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10 anos de A menina que roubava livros ou o que aconteceu em 2007

22 / fevereiro / 2017

Crédito: Pausa para um café

Enquanto o Rio de Janeiro se organizava para receber os Jogos Pan-Americanos, a dupla Sandy & Junior anunciava o fim de sua carreira, Tropa de Elite estreava nos cinemas e o iPhone chegava às prateleiras, os leitores brasileiros foram apresentados à emocionante história de A menina que roubava livros.  Agora, em 2017, a obra de Marcus Zusak comemora dez anos, e muitos leitores, além de ficarem assustados ao verem como o tempo passou voando, relembraram a importância do livro em suas vidas.

 

 

 

 

 

 

Para comemorar o aniversário, perguntamos aos nossos blogueiros qual é a relação deles com o livro.

Tayná Coelho, do Olhando Por Aí

“Em 2011, eu havia acabado de ler A menina que roubava livros e estava encantada! Não parava de falar sobre o livro para todo mundo no trabalho e uma colega pediu emprestado. Emprestei no último dia de trabalho antes do feriado de Páscoa. Ela, que estava com uma bolsa pequena, deixou o livro na mesa, pretendendo levar para casa na segunda. No domingo de Páscoa, fui acordada por uma outra colega informando que havia tido um incêndio no prédio em que trabalhávamos. Ficamos todos muito tristes, e a empresa ficou uns dez dias sem funcionar até acharmos um local provisório. Pois bem, quando voltamos a trabalhar, já em outro local, minha colega me contou que havia deixado o livro no escritório e tudo o mais. Fiquei triste, mas tudo bem, ela não tinha como saber. Uns dias depois, o pessoal subiu os vinte e três andares do prédio incendiado para buscar as coisas que ficaram para trás. Eu não tinha muitos pertences na minha mesa, então não fui. Ela foi e achou o livro. Por sorte, ela tinha posto um caderno em cima dele. Como nosso andar só foi atingido pela fumaça, nada queimou, mas tudo ficou preto e fedorento. Ela trouxe o livro: estava com uma faixa preta na capa, mas o restante estava perfeito. O caderno era um pouco menor que o livro e só por isso não o protegeu completamente da fuligem. Apesar de ela ter se oferecido para comprar outro, decidi manter o livro que sobreviveu a um incêndio. Depois de limpá-lo, nem dá para dizer que ele passou por essa aventura.”

 

Raffa Fustagno, do A Menina que Comprava Livros:

“O nome do meu blog, que este ano está completando sete anos, é inspirado no livro de Marcus Zusak. Tive o prazer de conhecer o autor na Bienal de 2007, e ele foi maravilhoso comigo: além de autografar, fez desenhos e perguntou o que eu achava do livro…  Ele também perguntou se eu tinha um blog, e eu disse que não. Só colocaria o A Menina que Comprava Livros no ar três anos depois. Mas virei fã do Marcus Zusak, já li todos os livros e ainda sonho com a volta dele ao Brasil, porque naquele dia o lindo autógrafo foi no livro da minha tia. Me arrependo até hoje de não ter comprado um exemplar para mim e de ter levado o dela.”

Maidy, do Dear Maidy:

A menina que roubava livros foi o primeiro drama que li e o primeiro livro da Intrínseca que comprei! HAHAH Ou seja, amor duplo! Foi um livro que me fez ficar comovida e apaixonada com histórias da Segunda Guerra Mundial, que me fez chorar horrores imaginando toda a dor dos judeus e que me deixou em choque com tantas coisas que aquela garotinha passou! É sem dúvida, até hoje, o melhor drama que já li e é um livro que vou carregar para sempre no coração. A obra me mostrou a importância da leitura em momentos de crise e me ensinou que todos podemos ser fortes, mesmo não sabendo a força que temos!”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Núbia Esther de Oliveira Miranda, do Blablabla Aleatório:

“Meu primeiro encontro com a Liesel ocorreu da forma mais despretensiosa possível. Em 2008 eu morava em Brasília e dividia o apartamento com mais duas garotas. Em um final de semana que fiquei sozinha em casa e não tinha nada para ler, fui no quarto das meninas ver se tinha algo perdido por lá e encontrei um livro de um autor desconhecido com uma capa minimalista e linda (livro com cheiro e aparência de novo ainda). Comecei a ler ali mesmo. Naquele dia, noite e madrugada, a primeira leitura daquele exemplar de A menina que roubava livros foi roubada por mim, e em troca ela me roubou várias e várias lágrimas e deixou um saudosismo eterno. Anos depois, minha irmã comprou um exemplar para nossa pequena biblioteca e acabamos também tendo nossa Liesel roubada — pena que não foi por apenas um dia, noite, madrugada. O título realmente inspirou uma menina a roubá-lo de nós!”

