testeVeja a capa e a data de lançamento do novo livro da série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares

Preparem o coração, fãs de Ransom Riggs! Como vocês já sabem, vamos lançar o quarto volume da série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, e chegou a hora de conhecer a capa da edição brasileira!

Seguindo a arte usada na edição americana, Mapa dos dias chegará ao Brasil no dia 15 de outubro, em capa dura com sobrecapa, assim como os três outros volumes da série. E, para deixar a coleção ainda mais bonita, o livro terá a capa dura em preto e muitas das fotos internas agora são coloridas. Estamos apaixonados, e vocês? <3

Mapa dos dias começa com Jacob Portman de volta aos Estados Unidos com Emma, srta. Peregrine e os demais amigos peculiares. Em um novo tempo e um novo continente, o grupo vai explorar as fendas temporais americanas e o garoto descobrirá mais sobre o passado de seu misterioso avô, Abe.

O que acharam das novidades? 😉

testeUm cavalheiro em Moscou na TV

Uma reação comum ao terminarmos a leitura de Um cavalheiro em Moscou é tentar imaginar a vida de luxo, os personagens excêntricos que passaram pelos corredores do Hotel Metropol e, é claro, a icônica figura do Conde, que habitou o lugar por mais de 30 anos. Agora, os leitores poderão visualizar essas e outras histórias na TV com uma nova série inspirada no apaixonante livro de Amor Towles!

Produzida e estrelada por Kenneth Branagh – que você conhece ou como o Professor Lockhart de Harry Potter ou, mais recentemente, como o detetive Poirot em Assassinato no Expresso do Oriente –, a produção ainda não tem data de estreia confirmada e será dirigida por Tom Harper, de Peaky Blinders.

testeProtestos contra assédio sexual marcam cerimônia do Globo de Ouro

Big Little Lies foi eleita a melhor série limitada ou filme para a TV

Em uma noite totalmente diferente da dos anos anteriores, a 75ª cerimônia do Globo de Ouro, em Los Angeles, foi marcada por protestos e discursos contra o assédio sexual e o machismo. Com as atrizes vestidas de preto em solidariedade às vítimas de abuso, a premiação teve um viés mais político e reforçou a nova fase da indústria do cinema.

O tradicional tapete vermelho, onde as estrelas apresentam os looks criados por estilistas famosos, foi também um espaço para falar sobre os direitos das mulheres, reforçar as denúncias sofridas e apoiar movimentos como “Time’s up” (O tempo acabou, em tradução livre) e #Metoo (Eu também).

Um dos momentos mais importantes da noite foi o discurso de Oprah Winfrey, apresentadora, atriz, produtora e empresária, ao ser homenageada pelo conjunto de sua obra com o Prêmio Cecil B. DeMille. No palco, Oprah falou sobre sua história, racismo, empoderamento e não se esqueceu de ressaltar que era a primeira mulher negra a ganhar esse reconhecimento.

 

Outras mulheres aproveitaram o tempo dedicado aos agradecimentos para homenagear as colegas. Nicole Kidman, que levou o prêmio de melhor atriz em minissérie ou filme para TV pelo seu papel em Big Little lies, agradeceu a Reese Witherspoon e Shailene Woodley, e a Liane Moriarty, autora de Pequenas grandes mentiras, livro que deu origem à série. Em Big Little Lies, Nicole interpreta Celeste, uma mulher que tem uma vida aparentemente perfeita, mas sofre violência doméstica.

Em uma das mais belas e sensíveis atuações de sua carreira, Nicole conseguiu levantar com a personagem debates como maternidade, relacionamento abusivo e violência sexual, temas abordados pelos livros de Liane Moriarty.

 

Outro atores de Big Little Lies também receberam prêmios nas categorias de melhor ator coadjuvante, para Alexander Skarsgård, e melhor atriz coadjuvante, para Laura Dern. 

 

Guillermo del Toro também foi destaque na premiação vencendo como melhor diretor pelo filme A forma da água. Mexicano e responsável por longas como Hellboy e O Labirinto do Fauno, ele falou sobre sua carreira em Hollywood e sobre representatividade e latinos na indústria.

