teste3 motivos para assistir a Sharp Objects

Sharp Objects já está no ar, mas talvez você ainda esteja na dúvida se deve assistir à nova produção da HBO. Pode ser que você já tenha lido o livro que deu origem à série, saiba da história por alto ou quem sabe já tenha até mesmo recebido a indicação de algum amigo para assistir e, mesmo assim, não se convenceu de que valia a pena. Para fazer você mudar de ideia, criamos uma lista com curiosidades do elenco e da equipe para provar que a minissérie é imperdível.

 

 1. A atuação de Amy Adams


Se Camille Preaker, a personagem principal, é uma jornalista tentando manter seu emprego em um mercado selvagem, Amy Adams já está com sua carreira mais do que garantida. Apesar de Sharp Objects ser sua primeira série de TV como protagonista, a atriz já foi indicada a 5 Oscar e 7 Globo de Ouro. Além disso, ela esteve em 4 produções indicadas ao Oscar de Melhor Filme e atuou ao lado de 14 indicados ao prêmio de Melhor Ator.

Quando perguntada sobre o motivo que a levou a interpretar Camille, personagem completamente diferente de seus papéis anteriores, a atriz respondeu que estava ávida por um novo desafio.

Além disso, ela ainda é aprendiz de tricô de Meryl Streep.

 

 2. A direção de Jean-Marc Vallée


O diretor canadense ficou conhecido em Hollywood por ser o responsável por grandes atuações nos filmes que dirigiu. A primeira vez que chamou a atenção dos críticos foi com a atuação de Emily Blunt em A Jovem Rainha Vitória. Ele consolidou sua fama alguns anos depois, ao dirigir Clube de Compras Dallas, quando Matthew McConaughey e Jared Leto ganharam o Oscar por suas atuações. No ano seguinte, trabalhou em Livre com Reese Witherspoon e Laura Dern e, mais uma vez, a dupla de protagonistas foi indicada a Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante.

Também foi o responsável por Big Little Lies, série da HBO inspirada no livro de Liane Moriarty que conquistou 4 Globo de Ouro e lhe rendeu um Emmy de Melhor Diretor.

Em 2014, Jean-Marc havia sido escolhido para dirigir o filme da biografia de Janis Joplin e que teve a própria Amy Adams cogitada como protagonista. No entanto, a produção acabou sendo cancelada por problemas jurídicos.

 

3. A chance de conhecer o primeiro romance de Gillian Flynn


A autora de Objetos cortantes, livro que inspirou a série, foi crítica da revista Entertainment Weekly e perdeu o emprego durante a recessão do mercado americano em 2009. Logo depois, escreveu Garota exemplar, que ganhou uma adaptação cinematográfica estrelada por Ben Affleck e Rosamund Pike, indicado a Melhor Roteiro no Globo de Ouro. Garota exemplar, inclusive, foi o primeiro livro a tirar Cinquenta tons de cinza da lista de mais vendidos do The New York Times em 2012.

A autora afirma que já se cansou de personagens femininas heroicas e determinadas e que sente falta de boas e potentes vilãs: “Lados obscuros são importantes. Eles devem ser cultivados como repugnantes orquídeas negras.”

O filme favorito de Gillian Flynn aos 7 anos era Psicose, de Alfred Hitchcock, e ela jura que consegue imitar o sorriso de Norman Bates até hoje.

testeSemana especial Liane Moriarty

O que falar sobre Liane Moriarty? Conhecida por seus best-sellers já publicados pela Intrínseca (Pequenas grandes mentiras, Até que a culpa nos separe e O segredo do meu marido), a autora ganha uma semana especial feita por nossos blogueiros parceiros, aproveitando o lançamento de O que Alice esqueceu.

No início do especial foram divulgadas as resenhas sobre o novo livro, que retrata a história de Alice, uma mulher de 29 anos que acredita ter a vida perfeita até que acorda no chão da academia e descobre que dez anos se passaram. Ela agora tem 39 anos, três filhos e um divórcio em andamento. Enquanto tenta descobrir como reverter sua amnésia, ela tem que lidar com a pessoa que se tornou: alguém de quem ela não gosta nem um pouco.

