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O cronista de Wall Street

12 / setembro / 2014

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“Wall Street consegue se iludir porque é paga para se iludir”, disse o jornalista e escritor Michael Lewis. O comentário parte de alguém familiarizado com o mercado financeiro: o autor de Flash boys – revolta em Wall Street trabalhou em um banco quando jovem e escreveu muitos livros sobre economia americana. Em seu livro mais recente, publicado pela Intrínseca, Lewis narra como operadores de alta frequência se utilizam de tecnologia para obter vantagens nas bolsas de valores e como um grupo de executivos decidiram combater essas distorções.

Formado em história da arte e com mestrado em Economia, Lewis publicou seu primeiro livro em 1989, contando suas experiências de quando trabalhou em um banco de investimentos de Wall Street e presenciou grandes fortunas surgirem ou ruírem em horas. A partir de então, seguiu carreira como jornalista econômico, escrevendo para publicações como Bloomberg News Vanity Fair, The New York Times Magazine e Foreign Affairs.

Não é apenas em Wall Street que Lewis mantém seu foco de interesse. Seu livro que conta a história Michael Oher, um jovem sem-teto que se torna estrela de futebol americano universitário quando é adotado, foi adaptado para os cinemas como Um Sonho Possível e rendeu a Sandra Bullock o Oscar de melhor atriz. Em 2009 publicou Home Game sobre os desafios de ser pai de três meninas e, em Treinador, narra as lições de vida que seu treinador de beisebol lhe ensinou na infância.

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Em Flash Boys, Lewis volta a Wall Street e narra a trajetória de Brad Katsuyama, que enquanto trabalhava em um banco desvendou um complexo esquema de manipulação do mercado financeiro. Brad percebeu que, ao tentar adquirir ações, o preço delas aumentava no segundo em que ele clicava no botão para enviar a ordem de compra para diferentes bolsas de valores. Investigando, ele descobriu que corretores intermediários compravam as ações da mesma empresa para revendê-las a um preço mais elevado para quem manifestou o interesse original. Era como se o que Brad via na tela de seu computador fosse uma ilusão, pois os valores ali mostrados se alteravam em um ínfimo espaço de tempo. O canadense radicado em Nova York iniciou, então, ao lado de outros especialistas, uma cruzada contra o caráter predatório desse tipo de operação.

Flash boys será adaptado para os cinemas, produzido por Scott Rubin, produzido por Scott Rudin, produtor de A Rede Social e Onde Os Fracos Não Têm Vez. A Intrínseca também publicará Moneyball, em que o autor investiga o sucesso de Billy Beane e do time de beisebol Oakland Athletics.

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