A forma da água, inspirado na obra homônima que chega às livrarias em fevereiro, também ganhou na categoria de melhor trilha sonora.

The Shape of Water

Confira a lista com todos os premiados da noite:

Melhor Filme – Drama:

“Três anúncios para um crime”

Melhor Filme – Comédia ou musical:

“Lady Bird: É hora de voar”

Melhor diretor:

Guillermo del Toro (“A forma da água”)

Melhor ator de filme – Drama:

Gary Oldman (“O destino de uma nação”)

Melhor atriz de filme – Drama:

Frances McDormand (“Três anúncios para um crime”)

Melhor ator de filme – Comédia ou Musical:

James Franco (“Artista do desastre”)

Melhor atriz de filme – Comédia ou Musical:

Saoirse Ronan (“Lady Bird: É hora de voar”)

Melhor atriz coadjuvante de filme:

Allison Janney (“Eu, Tonya”)

Melhor ator coadjuvante de filme:

Sam Rockwell (“Três anúncios para um crime”)

Melhor roteiro de filme:

Martin McDonagh (“Três anúncios para um crime”)

Melhor animação:

“Viva: A vida é uma festa”

Melhor filme em língua estrangeira:

“Em pedaços”

Melhor trilha sonora para filme:

Alexandre Desplat (“A forma da água”)

Melhor canção original para filme:

“This is me”, de “O rei do show”

Melhor série – Drama:

“The Handmaid’s Tale”

Melhor série – Musical ou Comédia:

“The Marvelous Mrs. Maisel”

Melhor série limitada ou filme para a TV:

“Big Little Lies”

Melhor ator de série – Drama:

Sterling K. Brown (“This is us”)

Melhor atriz de série – Drama:|

Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”)

Melhor ator de série – Musical ou Comédia:

Aziz Ansari (“Master of None”)

Melhor atriz de série – Musical ou Comédia:

Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”)

Melhor atriz de minissérie ou filme feito para TV:

Nicole Kidman (“Big Little Lies”)

Melhor ator de série limitada ou filme feito para TV:

Ewan McGregor (“Fargo”)

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV:

Laura Dern (“Big Little Lies”)

Melhor ator coadjuvante para série, minissérie ou filme feito para TV:

Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”)

testeNovo livro de Guillermo del Toro, ‘A forma da água’ chega ao Brasil em 2018!

 

 

A forma da água, romance que retrata e expande o universo do filme homônimo, será publicado no Brasil pela Intrínseca em 27 de fevereiro. O longa, que já ganhou o cobiçado Leão de Ouro de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Veneza e abriu o Festival de Cinema do Rio, será lançado pela Fox Searchlight Pictures no dia 1º de dezembro de 2017, nos Estados Unidos, e em 1º de fevereiro de 2018 nos cinemas brasileiros. Baseado em uma ideia original de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, A forma da água foi desenvolvido desde o início como uma história pensada pelos dois artistas de maneira independente para o cinema e a literatura.
 

 
A história se passa durante a época da Guerra Fria, em Baltimore, em um centro de pesquisa aeroespacial que acaba de receber um bem precioso: um homem anfíbio capturado na Amazônia. O que se desenrola é uma angustiante história de amor entre o anfíbio e uma das zeladoras do laboratório, uma mulher muda que usa a linguagem de sinais para se comunicar com a criatura. O livro traz ilustrações do artista James Jean e mistura fantasia, fábula e romance para criar uma narrativa envolvente tanto nas páginas quanto na tela de cinema.

Del Toro e Kraus colaboraram previamente no romance jovem Caçadores de Trolls, que, adaptado pela Netflix, é hoje a produção mais assistida da história do site na categoria de programas para a família. Foi durante uma reunião sobre esse projeto que os dois começaram a desenvolver a ideia que se tornou A forma da água.

Cena do filme de A Forma da Água

“Essa é uma história na qual eu tenho pensado desde quando tinha seis anos e vi Julie Adams em O monstro da Lagoa Negra”, diz Guillermo del Toro. “Sempre esperei que ela e a criatura acabassem juntos, mas não acabaram. Foi durante um café da manhã que Daniel Kraus, coautor de Caçadores de Trolls, me contou sua versão de uma ideia parecida, e eu soube imediatamente que nós faríamos a história funcionar, tanto para o filme quanto para o livro.”