Scheila Flores, do blog Guardiã da Meia-Noite, disse que, mesmo não gostando de livros na terceira pessoa, adorou e se identificou muito: “Mesmo narrado em terceira pessoa (o que não é muito a minha praia), a autora consegue dar um ritmo ágil e delicioso à trama, onde vamos montando pouco a pouco um lindo mosaico sobre a vida de Alice, com capítulos/passagens sob o seu ponto de vista, mas também alternando entre outros personagens muito importantes para a reconstrução da vida dessa mulher que realmente poderia ser qualquer uma de nós.”

Já o blog Além do Livro ressalta que o verdadeiro valor da obra está nas entrelinhas: “Se na superfície O que Alice esqueceu nos faz pensar sobre o amor – seja ele entre homem e mulher, mãe e filho, amigos ou irmãos –, quando entramos em suas camadas mais profundas, a história nos leva além. Reforça o valor das lembranças, mas também revela a beleza do não saber. E nos apresenta novas perspectivas que nos mostram que quase sempre é possível perdoar e reconstruir.”

Laura Brand, do blog Nostalgia Cinza, conta que o livro também traz uma reflexão sobre nós mesmos: “Alice é uma mulher que se vê perdida em níveis bem mais profundos do que sua falta de memória aparenta. Ela percebe que se tornou alguém irreconhecível para si mesma e isso nos faz pensar sobre nossas próprias escolhas e nossas expectativas para o futuro.”

(Foto: @AsasdeTinta)

Em seguida, os outros livros de Liane foram revisitados. O blog A Menina que Comprava Livros fez um ranking com seus favoritos, elegendo como primeiro lugar O segredo do meu marido, lançado em 2014. Opinião compartilhada com a página Resenhas de Algodão, que contou um pouco da sua história com a autora e destacou o trecho: “Nenhum de nós conhece todos os possíveis cursos que nossas vidas poderiam ter tomado. E provavelmente é melhor assim. Alguns segredos devem ficar guardados para sempre.” Para o blog Por Essas Páginas, contudo, o favorito é Pequenas grandes mentiras, que deu origem à série Big Little Lies, da HBO. Eles descreveram o livro como “envolvente e surpreendente, escrito por uma autora que não tem medo de enfiar o dedo na ferida”.

(Foto: @stebookaholic)

Além disso, ao longo da semana os blogueiros também falaram sobre os principais temas trabalhados por Liane e as adaptações de suas obras para os meios audiovisuais. Todo o conteúdo do especial pode ser conferido aqui:

Resenha O que Alice esqueceu:

A Mãe Preta | A Menina que Comprava Livros | Abdução Literária | Além do Livro | Asas de Tinta | Borogodó | Colecionando Primaveras | Conjunto da Obra | Danuza e os Livros | Entrando Numa Fria | Eu Insisto | Guardiã da Meia-Noite | Hey Evellyn | SteBookaholic | Kids Indoors | Livro In Cena | Magia Literária | Mais Que Livros | Nostalgia Cinza | Parafraseando Livros | Por Essas Páginas | Resenhas de Algodão | Sobre um Livro | Talvez Geek | Vagando e Divagando | Viagem Literária | Viaje na Leitura

Outros livros da autora:

A Menina que Comprava Livros | Além do Livro | Conjunto da Obra | Danuza e os Livros | Entrando Numa Fria | Eu Insisto | Feed Your Head | Guardiã da Meia-Noite | Hey Evellyn | SteBookaholic | Mais Que Livros | Nostalgia Cinza | Parafraseando LivrosPipoca Nerd | Por Essas Páginas | Resenhas de Algodão | Talvez Geek | Vagando e Divagando | Vai Lendo |  Viaje na Leitura 

Os temas de Liane:

