a cabana – pensa Marck”

    Estava pensando nisso quando senti uma faca em meu pescoço, minha mão voou para a pistola no meu cinto.

- Não se mecha, nem grita se quiser continuar vivo – diz Duby – Muito bem, vire-se bem devagar.

    Marck se vira sem sacar a arma. Seu coração estava acelerado. Encararam-se por alguns minutos. Marck ouviu um arfar de surpresa escapar dos lábios de Duby, ela tirou a adaga de seu pescoço. Seus olhos negros pareceram a Marck escurecer ainda mais. Ela levantou a Mao e passou no pequeno corte no pescoço dele.

- Eu poderia-te-lo matado – disse ela tristemente – Porque você esta me seguindo?

    Marck não sabia o que falar. Ainda estava em choque. Agora entendia o porquê dos soldados a apelidaram de Rosa vermelha assassina. Ela é delicada como uma rosa, mas tem a habilidade de uma assassina. Matava sem piedade. Como será que ela se tornou isso que é hoje? A foto que Laila me mostrou uma garota sem dor e feliz, mas no fundo eu sabia que ela era feliz por tem com quem contar. Ela virou de costas para mim.

- Volte para cabana – diz ela sem se virar com a voz cheia de uma dor que eu teria que viver anos para entender. – Deixe-me sozinha.

- Não - eu disse tocando seu ombro  fazendo ela se virar para mim – Duby você não esta sozinha!

    Ela não me olha nos olhos, mas lagrimas escorrem pela sua face, sequei seu rosto carinhosamente. A única vez que fiz isso foi quando Dafne descobriu que sua mãe não conseguiu escapar e foi morta pelo próprio pai. Mas Duby não e igual à Dafne, ela e uma pessoa que sofreu mais que todos no mundo.

- Eu sou uma assassina – ela disse soluçando – Não me arrependo de ter feito essa escolha, mas agora estou sozinha... Todos que me apoiavam estao mortos. Luto por pessoas que não sabem o que eu passo ou o que sinto. E agora quase te mato, sem pensar... Eu sou um monstro!

- Não você não é Duby – diz ele

    Ela cai no chão ajoelhada segurando meu casaco, tremia sentei ao seu lado e a abracei. Ela não retribuiu, mas a senti relaxar um pouco.

- Você não esta sozinha – eu repeti – Sempre que precisar de mim e de Steve e só nos chamar.

    Ela assentiu devagar se soltando do meu abraço.  Duby sorriu um pouco. A ferida dela não esta curada, mas algum dia estará. Escutamos barulho de passos. Duby puxou adaga se preparando quando ouvimos a voz de Steve.

- Marck, Duby onde vocês estao?  - grita Steve

    Steve nos encontrou e sentou do nosso lado sorrindo. Duby sorriu sem nenhuma mágoa. Isso me fez sorrir. Ela apenas precisa disso. Essa pequena rosa ferida.


Leiam: A Poesia da Vida e Leiam: A Rosa Vermelha - A história de uma Assassina
Obrigado meu amigo por existir e me ajudar nos momentos mais dificies da minha vida... TE amo Daniel (L)

∂ลи∂∂ลяล ℓเรвэ†ђ

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#11 20-07-2010 21:41:05

..Gi Peraro..
Banido
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

ta mara dandy, continua!!

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#12 20-07-2010 21:46:03

Dandy L.
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

5º A cilada quase perfeita...

- Duby o que significa sua tatuagem?  - perguntou Marck

    Estávamos ainda perto do riacho, ficamos horas conversando sobre nossas vidas, caminhos. Cansados dessa guerra. Tudo que nos restava.

- Tatuagem? – perguntou Steve. Ele olhou de seu irmão para Duby que estava de olhos arregalados.

- Como... Como você sabe que eu tenho uma tatuagem? – perguntou Duby assustada. Ela começou a se arrepiar, como um rebelde poderia saber... Entao ela não esta tão segura quanto imaginava.

    Marck começou a ficar vermelho, Duby não entendeu o porquê se ele sabia era bom porque Duby melhoraria suas defesas.

- Bem eu te vi... No riacho – diz ele sem olhá-la – E sem querer via a tatuagem.  – ele suspirou e olhou para Duby que estava envergonhada e ao mesmo tempo com raiva.

- Onde e a tatuagem? – perguntou Steve alheio ao clima de tensão que estava entre Marck e Duby.

- Pega do meu ombro direito ate a cintura do lado esquerdo  e  termina na minha coxa esquerda – disse Duby sem tirar os olhos de Marck

- Mas para ver a tatuagem você - começou Steve e olhou para Steve depois para Duby - Ah... Ok se não quiser falar tudo bem.

- Não tudo bem – disse Duby olhando para Steve sorrindo – E um dragão segurando uma rosa vermelha. Quando se é um membro da sociedade, nos usamos uma capa que tem uma rosa vermelha bordada, quando atacamos as bases dos soldados isso nos identifica, mas alguns  participantes faziam tatuagens. O companheiro de Judith era um tatuador, um desenhista de alto nível. Cada um se tatuava com o que gostava, eu me lembro que tinha um membro que adorava a Madonna. – ela sorriu – Ele fez o rosto dela nas costas. – seu rosto passou uma mascara de dor – Foi assim que o reconhecemos quando ele foi morto.

- Porque você escolheu um dragão com uma rosa? – perguntou Marck depois de um tempo. Duby olhou para o céu e Steve e Marck perceberam que ela começou a ficar vermelha.

- Por que... Todos falavam que eu era uma rosa e um dragão – diz ela nervosa remexendo no cabelo - Duas personalidades. Graciosa, mas também feroz.

    Marck logo percebeu que não era por isso que ela tatuou um dragão e uma rosa nas costas olhou para Steve que também percebeu isso, mas nenhum dos dois falou nada. Marck deitou na grama olhando para estrelas enquanto, Steve falava com Duby sobre a sociedade de rebeldes onde eles moravam. Marck teve uma idéia, mas será que Duby aceitaria?

- Duby porque não vem conosco? – pergunta ele

- O que eu faria La Marck? – pergunta ela retoricamente – Sou a assassina dos soldados e destruidora das bases. Meu lugar e aqui fora.

- Você não é só a assassina, também é uma ótima curandeira e lutadora – diz Marck – É uma ótima pessoa. Talvez você possa nos ensinar alguns truques.

- Verdade – diz Steve – Poderia ajudá-la com os soldados!

    Duby percebe o que eles estao tentando fazer. Eles queriam se os novos lutadores. Aqueles que lutariam com ela. Isso fez Duby se sentir alegre por um momento, ter alguém que a compreenda. Mas logo tirou isso da cabeça, ela não queria que eles sofressem o que ela sofre.

- NÃO, NÃO – ela gritou – VOCES  TEM PROBLEMA??  Eu não vou transformá-los em assassinos! Esse e meu dever! E pessoal!

- Desculpe Duby, mas também temos contas a acertar com os soldados – diz Steve calmamente

- ISSO É ENTRE MIM E MALTON!  - grita ela horrorizada

- Por favor, Duby – disse Marck. Duby desviou os olhos dos deles, porque nesse momento ele tinha que usar aqueles olhos de cachorrinho sem dono? Ou melhor, os olhos que Alaster usava para fazê-la aceitar as coisas?

- Não posso – diz Duby tentando manter a voz autoritária, mas não conseguindo – É errado!

- pelo menos pense no assunto – diz Steve. Duby se levanta sem dizer nada e começou a caminhar. Steve e Marck sorriram travessos um para o outro, eles não iam desistir de convencê-la.

- Andem logo – diz Duby friamente sem se virar – Ou vou deixá-los aqui fora.

    Eles correm para alcançá-la fazendo piada um do outro. Duby não pode deixar de sorrir. Quando olha para o céu pensa em Alaster. E quando ele a fazia rir por motivo algum. Duby escuta passos na direção deles. E prepara a adaga. Steve e Marck logo percebem que Duby esta parada com adaga na mão. Marck  puxa a pistola e Steve a besta. Duby escuta barulho de um gatilho.

- Se abaixem! – grita ela para os outros

    Duby da uma cambalhota e fica atrás de uma arvore. Vê da onde esta vindo os tiros. Vai devagar para o soldado não percebê-la. Antes que ele percebesse algo Duby já havia o golpeado. Steve e Marck chegam a onde Duby esta com um garoto.

- Mas e apenas um garoto! – diz Marck. Ele olha para Duby e percebe que ela esta chorado. Ela se ajoelha ao lado do garoto e limpa um filete de sangue que caia da sua testa.

- É isso que a guerra faz – diz Duby soluçando – Destrói famílias e a inocência das crianças. – ela pega o braço do garoto e começa a levá-lo para casa. O deita na cama e começa a cuidar de seus ferimentos. Ele acorda assustado.

- Não me Mate, por favor! – grita ele – Eu não queria atacar, eu tinha que fazer isso se não eles me matavam! Por favor, eu lhe imploro.

    Duby o tranqüilizou e disse que não lhe faria mal. Que ele esta seguro e que poderia descansar. Ele disse que se chamava Gabriel e que os soldados o obrigaram a procurar os rebeldes que tinha fugido. E que foi torturado para isso. Duby cuidou dos cortes em suas costas que já estavam infeccionando. Ele teve febre e ela ficou cuidando dele. Ele delirava chamando o nome dos pais. Duby chorava silenciosamente o aparando. Só quando amanhecia a febre cedeu e Gabriel dormiu tranqüilamente, mesmo assim Duby não saiu de seu lado. Só saiu quando ele acordou e disse que estava com fome. Ela saiu para o riacho e eu fui atrás deixando Steve com Gabriel. Duby estava calada. Eu não agüentava mais seu silencio.

- Duby agora ele esta bem – disse Marck

- Por isso que eu não quero treiná-los Marck – diz ela cansada. Ela pegou alguns peixes e voltamos para cabana. Ela fez comida para nos e se sentou ao lado da cama de Gabriel. Ela estava dormindo.

- Obrigado Duby – disse Gabriel. Ele se deitou novamente e quando eu também fui percebi lagrimas escorrendo do rosto de Duby, mas também havia um sorriso em seus lábios e eu a ouvi murmurar.

- Não há porque agradecer Gabriel este e apenas o dever daqueles que odeiam esse domínio – disse Duby – Obrigado Alaster por me ajudar a continuar.

6º  Eu quero ser uma de vocês... (Passado)

    Duby acorda com dor de cabeça. Sente almofadas ao seu redor e uma coberta a cobrindo. Pensou que estava em casa, mas então se lembrou de tudo e lagrimas escorreram de seus olhos. Nem havia reparado que estava sendo observada quando um lenço foi colocado em sua mãos. Ela gritou e se encolheu.

- Desculpe-me - dsse uma voz de garoto - Não lhe farei mal. Se quiser eu posso sair.

    Duby se lembra daquela voz. Uma voz desesperada tentando salvá-la.

-Você é Alaster? - perguntou ela e o garoto sorriu.

- Lembras-te meu nome - disse ele - Sim sou Alaster, mas eu não sei o seu nome.

- Meu nome e Alexandra Duby - disse ela - Mas todos me chamavam apenas de Duby.

- Muito prazer, Duby - disse ele - Achei que você estaria com fome, então trouxe isso para você comer.

    A barriga de Duby roncou ao sentir o cheiro de comida. Ela ficou vermelha de vergonha, mas Alaster sorriu e lhe afagou a cabeça e colocou uma bandeija de comida a sua frente. Duby não se fez de rogada e comeu e bebeu avidamente. Estava terminando de beber a sopa quando bateram na porta. Uma moça de no maximo 27anos entrou sorrindo. Duby mesmo vendo seu sorriso se encolheu e Alaster percebeu.

- Duby - disse Alaster - Esta e Judith, Judith essa e Alexandra Duby, mas prefere se chamada de Duby. - ele se virou para Duby sorrindo - Foi ela que te salvou.

    Duby olhou para a mulher e se lembrou de Alaster gritando por ela. Engoliu em seco e sorriu. A mulher sorriu rapidamente.

- Bom Dia Duby - disse ela - Espero que esteja melhor, você nos deu um baita de um susto. - ela se sentou graciosamente na cama onde Duby estava, colocou a mão na testa dela medindo a temperatura seu rosto ficou serio, examinava-a atanetamente. Enfim sorriu para Duby que percebeu que enquanto Judith a examinava havia prendido a respiração então suspirou soltando todo o ar - Você está bem melhor, tambem ficaste cinco dias apenas dormindo.

- Cinco dias! - exclamou Duby. Então fazia praticamente 4 semanas do ataque ao seu vilarejo e tambem da morte do seus pais. Lagrimas escorreram de seus olhos e Judith a abraçou.

- Desculpe Duby, se eu falei algo de errado - disse ela.

- Meus pais - disse Duby ignorando o que Judith havia dito - Meu vilarejo, meus amigos, tudo em chamas. Soldados perseguiram-me!

- Shii Calma querida - disse Judith - Ficará tudo bem.