 

A forma da água é a fagulha de ideia mais antiga que eu tenho — eu a trago comigo desde os quinze anos”, conta Daniel Kraus. “Mas não era uma história totalmente desenvolvida até eu conhecer o Guillermo. Segundos depois que eu lhe contei a premissa, ele começou a preencher as lacunas na narrativa. Amo escrever com o Guillermo porque ele é o artista mais sincero e emocionalmente aberto que eu conheço, e essa sensibilidade complementa minhas tendências mais obscuras e grosseiras.”

O livro tem publicação mundial prevista para 27 de fevereiro de 2018. O filme, dirigido por del Toro e estrelado por Sally Hawkins, Michael Shannon, Octavia Spencer e Richard Jenkins, é fortemente cotado para o Oscar.

testeMindhunter: em livro e na TV, a mente de um caçador de serial killers

Por Marco Barbosa*

Quase 40 anos se passaram, mas o caso dos assassinatos de crianças em Atlanta, acontecidos entre 1979 e 1981, ainda assombra o imaginário de muita gente nos Estados Unidos. Foram confirmadas 30 vítimas; 24 eram menores de idade, entre elas uma menina de 7 anos e três garotos de 9. Facadas, estrangulamentos, tiros. A série de crimes ganhou notoriedade internacional, motivou campanhas humanitárias e foi retratada em filmes de ficção e documentários. E também representou a primeira oportunidade de exposição pública para o agente especial John E. Douglas: o investigador que revolucionou o método de rastreamento e captura de assassinos seriais do Bureau Federal de Investigações, o FBI.

“Tudo começou silenciosamente um ano e meio antes, de maneira quase imperceptível. Antes de terminar — se é que realmente terminou —, essa perseguição se tornou a maior e possivelmente mais difundida da história dos Estados Unidos, politizando uma cidade inteira e polarizando todo o país, com cada etapa da investigação mergulhada em polêmica”, conta Douglas em Mindhunter: O primeiro caçador de serial killers americano, escrito em parceria com Mark Olshaker. No livro que inspirou a nova série da Netflix, Douglas emprega uma calculada mescla de suspense policial e realismo brutal (com uma ou outra lição fisgada de Truman Capote, Vincent Bugliosi e outros experts no gênero true crime), com um resultado inquietante.

Estudante medíocre, reservista da Força Aérea, bom nos esportes, a vida de Douglas começou a mudar em 1970, quando foi convencido a tentar uma vaga no FBI. Ele sempre teve um dom inato para, através de uma observação cuidadosa, prever atitudes e entender as motivações das pessoas. Ao aplicar essa capacidade sobre o que aprendeu na Unidade de Ciência Comportamental do FBI, já em meados da década de 1970, desenvolveu técnicas — praticamente — infalíveis para identificar suspeitos e determinar padrões de comportamento de criminosos.

 

Chamado para colaborar no caso das mortes em Atlanta, cravou: o criminoso é um jovem negro, dono de um pastor-alemão, provavelmente ex-policial ou segurança particular. Wayne B. Williams, negro, 21 anos, foi preso em junho de 1981. Ele era obcecado por procedimentos policiais e possuía um pastor-alemão. Não admitiu os crimes, mas foi condenado à prisão perpétua por conta do grande volume de provas contra ele, como testemunhas e fios de cabelo e fibras de tecido deixadas nas cenas dos crimes.

Não havia mágica nas deduções de Douglas. Havia método. Como o próprio descreve, em uma cena passada ainda no começo de sua carreira: “Havia algo inerente e profundo no psiquismo de um criminoso que o levava a fazer as coisas de determinada maneira. Mais tarde, quando comecei a estudar a mente e as motivações de assassinos em série, e depois, quando passei a analisar cenas de crimes à procura de pistas comportamentais, sempre procurava por aquele elemento isolado ou o conjunto de elementos que levavam o crime e o criminoso a se destacarem do resto, que representava aquilo que ele era.”