Crédito: Pausa para um café

Raquel Araujo, do Por uma Boa Leitura:

“Esse foi um dos primeiros livros da minha coleção, que antes só se resumia aos paradidáticos do colégio. Me lembro de ver a capa na livraria e ler na contracapa:  ‘Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler.’ Fiquei tão impressionada com essa frase que precisei comprar. Minha edição é a primeira! A história é tão tocante que devorei o livro. Além do enredo maravilhoso, A menina que roubava livros se passa durante a Segunda Guerra, um período histórico sobre o qual eu adoro ler. Me emocionei com a Liesel, guardei comigo o seu segredo como ‘ladra de livros’ e chorei junto com ela no final. O que mais me chama a atenção na obra é a relação dela com o pai. Simplesmente lindo de ver! Talvez aos dezesseis, dezessete anos eu não tivesse maturidade suficiente para entender toda a dimensão da história. Já reli três vezes e sempre me apaixono um pouquinho mais. LIVRÃO DE RAIZ!!!!!!!!!!!!”

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Comentários

4 Respostas para “10 anos de A menina que roubava livros ou o que aconteceu em 2007

  1. Em a menina que roubava livros descobrir um novo mundo, lisel me fez muda minha vida, minha maneira de pensa sobre livros, a menina que roubava livros foi meu primeiro livro, é além de ser importante por causa disso, Lisel meninger tornou-se mas importante pra mim pq foi lançada à primeira edição no dia do meu niver

  2. Em pé dentro de um ônibus, a capa do livro que uma mulher que estava sentada perto de mim lia me chamou atenção. Passei a viagem quase toda tentando saber o nome daquele livro, até que quando a mulher se mexeu, consegui ler a contracapa: “Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler.” Na mesma hora pensei: que livro é esse. Segui tentando ver a capa do livro, e só consegui depois que a mulher saltou do ônibus com o livro na mão e olhei pela janela, conseguindo ler o título do livro: “A Menina que roubava livros”. Chegando em casa, coloquei o nome do livro na internet, cheguei no site da intrínseca e li a sinopse e um trecho dele. Pensei: “Tenho que ler esse livro.” Conversei, então, sobre o trecho de “A menina que roubava livros” com a minha irmã que também passou a querer ler esse livro. Algum tempo depois, minha tia me perguntou o que eu queria de presente de natal, eu em resposta mandei uma lista por email e dentre as várias opções estava “A menina que roubava livros”. Na noite de natal, quando minha tia me deu meu presente, soube no mesmo instante o que era, antes mesmo de desembrulhar. Ao desembrulhar, fiquei muito feliz. Estava lendo outro livro que não me recordo agora, só lembro que corri para terminá-lo, para começar a ler a história da Liesel. Quando terminei de ler “A menina que roubava livros” tive a certeza de que acabara de ler um livro que se mostrara melhor do que eu imaginava que seria.

  3. Que relato incrível, Douglas! Ficamos muito felizes que você gostou tanto do livro! 😉

  4. Cada indivíduo possui uma forma divergente de relacionamento com um livro. Bem, no meu caso ele me chamou na prateleira da biblioteca onde estudo. A frase “Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler” foi intrinsicamente um furto da minha atenção. Sou fascinada por livros que envolvam o assunto “Segunda Guerra Mundial” e já li muitos livros na perspectiva de judeus como “O Diário de Anne Frank” e “O Menino do Pijama Listrado” entre outros. Quando descobri que o enredo da história era narrado pela Morte que vivencia o mundo caótico da Segunda Grande Guerra, inexplicavelmente adotei esta obra como minha predileta. Relembro que o mais inusitado foi ler o livro quando simplesmente (por acaso?) minha professora de Inglês começa a passar a obra cinematográfica na sala de aula. O filme foi dividido em duas aulas e fiquei tão indecisa em saber se minha expectativa maior era terminar o livro ou o filme. Enfim, o filme veio primeiro e lembro que a roubadora de livros, residente da Rua Himmel, proporcionou mais que lágrimas, mas uma das melhores experiências como leitura em minha vida.

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