    E realmente tudo ficou bem, Duby enquanto se recuperava fazia caminhadas pela base da Sociedade Rosa Vermelha. Conhecia bem aquele nome, seu pai sempre contava histórias sobre eles. Em como lutavam com os soldados libertadores. E Duby via tudo, seus treinamentos, as estrategias, as pessoas felizes. E ela se sentia segura ali. Alaster lhe mostrava tudo e ela via tudo e guardava para sí. Conheceu o companheiro de Judith e sua filha que era um ano mais nova que Duby. Samire e uma menina alegre e nada a abalava. Duby ja não era mais assim. O que tinha visto e feito haviam a marcado para sempre. Não conseguia sorrir como antes. Ela se sentia fria e vazia por dentro. Quando largou as muletas ela fez questão de voltar fazer as coisas que seu pai fazia. Recuperou logo o alfoge de flechas, e a besta de seu pai e se entristeceu ao saber que havia perdido a adaga de sua mãe. Treinava sozinha mesmo assim sentia ser observada, mas não ligava. Quando treinava esquecia de tudo. Apenas lembrava -se do pai e da mãe. Então as lagrimas voltavam a seus olhos e se sentia só. Mas quando Alaster a ia ve-la se sentia feliz, completa, como se ao salva-la ele tivesse ligado a vida dele a dela, para simplesmente completa-la. Agora ela tinha um novo lugar para chamar de casa. Mas ficou surpresa ao descobrir que ia embora, que ia leva-la para uma base rebelde a qual eles mantinham segura. Samire contou que todos os membros mais velhos estavam na sala de reuniões decidindo para onde a levariam. Duby ficou transtornada. Tinham que ver se ela queria ir embora. Ja havia gravado a localização de cada sala daquele lugar. Então logo se levantou e correu para a sala de reuniões. Parou em frente a porta e ficou escutando.  Ficou chocada ao ouvir a voz de Alaster dizendo que era melhor ela ir embora. Não aguentou, seu sangue ferveu. Entrou sem se importar com o que estava fazendo.

- Eu não vou embora ! - gritou ela e todos se assustaram. - Você não podem me obrigar a ir!

- Duby? - chamou Alaster

- Porque querem que eu vá embora? - disse ela ignorando Alaster. Lagrimas começaram a escorrer de seus olhos - Eu quero aprender, eu quero ser uma de vocês.

- Isso e ridículo! - disse Alaster - Duby você é apenas uma criança....

- Sim sou - disse Duby cortando-o - Uma criança que viu os pais morrerem na sua frente, que matou um soldado para fugir de um vilarejo em chamas, que lutou contra morte varias vezes, não apenas quando você me encontrou Alaster!

- Duby - disse Judith e ela se virou para ela - Porque quer ficar?

- Porquê aqui posso aprender, quero ser útil - disse ela - Quero ajudar de alguma forma.

- Com licença Judith - disse um homem o qual Duby não se recoda do nome - Mas vi esta menina treinando sozinha, ela e estremamente habilidosa. Eu acho que deviamos aceita-la.

- Também concordo - disse Michele - Judith, ela tambem é otima para estrategias. Uma garota com a mente dela deve ser utilizada.

- Alem de ser uma otima ajudante de curandeira - disse Manuelle.

    Judith olhou para cada um dos rostos que haviam falado. E assentiu. Duby viu Alaster tremer.

- Duby, Você tem certeza absoluta que quer ficar? - perguntou Judith

- Sim tenho. - disse ela

- Judith... - chamou Alaster
- Todos estão a favor de adotar Duby a Sociedade? - perguntou a ela aos outros membros

- Sim - disseram todos, menos Alaster.

- Então esta decidido...
- Vocês estão loucos! - gritou Alaster - Como podem condenar uma criança a isso!

    Duby pela primeira vez viu todos abaixarem a cabeça. Menos Judith que enfrentou o olhar de Alaster. E tambem pela primeira vez sentiu raiva de Alaster. Aproximou-se dele e ele se afastou dela. Alaster se assustou com olhar de Duby para ele, um olhar determinado como quando...

- Eu ficarei, esta e minha decição - disse Duby - Não sua.

    Saiu batendo a porta atras de sí. Horas depois Michele apareceu a sua porta e disse que amanha de manhã ela começaria o adestramento. Duby então se sentiu calma pela primeira vez.

7º Rebeldes...

- Eles não desistem! – grita Duby para o aposento vazio – Mas que droga.

    Estava arrumando toda a casa só para ter o que fazer. Steve estava pescando, Marck estava dando os últimos retoques no carro com Gabriel sempre o seguindo depois que Duby se irritou e o mandou procurar algo para fazer. Ele ficou um pouco chateado, mas logo voltou ao seu estado despreocupado e alegre, só que agora atrás de Marck. Duby não parava de pensar na proposta de Steve e Marck. Será que eles achavam que as mortes ao redor dela não a assustavam? Ou que ela as ignorava conforme o tempo?  E os argumentos deles são fracos demais, não nem se os argumentos fossem fortes o suficiente eu não ia ensiná-los. E abandonar este lugar era impossível para Duby, foi aqui que praticamente tudo começou, foi aqui que viu Alaster sorrir, foi aqui que suas lagrimas caíram quando ele foi capturado, e eles vão voltar juntos para cá e aqui reconstruiriam a Sociedade e continuariam a lutar contra esse maldito império.

- Toc Toc – diz Steve, Duby se vira e vê ele sorrindo – Estou atrapalhando?
   
- Não – diz Duby voltando a arrumar – Espero que já vocês tenham arrumado tudo?

- Sim – diz ele – Levaremos Gabriel como você pediu, você ira nos acompanhar?

- Sim – ela disse – Para saber quando vocês precisarem de algo.

- Ok – disse ele saindo

    Duby se sente mal. Mas o que eles querem ela não poderia dar a eles. Não depois que descobriu o quanto custa. Principalmente depois da conversa de Steve.

“ – Eu sou apaixonado por ela – diz Steve – A Amanda e tudo para mim, mas ela e tão fria e distante comigo. E como se ela não quisesse minha companhia.

    Duby sorri, com Alaster foi à mesma coisa. Frio sempre a mantendo longe. E agora Duby faz o mesmo sem perceber.

- Ela que se manter forte – diz Duby – Não quer depender de você e uma defesa que nos mulheres que já viram quase tudo temos. E normal, eu não duvidaria muito se ela gostasse de você também.”

    Duby não queria que nada acontecesse isso com eles, o que ela sofre. Principalmente com Steve ele e tão diferente de Marck, da para ver que não a inocência em seus olhos, mas sim esperança algo que Duby vem perdendo aos poucos durante esses dois anos. Por isso pediu a eles que levassem Gabriel para o esconderijo deles. Gabriel ainda tem aquela inocência no olhar, e também Duby percebeu nele o olhar que tinha quando Alaster começou a treiná-la. A devoção que Duby não queria. Já estavam no carro e Duby com eles. Sua moto na caçamba. Para quando voltar para casa. O caminho Duby não conhecia, mas e seu dever saber de toda base rebelde que existe e ajudá-los. Sem perceber caiu no sono.

“-Onde estamos indo Alaster? – pergunta Duby

- Você verá! – diz ele sorrindo – Apenas me siga.

    Duby corre para alcançá-lo com presa não presta a atenção a onde pisa e quase cai se Alaster não segura-se sua mão. Ele a ajuda e volta a andar mais agora de mãos dadas com ela, aquela mão com a dele o faz sentir vivo novamente. Queria mostrar para ela sua antiga vida ou pelo o que restou.

- Fique aqui – diz ele a Duby que o finta sem entender – Por favor? Confie em mim.

    Duby aperta a mão dele carinhosamente e sorri.
- Sempre confio em você – diz ela – Esperarei aqui.

    Ele a beija e depois corre em direção à floresta. Duby espera ansiosamente ele voltar. Já estava ficando nervosa quando ele volta segurando uma fita dourada e outra prateada. Ele se aproxima dela e amarra a fita prateada em seu pulso.

- Reconhece? – pergunta ele

    Duby olha para fita prateada no seu pulso e depois para a dourada na mão de Alaster. Um sorriso brota em seus lábios e claro que reconhece as fitas.

- Sim – diz ela sorrindo – São as fitas de Apolo e Artêmis. Onde as encontrou?

    Ele sorri e segura sua mão a levando para dentro da floresta, andaram por alguns minutos ate encontrarem uma pequena cabana. Duby se surpreende por encontrar algo assim. Alaster a leva para dentro e la ela reconhece as estatuas de Apolo e Artêmis . Duby se aproxima das estatuas.

- Como sabia deste lugar? – pergunta

- Foi meu pai que construiu esse templo – diz ele – Eu sabia que você e apadrinhada por eles então a trouxe aqui. – suspiro – Eu vinha todo nascer do sol e por do sol com meus pais aqui. Depois que entrei para Sociedade continuei a vir quando podia, mas nos últimos meses não pude. – ele sorri para ela – Eu queria ter trazer aqui também por um motivo.

- Qual? – pergunta Duby. Ele se aproxima dela e puxa algo do bolso. Duby vê duas alianças uma dourada e outra prata. Ele segura sua mão e coloca a pequena aliança de prata e seu dedo.

- Meus pais se uniram melhor – ele diz – Queria poder te dar algo melhor. Agora tanto Apolo quanto Artêmis sabe o quanto eu te amo e espero que eles nos ajude a continuar unidos.”

    Duby acorda com um suspiro. Olha em volta e percebe que já esta escuro.

- Ola dorminhoca – diz Steve sorrindo – Já estamos chegando.

- Onde estamos? – pergunto

- Num dos prédios – diz Marck – Esta vendo aquelas luzes ali?

- Sim estou – diz Duby
- E a nossa casa – diz Marck – Eles sabem quem tem alguém chegando.

    Duby olha para Marck que esta sorrindo, ele acende os faróis e pisca três vezes. Quando chegam bastante perto Duby varias pessoas expressando total felicidade e alivio. Ela puxa o capuz para o rosto, a melhor coisa  para eles e saber pouco sobre ela. Gabriel olha para ela assustado, ele tem medo que o reconheçam da base dos soldados. Duby aperta sua mão carinhosamente e ele coloca a cabeça em seu ombro e sussurra em seu ouvido.

- Eu posso ficar aqui? – pergunta ele – Talvez seja melhor...

- Eles vão te aceitar – diz Duby calmamente

    Marck para o carro e sai, Steve faz o mesmo. Todos ficam ao seu redor. Duby solta mantendo Gabriel atrás de si. Não sabe do que eles são capazes.

- Gente, gente! Calma nos não estaríamos aqui sem uma pessoa – gritou Marck – Duby, venha Ca!

    Duby teve vontade de pegar sua moto e sair correndo dali. Mas o que poderia fazer. Aproxima-se de Marck devagar, múrmuros começam a sua volta enquanto todos reparavam em sua capa. Ela retira o capuz.

- Era apenas o meu dever – diz ela

    Duas garotas se aproximam dela. Reconhecea-as das descrições de Marck e Steve, Amanda e Dafne.

- Obrigado por salva-los – disse Amanda

- Deviam ter seguido o plano – disse Dafne com a voz chorosa– Mas obrigado, Duby por trazê-los inteiros.

    Dafne a abraçou firmemente e Duby não pode deixar de confortá-la. Amanda sorriu, ela realmente e a descrição de que Steve para Duby. E ela acabou de perceber que talvez não fosse uma idéia ruim ficar com eles, talvez depois que encontrar Alaster poderia vir para cá e ter a vida que tanto quiseram.

8º Seis anos depois eu digo novamente Eu te amo! (Passado)

    Seis anos se passou dês que eu entrei para a Sociedade Rosa Vermelha, minha nova família. Amanha eu sairia em uma missão com Alaster o contrariando. Só de pensar nisso meu coração acelera. Mas antes de qualquer coisa tenho que terminar aquilo que eu havia começado. Corri para a Ala onde Karl fazia as tatuagens dos membros. Eu pedia a ele que hoje ele iria me atender. Entro no amplo aposento nervosa, mas tento me acalmar. Karl estava limpando seus instrumentos.

- Oi Karl – digo entrando devagar

- Deuses, Duby que susto você me deu! – disse ele deixando cair alguns dos seus aparelhos – Você esta muito silenciosa, o treinamento que Alaster lhe da fez efeito. Não sei por que ele ainda não aceita que você faz parte disso tudo, em como e boa.

- Também não Tio Karl – digo sem perder a minha mania de chamá-lo de tio – Apesar de que ele prefere se ferir a eu ajudá-lo.

- Não fique assim meu pequeno botão de rosa – disse Karl – Ele um dia entendera, e também você não é mais uma criança, já es uma moça! 14 anos! Já sabe o que quer!

    Sorri para ele. Karl sempre conseguia me animar, não importa como.

- Bem você veio fazer uma tatuagem certo? – perguntou ele

- Sim – eu disse – E não e nenhum desses desenhos e um novo, e confio que você fará todos os detalhes.

- E claro minha jovem. – disse ele sorrindo – Onde vai ser?

- Vai pegar do meu ombro direito – eu disse – Termina na minha coxa na parte esquerda. Aqui esta o desenho.