No posto de instrutor de Ciência Comportamental (que, na década de 1970, era uma disciplina desacreditada pelos investigadores veteranos), o agente resolveu encarar os criminosos cujos casos eram citados no material didático. “A maioria desses caras sobre quem discutíamos nas aulas ainda estavam vivos, e a maioria passaria o resto da vida na cadeia. A gente poderia ver se conseguia falar com eles; perguntar por que haviam cometido aqueles crimes, descobrir como havia sido a experiência através dos seus olhos. Poderíamos pelo menos tentar. Não importava se ia funcionar ou não.”

Funcionou. Douglas conversou com assassinos de políticos, maníacos sexuais e torturadores seriais — chegou mesmo a visitar Charles Manson, na prisão de segurança máxima Alcatraz, na Califórnia. Ao final da década, o agente já se tornara especialista em análises de perfis de criminosos a partir de evidências, organizando o conhecimento acumulado e suas experiências pessoais. “E, durante esse período, a análise criminal investigativa entrou na era moderna”, descreve ele, sem falsa modéstia. “O que tento fazer em cada caso é absorver todas as provas com as quais posso trabalhar, como os relatos de caso, as fotos e descrições da cena do crime, os depoimentos das vítimas ou protocolos da autópsia, e depois entrar de forma mental e emocional na cabeça do criminoso.”

Os crimes relatados em Mindhunter impressionam sobretudo porque, como costuma acontecer com assassinos em série, o criminoso pode ser um amigo, um parente, um vizinho… E, sem a capacidade de Douglas, nunca perceberíamos por conta própria.

 

Como o caso de Robert Hansen, um padeiro e caçador amador do Alasca que se cansou de atirar em ursos e passou a alvejar prostitutas (“Eram crimes de ódio. Ele se excitava ao ver suas vítimas implorando pela vida”). Ou do boa-praça George Russell Jr., sujeito popular e charmoso, e também culpado pelo espancamento e estrangulamento de três mulheres em menos de um ano (“Não era o tipo de pessoa que imaginaríamos cometendo esses assassinatos terríveis”). Em outras ocorrências, paciência e análises meticulosas — que poderiam se estender por anos — afinal levavam à captura do matador. Foi assim com o assassinato de Karla Brown, bela jovem de uma cidadezinha do estado americano de Illinois, cujo culpado só foi preso quatro anos depois.

Parece coisa de cinema? Não é, mas acabou se transformando. Douglas foi a inspiração para Jack Crawford, agente ficcional do FBI criado pelo escritor Thomas Harris para sua série de livros sobre o matador canibal Hannibal Lecter. Na tela grande, Crawford foi interpretado por Dennis Farina, em Manhunter, de 1987; Scott Glenn, no multipremiado O Silêncio dos Inocentes, de 1991; e por Harvey Keitel em Dragão Vermelho, de 2002.

Na TV, uma adaptação direta de Mindhunter estreou nesse mês de outubro na Netflix. No comando da série, alguém que, como Douglas, entende de serial killers: David Fincher, diretor de Seven – Os Sete Crimes Capitais e Zodíaco. O seriado condensa o universo sombrio do livro em uma narrativa bem amarrada, dividindo o protagonismo entre dois agentes: o novato Holden Ford (Jonathan Groff) e o veterano Bill Tench (Holt McCallany). A primeira temporada recria as jornadas que Douglas fez de prisão em prisão, entrevistando maníacos, e mostra a dupla de federais aplicando na prática as lições aprendidas. A reconstituição de época — a década de 1970 — e as ótimas performances tornam ainda mais palpáveis as investigações narradas por Douglas.

Leitura recomendada a fãs de seriados com C.S.I. e filmes de serial killers, Mindhunter também é indicado a qualquer apreciador de boa ficção policial. Com um acréscimo: os arrepios gerados pelas narrativas são mais agudos, por se tratar de histórias reais…  Douglas, que depois de se aposentar do FBI recomeçou a vida como consultor jurídico e investigativo, ainda se assusta com as próprias recordações.  Mas é preciso encará-las. “Como um homem desse poderia fazer algo tão terrível? Deve haver algum engano ou agravante. É isso que você dirá a si mesmo caso converse com alguns deles; não há como compreender inteiramente a enormidade dos crimes que eles cometeram (…) Se quiser compreender um artista, olhe para sua obra. É isso que sempre falo para o meu pessoal. Não há como afirmar que você compreende e aprecia Picasso sem estudar suas pinturas.”

