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Meu telefone é mais feliz

6 / maio / 2016

Lawson.Jenny.FH jacket photo.Credit Maile Wilson

Jenny Lawson (Foto por Maile Wilson)

Todas as manhãs, Jenny Lawson, autora de Alucinadamente feliz, encontra diversas mensagens de áudio deixadas no celular dela e tem certeza de que está sendo perseguida. As mensagens vêm de dentro da casa, e a louca é ela.

Parte resultado de medicamentos para dormir começando a fazer efeito e parte fruto de ficar acordada depois até duas da manhã após tomar remédios, as mensagens são ideias desconexas e esquisitas, mas que fazem Jenny falar todos os dias: “Finalmente alguém que me entende.”

Confira algumas das mensagens:

 

“‘Não vou dizer que avisei’ é a mesma coisa que falar ‘Eu avisei’, só que pior, já que você está dizendo “Eu avisei” e se parabenizando por ser capaz de conter a vontade de dizer o que acabou de dizer.”

1

 

“Comer um pêssego é como comer a cabeça de um recém-nascido. É tão macio e mole. Não que pêssegos tenham gosto de bebês. Eu não como bebês. Aliás, nem pêssegos. Porque lembram comer bebês. Na verdade, é um círculo vicioso.”

2

 

“A expressão ‘Descanse em paz’ soa muito egoísta. Ela basicamente quer dizer: ‘Fique no túmulo. Não venha me assombrar.’ O oposto seria ‘Revire-se como quiser’ ou ‘Vá dar uma corrida’.”

3

 

“Por que ‘sufixo’ e não ‘posfixo’? O contrário de ‘prefixo’ deveria ser ‘posfixo’. Não entendo como essas decisões são tomadas.”

4

 

“Sempre que eu e Victor brigamos, gosto de pegar meu celular e tirar uma selfie de nós dois, porque quando ele me diz para me acalmar posso provar que estou menos zangada do que ele, argumentando: ‘Como você pode pensar que perdi a calma? Dê uma olhada nessa foto. Estou adorável. É você quem está parecendo ter perdido a calma.’ Outra coisa boa é que quando estou tirando a foto ele tem duas opções: sorrir ou parecer com raiva. De um jeito ou de outro, eu saio ganhando. Além disso, fico com uma foto horrível dele que posso ameaçar tuitar se ele não concordar que estou certa em tudo.”

5

Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais: depressão altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.

Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para se levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

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