    Ele assentiu, mas quando viu o desenho se assustou. Ele não perguntou nada só me mandou tirar a roupa e ficar deitada. Entao começou a trabalhar. Não vou dizer que não foi doloroso. Mas agüentei ate o fim. Quando Karl terminou já anoitecia, minhas costas estavam doloridas, mas quando olhei no espelho sorri feliz. Todos os detalhes estavam ali. Virei-me para agradecer a Karl, mas ele estava sentado na cadeira com a expressão que eu não entendia.

- Karl o que foi? – perguntei

- Duby porque você imitou o dragão de Alaster? – perguntou ele

    Fiquei sem resposta para Karl, e claro que ele reconheceria aquele dragão. Mas eu não poderia mentir para ele.

- Karl você lembra como eu cheguei aqui? – perguntei a ele que assentiu – Eu cheguei vazia, totalmente destruída. Quando eu morava no meu vilarejo sabe como que era conhecida, às vezes eu acho ate conhecidencia  de você me chamar assim.

- Não entendo – disse ele
- Em meu vilarejo eu era chamada de botão de rosa – disse sorrindo – Mas quando tudo foi destruído, minha vida também foi...

- Mas o que isso tem haver com Alaster? – perguntou

- Ele me devolveu um pouco disso – eu disse – Eu gosto dele, mesmo ele não gostando de mim.

- Duby...

- Obrigado Karl – eu disse saindo. Fiquei no meu quarto ate Alaster vir me chamar para irmos. E claro que ele não me chamou, quem me chamou foi Will. Sai correndo levando meu alforje e as minhas armas. Partimos assim que anoiteceu. Caminhamos por um longo tempo ate chegarmos a casa. Colocamos tudo la. Alaster pegou sua aljava e seu arco e já ia sair.

- Posso ir contigo? – perguntei

- Não – disse ele friamente - Só vou pescar.

    Duby nunca entendeu a frieza de Alaster com ela. Ela não fez nada de errado ou fez?  Duby ficou lendo seu livro de botânica enquanto esperava por Alaster. Ela não percebeu que caiu no sono quando o barulho de tiros a acordou. Ela se levantou de um salto e pegou a adaga. Ficou em silencio na casa. Ela estava lutando internamente se ia ou não la fora para procurar Alaster quando ele entrou. Estava segurando o braço.

- Alaster o que houve? – perguntou Duby puxando ele para dentro e o colocando na cama. – Você esta ferido! Eu vou fazer o curativo.

- Duby deixe disto estou bem – disse Alaster com um sorriso irônico nos lábios, mas seus olhos estavam cheios de dor. – Só foi de raspão!

- Eu decido se foi ou não de raspão – disse Duby guardando a raiva pela sua frieza.

    Alaster suspira pesadamente e revira os olhos. Duby começou a ficar ainda mais irritada. Alaster nunca a leva a serio só porque tem 14 anos, mas todos na sociedade acreditam em suas habilidades, confiam suas vidas a ela. E Duby já havia matado quando fugiu da casa de seus pais, mas dês daquele dia não matou, porem suas estratégias salvaram muitas vidas. Só Alaster sempre que há mantém de fora, alheia a tudo e quando ele precisa dela para ajudá-lo prefere sofrer, se machucar há ter a sua ajuda. Duby segura firmemente o braço de Alaster que se surpreende com a ferocidade de seu olhar. Aquele mesmo olhar que o fez prometer que não iria deixá-la morrer e também quando disse que entraria para a sociedade. Aquelas chamas negras que o fazia querer descobrir os mistérios por trás daquelas chamas.

- Eu vou cuidar desse ferimento mesmo que eu tenha que dopá-lo Alaster! – diz Duby

    Fica um silencio pesado entre eles. Alaster cobre o braço com a atadura que Duby deixou em cima da cama. Ele queria aceitar essa devoção, mas não podia, queria que ela o curasse, mas não podia. Dês do momento que Judith o mandou treiná-la, Alaster ficou encantado com aquela pequena garota e agora ela e uma mulher, linda e desejável, mas continua como antes, com a mesma  força e delicadeza, a mesma chama no olhar. Mas ela e o fruto proibido que Alaster não poderia tocar. Quantas vezes quase se deixou se levar pela doçura desta menina. Ele tentava de todas as formas mante-la longe, erguendo muros a sua volta, mesmo assim ela parece não ver isso. Aproxima-se dele sem medo e o pior de tudo o protege mesmo sem saber. Ele se levanta indo em direção a porta. Duby segura seu braço, ele percebe que ela esta com lagrimas nos olhos, mas estes estao frios sem emoção.

“deuses o que eu fiz. – pensa Alaster”

- Me diga Alaster – diz Duby contendo as lagrimas e mantendo a voz calma – O que te fiz? Porque tu me odeias tanto?

- Nada Duby tu não fizeste nada – ele disse – Só acho que fez a escolha errada.

- E por isso que me tratas assim! – grita Duby explodindo suas emoções – Por achar que eu não sei fazer minhas escolhas!  Eu decido a minha vida!
   
    Ela solta o braço dele e vai em direção a porta. Alaster fica sem palavras, mas não pode mais agüentar.

- Eu sei o que você fez Duby – diz ele sem esconder a raiva. Ela para sem entender – Karl me contou...

- Isto não e de sua conta! – grita ela. Ele segura seu pulso e faz ela se virar para ele. – Solte-me Alaster!

- Não ate você me explicar o porquê – grita ele – Porque fizeste isso Duby?

    Duby não consegue mais agüentar. Lagrimas escorrem sem sua permissão.

- Porque você faz-me sentir bem – ela grita – Segura! Só por isso. Porque lhe devo minha vida. Você me faz sentir novamente indefesa e forte ao mesmo tempo, me faz sentir querida...

- Mas o que isso tem haver com tatuagem? –perguntou Alaster. Duby sorri entre as lagrimas.

- Não adivinhas-te ainda Alaster? – perguntou ela retoricamente – Você e o Dragão e eu sou a rosa... Aquela que é frágil e o dragão me dar forças para seguir em frente... Você e a minha luz no fim do túnel Alaster... Você me salvou e tentou proteger-me. Você e toda a minha vida agora... Eu te amo!

    Alaster fica sem palavras para aquilo. Ele não queria isso, não queria mesmo. Ele a ama de corpo e alma, mas seu passado, seu irmão, seu mundo vai acabar matando-a e ele não quer isso. Ele não a quer sofrendo... Ele a ama demais para isso. Ele solta seu pulso e se vira de costas para ela.

- Não e verdade – ele diz – Não pode ser. Isso não pode Duby. Isto e errado.

    Duby se entristece com aquelas palavras frias. Mas não vai desistir dele, não vai. Ela o abraça por trás. Suas lagrimas molham a camisa dele.

- Por favor, Alaster – diz Duby – Não diga isso. Eu lhe imploro.

    Ele se vira e a abraça e passa a mão em seus cabelos. Ele não consegue mais se afastar dela e impossível. Ele puxa seu queixo ate seus lábios se encontrarem com os dela. Duby coloca as mãos na nuca de Alaster o puxando para si. Ele a segura pela cintura e a levanta do chão sem nunca tirar seus lábios dos dela. Duby sem saber o que realmente esta fazendo, mas sim seguindo seus instintos passa as unhas na nuca de Alaster. Ele solta um gemido de prazer entre seus lábios, Duby se arrepia quando ele a puxa ao encontro dele levando-a para a cama. Ele a deita na cama e ela se agarra a sua camisa e começa a desabotoá-la. Suas mãos passam pelo corpo dele. Ele puxa a cabeça dela e a beija ferozmente. As mãos de Alaster desabotoam seu corpete e tiram sua calça. Ele fica extasiado quando vê o corpo de Duby, ele a puxa pela cintura e deixa a marca de seus dedos em seu corpo. A boca de Alaster vai para seu pescoço e uma de suas mãos aperta delicadamente um dos seios de Duby que geme de prazer. Duby passa sua língua no abdômen de Alaster. Ele não pode mais resistir. Ele retira toda a roupa de Duby sem nem pensar. Aquele corpo nu a luz da pequena lamparina que iluminava todo o aposento era tudo que Alaster desejava. Aquele corpo macio e delicado. Duby se sente bem, em paz consigo mesmo, ver Alaster com ela e tudo que desejava. Alaster mesmo assim achava que isso não daria certo, mas faria de tudo para proteger Duby de seu irmão. Mesmo que tivesse que dar a sua vida por ela. E então o amor deles foi consumado.

9º Dor, Desespero, Esperança – Contado por Alaster

“Maldição! – pensa Alaster cheio de odio “

    As portas se abrem e Alaster vê um pouco do sol e isso faz seus olhos arderem. Dois anos, dois malditos anos de tortura, sem ver a luz do sol. Dois anos sem Duby, sem saber como ela esta. Alaster vê a sombra de seu irmão.

- Ola maninho – diz Malton com sarcasmo – Parabéns pelo seu aniversario, 21 anos. Vou lhe dar um presente, tenho certeza que vai gostar. – o sorriso de Malton e dividido entre raiva e admiração – Saiba que sua preciosa fugiu mais uma vez, maravilhosa eu diria. Veja isto.

    Malton joga em cima da mesa uma foto de Duby com a pistola não mão pronta para fazer um disparo. Aqueles olhos, ver aquele rosto fez Alaster sorrir. A bofetada veio antes que pudesse perceber. Sangue escorria de sua boca.

- Acha engraçado? – pergunta Malton cheio de odio – Pois não ache, um dia ainda a pegarei e seu sorriso sairá de seus lábios Alaster. Ela será minha!

- Seu maldito você não vai encostar um dedo nela – diz Alaster

- Veremos irmão – disse Malton – Eu tenho o mundo aos meus pés, porque você acha que ela, a sua preciosa Du..

- Não pronuncie o nome dela seu porco imundo – grita Alaster – Ela nunca se deixaria levar por você!
- Será que não? – pergunta Malton – Eu tenho você irmão, tudo que ela quer e vê-lo seguro... Porque ela não se entregaria a mim, apenas uma troca. Só de pensar naquele corpo quente e desejável, aqueles lábios. – Malton passa a língua entre os lábios cheio de desejo – Deixa-me imensamente excitado. Eu daria a ela coisas que você nunca pode dar, faria sentir coisas que nunca sentiu, também só teve você como companheiro, que desperdício...

    Alaster não agüenta mais os comentários de Malton puxa as corrente para poder da um bom soco naquela cara que tanto despreza, mas só o que conseguiu foi machucar os pulsos. Um gemido de dor escapa de seus lábios.

- Não se preocupe irmão quando eu a tiver terei o prazer de trazê-la aqui – ele disse depois sorriu – E claro depois que eu a domá-la. A pequena fera de olhos negros.

    Malton saiu rindo. Alaster se sente fraco não ia agüentar mais tempo ficar ali. Sente a aliança em seu dedo ficar mais pesada. Fecha os olhos caindo na inconsciência. Vê Duby sorrindo para ele.

“Agüente firme meu amor – disse ela – Já irei te buscar e poderemos viver juntos novamente.”

    Alaster sorriu um pouco. Pelo menos ela estava viva e levando adiante aquilo que foi ensinada. Estava seguindo em frente. Procurando ajudar a todos, aquela e a sua Duby. E sempre será dela e de mais ninguém, a única mulher que conseguiu chegar ao coração dele. Se tiver que agüentar isso tudo para protegê-la de Malton, agüentaria isso e mais. Cuspiu o sangue que estava em sua boca e sorriu.

"Tudo vai dar certo - pensa ele - Um dia dará"

10 º A breve conversa com Amanda e a nossa decisão...

    Duby acordou um pouco dolorida se espreguiçou e olhou para o lado. Gabriel estava dormindo todo esparramado do seu lado.  Estava com um sorriso nos lábios e uma das mãos alcançava o braço de Duby. Seu rosto e tão infantil, cheio de esperança e um futuro. Será que era assim que Alaster a via quando entrou para a sociedade?  Olha em volta e percebe que todos estavam dormindo ainda. Levantou-se devagar para não acordar seu pequeno. Ela para por um minuto e sorri.

“Meu pequeno? – pensa ela – O que esta havendo com você Duby? Ele não e nada seu e se fosse era melhor estar longe, não pode se afeiçoar, nem sentir falta.”

    Como esta enganada, já havia se afeiçoado com ele e com Steve e Marck. Os projetos para encrenca. Sentiria falta dos resmungos de Marck, da calma de Steve e do pequeno Gabriel. Mas será melhor para eles se eu desaparecesse. Pega suas coisas e sai para o nascer do sol. O vento passa por seu cabelo, como sentia falta disso. Da calma de um lugar, corpos respirando a sua volta. Risadas, esperança. Passou apenas uma noite neste lugar e sentiria falta. Mas os ajudaria de longe, mesmo que não a vissem ela estaria ajudando. Dando força. Começa a andar para onde esta a sua moto. Para ao ouvir um farfalhar de folhas. Sua mão vai ate a adaga, se irrita consigo mesma e apenas o vento passando pelas folhas. Volta a caminhar, mas uma voz a detém.