>> Leia um trecho de Mindhunter

 

Marco Antonio Barbosa é jornalista desde 1996. Passou pelas redações de Jornal do BrasilExtraVeja Rio e Globo.com, escrevendo sobre cultura, mídia e comportamento. Hoje publica textos inéditos em https://medium.com/telhado-de-vidro.

testeBig Little Lies, série inspirada em romance de Liane Moriarty, é uma das grandes vencedoras do Emmy

Big Little Lies já tinha conquistado o público e a crítica com sua direção impecável, elenco estrelado e trilha sonora incrível, mas foi durante o Emmy, maior premiação da televisão, que a minissérie se consagrou. A atração levou oito troféus na noite de ontem e foi a grande vencedora na categoria de melhor série limitada.

Nicole Kidman recebeu seu primeiro Emmy na categoria de melhor atriz em série limitada pelo papel de Celeste. Em seu discurso, a atriz falou sobre a importância dos temas abordados na série. “Nós colocamos o holofote sobre a violência doméstica. É uma causa complicada e traiçoeira muito mais comum do que podemos imaginar. É envolta por vergonha e segredos, e vocês, me concedendo esse prêmio, colocam luz em um caminho obscuro.”

Além de Kidman, Laura Dern recebeu o troféu de melhor atriz coadjuvante e Alexander Skarsgård pelo melhor ator coadjuvante. Jean-MarcVallée, conhecido por Clube de Compras DallasLivre A jovem rainha Vitória, também levou a estatueta de melhor diretor.

A série Big Little Lies foi inspirada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, que conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

Confira os principais ganhadores do Emmy:

Série dramática:
The Handmaid’s Tale

 Série de comédia:
Veep

 Melhor minissérie:
Big Little Lies (HBO)

Melhor filme para TV:

Black Mirror (San Junipero)

Melhor atriz em série dramática:

Elizabeth Moss (The Handmaid’s Tale)

Melhor talk show:
Last Week Tonight With John Oliver (HBO)

Melhor reality-show:
The Voice

Melhor apresentador de reality show ou programa de competição:
RuPaul Charles (RuPaul’s Drag Race)

testeMulheres à beira de um ataque de nervos

Por João Lourenço*

Você tem mania de limpeza? É viciada em calmantes? Sempre está com uma taça de champanhe na mão? Fala alto, conversa sozinha, interrompe as pessoas e gosta de ser o centro das atenções? É hipocondríaca, apresenta instabilidade emocional? Suas amigas te deixam louca? Ou é você quem enlouquece suas amigas? Cuidado, você pode ser uma neurótica! Na verdade, esse termo não tem o mesmo peso que tinha no passado. Em geral, a tal da neurose não se trata mais de algo clínico. Qualquer comportamento exagerado, um pouco fora dos padrões, pode ser tido como neurose… Mas não se preocupe, um pouco de neurose não faz mal a ninguém. Louco é aquele que nunca perde o controle. 

São vários os tipos de neuróticas. As mais comuns são aquelas que têm consciência da condição e abraçam essa característica. Há também as neuróticas enrustidas, aquelas que tentam mudar, controlar a neura. Esse é o caso da Eleanor Flood, protagonista do novo romance de Maria SempleHoje vai ser diferente. Eleanor não é má pessoa — assim como a maioria das neuróticas também não são. Eleanor é o tipo de mulher que faz listas mentais de tudo que precisa ser diferente em sua vida. Ela quer muito mudar: deseja ser uma mãe melhor, uma amiga melhor, uma esposa melhor. Enfim, uma versão melhor de si mesma. Porém, assim como na vida real, muitos imprevistos e surpresas desagradáveis surgem na vida de Eleanor.

