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Casos reais de histeria coletiva

27 / novembro / 2015

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Em 2012, um surto inexplicável ocorrido em Le Roy, uma pequena cidade dos Estados Unidos, chamou a atenção da imprensa e ganhou força nas redes sociais. Sem causas aparentes, cerca de 20 garotas perfeitamente saudáveis começaram a apresentar tiques nervosos e sintomas como desmaios e convulsões. Os médicos não chegaram a um diagnóstico definitivo e acreditam que o caso foi uma espécie de histeria em massa.

O fato inspirou A febre, livro de Megan Abbott, e faz parte de uma série de surtos misteriosos que atingem as pessoas mais vulneráveis a estresse e ansiedade de tempos em tempos. Esse tipo de distúrbio é mais frequente em ambientes fechados, com pessoas que convivem com uma proximidade física e social, e, na maioria das vezes, em mulheres jovens.

blogOs casos de histeria coletiva vêm sendo registrados há séculos na história. Conheça outros quatro surtos parecidos com o que inspirou a obra recém-publicada.

– Em 2014, uma misteriosa doença assustou os moradores da cidade de El Carmen de Bolívar, na Colômbia. Mais de 200 meninas tiveram dor de cabeça, tontura, formigamento e dormência em várias partes do corpo. Algumas pessoas suspeitavam dos efeitos da vacina contra o vírus do Papiloma Humano (HPV), mas o Ministério da Saúde do país descartou a hipótese.

– Em 2010, cerca de dez alunos entre 8 e 16 anos de uma escola do interior do Ceará começaram a passar mal ao mesmo tempo. Eles entraram em uma espécie de transe coletivo após afirmarem ter visto o espírito de um colega morto. Em um único dia, 25 meninas deram entrada no hospital com os mesmos sintomas. As aulas da escola foram suspensas por um tempo.

– Em 2006, na Cidade do México, um grupo de 600 garotas de um internato católico passou a apresentar sintomas como fraqueza, febre, desmaios e dificuldades de locomoção.

– Um dos casos de histeria coletiva mais famosos ocorreu na Tanzânia. Em 1962, três meninas de um internato começaram a rir de forma descontrolada.  As risadas eram acompanhadas de desmaios e choros. Em poucos dias, os sintomas se espalharam pela região.

Na história criada por Megan Abbott, Deenie e Lise estudam na mesma escola e são amigas inseparáveis. Quando Lise sofre uma inexplicável e violenta convulsão no meio da sala de aula, ninguém sabe como reagir. Logo depois, outras meninas começam a exibir tiques vocálicos e físicos. Entre teorias, especulações e vídeos nas redes sociais, o pânico se alastra pela cidade, ameaçando a frágil sensação de segurança de todos os envolvidos, que não conseguem compreender a causa da doença misteriosa.

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Saiba mais: A febre vai virar série de TV
                     A história real que inspirou A febre

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Leia um trecho do livro

Fontes: Folha de São PauloMundo estranho e Galileu 

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