- Não vai se despedir deles? – pergunta Amanda. Ela esta em cima de um galho de arvore preguiçosamente, sua besta estava no seu colo. Ela deve acordar cedo, ou ficou para vigiar depois da meia noite ao seu lado estava Dafne com um sorriso juvenil. Duby olha para elas e sorri.

- Acho melhor não – diz ela – Tenho que voltar para minha casa e me preparar para hoje à noite.

- Entao e verdade – diz ela – Você que ataca os soldados?
- Sim – ela responde e volta a caminhar. Escuta o barulho de seu salto e de outro ao seu lado.

- Podemos ir contigo?  - pergunta a voz de Dafne cheia de esperança. Duby vira-se para ela. Vê Dafne recuar um pouco. Amanda sussurra algo em seu ouvido, Dafne suspira e corre para o outro lado.

- O que disse a ela? – pergunta Duby

- Para ir começar arrumar as coisas para o desjejum. – responde Amanda – Podemos conversar por um minuto?

    Duby assenti uma vez. Amanda caminha ate a arvore novamente e se senta e chama Duby para sentar com ela.

- Marck parece ter uma admiração por você – diz ela – Eu vejo nos olhos deles, eles querem que você fique, mas também acho que você não quer, não é?

- Sim – diz Duby – Tenho coisas para fazer fora daqui, não posso me esconder, tenho deveres a cumprir.

- Não acho que esteja errado – diz Amanda – Steve me contou sobre Alaster.
 
    Duby sentiu um tremor passar pelo seu corpo. Como Steve tem a audácia de contar algo? Mas percebe que nem tudo ela sabia. Suspira um pouco aliviada. E Amanda percebeu isso.

- Eu queria muito fazer o que você faz – disse Amanda mudando de assunto – Lutar la fora. Como dizia meu pai na parte da frente, no camarote, e tão frustrante se esconder.

- Você não sabe como é – diz Duby – Não e bom para ninguém. Depois de um tempo você acaba se perdendo. Nunca deseje ir para linha da frente.

- Infelizmente eu já desejo – disse Amanda – E concordo com eles, você aqui seria a melhor coisa para nos. Não apenas para lutar, não, mas pegar obrigações que devem ser tiradas das mãos de inocentes. Por exemplo, a Dafne.

- Dafne? Por que ela? – perguntei

- Ela veio para cá por intermédio da mãe – diz Amanda – O pai era um soldado libertador, a mãe de Dafne defendeu a filha e a mandou fugir. Morreu. Quando procuramos por ela encontramos seu tumulo numa floresta, com o nome e a data da morte e mais a frente o corpo do pai. Parece que alguém ha vingou. Não sabemos quem... Duby o que ha?

    Duby pós a mão na testa, se lembra muito bem desse dia. Estava com Alaster, Judith, Will e Scott. Quando ouviram gritos na floresta. Quando chegaram la encontram a mulher já morta e o soldado limpando sua espada. Duby acabou perdendo o controle e o matando, mas antes de morrer jogou uma praga para o espírito da pobre mulher chamada Lucia. Alaster e ela acharam melhor pendurar o corpo numa arvore por aviso, e quando voltaram Will pediu a Duby como assassina do homem que a matou honrasse a alma dela e Duby fez isso de todo o coração lembrando-se de que ninguém honrou pelos seus pais. Ficou abalada com isso, mas nem tanto quanto Scott. Duby levantou-se apressadamente e começou a andar, mas parou e se dirigiu a Amanda.

- Diga a Dafne que a mãe dela foi honrada – diz Duby para uma surpresa Amanda – Me de três dias para pensar. Se eu não voltar e porque minha escolha foi não se eu voltar, bom você já sabe.

    Duby correu para sua moto e pilotou correndo. Saiu dos prédios e ficou pensando em tudo de seu passado. Será que poderia ajudá-los? Viu o rosto de Dafne, de Gabriel. Inocentes nesta guerra. Lagrimas de tristeza e alegria misturou-se.

“Acho que descobri o que você quis dizer meu amor – pensou Duby dando a volta e indo em direção novamente aos prédios – Te acharei Alaster, foi minha promessa, por nosso amor, e por aquele filho que morreu antes de nascer.”

    Quando voltou viu Amanda e Dafne perto dos portões. Elas ficaram surpresas ao vê-la.

- Porque voltou? – perguntou Amanda sorrindo – Você  já decidiu?

- Não, nós nos decidimos – disse Duby pulando da moto e abraçando as duas e indo em direção aos amigos que o tempo a fez encontrar.

11º Encontro com meu inimigo Malton...

    Faz um mês que estou na sociedade rebelde. As coisas têm prosperado, menos para o fato de não encontro nada sobre a base central. E como se ela estivesse debaixo do meu nariz e eu não a fisse.  Já era noite, hoje eu levaria Amanda, Steve e Marck comigo.  Eles iam aproveitar e reabastecer enquanto fazia uma pequena bagunça numa das bases.

“Espero encontrar algo! – penso – Se não terei que sair da base rebelde.”

    Isso seria um problema para eles e para Duby também. Ela tem se sentindo bem melhor la. E claro que às vezes voltava para sua antiga casa e sentia falta. Mas se sentia bem guiando as coisas na base. Ela era ouvida e respeitada. Sua primeira façanha era tirar Dafne das excursões, não só por ser a mais nova, mas também porque seu talento era mais bem usado dentro da base. Ela e uma ótima estrategista e faz uma boa dupla com Gabriel.  Estava tudo preparado para nossa pequena incursão. Mas algo me incomodava, estava com um pressentimento ruim.

- Vamos logo Duby! – grita Marck. Duby sorriu.

- E o estressado fala – diz ela – Calma Marck! Estou esperando a Amanda.

- Hunf... Como as garotas demoram – diz ele.

- EU ouvi isso Marck – diz Amanda – Demorei porque alguém se esqueceu de carregar a arma, não e Marck?

    Marck ficou vermelho de raiva e de vergonha ao mesmo tempo. Eu tive que rir. Amanda subiu na camionete e ligou o motor. Eu subi na minha moto e os segui. Seguimos em direção a base, mas tudo estava deserto.

- O que será que houve? – perguntou Steve – Não há ninguém!

- Tem algo errado – disse Amanda – Duby devemos voltar?

    Aquele sentimento voltou e Duby se sente inquieta. Estavam no meio da base inimiga e não havia ninguém.  Duby repara nas pegadas a sua frente. Seu coração acelera ouvi barulhos a sua volta.

- Droga – grita Duby – E uma armadilha se preparem!

    Formaram um circulo os prendendo. Isso e ruim muito ruim. Tinha que tira-los de lá. Mas como?

- Ora, ora – diz uma voz fria – Se não é a nossa rosa assassina.

    Duby sente um tremor passar pelo seu corpo. Um tremor de excitação e medo. Um sorriso sarcástico toma conta de seus lábios.

- Ola Senhor General – diz sua voz fria e selvagem cheia de odio – Não esperava encontrá-lo fora de sua toca.

    Malton se aproximou de Duby e tentou acariciar seu rosto, mas ela foi mais rápida e mordeu sua mão que chegou a sangrar. Ele sorriu a fera dos olhos negros, a rosa venenosa, seu desejo proibido.

- Alaster tem razão – disse para provocá-la o que deu certo a arma dela vacilou depois foi para debaixo de sua garganta  - Você e mesmo uma gata selvagem – ele se aproximou de seu ouvido, a arma esta em sua garganta, ele sussurrou – Adoraria experimentá-la, essa sua selvageria na minha cama.

- Não me provoque Malton – diz Duby secamente – O que quer?
- Você naturalmente – ele disse calmamente – E olha o que encontro, você e um bando de rebeldes estúpidos.

    Duby sentiu Amanda se mexer, mas Steve a segurou no lugar. Duby tinha que pensar em algo. Teve uma idéia, mas tinha que agir rápido, olhou para Amanda e sorriu, ela entendeu e esperaria pelo sinal de Duby, sua mão na pequena bomba. Isso iria distrair os soldados tempo o suficiente para eles escaparem e Duby acabar com eles, deixaria Malton para o final.

- Podemos fazer um trato – disse Malton sem perceber a conversa silenciosa que acabou de ocorrer na sua frente – Que tal?

- Fala o que quer! – diz Duby, tinha que distrair Malton o Maximo possível.

- Que tal uma troca – diz ele – Você por Alaster?

    Duby fica paralisada, não esperava por isso.

12º O desespero de Duby – Contado por Amanda

- Você naturalmente – ele disse calmamente – E olha o que encontro, você e um bando de rebeldes estúpidos.

    Eu me mexi querendo dar um bom soco naquela cara, mas Steve me segurou no lugar. Sentia tensão de Duby, mas logo ela se virou e sorriu para mim. Eu logo percebi aquele olhar, parecia de longe que ela já se conheciam a décadas. Ela voltou-se para frente e ela colocou sua mão na pequena bomba. Duby pensa rápido, será que ela deixaria eu lutar?

- Podemos fazer um trato – disse Malton sem perceber a nossa conversa silenciosa – Que tal?

- Fala o que quer! – diz Duby tentando distraí-lo e eu já estava preparada.

- Que tal uma troca – diz ele – Você por Alaster?

    Duby fica paralisada. Senti sua relutância de longe.

- Maldito – disse Marck – Acha que ela cairá nesse seu truque...

- Não e truque – ele disse – Apenas uma troca Duby e só dizer sim, apenas isso. Pode ser que talvez eu o deixe ir agora – ele se virou para um soldado – Tragam-no!

    Ficamos parados esperando, dois soldados apareceram com um homem muito belo se não fosse pelos ferimentos. Uma faixa suja envolvia seus olhos. Senti Duby tremer.

- Essa faixa e para o bem dele – Malton disse – Ele ficou dois anos na escuridão então se eu tirasse essa faixa... Bom.

    A mão de Duby tremia. Malton mandou trazer Alaster para perto de Duby. Arma caiu da mão dela e ela se jogou ajoelhada aos pés de Alaster, segurando sua camisa rasgada.

- Meu amor – disse ela soluçando – O que ele fez com você?

- Duby? – sussurrou Alaster – Como..?

- Shii... Eu estou aqui – disse ela tocando o rosto de Alaster, vi as lagrimas saindo de seus olhos e isso me fez chorar, ela estava despedaçada.

- Saia daqui Duby – disse Alaster – Não escute o que...

    Um banque surdo e Alaster cai no chão, Duby estava a sua frente com uma adaga na garganta de um soldado e outra na de Malton. Lagrimas escorriam pelo seu rosto, mas ao olhar para Malton seus olhos eram cheios de odio.

- Levem-no – disse Malton sem temer a adaga em sua garganta – Ou você quer que o eu mate?

    Duby tremeu e tirou a adaga da garganta de Malton e abaixou o olhar submissa. Malton se aproximou dela e tocou seu rosto. Senti a vontade de Duby de afastá-lo. Eu tinha fazer alguma coisa!

- Fique quieta – disse ele para Duby – Ou seu queridinho não vai viver.

    Ele segurou o queixo de Duby rispidamente e a beijou. Duby tentava se soltar mais não conseguia. Eu não agüentei, peguei a pistola de Duby do chão e apontei para a cabeça de Malton.


- Largue-a! – eu disse

- Rebeldes, odeio – disse Malton – Você merece coisa melhor Duby, lembre-se e só uma troca, o que você perderia?

    Duby se afastou de Malton tremendo e ficou na minha frente. Alaster não estava mais ali. Eu não podia deixá-la se entregar!  Puxei o pino da bomba e joguei puxei Duby e corremos para a camionete. Coloque Duby ao meu lado enquanto Marck e Steve iam na moto dela. Acelerei ate saímos dali e ate ficarmos cercados por arvores. Duby chorava e tremia. Acampamos numa pequena clareira. Duby se sentou longe da gente, ela sofria, mas eu não podia dizer nada eu nunca havia sentido a sua dor, não dessa forma. Ela disse que faria a vigia, eu não podia discutir. Quando acordamos levamos um susto daqueles, pois Duby não estava em parte alguma, ate que achamos um pequena cabana num pequeno morro, era um pequeno templo para Apolo e Artêmis e Duby estava la sentada olhando para as estatuas com lagrimas nos olhos e segurando uma pequena aliança. Sentei ao seu lado e a abracei.

- Vai dar tudo certo – eu disse – Não importa o que aconteça estaremos juntos com você.

    Ela olhou para mim, depois para Marck e Steve e sorriu agradecida, mas cheia de dor.

13º A morte de meu filho...  (Passado)

    Eu não poderia desejar nada mais do que tinha. Eu tinha uma nova família, tinha Alaster que é o amor da minha vida. E hoje recebi a melhor noticia que esse amor gerou um fruto. Eu estou esperando um filho de Alaster. Se eu pudesse ser mais feliz, não eu não podia, porque eu já era feliz o bastante!  Ia para nossa casa, onde tudo começou. Passei a manha e a tarde do lado de fora, mas já estava escurecendo quando ouvi passos. Peguei logo a adaga. Vi uma mulher machucada vindo em minha direção fui socorrê-la.
- Você esta bem? – perguntei

- Quem e você? – perguntou – Não me mate!