Como não pirar quando tudo desmorona? Apesar de tantos obstáculos, Eleanor tenta encontrar soluções inusitadas para os problemas do cotidiano. Ela é uma personagem cativante que garante boas risadas e reflexões sobre as nossas neuroses do dia a dia. Irônico, engraçado e humano, a história de Eleanor está em processo de adaptação para a telinha, tendo Julia Roberts no papel principal — para neurótica nenhuma botar defeito. 

Abaixo, selecionamos seis personagens neuróticas de filmes e seriados de TV. Ame ou odeie-as. 

 

Carrie Bradshaw — Sex and the City

 

A série televisiva Sex and the City abriu o caminho para produções originais que abordam o universo feminino. Quem nunca quis sentar para um brunch com Samantha, Charlotte, Miranda e Carrie? Esta última sempre foi a personagem que mais dividiu opiniões. Carrie é independente, fashionista, assina uma coluna semanal sobre sexo para o jornal The New York Star e mora em um charmoso apartamento no coração de Manhattan. Ela é a it girl que você quer ser amiga e, às vezes, também consegue ser aquela pessoa insuportável que queremos distância: narcisista, egoísta e cheia de manias. É a típica neurótica que fuma um cigarro atrás do outro e não sai de casa até o “contatinho” ligar. Carrie Bradshaw, apesar de boa amiga, sempre quer ser o centro das atenções. 

 

Chris — I love Dick 

 

Por muitos anos, Kathryn Hahn estrelou como coadjuvante em filmes independentes. Na série da Amazon I Love Dick, ela rouba todas as cenas. Chris é uma cineasta que não produz nada original há anos. Frustrada com a profissão, ela decide seguir o marido, Sylvester (Griffin Dunne), para uma cidadezinha no interior do Texas, onde ele ganhou uma bolsa para estudar na famosa instituição do artista plástico Dick (Kevin Bacon). Em proporções diferentes, o casal se apaixona pelo sedutor Dick. Chris cria inúmeras fantasias e conspirações sobre Dick e transforma tudo isso em um diário picante. Para chamar a atenção do seu objeto de desejo, ela imprime o diário e distribui para a cidade inteira ler. Além de perseguir Dick por todos os cantos, a personagem de Chris se humilha, cria cenas que causam vergonha alheia — no espectador e nos outros personagens — e faz jogos mentais com o marido. Ou seja, um prato cheio! Ela é a mulher mais imprevisível da telinha. 

 

Madeline — Big Little Lies

 

Além de produtora da badalada série da HBOBig Little Lies, baseada no romance Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty, Reese Witherspoon também encarnou uma das protagonistas: Madeline. Ela é aquela neurótica que sabe que é neurótica, mas não tem nenhuma vontade de mudar. Madeline mora em uma mansão de frente para o mar, tem tudo que o dinheiro pode oferecer, porém sempre está entediada. Ela está no segundo casamento e é mãe de duas filhas. Pense em uma mãe tigre, aquela que se envolve nas brigas das meninas. Ela também não mede esforços para criar climão com quem se mete em seu caminho. Madeline arruma confusão até com o prefeito da cidade. A última palavra é sempre dela e ela não pensa duas vezes antes de te mandar para aquele lugar. Todos temem a sua língua ferina. Madeline é control freak, se apega a pequenos detalhes e sabe da vida de todo mundo. Mas não é só de barraco que ela sobrevive. Madeline também protege e aconselha as amigas desafortunadas.  

 

Brooke Cardinas — Mistress America

 

No tragicômico Mistress America, fica difícil acompanhar a rotina e as ambições da personagem Brooke Cardinas. Interpretada por Greta Gerwig, que coassina o roteiro do longa, Brooke é um retrato irônico da geração millennial. Brooke faz um pouco de tudo, mas não termina nada que começa. Ela pretende abrir um restaurante, mas, enquanto o sonho não se concretiza, trabalha como decoradora, designer de moda, instrutora de SoulCycle e tutora de matemática para adolescentes ricos. Ufa! Brooke acredita que as pessoas só se aproximam dela para roubar as suas ideias. Esse lado supersticioso e neurótico da personagem rende boas gargalhadas. Em tempos de crise, Brooke apela até para clarividentes. Ela é um personagem que não percebe que muitos de seus sonhos são irrealizáveis. Mas ela jura que: “Sei tudo sobre mim mesma, é por isso que não posso fazer terapia.”