Conjunto da Obra | Entrando Numa Fria | Guardiã da Meia-Noite | SteBookaholic | Mais Que Livros | Nostalgia Cinza | Por Essas Páginas | Viaje na Leitura 

Adaptações para TV e cinema:

Danuza e os Livros | Feed Your Head | Livro Lab | Mais Que Livros | Portal Ju Lund | Vagando e Divagando 

Depois de conhecer melhor o estilo inconfundível da autora, a conclusão é clara: seja pelo mistério, pelas reviravoltas ou pelos personagens que são gente como a gente, O que Alice esqueceu, Pequenas grandes mentiras, Até que a culpa nos separe e O segredo do meu marido são livros que você não vai querer parar de ler. 

 

Leia um trecho de O que Alice esqueceu

testeDivulgada estreia de Objetos cortantes, série da HBO inspirada na obra de Gillian Flynn

Objetos Cortantes, nova minissérie da HBO estreia em 8 de julho. Protagonizada por Amy Adams (A Chegada Animais Noturnos), a série será dirigida por Jean-Marc Vallée, responsável pelo filme indicado ao Oscar Clube de Compras Dallas e por Big Little Lies, série inspirada no romance de Liane Moriarty que levou oito prêmios Emmy.

Após o sucesso das adaptações para o cinema de Lugares escuros Garota exemplar, das quais Gillian Flynn participou como roteirista, a escritora também atua como produtora de Objetos Cortantes, série que terá oito episódios no total. O primeiro será roteirizado por Marti Noxon, que escreveu episódios de Glee Mad Men. Além de ser responsável pela produção, Flynn também escreverá alguns dos episódios da série.

Com reviravoltas surpreendentes, Objetos cortantes narra o retorno da repórter Camille Preaker, recém-saída de um hospital psiquiátrico, à sua cidade natal para investigar o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã que praticamente não conhece. Hospedada na casa da família, a jornalista precisa lidar com as memórias difíceis de sua infância e adolescência. E à medida que as investigações para elaborar sua matéria avançam, Camille passa a desvendar segredos perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.

testeReese Witherspoon e Kerry Washington vão adaptar romance de Celeste Ng

Reese Witherspoon e Kerry Washington estarão juntas em um projeto poderoso! As atrizes vão adaptar e estrelar Pequenos incêndios por toda parte, romance de Celeste Ng, que será publicado em maio no Brasil. A atração será exibida pela plataforma de serviço de streaming Hulu, que detém os direitos de transmissão de The Handmaid’s Tale.

Reese escolheu Pequenos incêndios por toda parte para seu Clube do Livro em setembro do ano passado e desde então virou embaixadora da história. Empolgada, comprou os direitos de adaptação do romance para sua produtora Hello Sunshine, responsável também pela bem-sucedida série Big Little Lies.

A história de Pequenos incêndios por toda parte se passa em Shaker Heights, um subúrbio calmo e moderno de Cleveland, onde tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson, que tem como princípio de vida seguir as regras.

Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, chega nessa bolha idílica com Pearl, sua filha adolescente, e aluga uma casa que pertence aos Richardson. Mas Mia carrega um passado misterioso e um desprezo ao status quo que ameaça desestruturar essa comunidade tão cuidadosamente ordenada. 

teste4 coisas que aprendemos com mulheres empoderadas

Cada vez mais mulheres se empoderam e, ao se empoderarem, tornam-se uma espécie de farol para muitas outras. No Dia Internacional da Mulher, separamos algumas coisas que aprendemos com esses grandes exemplos.

1.Acredite na sua capacidade

Reese Witherspoon se cansou dos papéis femininos rasos, que retratavam mulheres dependentes de homens para qualquer situação de crise, e fundou a própria produtora para realizar filmes e séries escritos por mulheres sobre mulheres fortes e complexas. Foi assim que a atriz produziu o filme Garota Exemplar e a série Big Little Lies, ambos altamente premiados. 