- Calma esta tudo bem – disse Duby – Venha comigo.

    Levou a moça para dentro da cabana e cuidou de seus ferimentos, mas fugia sempre para o banheiro, o cheiro de sangue a estava deixando enjoada. Já estava de noite quando a moça falou.

- Tu estás grávida? – perguntou

- Sim estou – disse Duby radiante.
    A moça se levantou e colocou a mão na barriga de Duby. Tirou a mão e pegou um pequeno frasco no bolso.

- Eu diria que você esta com um mês para dois de gravidez – ela disse – Tome isso e para diminuir os enjôos

- Obrigada – disse pegando o frasco, mas não sabia se deveria tomar. A moça percebendo sua relutância sorriu.

- Pode deixar – ela disse – Esse remédio vem de geração em geração em minha família.

    Duby se sentiu mal por ela, sabia o que era perder a família. Para agradá-la pegou um copo.

- Não sei qual e a medida. – disse – Coloque para mim?

    A moça sorriu e colocou o remédio no copo e um pouco d’água. Duby bebe e se deita. A moça ficou do seu lado. Foi quando Duby começou a sentir uma queimação. A moça sorria. O sorriso dela fez Duby tremer.

- Desculpe Duby – disse a garota – Mas meu mestre Malton não quer esse filho em seu corpo. Ainda mais sendo de Alaster. Não sabia que você era tão ingênua.

- Mas... Mas o... Que? – perguntei arfando

- Não se preocupe – ela disse – você não vai morrer só esse bebe.

    Ela saiu porta a fora. Duby gritava de dor. Não estava agüentando. Foi quando Alaster chegou.

- Duby? – perguntou depois de um grito dela, ele se atirou no chão ao seu lado – Meu amor o que foi?

    Foi quando Duby caiu na inconsciência. Quando acordou estava com dor de cabeça. Viu Judith ao seu lado com o rosto cansado.

- Duby querida – disse ela – Como você esta?

- Com dor de cabeça – disse ela, então se lembrou da moça, do sorriso dela – O que houve?

    Judith olhou para Duby com lagrimas nos olhos. Duby tremeu de medo.

- Eu fiz de tudo Duby – disse ela – Mas não consegui...

- Judith! Você não conseguiu o que? – perguntou Duby


- Duby você perdeu o bebe – disse ela

    Duby ficou estática. Sua mão foi para a barriga, não sentia nada. Lagrimas escaparam de seus olhos. Colocou o rosto nas mãos, depois começou a gritar e a se machucar. Judith tentou segura-la, mas não conseguia, chamou Karl que a segurou enquanto Judith a dopava. Tentava se afastar de Karl, mas a morfina começou a fazer efeito e acabou adormecendo. Quando acordou estava escuro não havia ninguém no quarto. Ela se encolheu abraçando os joelhos e começou a chorar, ficou assim por quatro dias sem comer e nem beber, simplesmente ficava ali parada sem falar, a única fez que falou foi com Judith dizendo que não queria receber nenhuma visita, que queria ficar só.  Às vezes Samire trazia a comida para ela, mas Duby não tocava, do jeito que a comida veio ficava. Ela gritava e chorava, e quando dormia acordava novamente gritando e se encolhia em seu luto. Nem Alaster ela queria que entrasse com medo dele a culpar pela a perda do bebe. Ate que um dia ouviu a voz de Alaster do lado de fora.
- Samire não adianta – disse Alaster – Ela me culpa, não posso forçá-la a me receber.

- Alaster, pelo amor dos deuses – disse Samire – Ela vai morrer se continuar assim!

    Levantei-me da cama, mas estava fraca demais para ficar em pé. Tentei segurar na mesa, mas escorregou tudo fazendo barulho, Alaster e Samire entraram. Alaster se ajoelhou do meu lado, mas não me tocou.

- Você esta bem Duby? – perguntou ele com a voz cheio de remorso

- Nunca mais diga que foi sua culpa – eu disse com a voz rouca – Nunca repita isso.

    O Abracei enterrando minha cabeça em seu colo e ele passou a mão em meus cabelos. Ele me pegou no colo e me levou para o nosso quarto onde ele me colocou na cama e se deitou do meu lado me confortando, dizendo que tudo ia da certo.

14º Ele não quer amor, quer odio. – Contado por Belle Sims

    Ela estava ali, não mão dele, como foi possível ela escapar. Mesmo assim o que meu mestre ver tanto nessa garota? O que Duby tem que eu Belle Sims, Assassina qualificada dos soldados libertadores não tenho?  Eu sempre faço seus desejos, todos sem exceção. Porque ela?

- Pensando Belle? – perguntou ele

- Você não tem nada a ver com isso – digo rispidamente – Você es só um informante.

- Bem qualificado devo dizer – diz ele – Tenho tudo o que mestre Malton quer, todas as informações sobre rebeldes.

- Menos sobre Duby e esse novo grupo – eu disse maleficamente

- Por enquanto – ele disse – Alaster confiava em mim e olha aonde ele veio parar, Duby não será diferente. Que pena que mestre Malton quer tudo para si. Duby realmente e o desejo de todo homem.

    Belle treme com esse comentário ate esse verme que para se salvar entregou toda a Sociedade Rosa Vermelha , e ele ainda tem a marca, não passa de um verme que ela tem que aturar, mas não dessa vez.

- O que Duby tem? – pergunta ela – O que essa vermezinha tem que todo homem a quer?

     Ele se aproxima dela segurando seu queixo. Belle tenta se soltar, mas não consegue.

- Ela e apenas uma garota Belle – diz ele – Mas nos faz sentir cheios de desejos. O que você tem hein? Você pode ter o corpo, o jeito, mas não tem aquele olhar feroz que Duby tem.

Belle se afasta indignada. Como ele ousa encostar um dedo se quer nela. E ainda fica com aquele sorrisinho arrogante nos lábios como se fosse dono de tudo.

- Mestre Malton deseja vê-la em seus aposentos – disse ele saindo – Não fique animada ele não quer nada com você hoje, mas se quiser descontar esse odio venha aos meus aposentos.

    Ele saiu sem se virar uma vez se quer. Isso me irritou. Minha vontade e de torturá-lo da pior maneira possível,mas mestre Malton me chamava e eu não poderia demorar-me. Corri para os aposentos do meu mestre. Ele estava sentado em sua cadeira sua atenção estava voltado para um mapa em cima da mesa. Entrei fazendo o mínimo de barulho e me ajoelhei ao seu lado beijando-lhe as mãos.

- Pare com isso Belle – ele disse – Hoje eu não a desejo.

- E claro mestre – eu disse infeliz – Mas eu poderia fazê-lo sentir-se melhor.

    Eu não esperava pela reação dele, ele nunca levantou um dedo contra mim. A não ser quando eu pedia e isso apenas quando transavamos. O golpe foi tão forte que não me agüentei em pé. Cai com meu rosto no chão, da minha boca escorria sangue. Ele se levantou e me puxou pelos cabelos, eu não ousei gritar. Isso e para os fracos.

- Belle eu decido quando eu quero ou não transar com você – ele disse – Pensava que você era uma assassina e não uma vadiazinha qualquer como as outras mulheres que tentam me satisfazer para ganhar a liberdade. – ele me soltou e voltou a se sentar – Venha cá Belle.

    Levantei-me devagar e caminhei ate ele. Ele puxou minha mão e me fez ajoelhar-me a sua frente. Ele segurou minha nuca.

- Não gosto de te machucar Belle – ele disse – Mas você mereceu.

- Eu sei mestre – eu disse – Perdoe-me.

    Ele acariciou meu rosto e limpou o sangue que saia da minha boca. E disse para eu me limpar. Fui ate o banheiro de seu aposento e lavei o rosto. Não estava inchada apenas uma pequena mancha roxa perto da minha boca, mas não era muito visível. Voltei para o quarto e me ajoelhei a sua frente novamente.

- Tenho uma missão para você – ele disse – Recebi informações que quatro antigos integrantes da Sociedade Rosa Vermelha estao vivos. Quero que os procure e os traga ate mim. Compreendeu Belle?

- Sim mestre – eu disse

- Muito bem – ele disse – Partirá de manhã. Não precisarei mais de seus serviços, seu eu mudar de idéia eu mando lhe chamar.

- Sim mestre – eu disse.

    Sai e fui ate meu quarto. Mais que odio! Porque nem mesmo Malton sente desejo por mim.

-Você pode ter o corpo, o jeito, mas não tem aquele olhar feroz que Duby tem. – disse ele

    Maldito! Eu não sinto odio? Ele só pode ser louco, eu o odeio como não posso odiar. Eu odeio o Alaster, eu odeio a Duby.

“ – Mestre Malton – eu disse – Apenas Duby fugiu, mas pegamos Alaster.

    Sua expressão se contorceu. Raiva passou pelos seus olhos e expressões. Como um ser como ele pode sofrer tanto, mesmo tendo todo o meu amor?”

    Eu não odeio o meu mestre. Eu o amava. Era isso que me diferencia da Duby. A raiva preencheu-me. Por amá-lo não posso te-lo.

- Mas se quiser descontar esse odio venha aos meus aposentos.

    Seguiu meus instintos vestiu um robe e apenas isso. Foi para o quarto dele e o encontrou deitado em sua cama lendo. Ele tentou se levantar, mas Belle não deu esta permissão sentou de pernas abertas em seu colo. E o beijou colocando seu odio por aquele ser insignificante e cada ato seu. Mordeu seus lábios ate sangrar e ele gemeu de prazer jogando a não cama. O amor não era recíproco ali, mas o desejo de Belle era este se sentir desejada. O corpo dele não era de tão longe tão atraente, mas desempenhou o mesmo papel. Transaram ate amanhecer. Belle se levantou e pegou seu robe. Ele olhou para ela.

- Realmente não sei o que Mestre Malton vê em Duby – ele disse – Já vai?

- Tenho uma missão para realizar – eu disse – Isso que aconteceu aqui não sairá daqui e também não ocorrerá de novo.

- Que pena adoraria repetir a dose – ele disse

    Saio sem dizer nada vou para os meus aposentos me arrumo e saio para minha missão.

15º A perda da inocencia (passado)

    Recuperei-me aos poucos depois daquilo que aconteceu. Alaster não se afastava de mim por muito tempo. Era algo que me deixava calma, a sua presença, mas tambem sufocava. Depois de algumas semanas voltei a treinar. Alaster ficou mais tranquilo com isso, mas tambem ficava receoso quando eu dizia que logo voltaria ir em missões. Uma certa noite ele pediu, praticamente implorou-me para não sair tão cedo ja que Malton, seu irmão, desejava prender-me. Isso foi a gota d' água.


- Não tenho medo dele - disse - Ele que deve ter medo de mim, já que me tornarei seu pior pesadelo.


- Duby o que há com você? - perguntou ele - Você fala como se tudo fosse tão facil assim! Fiscaste fria, penso que deve me culpar pelo que aconteceu, ja que não gosta mais que eu lhe toque... So pensa em treinar, treinar e treina. - virei meu rosto para ele não olhar meus olhos - MAlDIÇÃO, DUBY, dá para me dizer o que passa pela sua cabeça!


- O que passa pela minha cabeça so me dis respeito, Alaster - disse e sai.


    Será que ele tinha razão. Estou eu ficando fria e distante? Como ele pode insunuar que eu não gosto que ele me toque... Isso e praticamente impossivel. Percebeu que todos corriam para o mesmo lugar. Algo estava acontecendo. Foi correndo na mesma direção um tumulto se formava... Quando chegou todos dexaram ela passar... Logo visualizou Will e Samire, outros estavam segurando um soldado... Este estava em mals lenções. Duby tocou o braço de Will que se virou.


- Ja iamos chama-la - disse ele - Esse canalha tentou invadir nossos campos... Disse que veio pedir clemencia, obedecendo a uma ordem, queria falar contigo e com Alaster.

- Comigo? - perguntou Duby


- Sim - disse Samire - Ele disse que tem um recado de Malton para vocês.

    Duby se aproximou do soldados que sorriu ao ve-la. Ela ficou indiferente, sabia quem ele era. Pediu que o soltassem e foi obedecida. O soldado se levantou e parou a sua frente e colocou a mão em seu ombro. Todos a sua volta paralisaram, ela continuou indiferente aquela mão, retirou-a sem falar nada.

- Pensei que tivesse morrido, Alexandra Duby- disse Seth - E olha onde veio parar.

- Ola Seth - disse Duby - Eu digo o mesmo de ti, mas vejo que se juntou ao inimigo. Imagino o que você deve ter feito. Penso se Lanny e os outros...

- Mortos, todos ele - disse ele - Fomos os únicos sobreviventes de toda a nossa aldeia.

- Imaginava isso - disse Duby indiferente - O que quer aqui?

    Seth se assustou com o tom dela. Estava fria e distante. Não há nada nela que lembre a Duby de antigamente. Aqueles olhos negros, que quando criança amou. Era uma Duby que o assustava. Mas antes de falar um homem apareceu e se aproximou de Duby abaraçando-a. Ela não se afastou daquele toque. Ele é paracido com aquele mestre que seguiu durante anos para não perder a vida. Foi esse homem que Malton mandou ele procurar e matar, mas qual seria o sentido de magoar Duby? Mas odiava que ele a tocasse, a pessoa que ele mais amava e que achou durante anos que estivesse morta. Sempre desejando que a morte o levasse para ve-la, ela e aos seus pais.

- Vim entragar um recado - ele disse num fio de voz - Mas tambem lhe pedir um favor Alexandra.

    O homem olhou de mim para Duby, ele estava surpreso.

- Não me chame de Alexandra - ela disse friamente - Alexandra morreu no dia em que o Vilarejo Rosberg caiu pelas chamas dos soldados e todos morreram. - suspiro - Fale-me o que desejas aqui, Seth.

- Eu não quero - eu disse sem pensar - deixe esqueça o recado.

    Vi a dor passar pelos seus olhos. Aquela era a minha Duby que se preocupava com todos. Ela se aproximou de mim e se virou para os outros.

- Samire pegue curativos para mim - ela disse - E um cantil de água e chame sua mãe. - ela se virou para mim - E você venha comigo.

    Ela me levantou passando o meu braço por seu pescoço, o homem que estava abraçado com ela veio ajuda-la e ela sorriu para ele, mas foi ai que tudo ficou escuro. Acordei deitado numa cama, passei a mão em meus ferimentos, estavam com ataduras.

- Ela cuidou de você - disse ele - Se anime aqui nada lhe acontecerá, enquanto eu e Duby vigiarmos você e é claro se tu não aprontares nada.

- Sei quem es tú - eu disse - Tú es Alaster, irmão de Malton.

- Infelismente sim - disse ele - Trate de se cuidar. - ele suspirou e saiu.

    Meses se passaram, e a cada dia e semana eu ficava mais confuso e odiava mais Alaster. Eu tinha que fazer, eu iria não por Malton ou por causa daquela maldita missão, mas sim por mim. Levantei-me pegando a minha adaga e indo em direção ao quarto de Alaster, encontrei ele dormindo com Duby ao seu lado. Não havia como errar era so acerta-lo e depois eu teria aquilo que sempre quis. A morte. A minha única amiga. Mas antes de eu dar aquele passo algo me acertou no ombro. Duby se levantou.

- Nunca imaginei Seth - ela disse - Que teria que perder o resto do meu passado assim. - ela suspirou e vi lagrimas escorrendo de seus olhos - Mas não podia deixar você fazer isso.

- Mate-me então - eu disse - E digo algo mais Duby, minha morte não será em vão. Eles encontraram esse lugar, algum dia. Realmente você morreu e virou uma ameaça!

- Mata-lo, não poderia - ela disse

- Não se faça de rogada - eu disse - Sua Assassina!

    A vi vacilar um pouco, ela olhou para Alaster, ele parecia...

- Sim eu o dopei - ela disse - Sabia que você viria isso e entre eu e você. Nunca pensei Seth que você viraria isso.

- Eu digo o mesmo - eu tinha que fazer agora. tentei ataca-la mas ela se desviou. Mas continuei tentando e a forcei a lutar. Foi quando sentir sua lamina me acertar no coração. Ela retirou e vi seus olhso horrorizados. Ela me segurou então fiz aquilo que fui destinado a fazer pelo menos se eu não conseguisse matar Alaster, golpeei seu braço marcando -o com um X. Ela gemeu de dor mas não mais que isso  - Agora sim sua vida acabou Duby e obrigado por tirar a minha vida.

    Quando acordou Alaster viu Duby entrar no quarto toda manchada de sangue. Logo se assustou. Ela virou-se para ele e deu um sorriso triste.

- Assim tornei-me uma verdadeira assassina - ela disse - Minha Inocencia se perdeu agora para sempre.

    E assim Duby se consagrou como Assassina qualificada. Nunca uma justiceira como os outros. Apenas a assassina.


Leiam: A Poesia da Vida e Leiam: A Rosa Vermelha - A história de uma Assassina
Obrigado meu amigo por existir e me ajudar nos momentos mais dificies da minha vida... TE amo Daniel (L)

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#13 20-07-2010 21:47:34

Dandy L.
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

Aqui está do capitulo do 1 ao 15 ^^

Leiam e aproveitem ^^


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#14 20-07-2010 21:48:34

Dandy L.
Ultrafã
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

..Gi Peraro.. escreveu:

ta mara dandy, continua!!

Obrigada Gii ^^

Aproveite todos esse capitulos


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#15 21-07-2010 01:00:03

Dandy L.
Ultrafã
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

LEIAM E COMENTEM!! ^^


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#16 21-07-2010 14:02:31

Vii Neas
Masterfã
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

ta, agr posta mais. HEOIAHEOAI ;D


"O ser humano é contraditório. Um punhado de bem, um punhado de mal...
É só misturar com água."


         Vιι Bєllαяy

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#17 21-07-2010 15:08:40

Dandy L.
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

Vii Neas escreveu:

ta, agr posta mais. HEOIAHEOAI ;D

HUASHUAH

Ok Vii ^^

Eita menina apressada ¬¬
Mas te amo assim mesmo ^^

bjinhos =*


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#18 21-07-2010 15:23:00

..Gi Peraro..
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

Amei!!
Continua!!

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#19 21-07-2010 15:27:22

Dandy L.
Ultrafã
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

..Gi Peraro.. escreveu:

Amei!!
Continua!!

Obrigada Gii *-*

Ai ai eu so vou postar mais com duas condições:

1º Se tiver mais post ^^

2º se vcs lerem minha outra Fic ^^ que ta aqui do lado HUSAHUHS


bjinhos ^^

Ass: DANDY L. (Moranguinha com chocolate)


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#20 21-07-2010 19:50:09

Dandy L.
Ultrafã
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

16º  A rosa revala seus medos...


    Uma noite escura. Apenas a lua no céu, tudo parecia perfeito, mas porque então esse sentimento de dor. Era o paraíso. Senti um vento gelado passar por mim. Tremi de medo.
    "Para com isso sua boba e apenas um sonho, tudo apenas um sonho - penso - Então por que não acordo? "

    Escuto passos a minha volta. Puxo a bereta 9 mm e preparei-me para atirar. Mas parei no ato vendo quem era. Não era possível! Por tudo que é mais sagrado. Duby estremeceu novamente. Seus pais estavam ali parados na sua frente.

"- Você nos matou Alexandra Duby! - disse o pai numa voz espectral."

- Não - sussurrou ela - Não fui eu, foi os soldados, eles invadiram a nossa casa...
" - A culpa e sua - disse a voz de sua mãe - Tú os levas-te para lá. O nosso sangue mancha suas mãos, o de todo o vilarejo!"

    Duby tremeu, ia argumentar, mas eles desapareceram. Gritou por eles. Mas nada ouviu em resposta.

"Duby é apenas um sonho - repetiu em pensamentos para sí - Nada é real, mas parecia tudo real."

    Virou-se para trás e tremeu, estava vendo a sí própria. Com oito anos. Manchada de sangue e chorando de dor, medo e tristeza. Tentou se aproximar, mas ela se afastou.

"- Foi tudo culpa nossa! - gritou para ela - Se tivessemos nos entregado, papai e mamãe estariam vivos!  Se ao menos nos escondessemos!  Você manchou as minhas mãos de criança com sangue! E ainda me apagás de sua vida! Você é má! Má! Má!"

- Para! Para! - grita Duby tampando os ouvidos - Para! Não foi minha culpa! Eu não tive culpa!

"-Como não? - disse a voz de Seth e Duby se virou e tremeu - Você trouxe eles para o nossa vilareijo! E olha o que tive que fazer para sobreviver Duby! Virar um deles."

- Você escolheu isso! Vá embora Seth! - disse Duby chorosa e tentou se afastar, mas Seth segurou sua mão. A dele gelada.

"- Não Duby! Você vai me escutar! - disse à ela - Não derra-me estas lagrimas! Duby eu te amei desde pequeno, e vê o que fiseste comigo? Matou-me e a todos no vilareijo!"

- Largue-me Seth! - diz Duby puxando seu braço - Vá embora, Deiexe-me em paz!

- Não haverá paz para você, Alexandra Duby - disse ele dissolvendo-se - Nunca!

    Duby corre sem ter para onde ir, ouvindo as acusações a sua volta. Nem prestava a atenção por onde anda e acaba tropeçando e caindo. ela se ajoelha e coloca as mão no rosto chorando. Então sente um braço famíliar em seu ombros.

- Duby - disse Alaster - Levanta-te! Acordes! Nada disso e real!

- É sim - disse ela - Todos me culpam e estão certos, estou manchada de sangue dos meus amigos e família. O seu tambem, a cada tortura seu sangue mancha minhas mãos.

- Não me amor acorde - disse ele carinhosamente - Acorde, você tem pessoas que contam com você, eu conto com você Duby. Não podes ficar aqui! - disse ele sua voz mudando pouco a pouco, ficando cada vez mais parecida com a de Steve. - Acorde Duby!

    Duby sente a pressão em seu rosto. Mas não consegue acordar. Treme.

- Vamos lá Duby - disse Steve - Agora você não vai largar a gente vai?

    Duby se sobressalta e grita, Steve a abraça tentando acalma-la, mas Duby ainda treme. Estava acordada, não passou de um sonho. Sua respiração estava arfante, seu coração parecia pular de seu peito.

- Acalme-se Duby - disse Steve - Volta a realidade, nada que viu foi real, nada.

- Mas parecia real - disse ela tremendo - Meus pais, Seth, ate a mim mesma eu vi, todos me culpando! Steve foi tão real!

- Esqueça! - disse ele - Amanda! - grita ele sobre o ombro - Acalme-se Duby!

    Duby não o ouvia direito. Estava tremendo, não sentia mais seu corpo, as mãos de Steve estavam muito quentes em sua pele. Sua visão ficando turva. Seus olhos estavam se fechando quando uma dor e um som fez ela se sobressaltar. Percebeu onde estava e se acalmou um pouco.

- Porque fez isso? - perguntou Marck

- Ela estava histerica, ia entrar em crise - disse Amanda - Era o único modo de faze-la voltar a realidade.

- Duby esta bem? - perguntou Steve ignorando os dois. Duby assentiu um pouco e ele sorriu - Pensei que você ia deixar a gente.

- Dei-me um pouco de água - disse ela sufocada.

    Entregaram a ela um cantil cheio de água gelada que ela bebeu avidamente. Levantou-se um pouco. E sorriu para eles.

- Você nos deu uma baita de um susto - disse Marck

- Ok meninos saiam - disse Amanda - Provavelmente ela quer descansar, ou tomar um banho. Então vamos saindo.

- Naõ - disse Duby - Fiquem vocês, Amanda ajude-me a ir ate o riacho.

- Não Duby - disse Amanda - Fique aqui e melhor.

- Não - disse Duby firmemente - Leve-me lá pra fora Amanda.

    Amanda aproximou-se de Duby relutante. Colocou um dos braços de Duby por cima de seu ombro e uma mão envolta da sua cintura. Duby logo se sentiu tonta. Mas não quis demontrar.

"Como um maldito sonho pode fazer isso? - pensa Duby com raiva"

    Caminharam devagar para o riacho. Duby, com ajuda da Amanda, se sentou na beirada colocando os pés na água e fechou os olhos, logo se sentiu aliviada e sorriu. Ouviu Amanda sentar ao seu lado e suspirar. Parecia mais tranquila, provavelmente o seu sorriso a acalmou. Duby não sabia ao certo porque a chamou para ficar com ela. Talvez esteja na hora de aliviar seu coração, acalmar seu espírito cansado. Uma brisa suave passou por elas, Duby pensou sentir o carinho de Alaster acalmando-a. Sentiu lágrimas escorrerem de seus olhos, as lágrimas da saudade. Abriu os olhos e olhou para Amanda, percebeu que ela sorria de olhos fechados, lembrando com certeza de algo feliz. Duby se sentiu suja. Apagou sua vida de alegria para construir uma nova que era cheia de dor.

- Deves estar lembrando de algo bom - disse Duby a Amanda que abriu os olhos um pouco nervosa. - Perdoe-me não tive a intenção de atraparlhar-te.

- Não, não Duby - disse ela e suspirou - E que por um momento estava lembrando das tardes que passava com meus pais. Assim como estamos agora. De meu pai abraçado a minha mãe pela cintura, e ela segurando meu irmão em seus braços enquanto minha cabeça estava deitada em seu colo.

- É uma bela visão - disse Duby

- Sim - disse Amanda concordando - Mas tambem me lembrei de quando entrei para base. Em como mudei. Mas acho que se não fosse por Steve eu teria apagado essas lembranças boas e antigas.

    Duby afastou o olhar de Amanda. Lembranças antigas. Tudo o que ela conseguia enxergar do seu passado, tanto com seus pais, quanto com a Sociedade e Alaster eram as lembranças finais, cheias de odio e dor. Será que poderia lembrar das coisas boas?

- Eu não lembro - disse ela a Amanda que se virou surpresa - De como era, a minha vida antes. Da felicidade, so lembro-me da dor que senti ao ver meus pais mortos, ao ver que o filho que carregava no ventre morrer, que a pessoa que mais amo esta sendo torturada por minha culpa. - suspiro - Só isso que vejo em minha mente. A única coisa que lembro de bom, mas que também e ruim e a última caricia que Alaster fez a mim antes de se entregar, por isso que para mim viver na base rebelde e dificil. Esse lugar, a brisa que toca essas árvores, o riacho que segue seu curso, a casa. Tudo tem a presença dele.  A imagem de nós dois.

    Duby coloca a cabeça nos joelhos sentindo as lágrimas salgadas descerem de seus olhos. Sente-se sozinha desanparada. Nada dava certo. Não sabia a quem recorrer, a sua única esperança era Amanda. Mas e se depois que ela contasse tudo, ela há veria da mesma forma? Ou a abandonaria, tirando seus amigos e seu amor secreto de perto dela? Duby não podia aguentar isso. Sentiu os braços a sua volta e ficou surpresa com essa demonstração aberta de afeto, mas se sentiu agradecida. Sentiu-se aliviada mais que isso tranquila de uma forma que não sentia des que viu Alaster e seu estado. Seu coração pesou em seu peito ao lembrar dele. Afastou-se de Amanda carinhosamente. Ela afastou seus braços um pouco relutante. Eu sorri o pouco que conseguia para ela.

- Duby - disse ela - Você pode se abrir comigo, se assim desejar, pode me contar tudo o que lhe aflinge e eu guardarei tudo.

    Pisquei surpresa com suas palavras. Fiquei refletindo, quando ela suspirou e ia se levantar quando eu disse.

- É um hisória bem longa - disse - Pode demorar.

- Não importo-me - disse Amanda e segurou as mãos de Duby, que estavam frias como gelo - Eu a escutarei.

- Não é uma boa historia para se ouvir - disse Duby desviando seus olhos dos de Amanda - Nada que me lembro vivamente e feliz.

    Duby virou-se para Amanda que assentiu pedindo que continuasse. Duby suspirou. Ela finalmente ia contar sua história para alguém, que não fosse Alaster e Judith pessoas que ela confiou sua vida. Agora estava fazendo isso não como débito, mas sim  por querer se sentir livre do peso que carrega consigo des dos oito anos de idade que foi aplacado e voltou a sangrar novamente nesses ultimos dois anos.

- Eu nasci num pequeno vilarejo bem longe daqui - disse Duby - Minha vida sempre foi simples. Meus pais amavam-se além de tudo e eu fui esse fruto. A aldeia esperava que fosse um menino bravo e forte como meu pai, mas meus pais diziam que não importava, ja que minha mãe sempre fora forte para uma mulher. Foi treinada para tal coisa, ela vinha de outro vilarejo, onde os chefes sempre eram mulheres. É minha avó uma valente guerreira que morreu lutando contra o ex-general  Lennin Marcov.

"Sempre fui criada daquela forma, entre alegria, brincadeiras e cultos antigos. Todos na aldeia dizia que eu seria a proxima caçadora e sacerdotiza de Arthemis e renegaria aos homens. Isso era o que eu desejava, ser forte. Sempre fui considerada bela para minha pouca idade, por isso me apelidaram de Duby o pequeno botão de rosa vermelha a mais bela entre os espinhos da guerra. Nunca achei-me a mais bela, era apenas a mais forte e a mais rápida e ja me contentava com isso. beleza era algo que eu so via na minha amiga Lanny e em minha mãe. Cresci feliz até os meus oito anos, quando tudo acabou."

- O que acaonteceu? - perguntou Amanda

- Era um dia que eu adorava - disse - O solsticio de inverno, na manhã seguinte eu e os meus amigos enfrentariamos a prova mais esperada e nosso futuro ia ser revelado em nossas habilidades. Sai de casa apressada para brincar com meus amigos. Lembro-me que todos comentaram entre a brincadeira que eu com muita certeza seria a nova  caçadora e sacerdotiza de Arthemis. Um dos meus amigos ficou um pouco triste com isso, ele se chamava Seth. Lanny havia me dito que ele era apaixonado por mim, mas achei isso um absurdo, porém achava isso justo ja que Seth era o mais velho da turma e era o unico que não enfrentaria a prova amanhã ja que ele ja estava treinando para ser o novo sacerdote e guerreiro de Apolo. Se eu me tornasse Sacerdotiza de Arthemis e amasse ele poderiamos nos casar  e continuar cumprir nossas obrigações, mas eu não sentia nada por ele e ele sabia disso.

" Mas tudo acabou no momento que estava voltando para casa. Encontrei dois soldados libertadores no caminho. Viram a minha marca e começaram a perseguir-me. Corri como nunca havia feito. Consegui chegar a minha casa, mas ja era o fim. Minha mãe escondeu-me e ela e meu pai tentaram enfrentar os soldados, meu pai foi o primeiro a morrer, minha mãe matou um dos soldados, mas morreu pela mão do outro. Este foi procurar-me nos andares acima. Eu sai de meu esconderijo e fechei os olhos de minha mãe e peguei a adaga dela e a besta do meu pai. O soldado encontrou-me e tentou matar-me, mas ele havia desonrrado minha mãe, rezei a Apolo para que eu o acertasse e consegui, fugi vendo ao longe toda a minha vida queimar. Tudo que eu mais amava estava destruido."

- Duby - disse Amanda - Você matou...?

- Sim - disse - Matei com apenas oito anos, e feri um antes de Alaster me encontrar. Estava praticamente morta quando ele e Judith encontraram-me sendo atacada por dois soldados, a minha lembrança e um pouco confusa nesse momento, por estar fraca. - suspiro - Quando acordei estava na Sociedade Rosa Vermelha, la aprendi a vicer novamente, mas tive que "lutar" para ficar. Comecei a se adestrada como assassina, curandeira e estrategista. A única em toda a Sociedade que ficou nas três categorias.

" Como Marck ja deve ter lhe contado, eu tenho uma tatuagem, a fiz quando tinha 14 anos. A fiz em tributo a algo que eu sentia e que eu achava que nunca poderia ser revelado. Meu amor por Alaster. Fiquei des da cinco da manhã ate antes do anoitecer fazendo a tatuagem. No mesmo dia eu e Alaster saimos para uma incurção. Ele deixou-me nessa casa enquanto ia pescar nesse mesmo riacho quando foi abordado e ferido de raspão por alguns soldados, matou todos e voltou para a casa. Eu fiquei furiosa, pois ele não aceitava minha ajuda. Gritei com ele e discutimos e acabei revelando aquilo que estava tatuado em minha pele. O amor da Rosa e do Dragão. Ele disse que era um erro, mas revelou-me que amava-me des do momento em que os olhos negros de mulher o fintaram no nosso primeiro embate, os olhos da mulher que se alojou no corpo de uma menina. Entreguei-me a ele, e ele a mim."

- Você realmente o ama - disse Amanda e Duby assentiu vagarosamente. E continuou.

- Meses depois descobri estar gravida dele - disse Duby - Para mim foi uma imensa alegria e para Alaster também, para toda a Sociedade. Mas uma pessoa não havia ficado nem um pouco contente com essa alegria que eu tinha conquistado.

- Suponho que esta pessoa seja o general dos soldados libertadores - disse Amanda.

- Sim - disse Duby - Malton irmão mais novo de Alaster, a diferença entre eles e de apenas um ano, mas vejo muitas diferenças entre eles.

" Malton ordenou a morte de meu filho. Mandou sua melhor assassina, Belle Sims encontrar-me e dar-me uma dose de veneno abortivo. Eu ainda era ingênua, estava aqui esperando Alaster voltar de uma pequena incurção, quando ela apareceu como uma pobre garota abatida pela guerra. Ajudei-a e errei em meu julgamento, meu filho esta morto. Fique catatonica por semanas, queria morrer e eu achava que Alaster culparia-me pela morte de nosso filho, mas estava terrivelmente enganada. Estava prestes a completar 15 anos.  Um velho amigo voltou praticamente das minhas memorias, mas totalmente mudado. Eu pensava que eu tinha sido a única sobrevivente de meu vilarejo, mas Seth havia sobrevivido, e para continuar a viver se juntou aos soldados, sua missão naquele dia era matar Alaster. Eu o impedi e lutamos. Sem querer isso matei-o e perdi o que sobrava de minha inocencia."

    Elas ficaram em silencio por alguns minutos. Duby deixou Amanda absorver tudo que ela havia dito. E a Amanda olhava Duby como se fosse um heroina perdida.

- Dai em diante você pode imaginar o que aconteceu - disse Duby a Amanda que assentiu. - Minha vida, as lembranças boas foram apagadas. E sinto-me cheia das coisas ruins que carrego. - suspiro - Obrigada por ouvir-me.

- Obrigada a você - disse Amanda para uma surpresa Duby - Por confiar-me seus segredos, Duby A rosa Vermelha Assassina, o pesadelo dos soldados libertadores. - ela sorriu - Serei sua amiga Duby, mesmo que me veja apenas como uma rebelde.

- Não - disse Duby - Uma amiga leal que confiei a minha história.

    Viram o sol ficar a pino. A rosa finalmente se uniu a águia sua amiga para lutar por aqueles que mereciam ser salvos.


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Obrigado meu amigo por existir e me ajudar nos momentos mais dificies da minha vida... TE amo Daniel (L)

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#21 22-07-2010 01:56:37

Dandy L.
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

COMENTEM!! *-*


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#22 22-07-2010 17:10:41

..Gi Peraro..
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

AMEI!!!
CONTINUA!!!
(eu tinha lido hj de manhã, mas esqueci de comentar tongue)

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#23 22-07-2010 17:13:12

Dandy L.
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

Own Thanks Gii...

(¬¬ não se esquece de comentar HUSAHUSHA)


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#24 22-07-2010 19:22:08

Dandy L.
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

17º  A separação do Dragão e da Rosa... (Passado)

    Des da morte de Seth sinto-me fria por dentro, mas graças a Sociedade, principalmente por Alaster posso descongelar o meu coração. Estavamos mais alertas do que de costume. Depois da ameaça de Seth muitos soldados começaram a andar perto da base. Isso deixou-nos muito agitados. Incurções foram praticamente canceladas. Apenas eu e Alaster saiamos, mas conseguiamos poucos alimentos para a sociedade e tambem para as bases que mantinhamos por perto. Decidimos então levar os rebeldes para áreas mais seguras. O que foi díficil. Eram muitos rebeldes. Podiamos apenas nos mover a noite rapidamente e principalmente em alerta. As outras bases rebeldes aceitaram a que movemos para seus territorios mais afastados da sociedade.

- Uma hora eles terão que ir embora - disse Malcom, irmão mais novo de Maoel que morreu algumas semanas atrás salvando uma menina das garras de um soldado, morreu como herói que era - Faz semanas que estão aqui, os mantimentos deles vão acabar em dois dias. Terão que ir embora para buscar mais. Essa sera nossa chance de sair dessa base e passar para outro lugar.

- Mas aqui e nossa casa - disse Lis, ela era nova na sociedade estava aqui há poucos meses - Malcom nossa vida e este lugar.

- Concordo com Lis - disse Manoel - Não podemos simplesmente abandonar tudo!

- Acho que Malcom esta certo - disse Alaster - E doloroso para mim admitir, mas temos que sair daqui, e logo antes que nos encontrem.

- Judith ? - chamou Lis - Diga algo, você é a líder aqui.

    Duby olhou para Judith. Ela parecia cansada seu sorriso se apagou com a morte de seu irmão de armas e amigo. Duby sabia como ela se sentia. Sente pela morte de Maoel. Mas a preocupação de Judith era principalmente com sua filha e de Duby com Alaster. Sabia que Malton estava agindo e queria Alaster longe dele.

-  Duby - chamou Judith e todos olharam para ela - Como e a estrategista líder aqui junto com Samire diga-me o que achas o sensato a ser fazer?

- Acho melhor esperar-mos - disse Duby - Concordo com Malcom quanto antes sairmos e melhor. Não há garantias que estamos seguros aqui...

- Claro des que você matou aquele soldado - disse Manoel asperamente. Duby estremeceu ao lembrar do sangue de Seth em sua mãos. Sentiu Alaster se levantar e Will fez o mesmo.

- Manoel não provoque-me - disse ele - Você e mais culpado aqui, por ter feito aquela bagunça quando estavamos movendo os rebeldes!

- Eles iam me matar Alaster - disse Manoel se levantando - Era eu ou aqueles rebeldes que não sabem fazer nada além de ser esconder como ratos!

    Duby sentiu seu rosto esquentar e o sangue subir-lhe a cabeça, sacou a adaga e fincou-a na mesa e todos se calaram.

- Chega! - gritou Duby - Manoel uma coisa que eu acho que você deve ter esquecido e que esta Sociedade luta por aqueles rebeldes que se escondem como ratos e que você também se esconde como um abandonando seus amigos na hora em que eles precisam de você!

- Hora sua vadia! - disse Manoel avançando para Duby com a adaga e Duby o desarmou rapidamente colocando a adaga em sua garganta.

- Sente-se no seu lugar - disse ela - Ou eu mesmo farei você se sentar, mas com certeza não será delicadamente!

- Mate-me sua vadia - disse ele - Você não é melhor que eu, nate faças de heroina, tu es apenas uma assassina. - ela estremeceu - Não faças de rogada mate-me!

    As palavras dele, as palavras de Seth. Duby larga a adaga, Manoel percebeu sua exitação puxou a outra adaga que tinha escondida e ia acertar Duby se Alaster não o segura-se e Will retirasse a adaga de suas mãos. Duby nem reparou nisso. Virou-se para mesa pegou sua adaga olhou para Judith.

- Dei minha opnião - disse ela - Que vocês decidam. O que decidirem eu farei.

    Saiu da sala sem olhar para ninguem. Sua mente estava acabada. Seu espirito inquieto, seu corpo preparado para lutar. Sua vida se ressumia a isso. Lutar, lutar e lutar. Calou seus pensamentos.

"Não sou uma maquina - disse a si mesma em pensamentos - Sou humana, erro tambem..."

    Seus passos levaram-na para a parte mais distante da base. A escada da vigia estava aberta como ela havia deixado. Subiu rapidamente e sentou-se. Ali era o único lugar que o vento realmente chegava ate nos. Duby sentia-se confusa, triste e sozinha. Seu passado estava praticamente em branco,mas as partes ruins estavam nítidas em sua mente, a parte que ela queria apagar estava ali. Tudo cada dor, sofrimento e ódio. Sua mente dava mil voltas. Estava para amanhecer quando Alaster se juntou a ela. Apenas sentou-se do lado dela e ficou olhando para as estrelas que iam sumindo aos poucos. Depois de algum tempo Duby não aguentava mais o silencio, mas sabia o que Alaster estava fazendo, dando-lhe espaço para pensar. Sorriu o amor deles passava do físico, do sentimental ia muita mais além, onde Duby nunca pensou alcançar, as vezes via Alaster como um dos deuses menores que renasceu como humano para guia-la, ama-la e alegra-la nos momentos ruins. Colocou sua cabeça em seu ombro, ele suspirou alí***. Não falar nada causava-lhe uma dor infinita, mesmo assim fazia o certo.

- O que se deu no conselho? - perguntou Duby

- Nada - disse ele - Judith não esta nada bem para decidir. É realmente dificil fazer uma decisão. A vida de todos renasceu aqui. Abandonar esse lugar e difícil para todos.

- Sim - disse Duby - Mas não podemos ficar. É perigoso... Eu não quero que ele se aproxime de nos novamente...

    Ficaram em silencio. Alaster sabia de quem ela estava falando. Ele a abraçou mais forte e transmitiu a Duby toda sua dor por ter despertado o interesse de seu irmão por ela, mas também colocou todo seu amor por ela naquele pequeno gesto. Duby não se sentiu mais só. Então um barulho fez eles voltarem a realidade. O soar de um tambor, os primeiros tiros. Duby se levantou rapidamente e olhou.. Viu o seu pior pesadelo.  Soldados, milhões deles começaram a invadir a base pelo lado sul. Onde Duby ou quem estivesse vigiando não pudesse ver. Então viu, o demonio que destruia sempre suas esperanças.

- Malton! - disse Alaster. Como se ouvisse o irmão naquele pequeno sussurro, Malton olhou em direção a eles e sorriu e levantou sua pistola, e apontou para Duby. Não atirou apenas apontou para ela e depois par si mesmo. Duby entendeu o que ele disse. Ele a queria.

- Temos que ajudar os outros - disse Duby puxando Alaster, fazendo-o acordar e tirar os olhos ferozes de seu irmão renegado.

    Ele desceu as escadas com ela e logo que colocaram os pés no chão foram cercados. Duby sacou sua bereta enquanto Alaster sacava sua arma. Se eles fossem cair iriam cair lutando. Duby tocou os labios na bereta e sussurrou uma pequena prece.

- Oh Arthemis se algum dia fui sua sacerdotiza dei-me sua benção nesta luta - disse e apontou a bereta e atirou. Seus tiros como os de Alaster foram certeiros. Abriram caminho entre corpos caidos e lutadores. Duby se afastou de Alaster para ajudar Lis que estava sendo vencida por um soldado. Abateu o soldado sem dó e agarrou o pulso de Lis.

- Pegue todos os que conseguir e fuja! - disse a ela que soluçava - Vamos Lis  precisam de você!

- Você tinha razão... - disse ela - Eles nós descobriram, mas era impossivel!

- Vá Lis ! - disse Duby a empurrando. Lis correu em direção a floresta chamando todos que conseguiam a ouvir.

    Duby se virou a tempo de parar um golpe de um soldado com a adaga.  O soldado era mais forte que Duby em termos de tamanho, ela não conseguiu segurar por muito tempo o golpe. Saltou para  trás a tempo de evitar o próximo golpe do oponente. Tentou acertá-lo, mas o soldado parecia saber todos os seus movimentos. Duby não viu o proximo golpe e este acertou-lhe nas costelas. Duby caiu no chão. Tentou levantar-se, mas o soldado chutou sua perna e Duby gritou, começou a recuar vagarosamente, o soldado estava pronto para acerta-lhe, ela fechou os olhos com medo, depois de muito tempo sentiu medo por sí mesma, mas o golpe que imaginará não a atingiu. Abriu os olhos e viu Malcom aparando o golpe com sua arma e sua outra mão estava segurando a adaga que estava fincada no braço do soldado. Duby aproveitou o momento e chutou o soldado que caiu e Malcom num golpe certeiro cortou-lhe a garganta.

- Obrigada Malcom - disse Duby apertando o braço do amigo.

- Deixe disso - disse ele sorrindo um pouco, mas seu olhos estavam apavorados - Judith precisa de ajuda! Alaster está com ela.

    Duby assentiu e correu procurando por Judith. Encontrou muitas pessoas da Sociedade ja mortas. Sentiu um aperto no peito ao ver metade da sua família caída. Era como ver novamente seus pais mortos na sua frente. Encontro Judith lutando com um soldado. Alaster ajudava-a. Duby acertou o soldado por trás que caiu morto no chão. Aproximou-se de Alaster, mas quase caiu, ficou tonta derrepente. Alaster e Judith segurara-na a tempo. Recuperou o equilibrio, mas Alaster continuou a segura-la.

- Alguém conseguiu escapar? - perguntou Duby

- Não sei - disse Alaster - Mas vou tira-la daqui.

- Não - disse Duby firme - tenho que ajudar!

- Não você esta ferida Duby - disse Judith - Além disse a sociedade esta acabando...  - ela olhou para Alaster - Vocês tem que continua-la! Samire e Will conseguiram sair, vocês tem que ser rapidos.

- Judith não posso.. não posso deixa-la - disse Duby chorosa

- Precisa Chéri - disse Judith - É o certo... Cuidem um do outro.

- Pode deixar Judith - disse Alaster segurando Duby. Ela segurou o braço de Judith.

- Prometa que vai tentar sair daqui - disse Duby - Prometa!

- Sim querida eu prometo. - disse Judith e se afastou de nos lutando.

    Alaster me levou por entre os lutadores. Eu chorava por dentro e lutava para viver como fazia des da morte dos meus pais. Duby e Alaster correm para a floresta mais um grito, uma ordem chega até eles.

- Peguem-na! - grita Malton - Não me importa o outro podem mata-lo, mas quero ela VIVA!

    Continuam correndo, mas sabiam que seria impossivel sair dali. Duby cai sentindo a dor em sua perna piorar. Alaster a levanta e voltam a correm, mas Duby sabe que eles estão perto.

- Alaster - chama ela - Deixe-me aqui siga em frente, você terá mais chance se deixar-me.

- Duby - disse ele - So pelos deuses não repita o que você falou. Eu não vou deixar você aqui!

    Continuaram correndo, mas tanto Alaster quando Duby percebem que era tarde de mais. Estavam cercados e não podiam correr. Alaster segurou Duby e puxou a adaga preparando-se para lutar. Uma risada fez Duby tremer. Aquela mesma risada.

- Alaster seu tolo - disse Belle - Pare com isso! Você não pode fazer nada. Entregue-a e talvez eu posso salva-lo.

- Cala essa sua maldita boca Belle - disse Alaster com ódio. Duby solta sua mão e retoma o equilibrio, mas ainda estava precario. Puxa a bereta e se coloca na frente de Alaster.

- Pequena Duby - disse ela - Nós vemos novamente. So que dessa vez eu a levarei para o meu mestre.

    Duby não viu mais nada, sua visão ficou vernelha cheio de ódio. Esta maldita vai pagar! Duby aperta o gatilho três veze. Uma acerta Belle de raspão as outras cravarm nos soldados ao lado dela. E assim começou. Duby e Alaster lutavam e ao mesmo tempo etravam pela floresta. Alaster foi ferido varias vezes como Duby também foi, mas continuaram lutando. Alaster percebeu então que estava acabado, iam mata-lo e levariam Duby a Malton. Isso o fez perceber o certo a se fazer.

- Duby vá! – grita para ela que o olha sem entende-lo, mas tambem horrorizada– Eu cuidarei deles...
- Não vou deixar você aqui – diz ela de firmesa na voz, o mesmo tom...
- Duby – ele disse – Eu lhe imploro vá, se eu não posso me salvar eu quero que você se salve! – ele da um único disparo no solado e a segura pelos ombros lagrimas caem de seus olhos – Não chore meu amor, nos veremos novamente, eu não vou morrer. Mesmo preso, estarei junto de ti. Deixe a chama da esperança brilhar ainda nesse mundo, você e a única que pode. – ele enxuga as lagrimas dela e à beije levemente nos lábios e se vira para continuar a lutar – Vá! Lute por aqueles que precisam e nunca deixe ser levada por Malton e só o que lhe peço, agora Vá.

    Duby continua parada, olhando Alaster enquanto ele continuava a lutar. Ele leva um tiro de raspão no ombro Duby da um passo a frente, mas Alaster a olha.

- Vá Duby! - grita ele.

    Duby vira-se e corre chorando. Percebe que esá sendo seguida, mas continua avançando. As lagrimas a cegavam. Corria sem saber pra onde realmente. Parou ao avistar um soldado.

- Vire-se e volte para lá - disse ele apontando a arma pra Duby - Anda Vadia!

    Duby ia voltar quando as palavras de Alaster a queimaram por dentro. Levantou os olhos cheios de ódio e atirou. Lutaram. Duby não via problemas, não sentia dor. Apenas importava-lhe que aquele homem deve estar morto!  Venceu e roubou a moto do soldado e foi em direção ao morro onde dava para ver o campo de batalha que havia se formado. Nada estava em chamas, mas Duby viu corpos, muitos deles de seu amigos. As lagrimas cairam de seus olhos. Seu corpo doia. Não podia continuar ali. Dirigiu sem parar até chegar a casa. Largou de qualquer jeito a moto e entrou caindo no chão e caiu na incosnciencia, mas em sua mente a dor era maior e as lagrimas escorreram de seus olhos. Na manhã seguinte Duby saiu da casa disfarçada e seguiu para um vilarejo próximo, a noticia de que a Sociedade Rosa Vermelha foi encontrada e parcialmente destruida assustou muitos. Apenas ela estava foragida. Alaster havia sido capturado para interrogatório na base principal. Duby não sabia onde ficava esta base. Sentiu sendo observado e viu Laila parada olhando para ela com lagrimas nos olhos. Caminhou ate ela e falou num pequeno sussurro.

- A sociedade ainda está viva - disse - Enquanto eu viver e lutar por todos.

- Que o Grande pai e seus filhos acompanhem seu caminho Alexandra Duby - disse ela - E que todo seu odio recaia sobre os soldados.

    Duby sorriu e correu para um beco subiu para a pequena sacada de uma casa e gritou.

- Liberté de laVie - gritou e todos olharam para ela - Eu ainda estou viva e não descansarei enquanto vós traidores não forem mortos pelas minhas mãos. Se preparem pois A Rosa Vermelha esta viva juntamente com o dragão selvagem!  - Duby olhou para a multidão e viu Laila sorrir e levatar sua bereta.

- Seguirei-te Rosa vermelha - gritou ela - Quando precisar!

    Duby sorriu ao ver varios cidadãos levantarem as mãos, aqueles que seriam os rebeldes. Viu uma garota que olhou para o céu sorrindo uma águia desceu dos céus e pousou no braço dela. Então o viu.

- Sua vez chegará Malton - disse apontando - E só eu poderei acabar com você!

    É assim Alexandra Duby despareceu entre uma nuvem de fumaça e dizendo isso se tornou o pior pesadelo dos soldados Libertadores. E a única coisa que deixava para trás era uma pequena RosaVermelha e os corpos sem vida de soldados. Assim nasceu A Rosa Vermelha Assassina.


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#25 22-07-2010 19:30:07

..Gi Peraro..
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Re: A Rosa Vermelha - A História de uma Assassina

Amei!!
como já disse antes.. essa é minha hist favorita q vc posta!!
continua!!

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