 

Jasmine — Blue Jasmine 

 

O diretor do longa Blue Jasmine, Woody Allen, ficou conhecido por criar personagens neuróticos — lembra de Annie Hall? Em todos os filmes de Allen você encontra personagens que apresentam algum tipo de transtorno obsessivo compulsivo: pessoas que falam demais, excêntricas, paranoicas, desconfiadas até da própria sombra. Em Blue Jasmine não é diferente. Jasmine é uma socialite nova-iorquina que tem a vida virada do avesso quando o marido vai preso, deixando ela na rua da amargura. Jasmine começa a sofrer de transtorno delirante, ou seja, ela não aceita a nova realidade. Então faz de tudo para manter as aparências. Ela apresenta todas as características de uma neurótica de carteirinha: fala sozinha, aborda estranhos na rua para conversar sobre a vida privilegiada que tinha com o marido e por aí vai. Ela também apresenta delírios de grandeza e é compulsiva por compras e roupas de grife. Quando nada faz efeito, ela tenta se acalmar com uma mistura poderosa de calmante e champanhe. O papel rendeu o segundo Oscar da carreira de Cate Blanchett. 

 

Aura — Tiny Furniture 

 

Antes de ser a controversa Hannah Horvath, no seriado Girls, Lena Dunham dirigiu e escreveu Tiny Furnitures. No filme independente, Dunham interpreta Aura, uma recém-graduada em Teoria do Cinema que não sabe o que fazer com o diploma — e com a própria vida. Aura explora os conflitos comuns a qualquer pessoa, como a transição da juventude para a idade adulta. Ela volta a morar na casa dos pais, mas percebe que a mãe e a irmã mais nova estão distantes e não precisam dela por perto. Aura também não consegue mais se conectar com os amigos de infância. À deriva, entediada e sozinha, ela começa a fazer amizades com webcelebridades do YouTube e passa a trabalhar como ajudante em um restaurante. Para completar, ela tem aquele famoso “dedo podre” para homens, só se envolve com gente comprometida ou emocionalmente distante. 

 

João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York tentando escrever seu primeiro romance.

 

testeBig Little Lies recebe 16 indicações ao Emmy

O Emmy, premiação para programas e profissionais da televisão, divulgou a lista de indicados de 2017. Big Little Lies, série inspirada no livro Pequenas grandes mentiras, foi um dos grandes destaques do ano. A atração produzida pela HBO concorre à categoria de melhor minissérie.

Nicole Kidman e Reese Witherspoon, que deram vida às personagens Celeste e Madeleine, foram indicadas à categoria de melhor atriz em série limitada. Shailene Woodley e Alexander Skarsgård não ficaram de fora e disputam às categorias de melhor atriz e melhor ator coadjuvante.

Jean-Marc Vallée, conhecido por ter dirigido Clube de Compras Dallas, concorre à categoria de melhor direção em minissérie.  

American Gods, série inspirada no livro Deuses americanos, foi indicada às categorias de melhor efeito visual e melhor design de abertura.

Stranger Things, The Handmaid’s Tale, This Is Us, The Crown também estão entre os destaques da premiação, que acontece em 17 de setembro, em Los Angeles.

Confira a lista completa.

testeAmerican Gods: uma (excelente) oferenda para a deusa da televisão

Toda vez que uma adaptação para a televisão ou para o cinema é anunciada, bate aquele medo de que nossos livros favoritos não sejam retratados da forma que esperávamos. O medo fica ainda maior quando o projeto é adiado, muda de canal de TV e é rescrito diversas vezes. Deuses americanos é um desses casos.

Desde 2011 em um limbo dos roteiros que nunca ficam prontos, e após mudar de produtoras, roteiristas e emissoras, a série finalmente chegou a nós, mortais, em 2017, e todo o receio que os leitores tinham foram dissipados nos primeiros segundos da série. Shadow e Wednesday estão perfeitos na série, que narra suas desventuras por uma América de deuses esquecidos.