2.Esse é o nosso momento

No Globo de Ouro desse ano, Oprah Winfrey falou sobre como se inspirou em homens e mulheres que não baixaram a cabeça e lutaram para ter sua voz ouvida. Mulheres que suportaram anos de opressão e se arriscaram para compartilhar sua história, mesmo que não percebessem de imediato a influência direta de suas ações. Podemos observar o impacto agora, com o surgimento de movimentos dentro da indústria do entretenimento contra os abusos e a desigualdade salarial. Esse é o nosso momento.  

3.Você não precisa seguir um padrão para ser “aceita”

Vivemos em uma sociedade cheia de pressões estéticas e padrões inalcançáveis. Travamos uma batalha contra nossos próprios corpos todos os dias. Apesar da promessa de que tudo será perfeito quando atingirmos esse padrão, sabemos que não é verdade. Devemos nos lembrar que o que importa é ser feliz.

4. Precisamos nos ajudar

Em seu discurso para o TEDx São Paulo, Taís Araújo lembrou como mulheres são silenciadas e desqualificadas o tempo inteiro, principalmente mulheres negras. Se quisermos viver em uma sociedade mais justa, precisamos nos ajudar. As pequenas ações são valiosas e capazes de mudar o mundo.

testeMeryl Streep é confirmada em Big Little Lies

Meryl Streep foi confirmada na segunda temporada de Big Little Lies! A atriz vai interpretar  Mary Louise Wright, mãe de Perry (Alexander Skarsgård), marido de Celeste (Nicole Kidman).

Essa é uma rara participação de Meryl na televisão. A última vez que ela interpretou um papel na TV foi na minissérie Angels in America, em 2003. A HBO confirmou também que a segunda temporada terá sete episódios com roteiro de David E. Kelley e direção e produção executiva de Jean-Marc Vallée. 

Big Little Lies foi inspirada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, que conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos das três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

A segunda temporada tem previsão de estreia para 2019.

testeProtestos contra assédio sexual marcam cerimônia do Globo de Ouro

Big Little Lies foi eleita a melhor série limitada ou filme para a TV

Em uma noite totalmente diferente da dos anos anteriores, a 75ª cerimônia do Globo de Ouro, em Los Angeles, foi marcada por protestos e discursos contra o assédio sexual e o machismo. Com as atrizes vestidas de preto em solidariedade às vítimas de abuso, a premiação teve um viés mais político e reforçou a nova fase da indústria do cinema.

O tradicional tapete vermelho, onde as estrelas apresentam os looks criados por estilistas famosos, foi também um espaço para falar sobre os direitos das mulheres, reforçar as denúncias sofridas e apoiar movimentos como “Time’s up” (O tempo acabou, em tradução livre) e #Metoo (Eu também).

Um dos momentos mais importantes da noite foi o discurso de Oprah Winfrey, apresentadora, atriz, produtora e empresária, ao ser homenageada pelo conjunto de sua obra com o Prêmio Cecil B. DeMille. No palco, Oprah falou sobre sua história, racismo, empoderamento e não se esqueceu de ressaltar que era a primeira mulher negra a ganhar esse reconhecimento.

 

Outras mulheres aproveitaram o tempo dedicado aos agradecimentos para homenagear as colegas. Nicole Kidman, que levou o prêmio de melhor atriz em minissérie ou filme para TV pelo seu papel em Big Little lies, agradeceu a Reese Witherspoon e Shailene Woodley, e a Liane Moriarty, autora de Pequenas grandes mentiras, livro que deu origem à série. Em Big Little Lies, Nicole interpreta Celeste, uma mulher que tem uma vida aparentemente perfeita, mas sofre violência doméstica.

Em uma das mais belas e sensíveis atuações de sua carreira, Nicole conseguiu levantar com a personagem debates como maternidade, relacionamento abusivo e violência sexual, temas abordados pelos livros de Liane Moriarty.

 

Outro atores de Big Little Lies também receberam prêmios nas categorias de melhor ator coadjuvante, para Alexander Skarsgård, e melhor atriz coadjuvante, para Laura Dern. 

 

Guillermo del Toro também foi destaque na premiação vencendo como melhor diretor pelo filme A forma da água. Mexicano e responsável por longas como Hellboy e O Labirinto do Fauno, ele falou sobre sua carreira em Hollywood e sobre representatividade e latinos na indústria.

A forma da água, inspirado na obra homônima que chega às livrarias em fevereiro, também ganhou na categoria de melhor trilha sonora.

The Shape of Water

Confira a lista com todos os premiados da noite:

Melhor Filme – Drama:

“Três anúncios para um crime”

Melhor Filme – Comédia ou musical:

“Lady Bird: É hora de voar”

Melhor diretor:

Guillermo del Toro (“A forma da água”)

Melhor ator de filme – Drama:

Gary Oldman (“O destino de uma nação”)

Melhor atriz de filme – Drama:

Frances McDormand (“Três anúncios para um crime”)

Melhor ator de filme – Comédia ou Musical:

James Franco (“Artista do desastre”)

Melhor atriz de filme – Comédia ou Musical:

Saoirse Ronan (“Lady Bird: É hora de voar”)

Melhor atriz coadjuvante de filme:

Allison Janney (“Eu, Tonya”)

Melhor ator coadjuvante de filme:

Sam Rockwell (“Três anúncios para um crime”)

Melhor roteiro de filme:

Martin McDonagh (“Três anúncios para um crime”)

Melhor animação:

“Viva: A vida é uma festa”

Melhor filme em língua estrangeira:

“Em pedaços”

Melhor trilha sonora para filme:

Alexandre Desplat (“A forma da água”)

Melhor canção original para filme:

“This is me”, de “O rei do show”

Melhor série – Drama:

“The Handmaid’s Tale”

Melhor série – Musical ou Comédia:

“The Marvelous Mrs. Maisel”

Melhor série limitada ou filme para a TV:

“Big Little Lies”

Melhor ator de série – Drama:

Sterling K. Brown (“This is us”)

Melhor atriz de série – Drama:|

Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”)

Melhor ator de série – Musical ou Comédia:

Aziz Ansari (“Master of None”)

Melhor atriz de série – Musical ou Comédia:

Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”)

Melhor atriz de minissérie ou filme feito para TV:

Nicole Kidman (“Big Little Lies”)

Melhor ator de série limitada ou filme feito para TV:

Ewan McGregor (“Fargo”)

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV:

Laura Dern (“Big Little Lies”)

Melhor ator coadjuvante para série, minissérie ou filme feito para TV:

Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”)

testeA Forma da água, de Guillermo del Toro, lidera as indicações ao Globo de Ouro

Me chame pelo seu nome e Big Little Lies também são destaques da premiação

Depois de levar o Leão de Ouro de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema e o prêmio de melhor diretor pelos críticos de cinema de Los Angeles, o novo filme de Guillermo Del Toro (Labirinto do Fauno) lidera as indicações ao Globo de Ouro 2017. Foram sete, entre elas Melhor Filme de Drama, Melhor Diretor e Melhor Roteiro de Filme para Guillermo del Toro, Melhor atriz de filme de Drama para Sally Hawkins, Melhor ator coadjuvante de Filme para Richard Jenkins e Melhor atriz coadjuvante de Filme para Octavia Spencer.

Baseado em uma ideia original de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, A forma da água foi desenvolvida desde o início como uma história pensada pelos dois artistas de maneira independente para o cinema e a literatura. No Brasil o filme estreia em 1º de fevereiro e o livro terá lançamento mundial simultâneo em 27 de fevereiro.

 

A história se passa durante a época da Guerra Fria, em Baltimore, em um centro de pesquisa aeroespacial que acaba de receber um bem precioso: um homem anfíbio capturado na Amazônia. O que se desenrola é uma angustiante história de amor entre o anfíbio e uma das zeladoras do laboratório, uma mulher muda que usa a linguagem de sinais para se comunicar com a criatura.

O aguardado Me chame pelo seu nome, que dominou as indicações ao Spirit Awards, premiação dedicada ao cinema independente, e foi eleito pelos críticos de Los Angeles como o melhor filme do ano, conquistou três indicações: Melhor Filme de Drama, Melhor ator de Filme de Drama para Timothée Chalamet e Melhor ator coadjuvante de Filme para Armie Hammer.

Dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, o filme é inspirado no romance homônimo de André Aciman que publicaremos em 5 de janeiro e narra a primeira (e atordoante) paixão de Elio durante um verão, na década de 1980, na Itália. Filho de um professor universitário que costumava receber jovens escritores para residências literárias, Elio não estava preparado para conhecer o inesquecível Oliver.

 

A nova animação do brasileiro Carlos Saldanha, diretor de A Era do Gelo e Rio, também foi indicada ao Globo de Ouro! Inspirado no clássico da literatura infantil, o Touro Ferdinando concorre nas categorias de Melhor Animação e Melhor Canção Original para “Home”.

A encantadora história sobre gentileza e respeito às diferenças acaba de chegar às livrarias com uma nova edição em capa dura. O filme estreia em 11 de janeiro.

 

Inspirado na história real de Molly Bloom, americana que comandava a mesa de pôquer clandestina mais exclusiva do mundo, A Grande Jogada recebeu duas indicações: Melhor Roteiro de Filme para Aaron Sorkin, que já levou o Oscar pelo roteiro de A Rede Social, e de Melhor Atriz de Filme de Drama para Jessica Chastain. A produção é baseada no livro de não ficção homônimo que publicaremos em janeiro.

 

Na TV, a série Big Little Lies, uma das grandes vencedoras do Emmy deste ano, foi a recordista com seis indicações. A produção da HBO concorre nas categorias de Melhor Filme para TV ou série limitada, Melhor Atriz para Nicole Kidman e Reese Witherspoon, Melhor atriz Coadjuvante para Laura Dern e Shailene Woodley e Melhor ator coadjuvante para Alexander Skarsgård.

Baseada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, a série conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

A cerimônia de entrega do Globo de Ouro será realizada no dia 7 de janeiro de 2018 em Los Angeles. Confira aqui a lista completa.

 

testeBig Little Lies, série inspirada em romance de Liane Moriarty, é uma das grandes vencedoras do Emmy

Big Little Lies já tinha conquistado o público e a crítica com sua direção impecável, elenco estrelado e trilha sonora incrível, mas foi durante o Emmy, maior premiação da televisão, que a minissérie se consagrou. A atração levou oito troféus na noite de ontem e foi a grande vencedora na categoria de melhor série limitada.

Nicole Kidman recebeu seu primeiro Emmy na categoria de melhor atriz em série limitada pelo papel de Celeste. Em seu discurso, a atriz falou sobre a importância dos temas abordados na série. “Nós colocamos o holofote sobre a violência doméstica. É uma causa complicada e traiçoeira muito mais comum do que podemos imaginar. É envolta por vergonha e segredos, e vocês, me concedendo esse prêmio, colocam luz em um caminho obscuro.”

Além de Kidman, Laura Dern recebeu o troféu de melhor atriz coadjuvante e Alexander Skarsgård pelo melhor ator coadjuvante. Jean-MarcVallée, conhecido por Clube de Compras DallasLivre A jovem rainha Vitória, também levou a estatueta de melhor diretor.

A série Big Little Lies foi inspirada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, que conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

Confira os principais ganhadores do Emmy:

Série dramática:
The Handmaid’s Tale

 Série de comédia:
Veep

 Melhor minissérie:
Big Little Lies (HBO)

Melhor filme para TV:

Black Mirror (San Junipero)

Melhor atriz em série dramática:

Elizabeth Moss (The Handmaid’s Tale)

Melhor talk show:
Last Week Tonight With John Oliver (HBO)

Melhor reality-show:
The Voice

Melhor apresentador de reality show ou programa de competição:
RuPaul Charles (RuPaul’s Drag Race)

testeMulheres à beira de um ataque de nervos

Por João Lourenço*

Você tem mania de limpeza? É viciada em calmantes? Sempre está com uma taça de champanhe na mão? Fala alto, conversa sozinha, interrompe as pessoas e gosta de ser o centro das atenções? É hipocondríaca, apresenta instabilidade emocional? Suas amigas te deixam louca? Ou é você quem enlouquece suas amigas? Cuidado, você pode ser uma neurótica! Na verdade, esse termo não tem o mesmo peso que tinha no passado. Em geral, a tal da neurose não se trata mais de algo clínico. Qualquer comportamento exagerado, um pouco fora dos padrões, pode ser tido como neurose… Mas não se preocupe, um pouco de neurose não faz mal a ninguém. Louco é aquele que nunca perde o controle. 

São vários os tipos de neuróticas. As mais comuns são aquelas que têm consciência da condição e abraçam essa característica. Há também as neuróticas enrustidas, aquelas que tentam mudar, controlar a neura. Esse é o caso da Eleanor Flood, protagonista do novo romance de Maria SempleHoje vai ser diferente. Eleanor não é má pessoa — assim como a maioria das neuróticas também não são. Eleanor é o tipo de mulher que faz listas mentais de tudo que precisa ser diferente em sua vida. Ela quer muito mudar: deseja ser uma mãe melhor, uma amiga melhor, uma esposa melhor. Enfim, uma versão melhor de si mesma. Porém, assim como na vida real, muitos imprevistos e surpresas desagradáveis surgem na vida de Eleanor.

Como não pirar quando tudo desmorona? Apesar de tantos obstáculos, Eleanor tenta encontrar soluções inusitadas para os problemas do cotidiano. Ela é uma personagem cativante que garante boas risadas e reflexões sobre as nossas neuroses do dia a dia. Irônico, engraçado e humano, a história de Eleanor está em processo de adaptação para a telinha, tendo Julia Roberts no papel principal — para neurótica nenhuma botar defeito. 

Abaixo, selecionamos seis personagens neuróticas de filmes e seriados de TV. Ame ou odeie-as. 

 

Carrie Bradshaw — Sex and the City

 

A série televisiva Sex and the City abriu o caminho para produções originais que abordam o universo feminino. Quem nunca quis sentar para um brunch com Samantha, Charlotte, Miranda e Carrie? Esta última sempre foi a personagem que mais dividiu opiniões. Carrie é independente, fashionista, assina uma coluna semanal sobre sexo para o jornal The New York Star e mora em um charmoso apartamento no coração de Manhattan. Ela é a it girl que você quer ser amiga e, às vezes, também consegue ser aquela pessoa insuportável que queremos distância: narcisista, egoísta e cheia de manias. É a típica neurótica que fuma um cigarro atrás do outro e não sai de casa até o “contatinho” ligar. Carrie Bradshaw, apesar de boa amiga, sempre quer ser o centro das atenções. 

 

Chris — I love Dick 

 

Por muitos anos, Kathryn Hahn estrelou como coadjuvante em filmes independentes. Na série da Amazon I Love Dick, ela rouba todas as cenas. Chris é uma cineasta que não produz nada original há anos. Frustrada com a profissão, ela decide seguir o marido, Sylvester (Griffin Dunne), para uma cidadezinha no interior do Texas, onde ele ganhou uma bolsa para estudar na famosa instituição do artista plástico Dick (Kevin Bacon). Em proporções diferentes, o casal se apaixona pelo sedutor Dick. Chris cria inúmeras fantasias e conspirações sobre Dick e transforma tudo isso em um diário picante. Para chamar a atenção do seu objeto de desejo, ela imprime o diário e distribui para a cidade inteira ler. Além de perseguir Dick por todos os cantos, a personagem de Chris se humilha, cria cenas que causam vergonha alheia — no espectador e nos outros personagens — e faz jogos mentais com o marido. Ou seja, um prato cheio! Ela é a mulher mais imprevisível da telinha. 

 

Madeline — Big Little Lies

 

Além de produtora da badalada série da HBOBig Little Lies, baseada no romance Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty, Reese Witherspoon também encarnou uma das protagonistas: Madeline. Ela é aquela neurótica que sabe que é neurótica, mas não tem nenhuma vontade de mudar. Madeline mora em uma mansão de frente para o mar, tem tudo que o dinheiro pode oferecer, porém sempre está entediada. Ela está no segundo casamento e é mãe de duas filhas. Pense em uma mãe tigre, aquela que se envolve nas brigas das meninas. Ela também não mede esforços para criar climão com quem se mete em seu caminho. Madeline arruma confusão até com o prefeito da cidade. A última palavra é sempre dela e ela não pensa duas vezes antes de te mandar para aquele lugar. Todos temem a sua língua ferina. Madeline é control freak, se apega a pequenos detalhes e sabe da vida de todo mundo. Mas não é só de barraco que ela sobrevive. Madeline também protege e aconselha as amigas desafortunadas.  

 

Brooke Cardinas — Mistress America

 

No tragicômico Mistress America, fica difícil acompanhar a rotina e as ambições da personagem Brooke Cardinas. Interpretada por Greta Gerwig, que coassina o roteiro do longa, Brooke é um retrato irônico da geração millennial. Brooke faz um pouco de tudo, mas não termina nada que começa. Ela pretende abrir um restaurante, mas, enquanto o sonho não se concretiza, trabalha como decoradora, designer de moda, instrutora de SoulCycle e tutora de matemática para adolescentes ricos. Ufa! Brooke acredita que as pessoas só se aproximam dela para roubar as suas ideias. Esse lado supersticioso e neurótico da personagem rende boas gargalhadas. Em tempos de crise, Brooke apela até para clarividentes. Ela é um personagem que não percebe que muitos de seus sonhos são irrealizáveis. Mas ela jura que: “Sei tudo sobre mim mesma, é por isso que não posso fazer terapia.”

 

Jasmine — Blue Jasmine 

 

O diretor do longa Blue Jasmine, Woody Allen, ficou conhecido por criar personagens neuróticos — lembra de Annie Hall? Em todos os filmes de Allen você encontra personagens que apresentam algum tipo de transtorno obsessivo compulsivo: pessoas que falam demais, excêntricas, paranoicas, desconfiadas até da própria sombra. Em Blue Jasmine não é diferente. Jasmine é uma socialite nova-iorquina que tem a vida virada do avesso quando o marido vai preso, deixando ela na rua da amargura. Jasmine começa a sofrer de transtorno delirante, ou seja, ela não aceita a nova realidade. Então faz de tudo para manter as aparências. Ela apresenta todas as características de uma neurótica de carteirinha: fala sozinha, aborda estranhos na rua para conversar sobre a vida privilegiada que tinha com o marido e por aí vai. Ela também apresenta delírios de grandeza e é compulsiva por compras e roupas de grife. Quando nada faz efeito, ela tenta se acalmar com uma mistura poderosa de calmante e champanhe. O papel rendeu o segundo Oscar da carreira de Cate Blanchett. 

 

Aura — Tiny Furniture 

 

Antes de ser a controversa Hannah Horvath, no seriado Girls, Lena Dunham dirigiu e escreveu Tiny Furnitures. No filme independente, Dunham interpreta Aura, uma recém-graduada em Teoria do Cinema que não sabe o que fazer com o diploma — e com a própria vida. Aura explora os conflitos comuns a qualquer pessoa, como a transição da juventude para a idade adulta. Ela volta a morar na casa dos pais, mas percebe que a mãe e a irmã mais nova estão distantes e não precisam dela por perto. Aura também não consegue mais se conectar com os amigos de infância. À deriva, entediada e sozinha, ela começa a fazer amizades com webcelebridades do YouTube e passa a trabalhar como ajudante em um restaurante. Para completar, ela tem aquele famoso “dedo podre” para homens, só se envolve com gente comprometida ou emocionalmente distante. 

 

João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York tentando escrever seu primeiro romance.