Se no livro a placidez e a apatia de Shadow Moon irritaram alguns leitores, na televisão o ex-presidiário é um personagem muito mais pró-ativo, que reage ao mundo absurdo que descobre quando aceita trabalhar como guarda-costas de um Sr. Wednesday praticamente saído das páginas de Gaiman, ardiloso e sempre com cara de que sabe muito mais do que aparenta. Juntos os dois são apresentados aos novos deuses, que passaram por algumas atualizações em relação ao livro, escrito no final da década de 1990.

A deusa da mídia, que originalmente aparecia em aparelhos de TV antigos de motéis de beira de estrada, agora aparece em telas de LED com alta resolução, assumindo a forma de diferentes personagens da cultura pop, como Marilyn Monroe e David Bowie, sempre nos alertando sobre a quantidade inestimável de tempo que perdemos vidrados em nossos celulares e tablets. No livro, o deus da tecnologia se assemelha muito mais a um personagem de Matrix do que o da série, uma espécie de Youtuber com milhões de seguidores.

A deusa da Mídia, como David Bowie (Fonte)

Já os deuses clássicos retratam a decadência dos seres que só existem enquanto são louvados. Uns encontraram formas de sobreviver nos tempos modernos, como o deus da forja e do fogo, que criou um culto em torno de uma fábrica de armamentos – como o próprio diz, a forma mais fácil de colocar um vulcão na mão de cada fiel é dar a ele uma arma. Outros, como Odin e Czernobog, querem enfrentar as novas divindades e recuperar a glória do passado. Não por acaso, boa parte dos deuses antigos é representada por imigrantes —  idosos, cansados, que não mais desfrutam do esplendor e juventude que outrora tiveram em sua terra natal.

Até agora já foram exibidos seis episódios da primeira temporada – que vai abordar aproximadamente um terço do livro –, e os produtores puderam mostrar com calma a chegada à América de deuses como Odin, Anansi, entre outros. Além disso, o ritmo mais lento da produção em relação ao material original permitiu que todas as esquisitices, as cenas polêmicas e os detalhes que apenas imaginávamos lendo o livro saíssem das páginas e inundassem a tela, sem nenhum tipo de corte ou censura. (É importante lembrar: a série não é indicada para menores de 18 anos)

Muito mais do que uma história sobre a guerra entre deuses novos e velhos, American Gods é uma história sobre imigração, preconceitos e a descoberta de nós mesmos. A série é exibida na Amazon Prime Video, com novos episódios todas as segundas-feiras. E, enquanto a segunda temporada não tem data de estreia confirmada, os fãs podem continuar a jornada na edição preferida do autor de Deuses americanos, lançada pela Intrínseca no ano passado e que traz diversos conteúdos extras, incluindo uma entrevista hilária com Neil Gaiman.

testeLugares Escuros e outros lançamentos da Netflix em junho

Inspirado no romance de Gillian Flynn, Lugares escuros estreia em junho no catálogo da Netflix. Protagonizado por Charlize Theron, o filme de Gilles Paquet-Brenner (A Chave de Sarah) também conta com Nicholas Hoult e Chloë Grace Moretz no elenco.

Na trama, Libby Day é uma mulher que, aos sete anos, sobreviveu ao terrível assassinato de sua família e testemunhou contra o irmão no julgamento. Vinte e cinco anos depois, uma sociedade secreta obcecada por solucionar crimes notórios vai trazer à tona o que realmente aconteceu naquele dia.

 

Neste mês, o serviço de streaming também disponibiliza a 5ª temporada de Orange Is The New Black. A série é inspirada na autobiografia de Piper Kerman publicada pela Intrínseca.

O documentário Saving Banksy discute arte de rua e apropriação cultural ao explorar os trabalhos do polêmico (e até hoje não identificado) Banksy e de outros artistas. Alguns dos melhores trabalhos de Banksy e suas reflexões foram reunidas no livro Guerra e spray, também da Intrínseca.

 

Conheça outras obras que estreiam em junho na Netflix: